PRECONCEITOS E TRADIÇÕES


PRECONCEITOS E TRADIÇÕES

Quando falamos de tradições, que vão passando de geração em geração, queremos dizer que certas paredes vão se tornando tão sólidas que as pessoas muitas vezes tem dificuldades em conseguir atravessar as portas que porventura deem passagem para uma outra forma de observar a vida. E elas não são culpadas pela maneira que percebem o mundo. Simplesmente é a maneira que lhes foi ensinada de perceber a vida. Seu conceito de certo e errado...

Sim, desde que nascemos, e durante toda a nossa formação, recebemos uma carga de conceitos e pré conceitos ( que posteriormente se transformarão em preconceitos, ou seja, se tornarão algo sólido que guiará nossa conduta através da vida) que irão, aos poucos, moldando nossa visão do mundo...

São várias as ferramentas que desempenham esse papel em nossa caminhada por esse plano. E devagar, em doses homeopáticas, as ideias vão se cristalizando de tal forma em nossa psique que não conseguimos vislumbrar outra visão senão aquela que foi se formando em nossa mente...

Não podemos nos esquecer que somos produto de nosso meio. A nossa formação depende daquilo que veio de gerações anteriores e que foram se solidificando com o passar dos anos, das eras. Claro, podemos alegar que as ideias mudam, que a forma de perceber a Sociedade com o tempo vai se "modernizando"... bem, não há nada de "moderno" na forma que encaramos nosso dia a dia...

O que tentamos, em nossa luta sem quartel, é quebrar estereótipos que vão dividindo nosso núcleo social em guetos, onde determinado grupo tem mais validade que outro, pois é isso que nos é passado com o correr dos tempos. E as caixinhas onde vamos sendo colocadas, à espera de validação, são múltiplas. Muitas vezes, na classificação social, recebemos tantas etiquetas que acabamos sufocadas e perdidas, sem saber exatamente qual caminho tomar... 

Mas não é somente quem é taxada que se sente presa em um labirinto. Porque, no final, todos recebem etiquetas, concordando ou não. E dificilmente você acaba com apenas uma classificação. O que é perfeitamente normal. Afinal de contas, nossa personalidade é múltipla. E múltiplas são as classificações que podem nos identificar perante nossos pares, mesmo que não concordemos com essas...

Sim, por vezes nos sentimos totalmente sem rumo, perante novos horizontes que se abrem a nossa frente. Porque a visão que se nos apresenta não condiz com aquilo que nos ensinaram como líquido e certo. Não é, de forma alguma, algo que tenha a ver com nossa formação social e familiar. Pois, de repente, descobrimos que, por mais que pensássemos ter uma mente aberta, nos é apresentado um mundo onde entre o preto e o branco há uma paleta imensa de tons acinzentados...  

E é quando nos sentimos sem norte. Porque a vida flui, independentemente de a validarmos ou não. Porque, em realidade, ela não precisa desta validação. Nós precisamos. Porque quando nossas verdades são apagadas, por um motivo ou por outro, simplesmente perdemos a bússola que nos guiava pelas veredas da vida. E isso, para nós, é algo inconcebível...

O que não conseguimos entender, não em sua plenitude, é que há múltiplas escolhas à nossa frente. Embora não percebamos, não é uma questão de escolher isto ou aquilo... a vida é um pouco mais complicada do que isto. E, dependendo do caminho por nós escolhido, haverá consequências. Bem, as consequências sempre aparecem, não importa por qual trilha seguimos em nossa jornada... 

O que estou tentando dizer? A tradição é importante, sim, em nossa formação inicial. Assim como os conceitos e pré conceitos (não confundir com preconceitos, por favor. Não é a mesma coisa). Porque é através destes conceitos iniciais que ganhamos estrutura para agregar conhecimentos durante nossa trajetória por esse plano. O problema só aparece quando nos prendemos tanto à ideia de que a Sociedade é estática e sua formação deve seguir um modelo pré determinado por alguém. Sem percebermos que, dependendo da região onde essa Sociedade está inserida, as normas se modificam de tal forma que um indivíduo que não pertença àquele grupo ficará sem saber como agir quando cai de para quedas nesse meio...

