ALÔ, BOM DIA...


ALÔ, BOM DIA...

Alô, bom dia

Oh, como vai você?

Um olhar bem amigo,

Um claro sorriso.

Um aperto de mão

E a gente, sem saber como e porque

Se sente feliz e sai a cantar

Alegre canção

Saber dar um bom dia cheio de bondade

Dizer bom dia com sinceridade

É dar sempre o melhor de nosso coração

Alô, bom dia irmão

(autoria desconhecida)

Na década de sessenta, todo dia uma freirinha cantava essa canção às seis da manhã. E logo a seguir, contava uma historinha... era a Rádio Nove de Julho. Não sei o nome da freirinha, também não sei quem escreveu a canção. Sei que ficou marcada na minha memória, assim como outras canções infantis, que traziam para a garotada lições de moral e comportamento. Eram canções simples, onde se enaltecia a amizade, o amor...

Entre as várias canções para o público infantil, havia uma do Palhaço Carequinha, intitulada "O bom menino", onde um dos versos finais dizia "Papai do Céu protege o bom menino"... era outra era, quando não havia a maioria dos recursos disponíveis nos dias de hoje...

Vivíamos ainda no Brasil Rural, onde a maioria dos bairros em nada se diferia da vida no Campo. As ruas eram de terra batida, as casas eram simples, os terrenos não precisavam de muros... os bairros, geralmente, concentravam pessoas vindas de uma mesma região e isso possibilitava uma melhor comunhão entre elas, visto que seus costumes e crenças eram os mesmos...

Se havia racismo? Bem, como eu disse, as pessoas que vinham para a Cidade Grande geralmente eram trabalhadores rurais que estavam tentando a sorte, procurando um futuro melhor para sua família. Eram brancos, negros, pardos... todos no mesmo balaio, sem distinção de cor ou raça. Todos irmanados, lutando ombro a ombro, se ajudando mutuamente...

Claro, haviam as piadas racistas. Mas o sentimento de irmandade era mais forte que o preconceito. Mesmo porque, ontem como hoje, o preconceito mais forte ainda é o de classe. Um branco pobre está no mesmo patamar que um negro nas mesmas condições. O que conta ainda é a conta bancária do cidadão...

Eu sou mestiça das três raças. Tenho ascendência negra, índia e branca. Como a maioria das pessoas que cresceram ao meu redor. Mesmo os loirinhos de nossa turma tinham sangue negro ou índio, ou os dois ao mesmo tempo, misturados com sangue branco... bem, quer dizer, todo sangue é vermelho...

A algum tempo atrás, em uma de minhas ultimas colocações, a chefe do momento me perguntou se eu nunca havia enfrentado preconceito em meu passado. Como eu disse, nossa comunidade era muito unida. Brancos, negros e pardos tinham todos a mesma origem... então, não havia o porque de haver distinção entre nós. Os homens se reuniam à noite, para  tocar viola e cantar, as mulheres estavam sempre juntas, auxiliando uma à outra nos percalços do dia a dia e as crianças estavam sempre juntas, compartilhando suas brincadeiras... 

Sim, eram outros tempos. Claro, o mundo não era uma maravilha. Haviam problemas. Mas as pessoas conseguiam contorná-los e seguiam em frente. Brigas? Claro, desentendimentos acontecem a toda hora. Mas depois de algum tempo se fazia as pazes e tudo seguia como se nada tivesse ocorrido. Não importa se era no grupo dos homens, das mulheres ou das crianças. Ninguém guardava mágoa de ninguém...

Como eu disse, as vilas seguiam o mesmo padrão das colônias das fazenda do interior. Ninguém demarcava sua propriedade. Cada um sabia exatamente onde começava e terminava seu domínio. Para as crianças isso era ótimo. Afinal, para ir da casa de um coleguinha para o outro, não havia necessidade de caminhar pela rua. Corriam por entre os vários terrenos, convocando todas as crianças para brincarem de alguma coisa... queimada, ciranda, amarelinha...

Todos os bairros tinham, em sua entrada, a bandeira dos três santos padroeiros das festas juninas. E, quando chegava essa época, as escolas abriam suas portas para festejar todos juntos. Duplas caipiras da própria região iam cantar, animando o baile com seu casal de viola e a sanfona. Sim, o sanfoneiro era a figura principal do evento...

No começo do ano, havia a Folia de Reis... vários violeiros saiam pelo bairro, visitando as casas e fazendo suas orações musicadas. Fogos de artifício iluminavam o céu e a cantilena ia até de madrugada, regada a cachaça, é claro...

E todos estavam sempre unidos. Quase não se falava "bom dia" para ninguém, mas o desejo de um dia lindo e maravilhoso para seu próximo estava estampado no riso franco de cada um... 

