A VIDA EM SOCIEDADE É UM PARADOXO...
A VIDA EM SOCIEDADE É UM PARADOXO...
Acredito que o sonho de maioria das pessoas é viver em paz, não só consigo mesma como também com toda a comunidade à sua volta. O problema é que temos um pequeno defeito de fábrica... gostamos de provocar nosso semelhante até vê-lo explodir de cólera... enquanto não chegamos nesse patamar, não ficamos satisfeitas...
A maioria das brincadeiras das quais lançamos mão são sem graça, ofensivas... mas não conseguimos nos desviar destas e, quando vemos, já ofendemos alguém apenas para que pudéssemos nos divertir às custas desse...
Por mais que neguemos, dizendo jamais ter ofendido alguém, tal não é verdade. Porque, em algum momento, não resistimos e lançamos mão de nossa... diversão...
Costumes antigos são difíceis de ser extirpados do seio da Sociedade. Mesmo com a maior das boas vontades, não é tão fácil assim deixar velhos costumes morrerem... são as tradições, que estão sempre em nosso meio... são elas que servem de base para nossa identidade...
Se você não acredita, é só olhar ao redor... não precisa nem usar a si mesmo como exemplo. Basta ver as ações da Sociedade como um todo. Já reparou que antigos costumes, por mais execrados que sejam, continuam dando as cartas na vida moderna, com uma roupagem nova? Os avanços sociais praticamente não existem... é a velha tática de "dois passos para frente, um para trás"...
Embora clame por paz, a Sociedade é violenta. Não estou falando do indivíduo, mas sim do grupo. Uma pessoa, por mais pacifista que seja, pode ser induzida a cometer atos de violência. Não por vontade própria, mas ao mergulhar naquele grupo social, chegará um momento em que ela passará a ver o mundo de acordo com as tintas impostas pelo grupo e não mais com sua própria visão. Porque ela deixará de lado sua individualidade toda vez que estiver reunida com seu grupo. E apenas aquilo que este disser que é verdade será assim considerado...
Eis um paradoxo... se você está sozinha, longe da influência de outros, pensa de uma forma. No momento que se reúne com "seus iguais" a transformação à la "Dr. Jekil e Mr. Hide" ocorre, transformando todo o ambiente...
Claro, existe alguém orquestrando e coreografando tudo de uma distância segura. Podemos dizer que é o "cérebro" a comandar o corpo social. Por algum motivo não explicado, todo o grupo compra as ideias de seu líder, por mais esdrúxulas que possam parecer a um observador neutro. Mas, a tradição e a identificação com algum ponto obscuro fazem com que a pessoa, depois de algum tempo, comece a agir como o resto do grupo. Muitas vezes indo contra suas próprias ideias...
Você com certeza já ouviu comentarem que "alguém sofreu uma lavagem cerebral"... é muito comum, principalmente, quando alguma denominação religiosa está envolvida no processo. Mas não só nesse caso a pessoa passa a agir contra seus princípios. Quando a política está envolvida, ou mesmo alguma agremiação esportiva está em jogo, a percepção individual parece ficar comprometida...
Sim... é assim que grupos costumar clamar por paz, mas suas ações vão na direção oposta. É como se a "paz", tão clamada pelo grupo... e desejo do indivíduo... se referisse apenas àqueles que compartilhassem das mesmas ideias daquela associação. E se algum indivíduo destoa da orientação mestra é simplesmente marginalizado, mesmo que contra tudo aquilo que ocorre ao seu redor, ele esteja trabalhando pela paz verdadeira. Infelizmente tal é mais comum que o desejável...
Há como mudar o pensamento das pessoas? É meio complicado... afinal, mesmo que as convicções pessoais digam que determinada forma de agir é errado, e mesmo que a pessoa tenha convicção de que jamais irá cometer tais ações, se fizer parte de determinado núcleo e essa for a linha de ação do mesmo, ela acabará seguindo a maioria. Mesmo dizendo que jamais tomaria tal atitude...