Devemos manter a mente aberta. Pois, como já dizia Shakespeare, "há mais coisas entre o Céu e a Terra que possa sonhar nossa vã filosofia". O que isso quer dizer? Simples... nada nessa vida é líquido e certo. Aquilo que para mim é verdade absoluta, para outra pessoa não significa absolutamente nada. Então, para que possamos viver em paz em um grupo social a primeira regra é "respeitar seu semelhante como gostaria de ser respeitado"... o problema é que nem sempre entendemos o que realmente significa a palavra "respeitar"...

Tania Miranda   -   Brasil   -   04/09/2026

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PREJUDICES AND TRADITIONS

When we speak of traditions passed down from generation to generation, we imply that certain walls become so solid that people often struggle to pass through the doorways that might lead to a different way of viewing life. And they are not to blame for how they perceive the world; it is simply the way they were taught to see life—their concept of right and wrong...

Yes, from the moment we are born and throughout our upbringing, we absorb a host of concepts and preconceptions—ideas that eventually harden into prejudices, becoming fixed guides for our conduct—which gradually shape our worldview...

Various tools play this role as we journey through this plane of existence. Slowly, in minute doses, these ideas crystallize within our psyche until we can no longer envision any perspective other than the one formed in our minds...

We must not forget that we are products of our environment. Our development is shaped by what has come down from previous generations—ideas that have solidified over the years and eras. Of course, one might argue that ideas change, that our perception of society "modernizes" over time... yet, there is nothing truly "modern" about the way we approach our daily lives...

In our relentless struggle, we attempt to shatter the stereotypes that fragment our social fabric into ghettos—where one group is deemed more valid than another—because that is the narrative handed down to us over time. We are assigned to countless little boxes, waiting for validation. Often, within this social classification, we are saddled with so many labels that we end up feeling suffocated and lost, unsure of which path to take...

Yet, it is not only those who are labeled who feel trapped in a labyrinth. For in the end, everyone receives labels—whether they agree with them or not. And you rarely end up with just a single label. Which is perfectly normal. After all, our personalities are multifaceted. And there are many labels that can define us in the eyes of our peers—even if we don't agree with them...

Yes, at times we feel completely adrift when faced with new horizons opening up before us. Because the view presented to us doesn't align with what we were taught was absolute truth. It has nothing to do with our social or family upbringing. For suddenly, we discover that—no matter how open-minded we thought we were—we are presented with a world where, between black and white, there lies an immense palette of gray tones...

And that is when we lose our bearings. Because life flows on, whether we validate it or not. Because, in reality, it doesn't need that validation. *We* do. Because when our truths are erased—for one reason or another—we simply lose the compass that guided us along life's paths. And to us, that is inconceivable...

What we fail to grasp—at least fully—is that there are multiple choices before us. Though we may not realize it, it isn't a matter of choosing this or that... life is a bit more complex than that. And depending on the path we choose, there will be consequences. Well, consequences always arise, no matter which trail we follow on our journey...

What am I trying to say? Tradition is indeed important in our early development. So are concepts and preconceptions (not to be confused with *prejudice*—please, they aren't the same thing). Because it is through these initial concepts that we gain the structure to accumulate knowledge throughout our journey on this plane. The problem only arises when we cling too tightly to the idea that society is static and that its structure must follow a model predetermined by someone else. We often fail to realize that, depending on the region where a society is situated, norms shift so drastically that an outsider—someone suddenly dropped into that environment—wouldn't know how to act...

We must keep an open mind. For, as Shakespeare said, "There are more things in heaven and earth than are dreamt of in our philosophy." What does this mean? It’s simple: nothing in life is set in stone. What is absolute truth to me might mean absolutely nothing to someone else. So, to live in peace within a social group, the first rule is to "respect your fellow human being as you would like to be respected"... the trouble is, we don't always grasp what the word "respect" truly means...

Tania Miranda   -   Brazil   -   September 4, 2026

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PREJUICIOS Y TRADICIONES

Cuando hablamos de tradiciones transmitidas de generación en generación, nos referimos a que ciertas barreras se vuelven tan sólidas que a menudo resulta difícil traspasar el umbral hacia otra perspectiva de la vida. Y no tienen la culpa de cómo perciben el mundo. Es simplemente la forma en que les enseñaron a percibir la vida. Su concepto de lo correcto y lo incorrecto...

