SERIA BOM SE VIVESSEMOS NA TERRA DO NUNCA
SERIA BOM SE VIVESSEMOS NA TERRA DO NUNCA
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o be a bá
Em todos os desenhos coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um Sol a sorrir, no papel...
(Antonio Pecci Filho/ Lupicinio Morais Rodrigues)
Acredito que o momento mágico em nossa vida... a primeira vez que sentimos nossa evolução nesse plano... é quando, ainda pequenos, chegamos à idade escolar. É nosso divisor de águas. O que até então era apenas fantasia em nossa vida, de repente se apresenta como um novo mundo a explorar, onde nos será dada a chance de descobrir novos mundos por onde poderemos viajar de olhos abertos...
No inicio é apenas um amontoado de papel em branco... tudo bem, tem várias linhas nessa folha, mas nada que nos impeça de fazer nossa imaginação partir para novas plagas, criando cenários encantados que ilustram o mundo real que vivemos. Tudo bem, para as outras pessoas tudo aquilo que registramos com o grafite que nos foi entregue é apenas um monte de rabiscos, ao menos no inicio. Mas, para nós, é uma obra de arte nos mesmos moldes de uma Mona Lisa da vida...
Quando nos é ensinado a fazer bolinhas e cobrinhas pela linha daquele calhamaço de papel, para nós é muito mais que isso que estamos gravando na folha. São ondas revoltas do mar, que se amainam ao chegar na praia, são pássaros esvoaçando pelo céu, com seus lindos trinados. Nossa imaginação nos faz viajar pelo espaço tempo. E o melhor... nós estamos dando vida àquilo que até então só existia em nossa mente...
Ao sermos introduzidas no mundo das letras, no inicio sentimos dificuldades não só de reconhecer o valor sonoro de cada símbolo gráfico como também não conseguimos, de pronto, reproduzir os desenhos que nos são mostrados... vamos aprendendo ao copiar à exaustão essas pequenas chaves secretas que nos são ofertadas, para que possamos realmente desbravar esse novo mundo que nos é apresentado...
O prazer que sentimos quando finalmente conseguimos escrever uma frase completa... e quando essa frase vem de nós mesmos... não dá para descrever em palavras. Ficamos orgulhosas pela nossa genialidade em conseguir passar para o papel uma pequena fração de nosso pensamento... um elogio à mamãe, uma declaração de amor ao papai... nossa, nosso mundo fica muito mais iluminado...
Quando evoluímos na escrita e já somos capazes de externar nossos pensamentos através desses símbolos que, no início, nos era tão estranho... começamos a trocar mensagens como nossos amigos. Se alguém em nosso círculo desperta nosso interesse, começamos a mandar bilhetinhos para esse... normalmente cifrados, para que apenas o destinatário entenda o que realmente tentamos dizer...
A escrita nos permite criar uma sociedade de amigas, onde trocamos ideias através do bilhetes que enviamos uma para a outra... novamente lançamos mão de códigos bem particulares, para que apenas aquelas que fazem parte do grupo entendam o que as mensagens tentam dizer...
Quando o mundo da literatura nos é apresentado... da maneira correta, com textos que tenham a ver com a gente, não aqueles livros chatos que não nos dizem nada... e aprendemos de decifrar as ideias do escritor, começamos a viajar pelo Universo colorido que esse livro nos trás... e então, sem mais nem porque, começamos a criar nosso próprio Universo, escrevendo poesias, relatando histórias adaptadas daquelas que nossos pais nos contavam quando ainda éramos pequenas...
Sim... a escola nos abre um portal que nem imaginávamos existir. Nos é apresentado um mundo totalmente novo, onde não há limites, além de nossa própria imaginação... algumas vezes, por força de percalços da vida, até nos esquecemos do poder da escrita, onde podemos dar vazão à nossa imaginação. Mas quando pegamos velhas cartas por nós escritas quando ainda éramos inocentes, quando ainda não conhecíamos o mundo como ele realmente é... nossa, descobrimos uma pessoa que até então realmente não conhecíamos. E a saudade muitas vezes faz rolar uma pequena lágrima de nossos olhos, ao percebermos quão belo era o mundo que conhecíamos... e ficamos nos perguntando como fazer para retornar a ele...
Tania Miranda - Brasil - 12/01/2026
=========================================================== IT WOULD BE NICE IF WE LIVED IN NEVERLAND
I'm the one who will follow you
From the first scribble to the ABCs
In all the colorful drawings I will be there
The house, the mountain, two clouds in the sky
And a smiling sun, on the paper...
