METAMORFOSE AMBULANTE...


METAMORFOSE AMBULANTE...

Estamos sempre tentando validar nossa existência com a aprovação de outros. É como se, sem a aceitação da sociedade, fôssemos invisíveis... não fizéssemos parte da vida... seríamos simplesmente fantasmas vagando por uma neblina que nos tolhesse a visão, onde simplesmente não seríamos reais...

Estranho pensar assim, não é mesmo? Afinal, estamos aqui. Amamos, odiamos, temos nossas explosões, convicções... lutamos para que nossas ideias sejam aceitas por nossos pares... e ao descobrirmos que para aqueles que estão ao nosso lado realmente nada significamos... bem, caímos do pedestal no qual havíamos subido, certos de que era nosso lugar de direito...

Na verdade nossa importância para nosso irmão depende do momento que vivemos. Embora não gostemos de admitir, é tudo uma questão de oportunidade. Se naquele preciso instante temos algo que o outro precisa... bem, a liga está completa. É uma questão de interesse, troca de favores. Isso se chama "sobrevivência"...

Claro que há sentimentos verdadeiros... onde uma pessoa tem carinho por outra. Sim, os sentimentos que nutrimos pelas pessoas que gravitam ao nosso lado são verdadeiros... enquanto duram. O que existe é uma troca em que todos procuram seu bem estar. É normal. Todos nós desejamos nos sentir bem... 

Isso não nos torna nem bons nem maus. Somos carentes, desejamos estar cercados por nossos iguais, que tenham por nós aquele carinho especial, que nos faz sentir importantes. E a melhor forma de mantermos essa sensação é não nos preocuparmos com o que acontece quando estamos ausentes de nosso grupo...

Somos julgados a todo minuto. Há sempre alguma falha em nossa atitude que será analisada nos mínimos detalhes por aqueles que consideramos nossos amigos. E realmente o são, ao menos enquanto nossos interesses na vida convergirem. Mas ser amigo não significa, de forma alguma, que se deixa de avaliar as ações uns dos outros. Não é intencional, é instintivo...

Por mais que nos doa admitir... e geralmente não o fazemos... nossa importância para o grupo do qual participamos é próximo do zero. Ninguém é protagonista nesse palco, somos todos coadjuvantes... cada um tem seu momento de estrelato, mas são apenas cinco minutos de fama, como se costuma dizer. Mesmo aqueles que se encontram em evidência, em seu íntimo sabem que a qualquer momento sua luz pode se apagar. Tudo porque, no momento em que deixarem de ser admirados, também deixam de existir...

Porque você acha que as pessoas lutam tanto por reconhecimento social? É insano, é surreal... mas as pessoas somente se sentem vivas "de verdade" quando outras as mencionam em suas conversas. Claro que, em nossa imaginação, seremos sempre bem faladas. Em nossa imaginação. Na realidade, isso não se aplica. Afinal, após passarmos pelo escrutínio de nosso grupo, nossas falhas serão apontadas entre os membros presentes... e na maioria das vezes o resultado de tal votação não nos é favorável...

Todos nós temos nossas falhas. Por um motivo simples... somos regidos por linhas de pensamento muito particulares. Nossa própria formação nos faz ser  assim. Afinal, desde que chegamos até o momento em que partimos desse plano, somos bombardeados com vários pontos de vista diferentes, e o grande mosaico que se desenha à nossa frente nos faz, muitas vezes, ter atitudes contraditórias...

Que outra explicação você teria para alguém que defende a paz com unhas e dentes, mas que de um momento para o outro parte para a violência contra aqueles que não comungam com suas ideias? É um paradoxo... afinal, se você é pacifista, como de repente lança mão de atos que contradizem seu discurso? Seria irracional, mas na verdade, é simplesmente uma ação humana...

Como dizia Raul Seixas, somos uma metamorfose ambulante... a cada nova experiência, agregamos conhecimentos que nos fazem agir de uma nova maneira que nunca havíamos cogitado antes. Porque as influências não existiam. Porque, até então, nossa verdade nos fazia ver o mundo de uma forma totalmente diversa... mas, de repente tudo aquilo que conhecíamos deixou de fazer sentido...

