CONCEITOS...



CONCEITOS...

O que é certo ou o que é errado nessa vida? Depende de vários parâmetros a ser considerados. O primeiro é o círculo social envolvido em tal situação. Pois as regras de convivência não são as mesmas para todos os grupos. Embora não admitamos, vivemos em um sistema de castas. E o que vem a ser isso? Bem, "sistema de casta" é uma forma rígida de estratificação social, dividindo a sociedade em grupos hierárquicos. A definição vai um pouco além disso, mas já serve para exemplificar como a sociedade realmente é formada. Mesmo que, à primeira vista, não façamos parte de tal formato social...

A segunda métrica para definirmos o "certo" e o "errado" são as leis. Que nada mais são que regras estabelecidas por "representantes do povo", definindo o que pode ou não fazer. Quebrar determinadas regras inscritas em tal estatuto pressupõe  que tal elemento será penalizado. Afinal, "a lei é igual para todos". Ou deveria ser. Porém, voltamos ao primeiro ponto, onde percebemos que as regras se moldam aos interesses do grupo que estiver no comando... e essa cadeia não pode ser quebrada... não extra oficialmente, pelo menos...

Somente nesses dois pontos já deu para perceber o quão complicado é definir o que é certo ou errado, não é mesmo? Como tudo na vida, cada ato estará "amarrado" à circunstância que efetivou a sua realização. Mesmo sendo questionável, determinado ato que normalmente seria "errado", dependendo da situação em que tal fato ocorreu, passa a ser "certo". É o verdadeiro "samba do crioulo doido", como diriam os antigos...

Mas... que tal deixar esse assunto mais "leve"? Que tal abordar um conceito tão abstrato quanto os dois anteriores... que tal comentar sobre... "costumes"? Eis aí algo que é tão volúvel e volátil...

Primeiro... o que vem a ser "costumes", sob o ponto de vista social? O que é certo ou errado, se olharmos sob esse prisma? Bem, como tudo nesse plano eis um assunto complexo... afinal...

Segundo Paulo Nader, jurista e professor universitário, autor de várias obras de referência nas áreas do Direito Civil e da Ciência do Direito, costumes são regras sociais resultantes de uma prática reiterada de forma generalizada e prolongada, resultando em uma certa convicção de obrigatoriedade, de acordo com cada sociedade e cultura específica. Ou seja, a Lei é Direito que aspira a Efetividade e o Costume é a norma efetiva que aspira a Validade...

Traduzindo... determinada ação passa a ser uma regra não escrita, validada pela repetição de seu conceito. Pois depois de determinado tempo tal ato passa a ser natural, posto que foi aceito por todos. Por isso determinados atos são tolerados em nosso dia a dia. Claro que esses conceitos são utáveis, pois a própria sociedade é.  E felizmente existe essa dinâmica. Onde Costumes podem evoluir para a construção de uma mentalidade onde tudo pode fluir a contento para todos... 

Verdade que nem todos os atos praticados e aceitos pela maioria são validados oficialmente. Há uma série de regras que devem ser obedecidas, sob pena de toda a cadeia de comando social ruir. E, não... isso não é Anarquia. Pois mesmo os entusiastas de tal linha de pensamento pregarem que em tal regime não haveria controle sobre as pessoas, os Costumes acabariam por controlar toda a turma... ou seja, teria, sim, um líder que regeria o grupo como um todo... para a Sociedade funcionar, a cadeia de comando é necessária, pois se tal não existisse os membros daquela comunidade não conseguiriam se comunicar realmente, e o caos se instalaria de tal forma que a própria sobrevivência da sociedade seria posta em risco...

Finalizando... mesmo com todas as falhas existentes nas várias formas de governo, espalhadas por todo esse nosso vasto mundo, elas se tornam necessárias. Pois se tal não ocorresse, se não tivéssemos a bussola moral que nos indica o caminho, viveríamos em um mundo onde o caos reinaria de forma absoluta. Bem, provavelmente nem existiríamos mais como grupos sociais... nem como indivíduos. Pois um mundo onde o conceito de "certo" e "errado" não existisse, apenas a escuridão prevaleceria... e a Paz que tanto desejamos para nossa vida não seria nem mesmo imaginada. Pois como imaginar algo que você nem faz ideia que pode existir?...

