ERA UMA VEZ...

- "Titia, me conta uma história?

- Conto, sim, meu bem... era uma vez..."

E assim, invariavelmente, se iniciava mais uma epopeia onde, depois de passar por mil agruras, o herói da história era finalmente recompensado, ficando ao lado da linda princesa, colhendo os louros da vitória. Todas as historinhas que ouvíamos na infância nos fazia sonhar, nos levando através do tempo e do espaço, rumo a um mundo onde as injustiças não tinham lugar... a lei e a ordem sempre prevaleciam no final...

Claro, havia guerras, o inimigo cometia atrocidades... mas no final era vencido, pois o mal não dura para sempre... ao menos foi isso que nos ensinaram quando éramos pequeninos. Aprendemos desde pequenos a ter Esperança, a chave para caminhar rumo à prometida Felicidade. Sempre aguardando dias melhores, aproveitando cada minuto de Alegria que se apresentava em nossa infância...

Fomos ensinados a jamais desistir de um sonho... e se, depois de adultos em algumas ocasiões simplesmente jogamos a toalha, é porque descobrimos que nem sempre a justiça prevalece. Isso porque, como diz um velho chavão... "tudo que é lei é justo, mas nem tudo que é justo é lei"...

Em todos os âmbitos sociais existem as discrepâncias. Algumas são gritantes e o povo termina por reunir-se para dar um basta nesse tipo de situação. Mas nem sempre a união faz a força, como diz o ditado popular. Isso porque, muitas vezes, o que é considerado injusto por algumas almas, por outras é perfeitamente normal. Por mais esdrúxula que seja a situação...

Nosso problema maior é que necessitamos seguir nossos ídolos. O problema? Bem, é que, com raríssimas exceções, tais modelos tem seus pés mergulhados na lama, quando não em um ambiente pior. Suas diretrizes nada trazem de bom para nossa vida, mas suas palavras são tão... como direi... convincentes, que conseguem nos fazer acreditar que aquilo que nos é prejudicial em todos os sentidos será, a longo prazo, benéfico para nosso grupo social...

Somos seres individualistas até a página dois. Abrimos mão com facilidade de nossos sonhos em prol de uma promessa de um futuro melhor. Nos sacrificamos sem pensar duas vezes, pois as palavras que nos são dirigidas nos convencem que, ao abrirmos mão de nossa individualidade, estaremos fazendo o bem para toda a comunidade...

Várias são as ferramentas usadas pelos líderes dos grupos dos quais participamos. E todas elas são direcionadas a nos convencer a nos atirar na fogueira, se esse for o desejo de nosso guru espiritual... quem já se esqueceu dos vários exemplos dos livros sagrados que nos são apresentados como modelo de comportamento? Você abrir mão de sua vida é a maior prova de amor que pode dar ao seu semelhante, já dizem os nossos guias...

O engraçado é que estes nunca dão a cara a tapa. Embora preguem uma vida de parcimônia, estão cercados de luxo e conforto. Fazem caridade. Mas com o chapéu alheio. Você pode até argumentar que "eles não tem recursos próprios, que dependem da generosidade de seus pares". Concordo. Mas se olharmos ao nosso redor, descobriremos que esses abnegados discípulos da vida exígua na realidade tem muito mais conforto que seus acólitos...

Antes que me pergunte, não estou falando de religião. Porque, embora pareça que estou falando disso, na verdade estou comentando sobre todo tipo de liderança dos mais variados grupos, espalhados por todos os segmentos. Estes são criados para "melhorar a vida de seus seguidores", mas na verdade, os únicos beneficiados são aqueles que, supostamente, vivem apenas da boa vontade de seus seguidores...

Isso, de certa forma, me lembra uma história em quadrinhos que lí a muito tempo atrás... um "Robin Hood moderno e seu bando de alegres folgazões" começa a roubar dos ricos para distribuir aos pobres. Mas ao doar o fruto de seu trabalho, percebem que o pobre, ao ser agraciado com o resultado da "coleta", se torna rico e, por isso, também deve ser roubado. A solução? Criar a figura do "pobre alternativo" onde cada um dos componentes do grupo assumia o papel de "pobre por um dia"... pobreza em circuito fechado, no final das contas...

Infelizmente é assim que a sociedade funciona. Exige do cidadão comum tudo aquilo que ele tem, em nome de uma estabilidade social. E, para que não haja discrepâncias quanto à distribuição do saque, distribui-se o tesouro entre os dirigentes do grupo, de forma a manter tudo dentro dos parâmetros originais...

O final da história? Não é o "felizes para sempre", com certeza. Afinal, onde a ganância e a injustiça imperam travestidas de cuidados aos carentes dificilmente poderão ter um final feliz. Pois toda ajuda conseguida para aliviar o sofrimento daqueles desprovidos pela sorte acaba sendo desviada de seu destino original e apenas uma parcela insignificante acaba por chegar até as mãos de quem realmente precisa...