Sí, desde el nacimiento, y a lo largo de nuestro desarrollo, recibimos una carga de conceptos y preconceptos (que luego se transformarán en prejuicios, es decir, se convertirán en algo sólido que guiará nuestra conducta a lo largo de la vida) que gradualmente moldearán nuestra visión del mundo...

Existen diversas herramientas que desempeñan este papel en nuestro recorrido por este plano. Y lentamente, en dosis homeopáticas, las ideas se cristalizan en nuestra psique de tal manera que no podemos imaginar otra visión que la que se ha formado en nuestra mente...

No podemos olvidar que somos producto de nuestro entorno. Nuestra formación depende de lo que ha llegado de generaciones anteriores y se ha solidificado a lo largo de los años, a lo largo de las épocas. Claro, podríamos argumentar que las ideas cambian, que nuestra percepción de la sociedad se "moderniza" con el tiempo... pero no hay nada "moderno" en nuestra forma de vivir el día a día.

En nuestra lucha constante, intentamos romper los estereotipos que dividen nuestro núcleo social en guetos, donde un grupo tiene más validez que otro, porque así nos lo han transmitido. Y las categorías en las que nos encasillan, esperando validación, son múltiples. A menudo, en la clasificación social, recibimos tantas etiquetas que terminamos asfixiados y perdidos, sin saber qué camino tomar.

Pero no solo quienes son etiquetados se sienten atrapados en un laberinto. Porque, al final, todos recibimos etiquetas, estemos de acuerdo o no. Y rara vez nos quedamos con una sola clasificación. Lo cual es perfectamente normal. Después de todo, nuestra personalidad es multifacética. Y existen múltiples clasificaciones que pueden identificarnos entre nuestros pares, incluso si no estamos de acuerdo con ellas...

Sí, a veces nos sentimos completamente perdidos, ante nuevos horizontes que se abren ante nosotros. Porque la visión que se nos presenta no coincide con lo que nos enseñaron como algo cierto y sencillo. No tiene, en absoluto, que ver con nuestra educación social y familiar. Porque, de repente, descubrimos que, por muy abiertos de mente que hayamos sido, nos encontramos ante un mundo donde, entre el blanco y el negro, existe una inmensa paleta de tonos grises...

Y es entonces cuando nos sentimos perdidos. Porque la vida fluye, independientemente de si la validamos o no. Porque, en realidad, no necesita esta validación. La necesitamos nosotros. Porque cuando nuestras verdades se borran, por una razón u otra, simplemente perdemos la brújula que nos guiaba por los caminos de la vida. Y eso, para nosotros, es inconcebible...

Lo que no podemos comprender del todo es que existen múltiples opciones ante nosotros. Aunque no nos demos cuenta, no se trata de elegir una u otra opción... la vida es un poco más compleja. Y, dependiendo del camino que elijamos, habrá consecuencias. Bueno, las consecuencias siempre aparecen, sin importar qué camino sigamos en nuestro viaje...

¿Qué quiero decir con esto? La tradición es importante, sí, en nuestra formación inicial. Al igual que los conceptos y las ideas preconcebidas (que no deben confundirse con los prejuicios, por favor. No son lo mismo). Porque es a través de estos conceptos iniciales que adquirimos la estructura necesaria para acumular conocimiento durante nuestro viaje por este plano. El problema surge cuando nos aferramos con tanta fuerza a la idea de que la Sociedad es estática y que su formación debe seguir un modelo predeterminado por alguien. Sin darnos cuenta de que, dependiendo de la región donde se encuentre esa Sociedad, las normas cambian de tal manera que un individuo ajeno a ese grupo no sabrá cómo actuar al llegar a ese entorno...

Debemos mantener la mente abierta. Porque, como dijo Shakespeare, «hay más cosas en el cielo y en la tierra de las que sueña tu filosofía». ¿Qué significa eso? En pocas palabras... nada en esta vida es seguro. Lo que para mí es verdad absoluta, para otra persona no significa absolutamente nada. Por lo tanto, para que podamos vivir en paz dentro de un grupo social, la primera regla es "respeta a tu prójimo como te gustaría ser respetado"... el problema es que no siempre entendemos lo que realmente significa la palabra "respeto"...

Tania Miranda - Brasil - 04/09/2026

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