O PAÍS DAS MARAVILHAS NÃO É AQUI...
O PAÍS DAS MARAVILHAS NÃO É AQUI...
Vivemos em um mundo de faz de conta. O País das Maravilhas, tão magistralmente descrito por Lewis Carrol, o Mundo do Grande Irmão, de George Orwell...
Sim, esses autores, entre outros, descreveram nosso mundo exatamente como ele é, de uma forma lúdica, onde a princípio não nos reconhecemos. Até que paramos para pensar em tudo aquilo que nos é mostrado no espelho. E o reflexo não nos é agradável... nem favorável...
A pergunta inocente de Alice, no final da história, é mais que isso... é o reflexo das almas que caminham por esse plano... "por que as penas do corvo tem a mesma cor do quadro negro?" Embora pareça uma pergunta racista, vai muito além daquilo que podemos perceber... é a falta de luz que afeta nossas almas, nos direcionando para o abismo, sem que percebamos tal ação até que seja tarde demais para nos desviar da tragédia...
Estamos de tal forma preocupados mais com nossos projetos particulares do que com o bem estar daqueles que caminham ao nosso lado. Para nós não importa se nosso vizinho não tem o que comer... basta que em nossa despensa não falte nada. Podemos até dizer aos quatro ventos o quanto nos importamos com a vida dos menos favorecidos nesse plano... mas depois de oferecermos alguma migalha para estes, nossa consciência se acalma e seguimos em frente, esquecendo totalmente daqueles que não tem a mesma sorte que nós...
A Sociedade vive, principalmente, de imagem. É definido um modelo para que seus componentes sigam. E qualquer pessoa que fuja desses parâmetros será apontada como a "ovelha desgarrada" do rebanho. Sim, somos comparados dessa forma... tanto que o líder do grupo é denominado como "pastor"...
O que podemos dizer? Simplesmente somos conduzidos pelas ideias que alguém implantou no grupo. E essas simplesmente se tornam a lei que todos respeitam. Você pode até não concordar com as diretrizes apresentadas, mas as seguirá sem questionar. Pois nesse mundo de faz de conta onde vivemos fazer o correto nem sempre é o esperado. Na verdade, se o correto for de encontro às premissas do grupo, este passa a ser execrado...
Nem sempre estamos preparados para ouvir a verdade. Pois ela, muitas vezes, nos parece dura e cruel. Preferimos seguir uma realidade pasteurizada, onde todos os acontecimentos ao nosso redor vão se encaixando como peças de quebra cabeças, formando o painel esperado, cheio de luzes e alegrias... mesmo que forçadas...
Vivemos para o todo, para que o corpo social possa definir aquilo que importa para a vida... a nossa vida. Como indivíduos não temos importância alguma no grande jogo. Nosso destino é traçado de acordo com um interesse maior. Quem define nosso caminho? Aquele que estiver no comando do grupo...
Vale tudo para alcançar o topo social. Até mesmo pisar naqueles que se encontram em seu caminho, dificultando sua ascensão... ah, sim... não estou dizendo que aqueles que se projetam nessa corrida lançam mão de recursos escusos... afinal, isso depende de como você percebe o Universo ao seu redor...
Atitudes que você considera condenáveis na visão de outra pessoa podem ser totalmente aceitáveis. E por que? Simples... o certo e o errado dependem muito de como você foi educado para o mundo. Dizer que determinada ação é errada pode estar errado em sua essência. Exemplo? Determinado líder de determinado país invade, destrói e mata líderes e civis de outro país com o argumento que está fomentando a paz... e na sua visão pessoal, é isso que ele está promovendo... e a Sociedade ao seu redor o apoia incondicionalmente...
Matar é errado, é assim que aprendemos desde a mais tenra infância. No entanto, acabamos por outorgar o poder de decidir quem vive e quem morre a algumas pessoas. Claro que um dia elas pagarão por suas ações, é a Lei do Retorno, da qual não podemos fugir. Mas até que chegue esse dia, estaremos imersos em um mar de sangue e de lama...
O País das Maravilhas é a terra do Horror encarnado. Mas a primeira impressão é a que fica gravada, não é mesmo? E assim, apesar dos horrores do dia a dia, somos anestesiados contra a violência que grassa a nossa volta e acabamos por considerar normal aquilo que é indefensável... e acabamos por aplaudir atitudes bárbaras cometidas "em nome da paz mundial"...