Não estou dizendo que todos aqueles que dizem lutar pelos mais fracos realmente não o façam... há almas abnegadas que realmente lutam pelos necessitados. E, se apenas uma pequena parcela consegue resultados tão bons, imagine como seria nosso mundo se a ganância fosse extirpada definitivamente de nosso meio e todos se ajudassem, como irmãos que somos? Nesse dia viveríamos no Paraíso... e então poderíamos finalizar nossa história com "e as armas foram destruídas, pois o Amor finalmente começou a reinar sobre todos os povos. E assim viveram felizes para sempre..."

Tania Miranda   -   Brasil   -   20/01/2026

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ONCE UPON A TIME...

- "Auntie, tell me a story?"

- "Yes, my dear... once upon a time..."

And so, invariably, another epic tale began where, after enduring a thousand hardships, the hero of the story was finally rewarded, standing beside the beautiful princess, reaping the laurels of victory. All the little stories we heard in childhood made us dream, taking us through time and space, towards a world where injustices had no place... law and order always prevailed in the end...

Of course, there were wars, the enemy committed atrocities... but in the end they were defeated, because evil doesn't last forever... at least that's what we were taught when we were little. We learned from a young age to have Hope, the key to walking towards the promised Happiness. Always waiting for better days, enjoying every minute of joy that presented itself in our childhood...

We were taught to never give up on a dream... and if, as adults, we sometimes simply throw in the towel, it's because we've discovered that justice doesn't always prevail. That's because, as an old cliché goes... "everything that is law is just, but not everything that is just is law"...

In all social spheres, discrepancies exist. Some are glaring, and people end up uniting to put an end to this type of situation. But unity doesn't always make strength, as the popular saying goes. That's because, often, what is considered unjust by some souls is perfectly normal by others. However bizarre the situation may be...

Our biggest problem is that we need to follow our idols. The problem? Well, with very rare exceptions, these role models have their feet mired in mud, if not in an even worse environment. Their guidelines bring nothing good to our lives, but their words are so... how shall I say... convincing, that they manage to make us believe that what is harmful to us in every way will, in the long run, be beneficial to our social group...

We are individualistic beings up to a point. We easily give up our dreams in favor of a promise of a better future. We sacrifice ourselves without thinking twice, because the words addressed to us convince us that, by giving up our individuality, we will be doing good for the whole community...

Various are the tools used by the leaders of the groups we participate in. And all of them are aimed at convincing us to throw ourselves into the fire, if that is the wish of our spiritual guru... who has forgotten the various examples from sacred books that are presented to us as models of behavior? Giving up your life is the greatest proof of love you can give to your fellow man, as our guides say...

The funny thing is that they never show their faces. Although they preach a life of frugality, they are surrounded by luxury and comfort. They do charity. But with other people's money. You might even argue that "they don't have resources of their own, that they depend on the generosity of their peers." I agree. But if we look around us, we will discover that these selfless disciples of meager living actually have much more comfort than their acolytes...

Before you ask, I'm not talking about religion. Because, although it may seem that I am talking about that, I am actually commenting on all kinds of leadership from the most varied groups, spread across all segments. These are created to "improve the lives of their followers," but in reality, the only ones who benefit are those who supposedly live only on the goodwill of their followers...

This, in a way, reminds me of a comic book I read a long time ago... a "modern Robin Hood and his band of merry revelers" begins to steal from the rich to distribute to the poor. But when they donate the fruits of their labor, they realize that the poor, upon receiving the results of the "collection," become rich and, therefore, must also be robbed. The solution? To create the figure of the "alternative poor person" where each member of the group assumed the role of "poor for a day"... poverty in a closed circuit, in the end...

Unfortunately, this is how society works. It demands from the common citizen everything they have, in the name of social stability. And, so that there are no discrepancies in the distribution of the loot, the treasure is distributed among the group's leaders, in order to keep everything within the original parameters...

The end of the story? It's certainly not "happily ever after." After all, where greed and injustice prevail disguised as care for the needy, a happy ending is unlikely. Because all the aid obtained to alleviate the suffering of those deprived by fortune ends up being diverted from its original purpose, and only an insignificant portion ends up reaching the hands of those who truly need it...

I'm not saying that all those who claim to fight for the weak don't truly do so... there are selfless souls who genuinely fight for those in need. And if only a small fraction achieves such good results, imagine what our world would be like if greed were definitively eradicated from our midst and everyone helped each other, like the brothers and sisters we are? On that day we would live in Paradise... and then we could end our story with "and the weapons were destroyed, for Love finally began to reign over all peoples. And so they lived happily ever after..."

Tania Miranda - Brazil - 01/20/2026

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ÉRASE UNA VEZ...

- "Tía, ¿cuéntame un cuento?"

- "Sí, querida... Érase una vez..."

Y así, invariablemente, comenzaba otra historia épica donde, tras soportar mil adversidades, el héroe de la historia finalmente era recompensado, junto a la bella princesa, cosechando los laureles de la victoria. Todas las pequeñas historias que escuchamos en la infancia nos hacían soñar, llevándonos a través del tiempo y el espacio, hacia un mundo donde las injusticias no tenían cabida... la ley y el orden siempre prevalecían al final...

