O PRESENTE DE HOJE É O PASSADO DO AMANHÃ... 

Cachorrinho está latindo 

Lá no fundo do quintal

Cala a boca, cachorrinho,

Deixa meu benzinho entrar

Meu potinho de melado

Meu docinho de cará

Quem quiser comer comigo

Fecha a porta e venha cá...

(Autor desconhecido)

Em mil novecentos e antigamente, como se costuma falar, os quintais eram grandes, as casas não tinham cercas, quanto mais muros... os bairros lembravam os arruados das fazendas do interior. Na verdade, com exceção de poucas ruas nos grandes centros, o mundo era um grande sertão. Até meados dos anos setenta do século passado era comum o manejo de gado, sendo conduzido normalmente pelas ruas de terra batida, levantando poeira por onde passava. As charretes eram numerosas, fazendo a vez de transporte para quase tudo o que precisasse... os comerciantes lançavam mão desse meio de transporte para chegar até seus clientes. E tinham sua clientela formada pelos vários bairros pelos quais passavam...

As pessoas se conheciam por apelidos. Claro, sabiam o nome umas das outras, mas dificilmente se dirigiam umas às outras por ele... era mais fácil usar os apelidos ou, como de praxe, chamar de "compadre" ou "comadre"... a maioria das pessoas professava a Igreja Católica e seguiam seus ritos ao pé da letra... adaptados ao seu jeito de viver. Crendices populares eram comuns, e as pessoas realmente acreditavam nas histórias de assombração contadas sob a luz da lamparina, ou do lampião à querosene... sim, a luz elétrica ainda era um luxo que não havia chegado a todos os cantos da cidade, como nos dias de hoje...

Como a maioria das pessoas tinham migrado de fazendas onde estavam acostumadas a plantar seu próprio alimento, os terrenos transformavam-se em hortas e pomares. A criação de galinhas e, dependendo do tamanho dos quintais, porcos, era algo comum então. Era raro encontrar uma casa que não contasse com um galinheiro. Se a pessoa morasse próxima de um riacho ou lago, até mesmo patos faziam parte de sua criação. Eram mini fazendas, se olharmos por esse ângulo...

Árvores frutíferas, legumes e verduras faziam parte da plantação. Geralmente, na frente da casa, havia um jardim. Uma floresta de flores, na verdade. A profusão de cores e perfumes tornava a visão algo esplêndido, um espetáculo indescritível... para chegar até a porta da residência, era necessário atravessar aquela floresta perfumada. Quando o vento que prenunciava a chuva se avizinhava, o cheiro bom da folhagem das árvores dominava todo o espaço...

A liberdade das crianças era algo sagrado. Podiam brincar sem medo no meio da rua. Não havia movimento de veículos, exceto o carroceiro que passava de vez em quando pelas vilas para vender peixe ou outro tipo de alimento... asfalto era algo que não existia. A comodidade moderna se resumia em casas de alvenaria e, para os mais abastados, cerâmica no piso dos cômodos... alguns tinha até um alpendre...

As escolas ficavam no centro de cada bairro, e não havia condução até as mesmas. As crianças se deslocavam a pé, com chuva ou com sol. Reuniam um pequeno grupo e caminhavam em direção ao templo do saber. Todos devidamente uniformizados. Meninos com calças azul marinho (curtas e geralmente com suspensórios), camisa branca e gravata, onde eram colocadas pequenas faixas que identificavam a série que os mesmos estavam estudando. As meninas usavam saia plissada, blusa branca e a mesma gravata. Não havia classes mistas. Meninas estudavam com meninas, meninos  com meninos. Só se encontravam na hora do recreio. E, claro, durante o percurso de casa para a escola e vice versa...

Essa separação por sexo na escola não impedia a garotada de brincar todos juntos, meninos e meninas. Quando se reuniam, brincadeiras como pega pega, esconde esconde, roda roda eram comuns.  Meninos e meninas se davam as mãos, fazendo uma grande roda e cantavam as cantigas que suas mães haviam lhes ensinado. Também brincavam de queimada, é claro. Até mesmo de "casinha" todos se reuniam para brincar, reproduzindo aquilo que viam em seu seio familiar. Claro, não exatamente tudo...

