CAMINHAMOS A PASSOS LARGOS PARA NOSSA ANIQUILAÇÃO
CAMINHAMOS A PASSOS LARGOS PARA NOSSA ANIQUILAÇÃO
Vivemos em um mundo perfeito em suas imperfeições. Como assim? Estou dizendo que o mundo tem imperfeições? Bem... quer dizer... ele é o Paraiso que tanto procuramos, mas algumas vezes também é o Tártaro do qual fugimos tão desesperadamente...
O Planeta em si é perfeito em seus mínimos detalhes. Se há algo que não corresponde aos nossos desejos, tal é mais por culpa de nossas ações no dia a dia que por qualquer outro motivo. E já reparou que, de certa forma, somos uma projeção do mundo no qual vivemos? Já explico...
Nós, como nossa casa, nascemos perfeitos. Até mesmo em nossas imperfeições, como falei do planeta que habitamos. Mas... não sei dizer exatamente porque, muitas vezes não nos aceitamos como viemos ao mundo. E o desejo de mexer com aquilo que a Natureza criou torna-se um sentimento tão forte, que acabamos por nos mutilar em nome de uma perfeição que já tínhamos, mas que nos recusamos a ver...
Com o nosso Rincão acontece a mesma coisa. Olhamos para um vale onde a floresta impera, majestosa, e no mesmo momento visualizamos estradas, pontes, construções mil... se o rio caudaloso parece um empecilho às nossas ideias, não temos pudor em simplesmente desvia-lo ou, em casos mais extremos, soterra-lo para que não atrapalhe nossos planos...
Há mil e uma maneiras de explorar determinada área sem necessidade de degradá-la. Mas escolhemos a via mais simples, mesmo que no futuro essa escolhe se mostre quão desastrosa foi não só para a própria Natureza... mas compromete, e muito, nossa própria sobrevivência...
Quando, por motivos de "segurança", resolvemos expulsar determinada colônia de antigos moradores da região por nós cobiçada, em nenhum momento nos damos conta do estrago que estamos fazendo, não só na vida daqueles que por nós foram expurgados, como na nossa própria. Exemplos existem aos milhares. Mas vou citar um. Apenas um...
Chegamos em determinada região, ainda inexplorada. Árvores frondosas oferecem sombra e ar puro, além de abrigo para a vida selvagem que nela habitam. Bem, nosso primeiro passo é derrubar algumas árvores para que possamos construir nossa habitação. Definimos o tamanho da derrubada inicial e, ao cabo de algum tempo levantamos uma casa confortável, onde iremos nos refugiar para o descanso merecido depois de uma jornada exaustiva de trabalho...
Bem, a casa já temos... mas precisamos de um espaço para cultivar nosso alimento. E... adivinha só... mais árvores serão derrubadas, para que possamos viver com certo conforto... cavamos um poço, de onde retiraremos a água necessária para nossa sobrevivência. Afinal, sem água, não há como existirmos, não é mesmo? E assim, com o poço e a nossa plantação, vivemos felizes para sempre...
Mas nosso conforto exige mais daquilo que a Natureza nos oferece. Vivemos em Sociedade. E, pouco a pouco, outros colonizadores irão se aproximando, abrindo novas clareiras, aumentando não só a área de habitação, mas também a área de cultivo. E, aos poucos, vai-se construindo currais, onde serão confinados animais cujo principal destino será o complemento da alimentação do povo que ali se instalou...
Os animais silvestres serão expulso de seu habitat aos poucos. Aqueles considerados "bons para consumo" acabarão seus dias confinados junto com os animais já domesticados. Os outros simplesmente serão expulsos ou mortos. Afinal, em nossa Sociedade Perfeita não há lugar para aqueles cuja função principal não esteja bem estabelecida. O equilíbrio ecológico não é, nem de longe, a preocupação primordial da maioria das pessoas...
A floresta, rica em sua diversidade, pouco a pouco vai-se esvaindo. A vida, que antes pupulava por todo entorno, vai-se apagando como a chama de uma vela que está chegando ao fim... o progresso exige que se modifique o entorno onde a não muito tempo a vida selvagem existia em paz... floresta e lagos simplesmente são destruídos em nome de uma vida, na visão da Comunidade ali formada, mais confortável, onde os recursos criados pela mão do homem tomam o lugar de toda a riqueza que a Natureza lhe ofereceu...
Há um preço a pagar. Demora. Mas a fatura sempre chega. Mas, como somos maus pagadores, simplesmente nos esquecemos da mesma e continuamos a viver como se os recursos por nós explorados fossem eternos... nos esquecemos que tudo um dia chega ao fim... é quando o Paraíso se torna o Tártaro, local de sofrimento. Sofrimento esse que buscamos por conta própria. Sufocamos a Mãe Natureza até chegar o momento em que ela nada mais pode fazer por nós... então, apontamos o dedo para todos os lados, procurando os culpados por tal situação.... e nos esquecemos de nos mirar no espelho, onde a imagem do principal culpado com certeza se mostraria...