Dependendo de como passamos a agir, poderemos se elogiados ou criticados por nossos pares. Mas as críticas dificilmente nos serão dirigidas diretamente. Saberemos um ponto ou outro através de vazamento de informações. E seremos apontados como referência para o grupo. Poderemos ser exemplo de como agir ou como evitar determinadas atitudes... ou seja... estaremos expostos, desnudados de tal forma que as pessoas nos avaliarão como anjos ou demônios...   

E, não importa qual avaliação do grupo em questão, procuraremos nos enquadrar na visão deste, para que possamos ser validados... não importa se temidos ou adorados... afinal, o que importa é estarmos em evidência. Como se diz no "show business"... "falem mal, mas falem de mim"... 

Tania Miranda   -    Brasil   -   19/01/2026

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A WALKING METAMORPHOSIS...

We are always trying to validate our existence with the approval of others. It's as if, without the acceptance of society, we would be invisible... not part of life... we would simply be ghosts wandering through a fog that obscures our vision, where we simply wouldn't be real...

Strange to think like that, isn't it? After all, we are here. We love, we hate, we have our outbursts, convictions... we fight for our ideas to be accepted by our peers... and when we discover that for those who are by our side we really mean nothing... well, we fall from the pedestal we had climbed onto, certain that it was our rightful place...

In truth, our importance to our brother depends on the moment we are living. Although we don't like to admit it, it's all a matter of opportunity. If at that precise moment we have something that the other needs... well, the bond is complete. It's a matter of interest, an exchange of favors. This is called "survival"...

Of course, there are true feelings... where one person cares for another. Yes, the feelings we nurture for the people around us are true... while they last. What exists is an exchange where everyone seeks their own well-being. It's normal. We all want to feel good...

This doesn't make us good or bad. We are needy, we want to be surrounded by our equals, who have that special affection for us, that makes us feel important. And the best way to maintain this feeling is not to worry about what happens when we are absent from our group...

We are judged every minute. There is always some flaw in our attitude that will be analyzed in minute detail by those we consider our friends. And they truly are, at least as long as our interests in life converge. But being a friend doesn't mean, in any way, that we stop evaluating each other's actions. It's not intentional, it's instinctive...

As much as it pains us to admit it... and we usually don't... our importance to the group we belong to is close to zero. Nobody is the protagonist on this stage, we are all supporting actors... each one has their moment of stardom, but it's only five minutes of fame, as they say. Even those who are in the spotlight, deep down they know that at any moment their light can go out. All because, the moment they cease to be admired, they also cease to exist...

Why do you think people fight so hard for social recognition? It's insane, it's surreal... but people only feel truly alive when others mention them in their conversations. Of course, in our imagination, we will always be well-spoken of. In our imagination. In reality, this doesn't apply. After all, after passing through the scrutiny of our group, our flaws will be pointed out among the members present... and most of the time the result of such a vote is not favorable to us...

We all have our flaws. For a simple reason... we are governed by very particular lines of thought. Our own upbringing makes us this way. After all, from the moment we arrive until the moment we depart from this plane, we are bombarded with various different points of view, and the great mosaic that unfolds before us often leads us to have contradictory attitudes...

What other explanation would you have for someone who defends peace tooth and nail, but who suddenly resorts to violence against those who do not share their ideas? It's a paradox... after all, if you are a pacifist, how can you suddenly resort to acts that contradict your discourse? It would be irrational, but in reality, it is simply a human action...

As Raul Seixas said, we are a walking metamorphosis... with each new experience, we add knowledge that makes us act in a new way that we had never considered before. Because the influences didn't exist. Because, until then, our truth made us see the world in a completely different way... but suddenly everything we knew ceased to make sense...

Depending on how we act, we may be praised or criticized by our peers. But criticism will rarely be directed at us directly. We will learn a point or two through leaked information. And we will be pointed out as a reference for the group. We may be an example of how to act or how to avoid certain attitudes... in other words... we will be exposed, stripped bare in such a way that people will evaluate us as angels or demons...

And, no matter what the group's assessment is, we will try to fit into their vision so that we can be validated... it doesn't matter if we are feared or adored... after all, what matters is being in the spotlight. As they say in "show business"... "any publicity is good publicity"...

Tania Miranda - Brazil - 01/19/2026

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UNA METAMORFOSIS CAMINANTE...