Claro que hubo guerras, el enemigo cometió atrocidades... pero al final fueron derrotados, porque el mal no dura para siempre... al menos eso nos enseñaron de pequeños. Aprendimos desde pequeños a tener esperanza, la clave para caminar hacia la felicidad prometida. Siempre esperando días mejores, disfrutando cada minuto de alegría que se nos presentó en la infancia...

Nos enseñaron a nunca renunciar a un sueño... y si, de adultos, a veces simplemente tiramos la toalla, es porque hemos descubierto que la justicia no siempre prevalece. Esto se debe a que, como dice un viejo cliché... "todo lo que es ley es justo, pero no todo lo que es justo es ley"...

En todos los ámbitos sociales existen discrepancias. Algunas son flagrantes, y la gente acaba uniéndose para poner fin a este tipo de situaciones. Pero la unión no siempre hace la fuerza, como dice el dicho popular. Esto se debe a que, a menudo, lo que algunos consideran injusto es perfectamente normal para otros. Por muy extraña que sea la situación...

Nuestro mayor problema es que necesitamos seguir a nuestros ídolos. ¿El problema? Bueno, salvo muy raras excepciones, estos modelos a seguir tienen los pies en el barro, o incluso en un entorno aún peor. Sus directrices no nos aportan nada bueno, pero sus palabras son tan... ¿cómo decirlo?... convincentes, que consiguen hacernos creer que lo que nos perjudica en todos los sentidos, a la larga, será beneficioso para nuestro grupo social...

Somos seres individualistas hasta cierto punto. Renunciamos fácilmente a nuestros sueños por la promesa de un futuro mejor. Nos sacrificamos sin pensarlo dos veces, porque las palabras que nos dirigen nos convencen de que, al renunciar a nuestra individualidad, estaremos haciendo el bien a toda la comunidad...

Varias son las herramientas que utilizan los líderes de los grupos en los que participamos. Y todas ellas tienen como objetivo convencernos de que nos lancemos al fuego, si ese es el deseo de nuestro gurú espiritual... ¿Quién ha olvidado los diversos ejemplos de los libros sagrados que se nos presentan como modelos de conducta? Entregar la vida es la mayor prueba de amor que puedes dar al prójimo, como dicen nuestros guías...

Lo curioso es que nunca dan la cara. Aunque predican una vida de frugalidad, están rodeados de lujo y comodidad. Hacen caridad. Pero con el dinero ajeno. Incluso se podría argumentar que "no tienen recursos propios, que dependen de la generosidad de sus semejantes". Estoy de acuerdo. Pero si miramos a nuestro alrededor, descubriremos que estos altruistas discípulos de una vida precaria en realidad tienen mucha más comodidad que sus acólitos...

Antes de que pregunten, no me refiero a la religión. Porque, aunque parezca que hablo de eso, en realidad me refiero a todo tipo de liderazgos de los más diversos grupos, repartidos en todos los segmentos. Estos se crean para "mejorar la vida de sus seguidores", pero en realidad, los únicos que se benefician son aquellos que supuestamente viven solo de la buena voluntad de sus seguidores...

Esto, en cierto modo, me recuerda a un cómic que leí hace mucho tiempo... un "Robin Hood moderno y su banda de alegres juerguistas" empieza a robar a los ricos para repartir entre los pobres. Pero cuando donan el fruto de su trabajo, se dan cuenta de que los pobres, al recibir los resultados de la "colecta", se enriquecen y, por lo tanto, también deben ser robados. ¿La solución? Crear la figura del "pobre alternativo", donde cada miembro del grupo asume el rol de "pobre por un día"... pobreza en un circuito cerrado, al fin y al cabo...

Desafortunadamente, así funciona la sociedad. Exige al ciudadano común todo lo que tiene, en nombre de la estabilidad social. Y, para que no haya discrepancias en la distribución del botín, el tesoro se reparte entre los líderes del grupo, para mantener todo dentro de los parámetros originales...

¿El final de la historia? Ciertamente no es un "felices para siempre". Después de todo, donde prevalecen la codicia y la injusticia disfrazadas de atención a los necesitados, un final feliz es improbable. Porque toda la ayuda obtenida para aliviar el sufrimiento de los desposeídos por la fortuna termina desviándose de su propósito original, y sólo una insignificante porción termina llegando a las manos de quienes verdaderamente la necesitan...

No digo que quienes dicen luchar por los débiles no lo hagan de verdad... hay almas altruistas que luchan de verdad por los necesitados. Y si solo una pequeña fracción logra tan buenos resultados, imaginen cómo sería nuestro mundo si la avaricia se erradicara definitivamente de entre nosotros y todos nos ayudáramos mutuamente, como hermanos y hermanas que somos. Ese día viviríamos en el Paraíso... y entonces podríamos terminar nuestra historia con "y las armas fueron destruidas, porque el Amor finalmente comenzó a reinar sobre todos los pueblos. Y así vivieron felices para siempre..."

Tania Miranda - Brasil - 20/01/2026

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OLI OLLUT KERRAN...

- "Täti, kerro minulle tarina?"