Haverá o dia em que a Verdadeira Paz tomará conta desse nosso plano. Um mundo onde as pessoas de coração puro governarão nosso mundo com Amor, Paz e Harmonia. Parece utopia, eu sei. Afinal, para nossos parâmetros atuais, um mundo sem intrigas, sem belicosidade parece uma sociedade chata e sem graça... pois "nada de interessante" acontece nesse local... mas viver em um mundo onde a vida seja realmente respeitada e todos tenham o mesmo direito pela vida é a maior ambição que podemos sentir... sentimento, aliás, que seria banido desse Novo Mundo...
Sonhar não custa nada, não é mesmo? E este é o meu sonho... um mundo onde as maravilhas sejam realmente maravilhosas, e não tragédias mascaradas, adoçadas para enganar nosso paladar... e quando esse dia chegar, finalmente viveremos no Nirvana, o Paraíso Celestial...
Tania Miranda - Brasil - 03/03/2025
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WONDERLAND IS NOT HERE...
We live in a world of make-believe. Wonderland, so masterfully described by Lewis Carroll, the World of Big Brother, by George Orwell...
Yes, these authors, among others, described our world exactly as it is, in a playful way, where at first we don't recognize ourselves. Until we stop to think about everything that is shown to us in the mirror. And the reflection is not pleasant... nor favorable...
Alice's innocent question at the end of the story is more than that... it is the reflection of the souls that walk through this plane... "Why are the raven's feathers the same color as the blackboard?" Although it may seem like a racist question, it goes far beyond what we can perceive... it's the lack of light that affects our souls, leading us towards the abyss, without us realizing it until it's too late to avoid the tragedy...
We are so preoccupied with our own personal projects than with the well-being of those who walk beside us. It doesn't matter to us if our neighbor has nothing to eat... as long as our pantry is full. We may even proclaim to the world how much we care about the lives of the less fortunate... but after offering them a crumb, our conscience calms and we move on, completely forgetting those who are not as fortunate as we are...
Society lives primarily on image. A model is defined for its members to follow. And anyone who deviates from these parameters will be labeled the "lost sheep" of the flock. Yes, we are compared in this way... so much so that the leader of the group is called the "shepherd"...
What can we say? We are simply driven by the ideas that someone has implanted in the group. And these simply become the law that everyone respects. You may not agree with the guidelines presented, but you will follow them without question. Because in this make-believe world we live in, doing the right thing is not always expected. In fact, if what is right goes against the group's premises, the group becomes ostracized...
We are not always prepared to hear the truth. Because it often seems harsh and cruel. We prefer to follow a sanitized reality, where all the events around us fit together like puzzle pieces, forming the expected picture, full of lights and joys... even if forced...
We live for the whole, so that the social body can define what matters in life... our lives. As individuals, we have no importance whatsoever in the great game. Our destiny is traced according to a greater interest. Who defines our path? The one in command of the group...
Anything goes to reach the social top. Even stepping on those who stand in your way, hindering your rise... ah, yes... I'm not saying that those who strive in this race resort to underhanded means... after all, it depends on how you perceive the Universe around you...
Attitudes that you consider condemnable in the view of another person may be totally acceptable. And why? Simple... right and wrong depend a lot on how you were raised in the world. Saying that a certain action is wrong may be wrong at its core. Example? A certain leader of a certain country invades, destroys, and kills leaders and civilians of another country with the argument that he is fostering peace... and in his personal view, that is what he is promoting... and the society around him supports him unconditionally...
Killing is wrong, that's how we learn from early childhood. However, we end up granting the power to decide who lives and who dies to some people. Of course, one day they will pay for their actions; it's the Law of Return, from which we cannot escape. But until that day arrives, we will be immersed in a sea of blood and mud...
Wonderland is the land of incarnate Horror. But first impressions are lasting, aren't they? And so, despite the horrors of daily life, we are anesthetized to the rampant violence around us and end up considering normal what is indefensible... and we end up applauding barbaric acts committed "in the name of world peace"...
The day will come when True Peace will take over this plane of ours. A world where people of pure heart will govern our world with Love, Peace, and Harmony. It seems utopian, I know. After all, by our current standards, a world without intrigue, without belligerence seems like a boring and dull society... because "nothing interesting" happens in that place... but living in a world where life is truly respected and everyone has the same right to life is the greatest ambition we can feel... a feeling, incidentally, that would be banished from this New World...