Siempre intentamos validar nuestra existencia con la aprobación de los demás. Es como si, sin la aceptación de la sociedad, fuéramos invisibles... no formáramos parte de la vida... simplemente fuéramos fantasmas vagando por una niebla que oscurece nuestra visión, donde simplemente no seríamos reales...

Es extraño pensar así, ¿verdad? Al fin y al cabo, estamos aquí. Amamos, odiamos, tenemos nuestros arrebatos, nuestras convicciones... luchamos para que nuestras ideas sean aceptadas por nuestros semejantes... y cuando descubrimos que para quienes están a nuestro lado realmente no significamos nada... bueno, caemos del pedestal al que nos habíamos subido, seguros de que ese era nuestro lugar legítimo...

En realidad, nuestra importancia para nuestro hermano depende del momento que vivimos. Aunque no nos guste admitirlo, todo es cuestión de oportunidad. Si en ese preciso momento tenemos algo que el otro necesita... bueno, el vínculo se completa. Es una cuestión de interés, un intercambio de favores. Esto se llama "supervivencia"...

Claro que hay sentimientos verdaderos... cuando una persona se preocupa por otra. Sí, los sentimientos que cultivamos por quienes nos rodean son verdaderos... mientras perduran. Lo que existe es un intercambio donde cada uno busca su propio bienestar. Es normal. Todos queremos sentirnos bien...

Esto no nos hace buenos ni malos. Somos dependientes, queremos estar rodeados de nuestros iguales, que nos tienen ese cariño especial que nos hace sentir importantes. Y la mejor manera de mantener este sentimiento es no preocuparse por lo que sucede cuando nos ausentamos del grupo...

Nos juzgan a cada minuto. Siempre hay algún defecto en nuestra actitud que será analizado minuciosamente por quienes consideramos nuestros amigos. Y realmente lo son, al menos mientras nuestros intereses en la vida converjan. Pero ser amigos no significa, en absoluto, que dejemos de evaluar las acciones de los demás. No es intencional, es instintivo...

Por mucho que nos duela admitirlo... y normalmente no lo hacemos... nuestra importancia para el grupo al que pertenecemos es casi nula. Nadie es el protagonista en este escenario, todos somos actores secundarios... cada uno tiene su momento de estrellato, pero son solo cinco minutos de fama, como dicen. Incluso quienes están en el candelero, en el fondo saben que en cualquier momento su luz puede apagarse. Todo porque, en el momento en que dejan de ser admirados, también dejan de existir...

¿Por qué crees que la gente lucha tanto por el reconocimiento social? Es una locura, es surrealista... pero la gente solo se siente realmente viva cuando otros la mencionan en sus conversaciones. Claro, en nuestra imaginación, siempre hablaremos bien de nosotros. En nuestra imaginación. En la realidad, esto no aplica. Después de todo, tras pasar por el escrutinio de nuestro grupo, nuestros defectos serán señalados entre los miembros presentes... y la mayoría de las veces el resultado de dicha votación no nos es favorable...

Todos tenemos nuestros defectos. Por una sencilla razón... nos regimos por líneas de pensamiento muy particulares. Nuestra propia crianza nos hace así. Al fin y al cabo, desde que llegamos hasta que partimos de este plano, nos bombardean con diversos puntos de vista, y el gran mosaico que se despliega ante nosotros a menudo nos lleva a tener actitudes contradictorias...

¿Qué otra explicación se le daría a alguien que defiende la paz a capa y espada, pero que de repente recurre a la violencia contra quienes no comparten sus ideas? Es una paradoja... después de todo, si eres pacifista, ¿cómo puedes recurrir de repente a actos que contradicen tu discurso? Sería irracional, pero en realidad, es simplemente una acción humana...

Como dijo Raúl Seixas, somos una metamorfosis andante... con cada nueva experiencia, añadimos conocimiento que nos hace actuar de una manera nueva que nunca antes habíamos considerado. Porque las influencias no existían. Porque, hasta entonces, nuestra verdad nos hacía ver el mundo de una manera completamente diferente... pero de repente todo lo que sabíamos dejó de tener sentido...

