ENQUANTO NOSSA HORA NÃO CHEGA...
ENQUANTO NOSSA HORA NÃO CHEGA...
Nossa vida é um sopro. Sabemos disso. Simplesmente não nos importamos com tal fato. Não é algo que tire o nosso sono, a menos que estejamos de pé na plataforma onde o Trem do Destino esteja para passar. Rezamos todos os dias para que nosso bilhete de partida não seja validado. Não ainda. Pois temos muito que gostaríamos de realizar. Muito para conhecer. Mas o destino futuro é por nós desconhecido...
Quando algo em nossa vida passa a dar errado, por mais que tentemos não conseguimos compreender. Sentimos a dor, sabemos que algo está errado. É quando passamos a lutar com todas as nossas forças para conseguir permanecer neste plano. Sim, por mais que tenha algo que não podemos dominar, a força que despendemos para continuar nesse plano é hercúlea. E é essa força que pode definir nosso direito de aqui permanecer... ou não...
É quando estamos presas em um leito, sem poder tomar nenhuma atitude, dependendo de terceiros para continuar nossa caminhada que tudo assume uma coloração diferente. Sim, passamos por esse tipo de situação várias vezes na vida. Na maioria dos casos, presenciamos outras pessoas viverem esse estágio. É difícil. Mas nada se compara quando somos nós a vivenciar tal situação...
Durante nossa caminhada por esse plano várias pessoas queridas se despedem para nunca mais voltar. Podemos nos dar por felizes quando conseguimos nos despedir corretamente daqueles que partem. E, sim, a dor que nos aflige nos acompanhará por muito tempo. Primeiro, será algo que parecerá destruir nosso mundo. Pois uma parte de nossa alma parte com aquele que embarcou na composição que o levará a alhures...
Temos medo do desconhecido. Temos medo do sono eterno. Pois não sabemos exatamente o que ocorrerá conosco depois da passagem. Se as várias religiões espalhadas por esse plano estiverem certas, iremos prestar contas de nossos atos durante a passagem por esse plano. Em caso contrário, tudo se encerra quando fechamos nossos olhos pela última vez...
É essa incerteza que nos atormenta. Principalmente quando tememos estar próximos de tal passagem. Quando estamos isoladas, quando tudo que temos à nossa frente são cuidados dentro de um quarto asséptico, onde o som que mais ouvimos é o gemido de alguém que, como nós naquele momento, não se sente bem...
Sim, temos medo. Muito. Pois quando estamos nessa situação, sabemos que aqueles que acompanham nossa caminhada também temem o desconhecido. Não como nós, é claro. Mas estão temerosos pelo caminho que podemos seguir. Não por nossa escolha. Mas se o destino assim decidir, não há muito que possamos fazer...
Então, enquanto nos for permitido, vamos espalhar o Amor, a Alegria, a Felicidade... pois quando partirmos... e um dia partiremos, essa é uma Lei Universal, da qual não temos como fugir... aqueles que por aqui permanecerem terão boas lembranças de nossa passagem por este plano. E enquanto apenas uma pessoa se lembrar de nosso sorriso, nossa voz, nossos pensamentos... bem, ainda estaremos, mesmo que de uma forma sutil, vivendo entre aqueles que amamos nessa vida...
Tania Miranda - Brasil - 19/09/2026
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WHILE OUR TIME HASN'T YET COME...
Our life is but a breath. We know this. We simply do not dwell on the fact. It is not something that keeps us awake at night—unless we are standing on the platform where the Train of Destiny is about to pass. We pray every day that our departure ticket is not validated. Not just yet. For there is so much we wish to accomplish. So much to discover. Yet, our future destination remains unknown to us...
When something in our lives goes wrong, no matter how hard we try, we cannot comprehend it. We feel the pain; we know something is amiss. That is when we fight with all our might to remain on this plane of existence. Yes, even though there are things beyond our control, the strength we expend to stay here is herculean. And it is this very strength that may determine our right to remain... or not...
It is when we are confined to a bed, unable to take action, dependent on others to continue our journey, that everything takes on a different hue. Yes, we encounter such situations several times in life. Often, we witness others going through this stage. It is difficult. But nothing compares to the experience of living through it ourselves...
Throughout our journey on this plane, many loved ones bid us farewell, never to return. We can count ourselves fortunate if we manage to say a proper goodbye to those who depart. And yes, the pain that afflicts us will linger for a long time. At first, it feels as though our world is being destroyed, for a part of our soul leaves with the one who has boarded the train bound for elsewhere...