Sim, era uma época boa. Não vou dizer que era melhor que os dias de hoje. Afinal, a geração atual também se recordará de sua infância com um filtro todo especial, sentindo esse temos que vivemos como algo simplesmente fantástico. É assim que nós, que pertencemos a uma geração passada, percebemos o tempo que passou... uma vida mágica, onde tudo era mais belo... em nossa visão...

O que posso dizer? Espero que as crianças de hoje tenham uma infância tão feliz quanto a que nós tivemos o privilégio de viver. E quando chegar a vez delas recordarem seu passado, que apenas boas recordações aflorem em suas mentes...

Tania Miranda  -   Brasil   -  16/01/2026

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TODAY'S PRESENT IS TOMORROW'S PAST...

The little dog is barking

Deep in the yard

Shut up, little dog,

Let my sweetheart in

My little pot of molasses

My sweet yam treat

Whoever wants to eat with me

Close the door and come here...

(Author unknown)

In the olden days, as they say, backyards were large, houses didn't have fences, let alone walls... neighborhoods resembled the narrow streets of rural farms. In fact, with the exception of a few streets in the large centers, the world was a vast wilderness. Until the mid-seventies of the last century, cattle herding was common, usually along dirt roads, raising dust wherever it went. Horse-drawn carts were numerous, serving as transport for almost everything needed... merchants used this means of transport to reach their customers. And their clientele was formed from the various neighborhoods they passed through...

People knew each other by nicknames. Of course, they knew each other's names, but they rarely addressed each other by them... it was easier to use nicknames or, as was customary, to call each other "compadre" or "comadre"... most people professed the Catholic Church and followed its rites to the letter... adapted to their way of life. Popular beliefs were common, and people truly believed in ghost stories told by the light of oil lamps or kerosene lamps... yes, electric light was still a luxury that hadn't yet reached every corner of the city, as it does today...

Since most people had migrated from farms where they were accustomed to growing their own food, the land was transformed into vegetable gardens and orchards. Raising chickens and, depending on the size of the yards, pigs, was common then. It was rare to find a house that didn't have a chicken coop. If a person lived near a stream or lake, even ducks were part of their livestock. They were mini-farms, if you look at it that way...

Fruit trees, vegetables, and greens were part of the garden. Usually, in front of the house, there was a garden. A forest of flowers, in fact. The profusion of colors and perfumes made the sight splendid, an indescribable spectacle... to reach the front door, it was necessary to cross that fragrant forest. When the wind that heralded the rain approached, the pleasant smell of the foliage of the trees dominated the entire space...

The freedom of children was sacred. They could play without fear in the middle of the street. There was no vehicle traffic, except for the cart driver who passed through the villages from time to time to sell fish or other types of food... asphalt was something that did not exist. Modern comforts consisted of brick houses and, for the wealthier, ceramic tile floors... some even had a porch...

Schools were located in the center of each neighborhood, and there was no transportation to them. Children walked, rain or shine. They would gather in a small group and walk towards the temple of knowledge. All were properly uniformed. Boys wore navy blue trousers (short and usually with suspenders), a white shirt, and a tie, where small stripes identified the grade they were in. Girls wore pleated skirts, white blouses, and the same tie. There were no mixed classes. Girls studied with girls, boys with boys. They only met during recess. And, of course, during the journey from home to school and vice versa...

This separation by sex at school did not prevent the children from playing together, boys and girls. When they got together, games like tag, hide-and-seek, and ring-around-the-rosie were common. Boys and girls held hands, forming a large circle, and sang the songs their mothers had taught them. They also played dodgeball, of course. They even gathered to play "house," reproducing what they saw within their families. Of course, not exactly everything...

Yes, it was a good time. I won't say it was better than today. After all, the current generation will also remember their childhood with a very special filter, feeling this time we live in as something simply fantastic. That's how we, who belong to a past generation, perceive the time that has passed... a magical life, where everything was more beautiful... in our view...

What can I say? I hope that today's children have a childhood as happy as the one we had the privilege of living. And when it's their turn to remember their past, may only good memories surface in their minds...

Tania Miranda - Brazil - 01/16/2026

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EL PRESENTE DE HOY ES EL PASADO DEL MAÑANA...

El perrito ladra

En lo profundo del patio

Cállate, perrito,

Deja entrar a mi amorcito

Mi tarrito de melaza

Mi dulce ñame

Quien quiera comer conmigo

Cierra la puerta y ven...