Não estou dizendo que o passado era melhor que o presente. Estou falando da realidade que vivi, onde o Amor, a Amizade sempre estiveram presentes. Claro, pode ser que essa impressão se deva ao fato de que nossas lembranças do passado vem sempre  pasteurizadas, onde as fases não tão boas por nós vividas são simplesmente esquecidas...

Alô, bom dia... que consigamos viver sempre em paz, deixando de lado todas as picuinhas que insistem em se apresentar em nossa vida. Pois, como já disse o poeta, certa vez, só o Amor constrói... pense nisso...

Tania Miranda   -   Brasil   - 14/01/2025

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Hello, Good Morning...

Hello, good morning

Oh, how are you?

A very friendly look,

A bright smile.

A handshake

And we, without knowing how or why

Feel happy and start singing

A cheerful song

Knowing how to give a good morning full of kindness

Saying good morning sincerely

Is always giving the best of our hearts

Hello, good morning brother

(Author unknown)

In the sixties, every day a nun sang this song at six in the morning. And right after, she told a little story... it was Radio Nove de Julho. I don't know the nun's name, nor do I know who wrote the song. I know it's etched in my memory, as are other children's songs that taught the kids moral lessons and good behavior. These were simple songs, praising friendship and love...

Among the various songs for children, there was one by the clown Carequinha, entitled "The Good Boy," where one of the final verses said, "Heavenly Father protects the good boy"... it was another era, when most of the resources available today were not available...

We still lived in rural Brazil, where most neighborhoods were no different from life in the countryside. The streets were dirt roads, the houses were simple, the plots didn't need walls... the neighborhoods generally concentrated people from the same region, and this allowed for better communion among them, since their customs and beliefs were the same...

Was there racism? Well, as I said, the people who came to the big city were usually rural workers trying their luck, seeking a better future for their families. They were white, black, mixed-race... all in the same boat, without distinction of color or race. All united, fighting shoulder to shoulder, helping each other...

Of course, there were racist jokes. But the feeling of brotherhood was stronger than prejudice. Even because, yesterday as today, the strongest prejudice is still that of class. A poor white person is on the same level as a black person in the same conditions. What still counts is the citizen's bank account...

I am mixed-race, of all three races. I have black, indigenous, and white ancestry. Like most of the people who grew up around me. Even the blond kids in our class had black or indigenous blood, or both at the same time, mixed with white blood... well, I mean, all blood is red...

Some time ago, in one of my last presentations, the boss at the time asked me if I had ever faced prejudice in my past. As I said, our community was very united. Whites, blacks, and mixed-race people all had the same origin... so there was no reason for distinction between us. The men gathered at night to play guitar and sing, the women were always together, helping each other through the daily challenges, and the children were always together, sharing their games...

Yes, those were different times. Of course, the world wasn't perfect. There were problems. But people managed to overcome them and move on. Fights? Of course, disagreements happen all the time. But after a while, peace was made and everything continued as if nothing had happened. It didn't matter if it was in the men's group, the women's group, or the children's group. Nobody held a grudge against anyone...

As I said, the villages followed the same pattern as the farm colonies in the interior. Nobody demarcated their property. Each person knew exactly where their domain began and ended. For the children, this was great. After all, to go from one friend's house to another, there was no need to walk down the street. They ran through the various fields, calling all the children to play something... dodgeball, ring-around-the-rosie, hopscotch...

Every neighborhood had, at its entrance, the flag of the three patron saints of the June festivals. And, when that time came, the schools opened their doors to celebrate together. Country duos from the region would sing, enlivening the dance with their guitar and accordion. Yes, the accordion player was the main figure of the event...

At the beginning of the year, there was the Folia de Reis (Three Kings' Day celebration)... several guitarists went through the neighborhood, visiting houses and offering their musical prayers. Fireworks illuminated the sky and the singing went on until dawn, accompanied by cachaça, of course...

And everyone was always united. "Good morning" was rarely said to anyone, but the wish for a beautiful and wonderful day for one's neighbor was evident in the genuine smile of each person...

I'm not saying that the past was better than the present. I'm talking about the reality I lived, where Love and Friendship were always present. Of course, this impression might be due to the fact that our memories of the past are always sanitized, where the not-so-good phases we experienced are simply forgotten...

Hello, good morning... may we always live in peace, leaving aside all the petty squabbles that insist on appearing in our lives. For, as the poet once said, only Love builds... think about it...

Tania Miranda - Brazil - January 14, 2025

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Hola, buenos días...

Hola, buenos días

¿Cómo estás?

Una mirada muy amable,

Una sonrisa radiante.

Un apretón de manos.

Y nosotros, sin saber cómo ni por qué,

nos sentimos felices y empezamos a cantar

Una canción alegre.

Saber dar los buenos días con mucha amabilidad.

Dar los buenos días con sinceridad.

Es dar siempre lo mejor de nuestro corazón.

Hola, buenos días, hermano.