Somos os únicos responsáveis pelos caminhos que escolhemos. Podemos viver em paz com a Natureza... ou simplesmente ignorar todas as benesses que ela nos oferece, e acabarmos no meio do Caos, onde tudo que existia simplesmente se extingue, por culpa nossa e apenas nossa... ainda há tempo de acordarmos para a realidade, preservar os tesouros que estão à nossa volta. Se tal não acontecer em um curto espaço de tempo, chegará o momento em que não haverá mais possibilidade de retorno e nosso fim será decretado... pense nisso...
Tania Miranda - Brasil - 06/01/2026
==========================================================
WE ARE WALKING WITH LARGE STEPS TOWARDS OUR ANNIHILATION
We live in a world that is perfect in its imperfections. How so? Am I saying that the world has imperfections? Well... I mean... it is the Paradise we so desperately seek, but sometimes it is also the Tartarus from which we flee so desperately...
The Planet itself is perfect in its smallest details. If there is something that does not correspond to our desires, it is more due to our daily actions than to any other reason. And have you noticed that, in a way, we are a projection of the world in which we live? I'll explain...
We, like our home, are born perfect. Even in our imperfections, as I said of the planet we inhabit. But... I can't say exactly why, many times we don't accept ourselves as we came into the world. And the desire to tamper with what Nature has created becomes such a strong feeling that we end up mutilating ourselves in the name of a perfection we already possessed, but which we refuse to see...
The same thing happens with our Rincão. We look at a valley where the forest reigns majestically, and at the same time we visualize roads, bridges, countless constructions... if the mighty river seems like an obstacle to our ideas, we have no qualms about simply diverting it or, in more extreme cases, burying it so that it doesn't hinder our plans...
There are a thousand and one ways to explore a given area without needing to degrade it. But we chose the simplest path, even if in the future this choice proves disastrous not only for Nature itself... but also greatly compromises our own survival...
When, for reasons of "security," we decide to expel a certain colony of former inhabitants from the region we covet, we never realize the damage we are doing, not only to the lives of those we have expelled, but also to our own. Examples abound. But I will cite one. Just one...
We arrive in a certain region, still unexplored. Lush trees offer shade and fresh air, as well as shelter for the wildlife that inhabits it. Well, our first step is to cut down some trees so that we can build our dwelling. We define the size of the initial felling and, after some time, we build a comfortable house where we will take refuge for a well-deserved rest after an exhausting day's work...
Well, we already have the house... but we need a space to grow our food. And... guess what... more trees will be cut down so that we can live with some comfort... we dig a well, from which we will draw the water necessary for our survival. After all, without water, we cannot exist, can we? And so, with the well and our crops, we live happily ever after...
But our comfort demands more of what Nature offers us. We live in a society. And, little by little, other colonizers will approach, opening new clearings, increasing not only the habitable area but also the cultivated area. And, gradually, corrals will be built, where animals will be confined whose main purpose will be to supplement the food supply of the people who settled there...
Wild animals will be gradually expelled from their habitat. Those considered "good for consumption" will end their days confined alongside the already domesticated animals. The others will simply be expelled or killed. After all, in our Perfect Society there is no place for those whose main function is not well established. Ecological balance is far from being the primary concern of most people...
The forest, rich in its diversity, is gradually fading away. The life that once teemed everywhere is fading like the flame of a candle nearing its end... progress demands that the environment where, not long ago, wildlife existed in peace be modified... forests and lakes are simply destroyed in the name of a more comfortable life, in the view of the community formed there, where resources created by human hands take the place of all the richness that Nature offered...
There is a price to pay. It takes time. But the bill always arrives. But, as we are bad payers, we simply forget about it and continue to live as if the resources we exploit were eternal... we forget that everything eventually comes to an end... that's when Paradise becomes Tartarus, a place of suffering. Suffering that we seek on our own. We suffocate Mother Nature until the moment she can do nothing more for us... then, we point the finger in all directions, looking for those to blame for the situation... and we forget to look in the mirror, where the image of the main culprit would surely be revealed...
We are solely responsible for the paths we choose. We can live in peace with Nature... or simply ignore all the blessings it offers us, and end up in the midst of Chaos, where everything that existed simply becomes extinct, through our own fault and ours alone... there is still time to wake up to reality, to preserve the treasures that surround us. If this does not happen in a short space of time, the moment will come when there will be no possibility of return and our end will be decreed... think about it...
Tania Miranda - Brazil - 06/01/2026
===========================================================
CAMINAMOS A GRANDES PASOS HACIA NUESTRA ANIQUILACIÓN
Vivimos en un mundo perfecto en sus imperfecciones. ¿Cómo? ¿Digo que el mundo tiene imperfecciones? Bueno... quiero decir... es el Paraíso que buscamos con tanta desesperación, pero a veces también es el Tártaro del que huimos con tanta desesperación...
