ATÉ QUE PONTO SOMOS REALMENTE INDEPENDENTES?


ATÉ QUE PONTO SOMOS REALMENTE INDEPENDENTES? 

Já parou para pensar que, nesta vida, ninguém é realmente independente? Estamos sempre necessitando da ajuda de alguém. Se ninguém nos estender a mão e nos guiar através da escuridão que se avizinha a todo instante à nossa frente, ficamos perdidas, sem rumo, sem saber exatamente para onde ir...

Sim, eu sei que, teoricamente, somos responsáveis pelo nosso destino, pelo caminho que vamos seguir. E, seguindo essa lógica, escolhemos o destino desejado. Mas já reparou que, se não tivermos um suporte que nos mantenha firmes, com os pés firmemente no solo, não só não conseguiremos avançar rumo ao nosso sonho como acabamos por regredir no tempo? Bem, "regredir no tempo" é apenas uma forma de expressão...

Tudo, absolutamente tudo aquilo que realizamos nesse plano só é possível graças ao auxilio daqueles que gravitam ao nosso redor. Sozinhos, nada somos. A solidão só é linda e desejável quando realmente não existe. Na vida real, nada é pior que estarmos isolados do mundo, sem ter com quem trocar experiências... conversar...

Sim, eu sei que há pessoas que dizem amar ficar sós. Mas essa solidão é controlada. Pois no momento em que realmente nos encontramos isoladas do mundo a sensação de abandono toma conta de nosso ser, nos deixando perdidas no infinito, tentando desesperadamente encontrar algo onde possamos nos agarrar... pois nos sentimos desamparadas por nossos iguais, mesmo que tal não ocorra de fato...

Nem sempre recebemos a atenção que desejamos. Eu não disse "merecemos", disse "desejamos". Há uma diferença em tal acepção. Todos merecem ser notados em seu dia a dia, não há como discordar disso. Porém, também não há como doarmos nosso tempo a todos aqueles que estão à nossa volta. Então, acabamos por escolher que receberá ou não nossa atenção em determinado período. Isso não significa que consideramos alguém mais ou menos importante que o outro. Significa que, naquele momento, por motivos vários, precisamos dedicar momentos de nossa vida a essa pessoa e não à outra. Dali a algum tempo será a outra que receberá uma fração de nossa vida. Ou seja, estamos sempre administrando nossa existência...

Porém... bem, o ser humano é complexo. E algumas vezes não compreende... não deseja compreender... que o mundo não gira em torno de si. Ele não é, de forma alguma, o Centro do Universo. Mas, por motivos vários, acredita que merece receber uma atenção maior que aquela que lhe foi destinada. E se magoa porque as pessoas à sua volta não lhe dão a atenção que julga merecer...

E o que tem isso a ver com "não sermos independentes"? Tudo... e nada. Tudo, porque essa é a extrapolação de um sentimento que não deveria existir... o medo de estar sozinho no meio da multidão. É quando a pessoa não consegue dar um passo sem ter alguém que a conduza pelas sendas da vida. E nem sempre há alguém que se disponha a assumir o papel de condutora da vida alheia...

Não tem nada a ver no momento em que compreendemos que cada pessoa é senhora de seu destino. E, embora necessite do auxilio daqueles que gravitam ao seu redor, aceita a ajuda de seus pares. Mas tendo consciência de que tal ajuda tem um limite, que jamais deve ser ultrapassado. Pois assim como você necessita de alguém que guie seus passos, esse alguém também precisa de uma luz em seu caminho. E essa luz nem sempre é você...