Tania Miranda   -   Brasil  -  18/03/2026

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CONCEPTS...

What is right or wrong in this life? It depends on several parameters to be considered. The first is the social circle involved in such a situation. Because the rules of coexistence are not the same for all groups. Although we may not admit it, we live in a caste system. And what does that mean? Well, a "caste system" is a rigid form of social stratification, dividing society into hierarchical groups. The definition goes a little further than that, but it already serves to exemplify how society is really formed. Even if, at first glance, we are not part of such a social format...

The second metric for defining "right" and "wrong" is the law. Which is nothing more than rules established by "representatives of the people," defining what can or cannot be done. Breaking certain rules inscribed in such a statute presupposes that such an element will be penalized. After all, "the law is equal for all." Or it should be. However, we return to the first point, where we realize that the rules are shaped by the interests of the group in charge... and this chain cannot be broken... not unofficially, at least...

In just these two points, it's already clear how complicated it is to define what is right or wrong, isn't it? Like everything in life, each act will be "tied" to the circumstances that led to its execution. Even if questionable, a certain act that would normally be "wrong," depending on the situation in which it occurred, becomes "right." It's a real "crazy Creole samba," as the old saying goes...

But... how about making this subject a little "lighter"? How about addressing a concept as abstract as the previous two... how about discussing... "customs"? That's something so fickle and volatile...

First... what are "customs" from a social point of view? What is right or wrong if we look at it from this perspective? Well, like everything on this plane, this is a complex subject... after all...

According to Paulo Nader, jurist and university professor, author of several reference works in the areas of Civil Law and Legal Science, customs are social rules resulting from a repeated practice in a generalized and prolonged way, resulting in a certain conviction of obligation, according to each specific society and culture. In other words, Law is Right that aspires to Effectiveness, and Custom is the effective norm that aspires to Validity...

In other words... a certain action becomes an unwritten rule, validated by the repetition of its concept. Because after a certain time, such an act becomes natural, since it has been accepted by everyone. That is why certain acts are tolerated in our daily lives. Of course, these concepts are changeable, because society itself is. And fortunately, this dynamic exists. Where Customs can evolve into the construction of a mentality where everything can flow satisfactorily for everyone...

It is true that not all acts practiced and accepted by the majority are officially validated. There are a series of rules that must be obeyed, under penalty of the entire social chain of command collapsing. And no... this is not Anarchy. Because even enthusiasts of this line of thought preach that in such a regime there would be no control over people, Customs would end up controlling the whole group... that is, there would indeed be a leader who would govern the group as a whole... for Society to function, the chain of command is necessary, because if it did not exist, the members of that community would not be able to truly communicate, and chaos would set in to such an extent that the very survival of society would be jeopardized...

In conclusion... even with all the flaws existing in the various forms of government, spread throughout this vast world of ours, they become necessary. Because if this did not occur, if we did not have the moral compass that shows us the way, we would live in a world where chaos would reign absolutely. Well, we probably wouldn't even exist anymore as social groups... nor as individuals. Because in a world where the concept of "right" and "wrong" didn't exist, only darkness would prevail... and the peace we so desire for our lives wouldn't even be imaginable. For how can you imagine something you don't even know could exist?...

Tania Miranda - Brazil - 03/18/2026

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CONCEPTOS...

¿Qué es correcto o incorrecto en esta vida? Depende de varios parámetros. El primero es el círculo social involucrado. Porque las reglas de convivencia no son las mismas para todos los grupos. Aunque no lo admitamos, vivimos en un sistema de castas. ¿Y qué significa eso? Un sistema de castas es una forma rígida de estratificación social que divide a la sociedad en grupos jerárquicos. La definición va un poco más allá, pero sirve para ejemplificar cómo se forma realmente la sociedad. Aunque, a primera vista, no formemos parte de este formato social...