- "Kyllä, rakas... olipa kerran..."

Ja niin, poikkeuksetta, alkoi uusi eeppinen tarina, jossa tuhansien vastoinkäymisten jälkeen tarinan sankari lopulta palkittiin seisomaan kauniin prinsessan vieressä korjaamassa voiton laakereita. Kaikki lapsuudessa kuulemamme pienet tarinat saivat meidät unelmoimaan, vieden meidät ajan ja avaruuden halki kohti maailmaa, jossa epäoikeudenmukaisuudella ei ollut sijaa... laki ja järjestys voittivat aina lopulta...

Tietenkin oli sotia, vihollinen teki julmuuksia... mutta lopulta heidät kukistettiin, koska pahuus ei kestä ikuisesti... ainakin niin meille opetettiin pieninä. Opimme nuoresta iästä lähtien toivon, avaimen luvattuun onneen. Odotimme aina parempia päiviä, nautimme jokaisesta ilon hetkestä, joka lapsuudessamme tarjoutui...

Meille opetettiin, ettei unelmasta saa koskaan luopua... ja jos aikuisina joskus vain heitämme pyyhkeen kehään, se johtuu siitä, että olemme huomanneet, ettei oikeus aina voita. Tämä johtuu siitä, kuten vanha klisee kuuluu... "kaikki mikä on lakia, on oikeudenmukaista, mutta kaikki mikä on oikeudenmukaista, ei ole lakia"...

Kaikilla yhteiskunnan aloilla on ristiriitaisuuksia. Jotkut ovat räikeitä, ja ihmiset päätyvät yhdistymään lopettaakseen tällaisen tilanteen. Mutta yhtenäisyys ei aina tee voimaa, kuten sanonta kuuluu. Tämä johtuu siitä, että usein se, mitä jotkut sielut pitävät epäoikeudenmukaisena, on toisten mielestä täysin normaalia. Olipa tilanne kuinka outo tahansa...

Suurin ongelmamme on, että meidän on seurattava epäjumaliamme. Ongelma? No, hyvin harvinaisia ​​poikkeuksia lukuun ottamatta näiden roolimallien jalat ovat jumissa mudassa, ellei jopa vielä pahemmassa ympäristössä. Heidän ohjeensa eivät tuo mitään hyvää elämäämme, mutta heidän sanansa ovat niin... miten sen sanoisin... vakuuttavia, että he onnistuvat saamaan meidät uskomaan, että se, mikä on meille kaikin tavoin haitallista, on pitkällä aikavälillä hyödyllistä yhteiskunnalliselle ryhmällemme...

Olemme individualistisia olentoja tiettyyn pisteeseen asti. Luovumme helposti unelmistamme paremman tulevaisuuden lupauksen hyväksi. Uhraamme itsemme ajattelematta kahdesti, koska meille osoitetut sanat vakuuttavat meidät siitä, että luopumalla yksilöllisyydestämme teemme hyvää koko yhteisölle...

Ryhmien johtajat, joihin osallistumme, käyttävät monenlaisia ​​työkaluja. Ja kaikki ne pyrkivät vakuuttamaan meidät heittäytymään tuleen, jos se on henkisen gurumme toive... kuka on unohtanut pyhien kirjojen erilaiset esimerkit, joita meille esitetään käyttäytymismalleina? Elämästä luopuminen on suurin rakkauden osoitus, jonka voit antaa lähimmäisellesi, kuten oppaamme sanovat...

Hauskinta on, että he eivät koskaan näytä kasvojaan. Vaikka he saarnaavat säästäväisyyttä, heitä ympäröi ylellisyys ja mukavuus. He tekevät hyväntekeväisyyttä. Mutta muiden ihmisten rahoilla. Voisit jopa väittää, että "heillä ei ole omia resursseja, että he ovat riippuvaisia ​​​​toistensa anteliaisuudesta". Olen samaa mieltä. Mutta jos katsomme ympärillemme, huomaamme, että näillä niukan elämän epäitsekkäillä opetuslapsilla on itse asiassa paljon enemmän mukavuutta kuin heidän apulaisillaan...

Ennen kuin kysyt, en puhu uskonnosta. Koska, vaikka saattaakin vaikuttaa siltä, ​​että puhun siitä, kommentoin itse asiassa kaikenlaisia ​​johtajia mitä erilaisimmista ryhmistä, jotka ovat levinneet kaikille segmenteille. Nämä on luotu "parantamaan seuraajiensa elämää", mutta todellisuudessa ainoat, jotka hyötyvät, ovat ne, jotka muka elävät vain seuraajiensa hyvän tahdon varassa...

Tämä tavallaan muistuttaa minua sarjakuvasta, jonka luin kauan sitten... "nykyaikainen Robin Hood ja hänen iloisten juhlijoidensa joukko" alkaa varastaa rikkailta jakaakseen köyhille. Mutta kun he lahjoittavat työnsä hedelmät, he tajuavat, että köyhät "keräyksen" tuloksen saatuaan rikastuvat ja siksi heidätkin on ryöstettävä. Ratkaisu? Luoda "vaihtoehtoisen köyhän" hahmo, jossa jokainen ryhmän jäsen omaksuu "päivän köyhän" roolin... köyhyys suljetussa piirissä, lopulta...