(Antonio Pecci Filho/ Lupicinio Morais Rodrigues)
I believe that the magical moment in our lives... the first time we feel our evolution on this plane... is when, still small, we reach school age. It's our watershed moment. What until then was just fantasy in our lives, suddenly presents itself as a new world to explore, where we will be given the chance to discover new worlds through which we can travel with our eyes open...
In the beginning it's just a pile of blank paper... okay, there are several lines on that sheet, but nothing that prevents us from letting our imagination wander to new lands, creating enchanted scenarios that illustrate the real world we live in. Okay, for other people, everything we record with the graphite we've been given is just a bunch of scribbles, at least at the beginning. But for us, it's a work of art in the same mold as a Mona Lisa...
When we're taught to make little dots and snakes along the lines of that thick sheet of paper, for us it's much more than that that we're engraving on the sheet. They are the turbulent waves of the sea, calming down as they reach the shore, they are birds fluttering through the sky, with their beautiful trills. Our imagination makes us travel through space and time. And the best part... we are giving life to what until now only existed in our minds...
When we are introduced to the world of letters, at first we feel difficulties not only in recognizing the sound value of each graphic symbol but also in not being able to immediately reproduce the drawings shown to us... we learn by copying exhaustively these little secret keys that are offered to us, so that we can truly explore this new world that is presented to us...
The pleasure we feel when we finally manage to write a complete sentence... and when that sentence comes from ourselves... it's indescribable. We are proud of our genius in managing to put a small fraction of our thoughts on paper... a compliment to mom, a declaration of love to dad... wow, our world becomes so much brighter...
When we evolve in writing and are already able to express our thoughts through these symbols that, at the beginning, were so strange to us... we begin to exchange messages like our friends. If someone in our circle sparks our interest, we start sending them little notes... usually coded, so that only the recipient understands what we're really trying to say...
Writing allows us to create a society of friends, where we exchange ideas through notes we send to each other... again, we use very particular codes, so that only those who are part of the group understand what the messages are trying to say...
When the world of literature is presented to us... in the right way, with texts that resonate with us, not those boring books that tell us nothing... and we learn to decipher the writer's ideas, we begin to travel through the colorful universe that this book brings us... and then, without further ado, we begin to create our own universe, writing poems, recounting stories adapted from those our parents told us when we were little...
Yes... school opens a portal for us that we never imagined existed. We are presented with a completely new world, where there are no limits beyond our own imagination... sometimes, due to life's setbacks, we even forget the power of writing, where we can give free rein to our imagination. But when we pick up old letters we wrote when we were still innocent, when we didn't yet know the world as it really is... wow, we discover a person we didn't really know until then. And nostalgia often brings a small tear to our eyes, as we realize how beautiful the world we knew was... and we wonder how to return to it...
Tania Miranda - Brazil - 12/01/2026
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SERÍA BUENO SI VIVIÉRAMOS EN EL PAÍS DE NUNCA JAMÁS
Soy quien te seguirá
Desde el primer garabato hasta el abecedario
En todos los dibujos coloridos estaré presente
La casa, la montaña, dos nubes en el cielo
Y un sol sonriente, en el papel...
(Antonio Pecci Filho/ Lupicinio Morais Rodrigues)
Creo que el momento mágico de nuestras vidas... la primera vez que sentimos nuestra evolución en este plano... es cuando, aún pequeños, llegamos a la edad escolar. Es nuestro momento decisivo. Lo que hasta entonces era solo fantasía en nuestras vidas, de repente se presenta como un nuevo mundo por explorar, donde se nos dará la oportunidad de descubrir nuevos mundos por los que podemos viajar con los ojos abiertos...
Al principio es solo un montón de papel en blanco... bueno, hay varias líneas en esa hoja, pero nada que nos impida dejar volar nuestra imaginación hacia nuevas tierras, creando escenarios encantados que ilustran el mundo real en el que vivimos. Bueno, para otras personas, todo lo que grabamos con el grafito que nos han dado son solo un montón de garabatos, al menos al principio. Pero para nosotros, es una obra de arte con el mismo molde que una Mona Lisa...