Enfim, o que podemos esperar é que as pessoas pensem por si mesmas, deixando a tutela de seja lá quem for de lado. Mas... embora cada ser humano seja um Universo à parte e embora sua visão do mundo seja muito pessoal, a necessidade de se juntar a um grupo qualquer faz parte de seu instinto de sobrevivência. Embora sejamos solitários por natureza, precisamos da companhia de nossos iguais. E é aí que o paradoxo de nossa existência acaba por nos fazer cometer ações que condenamos veementemente...
Tania Miranda - Brasil - 23/12/2025
========================================================= Life in society is a paradox...
I believe that the dream of most people is to live in peace, not only with themselves but also with the entire community around them. The problem is that we have a small factory defect... we like to provoke our fellow human beings until we see them explode with anger... until we reach that point, we are not satisfied...
Most of the jokes we make are tasteless, offensive... but we can't avoid them and, before we know it, we've offended someone just so we can have fun at their expense...
No matter how much we deny it, saying we've never offended anyone, that's not true. Because, at some point, we can't resist and we resort to our... fun...
Old customs are difficult to eradicate from the heart of society. Even with the best intentions, it's not so easy to let old customs die... traditions are always around us... they form the basis of our identity...
If you don't believe me, just look around... you don't even need to use yourself as an example. Just look at the actions of society as a whole. Have you noticed that old customs, however reviled they may be, continue to dictate the rules in modern life, with a new guise? Social progress is practically nonexistent... it's the old tactic of "two steps forward, one step back"...
Although it calls for peace, society is violent. I'm not talking about the individual, but about the group. A person, however pacifist they may be, can be induced to commit acts of violence. Not of their own volition, but by immersing themselves in that social group, there will come a time when they will see the world according to the colors imposed by the group and no longer with their own vision. Because they will set aside their individuality every time they are gathered with their group. And only what he says is true will be considered as such...
Here's a paradox... if you are alone, far from the influence of others, you think one way. The moment you meet with "your equals," the "Dr. Jekyll and Mr. Hyde"-esque transformation occurs, changing the entire environment...
Of course, there is someone orchestrating and choreographing everything from a safe distance. We can say it's the "brain" commanding the social body. For some unexplained reason, the whole group buys into the ideas of its leader, however outlandish they may seem to a neutral observer. But tradition and identification with some obscure point cause the person, after some time, to begin to act like the rest of the group. Often going against their own ideas...
You've certainly heard people say that "someone has been brainwashed"... it's very common, especially when some religious denomination is involved in the process. But it's not only in this case that the person begins to act against their principles. When politics are involved, or even when a sports organization is at stake, individual perception seems to be compromised...
Yes... that's how groups often call for peace, but their actions go in the opposite direction. It's as if the "peace," so clamored for by the group... and desired by the individual... only refers to those who share the same ideas as that association. And if any individual deviates from the main orientation, they are simply marginalized, even if, against everything that happens around them, they are working for true peace. Unfortunately, this is more common than desirable...
Is it possible to change people's thinking? It's rather complicated... after all, even if personal convictions say that a certain way of acting is wrong, and even if the person is convinced that they will never commit such actions, if they are part of a certain group and that is its line of action, they will end up following the majority. Even saying that they would never take such an attitude...
In short, what we can hope for is that people will think for themselves, leaving aside the tutelage of whoever it may be. But... although each human being is a universe unto themselves and although their worldview is very personal, the need to join any group is part of their survival instinct. Although we are solitary by nature, we need the company of our equals. And that is where the paradox of our existence ends up making us commit actions that we vehemently condemn...
Tania Miranda - Brazil - 12/23/2025
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LA VIDA EN SOCIEDAD ES UNA PARADOJA...
Creo que el sueño de la mayoría de las personas es vivir en paz, no solo consigo mismas, sino también con toda la comunidad que las rodea. El problema es que tenemos un pequeño defecto de fábrica... nos gusta provocar a nuestros semejantes hasta verlos explotar de ira... hasta que llegamos a ese punto, no estamos satisfechos...