Dreaming costs nothing, doesn't it? And this is my dream... a world where wonders are truly wonderful, and not masked tragedies, sweetened to deceive our palates... and when that day arrives, we will finally live in Nirvana, Heavenly Paradise...
Tania Miranda - Brazil - 03/03/2025
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EL PAÍS DE LAS MARAVILLAS NO ESTÁ AQUÍ...
Vivimos en un mundo de fantasía. El País de las Maravillas, magistralmente descrito por Lewis Carroll, el Mundo del Gran Hermano, de George Orwell...
Sí, estos autores, entre otros, describieron nuestro mundo tal como es, de forma lúdica, donde al principio no nos reconocemos. Hasta que nos detenemos a pensar en todo lo que nos muestra el espejo. Y el reflejo no es agradable... ni favorable...
La inocente pregunta de Alicia al final del cuento es más que eso... es el reflejo de las almas que caminan por este plano... "¿Por qué las plumas del cuervo son del mismo color que la pizarra?". Aunque pueda parecer una pregunta racista, va mucho más allá de lo que podemos percibir... es la falta de luz que afecta nuestras almas, llevándonos hacia el abismo, sin que nos demos cuenta hasta que es demasiado tarde para evitar la tragedia...
Estamos tan preocupados por nuestros propios proyectos personales que por el bienestar de quienes caminan a nuestro lado. No nos importa si nuestro vecino no tiene qué comer... siempre y cuando nuestra despensa esté llena. Incluso podemos proclamar al mundo cuánto nos importa la vida de los menos afortunados... pero después de ofrecerles una migaja, nuestra conciencia se tranquiliza y seguimos adelante, olvidando por completo a quienes no son tan afortunados como nosotros...
La sociedad vive principalmente de la imagen. Se define un modelo a seguir para sus miembros. Y cualquiera que se desvíe de estos parámetros será etiquetado como la "oveja perdida" del rebaño. Sí, se nos compara de esta manera... tanto es así que al líder del grupo se le llama el "pastor"...
¿Qué podemos decir? Simplemente nos dejamos llevar por las ideas que alguien ha implantado en el grupo. Y estas se convierten en la ley que todos respetan. Puede que no estés de acuerdo con las pautas presentadas, pero las seguirás sin cuestionarlas. Porque en este mundo de fantasía en el que vivimos, no siempre se espera que hagamos lo correcto. De hecho, si lo correcto va en contra de las premisas del grupo, este queda marginado...
No siempre estamos preparados para escuchar la verdad. Porque a menudo parece dura y cruel. Preferimos seguir una realidad aséptica, donde todos los acontecimientos que nos rodean encajan como piezas de un rompecabezas, formando la imagen esperada, llena de luces y alegrías... aunque sea forzada...
Vivimos para el conjunto, para que el cuerpo social pueda definir lo que importa en la vida... nuestras vidas. Como individuos, carecemos de importancia en el gran juego. Nuestro destino se traza según un interés mayor. ¿Quién define nuestro camino? Quien manda en el grupo...
Todo vale para alcanzar la cima social. Incluso pisotear a quienes se interponen en tu camino, obstaculizando tu ascenso... Ah, sí... No digo que quienes se esfuerzan en esta carrera recurran a medios turbios... después de todo, depende de cómo percibas el universo que te rodea...
Actitudes que consideras condenables ante otra persona pueden ser totalmente aceptables. ¿Y por qué? Sencillo... el bien y el mal dependen en gran medida de cómo te criaron en el mundo. Decir que cierta acción está mal puede ser erróneo en esencia. ¿Un ejemplo? Un líder de cierto país invade, destruye y mata a líderes y civiles de otro país con el argumento de que promueve la paz... y, en su opinión, eso es lo que promueve... y la sociedad que lo rodea lo apoya incondicionalmente...
Matar está mal; así lo aprendemos desde la infancia. Sin embargo, terminamos otorgando a algunas personas el poder de decidir quién vive y quién muere. Claro que algún día pagarán por sus actos; es la Ley del Retorno, de la que no podemos escapar. Pero hasta que llegue ese día, estaremos inmersos en un mar de sangre y lodo...