Valitettavasti yhteiskunta toimii näin. Se vaatii tavalliselta kansalaiselta kaiken, mitä heillä on, yhteiskunnallisen vakauden nimissä. Ja jotta saaliin jaossa ei olisi epäjohdonmukaisuuksia, aarre jaetaan ryhmän johtajien kesken, jotta kaikki pysyisi alkuperäisissä rajoissa...

Tarinan loppu? Se ei todellakaan ole "onnellisesti elämämme loppuun asti". Loppujen lopuksi siellä, missä ahneus ja epäoikeudenmukaisuus vallitsevat naamioituneina avun tarpeessa olevien hyväksi, onnellinen loppu on epätodennäköinen. Koska kaikki onnen riistämistä kärsivien kärsimysten lievittämiseksi saatu apu päätyy muualle kuin alkuperäiseen tarkoitukseensa, ja vain mitätön osa päätyy niiden käsiin, jotka sitä todella tarvitsevat...

En väitä, etteivätkö kaikki ne, jotka väittävät taistelevansa heikkojen puolesta, todella tekisi niin... on olemassa epäitsekkäitä sieluja, jotka aidosti taistelevat apua tarvitsevien puolesta. Ja jos vain pieni osa saavuttaa niin hyviä tuloksia, kuvittele, millainen maailmamme olisi, jos ahneus olisi lopullisesti kitketty keskuudestamme ja kaikki auttaisivat toisiaan, kuten veljiä ja sisaria olemme? Sinä päivänä eläisimme paratiisissa... ja sitten voisimme päättää tarinamme sanoilla "ja aseet tuhottaisiin, sillä Rakkaus alkoi vihdoin hallita kaikkia kansoja. Ja niin he elivät onnellisina elämänsä loppuun asti..."

Tania Miranda - Brasilia - 20.1.2026

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C'ERA UNA VOLTA...

- "Zia, raccontami una storia?"

- "Sì, mia cara... c'era una volta..."

E così, immancabilmente, iniziava un altro racconto epico in cui, dopo aver sopportato mille difficoltà, l'eroe della storia veniva finalmente ricompensato, in piedi accanto alla bellissima principessa, a raccogliere gli allori della vittoria. Tutte le piccole storie che abbiamo ascoltato durante l'infanzia ci hanno fatto sognare, trasportandoci attraverso il tempo e lo spazio, verso un mondo in cui le ingiustizie non avevano posto... la legge e l'ordine alla fine prevalevano sempre...

Certo, c'erano guerre, il nemico commetteva atrocità... ma alla fine venivano sconfitti, perché il male non dura per sempre... almeno questo è ciò che ci è stato insegnato da piccoli. Abbiamo imparato fin da piccoli ad avere Speranza, la chiave per camminare verso la Felicità promessa. Aspettando sempre giorni migliori, godendoci ogni minuto di gioia che si presentava nella nostra infanzia...

Ci hanno insegnato a non rinunciare mai a un sogno... e se, da adulti, a volte gettiamo semplicemente la spugna, è perché abbiamo scoperto che la giustizia non sempre prevale. Questo perché, come dice un vecchio luogo comune... "tutto ciò che è legge è giusto, ma non tutto ciò che è giusto è legge"...

In tutti gli ambiti sociali esistono discrepanze. Alcune sono evidenti, e le persone finiscono per unirsi per porre fine a questo tipo di situazioni. Ma l'unione non sempre fa la forza, come dice il proverbio popolare. Questo perché, spesso, ciò che è considerato ingiusto da alcuni è perfettamente normale per altri. Per quanto bizzarra possa essere la situazione...

Il nostro problema più grande è che dobbiamo seguire i nostri idoli. Il problema? Beh, con rarissime eccezioni, questi modelli di riferimento hanno i piedi impantanati nel fango, se non in un ambiente ancora peggiore. Le loro linee guida non portano nulla di buono alle nostre vite, ma le loro parole sono così... come dire... convincenti, che riescono a farci credere che ciò che ci è dannoso in ogni modo, a lungo termine, sarà benefico per il nostro gruppo sociale...

Siamo esseri individualisti fino a un certo punto. Rinunciamo facilmente ai nostri sogni in favore della promessa di un futuro migliore. Ci sacrifichiamo senza pensarci due volte, perché le parole rivolte a noi ci convincono che, rinunciando alla nostra individualità, faremo del bene all'intera comunità...

Vari sono gli strumenti utilizzati dai leader dei gruppi a cui partecipiamo. E tutti mirano a convincerci a gettarci nel fuoco, se questo è il desiderio del nostro guru spirituale... chi ha dimenticato i vari esempi tratti dai libri sacri che ci vengono presentati come modelli di comportamento? Rinunciare alla propria vita è la più grande prova d'amore che si possa dare al prossimo, come dicono le nostre guide...