(Autor desconocido)

Antiguamente, como dicen, los patios traseros eran grandes, las casas no tenían vallas, ni mucho menos muros... los barrios parecían las estrechas calles de las granjas rurales. De hecho, con la excepción de unas pocas calles en los grandes centros, el mundo era un vasto desierto. Hasta mediados de los años setenta del siglo pasado, el pastoreo de ganado era común, generalmente por caminos de tierra, levantando polvo por donde pasaba. Abundaban las carretas tiradas por caballos, que servían para transportar casi todo lo necesario... los comerciantes usaban este medio de transporte para llegar a sus clientes. Y su clientela se formaba a partir de los distintos barrios por los que pasaban...

La gente se conocía por apodos. Claro que se sabían los nombres, pero rara vez se llamaban así... era más fácil usar apodos o, como era costumbre, llamarse "compadre" o "comadre"... la mayoría profesaba la Iglesia Católica y seguía sus ritos al pie de la letra, adaptados a su forma de vida. Las creencias populares eran comunes, y la gente creía firmemente en historias de fantasmas contadas a la luz de lámparas de aceite o de queroseno... sí, la luz eléctrica seguía siendo un lujo que aún no había llegado a todos los rincones de la ciudad, como ocurre hoy...

Como la mayoría de la gente había emigrado de las granjas donde solían cultivar sus propios alimentos, la tierra se transformó en huertos y frutales. La cría de pollos y, dependiendo del tamaño de los corrales, de cerdos, era común entonces. Era raro encontrar una casa sin gallinero. Si alguien vivía cerca de un arroyo o un lago, incluso los patos formaban parte de su ganado. Eran minigranjas, visto así...

Frutales, hortalizas y verduras formaban parte del jardín. Normalmente, frente a la casa, había un jardín. Un bosque de flores, de hecho. La profusión de colores y perfumes hacía que la vista fuera espléndida, un espectáculo indescriptible... Para llegar a la puerta principal, era necesario atravesar ese fragante bosque. Cuando se acercaba el viento que anunciaba la lluvia, el agradable aroma del follaje de los árboles dominaba todo el espacio...

La libertad de los niños era sagrada. Podían jugar sin miedo en medio de la calle. No había tráfico de vehículos, salvo el del carretero que pasaba por los pueblos de vez en cuando para vender pescado u otros alimentos... el asfalto era algo inexistente. Las comodidades modernas consistían en casas de ladrillo y, para los más pudientes, suelos de baldosas de cerámica... algunas incluso tenían un porche...

Las escuelas estaban ubicadas en el centro de cada barrio, y no había transporte para llegar a ellas. Los niños caminaban, lloviera o hiciera sol. Se reunían en pequeños grupos y caminaban hacia el templo del conocimiento. Todos iban debidamente uniformados. Los chicos llevaban pantalones azul marino (cortos y generalmente con tirantes), camisa blanca y corbata, donde unas pequeñas rayas identificaban el curso al que asistían. Las chicas llevaban faldas plisadas, blusas blancas y la misma corbata. No había clases mixtas. Las chicas estudiaban con las chicas, los chicos con los chicos. Solo se veían durante el recreo. Y, por supuesto, durante el trayecto de casa a la escuela y viceversa...

Esta separación por sexos en la escuela no impedía que los niños jugaran juntos, chicos y chicas. Cuando se reunían, eran comunes juegos como la mancha, el escondite y el corro alrededor de la rosa. Chicos y chicas se tomaban de la mano, formando un gran círculo, y cantaban las canciones que les habían enseñado sus madres. También jugaban al balón prisionero, por supuesto. Incluso se reunían para jugar a las casitas, reproduciendo lo que veían en sus familias. Claro que no todo...

Sí, fue una buena época. No diré que fue mejor que hoy. Después de todo, la generación actual también recordará su infancia con un filtro muy especial, sintiendo esta época como algo simplemente fantástico. Así es como nosotros, que pertenecemos a una generación pasada, percibimos el tiempo que ha pasado... una vida mágica, donde todo era más hermoso... desde nuestra perspectiva...

¿Qué puedo decir? Espero que los niños de hoy tengan una infancia tan feliz como la que nosotros tuvimos el privilegio de vivir. Y cuando les toque recordar su pasado, que solo buenos recuerdos afloren en sus mentes...