La mayoría de las bromas que hacemos son de mal gusto, ofensivas... pero no podemos evitarlas y, cuando nos damos cuenta, ya hemos ofendido a alguien solo para divertirnos a su costa...
Por mucho que lo neguemos, diciendo que nunca hemos ofendido a nadie, eso no es cierto. Porque, en algún momento, no podemos resistirnos y recurrimos a nuestra... diversión...
Las viejas costumbres son difíciles de erradicar del seno de la sociedad. Incluso con las mejores intenciones, no es tan fácil dejar que mueran... las tradiciones siempre nos rodean... son la base de nuestra identidad...
Si no lo crees, solo mira a tu alrededor... ni siquiera necesitas ponerte a ti mismo como ejemplo. Basta con observar las acciones de la sociedad en su conjunto. ¿Han notado que las viejas costumbres, por muy vilipendiadas que sean, siguen marcando la pauta en la vida moderna, con una nueva apariencia? El progreso social es prácticamente inexistente... es la vieja táctica de "dos pasos adelante, uno atrás"...
Aunque aboga por la paz, la sociedad es violenta. No me refiero al individuo, sino al grupo. Una persona, por muy pacifista que sea, puede ser inducida a cometer actos violentos. No por voluntad propia, sino al integrarse en ese grupo social, llegará un momento en que verá el mundo según los colores impuestos por el grupo y ya no con su propia visión. Porque dejará de lado su individualidad cada vez que se reúna con su grupo. Y solo lo que dice es verdad será considerado como tal...
He aquí una paradoja: si estás solo, lejos de la influencia de los demás, piensas de una manera. En el momento en que te encuentras con "tus iguales", se produce una transformación al estilo de "Dr. Jekyll y Mr. Hyde", que transforma todo el entorno...
Por supuesto, hay alguien orquestando y coreografiando todo desde una distancia prudencial. Podemos decir que es el "cerebro" quien comanda el cuerpo social. Por alguna razón inexplicable, todo el grupo se adhiere a las ideas de su líder, por descabelladas que parezcan a un observador neutral. Pero la tradición y la identificación con algún punto oscuro hacen que, con el tiempo, la persona empiece a actuar como el resto del grupo, a menudo yendo en contra de sus propias ideas...
Seguro que has oído decir que "a alguien le han lavado el cerebro"... es muy común, sobre todo cuando alguna confesión religiosa está involucrada en el proceso. Pero no es solo en este caso que la persona empieza a actuar en contra de sus principios. Cuando hay política de por medio, o incluso alguna asociación deportiva, la percepción individual parece verse comprometida...
Sí... así es como los grupos suelen pedir la paz, pero sus acciones van en la dirección opuesta. Es como si la "paz", tan ansiada por el grupo... y deseada por el individuo... solo se refiriera a quienes comparten las mismas ideas que esa asociación. Y si algún individuo se desvía de la orientación principal, simplemente es marginado, incluso si, a pesar de todo lo que sucede a su alrededor, trabaja por la verdadera paz. Desafortunadamente, esto es más común de lo deseable...
¿Es posible cambiar la forma de pensar de la gente? Es bastante complicado... después de todo, aunque las convicciones personales digan que cierta forma de actuar es incorrecta, e incluso si la persona está convencida de que nunca cometerá tales acciones, si forma parte de cierto grupo y esa es su línea de acción, terminará siguiendo a la mayoría. Incluso diciendo que nunca adoptaría tal actitud...
En resumen, lo que podemos esperar es que las personas piensen por sí mismas, dejando de lado la tutela de quien sea. Pero... aunque cada ser humano es un universo en sí mismo y aunque su cosmovisión es muy personal, la necesidad de unirse a cualquier grupo forma parte de su instinto de supervivencia. Aunque somos solitarios por naturaleza, necesitamos la compañía de nuestros iguales. Y es ahí donde la paradoja de nuestra existencia nos lleva a cometer actos que condenamos con vehemencia...
Tania Miranda - Brasil - 23/12/2025
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ELÄMÄ YHTEISKUNNASSA ON PARADOKSI...