Cuando nos enseñan a hacer pequeños puntos y serpientes siguiendo las líneas de esa gruesa hoja de papel, para nosotros es mucho más que eso lo que grabamos en la hoja. Son las olas turbulentas del mar, que se calman al llegar a la orilla, son pájaros revoloteando en el cielo, con sus hermosos trinos. Nuestra imaginación nos hace viajar a través del espacio y el tiempo. Y lo mejor... estamos dando vida a lo que hasta ahora solo existía en nuestras mentes...
Cuando nos adentramos en el mundo de las letras, al principio nos cuesta reconocer el valor sonoro de cada símbolo gráfico, pero también no poder reproducir de inmediato los dibujos que se nos muestran... aprendemos copiando exhaustivamente estas pequeñas claves secretas que se nos ofrecen, para poder explorar realmente este nuevo mundo que se nos presenta...
El placer que sentimos cuando por fin logramos escribir una frase completa... y cuando esa frase sale de nosotros mismos... es indescriptible. Nos sentimos orgullosos de nuestra genialidad al plasmar una pequeña fracción de nuestros pensamientos en el papel... un cumplido a mamá, una declaración de amor a papá... ¡Guau, nuestro mundo se vuelve mucho más brillante!
Cuando evolucionamos en la escritura y ya somos capaces de expresar nuestros pensamientos a través de estos símbolos que, al principio, nos resultaban tan extraños... empezamos a intercambiar mensajes como nuestros amigos. Si alguien de nuestro círculo despierta nuestro interés, empezamos a enviarle notitas... normalmente codificadas, para que solo el destinatario entienda lo que realmente queremos decir...
Escribir nos permite crear una sociedad de amigos, donde intercambiamos ideas a través de notas que nos enviamos... de nuevo, usamos códigos muy particulares, para que solo quienes forman parte del grupo entiendan lo que los mensajes intentan decir...
Cuando se nos presenta el mundo de la literatura... de la manera correcta, con textos que nos conectan, no esos libros aburridos que no nos dicen nada... y aprendemos a descifrar las ideas del escritor, empezamos a viajar por el colorido universo que este libro nos trae... y entonces, sin más dilación, empezamos a crear nuestro propio universo, escribiendo poemas, contando historias adaptadas de las que nos contaban nuestros padres de pequeños...
Sí... la escuela nos abre un portal que nunca imaginamos que existía. Se nos presenta un mundo completamente nuevo, donde no hay límites más allá de nuestra propia imaginación... a veces, debido a los reveses de la vida, incluso olvidamos el poder de la escritura, donde podemos dar rienda suelta a nuestra imaginación. Pero cuando retomamos viejas cartas que escribimos cuando aún éramos inocentes, cuando aún no conocíamos el mundo tal como es realmente... ¡vaya!, descubrimos a una persona que no conocíamos realmente hasta entonces. Y la nostalgia a menudo nos hace llorar al darnos cuenta de lo hermoso que era el mundo que conocíamos... y nos preguntamos cómo regresar a él...
Tania Miranda - Brasil - 12/01/2026
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OLISI MUKAVAA, JOS ASUMME MITÄÄNMAASSA
Minä seuraan sinua
Ensimmäisestä piirustuksesta aakkosiin
Kaikissa värikkäissä piirustuksissa olen siellä
Talo, vuori, kaksi pilveä taivaalla
Ja hymyilevä aurinko paperilla...
(Antonio Pecci Filho/ Lupicinio Morais Rodrigues)
Uskon, että elämämme taianomainen hetki... ensimmäinen kerta, kun tunnemme evoluutiomme tällä tasolla... on se, kun vielä pieninä saavutamme kouluiän. Se on käännekohtamme. Se, mikä siihen asti oli pelkkää fantasiaa elämässämme, yhtäkkiä avautuu uutena tutkittavana maailmana, jossa meille annetaan mahdollisuus löytää uusia maailmoja, joiden läpi voimme matkustaa silmät auki...
Aluksi se on vain kasa tyhjää paperia... okei, arkilla on useita rivejä, mutta mikään ei estä meitä antamasta mielikuvituksemme vaeltaa uusille maille ja luomasta lumottuja skenaarioita, jotka havainnollistavat todellista maailmaamme. Okei, toisille ihmisille kaikki, mitä tallentamme meille annetulla grafiitilla, on vain kasa raapustusta, ainakin alussa. Mutta meille se on taideteos samassa muotissa kuin Mona Lisa...