Tania Miranda - Brasil - 16/01/2026

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TÄMÄN PÄIVÄN NYKYISYYS ON HUOMISEN MENNEISYYTTÄ...

Pieni koira haukkuu

Syvällä pihalla

Ole hiljaa, pieni koira,

Päästä rakkaani sisään

Pieni melassipurkkini

Makea jamssiherkkuni

Joka haluaa syödä kanssani

Sulje ovi ja tule tänne...

(Tekijä tuntematon)

Ennen vanhaan, kuten sanotaan, takapihat olivat suuria, taloissa ei ollut aitoja, saati sitten muureja... naapurustot muistuttivat maaseudun kapeita katuja. Itse asiassa, lukuun ottamatta muutamia katuja suurissa keskuksissa, maailma oli valtava erämaa. Viime vuosisadan puoliväliin asti karjanpaimentaminen oli yleistä, yleensä hiekkateitä pitkin, nostattaen pölyä kaikkialle, minne se meni. Hevoskärryjä oli paljon, ja ne toimivat kuljetuksena lähes kaikkeen tarvittavaan... kauppiaat käyttivät tätä kulkuvälinettä päästäkseen asiakkaisiinsa. Ja heidän asiakaskuntansa muodostui eri naapurustoista, joiden läpi he kulkivat...

Ihmiset tunsivat toisensa lempinimien avulla. Tietenkin he tiesivät toistensa nimet, mutta he harvoin puhuttelivat toisiaan niillä... oli helpompaa käyttää lempinimiä tai, kuten oli tapana, kutsua toisiaan "compadre" tai "comadre"... useimmat ihmiset tunnustivat katolisen kirkon ja noudattivat sen rituaaleja kirjaimellisesti... sopeutuivat heidän elämäntapaansa. Yleiset uskomukset olivat yleisiä, ja ihmiset todella uskoivat öljylamppujen tai kerosiinilamppujen valossa kerrottuihin kummitustarinoihin... kyllä, sähkövalo oli vielä ylellisyyttä, joka ei ollut vielä saavuttanut jokaista kaupungin kolkkaa, kuten se nykyään...

Koska useimmat ihmiset olivat muuttaneet maatiloilta, joilla he olivat tottuneet kasvattamaan omaa ruokaansa, maa muutettiin kasvimaiksi ja hedelmätarhoiksi. Kanojen ja pihojen koosta riippuen sikojen kasvatus oli tuolloin yleistä. Oli harvinaista löytää taloa, jossa ei olisi ollut kanalaa. Jos henkilö asui puron tai järven lähellä, jopa ankat olivat osa hänen karjaansa. Ne olivat minitiloja, jos sitä katsoo sillä tavalla...

Hedelmäpuut, vihannekset ja vihreät olivat osa puutarhaa. Yleensä talon edessä oli puutarha. Itse asiassa kukkien metsä. Värien ja tuoksujen runsaus teki näkystä upean, sanoinkuvaamattoman näytelmän... päästäkseen etuovelle piti ylittää tuo tuoksuva metsä. Kun sadetta ennustava tuuli lähestyi, puiden lehvien miellyttävä tuoksu hallitsi koko tilaa...

Lasten vapaus oli pyhä. He saivat leikkiä pelkäämättä keskellä katua. Ajoneuvoliikennettä ei ollut, lukuun ottamatta kärrykuskia, joka ajoi aika ajoin kylien läpi myymään kalaa tai muuta ruokaa... asfalttia ei ollut olemassa. Nykyaikaisiin mukavuuksiin kuuluivat tiilitalot ja varakkaammille keraamiset laattalattiat... joissakin oli jopa kuisti...

Koulut sijaitsivat jokaisen kaupunginosan keskustassa, eikä niihin ollut kulkuyhteyttä. Lapset kävelivät, satoi tai paistoi. He kokoontuivat pieneen ryhmään ja kävelivät kohti tiedon temppeliä. Kaikilla oli asianmukaiset univormut. Pojilla oli yllään tummansiniset housut (lyhyet ja yleensä henkselit), valkoinen paita ja solmio, jossa pienet raidat osoittivat heidän luokka-asteen. Tytöillä oli yllään laskoshameet, valkoiset puserot ja sama solmio. Sekaluokkaa ei ollut. Tytöt opiskelivat tyttöjen kanssa, pojat poikien kanssa. He tapasivat vain välitunneilla. Ja tietenkin matkalla kotoa kouluun ja päinvastoin...