Uskon, että useimpien ihmisten unelma on elää rauhassa, ei vain itsensä, vaan myös koko ympäröivän yhteisön kanssa. Ongelmana on, että meillä on pieni tehdasvika... me provosoimme mielellämme kanssaihmisiämme, kunnes näemme heidän räjähtävän vihasta... kunnes saavutamme tuon tason, emme ole tyytyväisiä...
Useimmat vitsimme, joita esitämme, ovat mauttomia, loukkaavia... mutta emme voi välttää niitä, ja kun tajuamme sen, olemme jo loukanneet jotakuta vain pitääksemme hauskaa heidän kustannuksellaan...
Kuinka paljon kiellämmekään sen sanoen, ettemme ole koskaan loukanneet ketään, se ei ole totta. Koska jossain vaiheessa emme voi vastustaa ja turvaudumme... hauskanpitoomme...
Vanhoja tapoja on vaikea hävittää yhteiskunnan sydämestä. Parhaimmillakaan aikomuksilla ei ole niin helppoa antaa vanhojen tapojen kuolla... perinteet ovat aina ympärillämme... ne ovat identiteettimme perusta...
Jos et usko sitä, katso vain ympärillesi... sinun ei tarvitse edes käyttää itseäsi esimerkkinä. Katso vain yhteiskunnan toimintaa kokonaisuutena. Oletko huomannut, että vanhat tavat, kuinka halveksittuja tahansa ne ovatkin, jatkavat määräysvaltaa nykyaikaisessa elämässä, uudessa muodossa? Yhteiskunnallinen edistys on käytännössä olematonta... se on vanha taktiikka "kaksi askelta eteenpäin, yksi askel taaksepäin"...
Vaikka yhteiskunta vaatiikin rauhaa, se on väkivaltainen. En puhu yksilöstä, vaan ryhmästä. Ihminen, olipa hän kuinka pasifistinen tahansa, voidaan saada tekemään väkivaltaisia tekoja. Ei omasta tahdostaan, vaan uppoutumalla tähän sosiaaliseen ryhmään, tulee aika, jolloin he näkevät maailman ryhmän asettamien värien mukaan eivätkä enää omalla näkemyksellään. Koska he jättävät yksilöllisyytensä syrjään joka kerta, kun he kokoontuvat ryhmänsä kanssa. Ja vain se, mitä hän sanoo, on totta, katsotaan todeksi...
Tässä on paradoksi... jos olet yksin, kaukana muiden vaikutuksesta, ajattelet yhdellä tavalla. Sillä hetkellä, kun tapaat "vertaisiasi", tapahtuu "tohtori Jekyll ja herra Hyde" -tyyppinen muodonmuutos, joka muuttaa koko ympäristön...
Tietenkin joku orkestroi ja koreografioi kaiken turvallisen välimatkan päästä. Voimme sanoa, että kyseessä on "aivot", jotka komentavat sosiaalista kehoa. Jostain selittämättömästä syystä koko ryhmä omaksuu johtajansa ideat, olivatpa ne kuinka omituisia tahansa puolueettoman tarkkailijan silmissä. Mutta perinne ja samaistuminen johonkin hämärään seikkaan saavat henkilön jonkin ajan kuluttua alkamaan toimia kuten muu ryhmä. Usein omien ideoidensa vastaisesti...
Olet varmasti kuullut ihmisten sanovan, että "joku on aivopesty"... se on hyvin yleistä, varsinkin kun prosessiin liittyy jokin uskonnollinen kirkkokunta. Mutta ei vain tässä tapauksessa henkilö ala toimia periaatteitaan vastaan. Kun politiikka on mukana tai jopa jokin urheiluseura on vaakalaudalla, yksilön käsitys näyttää vaarantuvan...
Kyllä... näin ryhmät yleensä vaativat rauhaa, mutta heidän tekonsa menevät päinvastaiseen suuntaan. On kuin ryhmän niin vaatima ja yksilön kaipaama "rauha" viittaisi vain niihin, jotka jakavat samat ajatukset kuin kyseinen yhdistys. Ja jos joku yksilö poikkeaa pääsuuntauksesta, hänet yksinkertaisesti syrjäytetään, vaikka hän kaikesta ympärillään tapahtuvasta huolimatta työskentelisi todellisen rauhan puolesta. Valitettavasti tämä on yleisempää kuin toivottavaa...