Dependiendo de cómo actuemos, nuestros compañeros pueden elogiarnos o criticarnos. Pero las críticas rara vez se dirigirán directamente a nosotros. Aprenderemos un par de cosas a través de información filtrada. Y seremos señalados como referencia para el grupo. Podemos ser un ejemplo de cómo actuar o cómo evitar ciertas actitudes... en otras palabras... seremos expuestos, desnudados de tal manera que la gente nos evaluará como ángeles o demonios...

Y, sin importar la evaluación del grupo, intentaremos encajar en su visión para que podamos ser validados... no importa si somos temidos o adorados... después de todo, lo que importa es estar en el centro de atención. Como dicen en el mundo del espectáculo... "cualquier publicidad es buena publicidad"...

Tania Miranda - Brasil - 19/01/2026

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UNA METAMORFOSI CAMMINANTE...

Cerchiamo sempre di convalidare la nostra esistenza con l'approvazione degli altri. È come se, senza l'accettazione della società, fossimo invisibili... non facessimo parte della vita... saremmo semplicemente fantasmi che vagano in una nebbia che oscura la nostra vista, dove semplicemente non saremmo reali...

Strano pensare così, vero? Dopotutto, siamo qui. Amiamo, odiamo, abbiamo i nostri sfoghi, le nostre convinzioni... lottiamo affinché le nostre idee siano accettate dai nostri simili... e quando scopriamo che per chi ci sta accanto non contiamo davvero nulla... beh, cadiamo dal piedistallo su cui eravamo saliti, certi che fosse il nostro posto legittimo...

In verità, la nostra importanza per il nostro fratello dipende dal momento che stiamo vivendo. Anche se non ci piace ammetterlo, è tutta una questione di opportunità. Se in quel preciso momento abbiamo qualcosa di cui l'altro ha bisogno... beh, il legame è completo. È una questione di interessi, uno scambio di favori. Questo si chiama "sopravvivenza"...

Certo, ci sono sentimenti veri... in cui una persona si prende cura di un'altra. Sì, i sentimenti che nutriamo per le persone che ci circondano sono veri... finché durano. Ciò che esiste è uno scambio in cui ognuno cerca il proprio benessere. È normale. Vogliamo tutti stare bene...

Questo non ci rende buoni o cattivi. Siamo bisognosi, vogliamo essere circondati da persone come noi, che nutrono quell'affetto speciale per noi, che ci fa sentire importanti. E il modo migliore per mantenere questo sentimento è non preoccuparsi di cosa succede quando siamo assenti dal nostro gruppo...

Siamo giudicati ogni minuto. C'è sempre qualche difetto nel nostro atteggiamento che verrà analizzato nei minimi dettagli da coloro che consideriamo nostri amici. E lo sono davvero, almeno finché i nostri interessi nella vita convergono. Ma essere amici non significa, in alcun modo, che smettiamo di valutare le azioni degli altri. Non è intenzionale, è istintivo...

Per quanto ci faccia male ammetterlo... e di solito non lo facciamo... la nostra importanza per il gruppo a cui apparteniamo è prossima allo zero. Nessuno è il protagonista su questo palco, siamo tutti attori secondari... ognuno ha il suo momento di celebrità, ma sono solo cinque minuti di fama, come si dice. Anche chi è sotto i riflettori, in fondo, sa che da un momento all'altro la sua luce può spegnersi. Tutto perché, nel momento in cui cessa di essere ammirato, cessa anche di esistere...

Perché pensi che le persone si battano così duramente per il riconoscimento sociale? È folle, è surreale... ma le persone si sentono veramente vive solo quando gli altri le menzionano nelle loro conversazioni. Certo, nella nostra immaginazione, si parlerà sempre bene di noi. Nella nostra immaginazione. Nella realtà, questo non vale. Dopotutto, dopo essere passati attraverso l'esame del nostro gruppo, i nostri difetti saranno evidenziati dai membri presenti... e il più delle volte l'esito di tale votazione non ci è favorevole...

Tutti abbiamo i nostri difetti. Per una semplice ragione... siamo governati da linee di pensiero molto particolari. La nostra stessa educazione ci rende tali. Dopotutto, dal momento in cui arriviamo fino al momento in cui lasciamo questo piano, siamo bombardati da diversi punti di vista, e il grande mosaico che si dispiega davanti a noi ci porta spesso ad avere atteggiamenti contraddittori...