Tämä sukupuolen mukainen erottelu koulussa ei estänyt lapsia leikkimästä yhdessä, poikia ja tyttöjä. Kun he kokoontuivat yhteen, pelit, kuten hippaaminen, piilosta leikkiminen ja ruusun ympäri leikkiminen, olivat yleisiä. Pojat ja tytöt pitivät toisiaan kädestä muodostaen suuren piirin ja lauloivat äitiensä opettamia lauluja. He pelasivat tietysti myös polttopalloa. He jopa kokoontuivat leikkimään "kotia" toistaen perheissään näkemäänsä. Tietenkin, ei aivan kaikkea...

Kyllä, se oli hyvä aika. En sanoisi, että se oli parempaa kuin nykyään. Loppujen lopuksi myös nykyinen sukupolvi muistaa lapsuutensa hyvin erityisellä tavalla, tuntien tämän ajan, jota elämme, yksinkertaisesti fantastisena. Näin me, jotka kuulumme menneeseen sukupolveen, koemme kuluneen ajan... taianomaisen elämän, jossa kaikki oli kauniimpaa... mielestämme...

Mitä voin sanoa? Toivon, että nykyajan lapsilla on yhtä onnellinen lapsuus kuin se, jonka me saimme elää. Ja kun on heidän vuoronsa muistella menneisyyttään, toivottavasti vain hyvät muistot nousevat heidän mieliinsä...

Tania Miranda - Brasilia - 16.1.2026

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IL PRESENTE DI OGGI È IL PASSATO DI DOMANI...

Il cagnolino abbaia

Nel profondo del cortile

Stai zitto, cagnolino,

Fai entrare la mia dolce metà

Il mio vasetto di melassa

La mia dolce delizia di patate dolci

Chiunque voglia mangiare con me

Chiudi la porta e vieni qui...

(Autore sconosciuto)

Una volta, come si dice, i cortili erano grandi, le case non avevano recinzioni, figuriamoci muri... i quartieri assomigliavano alle strette vie delle fattorie rurali. In effetti, a parte poche strade nei grandi centri, il mondo era una vasta landa desolata. Fino alla metà degli anni Settanta del secolo scorso, l'allevamento del bestiame era comune, di solito lungo strade sterrate, sollevando polvere ovunque passasse. I carri trainati da cavalli erano numerosi, e servivano per trasportare quasi tutto il necessario... i commercianti usavano questo mezzo di trasporto per raggiungere i loro clienti. E la loro clientela era formata dai vari quartieri che attraversavano...

Le persone si conoscevano tramite soprannomi. Certo, si conoscevano per nome, ma raramente si rivolgevano l'un l'altro con quei nomi... era più facile usare soprannomi o, come era consuetudine, chiamarsi "compadre" o "comadre"... la maggior parte delle persone professava la Chiesa cattolica e ne seguiva i riti alla lettera... adattati al proprio stile di vita. Le credenze popolari erano diffuse e la gente credeva davvero alle storie di fantasmi raccontate alla luce delle lampade a olio o a cherosene... sì, la luce elettrica era ancora un lusso che non aveva ancora raggiunto ogni angolo della città, come accade oggi...

Poiché la maggior parte delle persone era migrata dalle fattorie dove era abituata a coltivare il proprio cibo, i terreni furono trasformati in orti e frutteti. Allevare polli e, a seconda delle dimensioni dei cortili, maiali, era comune a quei tempi. Era raro trovare una casa che non avesse un pollaio. Se una persona viveva vicino a un ruscello o a un lago, persino le anatre facevano parte del suo bestiame. Erano delle mini-fattorie, se la si guarda da questa prospettiva...

Alberi da frutto, ortaggi e verdure facevano parte del giardino. Di solito, davanti alla casa, c'era un giardino. Una foresta di fiori, in realtà. La profusione di colori e profumi rendeva la vista splendida, uno spettacolo indescrivibile... per raggiungere la porta d'ingresso, era necessario attraversare quella foresta profumata. Quando il vento che annunciava la pioggia si avvicinava, il piacevole profumo delle chiome degli alberi dominava l'intero spazio...