Kun meille opetetaan tekemään pieniä pisteitä ja käärmeitä paksun paperiarkin viivoja pitkin, meille se on paljon enemmän kuin se, mitä kaiverramme arkkiin. Ne ovat meren myrskyisiä aaltoja, jotka rauhoittuvat saavuttaessaan rannan, ne ovat lintuja, jotka lepattavat taivaalla kauniine liverryksineen. Mielikuvituksemme saa meidät matkustamaan avaruuden ja ajan halki. Ja parasta... annamme eloa sille, mikä tähän asti oli olemassa vain mielissämme...
Kun meidät tutustutetaan kirjainten maailmaan, meillä on aluksi vaikeuksia paitsi tunnistaa jokaisen graafisen symbolin ääniarvo, myös se, ettemme pysty välittömästi toistamaan meille näytettyjä piirustuksia... opimme kopioimalla tyhjentävästi näitä pieniä salaisia avaimia, joita meille tarjotaan, jotta voimme todella tutkia tätä uutta maailmaa, joka meille esitetään...
Se ilo, jota tunnemme, kun vihdoin onnistumme kirjoittamaan kokonaisen lauseen... ja kun tuo lause tulee itsestämme... se on sanoinkuvaamatonta. Olemme ylpeitä neroistamme onnistuessamme laittamaan pienen osan ajatuksistamme paperille... kohteliaisuuden äidille, rakkaudenosoituksen isälle... vau, maailmastamme tulee niin paljon kirkkaampi...
Kun kehitymme kirjoittamisessa ja pystymme jo ilmaisemaan ajatuksiamme näiden symbolien avulla, jotka alussa olivat meille niin outoja... alamme vaihtaa viestejä kuin ystävämme. Jos joku piirissämme herättää kiinnostuksemme, alamme lähettää hänelle pieniä viestejä... yleensä koodattuja, jotta vain vastaanottaja ymmärtää, mitä todella yritämme sanoa...
Kirjoittaminen antaa meille mahdollisuuden luoda ystävyysyhteisön, jossa vaihdamme ajatuksia toisillemme lähettämiemme viestien kautta... jälleen kerran käytämme hyvin erityisiä koodeja, jotta vain ryhmään kuuluvat ymmärtävät, mitä viestit yrittävät sanoa...
Kun kirjallisuuden maailma esitetään meille... oikealla tavalla, teksteillä, jotka resonoivat kanssamme, ei niillä tylsillä kirjoilla, jotka eivät kerro meille mitään... ja opimme tulkitsemaan kirjoittajan ideoita, alamme matkustaa läpi värikkään maailman, jonka tämä kirja meille tuo... ja sitten, ilman pitkiä puheita, alamme luoda omaa universumiamme, kirjoittamalla runoja, kertomalla tarinoita, jotka on mukautettu vanhempiemme meille kertomista tarinoista, kun olimme pieniä...
Kyllä... koulu avaa meille portin, jota emme koskaan kuvitelleet olevan olemassa. Meille esitetään täysin uusi maailma, jossa ei ole rajoja oman mielikuvituksemme ulkopuolella... joskus elämän vastoinkäymisten vuoksi jopa unohdamme kirjoittamisen voiman, jossa voimme antaa mielikuvituksellemme vapaat kädet. Mutta kun poimimme esiin vanhoja kirjeitä, jotka kirjoitimme ollessamme vielä viattomia, kun emme vielä tunteneet maailmaa sellaisena kuin se todella on... vau, löydämme ihmisen, jota emme oikeasti tunteneet siihen asti. Ja nostalgia tuo usein pienen kyyneleen silmiimme, kun tajuamme, kuinka kaunis maailma, jonka tiesimme, oli... ja mietimme, miten palata siihen...
Tania Miranda - Brasilia - 1.12.2026
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SAREBBE BELLO SE VIVESSIMO NELL'ISOLA CHE NON C'È
Sono io che ti seguirò
Dal primo scarabocchio all'alfabeto
In tutti i disegni colorati sarò lì
La casa, la montagna, due nuvole nel cielo
E un sole sorridente, sulla carta...
(Antonio Pecci Filho/ Lupicinio Morais Rodrigues)
Credo che il momento magico della nostra vita... la prima volta che sentiamo la nostra evoluzione su questo piano... sia quando, ancora piccoli, raggiungiamo l'età scolare. È il nostro momento spartiacque. Ciò che fino ad allora era solo fantasia nelle nostre vite, all'improvviso si presenta come un nuovo mondo da esplorare, dove ci verrà data la possibilità di scoprire nuovi mondi attraverso i quali viaggiare ad occhi aperti...