Quale altra spiegazione avreste per qualcuno che difende la pace con le unghie e con i denti, ma che improvvisamente ricorre alla violenza contro chi non condivide le sue idee? È un paradosso... dopotutto, se sei un pacifista, come puoi improvvisamente ricorrere ad atti che contraddicono il tuo discorso? Sarebbe irrazionale, ma in realtà è semplicemente un'azione umana...

Come diceva Raul Seixas, siamo una metamorfosi vivente... con ogni nuova esperienza, aggiungiamo conoscenze che ci fanno agire in un modo nuovo, che non avevamo mai considerato prima. Perché le influenze non esistevano. Perché, fino ad allora, la nostra verità ci faceva vedere il mondo in un modo completamente diverso... ma improvvisamente tutto ciò che sapevamo ha smesso di avere senso...

A seconda di come agiamo, potremmo essere elogiati o criticati dai nostri pari. Ma le critiche saranno raramente rivolte direttamente a noi. Impareremo qualcosa da informazioni trapelate. E saremo indicati come punto di riferimento per il gruppo. Potremmo essere un esempio di come comportarci o di come evitare certi atteggiamenti... in altre parole... saremo smascherati, spogliati in modo tale che le persone ci giudicheranno angeli o demoni...

E, indipendentemente dalla valutazione del gruppo, cercheremo di adattarci alla loro visione in modo da poter essere convalidati... non importa se siamo temuti o adorati... dopotutto, ciò che conta è essere sotto i riflettori. Come si dice nello "show business"... "qualsiasi pubblicità è buona pubblicità"...

Tania Miranda - Brasile - 19/01/2026

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UNE MÉTAMORPHOSE EN MARCHE…

Nous cherchons constamment à valider notre existence par l’approbation d’autrui. C’est comme si, sans l’acceptation de la société, nous étions invisibles… étrangers à la vie… de simples fantômes errant dans un brouillard qui obscurcit notre vision, où nous ne serions tout simplement pas réels…

Étrange de penser ainsi, n’est-ce pas ? Après tout, nous sommes là. Nous aimons, nous haïssons, nous avons nos accès de colère, nos convictions… nous luttons pour que nos idées soient acceptées par nos pairs… et lorsque nous découvrons que pour ceux qui sont à nos côtés, nous ne comptons en réalité pour rien… eh bien, nous chutons du piédestal sur lequel nous étions montés, persuadés d’y avoir notre place…

En vérité, notre importance pour autrui dépend du moment présent. Même si nous n’aimons pas l’admettre, tout est question d’opportunité. Si, à ce moment précis, nous possédons ce dont l’autre a besoin… alors, le lien est total. C’est une question d’intérêt, un échange de services. C'est ce qu'on appelle la « survie »…

Bien sûr, les sentiments sincères existent… lorsqu'une personne se soucie d'une autre. Oui, les sentiments que nous éprouvons pour ceux qui nous entourent sont authentiques… tant qu'ils durent. Il s'agit d'un échange où chacun recherche son propre bien-être. C'est normal. Nous aspirons tous à nous sentir bien…

Cela ne fait pas de nous des personnes bonnes ou mauvaises. Nous avons besoin d'affection, nous voulons être entourés de personnes qui nous ressemblent, qui nous portent cette affection particulière qui nous fait sentir importants. Et le meilleur moyen de préserver ce sentiment est de ne pas s'inquiéter de ce qui se passe lorsque nous sommes absents de notre groupe…

Nous sommes jugés à chaque instant. Il y a toujours un défaut dans notre attitude qui sera analysé dans les moindres détails par ceux que nous considérons comme nos amis. Et ils le sont vraiment, du moins tant que nos intérêts convergent. Mais être ami ne signifie en aucun cas que nous cessons d'évaluer les actions des autres. Ce n'est pas intentionnel, c'est instinctif…

Même si c'est difficile à admettre… et on ne l'admet généralement pas… notre importance au sein du groupe auquel nous appartenons est quasi nulle. Personne n'est le protagoniste, nous sommes tous des seconds rôles… chacun a son moment de gloire, mais ce n'est que cinq minutes de célébrité, comme on dit. Même ceux qui sont sous les projecteurs savent au fond d'eux-mêmes que leur étoile peut s'éteindre à tout moment. Car dès qu'ils cessent d'être admirés, ils cessent d'exister…