El Planeta mismo es perfecto en sus más mínimos detalles. Si hay algo que no corresponde a nuestros deseos, se debe más a nuestras acciones diarias que a cualquier otra razón. ¿Y se han dado cuenta de que, en cierto modo, somos una proyección del mundo en el que vivimos? Se lo explico...
Nosotros, como nuestro hogar, nacemos perfectos. Incluso en nuestras imperfecciones, como dije del planeta que habitamos. Pero... no puedo decir exactamente por qué, muchas veces no nos aceptamos tal como vinimos al mundo. Y el deseo de manipular lo creado por la Naturaleza se vuelve tan fuerte que terminamos mutilándonos en nombre de una perfección que ya poseíamos, pero que nos negamos a ver...
Lo mismo ocurre con nuestro Rincão. Contemplamos un valle donde el bosque reina majestuosamente, y al mismo tiempo visualizamos caminos, puentes, innumerables construcciones... Si el caudaloso río parece un obstáculo para nuestras ideas, no dudamos en desviarlo o, en casos más extremos, enterrarlo para que no obstaculice nuestros planes...
Hay mil y una maneras de explorar una zona determinada sin necesidad de degradarla. Pero elegimos el camino más sencillo, aunque en el futuro esta elección resulte desastrosa no solo para la naturaleza misma... sino que también comprometa gravemente nuestra propia supervivencia...
Cuando, por razones de "seguridad", decidimos expulsar a cierta colonia de antiguos habitantes de la región que codiciamos, nunca nos damos cuenta del daño que estamos causando, no solo a las vidas de quienes hemos expulsado, sino también a las nuestras. Los ejemplos abundan. Pero citaré uno. Solo uno...
Llegamos a una región, aún inexplorada. Árboles frondosos ofrecen sombra y aire fresco, además de refugio para la fauna que la habita. Bueno, nuestro primer paso es talar algunos árboles para poder construir nuestra vivienda. Definimos el tamaño de la tala inicial y, después de un tiempo, construimos una casa cómoda donde nos refugiaremos para un merecido descanso tras un agotador día de trabajo...
Bueno, ya tenemos la casa... pero necesitamos un espacio para cultivar nuestros alimentos. Y... ¿adivinen qué?... Se talarán más árboles para que podamos vivir con cierta comodidad... Cavaremos un pozo del que sacaremos el agua necesaria para nuestra supervivencia. Al fin y al cabo, sin agua, no podemos existir, ¿verdad? Y así, con el pozo y nuestros cultivos, vivimos felices para siempre...
Pero nuestra comodidad exige más de lo que la Naturaleza nos ofrece. Vivimos en sociedad. Y, poco a poco, otros colonizadores se acercarán, abriendo nuevos claros, aumentando no solo la superficie habitable, sino también la cultivada. Y, gradualmente, se construirán corrales donde se confinarán animales cuyo principal propósito será complementar el suministro de alimentos de las personas que se asentaron allí...
Los animales salvajes serán expulsados gradualmente de su hábitat. Aquellos considerados "buenos para el consumo" terminarán sus días confinados junto a los animales ya domesticados. Los demás simplemente serán expulsados o asesinados. Al fin y al cabo, en nuestra Sociedad Perfecta no hay lugar para aquellos cuya función principal no esté bien establecida. El equilibrio ecológico dista mucho de ser la principal preocupación de la mayoría de las personas...
El bosque, rico en diversidad, se desvanece gradualmente. La vida que antes abundaba por doquier se apaga como la llama de una vela que se apaga... el progreso exige que se modifique el entorno donde, no hace mucho, la vida silvestre coexistía en paz... bosques y lagos simplemente se destruyen en nombre de una vida más cómoda, según la visión de la comunidad que allí se forma, donde los recursos creados por la mano del hombre sustituyen toda la riqueza que ofrecía la naturaleza...
Hay un precio que pagar. Lleva tiempo. Pero la factura siempre llega. Pero, como somos malos pagadores, simplemente la olvidamos y seguimos viviendo como si los recursos que explotamos fueran eternos... olvidamos que todo llega a su fin... es entonces cuando el Paraíso se convierte en el Tártaro, un lugar de sufrimiento. Un sufrimiento que buscamos por nuestra cuenta. Asfixiamos a la Madre Naturaleza hasta el momento en que ya no puede hacer nada más por nosotros... entonces, apuntamos con el dedo en todas direcciones, buscando culpables de la situación... y nos olvidamos de mirarnos al espejo, donde seguramente se revelaría la imagen del principal culpable...