La cosa divertente è che non si mostrano mai. Sebbene predichino una vita frugale, sono circondati da lusso e comfort. Fanno beneficenza. Ma con i soldi degli altri. Si potrebbe persino sostenere che "non hanno risorse proprie, che dipendono dalla generosità dei loro simili". Sono d'accordo. Ma se ci guardiamo intorno, scopriremo che questi discepoli altruisti che vivono in povertà hanno in realtà molte più comodità dei loro accoliti...

Prima che me lo chiediate, non sto parlando di religione. Perché, anche se può sembrare che mi riferisca a questo, in realtà sto commentando tutti i tipi di leadership provenienti dai gruppi più diversi, distribuiti in tutti i segmenti. Queste vengono create per "migliorare la vita dei loro seguaci", ma in realtà gli unici a trarne beneficio sono coloro che presumibilmente vivono solo della benevolenza dei loro seguaci...

Questo, in un certo senso, mi ricorda un fumetto che ho letto molto tempo fa... un "moderno Robin Hood e la sua banda di allegri festaioli" inizia a rubare ai ricchi per distribuire ai poveri. Ma quando donano i frutti del loro lavoro, si rendono conto che i poveri, ricevendo i risultati della "colletta", diventano ricchi e, quindi, devono essere anche derubati. La soluzione? Creare la figura del "povero alternativo", in cui ogni membro del gruppo assume il ruolo di "povero per un giorno"... povertà in un circuito chiuso, alla fine...

Purtroppo, è così che funziona la società. Esige dal cittadino comune tutto ciò che ha, in nome della stabilità sociale. E, affinché non ci siano discrepanze nella distribuzione del bottino, il tesoro viene ripartito tra i leader del gruppo, in modo da mantenere tutto entro i parametri originali...

La fine della storia? Non è certo un "e vissero tutti felici e contenti". Dopotutto, dove avidità e ingiustizia prevalgono mascherate da cura dei bisognosi, un lieto fine è improbabile. Poiché tutti gli aiuti ottenuti per alleviare le sofferenze di chi è privo di fortuna finiscono per essere dirottati dal loro scopo originario, e solo una parte insignificante finisce per arrivare nelle mani di chi ne ha veramente bisogno...

Non sto dicendo che tutti coloro che affermano di lottare per i deboli non lo facciano davvero... ci sono anime altruiste che lottano sinceramente per chi è nel bisogno. E se solo una piccola frazione ottiene risultati così buoni, immaginate come sarebbe il nostro mondo se l'avidità fosse definitivamente sradicata da noi e tutti si aiutassero a vicenda, come i fratelli e le sorelle che siamo? Quel giorno vivremmo in Paradiso... e poi potremmo concludere la nostra storia con "e le armi furono distrutte, perché l'Amore cominciò finalmente a regnare su tutti i popoli. E così vissero felici e contenti..."

Tania Miranda - Brasile - 20/01/2026

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Il était une fois…

— « Tante, raconte-moi une histoire ? »

— « Oui, ma chérie… il était une fois… »

Et ainsi, immanquablement, commençait une nouvelle épopée où, après avoir enduré mille épreuves, le héros était enfin récompensé, se tenant aux côtés de la belle princesse, savourant les lauriers de la victoire. Toutes ces petites histoires de notre enfance nous faisaient rêver, nous transportant à travers le temps et l’espace, vers un monde où l’injustice n’avait pas sa place… où la loi et l’ordre triomphaient toujours…

Bien sûr, il y avait des guerres, l’ennemi commettait des atrocités… mais à la fin, il était vaincu, car le mal ne dure pas éternellement… du moins, c’est ce qu’on nous apprenait quand nous étions petits. Dès notre plus jeune âge, on nous apprenait à garder espoir, la clé du bonheur promis. Toujours dans l'attente de jours meilleurs, savourant chaque instant de joie de notre enfance…

On nous a appris à ne jamais renoncer à nos rêves… et si, adultes, il nous arrive de baisser les bras, c'est parce que nous avons constaté que la justice ne triomphe pas toujours. Car, comme le dit un vieux cliché : « tout ce qui est loi est juste, mais tout ce qui est juste n'est pas loi ».

Dans tous les domaines de la société, des inégalités existent. Certaines sont flagrantes, et les gens finissent par s'unir pour y mettre fin. Mais l'union fait la force, comme le dit l'adage. Car, souvent, ce qui est considéré comme injuste par certains est parfaitement normal par d'autres. Aussi absurde que soit la situation…

Notre plus grand problème est notre besoin de suivre nos idoles. Le problème ? Eh bien, à de très rares exceptions près, ces modèles ont les pieds dans la boue, voire dans un environnement pire encore. Leurs préceptes ne nous apportent rien de bon, mais leurs paroles sont si… comment dire… convaincantes, qu’ils parviennent à nous faire croire que ce qui nous est néfaste à tous égards sera, à long terme, bénéfique à notre groupe social…

Nous sommes individualistes jusqu’à un certain point. Nous abandonnons facilement nos rêves pour la promesse d’un avenir meilleur. Nous nous sacrifions sans hésiter, car les paroles qui nous sont adressées nous persuadent qu’en renonçant à notre individualité, nous agirons pour le bien de toute la communauté…