All'inizio è solo una pila di carta bianca... ok, ci sono diverse righe su quel foglio, ma nulla ci impedisce di lasciare che la nostra immaginazione vaghi verso nuove terre, creando scenari incantati che illustrano il mondo reale in cui viviamo. Ok, per altri, tutto ciò che registriamo con la grafite che ci è stata data è solo un mucchio di scarabocchi, almeno all'inizio. Ma per noi è un'opera d'arte dello stesso stampo della Monna Lisa...
Quando ci insegnano a tracciare piccoli punti e serpenti lungo le linee di quel foglio spesso di carta, per noi è molto più di ciò che stiamo incidendo sul foglio. Sono le onde turbolente del mare, che si calmano raggiungendo la riva, sono uccelli che svolazzano nel cielo, con i loro bellissimi trilli. La nostra immaginazione ci fa viaggiare nello spazio e nel tempo. E la parte migliore... stiamo dando vita a ciò che fino ad ora esisteva solo nella nostra mente...
Quando veniamo introdotti al mondo delle lettere, all'inizio proviamo difficoltà non solo nel riconoscere il valore sonoro di ogni simbolo grafico, ma anche nel non riuscire a riprodurre immediatamente i disegni che ci vengono mostrati... impariamo copiando in modo esaustivo queste piccole chiavi segrete che ci vengono offerte, così da poter esplorare veramente questo nuovo mondo che ci viene presentato...
Il piacere che proviamo quando finalmente riusciamo a scrivere una frase completa... e quando quella frase viene da noi stessi... è indescrivibile. Siamo orgogliosi della nostra genialità nel riuscire a mettere su carta una piccola parte dei nostri pensieri... un complimento alla mamma, una dichiarazione d'amore al papà... wow, il nostro mondo diventa molto più luminoso...
Quando evolviamo nella scrittura e siamo già in grado di esprimere i nostri pensieri attraverso questi simboli che, all'inizio, ci erano così sconosciuti... iniziamo a scambiarci messaggi come i nostri amici. Se qualcuno nella nostra cerchia suscita il nostro interesse, iniziamo a inviargli dei bigliettini... di solito in codice, in modo che solo il destinatario capisca cosa stiamo realmente cercando di dire...
Scrivere ci permette di creare una società di amici, dove ci scambiamo idee attraverso bigliettini che ci inviamo a vicenda... ancora una volta, usiamo codici molto particolari, in modo che solo chi fa parte del gruppo capisca cosa i messaggi cercano di dire...
Quando il mondo della letteratura ci viene presentato... nel modo giusto, con testi che ci toccano, non quei libri noiosi che non ci dicono nulla... e impariamo a decifrare le idee dello scrittore, iniziamo a viaggiare attraverso l'universo colorato che questo libro ci porta... e poi, senza ulteriori indugi, iniziamo a creare il nostro universo, scrivendo poesie, raccontando storie adattate da quelle che i nostri genitori ci raccontavano quando eravamo piccoli...
Sì... la scuola ci apre un portale che non avremmo mai immaginato esistesse. Ci troviamo di fronte a un mondo completamente nuovo, dove non ci sono limiti oltre la nostra immaginazione... a volte, a causa degli ostacoli della vita, dimentichiamo persino il potere della scrittura, dove possiamo dare libero sfogo alla nostra immaginazione. Ma quando riprendiamo in mano vecchie lettere scritte quando eravamo ancora innocenti, quando non conoscevamo ancora il mondo per come è realmente... wow, scopriamo una persona che fino ad allora non conoscevamo veramente. E la nostalgia spesso ci fa venire una lacrimuccia, quando ci rendiamo conto di quanto fosse bello il mondo che conoscevamo... e ci chiediamo come tornarci...
Tania Miranda - Brasile - 12/01/2026
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Ce serait merveilleux de vivre au Pays Imaginaire.
Je serai celui qui te suivra.
De tes premiers gribouillis à l'alphabet,
Dans tous tes dessins colorés, je serai là.