Somos los únicos responsables de los caminos que elegimos. Podemos vivir en paz con la Naturaleza... o simplemente ignorar todas las bendiciones que nos ofrece y acabar en medio del Caos, donde todo lo que existía simplemente se extingue, por nuestra culpa y solo por nuestra... aún hay tiempo para despertar a la realidad, para preservar los tesoros que nos rodean. Si esto no sucede pronto, llegará el momento en que no habrá vuelta atrás y nuestro fin estará decretado... piénsenlo...
Tania Miranda - Brasil - 06/01/2026
==========================================================
KULJEMME SUURILLA ASKELEILLA KOHTI TUHOAMISTAMME
Elämme maailmassa, joka on täydellinen epätäydellisyyksissään. Miten niin? Sanonko, että maailmassa on epätäydellisyyksiä? No... tarkoitan... se on Paratiisi, jota niin epätoivoisesti etsimme, mutta joskus se on myös Tartaros, jota pakenemme niin epätoivoisesti...
Planeetta itsessään on täydellinen pienimmissä yksityiskohdissaan. Jos on jotain, mikä ei vastaa toiveitamme, se johtuu enemmän päivittäisistä teoistamme kuin mistään muusta syystä. Ja oletteko huomanneet, että tavallaan olemme heijastus maailmasta, jossa elämme? Selitän...
Me, kuten kotimme, synnymme täydellisinä. Jopa epätäydellisyyksissämme, kuten sanoin planeetasta, jolla asumme. Mutta... en osaa sanoa tarkalleen miksi, usein emme hyväksy itseämme sellaisina kuin tulimme maailmaan. Ja halu peukaloida luonnon luomaa voimistuu niin voimakkaaksi tunteeksi, että lopulta silpomme itsemme jo omistamamme täydellisyyden nimissä, jota kieltäydymme näkemästä...
Sama tapahtuu Rincãollemme. Katsomme laaksoa, jossa metsä hallitsee majesteettisesti, ja samaan aikaan visualisoimme teitä, siltoja, lukemattomia rakennelmia... jos mahtava joki tuntuu esteeltä ajatuksillemme, emme epäröi yksinkertaisesti ohjata sitä tai äärimmäisissä tapauksissa haudata sitä, jotta se ei estä suunnitelmiamme...
On tuhat ja yksi tapaa tutkia tiettyä aluetta ilman, että sitä tarvitsee turmella. Mutta valitsimme yksinkertaisimman tien, vaikka tämä valinta osoittautuisi tulevaisuudessa tuhoisaksi paitsi luonnolle itselleen... myös vaarantaisi suuresti oman selviytymisemme...
Kun "turvallisuussyistä" päätämme karkottaa tietyn entisten asukkaiden siirtokunnan himoitsemaltamme alueelta, emme koskaan ymmärrä, kuinka paljon vahinkoa aiheutamme, ei vain karkotettujen ihmisten, vaan myös oman elämämme kannalta. Esimerkkejä on runsaasti. Mutta mainitsen yhden. Vain yksi...
Saavumme tietylle, vielä tutkimattomalle alueelle. Rehevät puut tarjoavat varjoa ja raikasta ilmaa sekä suojaa siellä eläville eläimille. Ensimmäinen askel on kaataa puita, jotta voimme rakentaa asumuksemme. Määrittelemme hakkuualueen koon ja jonkin ajan kuluttua rakennamme mukavan talon, johon turvaudumme ansaitulle levolle raskaan työpäivän jälkeen...
No, meillä on jo talo... mutta tarvitsemme tilaa ruoan kasvattamiseen. Ja... arvaa mitä... lisää puita kaadetaan, jotta voimme elää mukavasti... kaivamme kaivon, josta ammennamme selviytymiseemme tarvittavan veden. Loppujen lopuksi ilman vettä emme voi olla olemassa, eihän? Ja niin, kaivon ja satomme avulla elämme onnellisina elämämme loppuun asti...
Mutta mukavuutemme vaatii enemmän sitä, mitä luonto tarjoaa meille. Elämme yhteiskunnassa. Ja vähitellen muut siirtolaiset lähestyvät, avaavat uusia aukkoja, lisäävät paitsi asuttavaa aluetta myös viljelyalaa. Ja vähitellen rakennetaan aitauksia, joihin suljetaan eläimiä, joiden päätarkoituksena on täydentää sinne asettuneiden ihmisten ravinnonsaantia...
Villieläimet häädetään vähitellen elinympäristöstään. Ne, joita pidetään "syötäkelpoisina", päättävät päivänsä suljettuina jo kesytettyjen eläinten rinnalle. Muut yksinkertaisesti häädetään tai tapetaan. Loppujen lopuksi täydellisessä yhteiskunnassamme ei ole sijaa niille, joiden päätehtävä ei ole vakiintunut. Ekologinen tasapaino ei ole läheskään useimpien ihmisten ensisijainen huolenaihe...