La libertà dei bambini era sacra. Potevano giocare senza paura in mezzo alla strada. Non c'era traffico di veicoli, a parte il carrettiere che di tanto in tanto attraversava i villaggi per vendere pesce o altri tipi di cibo... l'asfalto era qualcosa che non esisteva. I comfort moderni consistevano in case di mattoni e, per i più ricchi, pavimenti in piastrelle di ceramica... alcune avevano persino un portico...

Le scuole si trovavano al centro di ogni quartiere, e non c'erano mezzi di trasporto per raggiungerle. I bambini camminavano, con la pioggia o con il sole. Si riunivano in piccoli gruppi e si dirigevano verso il tempio della conoscenza. Tutti indossavano l'uniforme. I ragazzi indossavano pantaloni blu navy (corti e solitamente con bretelle), una camicia bianca e una cravatta, dove piccole righe indicavano la classe in cui si trovavano. Le ragazze indossavano gonne a pieghe, camicette bianche e la stessa cravatta. Non c'erano classi miste. Le ragazze studiavano con le ragazze, i ragazzi con i ragazzi. Si incontravano solo durante la ricreazione. E, naturalmente, durante il tragitto da casa a scuola e viceversa...

Questa separazione per sesso a scuola non impediva ai bambini di giocare insieme, maschi e femmine. Quando si riunivano, erano comuni giochi come acchiapparella, nascondino e girotondo. Ragazzi e ragazze si tenevano per mano, formando un grande cerchio, e cantavano le canzoni che le loro madri avevano insegnato loro. Giocavano anche a dodgeball, ovviamente. Si riunivano persino per giocare a "casa", riproducendo ciò che vedevano nelle loro famiglie. Certo, non proprio tutto...

Sì, è stato un bel periodo. Non direi che sia stato migliore di oggi. Dopotutto, anche la generazione attuale ricorderà la propria infanzia con un filtro molto speciale, percependo questo periodo che stiamo vivendo come qualcosa di semplicemente fantastico. È così che noi, che apparteniamo a una generazione passata, percepiamo il tempo trascorso... una vita magica, dove tutto era più bello... ai nostri occhi...

Che dire? Spero che i bambini di oggi abbiano un'infanzia felice come quella che abbiamo avuto il privilegio di vivere. E quando sarà il loro turno di ricordare il passato, che solo bei ricordi affiorino nella loro mente...

Tania Miranda - Brasile - 16/01/2026

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LE PRÉSENT D'AUJOURD'HUI EST LE PASSÉ DEMAIN…

Le petit chien aboie

Au fond de la cour

Tais-toi, petit chien,

Laisse entrer mon amour

Mon petit pot de mélasse

Ma douce friandise à l'igname

Qui veut manger avec moi

Ferme la porte et viens ici…

(Auteur inconnu)

Autrefois, comme on dit, les cours étaient vastes, les maisons n'avaient ni clôtures ni murs… les quartiers ressemblaient aux ruelles étroites des fermes. En fait, à l'exception de quelques rues dans les grandes villes, le monde était une immense étendue sauvage. Jusqu'au milieu des années soixante-dix, l'élevage de bétail était courant, généralement le long de chemins de terre, soulevant la poussière sur son passage. Les charrettes à chevaux étaient nombreuses, servant au transport de presque tout ce dont on avait besoin… les marchands utilisaient ce moyen de transport pour atteindre leurs clients. Et leur clientèle se formait dans les différents quartiers qu'ils traversaient…

Les gens se connaissaient par des surnoms. Bien sûr, ils connaissaient leurs noms respectifs, mais ils s'appelaient rarement ainsi… Il était plus simple d'utiliser des surnoms ou, comme c'était l'usage, de s'appeler « compadre » ou « comadre »… La plupart des gens étaient catholiques et suivaient scrupuleusement les rites, adaptés à leur mode de vie. Les croyances populaires étaient répandues et l'on croyait vraiment aux histoires de fantômes racontées à la lueur des lampes à huile ou à pétrole… Oui, l'éclairage électrique était encore un luxe qui n'avait pas encore atteint tous les recoins de la ville, comme c'est le cas aujourd'hui…

Comme la plupart des gens avaient quitté les fermes où ils cultivaient leurs propres aliments, les terres étaient devenues des potagers et des vergers. L'élevage de poules et, selon la taille des cours, de cochons, était courant. Il était rare de trouver une maison sans poulailler. Si l'on vivait près d'un ruisseau ou d'un lac, on élevait même des canards. C'étaient de véritables mini-fermes, si l'on veut…