Pourquoi, à votre avis, les gens se battent-ils si ardemment pour la reconnaissance sociale ? C'est absurde, c'est surréaliste… mais on ne se sent vraiment vivant que lorsqu'on est mentionné dans les conversations. Bien sûr, dans notre imagination, on sera toujours apprécié. Dans notre imagination. Dans la réalité, c'est une autre histoire. Après tout, une fois passés l'examen de notre groupe, nos défauts seront pointés du doigt par les membres présents… et le plus souvent, le résultat de ce vote nous est défavorable…

Nous avons tous des défauts. Pour une raison simple : nous sommes guidés par des modes de pensée très particuliers. Notre éducation nous façonne. En effet, dès notre arrivée sur Terre et jusqu'à notre départ, nous sommes bombardés de points de vue divers, et la grande mosaïque qui se déploie devant nous nous conduit souvent à des attitudes contradictoires…

Comment expliquer autrement le fait que quelqu'un défende la paix bec et ongles, mais recoure soudainement à la violence contre ceux qui ne partagent pas ses idées ? C'est un paradoxe… comment un pacifiste peut-il soudainement adopter des actes qui contredisent son discours ? Ce serait irrationnel, mais en réalité, c'est tout simplement un acte humain…

Comme le disait Raul Seixas, nous sommes en perpétuelle métamorphose… Chaque nouvelle expérience nous apporte des connaissances qui nous amènent à agir d'une manière inédite, que nous n'avions jamais envisagée auparavant. Car, jusque-là, notre vérité nous permettait de voir le monde sous un angle totalement différent… mais soudain, tout ce que nous savions a perdu son sens…

Selon nos actions, nous pouvons être loués ou critiqués par nos pairs. Mais les critiques nous sont rarement adressées directement. Nous apprenons une chose ou deux par des informations indirectes. Et nous sommes cités en exemple au sein du groupe. Nous pourrions servir d'exemple, montrer comment agir ou comment éviter certaines attitudes… autrement dit… nous serons exposés, mis à nu, au point que l'on nous jugera comme des anges ou des démons…

Et, quelle que soit l'évaluation du groupe, nous tenterons de nous conformer à sa vision pour être validés… peu importe que l'on soit craint ou adoré… après tout, l'important est d'être sous les projecteurs. Comme on dit dans le show-business… « toute publicité est bonne à prendre »…

Tania Miranda - Brésil - 19/01/2026

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Eine wandelnde Metamorphose …

Wir versuchen ständig, unsere Existenz durch die Anerkennung anderer zu rechtfertigen. Es ist, als wären wir ohne die Akzeptanz der Gesellschaft unsichtbar … nicht Teil des Lebens … wir wären einfach nur Geister, die durch einen Nebel irren, der unsere Sicht trübt, wo wir schlichtweg nicht real wären …

Seltsam, so zu denken, nicht wahr? Schließlich sind wir ja da. Wir lieben, wir hassen, wir haben unsere Ausbrüche, unsere Überzeugungen … wir kämpfen darum, dass unsere Ideen von unseren Mitmenschen akzeptiert werden … und wenn wir feststellen, dass wir denen, die an unserer Seite sind, eigentlich nichts bedeuten … nun, dann stürzen wir vom Podest, auf das wir uns so sicher waren, dass es unser rechtmäßiger Platz war …

In Wahrheit hängt unsere Bedeutung für unseren Nächsten vom jeweiligen Augenblick ab. Auch wenn wir es nicht gerne zugeben, ist alles eine Frage der Gelegenheit. Wenn wir in diesem Moment etwas haben, das der andere braucht … nun, dann ist die Verbindung vollkommen. Es ist eine Frage des Interesses, ein Austausch von Gefälligkeiten. Das nennt man „Überleben“ …

Natürlich gibt es echte Gefühle … wenn sich jemand um einen anderen sorgt. Ja, die Gefühle, die wir für die Menschen um uns herum hegen, sind echt … solange sie anhalten. Es ist ein Austausch, bei dem jeder sein eigenes Wohlbefinden anstrebt. Das ist normal. Wir alle wollen uns gut fühlen …