La maison, la montagne, deux nuages dans le ciel,
Et un soleil souriant, sur le papier…
(Antonio Pecci Filho/Lupicinio Morais Rodrigues)
Je crois que le moment magique de nos vies… la première fois où nous ressentons notre évolution sur cette terre… c’est lorsque, encore petits, nous atteignons l’âge scolaire. C’est un tournant décisif. Ce qui, jusque-là, n'était que pure fantaisie, se révèle soudain comme un nouveau monde à explorer, où l'on nous offre la possibilité de découvrir des univers inédits et de voyager les yeux ouverts…
Au début, ce n'est qu'une pile de papier vierge… enfin, avec quelques lignes, certes, mais rien qui nous empêche de laisser libre cours à notre imagination, de créer des scénarios enchanteurs qui illustrent le monde réel qui nous entoure. Pour d'autres, tout ce que nous enregistrons avec le crayon graphite qu'on nous a donné n'est qu'un amas de gribouillis, du moins au début. Mais pour nous, c'est une œuvre d'art, à l'instar de la Joconde…
Quand on nous apprend à tracer des petits points et des serpentins sur les lignes de cette épaisse feuille de papier, pour nous, c'est bien plus que cela que nous gravons. Ce sont les vagues tumultueuses de la mer qui s'apaisent en atteignant le rivage, ce sont des oiseaux qui voletent dans le ciel, avec leurs doux trilles. Notre imagination nous fait voyager à travers l'espace et le temps. Et le plus beau… c’est que nous donnons vie à ce qui, jusqu’ici, n’existait que dans notre imagination…
Quand on découvre l’écriture, on a d’abord du mal à reconnaître la sonorité de chaque symbole graphique, et même à reproduire immédiatement les dessins qu’on nous montre… On apprend en recopiant sans cesse ces petites clés secrètes qui nous sont offertes, pour enfin explorer ce nouveau monde qui s’ouvre à nous…
Le plaisir qu’on ressent quand on réussit enfin à écrire une phrase complète… et que cette phrase vient de nous… c’est indescriptible. On est fier de notre génie d’avoir réussi à coucher sur le papier une petite partie de nos pensées… un compliment à maman, une déclaration d’amour à papa… waouh, notre monde s’illumine…
Quand on progresse en écriture et qu’on arrive enfin à exprimer nos pensées grâce à ces symboles qui, au début, nous paraissaient si étranges… on commence à échanger des messages comme nos amis. Si une personne de notre entourage pique notre curiosité, on commence à lui envoyer des petits mots… généralement codés, pour que seul le destinataire comprenne le sens profond de nos messages…
L’écriture nous permet de créer un cercle d’amis, où l’on échange des idées par le biais de messages que l’on s’envoie… là encore, on utilise des codes très particuliers, pour que seuls les membres du groupe comprennent le sens des messages…
Quand le monde de la littérature nous est présenté… de la bonne manière, avec des textes qui nous touchent, et non ces livres ennuyeux qui ne nous apprennent rien… et que l’on apprend à décrypter les idées de l’auteur, on commence à voyager dans l’univers coloré que ce livre nous fait découvrir… et puis, sans plus attendre, on se met à créer notre propre univers, à écrire des poèmes, à raconter des histoires inspirées de celles que nos parents nous racontaient quand on était petits…
Oui… l’école nous ouvre un portail dont on n’aurait jamais imaginé l’existence. Un monde totalement nouveau s'offre à nous, où les limites de notre imagination sont sans fin… Parfois, face aux épreuves de la vie, nous oublions même le pouvoir de l'écriture, ce moyen de laisser libre cours à notre imagination. Mais lorsque nous relisons ces vieilles lettres écrites dans notre innocence, quand nous ignorions encore la réalité du monde… alors là, surprise ! Nous découvrons une facette de nous-mêmes que nous ne connaissions pas vraiment. Et la nostalgie nous arrache souvent une larme, car nous prenons conscience de la beauté de ce monde que nous avons connu… et nous nous demandons comment y retourner…
Tania Miranda - Brésil - 12/01/2026
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ES WÄRE SCHÖN, WENN WIR IM NIELAND LEBEN WÄREN
Ich bin derjenige, der dir folgen wird
Vom ersten Gekritzel bis zum ABC
In all den bunten Zeichnungen werde ich dabei sein
Das Haus, der Berg, zwei Wolken am Himmel
Und eine lächelnde Sonne auf dem Papier …
(Antonio Pecci Filho/ Lupicinio Morais Rodrigues)
Ich glaube, der magische Moment in unserem Leben … der Moment, in dem wir zum ersten Mal unsere Entwicklung auf dieser Ebene spüren … ist, wenn wir, noch klein, das Schulalter erreichen. Es ist unser Wendepunkt. Was bis dahin nur Fantasie in unserem Leben war, präsentiert sich plötzlich als eine neue Welt, die es zu entdecken gilt. Wir erhalten die Chance, neue Welten zu erkunden und mit offenen Augen zu reisen.