El País de las Maravillas es la tierra del Horror encarnado. Pero las primeras impresiones perduran, ¿verdad? Y así, a pesar de los horrores de la vida cotidiana, nos anestesiamos ante la violencia desenfrenada que nos rodea y terminamos considerando normal lo indefendible... y terminamos aplaudiendo los actos bárbaros cometidos "en nombre de la paz mundial"...
Llegará el día en que la Paz Verdadera se apodere de este planeta. Un mundo donde personas de corazón puro gobernarán nuestro mundo con Amor, Paz y Armonía. Parece utópico, lo sé. Después de todo, para nuestros estándares actuales, un mundo sin intrigas, sin beligerancia, parece una sociedad aburrida y monótona... porque "no ocurre nada interesante" en ese lugar... pero vivir en un mundo donde la vida se respete de verdad y todos tengan el mismo derecho a la vida es la mayor ambición que podemos tener... un sentimiento, por cierto, que sería desterrado de este Nuevo Mundo...
Soñar no cuesta nada, ¿verdad? Y este es mi sueño... un mundo donde las maravillas sean verdaderamente maravillosas, y no tragedias enmascaradas, endulzadas para engañar nuestros paladares... y cuando ese día llegue, finalmente viviremos en el Nirvana, el Paraíso Celestial...
Tania Miranda - Brasil - 03/03/2025
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IL PAESE DELLE MERAVIGLIE NON È QUI...
Viviamo in un mondo di fantasia. Il Paese delle Meraviglie, magistralmente descritto da Lewis Carroll, il Mondo del Grande Fratello, di George Orwell...
Sì, questi autori, tra gli altri, hanno descritto il nostro mondo esattamente com'è, in modo giocoso, dove all'inizio non ci riconosciamo. Finché non ci fermiamo a pensare a tutto ciò che ci viene mostrato nello specchio. E il riflesso non è piacevole... né favorevole...
L'innocente domanda di Alice alla fine della storia è più di questo... è il riflesso delle anime che attraversano questo piano... "Perché le piume del corvo sono dello stesso colore della lavagna?" Sebbene possa sembrare una domanda razzista, va ben oltre ciò che possiamo percepire... è la mancanza di luce che colpisce le nostre anime, conducendoci verso l'abisso, senza che ce ne rendiamo conto finché non è troppo tardi per evitare la tragedia...
Siamo così preoccupati dei nostri progetti personali che del benessere di chi ci cammina accanto. Non ci importa se il nostro vicino non ha niente da mangiare... purché la nostra dispensa sia piena. Potremmo persino proclamare al mondo quanto ci preoccupiamo della vita dei meno fortunati... ma dopo aver offerto loro una briciola, la nostra coscienza si placa e andiamo avanti, dimenticando completamente chi non è fortunato come noi...
La società vive principalmente di immagine. Viene definito un modello che i suoi membri devono seguire. E chiunque si discosti da questi parametri verrà etichettato come la "pecora smarrita" del gregge. Sì, veniamo paragonati in questo modo... tanto che il capo del gruppo viene chiamato "pastore"...
Cosa possiamo dire? Siamo semplicemente guidati dalle idee che qualcuno ha inculcato nel gruppo. E queste diventano semplicemente la legge che tutti rispettano. Potresti non essere d'accordo con le linee guida presentate, ma le seguirai senza fare domande. Perché in questo mondo immaginario in cui viviamo, non sempre ci si aspetta che fare la cosa giusta. Anzi, se ciò che è giusto va contro le premesse del gruppo, il gruppo viene emarginato...
Non siamo sempre disposti ad ascoltare la verità. Perché spesso sembra dura e crudele. Preferiamo seguire una realtà edulcorata, dove tutti gli eventi intorno a noi si incastrano come pezzi di un puzzle, formando il quadro atteso, pieno di luci e gioie... anche se forzato...
Viviamo per il tutto, affinché il corpo sociale possa definire ciò che conta nella vita... le nostre vite. Come individui, non abbiamo alcuna importanza nel grande gioco. Il nostro destino è tracciato in base a un interesse superiore. Chi definisce il nostro percorso? Chi è al comando del gruppo...