Monimuotoinen metsä on vähitellen hiipumassa. Elämä, joka kerran kuhisi kaikkialla, hiipuu kuin kynttilän liekki, joka lähestyy loppuaan... edistys vaatii, että ympäristöä, jossa vielä vähän aikaa sitten villieläimet elivät rauhassa, muutetaan... metsät ja järvet yksinkertaisesti tuhotaan mukavamman elämän nimissä siellä muodostuneen yhteisön silmissä, jossa ihmiskäden luomat resurssit korvaavat kaiken luonnon tarjoaman rikkauden...
Sillä on hintansa. Se vie aikaa. Mutta lasku tulee aina. Mutta koska olemme huonoja maksajia, unohdamme asian ja jatkamme elämää ikään kuin hyödyntämämme resurssit olisivat ikuisia... unohdamme, että kaikki loppuu aikanaan... silloin paratiisista tulee Tartaros, kärsimyksen paikka. Kärsimyksen, jota etsimme itse. Tukahdutamme Äiti Luontoa, kunnes se ei voi enää tehdä meille mitään... sitten osoittelemme sormella joka suuntaan etsien syyllisiä tilanteeseen... ja unohdamme katsoa peiliin, josta varmasti paljastuisi pääsyyllisen kuva...
Olemme yksin vastuussa valitsemistamme poluista. Voimme elää rauhassa luonnon kanssa... tai yksinkertaisesti jättää huomiotta kaikki sen tarjoamat siunaukset ja päätyä keskelle kaaosta, jossa kaikki olemassa oleva yksinkertaisesti kuolee sukupuuttoon, omasta syystämme ja yksinomaan meidän... on vielä aikaa herätä todellisuuteen, säilyttää meitä ympäröivät aarteet. Jos tämä ei tapahdu lyhyessä ajassa, koittaa hetki, jolloin paluuta ei ole enää mahdollista ja loppumme on määrätty... ajattelepa sitä...
Tania Miranda - Brasilia - 06.01.2026
===========================================================
STIAMO CAMMINANDO A GRANDI PASSI VERSO IL NOSTRO ANNIENTAMENTO
Viviamo in un mondo perfetto nelle sue imperfezioni. Come mai? Sto dicendo che il mondo ha delle imperfezioni? Beh... voglio dire... è il Paradiso che cerchiamo così disperatamente, ma a volte è anche il Tartaro da cui fuggiamo così disperatamente...
Il Pianeta stesso è perfetto nei suoi minimi dettagli. Se c'è qualcosa che non corrisponde ai nostri desideri, è dovuto più alle nostre azioni quotidiane che a qualsiasi altra ragione. E avete notato che, in un certo senso, siamo una proiezione del mondo in cui viviamo? Vi spiego...
Noi, come la nostra casa, nasciamo perfetti. Anche nelle nostre imperfezioni, come ho detto del pianeta in cui abitiamo. Ma... non so dire esattamente perché, molte volte non ci accettiamo così come siamo venuti al mondo. E il desiderio di manomettere ciò che la Natura ha creato diventa un sentimento così forte che finiamo per mutilarci in nome di una perfezione che già possedevamo, ma che ci rifiutiamo di vedere...
Lo stesso accade con il nostro Rincão. Osserviamo una valle dove la foresta regna maestosa, e allo stesso tempo visualizziamo strade, ponti, innumerevoli costruzioni... se il possente fiume sembra un ostacolo alle nostre idee, non ci facciamo scrupoli a deviarlo o, nei casi più estremi, a seppellirlo affinché non ostacoli i nostri piani...
Esistono mille e un modo per esplorare una determinata area senza doverla degradare. Ma abbiamo scelto la strada più semplice, anche se in futuro questa scelta si rivelerà disastrosa non solo per la Natura stessa... ma comprometterà gravemente anche la nostra stessa sopravvivenza...
Quando, per motivi di "sicurezza", decidiamo di espellere una certa colonia di ex abitanti dalla regione che desideriamo ardentemente, non ci rendiamo mai conto del danno che stiamo arrecando, non solo alla vita di coloro che abbiamo espulso, ma anche alla nostra. Gli esempi abbondano. Ma ne citerò uno. Solo uno...
Arriviamo in una certa regione, ancora inesplorata. Alberi rigogliosi offrono ombra e aria fresca, oltre a riparo per la fauna selvatica che la abita. Bene, il nostro primo passo è abbattere alcuni alberi per poter costruire la nostra dimora. Definiamo l'entità del taglio iniziale e, dopo un po' di tempo, costruiamo una casa confortevole dove ci rifugieremo per un meritato riposo dopo una giornata di lavoro estenuante...
Beh, abbiamo già la casa... ma abbiamo bisogno di uno spazio per coltivare il nostro cibo. E... indovinate un po'... altri alberi verranno abbattuti per permetterci di vivere con un po' di agio... scaveremo un pozzo, da cui attingeremo l'acqua necessaria alla nostra sopravvivenza. Dopotutto, senza acqua non potremmo esistere, vero? E così, con il pozzo e i nostri raccolti, viviamo felici e contenti...