(Autor desconocido)

En los años sesenta, todos los días una monja cantaba esta canción a las seis de la mañana. Y justo después, contaba una pequeña historia... era Radio Nove de Julho. No sé el nombre de la monja ni quién escribió la canción. Sé que está grabada en mi memoria, como otras canciones infantiles que enseñaban a los niños lecciones de moral y buen comportamiento. Eran canciones sencillas que alababan la amistad y el amor...

Entre las diversas canciones infantiles, había una del payaso Carequinha, titulada "El Buen Niño", cuya última estrofa decía: "El Padre Celestial protege al buen niño"... Era otra época, cuando la mayoría de los recursos disponibles hoy en día no existían...

Aún vivíamos en el Brasil rural, donde la mayoría de los barrios no se diferenciaban de la vida en el campo. Las calles eran de tierra, las casas eran sencillas, las parcelas no necesitaban muros... los barrios generalmente concentraban a gente de la misma región, lo que permitía una mejor comunión entre ellos, ya que sus costumbres y creencias eran las mismas...

¿Había racismo? Bueno, como dije, quienes llegaban a la gran ciudad solían ser trabajadores rurales que probaban suerte, buscando un futuro mejor para sus familias. Eran blancos, negros, mestizos... todos en el mismo barco, sin distinción de color ni raza. Todos unidos, luchando codo con codo, ayudándose...

Por supuesto, había chistes racistas. Pero el sentimiento de hermandad era más fuerte que el prejuicio. Incluso porque, ayer como hoy, el prejuicio más fuerte sigue siendo el de clase. Una persona blanca pobre está al mismo nivel que una persona negra en las mismas condiciones. Lo que aún cuenta es la cuenta bancaria del ciudadano...

Soy mestiza, de las tres razas. Tengo ascendencia negra, indígena y blanca. Como la mayoría de las personas que crecieron a mi alrededor. Incluso los niños rubios de nuestra clase tenían sangre negra o indígena, o ambas a la vez, mezclada con sangre blanca... bueno, o sea, toda la sangre es roja...

Hace un tiempo, en una de mis últimas presentaciones, el entonces jefe me preguntó si alguna vez había enfrentado prejuicios. Como dije, nuestra comunidad estaba muy unida. Blancos, negros y mestizos teníamos el mismo origen... así que no había razón para distinguirnos. Los hombres se reunían por la noche para tocar la guitarra y cantar, las mujeres siempre estaban juntas, ayudándose mutuamente en los desafíos diarios, y los niños siempre estaban juntos, compartiendo sus juegos...

Sí, aquellos eran otros tiempos. Claro, el mundo no era perfecto. Había problemas. Pero la gente lograba superarlos y seguir adelante. ¿Pelerías? Claro, los desacuerdos ocurren todo el tiempo. Pero después de un tiempo, se hizo la paz y todo continuó como si nada hubiera pasado. No importaba si era en el grupo de hombres, en el de mujeres o en el de niños. Nadie guardaba rencor a nadie...

Como dije, las aldeas seguían el mismo patrón que las colonias agrícolas del interior. Nadie delimitaba sus propiedades. Cada persona sabía exactamente dónde empezaba y terminaba su dominio. Para los niños, esto era genial. Después de todo, para ir de casa en casa, no había necesidad de caminar por la calle. Corrían por los campos, llamando a todos los niños a jugar a algo: balón prisionero, círculo de rosas, rayuela...

Cada barrio tenía, a la entrada, la bandera de los tres santos patronos de las fiestas de junio. Y, cuando llegaba ese momento, las escuelas abrían sus puertas para celebrar juntos. Dúos campestres de la región cantaban, animando el baile con su guitarra y acordeón. Sí, el acordeonista era la figura principal del evento...

A principios de año, se celebraba la Folia de Reis (Día de Reyes)... varios guitarristas recorrían el barrio, visitando casas y ofreciendo sus oraciones musicales. Los fuegos artificiales iluminaban el cielo y los cantos se prolongaban hasta el amanecer, acompañados de cachaça, por supuesto...

Y todos siempre unidos. Rara vez se decían "buenos días", pero el deseo de un día hermoso y maravilloso para el vecino se evidenciaba en la sonrisa sincera de cada persona...

No digo que el pasado fuera mejor que el presente. Hablo de la realidad que viví, donde el amor y la amistad siempre estuvieron presentes. Claro, esta impresión puede deberse a que nuestros recuerdos del pasado siempre están desinfectados, donde las etapas no tan buenas que vivimos simplemente se olvidan...

Hola, buenos días... que vivamos siempre en paz, dejando de lado las pequeñas disputas que insisten en aparecer en nuestras vidas. Porque, como dijo el poeta, solo el amor construye... piénsenlo...

Tania Miranda - Brasil - 14 de enero de 2025

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Hyvää huomenta...

Hei, hyvää huomenta

Mitä kuuluu?