Tutto è concesso per raggiungere la vetta sociale. Anche calpestare chi ti ostacola, ostacolando la tua ascesa... ah, sì... non sto dicendo che chi lotta in questa corsa ricorra a mezzi subdoli... dopotutto, dipende da come percepisci l'Universo che ti circonda...
Atteggiamenti che consideri condannabili agli occhi di un'altra persona possono essere del tutto accettabili. E perché? Semplice... giusto e sbagliato dipendono molto da come sei stato cresciuto nel mondo. Dire che una certa azione è sbagliata può essere sbagliato in fondo. Esempio? Un certo leader di un certo paese invade, distrugge e uccide leader e civili di un altro paese con la scusa di promuovere la pace... e nella sua visione personale, è questo che sta promuovendo... e la società che lo circonda lo sostiene incondizionatamente...
Uccidere è sbagliato, è così che impariamo fin dalla prima infanzia. Tuttavia, finiamo per concedere ad alcune persone il potere di decidere chi vive e chi muore. Certo, un giorno pagheranno per le loro azioni; è la Legge del Ritorno, a cui non possiamo sfuggire. Ma finché quel giorno non arriverà, saremo immersi in un mare di sangue e fango...
Il Paese delle Meraviglie è la terra dell'Orrore incarnato. Ma le prime impressioni sono durature, non è vero? E così, nonostante gli orrori della vita quotidiana, siamo anestetizzati dalla violenza dilagante che ci circonda e finiamo per considerare normale ciò che è indifendibile... e finiamo per applaudire atti barbarici commessi "in nome della pace mondiale"...
Verrà il giorno in cui la Vera Pace prenderà il sopravvento su questo nostro piano. Un mondo in cui persone dal cuore puro governeranno il nostro mondo con Amore, Pace e Armonia. Sembra utopico, lo so. Dopotutto, per i nostri standard attuali, un mondo senza intrighi, senza belligeranza sembra una società noiosa e monotona... perché in quel posto non accade "niente di interessante"... ma vivere in un mondo in cui la vita è veramente rispettata e tutti hanno lo stesso diritto alla vita è la più grande ambizione che possiamo provare... una sensazione, tra l'altro, che sarebbe bandita da questo Nuovo Mondo...
Sognare non costa nulla, vero? E questo è il mio sogno... un mondo in cui le meraviglie siano davvero meravigliose, e non tragedie mascherate, addolcite per ingannare il nostro palato... e quando quel giorno arriverà, vivremo finalmente nel Nirvana, il Paradiso Celeste...
Tania Miranda - Brasile - 03/03/2025
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IHMEMAA EI OLE TÄÄLLÄ...
Elämme mielikuvituksen maailmassa. Ihmemaassa, jota Lewis Carroll on niin mestarillisesti kuvannut, Isoveljen maailmassa, jonka George Orwell on kirjoittanut...
Kyllä, nämä kirjailijat, muiden muassa, kuvasivat maailmaamme juuri sellaisena kuin se on, leikkisästi, jossa emme aluksi tunnista itseämme. Kunnes pysähdymme miettimään kaikkea, mitä meille peilistä näytetään. Ja heijastus ei ole miellyttävä... eikä suotuisa...
Liisan viaton kysymys tarinan lopussa on enemmän kuin se... se on niiden sielujen heijastus, jotka kulkevat tällä tasolla... "Miksi korpin höyhenet ovat samanvärisiä kuin liitutaulu?" Vaikka se saattaa vaikuttaa rasistiselta kysymykseltä, se menee paljon pidemmälle kuin se, mitä voimme havaita... valon puute vaikuttaa sieluihimme ja johtaa meidät kohti kuilua, tajuamatta sitä ennen kuin on liian myöhäistä välttää tragedia...
Olemme niin keskittyneitä omiin henkilökohtaisiin projekteihimme kuin niiden hyvinvointiin, jotka kulkevat rinnallamme. Meille ei ole väliä, jos naapurillamme ei ole mitään syötävää... kunhan ruokakomerossamme on kaikki. Saatamme jopa julistaa maailmalle, kuinka paljon välitämme vähemmän onnekkaiden elämästä... mutta tarjottuamme heille murunen, omatuntomme rauhoittuu ja jatkamme eteenpäin unohtaen täysin ne, jotka eivät ole yhtä onnekkaita kuin me...
