EDUCAR OU DOUTRINAR?


EDUCAR OU DOUTRINAR?

Quando aceitamos a missão de educar um novo ser humano sabemos de antemão que não será uma tarefa das mais fáceis. E isso se deve a vários motivos. O primeiro deles é que você tem duas linhas de ação... doutrinar ou educar. O problema é que normalmente acreditamos que doutrinar alguém é educá-lo. Claro, a educação subtende seguir algumas normas. Mas é necessário criar no ente entregue aos nossos cuidados noções básicas de cidadania e, acima de tudo, a compreensão do que é certo e errado, para que possa decidir qual caminho tomar, quando chegar tal hora...

Doutrinar alguém é super fácil... apenas é necessário que a pessoa siga aquilo que você determina como certo, pois foi assim que aprendeu desde sua infância. Não há espaço para contestações. A linha de ação é traçada e deve ser seguida a risca. Os conceitos e pré conceitos simplesmente são atirados ao ser em formação, construindo uma linha narrativa que nem sempre faz sentido... mas como este não foi preparado para pensar, acaba por seguir a linha a ele indicada sem maiores preocupações...

Ou você acha que o mundo é como é porque faz parte da índole do ser humano? Não. Agimos como agimos por termos sido treinados desde pequenos a não pensar, a não contestar aquilo que nos foi passado como uma verdade incontestável. Simplesmente aceitamos as normas que nos foram impostas não porque realmente acreditamos naquilo que nos foi passado. É que, simplesmente, não nos deixaram outra opção que não aquela que nos foi apresentada...

Sim, pensar sobre a vida não é tão fácil como parece. E por que? Bem, na verdade essa ação acaba por nos obrigar a fazer comparações entre os diversos padrões que existem no mundo. O problema é que não estamos preparados para realmente analisar aquilo que ocorre ao nosso redor. Costumamos avaliar as opções pelo que vemos em sua superfície, não em um nível mais profundo...

Isso explica por que, apesar de falarmos tanto sobre "evolução social" continuamos com uma visão arcaica sobre a sociedade. Porque ainda pensamos em dominantes e dominados, mesmo desejando uma sociedade pacífica. Porque para extirpar este tipo de pensamento é necessário pensarmos realmente em como mudar o mundo... mas aí é que está o problema. Não fomos ensinados a pensar. Fomos ensinados a reagir conforme a situação vivenciada. E mesmo nessas situações, temos já uma série de respostas padronizadas. Que seguiremos religiosamente, pois fomos treinados à exaustão para agir dessa maneira...

Educar alguém é ensiná-lo a pensar. Sujeito a tropeços e erros, ele terá o direito de escolher qual caminho trilhar. Sempre avaliando os riscos reais, não os imaginários. Infelizmente ainda estamos muito longe deste estágio. Claro, há avanços na nossa forma de pensar. Avanços tímidos. Mas ainda temos o medo atávico de permitir que nossos rebentos aprendam a voar sem nossa supervisão. E, por esse motivo, acabamos por seguir o caminho da doutrinação dos pequenos, pois o medo de perdê-los para o mundo no momento em que abrirem os olhos de verdade e perceberem as nuances da Sociedade é muitas vezes maior que o amor que sentimos por eles...e aí, acabamos por sufocar sua identidade para que permaneçam para sempre como nossos bebês...

Tania Miranda  -   Brasil   -   30/12/2025

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 EDUCATE OR INDOCTRINATE?

When we accept the mission of educating a new human being, we know beforehand that it will not be an easy task. This is due to several reasons. The first is that you have two courses of action... indoctrinate or educate. The problem is that we usually believe that indoctrinating someone is educating them. Of course, education implies following certain rules. But it is necessary to create in the person entrusted to our care basic notions of citizenship and, above all, an understanding of what is right and wrong, so that they can decide which path to take when the time comes...

Indoctrinating someone is super easy... it only requires that the person follow what you determine as right, because that's how they learned since childhood. There is no room for questioning. The course of action is drawn and must be followed to the letter. Concepts and preconceptions are simply thrown at the developing being, constructing a narrative line that doesn't always make sense... but since this being hasn't been prepared to think, it ends up following the indicated line without much concern...

Or do you think the world is as it is because it's part of human nature? No. We act as we do because we've been trained from a young age not to think, not to question what has been passed down to us as an undeniable truth. We simply accept the norms imposed on us not because we truly believe in what has been passed down to us. It's simply that we were left with no other option than the one presented to us...