Ystävällinen katse,

Sädehtivä hymy.

Kättely

Ja me, tietämättä miten tai miksi

Tunnumme onnellisiksi ja alamme laulaa

Iloisen laulun

Tieto siitä, miten antaa hyvä huomenta täynnä ystävällisyyttä

Sanoa hyvää huomenta vilpittömästi

On aina antaa parasta sydämestämme

Hei, hyvää huomenta veli

(Tekijä tuntematon)

Kuusikymmentäluvulla nunna lauloi tätä laulua joka päivä kello kuusi aamulla. Ja heti sen jälkeen hän kertoi pienen tarinan... se oli Radio Nove de Julho. En tiedä nunnan nimeä enkä tiedä kuka laulun kirjoitti. Tiedän, että se on syöpynyt mieleeni, kuten muutkin lastenlaulut, jotka opettivat lapsille moraaliopetuksia ja hyvää käytöstä. Nämä olivat yksinkertaisia ​​lauluja, jotka ylistivät ystävyyttä ja rakkautta...

Lastenlaulujen joukossa oli pelle Carequinhan laulu nimeltä "Hyvä poika", jonka yksi viimeisistä säkeistä sanoi: "Taivaallinen Isä suojelee hyvää poikaa"... se oli toinen aikakausi, jolloin useimmat nykyään saatavilla olevat resurssit eivät olleet käytettävissä...

Asuimme edelleen maaseudulla Brasiliassa, jossa useimmat kaupunginosat eivät eronneet maaseudun elämästä. Kadut olivat hiekkateitä, talot olivat yksinkertaisia, tontit eivät tarvinneet muureja... kaupunginosat keskittyivät yleensä saman alueen ihmisiin, ja tämä mahdollisti paremman yhteyden heidän välillään, koska heidän tapansa ja uskomuksensa olivat samat...

Oliko rasismia? No, kuten sanoin, suurkaupunkiin tulleet ihmiset olivat yleensä maaseudun työntekijöitä, jotka yrittivät onneaan ja etsivät parempaa tulevaisuutta perheilleen. He olivat valkoisia, mustia, sekarotuisia... kaikki samassa veneessä, ilman ihonvärin tai rodun erottelua. Kaikki yhtenäisiä, taistelivat rinta rinnan, auttoivat toisiaan...

Tietenkin oli rasistisia vitsejä. Mutta veljeyden tunne oli vahvempi kuin ennakkoluulot. Vaikka eilen ja tänäänkin vahvin ennakkoluulo on edelleen luokka-asema. Köyhä valkoinen ihminen on samalla tasolla kuin musta ihminen samoissa olosuhteissa. Kansalaisen pankkitili on edelleen tärkeä...

Olen sekarotuinen, kaikista kolmesta rodusta. Minulla on mustaa, alkuperäiskansojen ja valkoista syntyperää. Kuten useimmat ympärilläni kasvaneet ihmiset. Jopa luokkamme vaaleahiuksisilla lapsilla oli mustaa tai alkuperäiskansojen verta, tai molempia samanaikaisesti, sekoitettuna valkoiseen vereen... no, tarkoitan, kaikki veri on punaista...

Jonkin aikaa sitten, yhdessä viimeisimmistä esityksistäni, silloinen pomo kysyi minulta, olinko koskaan kohdannut ennakkoluuloja menneisyydessäni. Kuten sanoin, yhteisömme oli hyvin yhtenäinen. Valkoisilla, mustilla ja sekarotuisilla ihmisillä oli kaikilla sama alkuperä... joten ei ollut mitään syytä erotteluun meidän välillämme. Miehet kokoontuivat öisin soittamaan kitaraa ja laulamaan, naiset olivat aina yhdessä auttaen toisiaan päivittäisissä haasteissa, ja lapset olivat aina yhdessä jakamassa pelejään...

Kyllä, ne olivat eri aikoja. Maailma ei tietenkään ollut täydellinen. Oli ongelmia. Mutta ihmiset onnistuivat voittamaan ne ja jatkamaan eteenpäin. Riitoja? Tietenkin erimielisyyksiä sattuu koko ajan. Mutta jonkin ajan kuluttua rauha solmittiin ja kaikki jatkui kuin mitään ei olisi tapahtunut. Sillä ei ollut väliä, oliko kyseessä miesten, naisten vai lasten ryhmä. Kukaan ei kantanut kaunaa kenellekään...

Kuten sanoin, kylät noudattivat samaa kaavaa kuin sisämaan maalaisyhdyskunnat. Kukaan ei rajannut omaisuuttaan. Jokainen tiesi tarkalleen, missä hänen valtakuntansa alkoi ja päättyi. Lapsille tämä oli hienoa. Loppujen lopuksi ei tarvinnut kävellä kadulla, jotta pääsi ystävän luota toiseen. He juoksivat eri peltojen läpi kutsuen kaikkia lapsia leikkimään jotain... polttopalloa, ruusukiertelyä, ruutupeliä...