Ser independente é nosso objetivo, é claro. Mas estamos sempre à procura de nossa turma, onde podemos expor nossos sonhos. Quando digo "nossa turma" não estou me referindo a pessoas que tenham o mesmo objetivo que nós. Pode acontecer. Mas em realidade, "nossa turma" significa aquelas pessoas com as quais, mesmo não tendo motivos, você se identifica. São pessoas que parecem ter vivido ao seu lado desde que você se entende por "gente". E te fazem sentir confortável. São elas, que muitas vezes não tem nada em comum com seus anseios, que te ajudam a avançar pelas estradas que se abrem à sua frente. São essas almas que te permitem caminhar com seus próprios pés, pois entendem sua essência. E assim você vive o paradoxo de ser independente sem realmente o ser. Mas essa é a vida que temos, não é mesmo? Incongruências fazem parte de nosso destino...

Tania Miranda  -   Brasil  -  16/09/2026

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To what extent are we truly independent?

Have you ever stopped to think that, in this life, no one is truly independent? We are always in need of someone’s help. If no one extends a hand to guide us through the darkness that constantly looms ahead, we become lost and aimless, unsure of exactly where to go...

Yes, I know that, theoretically, we are responsible for our own destiny and the path we choose to follow. And, by that logic, we select our desired destination. But have you noticed that without a support system to keep us steady—with our feet firmly planted on the ground—we not only fail to advance toward our dreams but actually end up regressing? Well, "regressing in time" is just a figure of speech...

Everything—absolutely everything—we achieve on this plane is made possible only through the help of those who orbit our lives. On our own, we are nothing. Solitude is beautiful and desirable only when it doesn't truly exist. In real life, nothing is worse than being isolated from the world, with no one to share experiences or simply talk with...

Yes, I know there are people who claim to love being alone. But that kind of solitude is controlled. Because the moment we find ourselves truly isolated from the world, a sense of abandonment takes hold, leaving us lost in the void, desperately trying to find something to cling to... feeling forsaken by our fellow human beings, even if that isn't actually the case...

We don't always receive the attention we desire. I didn't say "deserve"; I said "desire." There is a distinction there. Everyone deserves to be noticed in their daily lives—there is no arguing with that. However, it is impossible to devote our time to everyone around us. So, we end up choosing who receives our attention—or doesn't—at any given time. That doesn't mean we consider one person more or less important than another. It means that, at a given moment, for various reasons, we need to dedicate parts of our lives to one person rather than another. Later on, it will be someone else who receives a share of our time. In short, we are constantly managing our own existence...

However... well, human beings are complex. And sometimes, they fail to understand—or refuse to understand—that the world does not revolve around them. They are by no means the center of the universe. Yet, for various reasons, they believe they deserve more attention than they are actually receiving. And they feel hurt when the people around them don't give them the attention they think they merit...

And what does this have to do with "not being independent"? Everything... and nothing. Everything, because it is the manifestation of a feeling that shouldn't exist: the fear of being alone in a crowd. It is that state where a person cannot take a single step without someone to guide them along life's paths. And there isn't always someone willing to take on the role of guiding another person's life...

It has nothing to do with it, however, the moment we realize that each person is the master of their own destiny. While we may need the help of those orbiting us, we accept assistance from our peers—all the while remaining aware that such help has limits that must never be crossed. For just as you need someone to guide your steps, that person also needs a light on their own path. And that light isn't always you...

Being independent is our goal, of course. Yet, we are always searching for "our tribe"—that group where we can share our dreams. When I say "our tribe," I don't necessarily mean people who share the same goals as us. That can happen, of course. But in reality, "our tribe" refers to those people with whom—for no apparent reason—you simply identify. They are people who seem to have been by your side for as long as you can remember, making you feel truly at ease. It is they—who often share nothing in common with your own aspirations—who help you move forward along the roads opening up before you. These are the souls that allow you to walk on your own two feet, for they understand your essence. And so, you live the paradox of being independent without truly being so. But such is the life we ​​have, isn't it? Incongruities are part of our destiny...

Tania Miranda - Brazil - September 16, 2026

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 ¿Hasta qué punto somos realmente independientes?

¿Te has parado a pensar que, en esta vida, nadie es verdaderamente independiente? Siempre necesitamos la ayuda de alguien. Si nadie nos tiende la mano y nos guía a través de la oscuridad que se cierne sobre nosotros a cada instante, estamos perdidos, sin rumbo, sin saber exactamente adónde ir...