Arbres fruitiers, légumes et herbes aromatiques composaient le jardin. Généralement, devant la maison, il y avait un jardin. Une véritable forêt de fleurs. La profusion de couleurs et de parfums offrait un spectacle splendide, indescriptible… Pour atteindre la porte d'entrée, il fallait traverser cette forêt odorante. Lorsque le vent annonçait la pluie approchait, le doux parfum du feuillage embaumait tout l'espace…

La liberté des enfants était sacrée. Ils pouvaient jouer sans crainte au milieu de la rue. Il n'y avait pas de circulation automobile, hormis celle du charretier qui traversait les villages de temps à autre pour vendre du poisson ou d'autres denrées alimentaires… l'asphalte n'existait pas. Le confort moderne se limitait aux maisons en briques et, pour les plus aisées, aux sols carrelés… certaines avaient même un porche…

Les écoles se trouvaient au centre de chaque quartier et il n'y avait pas de transport pour s'y rendre. Les enfants y allaient à pied, qu'il pleuve ou qu'il fasse beau. Ils se rassemblaient en petit groupe et se dirigeaient vers l'école. Tous portaient l'uniforme réglementaire. Les garçons étaient vêtus d'un pantalon bleu marine (court et généralement à bretelles), d'une chemise blanche et d'une cravate à fines rayures indiquant leur niveau scolaire. Les filles portaient des jupes plissées, des chemisiers blancs et la même cravate. Il n'y avait pas de classes mixtes. Les filles étudiaient entre elles, les garçons entre eux. Ils ne se croisaient qu'à la récréation. Et, bien sûr, pendant le trajet entre la maison et l'école…

Cette séparation par sexe à l'école n'empêchait pas les enfants de jouer ensemble, garçons et filles. Lorsqu'ils se retrouvaient, ils jouaient souvent à des jeux comme le chat perché, cache-cache et la ronde. Garçons et filles se tenaient la main, formant un grand cercle, et chantaient les chansons que leurs mères leur avaient apprises. Ils jouaient aussi à la balle au prisonnier, évidemment. Ils se réunissaient même pour jouer à la maison, reproduisant ce qu'ils voyaient dans leurs familles. Enfin, pas tout à fait…

Oui, c'était une belle époque. Je ne dirai pas que c'était mieux qu'aujourd'hui. Après tout, la génération actuelle se souviendra aussi de son enfance avec un regard bien particulier, percevant l'époque que nous vivons comme quelque chose de tout simplement fantastique. C'est ainsi que nous, qui appartenons à une génération passée, percevons le temps révolu… une vie magique, où tout était plus beau… à nos yeux…

Que dire ? J'espère que les enfants d'aujourd'hui auront une enfance aussi heureuse que celle que nous avons eu la chance de vivre. Et lorsqu'ils se souviendront de leur passé, puissent-ils ne garder en mémoire que de beaux souvenirs…

Tania Miranda - Brésil - 16/01/2026

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Das heutige Heute ist die Vergangenheit von morgen …

Der kleine Hund bellt.

Tief im Hof.

Sei still, kleiner Hund.

Lass mein Herzchen herein.

Mein Töpfchen mit Melasse.

Meine süße Süßkartoffel.

Wer mit mir essen möchte:

Schließ die Tür und komm her …

(Autor unbekannt)

Früher, so sagt man, waren die Hinterhöfe groß, die Häuser hatten keine Zäune, geschweige denn Mauern … die Nachbarschaften glichen den engen Gassen ländlicher Bauernhöfe. Tatsächlich war die Welt, abgesehen von einigen wenigen Straßen in den größeren Städten, eine riesige Wildnis. Bis Mitte der 1970er-Jahre war die Viehzucht weit verbreitet, meist auf unbefestigten Wegen, die überall Staub aufwirbelten. Pferdewagen waren allgegenwärtig und dienten als Transportmittel für fast alles Notwendige … Händler nutzten sie, um ihre Kunden zu erreichen. Und ihre Kundschaft setzte sich aus den verschiedenen Vierteln zusammen, durch die sie fuhren …

Die Menschen kannten einander mit Spitznamen. Natürlich kannten sie die Namen der anderen, sprachen sich aber selten damit an. Es war einfacher, Spitznamen zu verwenden oder, wie üblich, sich „Compadre“ oder „Comadre“ zu nennen. Die meisten bekannten sich zur katholischen Kirche und befolgten ihre Riten genau, angepasst an ihren Lebensstil. Volksglaube war weit verbreitet, und man glaubte tatsächlich an Geistergeschichten, die im Schein von Öl- oder Petroleumlampen erzählt wurden. Elektrisches Licht war damals noch ein Luxus, der noch nicht jeden Winkel der Stadt erreicht hatte, wie heute.

