A VIDA NÃO É FEITA SÓ DE SONHOS


A VIDA NÃO É FEITA SÓ DE SONHOS 

Às vezes nos pegamos pensando no passado. Não precisa ser um passado distante, pode ser de alguns dias, ou meses. Bem, é verdade que em alguns momentos nos projetamos novamente a décadas atrás, quando ainda éramos felizes petizes...

O passado, não importa se recente ou mais longínquo, nos parece mais atraente, mais seguro que o momento que vivemos. Claro, isso se deve, principalmente porque nossas lembranças retornam pasteurizadas, onde as recordações não tão boas, se não forem muito traumáticas, acabam por ser apagadas de nossa memória...

É verdade que algumas situações pelas quais passamos durante nossa caminhada por este plano ficam indeléveis em nossa mente. Mas até por uma questão de segurança psicológica, deixamos estas escondidas em algum recôndito, e evitamos ao máximo acessar essas informações que podem nos machucar...

Nenhuma ação desse tipo é tomada conscientemente. É como se tivéssemos, em nossa memória, um esquadrão de pessoas catalogando e guardando cada memória de acordo com sua relevância, mais ou menos como naquele filme da Disney, o DIVERTIDAMENTE...

Claro, ali os redatores imaginaram toda uma equipe responsável por coordenar e alinhar as decisões tomadas pela protagonista. Cada elemento era responsável por cuidar de determinada situação, determinado sentimento. Como as decisões que tomamos no dia a dia em nosso local de trabalho...

É claro que reduzir nossas decisões à imagem criada pelos roteiristas do filme em questão seria simplificar em demasia nossa própria existência. Afinal, se ao menos considerássemos tais ideias, teríamos que admitir que não passamos de marionetes, movidas por uma força superior que realmente não conseguimos entender...

E aí, a pergunta que nos sobraria seria... exatamente o que somos? Não sei se você já percebeu, mas nossa visão do mundo, a partir de nosso corpo, é a mesma que temos ao estarmos no cockpit de um veículo, por exemplo. Nossa visão é restrita ao que está à nossa frente. O que está abaixo ou acima, assim como dos lados e atrás, bem, para termos acesso a estas informações precisamos usar de artifícios...

Já reparou que você, se não usar de algum meio artificial, jamais verá como é seu rosto, realmente? Ou mesmo seu corpo. Você percebe como as pessoas ao seu redor são, e a partir dessa percepção, passa a construir uma auto imagem sua. E, olha só... quando se dá conta de que sua imagem real não corresponde àquilo que esperava, em alguns casos, entra em depressão...

Não estou dizendo que esta é uma regra geral. Felizmente as pessoas  com problema de auto aceitação são um número reduzido. Mas as neuras existem. Algumas pessoas gostariam de ser mais magras, mais altas, mais... ou seja, o que não falta são desejos que nem sempre podem ser alcançados. A disforia é tanta que muitas vezes o indivíduo parte para correções desnecessárias em seu corpo. Porque você acha que tantas pessoas recorrem à cirurgia plástica? É devido a não aceitação de seu corpo, de suas características como são de natureza...

Mas de qualquer forma, antes do indivíduo passar por esses traumas, em algum momento de seu passado ele foi feliz. E são esses momentos de alegria, relembrados em flashes que às vezes se apresentam em sua vida que acaba por comparar seu presente com aquilo que já passou. Algumas vezes, é um alento, um refrigério para sua alma. Em outras, é um tormento por não poder vivenciar novamente aquela vida onde não havia preocupações, somente sonhos e esperanças...

Mas assim é a vida, não é mesmo? A frase "para frente é que se anda ilustra bem o que é nossa existência nesse plano. Não há como retornar no tempo. Aquilo que vivenciamos ficará apenas como lembrança...

Bem, assim é o mundo. Como se diz, "é o que temos para hoje"... vivamos o presente da melhor forma que conseguirmos. As lembranças dos bons momentos passados servirá de norte e de alento para nós, quando estivermos em uma situação não confortável. Mas alento simplesmente não nos permite vencer os obstáculos que enfrentamos em nosso dia a dia. Então, relembremos com carinho nosso tempo passado, mas enfrentemos com determinação a vida que se nos apresenta, muitas vezes crua e selvagem. Como diz o ditado, se recebermos um limão em nossa jornada, vamos transformá-lo em uma limonada, doce como os sonhos que nos acompanham... e continuemos nossa jornada, sem deixar a Luz do Amor e da Esperança se apagarem em nossa alma...