Am Anfang ist es nur ein Stapel leeres Papier … okay, es sind ein paar Linien darauf, aber nichts hindert uns daran, unserer Fantasie freien Lauf zu lassen und in neue Gefilde zu schweifen. Wir erschaffen zauberhafte Szenarien, die unsere reale Welt illustrieren. Für andere mag alles, was wir mit dem uns gegebenen Graphit festhalten, nur ein paar Kritzeleien sein, zumindest anfangs. Aber für uns ist es ein Kunstwerk, vergleichbar mit der Mona Lisa.
Wenn wir lernen, kleine Punkte und Linien auf das dicke Blatt Papier zu zeichnen, ist es für uns viel mehr, was wir da hineinritzen. Es sind die tosenden Wellen des Meeres, die sich beruhigen, wenn sie das Ufer erreichen, es sind Vögel, die mit ihrem wunderschönen Gesang durch den Himmel flattern. Unsere Fantasie lässt uns durch Raum und Zeit reisen. Und das Beste daran … wir erwecken zum Leben, was bisher nur in unseren Köpfen existierte …
Wenn wir die Welt der Buchstaben entdecken, fällt es uns anfangs schwer, nicht nur den Lautwert der einzelnen Zeichen zu erkennen, sondern auch die uns gezeigten Zeichnungen sofort nachzuzeichnen. Wir lernen, indem wir diese kleinen, uns angebotenen Schlüssel immer wieder abschreiben, um diese neue Welt zu erkunden.
Die Freude, die wir empfinden, wenn wir endlich einen ganzen Satz schreiben können … und dieser Satz von uns selbst stammt … ist unbeschreiblich. Wir sind stolz auf unser kleines Talent, einen Bruchteil unserer Gedanken aufs Papier gebracht zu haben … ein Kompliment an Mama, eine Liebeserklärung an Papa … wow, unsere Welt wird so viel schöner …
Wenn wir im Schreiben Fortschritte machen und unsere Gedanken durch diese Symbole ausdrücken können, die uns anfangs so fremd waren … beginnen wir, Nachrichten auszutauschen wie mit Freunden. Wenn jemand in unserem Umfeld unser Interesse weckt, schreiben wir ihm kleine Nachrichten – meist verschlüsselt, sodass nur der Empfänger versteht, was wir eigentlich sagen wollen.
Schreiben ermöglicht es uns, eine Gemeinschaft von Freunden zu bilden, in der wir Ideen austauschen. Auch hier verwenden wir spezielle Codes, damit nur die Mitglieder der Gruppe die Botschaften verstehen.
Wenn uns die Welt der Literatur auf die richtige Weise erschlossen wird – mit Texten, die uns berühren, nicht mit langweiligen Büchern, die uns nichts sagen – und wir lernen, die Ideen der Autoren zu entschlüsseln, begeben wir uns auf eine Reise durch das farbenfrohe Universum, das uns dieses Buch eröffnet. Und dann, ohne Umschweife, beginnen wir, unser eigenes Universum zu erschaffen, Gedichte zu schreiben und Geschichten nachzuerzählen, die wir von unseren Eltern aus unserer Kindheit kennen.
Ja, die Schule öffnet uns ein Tor, von dem wir nie zu träumen gewagt hätten. Uns eröffnet sich eine völlig neue Welt, in der unserer Fantasie keine Grenzen gesetzt sind … Manchmal vergessen wir aufgrund von Schicksalsschlägen sogar die Kraft des Schreibens, mit der wir unserer Fantasie freien Lauf lassen können. Doch wenn wir alte Briefe wiederentdecken, die wir in unserer Unschuld geschrieben haben, als wir die Welt noch nicht so kannten, wie sie wirklich ist … wow, wir entdecken eine Person, die wir bis dahin kaum kannten. Und die Nostalgie lässt uns oft eine Träne in die Augen steigen, wenn wir erkennen, wie schön die Welt war, die wir kannten … und wir fragen uns, wie wir dorthin zurückkehren können …
Tania Miranda – Brasilien – 12.01.2026

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