Yhteiskunta elää ensisijaisesti imagojen varassa. Sen jäsenille määritellään malli, jota seurata. Ja jokainen, joka poikkeaa näistä parametreista, leimataan lauman "kadonneeksi lampaaksi". Kyllä, meitä verrataan tällä tavalla... niin paljon, että ryhmän johtajaa kutsutaan "paimeneksi"...
Mitä voimme sanoa? Meitä ohjaavat yksinkertaisesti ajatukset, jotka joku on istuttanut ryhmään. Ja näistä tulee yksinkertaisesti laki, jota kaikki kunnioittavat. Et ehkä ole samaa mieltä esitetyistä ohjeista, mutta noudatat niitä kyseenalaistamatta. Koska tässä keksityssä maailmassa, jossa elämme, oikein tekemistä ei aina odoteta. Itse asiassa, jos se, mikä on oikein, on ristiriidassa ryhmän lähtökohtien kanssa, ryhmästä tulee eristys...
Emme ole aina valmiita kuulemaan totuutta. Koska se usein tuntuu ankaralta ja julmalta. Me seuraamme mieluummin puhdistettua todellisuutta, jossa kaikki ympärillämme olevat tapahtumat sopivat yhteen kuin palapelin palaset, muodostaen odotetun kuvan, täynnä valoja ja iloja... vaikka se olisi pakotettua...
Elämme kokonaisuutta varten, jotta yhteiskunta voi määritellä, mikä elämässä on tärkeää... meidän elämämme. Yksilöinä meillä ei ole mitään merkitystä suuressa pelissä. Kohtalomme määräytyy suuremman edun mukaan. Kuka määrittelee tiemme? Se, joka johtaa ryhmää...
Mikä tahansa on sallittua yhteiskunnan huipulle pääsemiseksi. Jopa niiden päälle astuminen, jotka seisovat tielläsi, estäen nousuasi... ah, kyllä... En sano, että tässä kilpailussa ponnistelevat turvautuvat salakavaliin keinoihin... loppujen lopuksi se riippuu siitä, miten havaitset ympärilläsi olevan maailmankaikkeuden...
Asenteet, joita pidät tuomittavina toisen ihmisen silmissä, voivat olla täysin hyväksyttäviä. Ja miksi? Yksinkertaista... oikea ja väärä riippuvat paljon siitä, miten sinut on kasvatettu maailmassa. Sanoa, että tietty teko on väärä, voi olla pohjimmiltaan väärin. Esimerkki? Tietyn maan johtaja hyökkää, tuhoaa ja tappaa toisen maan johtajia ja siviilejä väittäen edistävänsä rauhaa... ja hänen henkilökohtaisen näkemyksensä mukaan hän edistää juuri sitä... ja hänen ympärillään oleva yhteiskunta tukee häntä ehdoitta...
Tappaminen on väärin, niin opimme varhaislapsuudesta lähtien. Päädymme kuitenkin antamaan joillekin ihmisille vallan päättää, kuka elää ja kuka kuolee. Tietenkin jonain päivänä he maksavat teoistaan; se on Paluun laki, jota emme voi paeta. Mutta ennen kuin tuo päivä koittaa, olemme uppoutuneet veren ja mudan mereen...
Ihmemaa on ruumiillistuneen kauhun maa. Mutta ensivaikutelmat ovat pysyviä, eikö niin? Ja niin, jokapäiväisen elämän kauhuista huolimatta, olemme puudutettuja ympärillämme olevalle riehuvalle väkivallalle ja päädymme pitämään normaalina sitä, mikä on puolustamatonta... ja päädymme taputtamaan "maailmanrauhan nimissä" tehtyjä barbaarisia tekoja...
Tulee päivä, jolloin Todellinen Rauha valtaa tämän tasomme. Maailma, jossa puhdassydämiset ihmiset hallitsevat maailmaamme rakkaudella, rauhalla ja harmonialla. Tiedän, että se vaikuttaa utopistiselta. Loppujen lopuksi, nykyisten standardiemme mukaan maailma ilman juonittelua, ilman sotaa, tuntuu tylsältä ja yksitoikkoiselta yhteiskunnalta... koska siinä paikassa ei "tapahdu mitään mielenkiintoista"... mutta eläminen maailmassa, jossa elämää todella kunnioitetaan ja kaikilla on sama oikeus elämään, on suurin tavoite, jonka voimme tuntea... tunne, joka muuten karkotettaisiin tästä Uudesta Maailmasta...