El segundo criterio para definir lo correcto y lo incorrecto es la ley. Que no es más que un conjunto de normas establecidas por los representantes del pueblo, que definen lo que se puede o no se puede hacer. Infringir ciertas normas implica una sanción. Al fin y al cabo, "la ley es igual para todos". O debería serlo. Sin embargo, volvemos al primer punto, donde nos damos cuenta de que las reglas están determinadas por los intereses del grupo que ostenta el poder... y esta cadena no se puede romper... al menos no extraoficialmente...

Con solo estos dos puntos, ya queda claro lo complicado que es definir qué está bien o mal, ¿verdad? Como todo en la vida, cada acto estará "ligado" a las circunstancias que lo llevaron a realizarse. Incluso si es cuestionable, un acto que normalmente sería "incorrecto", dependiendo de la situación en la que ocurrió, se convierte en "correcto". Es una verdadera "samba criolla loca", como dice el dicho...

Pero... ¿qué tal si abordamos este tema con un poco más de ligereza? ¿Qué tal si hablamos de un concepto tan abstracto como los dos anteriores... qué tal si hablamos de... "costumbres"? Es algo tan voluble y volátil...

Primero... ¿qué son las "costumbres" desde un punto de vista social? ¿Qué es correcto o incorrecto si lo vemos desde esta perspectiva? Bueno, como todo en este plano, este es un tema complejo... después de todo...

Según Paulo Nader, jurista y profesor universitario, autor de varias obras de referencia en Derecho Civil y Ciencias Jurídicas, las costumbres son normas sociales que resultan de una práctica repetida de forma generalizada y prolongada, generando una cierta convicción de obligación, propia de cada sociedad y cultura. En otras palabras, la Ley es el Derecho que aspira a la Eficacia, y la Costumbre es la norma efectiva que aspira a la Validez...

En otras palabras... una determinada acción se convierte en una regla no escrita, validada por la repetición de su concepto. Porque, tras cierto tiempo, tal acto se vuelve natural, puesto que ha sido aceptado por todos. Por eso, ciertos actos se toleran en nuestra vida cotidiana. Por supuesto, estos conceptos son cambiantes, porque la sociedad misma lo es. Y afortunadamente, esta dinámica existe. Donde las Costumbres pueden evolucionar hasta la construcción de una mentalidad donde todo fluye satisfactoriamente para todos...

Es cierto que no todos los actos practicados y aceptados por la mayoría están oficialmente validados. Existe una serie de reglas que deben obedecerse, bajo pena de que toda la cadena de mando social se derrumbe. Y no... esto no es anarquía. Porque incluso los defensores de esta línea de pensamiento predican que en un régimen así no habría control sobre las personas; las costumbres acabarían controlando a todo el grupo... es decir, habría un líder que gobernaría al grupo en su conjunto... para que la sociedad funcione, la cadena de mando es necesaria, porque si no existiera, los miembros de esa comunidad no podrían comunicarse realmente, y el caos se instalaría hasta tal punto que la supervivencia misma de la sociedad estaría en peligro...

En conclusión... incluso con todas las fallas que existen en las diversas formas de gobierno, extendidas por este vasto mundo nuestro, se vuelven necesarias. Porque si esto no ocurriera, si no tuviéramos la brújula moral que nos muestra el camino, viviríamos en un mundo donde reinaría el caos absoluto. Bueno, probablemente ya ni siquiera existiríamos como grupos sociales... ni como individuos. Porque en un mundo donde no existiera el concepto de "bien" e "incorrecto", solo reinaría la oscuridad... y la paz que tanto anhelamos para nuestras vidas sería inimaginable. ¿Cómo imaginar algo cuya existencia desconocemos?...

Tania Miranda - Brasil - 18/03/2026

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CONCETTI...

Cosa è giusto o sbagliato in questa vita? Dipende da diversi parametri da considerare. Il primo è il contesto sociale in cui si vive. Perché le regole di convivenza non sono le stesse per tutti i gruppi. Anche se non lo ammettiamo, viviamo in un sistema di caste. E cosa significa? Beh, un "sistema di caste" è una forma rigida di stratificazione sociale, che divide la società in gruppi gerarchici. La definizione va un po' oltre, ma serve già a esemplificare come è realmente strutturata la società. Anche se, a prima vista, non facciamo parte di un simile modello sociale...