Tania Miranda  -  Brasil  - 28/08/2026       

===========================================================

LIFE ISN'T MADE ONLY OF DREAMS

Sometimes we find ourselves thinking about the past. It doesn't have to be the distant past; it could be just a few days or months ago. Of course, there are moments when we transport ourselves back decades, to when we were still happy little children...

The past—whether recent or long gone—often seems more appealing and secure than the present moment we are living. This is largely because our memories return to us "sanitized": recollections that aren't particularly pleasant—unless they are deeply traumatic—tend to fade from our minds...

It is true that certain situations we encounter on our journey through life leave an indelible mark on our minds. Yet, for the sake of psychological safety, we tuck them away in some hidden corner, avoiding as best we can any access to information that might cause us pain...

We don't do this consciously. It is as if our memory housed a team of people cataloging and filing away every memory based on its importance—much like in the Disney movie *Inside Out*...

In that film, the writers imagined a whole crew responsible for coordinating and aligning the protagonist's decisions. Each element was in charge of a specific situation or emotion—much like the decisions we make every day at work...

Of course, reducing our decisions to the imagery created by the film's screenwriters would be an oversimplification of our own existence. After all, if we were to entertain such ideas, we would have to admit that we are nothing more than puppets, driven by a higher force we cannot truly comprehend...

And that leaves us with the question: what exactly are we? I don't know if you’ve ever noticed, but our view of the world—from within our own bodies—is much like sitting in the cockpit of a vehicle; our vision is restricted to what lies directly in front of us. As for what lies below or above—or to the sides and behind—well, to access that information, we need to use certain aids...

Have you ever noticed that, without some artificial means, you would never truly see what your face looks like? Or even your body? You perceive what the people around you look like, and based on that perception, you begin to construct a self-image. And—wouldn't you know it—when you realize your actual image doesn't match what you expected, in some cases, you fall into depression...

I’m not saying this is the rule for everyone. Fortunately, the number of people struggling with self-acceptance is small. But these anxieties do exist. Some people wish they were thinner, taller, more... well, there is no shortage of desires that cannot always be fulfilled. The dysphoria can be so intense that individuals often resort to unnecessary bodily corrections. Why do you think so many people turn to plastic surgery? It stems from a lack of acceptance of their own bodies—of their natural features...

But regardless, before an individual goes through such trauma, there was a time in their past when they were happy. And it is those moments of joy—recalled in flashes that occasionally surface—that lead one to compare the present with the past. Sometimes, it brings solace and refreshment to the soul. At other times, it becomes a torment, a longing for a life that can no longer be relived—a time free of worries, filled only with dreams and hopes...

But that’s life, isn't it? The phrase "moving forward is the only way" aptly illustrates the nature of our existence on this plane. There is no turning back time. What we have experienced remains only as a memory...

Well, that is the way of the world. As the saying goes, "it is what it is"—so let us live the present moment as best we can. Memories of happy times past will serve as a guiding light and a source of comfort when we find ourselves in uncomfortable situations. Yet, comfort alone does not enable us to overcome the obstacles we face in our daily lives. So, let us look back fondly on the past, but face the life before us—often raw and wild—with determination. As the saying goes, if we are handed a lemon on our journey, let us turn it into lemonade—sweet as the dreams that accompany us—and continue on our path, never letting the Light of Love and Hope fade from our souls...

Tania Miranda - Brazil - August 28, 2026

===========================================================

LA VIDA NO SE HACE SOLO DE SUEÑOS

A veces nos encontramos pensando en el pasado. No tiene por qué ser un pasado lejano; puede ser de hace unos días o meses. Es cierto que a veces nos proyectamos décadas atrás, a cuando éramos niños felices...

