INFLEXIBILIDADE
INFLEXIBILIDADE
Vivemos em um mundo onde somos controladas pelas regras. Tudo, absolutamente tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, tem que seguir determinados parâmetros. É como se, ao descontinuarmos alguma determinação feita por alguém, destruíssemos todo um trabalho anterior à nossa chegada. Mas isso nem sempre corresponde à verdade...
Sou uma escritora de redes sociais. Não tenho nenhum retorno financeiro de minhas postagens. Ainda assim, todos os dias acordo religiosamente às três e meia da manhã, passo o café da família, tomo meu chá matinal, recolho o lixo, coloco a roupa para lavar e depois de cumprir as tarefas básicas de toda manhã sento-me em frente ao meu desktop para dar vazão à minha alma...
Como disse, nada recebo pelo meu trabalho. Como a maioria dos escritores de Facebook e assemelhados. Tudo o que recebo é, vez ou outra, a manifestação de um ou outro seguidor. Na maioria das vezes, nem isso. Escrevo porque está em minha alma. Para você ter uma ideia, já publiquei alguns livros. E o retorno foi zero. Tenho seguidores no cyberespaço? Sim, com certeza. Mas seguidores não compram livros...
Publico diariamente em dois periódicos virtuais. Digo, diariamente é um pouco de exagero. A publicação é feita quando os editores resolvem que meu texto merece tal privilégio. Como as publicações nas redes sociais, também não há retorno financeiro. É apenas o prazer de ver seu nome em uma publicação, mesmo. E ainda devemos nos dar por felizes quando tal acontece, visto que a maioria dos veículos de comunicação cobram, e caro, para que você consiga publicar um texto seu...
Ah, sim... não estou me queixando dessa situação. Simplesmente estou contando como é a realidade de minha vida como escritora. A bem da verdade, nem sei se posso ostentar esse título. Mas soa tão gostoso...
Bem, como estava dizendo, não estou me queixando por tal situação. Afinal, pelo menos eu consigo expor meus pensamentos para um publico maior do que eu mesma. Pois nem mesmo minha família lê o que escrevo. Quando tento mostrar algo que criei, a frase mais elogiosa é "isso é pura perda de tempo"...
Não vou dizer que essa é a realidade da maioria dos escritores. É a minha realidade. Tem pessoas que gostam do que escrevo? Aparentemente, sim. Mas algo não condiz com essa percepção. Porque são anos de estrada. Não comecei a escrever... e publicar... ontem. Enfim...
De qualquer forma, o tema desse desabafo é..."regras". Já participei de vários grupos e deixei de participar de muitos deles exatamente por isso. Regras inflexíveis, que não levam em conta o carinho que nós, que alimentamos essa rede diariamente sem nada esperar de retorno, dedicamos ao grupo e aos seus componentes. Algumas direções não percebem que, ao não relevarem alguma falha de seus participantes quanto ao cumprimento de determinada diretriz, acabam por frustrar justamente quem mantém vivo o seu grupo. Pois um grupo, por mais coeso que seja, ao não relevar algumas falhas de seus participantes, acabam por passar uma mensagem muito clara para estes... "você é dispensável... ou segue minhas regras ou está fora". Regras são importantes para manter a unidade. Mas, em caso de quebra... o escritor é um ser humano, sujeito as falhas... o ideal seria uma advertência àquele que quebrou a unidade. Não excluir sua postagem de imediato. Mas, enfim...
Tania Miranda - Brasil - 14/09/2026
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INFLEXIBILITY
We live in a world where we are controlled by rules. Everything—absolutely everything—we do or fail to do must follow certain parameters. It is as if, by deviating from a directive laid down by someone else, we were to destroy all the work done before we arrived. But that isn't always the case...
I am a social media writer. I receive no financial return from my posts. Yet, every day I wake up religiously at 3:30 AM, brew the family coffee, have my morning tea, take out the trash, start a load of laundry, and—after finishing those basic morning chores—sit down at my desktop to let my soul pour out...
As I said, I earn nothing for my work. Like most writers on Facebook and similar platforms. All I get, now and then, is a reaction from a follower or two. Most of the time, not even that. I write because it is in my soul. To give you an idea, I have published a few books. And the return was zero. Do I have followers in cyberspace? Yes, certainly. But followers don't buy books...
I publish daily in two online publications. Well, "daily" is a bit of an exaggeration. Publication happens when the editors decide my text deserves that privilege. Like with social media posts, there is no financial return. It is simply the pleasure of seeing your name in print. And we should count ourselves lucky when it happens, given that most media outlets charge—and charge dearly—for you to publish your work...
Oh, right... I’m not complaining about this situation. I’m simply describing the reality of my life as a writer. Truth be told, I don't even know if I can claim that title. But it sounds so good...