Onko mahdollista muuttaa ihmisten ajattelua? Se on vähän monimutkaista... loppujen lopuksi, vaikka henkilökohtaiset vakaumukset sanoisivat, että tietty toimintatapa on väärä, ja vaikka henkilö olisi vakuuttunut siitä, ettei hän koskaan tekisi sellaisia tekoja, jos hän kuuluu tiettyyn ryhmään ja se on sen toimintalinja, hän päätyy seuraamaan enemmistöä. Vaikka hän sanoisikin, ettei koskaan omaksuisi sellaista asennetta...
Lyhyesti sanottuna voimme toivoa, että ihmiset ajattelevat itse jättäen sikseen kenen tahansa ohjauksen. Mutta... vaikka jokainen ihminen on oma universuminsa ja vaikka hänen maailmankatsomuksensa on hyvin henkilökohtainen, tarve liittyä mihin tahansa ryhmään on osa heidän selviytymisvaistoaan. Vaikka olemme luonteeltamme yksinäisiä, tarvitsemme vertaistemme seuraa. Ja siinä kohtaa olemassaolomme paradoksi päätyy meidät tekemään tekoja, jotka tuomitsemme jyrkästi...
Tania Miranda - Brasilia - 23.12.2025
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LA VITA IN SOCIETÀ È UN PARADOSSO...
Credo che il sogno della maggior parte delle persone sia vivere in pace, non solo con se stessi, ma anche con l'intera comunità che li circonda. Il problema è che abbiamo un piccolo difetto di fabbrica... ci piace provocare i nostri simili finché non li vediamo esplodere di rabbia... finché non raggiungiamo quel livello, non siamo soddisfatti...
La maggior parte delle battute che facciamo sono di cattivo gusto, offensive... ma non possiamo evitarle e, quando ce ne rendiamo conto, abbiamo già offeso qualcuno solo per poterci divertire a sue spese...
Per quanto lo neghiamo, dicendo di non aver mai offeso nessuno, non è vero. Perché, a un certo punto, non riusciamo a resistere e ricorriamo al nostro... divertimento...
Le vecchie usanze sono difficili da sradicare dal cuore della società. Anche con le migliori intenzioni, non è così facile lasciarle morire... le tradizioni sono sempre intorno a noi... sono la base della nostra identità...
Se non ci credete, guardatevi intorno... non c'è nemmeno bisogno di usare voi stessi come esempio. Basta guardare le azioni della società nel suo complesso. Avete notato che le vecchie usanze, per quanto disprezzate, continuano a dettare legge nella vita moderna, sotto una nuova veste? Il progresso sociale è praticamente inesistente... è la vecchia tattica del "due passi avanti, uno indietro"...
Sebbene invochi la pace, la società è violenta. Non mi riferisco all'individuo, ma al gruppo. Una persona, per quanto pacifista, può essere indotta a commettere atti di violenza. Non di sua spontanea volontà, ma immergendosi in quel gruppo sociale, arriverà un momento in cui vedrà il mondo secondo i colori imposti dal gruppo e non più con la propria visione. Perché metterà da parte la propria individualità ogni volta che si riunirà con il suo gruppo. E solo ciò che lui dice essere vero sarà considerato tale...
Ecco un paradosso... se sei solo, lontano dall'influenza degli altri, pensi in un modo. Nel momento in cui incontri "i tuoi pari", avviene la trasformazione in stile "Dr. Jekyll e Mr. Hyde", che trasforma l'intero ambiente...
Certo, c'è qualcuno che orchestra e coreografa tutto da una distanza di sicurezza. Possiamo dire che è il "cervello" a comandare il corpo sociale. Per qualche ragione inspiegabile, l'intero gruppo aderisce alle idee del suo leader, per quanto stravaganti possano sembrare a un osservatore neutrale. Ma la tradizione e l'identificazione con un punto oscuro fanno sì che la persona, dopo un po' di tempo, inizi ad agire come il resto del gruppo. Spesso andando contro le proprie idee...