Jokaisen kaupunginosan sisäänkäynnillä oli kesäkuun festivaalien kolmen suojeluspyhimyksen lippu. Ja kun se aika koitti, koulut avasivat ovensa juhliakseen yhdessä. Alueen country-duot lauloivat ja elävöittivät tanssia kitarallaan ja harmonikallaan. Kyllä, haitarinsoittaja oli tapahtuman päähahmo...

Vuoden alussa vietettiin Folia de Reis -juhlaa (Kolmen kuninkaan päivän juhlaa)... useat kitaristit kulkivat naapurustossa, vierailivat taloissa ja esittivät musiikillisia rukouksiaan. Ilotulitus valaisi taivaan ja laulu jatkui aamunkoittoon asti, tietenkin cachaçan säestyksellä...

Ja kaikki olivat aina yhtä. "Hyvää huomenta" sanottiin harvoin kenellekään, mutta toive kauniista ja ihmeellisestä päivästä lähimmäiselle näkyi jokaisen ihmisen aidossa hymyssä...

En väitä, että menneisyys oli parempi kuin nykyisyys. Puhun todellisuudesta, jota elin, jossa Rakkaus ja Ystävyys olivat aina läsnä. Tietenkin tämä vaikutelma saattaa johtua siitä, että muistomme menneisyydestä ovat aina puhtaita, joissa kokemamme ei-niin-hyvät vaiheet yksinkertaisesti unohtuvat...

Hei, hyvää huomenta... eläisimme aina rauhassa, jättäen sikseen kaikki pikkumaiset kiistat, jotka tahtovat ilmestyä elämäämme. Sillä, kuten runoilija kerran sanoi, vain rakkaus rakentaa... ajattelepa sitä...

Tania Miranda - Brasilia - 14. tammikuuta 2025

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Buongiorno, buongiorno...

Buongiorno, buongiorno

Oh, come stai?

Uno sguardo molto amichevole,

Un sorriso luminoso.

Una stretta di mano

E noi, senza sapere come o perché

Ci sentiamo felici e iniziamo a cantare

Una canzone allegra

Saper dare un buongiorno pieno di gentilezza

Dire buongiorno sinceramente

È sempre dare il meglio di noi stessi

Buongiorno, fratello

(Autore sconosciuto)

Negli anni Sessanta, ogni giorno una suora cantava questa canzone alle sei del mattino. E subito dopo raccontava una piccola storia... era Radio Nove de Julho. Non conosco il nome della suora, né so chi abbia scritto la canzone. So che è impressa nella mia memoria, come altre canzoni per bambini che insegnavano ai bambini lezioni di morale e di buona condotta. Erano canzoni semplici, che inneggiavano all'amicizia e all'amore...

Tra le varie canzoni per bambini, ce n'era una del clown Carequinha, intitolata "Il bravo ragazzo", dove una delle strofe finali diceva: "Padre Celeste protegge il bravo ragazzo"... era un'altra epoca, in cui la maggior parte delle risorse disponibili oggi non erano disponibili...

Vivevamo ancora nel Brasile rurale, dove la maggior parte dei quartieri non era diversa dalla vita in campagna. Le strade erano sterrate, le case erano semplici, i terreni non avevano bisogno di muri... i quartieri generalmente concentravano persone provenienti dalla stessa regione, e questo permetteva una migliore comunione tra loro, poiché i loro costumi e le loro credenze erano gli stessi...

C'era razzismo? Beh, come ho detto, le persone che arrivavano nelle grandi città erano di solito lavoratori rurali che cercavano fortuna, cercando un futuro migliore per le loro famiglie. Erano bianchi, neri, meticci... tutti sulla stessa barca, senza distinzione di colore o razza. Tutti uniti, combattendo spalla a spalla, aiutandosi a vicenda...

Naturalmente, c'erano battute razziste. Ma il sentimento di fratellanza era più forte del pregiudizio. Anche perché, ieri come oggi, il pregiudizio più forte è ancora quello di classe. Un bianco povero è allo stesso livello di un nero nelle stesse condizioni. Ciò che conta ancora è il conto in banca del cittadino...

Sono meticcio, di tutte e tre le etnie. Ho origini nere, indigene e bianche. Come la maggior parte delle persone che sono cresciute intorno a me. Persino i ragazzi biondi della nostra classe avevano sangue nero o indigeno, o entrambi contemporaneamente, mescolati con sangue bianco... beh, voglio dire, tutto il sangue è rosso...

Qualche tempo fa, in una delle mie ultime presentazioni, il capo dell'epoca mi chiese se avessi mai dovuto affrontare pregiudizi in passato. Come ho detto, la nostra comunità era molto unita. Bianchi, neri e meticci avevano tutti la stessa origine... quindi non c'era motivo di distinzione tra noi. Gli uomini si riunivano la sera per suonare la chitarra e cantare, le donne erano sempre insieme, aiutandosi a vicenda nelle sfide quotidiane, e i bambini erano sempre insieme, condividendo i loro giochi...