Da die meisten Menschen von Bauernhöfen abgewandert waren, wo sie gewohnt waren, ihr eigenes Essen anzubauen, wurde das Land in Gemüsegärten und Obstplantagen umgewandelt. Die Haltung von Hühnern und, je nach Größe des Hofes, von Schweinen war damals üblich. Es gab kaum ein Haus ohne Hühnerstall. Wer in der Nähe eines Baches oder Sees lebte, hielt sogar Enten. Es waren kleine Bauernhöfe, wenn man es so sehen wollte…

Obstbäume, Gemüse und Wildkräuter gehörten zum Garten. Meist erstreckte sich vor dem Haus ein Garten. Ein wahrer Blumenwald. Die Fülle an Farben und Düften bot einen prächtigen Anblick, ein unbeschreibliches Schauspiel… Um zur Haustür zu gelangen, musste man diesen duftenden Wald durchqueren. Wenn der Wind, der den Regen ankündigte, aufkam, erfüllte der angenehme Duft der Baumkronen die ganze Umgebung…

Die Freiheit der Kinder war heilig. Sie konnten unbesorgt mitten auf der Straße spielen. Es gab keinen Autoverkehr, außer dem Karrenfahrer, der ab und zu durch die Dörfer fuhr, um Fisch oder andere Lebensmittel zu verkaufen… Asphalt gab es nicht. Der moderne Komfort bestand aus Backsteinhäusern und, für die Wohlhabenderen, aus Keramikfliesenböden… manche hatten sogar eine Veranda…

Die Schulen befanden sich im Zentrum jedes Viertels, und es gab keine öffentlichen Verkehrsmittel dorthin. Die Kinder gingen zu Fuß, bei jedem Wetter. Sie versammelten sich in kleinen Gruppen und gingen gemeinsam zum Tempel des Wissens. Alle trugen ihre Schuluniform. Jungen trugen dunkelblaue Hosen (kurz und meist mit Hosenträgern), ein weißes Hemd und eine Krawatte mit kleinen Streifen, die ihre Klassenstufe kennzeichneten. Mädchen trugen Faltenröcke, weiße Blusen und die gleiche Krawatte. Es gab keine gemischten Klassen. Mädchen lernten mit Mädchen, Jungen mit Jungen. Sie trafen sich nur in den Pausen. Und natürlich auf dem Schulweg.

Diese Geschlechtertrennung in der Schule hinderte die Kinder nicht daran, miteinander zu spielen. Wenn sie zusammenkamen, waren Spiele wie Fangen, Verstecken und Ringelreihen beliebt. Jungen und Mädchen hielten Händchen, bildeten einen großen Kreis und sangen die Lieder, die ihnen ihre Mütter beigebracht hatten. Natürlich spielten sie auch Völkerball. Sie spielten sogar „Familie“ und ahmten so das nach, was sie in ihren Familien sahen. Natürlich nicht alles …

Ja, es war eine schöne Zeit. Ich will nicht sagen, dass sie besser war als heute. Schließlich wird auch die heutige Generation ihre Kindheit mit ganz besonderen Erinnerungen betrachten und die Zeit, in der wir leben, als etwas Fantastisches empfinden. So sehen auch wir, die wir einer früheren Generation angehören, die vergangene Zeit … ein magisches Leben, in dem alles schöner war … aus unserer Sicht …

Was soll ich sagen? Ich wünsche den Kindern von heute eine ebenso glückliche Kindheit wie die, die wir erleben durften. Und wenn sie später einmal an ihre Vergangenheit zurückdenken, mögen ihnen nur schöne Erinnerungen in den Sinn kommen …

Tania Miranda – Brasilien – 16.01.2026

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