Yes, thinking about life isn't as easy as it seems. And why? Well, in fact, this action ends up forcing us to make comparisons between the various patterns that exist in the world. The problem is that we are not prepared to truly analyze what is happening around us. We tend to evaluate options based on what we see on the surface, not on a deeper level...

This explains why, despite talking so much about "social evolution," we continue to hold an archaic view of society. Because we still think in terms of dominant and dominated groups, even while desiring a peaceful society. Because to eradicate this type of thinking, we need to truly consider how to change the world... but that's the problem. We weren't taught to think. We were taught to react according to the situation we experience. And even in those situations, we already have a series of standardized responses. Which we will follow religiously, because we have been trained exhaustively to act in this way...

Educating someone is teaching them to think. Subject to stumbles and errors, they will have the right to choose which path to follow. Always evaluating the real risks, not the imaginary ones. Unfortunately, we are still very far from this stage. Of course, there are advances in our way of thinking. Timid advances. But we still have the atavistic fear of allowing our offspring to learn to fly without our supervision. And for that reason, we end up following the path of indoctrinating the little ones, because the fear of losing them to the world the moment they truly open their eyes and perceive the nuances of society is often greater than the love we feel for them... and so, we end up stifling their identity so that they remain forever as our babies...

Tania Miranda - Brazil - 12/30/2025

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¿EDUCAR O ADOCTRINAR?

Cuando aceptamos la misión de educar a un nuevo ser humano, sabemos de antemano que no será tarea fácil. Esto se debe a varias razones. La primera es que hay dos opciones: adoctrinar o educar. El problema es que solemos creer que adoctrinar a alguien es educarlo. Claro que educar implica seguir ciertas reglas. Pero es necesario inculcar en la persona confiada a nuestro cuidado nociones básicas de ciudadanía y, sobre todo, una comprensión de lo que está bien y lo que está mal, para que pueda decidir qué camino tomar cuando llegue el momento...

doctrinar a alguien es facilísimo... solo requiere que la persona siga lo que tú determines como correcto, porque así lo aprendió desde niño. No hay lugar para cuestionamientos. El curso de acción está trazado y debe seguirse al pie de la letra. Los conceptos y preconcepciones simplemente se lanzan al ser en desarrollo, construyendo una narrativa que no siempre tiene sentido... pero como este ser no ha sido preparado para pensar, termina siguiendo la línea indicada sin mayor preocupación...

¿O crees que el mundo es como es porque es parte de la naturaleza humana? No. Actuamos como lo hacemos porque desde pequeños nos han enseñado a no pensar, a no cuestionar lo que nos ha sido transmitido como una verdad innegable. Simplemente aceptamos las normas que se nos imponen, no porque realmente creamos en ellas. Simplemente, no nos quedó otra opción que la que se nos presentó...

Sí, pensar en la vida no es tan fácil como parece. ¿Y por qué? Bueno, de hecho, esta acción termina obligándonos a hacer comparaciones entre los diversos patrones que existen en el mundo. El problema es que no estamos preparados para analizar realmente lo que sucede a nuestro alrededor. Tendemos a evaluar las opciones basándonos en lo superficial, no en un nivel más profundo...

Esto explica por qué, a pesar de hablar tanto de "evolución social", seguimos manteniendo una visión arcaica de la sociedad. Porque seguimos pensando en términos de grupos dominantes y dominados, aun cuando deseamos una sociedad pacífica. Porque para erradicar este tipo de pensamiento, necesitamos considerar seriamente cómo cambiar el mundo... pero ese es el problema. No nos enseñaron a pensar. Nos enseñaron a reaccionar según la situación que vivimos. E incluso en esas situaciones, ya tenemos una serie de respuestas estandarizadas. Las seguiremos religiosamente, porque hemos sido entrenados exhaustivamente para actuar de esta manera...

Educar a alguien es enseñarle a pensar. Sujeto a tropiezos y errores, tendrá derecho a elegir qué camino seguir. Siempre evaluando los riesgos reales, no los imaginarios. Desafortunadamente, aún estamos muy lejos de esta etapa. Por supuesto, hay avances en nuestra forma de pensar. Avances tímidos. Pero aún conservamos el miedo atávico de permitir que nuestros hijos aprendan a volar sin nuestra supervisión. Y por eso, terminamos siguiendo el camino del adoctrinamiento de los pequeños, porque el miedo a perderlos en el mundo en el momento en que abren los ojos y perciben los matices de la sociedad suele ser mayor que el amor que sentimos por ellos... y así, terminamos sofocando su identidad para que permanezcan para siempre como nuestros bebés...