Avrete sicuramente sentito dire che "a qualcuno è stato fatto il lavaggio del cervello"... è molto comune, soprattutto quando nel processo è coinvolta una confessione religiosa. Ma non è solo in questo caso che la persona inizia ad agire contro i propri principi. Quando è coinvolta la politica, o anche un'associazione sportiva, la percezione individuale sembra essere compromessa...
Sì... è così che di solito i gruppi invocano la pace, ma le loro azioni vanno nella direzione opposta. È come se la "pace", tanto reclamata dal gruppo... e desiderata dall'individuo... si riferisse solo a coloro che condividono le stesse idee di quell'associazione. E se un individuo si discosta dall'orientamento dominante, viene semplicemente emarginato, anche se, contro tutto ciò che accade intorno a lui, sta lavorando per la vera pace. Purtroppo, questo è più comune che auspicabile...
È possibile cambiare il modo di pensare delle persone? È un po' complicato... dopotutto, anche se le convinzioni personali dicono che un certo modo di agire è sbagliato, e anche se la persona è convinta che non commetterà mai tali azioni, se fa parte di un certo gruppo e quella è la sua linea d'azione, finirà per seguire la maggioranza. Anche dicendo che non assumerebbe mai un simile atteggiamento...
In breve, ciò che possiamo sperare è che le persone pensino con la propria testa, lasciando da parte la tutela di chiunque. Ma... sebbene ogni essere umano sia un universo a sé stante e sebbene la sua visione del mondo sia molto personale, il bisogno di unirsi a un gruppo fa parte del suo istinto di sopravvivenza. Sebbene siamo solitari per natura, abbiamo bisogno della compagnia dei nostri simili. Ed è qui che il paradosso della nostra esistenza finisce per farci commettere azioni che condanniamo con veemenza...
Tania Miranda - Brasile - 23/12/2025
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La vie en société est un paradoxe…
Je crois que le rêve de la plupart des gens est de vivre en paix, non seulement avec eux-mêmes, mais aussi avec toute la communauté qui les entoure. Le problème, c'est que nous avons un petit défaut de fabrication… nous aimons provoquer nos semblables jusqu'à les voir exploser de colère… tant que nous n'avons pas atteint ce point, nous ne sommes pas satisfaits…
La plupart de nos blagues sont de mauvais goût, offensantes… mais nous ne pouvons pas nous en empêcher et, quand nous nous en rendons compte, nous avons déjà offensé quelqu'un juste pour nous amuser à ses dépens…
Même si nous le nions, en disant que nous n'avons jamais offensé personne, ce n'est pas vrai. Parce qu'à un moment donné, nous ne pouvons pas résister et nous cédons à notre… amusement…
Les vieilles coutumes sont difficiles à éradiquer du cœur de la société. Même avec les meilleures intentions, il n'est pas si facile de les faire disparaître… les traditions sont toujours présentes… elles sont le fondement de notre identité…
Si vous n'y croyez pas, regardez autour de vous… vous n'avez même pas besoin de vous prendre comme exemple. Il suffit d'observer les agissements de la société dans son ensemble. Avez-vous remarqué que les vieilles coutumes, aussi décriées soient-elles, continuent de dicter la loi dans la vie moderne, sous un nouveau jour ? Le progrès social est pratiquement inexistant… c'est toujours la même rengaine : « deux pas en avant, un pas en arrière ».