Les chefs des groupes auxquels nous appartenons emploient divers outils. Et tous visent à nous convaincre de nous jeter dans le feu, si tel est le souhait de notre gourou spirituel… qui a oublié les nombreux exemples tirés des livres sacrés qui nous sont présentés comme des modèles de conduite ? Donner sa vie est la plus grande preuve d’amour que l’on puisse donner à son prochain, comme le disent nos guides…

Le plus étrange, c’est qu’ils ne se montrent jamais. Bien qu’ils prônent une vie de frugalité, ils vivent dans le luxe et le confort. Ils font la charité. Mais avec l'argent des autres. On pourrait même dire qu'« ils n'ont pas de ressources propres, qu'ils dépendent de la générosité de leurs pairs ». Je suis d'accord. Mais si l'on regarde autour de soi, on constate que ces prétendus adeptes d'une vie frugale jouissent en réalité d'un confort bien supérieur à celui de leurs disciples…

Avant que vous ne posiez la question, je ne parle pas de religion. Car, même si cela peut donner cette impression, je fais en réalité référence à toutes sortes de formes de leadership, au sein de groupes très divers et dans tous les milieux. Ces mouvements sont censés « améliorer la vie de leurs adeptes », mais en réalité, les seuls à en profiter sont ceux qui, soi-disant, ne vivent que de la bienveillance de leurs fidèles…

D'une certaine manière, cela me rappelle une bande dessinée que j'ai lue il y a longtemps… Un « Robin des Bois des temps modernes et sa joyeuse bande » se mettent à voler les riches pour redistribuer aux pauvres. Mais lorsqu'ils donnent le fruit de leur travail, ils réalisent que les pauvres, en recevant les résultats de la « collecte », s'enrichissent et doivent donc, eux aussi, être spoliés. La solution ? Créer la figure du « pauvre alternatif », où chaque membre du groupe endosse le rôle du « pauvre d'un jour »… la pauvreté en circuit fermé, au final…

Malheureusement, c'est ainsi que fonctionne la société. Elle exige du citoyen lambda tout ce qu'il possède, au nom de la stabilité sociale. Et, pour qu'il n'y ait pas d'injustices dans la distribution du butin, le trésor est réparti entre les chefs du groupe, afin de maintenir le statu quo…

La fin de l'histoire ? Ce n'est certainement pas un conte de fées. Car, là où la cupidité et l'injustice se dissimulent sous un masque de bienveillance, un dénouement heureux est improbable. Car toute l'aide obtenue pour soulager la souffrance des personnes défavorisées par la fortune finit par être détournée de son objectif initial, et seule une infime partie parvient aux mains de ceux qui en ont réellement besoin...

Je ne dis pas que tous ceux qui prétendent défendre les faibles ne le font pas vraiment… il existe des âmes altruistes qui se battent sincèrement pour ceux qui sont dans le besoin. Et si seulement une petite minorité parvient à de tels résultats, imaginez ce que serait notre monde si l’avidité était définitivement éradiquée et si chacun s’entraidait, comme les frères et sœurs que nous sommes ? Ce jour-là, nous vivrions au paradis… et nous pourrions alors conclure notre histoire ainsi : « Et les armes furent détruites, car l’Amour commença enfin à régner sur tous les peuples. Et ils vécurent heureux pour toujours… »

Tania Miranda - Brésil - 20/01/2026

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ES WAR EINMAL...

– „Tante, erzähl mir eine Geschichte?“

– „Ja, mein Kind... es war einmal...“

Und so begann unweigerlich eine weitere epische Geschichte, in der der Held nach tausendfacher Entbehrung endlich belohnt wurde und an der Seite der schönen Prinzessin stand, den Lorbeeren des Sieges einheimsend. All die kleinen Geschichten unserer Kindheit ließen uns träumen und entführten uns durch Zeit und Raum in eine Welt, in der Ungerechtigkeit keinen Platz hatte... Recht und Ordnung siegten am Ende immer...

Natürlich gab es Kriege, der Feind beging Gräueltaten... aber am Ende wurden sie besiegt, denn das Böse währt nicht ewig... zumindest wurde uns das in unserer Kindheit beigebracht. Wir lernten schon früh, Hoffnung zu haben, den Schlüssel zum verheißenen Glück. Immer in der Hoffnung auf bessere Tage, jeden Augenblick der Freude unserer Kindheit genießend…

Uns wurde beigebracht, niemals einen Traum aufzugeben… und wenn wir als Erwachsene manchmal einfach das Handtuch werfen, liegt es daran, dass wir festgestellt haben, dass Gerechtigkeit nicht immer siegt. Denn, wie ein altes Klischee besagt: „Alles, was Gesetz ist, ist gerecht, aber nicht alles, was gerecht ist, ist Gesetz.“

In allen gesellschaftlichen Bereichen gibt es Ungleichheiten. Manche sind eklatant, und Menschen schließen sich zusammen, um solchen Situationen ein Ende zu setzen. Doch Einigkeit macht nicht immer stark, wie das Sprichwort sagt. Denn oft ist das, was manche als ungerecht empfinden, für andere völlig normal. So bizarr die Situation auch sein mag…

Unser größtes Problem ist, dass wir unseren Idolen nacheifern müssen. Das Problem? Nun, bis auf wenige Ausnahmen stecken diese Vorbilder tief im Dreck, wenn nicht gar in einem noch schlimmeren Milieu. Ihre Richtlinien bringen uns nichts Gutes, aber ihre Worte sind so... wie soll ich sagen... überzeugend, dass sie uns glauben machen, was uns in jeder Hinsicht schadet, werde langfristig unserer Gemeinschaft nützen.