We fear the unknown. We fear the eternal sleep. For we do not know exactly what will become of us after we pass. If the various religions found on this plane are right, we will have to answer for our actions during our time here. If not, then everything simply ends when we close our eyes for the last time...
It is this uncertainty that torments us. Especially when we fear we are nearing that transition. When we are isolated, when all that lies before us is care within an aseptic room, where the sound we hear most is the groan of someone who—like us in that moment—is unwell...
Yes, we are afraid. Very much so. For when we find ourselves in this situation, we know that those accompanying us on our journey also fear the unknown. Not in the same way we do, of course. But they are apprehensive about the path we might take. Not by our own choice. Yet, if destiny so decides, there is little we can do...
So, for as long as we are permitted, let us spread Love, Joy, and Happiness... for when we depart—and one day we will depart; it is a Universal Law from which there is no escape—those who remain behind will hold fond memories of our time on this plane. And as long as even one person remembers our smile, our voice, our thoughts... well, we will still be living—however subtly—among those we loved in this life...
Tania Miranda - Brazil - September 19, 2026
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AÚN NO HA LLEGADO NUESTRO MOMENTO...
Nuestra vida es efímera. Lo sabemos. Simplemente no nos importa. No es algo que nos quite el sueño, a menos que estemos en el andén por donde está a punto de pasar el Tren del Destino. Rezamos cada día para que nuestro billete de salida no sea validado. Todavía no. Porque tenemos tanto que queremos lograr. Tanto por descubrir. Pero el destino futuro nos es desconocido...
Cuando algo en nuestras vidas empieza a ir mal, por mucho que lo intentemos, no podemos entenderlo. Sentimos el dolor, sabemos que algo anda mal. Es entonces cuando empezamos a luchar con todas nuestras fuerzas para permanecer en este plano. Sí, aunque haya algo que no podamos controlar, la fuerza que empleamos para seguir adelante es hercúlea. Y es esta fortaleza la que puede definir nuestro derecho a permanecer aquí... o no...
Es cuando estamos postrados en una cama, incapaces de actuar, dependiendo de otros para continuar nuestro viaje, que todo adquiere un matiz diferente. Sí, pasamos por esta situación muchas veces en la vida. En la mayoría de los casos, vemos a otros atravesarla. Es difícil. Pero nada se compara con experimentarla nosotros mismos...
Durante nuestro viaje en este plano, muchos seres queridos se despiden para no volver jamás. Podemos considerarnos afortunados cuando logramos despedirnos adecuadamente de quienes parten. Y sí, el dolor que nos aflige nos acompañará durante mucho tiempo. Al principio, parecerá destruir nuestro mundo. Porque una parte de nuestra alma parte con quien emprendió el viaje que lo llevará a otro lugar...
Tememos lo desconocido. Tememos el sueño eterno. Porque no sabemos con exactitud qué nos sucederá después de la muerte. Si las diversas religiones que existen en este plano tienen razón, seremos responsables de nuestros actos durante nuestra estancia aquí. De lo contrario, todo termina cuando cerramos los ojos por última vez...
Es esta incertidumbre la que nos atormenta. Especialmente cuando tememos estar cerca de ese final. Cuando estamos aislados, cuando lo único que tenemos ante nosotros es atención médica en una habitación aséptica, donde el sonido que más oímos es el gemido de alguien que, como nosotros en ese momento, no se siente bien...
Sí, tenemos miedo. Mucho miedo. Porque cuando estamos en esta situación, sabemos que quienes nos acompañan en nuestro viaje también temen lo desconocido. No como nosotros, por supuesto. Pero temen el camino que podamos seguir. No por nuestra elección. Pero si el destino así lo decide, poco podemos hacer...
Así que, mientras podamos, difundamos Amor, Alegría, Felicidad... porque cuando partamos... y un día partiremos, esta es una Ley Universal de la que no podemos escapar... quienes permanezcan aquí guardarán buenos recuerdos de nuestro paso por este plano. Y mientras una sola persona recuerde nuestra sonrisa, nuestra voz, nuestros pensamientos… bueno, seguiremos viviendo, aunque sea de forma sutil, entre quienes amamos en esta vida…
Tania Miranda - Brasil - 19/09/2026

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