Ma il nostro benessere richiede di più da ciò che la Natura ci offre. Viviamo in una società. E, a poco a poco, altri colonizzatori si avvicineranno, aprendo nuove radure, aumentando non solo la superficie abitabile, ma anche quella coltivata. E, gradualmente, verranno costruiti recinti, dove verranno confinati animali il cui scopo principale sarà quello di integrare le scorte alimentari delle persone che vi si sono insediate...
Gli animali selvatici verranno gradualmente espulsi dal loro habitat. Quelli considerati "buoni da mangiare" finiranno i loro giorni confinati insieme agli animali già addomesticati. Gli altri verranno semplicemente espulsi o uccisi. Dopotutto, nella nostra Società Perfetta non c'è posto per coloro la cui funzione principale non è ben definita. L'equilibrio ecologico è ben lungi dall'essere la preoccupazione principale della maggior parte delle persone...
La foresta, ricca nella sua diversità, sta gradualmente scomparendo. La vita che un tempo brulicava ovunque si sta spegnendo come la fiamma di una candela che si avvicina alla fine... il progresso esige che l'ambiente in cui, non molto tempo fa, la fauna selvatica viveva in pace venga modificato... foreste e laghi vengono semplicemente distrutti in nome di una vita più confortevole, agli occhi della comunità che vi si è formata, dove le risorse create dalle mani dell'uomo prendono il posto di tutta la ricchezza che la Natura offriva...
C'è un prezzo da pagare. Ci vuole tempo. Ma il conto arriva sempre. Ma, poiché siamo cattivi pagatori, ce ne dimentichiamo e continuiamo a vivere come se le risorse che sfruttiamo fossero eterne... dimentichiamo che tutto prima o poi finisce... è allora che il Paradiso diventa il Tartaro, un luogo di sofferenza. Sofferenza che cerchiamo da soli. Soffochiamo Madre Natura fino al momento in cui non potrà più fare nulla per noi... poi puntiamo il dito in tutte le direzioni, cercando i colpevoli della situazione... e ci dimentichiamo di guardarci allo specchio, dove sicuramente si rivelerebbe l'immagine del principale colpevole...
Siamo gli unici responsabili del percorso che scegliamo. Possiamo vivere in pace con la Natura... o semplicemente ignorare tutte le benedizioni che ci offre, e finire nel mezzo del Caos, dove tutto ciò che esisteva semplicemente si estingue, per colpa nostra e solo nostra... c'è ancora tempo per risvegliarsi alla realtà, per preservare i tesori che ci circondano. Se questo non accade in breve tempo, arriverà il momento in cui non ci sarà più possibilità di ritorno e la nostra fine sarà decretata... pensateci...
Tania Miranda - Brasile - 06/01/2026
===========================================================
NOUS MARCHONS À GRANDS PAS VERS NOTRE ANÉANTISSEMENT
Nous vivons dans un monde parfait dans ses imperfections. Comment cela ? Est-ce à dire que le monde a des imperfections ? Eh bien… je veux dire… c’est le Paradis que nous recherchons désespérément, mais c’est aussi parfois le Tartare que nous fuyons avec tant d’acharnement…
La planète elle-même est parfaite dans ses moindres détails. Si quelque chose ne correspond pas à nos désirs, c’est davantage dû à nos actions quotidiennes qu’à toute autre raison. Et avez-vous remarqué que, d’une certaine manière, nous sommes une projection du monde dans lequel nous vivons ? Je vais vous expliquer…
Nous naissons, comme notre planète, parfaits. Même dans nos imperfections, comme je l’ai dit de la planète que nous habitons. Mais… je ne saurais dire exactement pourquoi, bien souvent nous ne nous acceptons pas tels que nous sommes venus au monde. Et le désir de modifier la création naturelle devient si fort que nous finissons par nous mutiler au nom d'une perfection que nous possédions déjà, mais que nous refusons de voir…
Il en va de même pour notre Rincão. Nous contemplons une vallée où la forêt règne majestueusement, et simultanément, nous imaginons des routes, des ponts, d'innombrables constructions… Si le fleuve puissant nous paraît un obstacle, nous n'hésitons pas à le détourner, voire, dans les cas les plus extrêmes, à l'enfouir pour qu'il ne vienne pas entraver nos projets…
Il existe mille et une façons d'explorer un territoire sans le dégrader. Mais nous avons choisi la voie de la facilité, même si, à l'avenir, ce choix s'avère désastreux non seulement pour la nature elle-même… mais aussi pour notre propre survie…
Lorsque, pour des raisons de « sécurité », nous décidons d'expulser une colonie d'anciens habitants de la région que nous convoitons, nous ne réalisons jamais les dégâts que nous causons, non seulement à la vie de ceux que nous avons expulsés, mais aussi à la nôtre. Les exemples abondent. Mais je n'en citerai qu'un seul…