Sì, quelli erano tempi diversi. Certo, il mondo non era perfetto. C'erano problemi. Ma la gente riusciva a superarli e ad andare avanti. Litigi? Certo, i disaccordi capitano sempre. Ma dopo un po', la pace fu fatta e tutto continuò come se nulla fosse successo. Non importava se fosse nel gruppo degli uomini, delle donne o dei bambini. Nessuno serbava rancore verso nessuno...

Come ho detto, i villaggi seguivano lo stesso schema delle colonie agricole dell'entroterra. Nessuno demarcava la propria proprietà. Ognuno sapeva esattamente dove iniziava e finiva il proprio dominio. Per i bambini, questo era fantastico. Dopotutto, per andare da una casa all'altra di un amico, non c'era bisogno di camminare per strada. Correvano attraverso i vari campi, chiamando tutti i bambini a giocare a qualcosa... a palla prigioniera, a girotondo, a campana...

Ogni quartiere aveva, all'ingresso, la bandiera dei tre santi patroni delle feste di giugno. E, quando arrivava quel momento, le scuole aprivano le porte per festeggiare insieme. Duetti di musica contadina della regione cantavano, animando le danze con chitarra e fisarmonica. Sì, il fisarmonicista era il protagonista dell'evento...

All'inizio dell'anno si celebrava la Folia de Reis (festa dei Re Magi)... diversi chitarristi percorrevano il quartiere, visitando le case e offrendo le loro preghiere musicali. I fuochi d'artificio illuminavano il cielo e i canti continuavano fino all'alba, accompagnati naturalmente dalla cachaça...

E tutti erano sempre uniti. Raramente si diceva "Buongiorno" a qualcuno, ma l'augurio di una giornata bella e meravigliosa per il prossimo era evidente nel sorriso sincero di ognuno...

Non sto dicendo che il passato fosse migliore del presente. Parlo della realtà che ho vissuto, dove Amore e Amicizia erano sempre presenti. Certo, questa impressione potrebbe essere dovuta al fatto che i nostri ricordi del passato sono sempre sterilizzati, dove le fasi non proprio belle che abbiamo vissuto vengono semplicemente dimenticate...

Buongiorno, buongiorno... che possiamo sempre vivere in pace, lasciando da parte tutti i piccoli litigi che insistono ad apparire nelle nostre vite. Perché, come disse una volta il poeta, solo l'Amore costruisce... pensateci...

Tania Miranda - Brasile - 14 gennaio 2025

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Bonjour, bonjour…

Bonjour, bonjour

Oh, comment allez-vous ?

Un regard bienveillant,

Un sourire radieux.

Une poignée de main

Et nous, sans savoir comment ni pourquoi,

nous sentons heureux et nous nous mettons à chanter

Une chanson joyeuse

Savoir dire bonjour avec bienveillance

Dire bonjour sincèrement

C'est toujours donner le meilleur de soi-même

Bonjour, bonjour mon frère

(Auteur inconnu)

Dans les années soixante, une religieuse chantait cette chanson tous les jours à six heures du matin. Et juste après, elle racontait une petite histoire… c'était Radio Nove de Julho. Je ne connais ni le nom de la religieuse, ni l'auteur de la chanson. Je sais qu'elle est gravée dans ma mémoire, comme d'autres chansons pour enfants qui leur apprenaient des leçons de morale et de bonnes manières. C'étaient des chansons simples, qui célébraient l'amitié et l'amour…

Parmi les nombreuses chansons pour enfants, il y en avait une du clown Carequinha, intitulée « Le Bon Garçon », dont l'un des derniers couplets disait : « Le Père céleste protège le bon garçon »… C'était une autre époque, où la plupart des ressources disponibles aujourd'hui n'existaient pas…

Nous vivions encore dans le Brésil rural, où la plupart des quartiers ressemblaient à la vie à la campagne. Les rues étaient des chemins de terre, les maisons modestes, les terrains sans murs… Les quartiers regroupaient généralement des gens de la même région, ce qui favorisait les liens entre eux, car leurs coutumes et leurs croyances étaient les mêmes…

Y avait-il du racisme ? Eh bien, comme je l'ai dit, les gens qui venaient en ville étaient généralement des travailleurs ruraux qui tentaient leur chance, cherchant un avenir meilleur pour leurs familles. Blancs, Noirs, métis… tous dans le même bateau, sans distinction de couleur ou de race. Tous unis, combattant côte à côte, s'entraidant…