Il secondo parametro per definire "giusto" e "sbagliato" è la legge. Che non è altro che un insieme di regole stabilite dai "rappresentanti del popolo", che definiscono ciò che si può o non si può fare. La violazione di determinate regole sancite da tale statuto presuppone che tale individuo venga punito. Dopotutto, "la legge è uguale per tutti". O almeno dovrebbe esserlo. Torniamo però al primo punto, dove ci rendiamo conto che le regole sono plasmate dagli interessi del gruppo al potere... e questa catena non può essere spezzata... almeno non ufficiosamente...

Già solo in questi due punti è chiaro quanto sia complicato definire cosa sia giusto o sbagliato, non è vero? Come ogni cosa nella vita, ogni azione sarà "legata" alle circostanze che ne hanno determinato l'esecuzione. Anche se discutibile, un certo atto che normalmente sarebbe "sbagliato", a seconda della situazione in cui si verifica, diventa "giusto". È una vera e propria "folle samba creola", come dice il vecchio proverbio...

Ma... che ne dite di rendere questo argomento un po' più "leggero"? Che ne dite di affrontare un concetto astratto come i due precedenti... che ne dite di parlare di... "usanze"? È qualcosa di così volubile e volatile...

Innanzitutto... cosa sono le "usanze" da un punto di vista sociale? Cosa è giusto o sbagliato se lo guardiamo da questa prospettiva? Ebbene, come ogni cosa su questo piano, si tratta di un argomento complesso... dopotutto...

Secondo Paulo Nader, giurista e professore universitario, autore di diverse opere di riferimento in materia di diritto civile e scienza giuridica, le consuetudini sono norme sociali derivanti da una pratica ripetuta in modo generalizzato e prolungato, che genera una certa convinzione di obbligo, a seconda della specifica società e cultura. In altre parole, la legge è il diritto che aspira all'efficacia, mentre la consuetudine è la norma effettiva che aspira alla validità...

In altre parole... una determinata azione diventa una regola non scritta, convalidata dalla ripetizione del suo concetto. Perché dopo un certo tempo, tale atto diventa naturale, essendo stato accettato da tutti. Ecco perché certi atti sono tollerati nella nostra vita quotidiana. Naturalmente, questi concetti sono mutevoli, perché la società stessa lo è. E fortunatamente, questa dinamica esiste. Le consuetudini possono evolversi nella costruzione di una mentalità in cui tutto può funzionare in modo soddisfacente per tutti...

È vero che non tutti gli atti praticati e accettati dalla maggioranza sono ufficialmente convalidati. Esiste una serie di regole che devono essere rispettate, pena il collasso dell'intera catena di comando sociale. E no... non si tratta di Anarchia. Perché persino gli entusiasti di questa corrente di pensiero sostengono che in un regime del genere non ci sarebbe alcun controllo sulle persone, le consuetudini finirebbero per controllare l'intero gruppo... ovvero, ci sarebbe un leader che governerebbe il gruppo nel suo complesso... affinché la società funzioni, la catena di comando è necessaria, perché se non esistesse, i membri di quella comunità non sarebbero in grado di comunicare realmente e si scatenerebbe il caos a tal punto da mettere a repentaglio la stessa sopravvivenza della società...

In conclusione... nonostante tutti i difetti esistenti nelle varie forme di governo, diffuse in questo nostro vasto mondo, esse diventano necessarie. Perché se non esistessero, se non avessimo la bussola morale che ci indica la via, vivremmo in un mondo dove regnerebbe il caos assoluto. Beh, probabilmente non esisteremmo nemmeno più come gruppi sociali... né come individui. Perché in un mondo in cui il concetto di "giusto" e "sbagliato" non esistesse, regnerebbe solo l'oscurità... e la pace che tanto desideriamo per le nostre vite sarebbe persino inimmaginabile. Come si può immaginare qualcosa di cui non si conosce nemmeno l'esistenza?...

Tania Miranda - Brasile - 18/03/2026

 

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