Nous arrivons dans une région encore inexplorée. Des arbres luxuriants offrent ombre et air pur, ainsi qu'un abri à la faune qui y vit. Notre première action consiste donc à abattre quelques arbres pour construire notre habitation. Nous déterminons la superficie de la première coupe et, après quelque temps, nous construisons une maison confortable où nous pourrons nous réfugier pour un repos bien mérité après une journée de travail épuisante…
Nous avons déjà la maison… mais il nous faut un espace pour cultiver nos légumes. Et… devinez quoi… on abattra encore plus d’arbres pour que nous puissions vivre avec un peu de confort… Nous creuserons un puits, d’où nous puiserons l’eau nécessaire à notre survie. Après tout, sans eau, nous ne pouvons pas exister, n’est-ce pas ? Et ainsi, grâce au puits et à nos récoltes, nous vivrons heureux pour toujours…
Mais notre confort exige davantage de ce que la nature nous offre. Nous vivons en société. Et, peu à peu, d’autres colonisateurs arriveront, ouvrant de nouvelles clairières, augmentant non seulement la surface habitable, mais aussi la surface cultivée. Et, progressivement, des enclos seront construits, où seront confinés des animaux dont le but principal sera de compléter l’alimentation des populations installées là…
Les animaux sauvages seront peu à peu chassés de leur habitat. Ceux jugés « bons à consommer » finiront leurs jours confinés aux côtés des animaux déjà domestiqués. Les autres seront tout simplement expulsés ou tués. Après tout, dans notre Société Parfaite, il n’y a pas de place pour ceux dont la fonction principale n’est pas bien établie. L'équilibre écologique est loin d'être la préoccupation première de la plupart des gens…
La forêt, riche de sa biodiversité, disparaît peu à peu. La vie qui y foisonnait autrefois s'éteint comme la flamme d'une bougie… Le progrès exige que l'environnement où, il n'y a pas si longtemps, la faune vivait en paix soit modifié… Forêts et lacs sont tout simplement détruits au nom d'une vie plus confortable, selon les aspirations de la communauté locale, où les ressources créées par l'homme remplacent toute la richesse que la nature offrait…
Il y a un prix à payer. Cela prend du temps. Mais la facture finit toujours par arriver. Or, comme nous sommes de mauvais payeurs, nous l'oublions tout simplement et continuons à vivre comme si les ressources que nous exploitons étaient inépuisables… Nous oublions que toute chose a une fin… C'est alors que le Paradis se transforme en Tartare, un lieu de souffrance. Une souffrance que nous recherchons nous-mêmes. Nous étouffons la nature jusqu'à ce qu'elle ne puisse plus rien faire pour nous… alors, nous pointons du doigt tout le monde, cherchant les responsables de la situation… et nous oublions de nous regarder dans le miroir, où se révélerait sans doute le véritable coupable…
Nous sommes entièrement responsables des chemins que nous empruntons. Nous pouvons vivre en harmonie avec la nature… ou ignorer tous les bienfaits qu’elle nous offre et sombrer dans le chaos, où tout disparaît, par notre seule faute… Il est encore temps de prendre conscience de la réalité et de préserver les trésors qui nous entourent. Si nous n’agissons pas rapidement, viendra le moment irréversible où notre fin sera scellée… Réfléchissez-y…
Tania Miranda - Brésil - 06/01/2026
===========================================================
WIR GEHEN MIT GROSSEN SCHRITTEN UNSERER VERNICHTUNG ZU.
Wir leben in einer Welt, die in ihrer Unvollkommenheit vollkommen ist. Wie das? Will ich damit sagen, dass die Welt unvollkommen ist? Nun ja … ich meine … es ist das Paradies, nach dem wir uns so verzweifelt sehnen, aber manchmal ist es auch der Tartarus, vor dem wir so verzweifelt fliehen …
Der Planet selbst ist bis ins kleinste Detail vollkommen. Wenn etwas nicht unseren Wünschen entspricht, liegt das eher an unseren täglichen Handlungen als an irgendetwas anderem. Und ist Ihnen aufgefallen, dass wir in gewisser Weise eine Projektion der Welt sind, in der wir leben? Ich erkläre es Ihnen …
Wir sind, wie unsere Heimat, von Geburt an vollkommen. Selbst in unseren Unvollkommenheiten, wie ich es bereits über den Planeten, den wir bewohnen, sagte. Aber … ich kann nicht genau sagen, warum, doch oft akzeptieren wir uns nicht so, wie wir auf die Welt gekommen sind. Und der Wunsch, in das Werk der Natur einzugreifen, wird so stark, dass wir uns im Namen einer bereits vorhandenen, aber verleugneten Vollkommenheit selbst zerstören.