Bien sûr, il y avait des blagues racistes. Mais le sentiment de fraternité était plus fort que les préjugés. Car, hier comme aujourd'hui, le préjugé le plus tenace reste celui de classe. Un Blanc pauvre est considéré comme l'égal d'un Noir dans les mêmes conditions. Ce qui compte encore, c'est le compte en banque…

Je suis métis, de ces trois races. J'ai des ancêtres noirs, autochtones et blancs. Comme la plupart des gens qui ont grandi autour de moi. Même les blonds de notre classe avaient du sang noir ou autochtone, voire les deux à la fois, mêlé à du sang blanc… enfin, après tout, le sang est rouge partout…

Il y a quelque temps, lors d'une de mes dernières présentations, mon ancien chef m'a demandé si j'avais déjà été confronté à des préjugés. Comme je l'ai dit, notre communauté était très unie. Blancs, Noirs et métis partageaient la même origine… il n'y avait donc aucune raison de faire des distinctions entre nous. Les hommes se réunissaient le soir pour jouer de la guitare et chanter, les femmes étaient toujours ensemble, s'entraidant face aux difficultés du quotidien, et les enfants étaient toujours ensemble, partageant leurs jeux…

Oui, c'était une autre époque. Bien sûr, le monde n'était pas parfait. Il y avait des problèmes. Mais les gens parvenaient à les surmonter et à aller de l'avant. Des disputes ? Bien sûr, les désaccords étaient fréquents. Mais au bout d'un moment, la paix revenait et tout reprenait son cours comme si de rien n'était. Que ce soit entre hommes, femmes ou enfants, peu importait. Personne ne gardait de rancune.

Comme je l'ai dit, les villages fonctionnaient comme les colonies agricoles de l'intérieur. Personne ne délimitait ses propriétés. Chacun savait précisément où commençait et où finissait son domaine. Pour les enfants, c'était formidable. Après tout, pour aller de chez un ami à l'autre, nul besoin de traverser la rue. Ils couraient à travers les champs, appelant tous les enfants à jouer : à la balle au prisonnier, à la ronde, à la marelle…

À l'entrée de chaque quartier flottait le drapeau des trois saints patrons des fêtes de juin. Et, le moment venu, les écoles ouvraient leurs portes pour célébrer ensemble. Des duos country de la région chantaient, animant les danses de leurs guitares et de leurs accordéons. Oui, l'accordéoniste était la vedette de l'événement…

Au début de l'année, il y avait la Folia de Reis (la fête des Rois mages)… Plusieurs guitaristes parcouraient le quartier, visitant les maisons et offrant leurs prières musicales. Des feux d'artifice illuminaient le ciel et les chants se prolongeaient jusqu'à l'aube, accompagnés de cachaça, bien sûr…

Et l'harmonie régnait toujours. On disait rarement « bonjour », mais le souhait d'une belle et merveilleuse journée pour son voisin se lisait sur le visage de chacun, dans un sourire sincère…

Je ne dis pas que le passé était meilleur que le présent. Je parle de la réalité que j'ai vécue, où l'amour et l'amitié étaient omniprésents. Bien sûr, cette impression est peut-être due au fait que nos souvenirs sont souvent embellis, que les moments difficiles sont tout simplement oubliés…

Bonjour, que la paix règne toujours entre nous, loin des querelles mesquines qui s'obstinent à s'immiscer dans nos vies. Car, comme l'a dit un poète, seul l'Amour bâtit… Pensez-y…

Tania Miranda - Brésil - 14 janvier 2025

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Hallo, guten Morgen...

Hallo, guten Morgen

Oh, wie geht es dir?

Ein freundlicher Blick,

ein strahlendes Lächeln.

Ein Händedruck

Und wir, ohne zu wissen wie oder warum

freuen uns und beginnen zu singen

Ein fröhliches Lied

Einen herzlichen Guten Morgen wünschen

Einen aufrichtigen Guten Morgen zu sagen

bedeutet, immer das Beste aus unserem Herzen zu geben

Hallo, guten Morgen, Bruder

(Autor unbekannt)

In den Sechzigerjahren sang eine Nonne dieses Lied jeden Morgen um sechs Uhr. Und gleich danach erzählte sie eine kleine Geschichte... Es war Radio Nove de Julho. Ich kenne weder den Namen der Nonne noch den Autor des Liedes. Ich weiß nur, dass es sich mir tief ins Gedächtnis eingeprägt hat, wie auch andere Kinderlieder, die den Kindern Moralvorstellungen und gutes Benehmen beibrachten. Es waren einfache Lieder, die Freundschaft und Liebe priesen…

Unter den verschiedenen Kinderliedern gab es eines vom Clown Carequinha mit dem Titel „Der brave Junge“, in dem es in einer der letzten Strophen hieß: „Der himmlische Vater beschützt den braven Jungen“… Es war eine andere Zeit, als die meisten der heute verfügbaren Ressourcen noch nicht existierten…

