PARA "EXISTIR" NÃO BASTA "ESTAR VIVA"
PARA "EXISTIR" NÃO BASTA "ESTAR VIVA"
Não basta ser quem somos de fato. É necessário sermos validadas por aqueles que gravitam ao nosso redor. Caso contrário, não existimos socialmente. Traduzindo de uma forma mais palatável... para que sejamos reconhecidas, é necessário que tal reconhecimento venha daqueles que nos cercam. Pois só a partir desse momento existimos de fato. Até então, somos apenas uma imagem perdida no infinito que é este nosso mundo...
E precisamos de várias validações. Quando nascemos, é registrada uma Certidão de Nascimento. Ao chegarmos a certa idade, ainda na infância, somos matriculadas na Escola, onde receberemos as primeiras noções de cidadania. Ao nos integrarmos aos vários grupos que surgirão em nosso caminho, receberemos marcações que permitirão aos outros nos identificarem. Providenciaremos nosso R.G., CPF, Carta de Motorista, se for homem, Certificado de Reservista do Exército, se for mulher e assim o desejar, pode pedir esse documento, também. Em todas as fases da vida, seremos etiquetadas e identificadas, para que possamos desfrutar o sagrado direito de existir...
Mas mesmo assim ainda corremos o risco de cair no ostracismo. Como já disse alguém certa vez... "quem não mostra a cara, simplesmente não existe". Claro que para um grupo reduzido de pessoas você estará sempre em voga. Mas seu micro universo não consegue expor a sua imagem para o macro cosmo. Você precisa se mostrar, se engajar em lutas que, muitas vezes, não deseja participar...
Bem, esta é a vida social. Você tem dois caminhos a seguir... o anonimato compulsório, onde pelo simples fato de cuidar apenas de sua vida e da dos seus você simplesmente desaparece da vida social que exige sua presença para validar sua existência ou então se atira de cabeça para o mundo que exige que você se mostre para confirmar que você existe, de fato...
O problema é que a vida é feita de escolhas. Não é possível pertencer a duas esferas sociais ao mesmo tempo. Nem mesmo compartilhando. Porque um dia tem vinte e quatro horas. Você precisa de, no mínimo, seis horas para descansar. Te sobram dezoito. É um tempo reduzido para que dê atenção à família, seja produtiva em algum trabalho que te garanta uma renda para se manter e ainda tenha uma vida social. Algumas pessoas conseguem, é verdade. Mas...
Vivemos atrás de resultados. Que validem nossa posição. Que nos permitam demonstrar sucesso em alguma de nossas empreitadas. Que tanto podem ser familiares, sociais ou profissionais. Porque temos que estar sempre atentas para que não sejamos "apagadas" ainda em vida. Exagero? Nem tanto...
A palavra "sucesso" é engraçada. Nem sempre ela significa que você conseguiu alcançar algum objetivo. Bem, se seu objetivo seja ser lembrado por aqueles que compõe o universo onde você se encontra inserido, o fracasso em algum de seus intentos é, de certa forma, sua expressão de sucesso. Pois você será mencionada várias vezes, será inclusive marcada como referência... de algo que deve ser evitado...
Mas o que importa é que te consideram viva socialmente, não é mesmo? Então, até mesmo uma propaganda negativa tem o seu valor. E ninguém pode afirmar que em uma próxima tentativa você não conseguirá alcançar seu intento. Quedas fazem parte de nosso crescimento...
Como deu para perceber, "existir" é um termo complexo. Vai muito além de você dormir, acordar, criar sua família, contribuir para o crescimento social da coletividade. Você precisa ser notada. Se não conseguir tal proeza, não importa o que faça... você simplesmente não existe socialmente...
Tania Miranda - Brasil - 25/08/2026
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TO "EXIST," IT IS NOT ENOUGH TO BE "ALIVE"
It is not enough to simply be who we truly are. We need to be validated by those who gravitate around us; otherwise, we do not exist socially. To put it more palatably: for us to be recognized, that recognition must come from those around us. Only then do we truly exist. Until that moment, we are merely an image lost in the vast infinity of our world...
And we require various forms of validation. At birth, a birth certificate is issued. Upon reaching a certain age—still in childhood—we are enrolled in school, where we gain our first understanding of citizenship. As we join the various groups that cross our path, we acquire markers that allow others to identify us. We obtain our national ID cards, tax IDs, and driver's licenses; men get their military service certificates, and women—if they so desire—can obtain that document as well. Throughout every stage of life, we are labeled and identified so that we may enjoy the sacred right to exist...
Yet, we still run the risk of falling into obscurity. As someone once said, "If you don't show your face, you simply don't exist." Of course, you will always remain relevant to a small circle of people. But your micro-universe cannot project your image into the macro-cosmos. You must put yourself out there and engage in struggles you often have no desire to join...