Bien qu'elle prône la paix, la société est violente. Je ne parle pas de l'individu, mais du groupe. Une personne, aussi pacifiste soit-elle, peut être amenée à commettre des actes de violence. Non pas de son plein gré, mais en s'immergeant dans ce groupe social, elle finira par percevoir le monde à travers le prisme imposé par le groupe, et non plus selon sa propre vision. Car elle mettra de côté son individualité dès qu'elle sera réunie avec son groupe. Et seules ses paroles seront considérées comme vraies…
Voici un paradoxe : si vous êtes seul, loin de l'influence des autres, vous pensez d'une certaine manière. Dès que vous rencontrez vos « égaux », une transformation à la « Dr Jekyll et Mr Hyde » s'opère, métamorphosant tout l'environnement…
Bien sûr, quelqu'un orchestre et chorégraphie le tout à distance. On pourrait dire qu'il s'agit du « cerveau » qui commande le corps social. Pour une raison inexpliquée, le groupe tout entier adhère aux idées de son leader, aussi extravagantes puissent-elles paraître à un observateur neutre. Mais la tradition et l'identification à une cause obscure amènent cette personne, au bout d'un certain temps, à agir comme le reste du groupe, allant souvent à l'encontre de ses propres convictions…
Vous avez certainement déjà entendu dire que « quelqu'un a subi un lavage de cerveau »… c'est très courant, surtout lorsqu'une confession religieuse est impliquée. Mais ce n'est pas la seule situation où la personne commence à agir contre ses principes. Lorsque la politique, ou même une association sportive, est en jeu, la perception individuelle semble compromise…
Oui… c'est ainsi que les groupes appellent généralement à la paix, mais que leurs actions vont dans le sens inverse. C'est comme si la « paix », si clamée par le groupe et désirée par l'individu, ne concernait que ceux qui partagent les mêmes idées que cette association. Et si quelqu'un s'écarte de l'orientation dominante, il est tout simplement marginalisé, même s'il œuvre, contre toute attente, pour une paix véritable. Malheureusement, cette situation est plus fréquente qu'on ne le souhaiterait. Est-il possible de changer les mentalités ? C'est assez complexe. Après tout, même si des convictions personnelles dictent qu'une certaine façon d'agir est mauvaise, et même si une personne est convaincue qu'elle ne commettra jamais de tels actes, si elle appartient à un groupe et que telle est la ligne de conduite de ce groupe, elle finira par suivre la majorité. Même en affirmant qu'elle n'adopterait jamais une telle attitude…
En résumé, nous pouvons espérer que les gens penseront par eux-mêmes, sans se laisser influencer par qui que ce soit. Mais… bien que chaque être humain soit un univers à part entière et que sa vision du monde soit très personnelle, le besoin d'appartenir à un groupe relève de son instinct de survie. Bien que solitaires par nature, nous avons besoin de la compagnie de nos semblables. Et c'est là que le paradoxe de notre existence nous pousse à commettre des actes que nous condamnons avec véhémence…
Tania Miranda - Brésil - 23/12/2025
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Das Leben in der Gesellschaft ist ein Paradoxon…
Ich glaube, der Traum der meisten Menschen ist es, in Frieden zu leben, nicht nur mit sich selbst, sondern auch mit der gesamten Gemeinschaft. Das Problem ist, dass wir einen kleinen Fehler haben: Wir provozieren unsere Mitmenschen gern, bis sie vor Wut explodieren… bis wir diesen Punkt erreicht haben, sind wir nicht zufrieden…
Die meisten unserer Witze sind geschmacklos und beleidigend… aber wir können nicht anders, und ehe wir es uns versehen, haben wir jemanden beleidigt, nur um uns auf seine Kosten zu amüsieren…
Egal wie sehr wir es leugnen und behaupten, nie jemanden beleidigt zu haben, es stimmt nicht. Denn irgendwann können wir nicht mehr widerstehen und greifen zu unserem… Spaß…
Alte Bräuche lassen sich nur schwer aus dem Herzen der Gesellschaft verbannen. Selbst mit den besten Absichten ist es nicht so einfach, alte Bräuche sterben zu lassen… Traditionen umgeben uns immer… sie bilden die Grundlage unserer Identität…
Wenn Sie mir nicht glauben, schauen Sie sich einfach um… Sie brauchen sich nicht einmal selbst als Beispiel zu nehmen. Betrachten wir nur einmal das Verhalten der Gesellschaft als Ganzes. Ist Ihnen aufgefallen, dass alte Bräuche, so verpönt sie auch sein mögen, in neuem Gewand weiterhin die Regeln des modernen Lebens bestimmen? Sozialer Fortschritt ist praktisch nicht existent … es ist die alte Taktik: „Zwei Schritte vor, einer zurück.“
Obwohl die Gesellschaft Frieden predigt, ist sie gewalttätig. Ich spreche nicht vom Einzelnen, sondern von der Gruppe. Selbst der pazifistischste Mensch kann zu Gewalttaten verleitet werden. Nicht aus freiem Willen, sondern indem er sich in diese soziale Gruppe integriert, wird der Zeitpunkt kommen, an dem er die Welt durch die von der Gruppe vorgegebenen Farben sieht und nicht mehr mit seiner eigenen Sichtweise. Denn er wird seine Individualität aufgeben, sobald er mit seiner Gruppe zusammen ist. Und nur das, was er sagt, gilt als wahr.