Unelmointi ei maksa mitään, eikö niin? Ja tämä on minun unelmani... maailma, jossa ihmeet ovat todella ihania, eivätkä naamioituja tragedioita, jotka on makeutettu pettämään makuaistimme... ja kun se päivä koittaa, me vihdoin elämme Nirvanassa, taivaallisessa paratiisissa...
Tania Miranda - Brasilia - 03.03.2025
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LE PAYS DES MERVEILLES N'EXISTE PAS…
Nous vivons dans un monde d'illusions. Le Pays des Merveilles, si magistralement décrit par Lewis Carroll, le Monde de Big Brother, par George Orwell…
Oui, ces auteurs, parmi d'autres, ont décrit notre monde tel qu'il est, avec une pointe d'humour, au point que, de prime abord, nous ne nous reconnaissons pas. Jusqu'à ce que nous prenions le temps de réfléchir à tout ce que nous renvoie le miroir. Et ce reflet n'est ni agréable, ni favorable…
La question innocente d'Alice à la fin de l'histoire est bien plus que cela… elle est le reflet des âmes qui errent sur cette terre… « Pourquoi les plumes du corbeau sont-elles de la même couleur que le tableau noir ? » Bien qu'elle puisse paraître raciste, sa portée dépasse largement notre entendement… c'est le manque de lumière qui affecte nos âmes, nous menant vers l'abîme, sans que nous nous en rendions compte avant qu'il ne soit trop tard pour éviter la tragédie…
Nous sommes tellement préoccupés par nos propres projets que par le bien-être de ceux qui nous entourent. Peu nous importe que notre voisin n'ait rien à manger… tant que nos placards sont pleins. Nous pouvons même clamer haut et fort notre compassion pour les plus démunis… mais après leur avoir offert une miette, notre conscience s'apaise et nous passons à autre chose, oubliant complètement ceux qui n'ont pas notre chance…
La société vit avant tout d'image. Un modèle est défini pour ses membres. Et quiconque s'écarte de ces paramètres est considéré comme la « brebis égarée » du troupeau. Oui, nous sommes comparés ainsi… à tel point que le chef du groupe est appelé le « berger »…
Que dire ? Nous sommes simplement guidés par les idées que quelqu'un a inculquées au groupe. Et celles-ci deviennent la loi que tous respectent. On peut ne pas être d'accord avec les directives présentées, mais on les suit sans poser de questions. Car dans ce monde illusoire où nous vivons, bien agir n'est pas toujours la norme. En réalité, si ce qui est juste contrevient aux principes du groupe, celui-ci est ostracisé…
Nous ne sommes pas toujours prêts à entendre la vérité. Car elle nous paraît souvent dure et cruelle. Nous préférons suivre une réalité aseptisée, où tous les événements s’emboîtent comme les pièces d’un puzzle, formant l’image attendue, pleine de lumière et de joie… même si c’est forcé…
Nous vivons pour le collectif, afin que le corps social puisse définir ce qui compte dans la vie… nos vies. En tant qu’individus, nous n’avons aucune importance dans ce grand jeu. Notre destin est tracé selon un intérêt supérieur. Qui définit notre chemin ? Celui qui commande le groupe…
Tous les coups sont permis pour atteindre le sommet social. Même écraser ceux qui se dressent sur notre chemin, qui freinent notre ascension… ah oui… Je ne dis pas que ceux qui se battent dans cette course ont recours à des moyens malhonnêtes… après tout, cela dépend de la façon dont on perçoit l’univers…
Des attitudes que vous jugez condamnables aux yeux d’autrui peuvent être parfaitement acceptables. Et pourquoi ? C'est simple… le bien et le mal dépendent beaucoup de notre éducation. Affirmer qu'une action est mauvaise peut être fondamentalement erroné. Un exemple ? Un dirigeant envahit, détruit et massacre les dirigeants et les civils d'un autre pays, prétendant œuvrer pour la paix… et c'est ce qu'il croit promouvoir… et la société qui l'entoure le soutient inconditionnellement…