Well, such is social life. You have two paths to follow: compulsory anonymity—where, by simply minding your own business and caring for your loved ones, you vanish from the social sphere that demands your presence to validate your existence—or diving headfirst into a world that requires you to show yourself to confirm that you truly exist...
The trouble is, life is made of choices. You cannot belong to two social spheres at once—not even by sharing your time between them. Because a day has twenty-four hours. You need at least six hours to rest. That leaves you with eighteen. It is a limited amount of time to devote to your family, be productive in a job that provides an income to support yourself, and still maintain a social life. Some people manage it, true. But...
We live in pursuit of results. Results that validate our position. That allow us to demonstrate success in our various endeavors—whether familial, social, or professional. Because we must always be vigilant so as not to be "erased" while we are still alive. An exaggeration? Not really...
The word "success" is funny. It doesn't always mean you’ve achieved a specific goal. Well, if your goal is to be remembered by those in your social sphere, then failing in one of your attempts becomes, in a way, an expression of success. After all, you will be mentioned repeatedly; you might even be cited as a reference point... for something to be avoided...
But what matters is that you are considered socially alive, right? So, even negative publicity has its value. And no one can say for sure that you won't succeed in your next attempt. Stumbles are part of our growth...
As you can see, "existing" is a complex term. It goes far beyond sleeping, waking up, raising a family, and contributing to the collective social good. You need to be noticed. If you fail to achieve that feat, no matter what you do... you simply do not exist socially...
Tania Miranda - Brazil - August 25, 2026
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"EXISTIR" NO ES SUFICIENTE PARA "ESTAR VIVO"
No basta con ser quienes realmente somos. Necesitamos la validación de quienes nos rodean. De lo contrario, no existimos socialmente. En otras palabras, para ser reconocidos, ese reconocimiento debe venir de quienes nos rodean. Porque solo a partir de ese momento existimos de verdad. Hasta entonces, somos solo una imagen perdida en la inmensidad de este mundo nuestro.
Y necesitamos diversas validaciones. Al nacer, se registra un acta de nacimiento. Al alcanzar cierta edad, aún en la infancia, nos matriculamos en la escuela, donde recibimos las primeras nociones de ciudadanía. A medida que nos integramos en los diversos grupos que surgirán en nuestro camino, recibimos distintivos que permitirán a los demás identificarnos. Obtendremos nuestro documento nacional de identidad, CPF (número de identificación fiscal brasileño), licencia de conducir (si somos hombres) y certificado de reserva militar (si somos mujeres). Si lo deseamos, también podemos solicitar este documento. A lo largo de todas las etapas de la vida, seremos etiquetados e identificados para poder disfrutar del sagrado derecho a existir...
Pero aun así, corremos el riesgo de caer en el ostracismo. Como alguien dijo una vez: "Quien no muestra su rostro, simplemente no existe". Claro que, para un pequeño grupo de personas, siempre estarás de moda. Pero tu microcosmos no puede exponer tu imagen al macrocosmos. Necesitas mostrarte, involucrarte en luchas en las que a menudo no quieres participar...
Bueno, así es la vida social. Tienes dos caminos a seguir: el anonimato obligatorio, donde simplemente cuidando de tu vida y la de tus seres queridos desapareces de la vida social que exige tu presencia para validar tu existencia, o te lanzas de cabeza al mundo que exige que te muestres para confirmar que realmente existes...
El problema es que la vida se compone de elecciones. No es posible pertenecer a dos esferas sociales al mismo tiempo. Ni siquiera compartiéndolas. Porque un día tiene veinticuatro horas. Necesitas al menos seis horas para descansar. Te quedan dieciocho años. Es poco tiempo para dedicarle atención a tu familia, ser productivo en un trabajo que te garantice un ingreso para mantenerte y, además, tener vida social. Es cierto que algunos lo logran. Pero...
Vivimos persiguiendo resultados. Resultados que validen nuestra posición. Resultados que nos permitan demostrar éxito en nuestros proyectos, ya sean familiares, sociales o profesionales. Porque siempre debemos tener cuidado de no ser "borrados" mientras aún estamos vivos. ¿Exageración? No realmente...
La palabra "éxito" es curiosa. No siempre significa haber alcanzado una meta. Bueno, si tu meta es ser recordado por quienes conforman el universo en el que te encuentras, el fracaso en algunos de tus intentos es, en cierto modo, tu expresión de éxito. Porque te mencionarán varias veces, incluso te marcarán como referencia... de algo que debería evitarse...
Pero lo que importa es que te consideren socialmente presente, ¿no? Así que, incluso la publicidad negativa tiene su valor. Y nadie puede decir que no lograrás tu meta en un futuro intento. Los contratiempos son parte de nuestro crecimiento...
Como puedes ver, "existir" es un término complejo. Va mucho más allá de dormir, despertar, criar a tu familia y contribuir al desarrollo social de la comunidad. Necesitas ser reconocido. Si no logras eso, hagas lo que hagas... simplemente no existes socialmente...
Tania Miranda - Brasil - 25/08/2026

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