Anyway, as I was saying, I’m not complaining about the situation. After all, at least I get to share my thoughts with an audience larger than just myself. After all, not even my family reads what I write. When I try to show them something I’ve created, the most complimentary thing they say is, "That’s a complete waste of time"...
I won’t claim this is the reality for most writers. It is *my* reality. Are there people who like what I write? Apparently, yes. But something doesn't quite add up. Because I’ve been at this for years. I didn’t start writing—and publishing—yesterday. Anyway...
In any case, the subject of this rant is... "rules." I’ve been part of various groups and have left many of them for this very reason. Inflexible rules that fail to acknowledge the care and dedication that we—who fuel this network daily without expecting anything in return—pour into the group and its members. Some administrators don't realize that by refusing to overlook a participant's slip-up regarding a specific guideline, they end up frustrating the very people who keep their group alive. Because a group—no matter how cohesive—that refuses to show leniency for a member's mistakes sends a very clear message: "You are expendable... either follow my rules or you're out." Rules are important for maintaining unity. But when a rule is broken—and writers are human beings prone to mistakes—the ideal approach would be to issue a warning to the person who disrupted that unity, rather than immediately deleting their post. But, well...
Tania Miranda - Brazil - September 14, 2026
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INFLEXIBILIDAD
Vivimos en un mundo donde nos rigen las reglas. Todo, absolutamente todo lo que hacemos o dejamos de hacer, debe ajustarse a ciertos parámetros. Es como si, al interrumpir una decisión tomada por otra persona, destruyéramos todo el trabajo realizado antes de nuestra llegada. Pero esto no siempre es cierto...
Soy escritora de redes sociales. No recibo ninguna compensación económica por mis publicaciones. Aun así, cada día me levanto religiosamente a las 3:30 de la mañana, preparo café para la familia, tomo mi té matutino, saco la basura, pongo la lavadora y, después de completar las tareas básicas de cada mañana, me siento frente a mi ordenador para dar rienda suelta a mi espíritu...
Como dije, no recibo nada por mi trabajo. Como la mayoría de los escritores de Facebook y plataformas similares. Lo único que recibo es, ocasionalmente, la respuesta de uno o dos seguidores. La mayoría de las veces, ni siquiera eso. Escribo porque lo llevo en el alma. Para que se hagan una idea, he publicado algunos libros. Y la recompensa fue nula. ¿Tengo seguidores en el ciberespacio? Sí, sin duda. Pero los seguidores no compran libros...
Publico a diario en dos revistas digitales. Decir "a diario" es una pequeña exageración. La publicación se produce cuando los editores deciden que mi texto merece tal privilegio. Al igual que con las publicaciones en redes sociales, no hay ninguna recompensa económica. Es simplemente el placer de ver tu nombre en una publicación. Y aun así, deberíamos considerarnos afortunados cuando eso sucede, ya que la mayoría de los medios cobran, y bastante caro, por publicar tu trabajo...
Ah, sí... No me quejo de esta situación. Simplemente describo la realidad de mi vida como escritor. Para ser sincero, ni siquiera sé si puedo ostentar ese título. Pero suena tan bien...
Bueno, como decía, no me quejo de esta situación. Al fin y al cabo, al menos puedo expresar mis pensamientos a un público más amplio que yo. Porque ni siquiera mi familia lee lo que escribo. Cuando intento mostrar algo que he creado, el comentario más halagador que recibo es: "Es una completa pérdida de tiempo"...
No diré que esa sea la realidad de la mayoría de los escritores. Es mi realidad. ¿Hay gente a la que le gusta lo que escribo? Aparentemente, sí. Pero algo no encaja con esa percepción. Porque son años de experiencia. No empecé a escribir... y a publicar... ayer. En fin...
En cualquier caso, el tema de esta queja es... las "reglas". He participado en varios grupos y he dejado de participar en muchos de ellos precisamente por esto. Reglas inflexibles que no tienen en cuenta el cariño que nosotros, que alimentamos esta red a diario sin esperar nada a cambio, dedicamos al grupo y a sus miembros. Algunos líderes no se dan cuenta de que, al no pasar por alto algún fallo de sus participantes en cuanto al cumplimiento de ciertas normas, acaban frustrando precisamente a quienes mantienen vivo el grupo. Porque un grupo, por muy cohesionado que sea, al no pasar por alto los defectos de algunos de sus miembros, termina enviándoles un mensaje muy claro: «Eres prescindible... o sigues mis reglas o te vas». Las reglas son importantes para mantener la unidad. Pero, en caso de incumplimiento... quien escribe es un ser humano, con sus defectos... lo ideal sería advertir a quien rompió la unidad, no borrar su publicación inmediatamente. En fin...
Tania Miranda - Brasil - 14/09/2026

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