El pasado, ya sea reciente o lejano, parece más atractivo, más seguro que el presente. Claro, esto se debe principalmente a que nuestros recuerdos regresan de forma atenuada, donde los recuerdos no tan buenos, si no demasiado traumáticos, terminan siendo borrados de nuestra memoria...

Es cierto que algunas situaciones que vivimos durante nuestro viaje por este plano permanecen imborrables en nuestra mente. Pero incluso por razones de seguridad psicológica, las mantenemos ocultas en algún rincón y evitamos acceder a esta información que podría hacernos daño...

Ninguna acción de este tipo se realiza conscientemente. Es como si tuviéramos, en nuestra memoria, un equipo de personas catalogando y almacenando cada recuerdo según su relevancia, más o menos como en la película de Disney, INTENSO HACIA AFUERA...

Claro, allí los guionistas imaginaron todo un equipo encargado de coordinar y alinear las decisiones del protagonista. Cada elemento se encargaba de una situación específica, de un sentimiento específico. Como las decisiones que tomamos a diario en nuestro trabajo...

Por supuesto, reducir nuestras decisiones a la imagen creada por los guionistas de la película en cuestión sería simplificar demasiado nuestra propia existencia. Al fin y al cabo, si siquiera consideráramos tales ideas, tendríamos que admitir que no somos más que marionetas, movidas por una fuerza superior que realmente no podemos comprender...

Y entonces, la pregunta que quedaría sería... ¿qué somos exactamente? No sé si lo has notado, pero nuestra visión del mundo, desde nuestro cuerpo, es la misma que cuando estamos en la cabina de un vehículo, por ejemplo. Nuestra visión se limita a lo que tenemos delante. Lo que está abajo o arriba, así como a los lados y detrás, bueno, para acceder a esta información necesitamos usar artificios...

¿Te has dado cuenta de que, sin algún medio artificial, nunca verás realmente cómo es tu rostro? Ni siquiera tu cuerpo. Percibes cómo son las personas que te rodean y, a partir de esa percepción, empiezas a construir una autoimagen. Y, mira... cuando te das cuenta de que tu imagen real no se corresponde con lo que esperabas, en algunos casos, te deprimes...

No digo que esto sea una regla general. Afortunadamente, las personas con problemas de autoaceptación son pocas. Pero las neurosis existen. Algunas personas quisieran ser más delgadas, más altas, más... en otras palabras, no faltan deseos que no siempre se pueden cumplir. La disforia es tan grande que muchas veces la persona recurre a correcciones innecesarias en su cuerpo. ¿Por qué crees que tanta gente recurre a la cirugía plástica? Proviene de la falta de aceptación de su cuerpo, de sus características tal como son naturalmente...

Pero en cualquier caso, antes de que la persona sufriera estos traumas, en algún momento de su pasado fue feliz. Y son esos momentos de alegría, recordados en destellos que a veces aparecen en su vida, los que terminan comparando su presente con lo que ya pasó. A veces es un consuelo, un bálsamo para el alma. Otras veces, es un tormento por no poder revivir esa vida sin preocupaciones, solo sueños y esperanzas...

Pero así es la vida, ¿no? La frase "adelante es el único camino" ilustra perfectamente cómo es nuestra existencia en este plano. No hay vuelta atrás. Lo que vivimos quedará solo como un recuerdo...

Bueno, así es el mundo. Como dicen, "es lo que hay por hoy"... vivamos el presente lo mejor que podamos. Los recuerdos de los buenos tiempos pasados ​​nos servirán de guía y aliento cuando nos encontremos en una situación incómoda. Pero el ánimo por sí solo no basta para superar los obstáculos de la vida diaria. Así que recordemos nuestro pasado con cariño, pero afrontemos con determinación la vida que se nos presenta, a menudo cruda y salvaje. Como dice el refrán, si nos encontramos con un limón en el camino, transformémoslo en limonada, dulce como los sueños que nos acompañan... y continuemos nuestro viaje, sin dejar que la Luz del Amor y la Esperanza se apague en nuestras almas.

Tania Miranda - Brasil - 28/08/2026



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A MÚSICA É A LINGUAGEM DOS ANJOS

EXPECTATIVAS

A INFLUÊNCIA DO MEIO EM QUE VIVEMOS...