Tania Miranda - Brasil - 30/12/2025

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KOULUTTAA VAI INDOKTRINOIDA?

Kun otamme tehtäväksemme kouluttaa uutta ihmistä, tiedämme etukäteen, ettei se tule olemaan helppo tehtävä. Tähän on useita syitä. Ensimmäinen on se, että meillä on kaksi toimintatapaa... indoktrinoida tai kouluttaa. Ongelmana on, että yleensä uskomme jonkun indoktrinoinnin olevan hänen kouluttamistaan. Koulutus tietenkin edellyttää tiettyjen sääntöjen noudattamista. Mutta on välttämätöntä luoda hoitoomme uskotulle henkilölle kansalaisuuden peruskäsitykset ja ennen kaikkea ymmärrys siitä, mikä on oikein ja mikä väärin, jotta hän voi päättää, mitä polkua kulkea, kun aika koittaa...

Jonkun indoktrinointi on superhelppoa... se vaatii vain, että henkilö noudattaa sitä, minkä sinä pidät oikeana, koska niin hän on oppinut lapsuudestaan ​​lähtien. Kyseenalaistamiselle ei ole sijaa. Toimintatapa on laadittu ja sitä on noudatettava kirjaimellisesti. Kehittyvälle olennolle heitetään vain käsitteitä ja ennakkoluuloja, jotka rakentavat narratiivisen linjan, joka ei aina ole järkevä... mutta koska tätä olentoa ei ole valmisteltu ajattelemaan, se päätyy seuraamaan osoitettua linjaa ilman suurempia huolenaiheita...

Vai luuletko, että maailma on sellainen kuin se on, koska se on osa ihmisluontoa? Emme. Toimimme niin kuin toimimme, koska meidät on nuoresta iästä lähtien opetettu olemaan ajattelematta, olemaan kyseenalaistamatta sitä, mikä on meille välitetty kiistattomana totuutena. Hyväksymme yksinkertaisesti meille asetetut normit, emme siksi, että todella uskoisimme siihen, mikä meille on välitetty. Meille yksinkertaisesti ei jätetty muuta vaihtoehtoa kuin se, joka meille esitettiin...

Kyllä, elämän ajatteleminen ei ole niin helppoa kuin miltä se näyttää. Ja miksi? No, itse asiassa tämä toiminta pakottaa meidät tekemään vertailuja maailmassa olevien erilaisten mallien välillä. Ongelmana on, ettemme ole valmiita analysoimaan todella sitä, mitä ympärillämme tapahtuu. Meillä on taipumus arvioida vaihtoehtoja sen perusteella, mitä näemme pinnallisesti, emme syvemmällä tasolla...

Tämä selittää, miksi, vaikka puhumme niin paljon "sosiaalisesta evoluutiosta", meillä on edelleen vanhahtava näkemys yhteiskunnasta. Koska ajattelemme edelleen hallitsevien ja alistettujen ryhmien kautta, vaikka toivommekin rauhanomaista yhteiskuntaa. Koska tällaisen ajattelutavan hävittämiseksi meidän on todella pohdittava, miten maailmaa voidaan muuttaa... mutta siinä on ongelma. Meitä ei ole opetettu ajattelemaan. Meidät on opetettu reagoimaan kokemamme tilanteen mukaan. Ja jopa näissä tilanteissa meillä on jo sarja standardoituja reaktioita. Joita noudatamme uskollisesti, koska meidät on koulutettu perusteellisesti toimimaan tällä tavalla...

Joku kouluttaminen on opettamista ajattelemaan. Kompastumisille ja virheille alttiina heillä on oikeus valita, mitä polkua seurata. Arvioi aina todellisia riskejä, ei kuvitteellisia. Valitettavasti olemme vielä hyvin kaukana tästä vaiheesta. Ajattelutavassamme on tietysti edistystä. Arkoja edistysaskeleita. Mutta meillä on edelleen atavistinen pelko antaa jälkeläistemme oppia lentämään ilman valvontaamme. Ja tästä syystä päädymme aivopesemään pienokaisia, koska pelko menettää heidät maailmalle heti, kun he todella avaavat silmänsä ja ymmärtävät yhteiskunnan vivahteet, on usein suurempi kuin rakkaus, jota tunnemme heitä kohtaan... ja niin päädymme tukahduttamaan heidän identiteettinsä, jotta he pysyisivät ikuisesti vauvoinamme...

Tania Miranda - Brasilia - 30.12.2025

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