Wir lebten noch im ländlichen Brasilien, wo sich die meisten Viertel kaum vom Leben auf dem Land unterschieden. Die Straßen waren unbefestigt, die Häuser einfach, die Grundstücke brauchten keine Mauern… In den Vierteln lebten in der Regel Menschen aus derselben Region, was ein besseres Miteinander ermöglichte, da ihre Bräuche und Überzeugungen übereinstimmten…

Gab es Rassismus? Nun, wie gesagt, die Menschen, die in die Großstadt kamen, waren meist Landarbeiter, die ihr Glück versuchten und eine bessere Zukunft für ihre Familien suchten. Sie waren weiß, schwarz, gemischtrassig… alle saßen im selben Boot, ohne Unterschied der Hautfarbe oder Herkunft. Alle vereint, Seite an Seite kämpfend, einander helfend…

Natürlich gab es rassistische Witze. Doch das Gefühl der Brüderlichkeit war stärker als die Vorurteile. Denn gestern wie heute ist das stärkste Vorurteil immer noch das der Klassenzugehörigkeit. Ein armer Weißer ist unter denselben Bedingungen einem Schwarzen gleichgestellt. Was immer noch zählt, ist das Bankkonto des Bürgers.

Ich bin gemischtrassig, habe Vorfahren aus allen drei Ethnien. Ich habe schwarze, indigene und weiße Vorfahren. Wie die meisten Menschen, die in meiner Umgebung aufgewachsen sind. Selbst die blonden Kinder in unserer Klasse hatten schwarzes oder indigenes Blut, oder beides gleichzeitig, vermischt mit weißem Blut ... nun ja, ich meine, Blut ist ja immer rot.

Vor einiger Zeit, bei einer meiner letzten Präsentationen, fragte mich mein damaliger Chef, ob ich jemals Vorurteilen begegnet sei. Wie ich sagte, war unsere Gemeinschaft sehr eng verbunden. Weiße, Schwarze und Menschen gemischter Herkunft hatten alle denselben Ursprung ... es gab also keinen Grund, zwischen uns zu unterscheiden. Die Männer trafen sich abends zum Gitarrespielen und Singen, die Frauen waren immer zusammen und halfen sich gegenseitig bei den täglichen Herausforderungen, und die Kinder spielten immer zusammen.

Ja, das waren andere Zeiten. Natürlich war die Welt nicht perfekt. Es gab Probleme. Aber die Menschen schafften es, sie zu überwinden und weiterzumachen. Streit? Natürlich, Meinungsverschiedenheiten kommen ständig vor. Doch nach einer Weile wurde Frieden geschlossen, und alles ging weiter, als wäre nichts geschehen. Ob Männer-, Frauen- oder Kindergruppe – niemand trug jemandem etwas nach.

Wie gesagt, die Dörfer folgten dem gleichen Muster wie die Bauernkolonien im Landesinneren. Niemand grenzte sein Land ab. Jeder wusste genau, wo sein Bereich begann und endete. Für die Kinder war das wunderbar. Um von einem Freund zum anderen zu gelangen, mussten sie nicht die Straße entlanggehen. Sie rannten über die Felder und riefen alle Kinder zum Spielen: Völkerball, Ringelreihen, Himmel und Hölle.

An jedem Eingang eines Viertels wehte die Fahne der drei Schutzheiligen der Junifeste. Und wenn es soweit war, öffneten die Schulen ihre Türen, um gemeinsam zu feiern. Country-Duos aus der Region sangen und untermalten den Tanz mit Gitarre und Akkordeon. Ja, der Akkordeonspieler war die Hauptfigur des Festes.

Anfang des Jahres fand die Folia de Reis (Dreikönigstag) statt. Mehrere Gitarristen zogen durch die Nachbarschaft, besuchten die Häuser und brachten ihre musikalischen Gebete dar. Feuerwerk erleuchtete den Himmel, und bis zum Morgengrauen wurde gesungen, natürlich begleitet von Cachaça.

Und alle waren stets vereint. „Guten Morgen“ sagte man selten, doch der Wunsch nach einem schönen Tag für die Nachbarn spiegelte sich im ehrlichen Lächeln jedes Einzelnen wider.

Ich will damit nicht sagen, dass die Vergangenheit besser war als die Gegenwart. Ich spreche von der Realität, die ich erlebt habe, wo Liebe und Freundschaft allgegenwärtig waren. Natürlich mag dieser Eindruck daher rühren, dass unsere Erinnerungen an die Vergangenheit oft beschönigt sind und die weniger schönen Phasen einfach in Vergessenheit geraten.

Guten Morgen! Mögen wir stets in Frieden leben und all die kleinen Streitereien hinter uns lassen, die immer wieder in unser Leben treten. Denn, wie der Dichter einst sagte: Nur die Liebe baut auf. Denk darüber nach.

Tania Miranda – Brasilien – 14. Januar 2025

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