Wir sind bis zu einem gewissen Grad individualistische Wesen. Wir geben unsere Träume leichtfertig auf für das Versprechen einer besseren Zukunft. Wir opfern uns ohne zu zögern, weil uns die Worte, die an uns gerichtet sind, davon überzeugen, dass wir durch den Verzicht auf unsere Individualität der gesamten Gemeinschaft Gutes tun.

Die Anführer der Gruppen, denen wir angehören, bedienen sich verschiedener Methoden. Und alle zielen darauf ab, uns dazu zu bringen, uns ins Feuer zu stürzen, wenn es der Wunsch unseres spirituellen Gurus ist... der die zahlreichen Beispiele aus heiligen Schriften vergessen hat, die uns als Verhaltensmodelle präsentiert werden. Sein Leben zu opfern ist der größte Beweis der Nächstenliebe, den man seinem Mitmenschen geben kann, wie unsere Führer sagen.

Das Merkwürdige ist, dass sie nie ihr Gesicht zeigen. Obwohl sie ein Leben in Bescheidenheit predigen, sind sie von Luxus und Komfort umgeben. Sie spenden für wohltätige Zwecke. Aber mit dem Geld anderer Leute. Man könnte sogar argumentieren, dass sie „keine eigenen Mittel haben und auf die Großzügigkeit ihrer Mitmenschen angewiesen sind“. Dem stimme ich zu. Doch wenn wir uns umsehen, stellen wir fest, dass diese selbstlosen Anhänger eines bescheidenen Lebens es tatsächlich viel komfortabler haben als ihre Gefolgsleute.

Bevor Sie fragen: Ich spreche nicht von Religion. Denn obwohl es den Anschein haben mag, meine ich eigentlich alle Arten von Führung in den unterschiedlichsten Gruppen und Gesellschaftsschichten. Diese Gruppen geben sich vor, „das Leben ihrer Anhänger zu verbessern“, doch in Wirklichkeit profitieren nur diejenigen, die angeblich allein vom Wohlwollen ihrer Anhänger leben.

Das erinnert mich an einen Comic, den ich vor langer Zeit gelesen habe: Ein „moderner Robin Hood und seine fröhliche Bande“ beginnen, die Reichen zu bestehlen, um das Geld an die Armen zu verteilen. Doch als sie die Früchte ihrer Arbeit spenden, erkennen sie, dass die Armen durch die Spenden reich werden und deshalb ebenfalls bestohlen werden müssen. Die Lösung? Die Figur des „alternativen Armen“ zu erschaffen, wobei jedes Gruppenmitglied die Rolle des „Armen für einen Tag“ übernimmt … Armut im Teufelskreis, am Ende …

Leider funktioniert die Gesellschaft so. Sie fordert vom einfachen Bürger alles, was er hat, im Namen der sozialen Stabilität. Und damit es keine Ungerechtigkeiten bei der Verteilung der Beute gibt, wird der Schatz unter den Anführern der Gruppe aufgeteilt, um alles im Rahmen der ursprünglichen Parameter zu halten …

Das Ende der Geschichte? Sicherlich kein „glückliches Ende“. Denn wo Gier und Ungerechtigkeit im Gewand der Nächstenliebe herrschen, ist ein Happy End unwahrscheinlich. Weil alle Hilfe, die zur Linderung des Leids der vom Schicksal Benachteiligten geleistet wird, letztlich ihrem ursprünglichen Zweck entzogen wird und nur ein unbedeutender Teil die Hände derer erreicht, die ihn wirklich benötigen...

Ich will damit nicht sagen, dass all diejenigen, die behaupten, für die Schwachen zu kämpfen, es nicht wirklich tun … es gibt selbstlose Menschen, die sich aufrichtig für Bedürftige einsetzen. Und wenn nur ein kleiner Teil so gute Ergebnisse erzielt, stellt euch vor, wie unsere Welt aussehen würde, wenn die Gier endgültig aus unserer Mitte verschwunden wäre und jeder jedem helfen würde, wie Brüder und Schwestern? An diesem Tag würden wir im Paradies leben … und dann könnten wir unsere Geschichte mit den Worten beenden: „Und die Waffen wurden zerstört, denn die Liebe herrschte über alle Völker. Und sie lebten glücklich bis an ihr Lebensende …“

Tania Miranda – Brasilien – 20.01.2026

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