Hier ist ein Paradoxon: Wenn man allein ist, fernab vom Einfluss anderer, denkt man auf eine bestimmte Weise. Sobald man auf Gleichgesinnte trifft, vollzieht sich eine Verwandlung à la Dr. Jekyll und Mr. Hyde, die das gesamte Umfeld verändert.
Natürlich zieht und lenkt jemand aus sicherer Entfernung die Fäden. Man könnte sagen, es ist das „Gehirn“, das die Gruppe steuert. Aus unerklärlichen Gründen übernimmt die gesamte Gruppe die Ideen ihres Anführers, so abwegig sie einem neutralen Beobachter auch erscheinen mögen. Doch Tradition und die Identifikation mit einem obskuren Gedankengut führen dazu, dass die Person nach einiger Zeit beginnt, sich wie der Rest der Gruppe zu verhalten. Oftmals handelt sie gegen ihre eigenen Überzeugungen.
Sicherlich hat man schon einmal gehört, dass jemand einer Gehirnwäsche unterzogen wurde. Das kommt häufig vor, insbesondere wenn eine religiöse Gemeinschaft involviert ist. Aber nicht nur in diesem Fall beginnt die Person, gegen ihre Prinzipien zu handeln. Wenn Politik im Spiel ist oder gar eine Sportorganisation auf dem Spiel steht, scheint die individuelle Wahrnehmung beeinträchtigt zu sein.
Ja, so rufen Gruppen oft zum Frieden auf, doch ihre Handlungen gehen in die entgegengesetzte Richtung. Es ist, als ob der von der Gruppe so lautstark geforderte und vom Einzelnen so sehr ersehnte „Frieden“ sich nur auf diejenigen bezieht, die die gleichen Ideen wie diese Vereinigung teilen. Und wer von der vorherrschenden Richtung abweicht, wird einfach ausgegrenzt, selbst wenn er sich entgegen aller Umstände für wahren Frieden einsetzt. Leider ist dies häufiger der Fall als wünschenswert.
Ist es möglich, das Denken der Menschen zu verändern? Das ist ziemlich kompliziert. Denn selbst wenn die persönliche Überzeugung besagt, dass eine bestimmte Handlungsweise falsch ist, und selbst wenn die Person überzeugt ist, niemals so zu handeln, wird sie, wenn sie Teil einer bestimmten Gruppe ist und dies deren Handlungsweise ist, letztendlich der Mehrheit folgen. Selbst wenn sie behaupten, niemals eine solche Haltung einzunehmen …
Kurz gesagt, wir können nur hoffen, dass die Menschen selbstständig denken und sich nicht länger von anderen bevormunden lassen. Doch … obwohl jeder Mensch ein Universum für sich ist und seine Weltsicht sehr individuell, ist das Bedürfnis, sich einer Gruppe anzuschließen, Teil seines Überlebensinstinkts. Obwohl wir von Natur aus Einzelgänger sind, brauchen wir die Gesellschaft Gleichgesinnter. Und genau hier liegt das Paradoxon unserer Existenz: Es führt dazu, dass wir Handlungen begehen, die wir vehement verurteilen …
Tania Miranda – Brasilien – 23.12.2025
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