Sí, sé que, teóricamente, somos responsables de nuestro destino, del camino que seguiremos. Y, siguiendo esta lógica, elegimos nuestro destino deseado. Pero ¿te has dado cuenta de que, si no tenemos apoyo que nos mantenga con los pies en la tierra, no solo no podremos avanzar hacia nuestro sueño, sino que terminaremos retrocediendo en el tiempo? Bueno, "retroceder en el tiempo" es solo una forma de hablar...

Todo, absolutamente todo lo que logramos en este plano, solo es posible gracias a la ayuda de quienes nos rodean. Solos, no somos nada. La soledad solo es hermosa y deseable cuando realmente no existe. En la vida real, no hay nada peor que estar aislado del mundo, sin nadie con quien compartir experiencias... con quien hablar...

Sí, sé que hay quienes dicen que les encanta estar solos. Pero esta soledad es controlada. Porque en el momento en que nos encontramos verdaderamente aislados del mundo, la sensación de abandono se apodera de nosotros, dejándonos perdidos en la infinidad, buscando desesperadamente algo a lo que aferrarnos... porque nos sentimos indefensos entre nuestros semejantes, aunque eso no suceda realmente...

No siempre recibimos la atención que deseamos. No dije "merecer", dije "desear". Hay una diferencia en ese significado. Todos merecen ser notados en su vida diaria, eso es indiscutible. Sin embargo, tampoco podemos dedicar nuestro tiempo a todos los que nos rodean. Así que terminamos eligiendo a quién le dedicamos nuestra atención en un momento dado. Esto no significa que consideremos a alguien más o menos importante que a otro. Significa que, en ese momento, por diversas razones, necesitamos dedicar momentos de nuestra vida a esa persona y no a otra. Con el tiempo, será otra persona quien reciba una fracción de nuestras vidas. En otras palabras, siempre estamos gestionando nuestra existencia...

Sin embargo... bueno, los seres humanos son complejos. Y a veces no entienden... no quieren entender... que el mundo no gira a su alrededor. No son, de ninguna manera, el centro del universo. Pero, por diversas razones, creen merecer más atención de la que han recibido. Y se sienten heridos porque quienes los rodean no les prestan la atención que creen merecer...

¿Y qué tiene que ver esto con "no ser independiente"? Todo... y nada. Todo, porque es la extrapolación de un sentimiento que no debería existir... el miedo a estar solo en medio de la multitud. Es cuando una persona no puede dar un paso sin que alguien la guíe por el camino de la vida. Y no siempre hay alguien dispuesto a asumir el papel de guía de la vida de otra persona...

No tiene nada que ver con el momento en que comprendemos que cada persona es dueña de su propio destino. Y aunque necesitas la ayuda de quienes te rodean, aceptas la de tus compañeros. Pero eres consciente de que esa ayuda tiene un límite, que nunca debes sobrepasar. Porque así como tú necesitas a alguien que te guíe, esa persona también necesita una luz en su camino. Y esa luz no siempre eres tú...

Ser independientes es nuestra meta, por supuesto. Pero siempre buscamos nuestro grupo, donde podamos expresar nuestros sueños. Cuando digo "nuestro grupo", no me refiero a personas que comparten nuestra misma meta. Puede suceder. Pero en realidad, "nuestro grupo" significa aquellas personas con las que, incluso sin razón aparente, te identificas. Son personas que parecen haber estado a tu lado desde que eras "un niño". Y te hacen sentir cómodo. Son quienes a menudo no tienen nada en común con tus deseos, quienes te ayudan a avanzar por los caminos que se abren ante ti. Son las almas que te permiten caminar por tu cuenta, porque comprenden tu esencia. Y así vives la paradoja de ser independiente sin serlo realmente. Pero así es la vida, ¿no? Las incongruencias son parte de nuestro destino...

Tania Miranda - Brasil - 16/09/2026

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