Das macht uns weder gut noch schlecht. Wir sind bedürftig, wir wollen von Gleichgesinnten umgeben sein, die uns diese besondere Zuneigung entgegenbringen, die uns wichtig macht. Und am besten bewahren wir dieses Gefühl, indem wir uns keine Sorgen darüber machen, was passiert, wenn wir nicht in unserer Gruppe sind …

Wir werden ständig beurteilt. Es gibt immer einen Makel in unserem Verhalten, der von denen, die wir unsere Freunde nennen, bis ins kleinste Detail analysiert wird. Und das sind sie auch wirklich, zumindest solange unsere Lebensinteressen übereinstimmen. Aber Freundschaft bedeutet keineswegs, dass wir aufhören, die Handlungen des anderen zu bewerten. Es ist nicht beabsichtigt, es ist instinktiv …

So schwer es uns auch fällt, es zuzugeben … und das tun wir meistens nicht … unsere Bedeutung für die Gruppe, der wir angehören, ist nahezu null. Niemand ist der Hauptdarsteller auf dieser Bühne, wir sind alle Nebendarsteller … jeder hat seinen Moment des Ruhms, aber wie man so schön sagt: nur fünf Minuten. Selbst diejenigen, die im Rampenlicht stehen, wissen tief im Inneren, dass ihr Licht jeden Moment erlöschen kann. Denn sobald sie nicht mehr bewundert werden, hören sie auch auf zu existieren …

Warum, glaubst du, kämpfen die Menschen so hart um gesellschaftliche Anerkennung? Es ist verrückt, es ist surreal … aber die Menschen fühlen sich erst dann wirklich lebendig, wenn andere sie in ihren Gesprächen erwähnen. Natürlich werden wir in unserer Fantasie immer in guter Erinnerung bleiben. In unserer Fantasie. In der Realität trifft das nicht zu. Schließlich werden unsere Schwächen, nachdem sie die Prüfung unserer Gruppe durchlaufen haben, von den anwesenden Mitgliedern aufgezeigt werden … und meistens fällt das Ergebnis einer solchen Abstimmung nicht zu unseren Gunsten aus.

Wir alle haben unsere Schwächen. Aus einem einfachen Grund: Wir folgen bestimmten Denkweisen. Unsere Erziehung prägt uns. Schließlich werden wir vom Moment unserer Ankunft bis zu unserem Tod mit unterschiedlichsten Standpunkten konfrontiert, und das große Mosaik, das sich vor uns entfaltet, führt oft zu widersprüchlichen Ansichten.

Welche andere Erklärung gäbe es für jemanden, der den Frieden mit allen Mitteln verteidigt, aber plötzlich zu Gewalt gegen Andersdenkende greift? Es ist ein Paradoxon … wie kann ein Pazifist plötzlich Taten begehen, die seinem eigenen Diskurs widersprechen? Es wäre irrational, aber in Wirklichkeit ist es einfach menschliches Handeln …

Wie Raul Seixas sagte, befinden wir uns in einer wandelnden Metamorphose … Mit jeder neuen Erfahrung erweitern wir unser Wissen und handeln auf eine Weise, die wir zuvor nie in Betracht gezogen hätten. Denn die Einflüsse existierten nicht. Denn bis dahin hatte uns unsere eigene Wahrheit die Welt völlig anders sehen lassen … doch plötzlich verlor alles, was wir kannten, seinen Sinn …

Je nachdem, wie wir handeln, werden wir von unseren Mitmenschen gelobt oder kritisiert. Kritik richtet sich jedoch selten direkt an uns. Wir erfahren durch durchgesickerte Informationen etwas. Und wir werden als Vorbild für die Gruppe gelten. Wir könnten ein Beispiel dafür sein, wie man sich verhalten oder bestimmte Einstellungen vermeiden sollte … mit anderen Worten … wir werden bloßgestellt, entblößt, sodass die Menschen uns als Engel oder Dämonen beurteilen werden …

Und egal, wie die Gruppe uns einschätzt, wir werden versuchen, uns ihren Vorstellungen anzupassen, um Bestätigung zu finden … ob wir gefürchtet oder verehrt werden, spielt keine Rolle … letztendlich zählt nur, im Rampenlicht zu stehen. Wie man im Showbusiness sagt: „Jede Publicity ist gute Publicity.“

Tania Miranda – Brasilien – 19.01.2026

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