Dasselbe geschieht mit unserem Rincão. Wir betrachten ein Tal, in dem der Wald majestätisch thront, und stellen uns gleichzeitig Straßen, Brücken, unzählige Bauwerke vor. Wenn der mächtige Fluss unseren Plänen im Wege steht, zögern wir nicht, ihn einfach umzuleiten oder, im Extremfall, zu vergraben, damit er uns nicht behindert.
Es gibt unzählige Möglichkeiten, ein Gebiet zu erkunden, ohne es zu zerstören. Wir wählten den einfachsten Weg, auch wenn sich diese Entscheidung später als verhängnisvoll erweisen sollte – nicht nur für die Natur selbst, sondern auch für unser eigenes Überleben.
Wenn wir aus „Sicherheitsgründen“ beschließen, eine bestimmte Kolonie ehemaliger Bewohner aus der begehrten Region zu vertreiben, ahnen wir nicht, welchen Schaden wir anrichten – nicht nur für die Vertriebenen, sondern auch für uns selbst. Beispiele gibt es viele. Ich möchte nur eines nennen.
Wir erreichen eine noch unerforschte Region. Üppige Bäume spenden Schatten und frische Luft und bieten Schutz für die dort lebenden Wildtiere. Unser erster Schritt ist, einige Bäume zu fällen, um unsere Behausung zu bauen. Wir legen die Größe der ersten Fällung fest und errichten nach einiger Zeit ein komfortables Haus, in dem wir uns nach einem anstrengenden Arbeitstag wohlverdient ausruhen können.
Nun haben wir das Haus … aber wir brauchen Platz, um unsere Nahrung anzubauen. Und... ratet mal... noch mehr Bäume werden gefällt, damit wir es etwas komfortabler haben... Wir graben einen Brunnen, aus dem wir das Wasser schöpfen, das wir zum Überleben brauchen. Denn ohne Wasser können wir nicht existieren, oder? Und so leben wir mit dem Brunnen und unseren Feldfrüchten glücklich bis an unser Lebensende...
Doch unser Komfort verlangt mehr von dem, was die Natur uns bietet. Wir leben in einer Gesellschaft. Und nach und nach werden andere Siedler näherkommen, neue Lichtungen schaffen und so nicht nur die bewohnbare, sondern auch die bewirtschaftete Fläche vergrößern. Und allmählich werden Gehege gebaut, in denen Tiere eingesperrt werden, deren Hauptzweck darin besteht, die Nahrungsmittelversorgung der dort siedenden Menschen zu ergänzen...
Wildtiere werden nach und nach aus ihrem Lebensraum vertrieben. Diejenigen, die als „zum Verzehr geeignet“ gelten, werden ihre Tage zusammen mit den bereits domestizierten Tieren eingesperrt verbringen. Die anderen werden einfach vertrieben oder getötet. Denn in unserer perfekten Gesellschaft ist kein Platz für diejenigen, deren Hauptfunktion nicht klar definiert ist. Das ökologische Gleichgewicht ist für die meisten Menschen längst nicht das Wichtigste…
Der artenreiche Wald schwindet zusehends. Das Leben, das einst überall wimmelte, verblasst wie die Flamme einer Kerze… Der Fortschritt verlangt, dass die Umwelt, in der die Tierwelt noch vor Kurzem friedlich lebte, verändert wird… Wälder und Seen werden im Namen eines komfortableren Lebens zerstört, im Sinne der dort entstandenen Gemeinschaften, in denen von Menschenhand geschaffene Ressourcen den Reichtum der Natur ersetzen…
Das hat seinen Preis. Es braucht Zeit. Doch die Rechnung kommt unweigerlich. Da wir aber schlechte Zahler sind, vergessen wir sie einfach und leben weiter, als wären die von uns ausgebeuteten Ressourcen unerschöpflich… Wir vergessen, dass alles irgendwann ein Ende hat… Dann wird das Paradies zum Tartarus, einem Ort des Leidens. Leiden, das wir selbst suchen. Wir beuten Mutter Natur aus, bis sie nichts mehr für uns tun kann... dann suchen wir mit dem Finger in alle Richtungen nach Schuldigen für die Situation... und vergessen dabei, in den Spiegel zu schauen, wo sich das Bild des Hauptschuldigen sicherlich offenbaren würde...
Wir allein tragen die Verantwortung für die Wege, die wir wählen. Wir können im Einklang mit der Natur leben … oder all ihre Gaben ignorieren und im Chaos enden, wo alles, was existierte, durch unser eigenes Verschulden ausstirbt. Es ist noch Zeit, die Realität zu erkennen und die Schätze um uns herum zu bewahren. Geschieht dies nicht bald, kommt der Moment, an dem es kein Zurück mehr gibt und unser Ende besiegelt ist. Denk darüber nach …
Tania Miranda – Brasilien – 06.01.2026
===========================================================

Comentários
Postar um comentário