Tuer est mal, c'est ce que l'on nous apprend dès le plus jeune âge. Pourtant, nous finissons par confier à certains le pouvoir de décider qui vit et qui meurt. Bien sûr, un jour, ils paieront pour leurs actes ; c'est la loi du retour, à laquelle on ne peut échapper. Mais en attendant, nous serons plongés dans un océan de sang et de boue…
Le Pays des Merveilles est le royaume de l'Horreur incarnée. Mais les premières impressions sont souvent les plus marquantes, n'est-ce pas ? Ainsi, malgré les horreurs du quotidien, nous sommes anesthésiés face à la violence qui nous entoure et finissons par considérer comme normal ce qui est indéfendable… et nous finissons par applaudir des actes barbares commis « au nom de la paix mondiale »…
Le jour viendra où la véritable paix régnera sur notre monde. Un monde où des êtres au cœur pur gouverneront avec Amour, Paix et Harmonie. Cela paraît utopique, je le sais. Après tout, selon nos critères actuels, un monde sans intrigues, sans belligérance, semble une société ennuyeuse et morne… car « rien d’intéressant » ne s’y passe… mais vivre dans un monde où la vie est véritablement respectée et où chacun a le même droit à la vie est la plus grande ambition que nous puissions ressentir… une ambition, soit dit en passant, qui serait bannie de ce Nouveau Monde…
Rêver ne coûte rien, n'est-ce pas ? Et voici mon rêve… un monde où les merveilles sont véritablement merveilleuses, et non des tragédies masquées, adoucies pour tromper nos sens… et quand ce jour viendra, nous vivrons enfin au Nirvana, au paradis céleste…
Tania Miranda - Brésil - 03/03/2025
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Das Wunderland ist nicht hier …
Wir leben in einer Welt der Illusionen. Das Wunderland, so meisterhaft beschrieben von Lewis Carroll, die Welt des Großen Bruders von George Orwell …
Ja, diese Autoren, neben anderen, beschrieben unsere Welt genau so, wie sie ist, auf spielerische Weise, sodass wir uns zunächst selbst nicht wiedererkennen. Bis wir innehalten und über alles nachdenken, was uns im Spiegel gezeigt wird. Und das Spiegelbild ist weder angenehm noch schmeichelhaft …
Alices unschuldige Frage am Ende der Geschichte ist mehr als das … sie ist das Spiegelbild der Seelen, die diese Ebene durchwandern … „Warum haben die Federn des Raben die gleiche Farbe wie die Tafel?“ Auch wenn es wie eine rassistische Frage klingen mag, reicht sie weit über unser Wahrnehmbares hinaus… Es ist der Mangel an Licht, der unsere Seelen erfasst und uns in den Abgrund führt, ohne dass wir es merken, bis es zu spät ist, die Tragödie abzuwenden…
Wir sind so sehr mit unseren eigenen Projekten beschäftigt, dass wir uns weniger um das Wohl unserer Mitmenschen kümmern. Es ist uns egal, ob unser Nachbar nichts zu essen hat… solange unsere Speisekammer voll ist. Wir mögen der Welt sogar verkünden, wie sehr uns das Leben der Bedürftigen am Herzen liegt… doch nachdem wir ihnen einen Krümel zugeworfen haben, beruhigt sich unser Gewissen und wir gehen weiter, wobei wir diejenigen, die nicht so viel Glück haben wie wir, völlig vergessen…
Die Gesellschaft lebt vor allem vom Image. Es wird ein Modell definiert, dem ihre Mitglieder folgen sollen. Und jeder, der von diesen Vorgaben abweicht, wird als „verlorenes Schaf“ der Herde abgestempelt. Ja, wir werden so verglichen… so sehr, dass der Anführer der Gruppe als „Hirte“ bezeichnet wird…
Was sollen wir dazu sagen? Wir werden einfach von den Ideen getrieben, die jemand in die Gruppe eingepflanzt hat. Und diese werden schlichtweg zum Gesetz, das jeder respektiert. Man mag mit den vorgegebenen Richtlinien nicht einverstanden sein, aber man wird ihnen bedingungslos folgen. Denn in dieser Scheinwelt, in der wir leben, wird nicht immer erwartet, das Richtige zu tun. Im Gegenteil: Wenn das Richtige den Prämissen der Gruppe widerspricht, wird die Gruppe ausgegrenzt.
Wir sind nicht immer bereit, die Wahrheit zu hören. Denn sie erscheint oft hart und grausam. Wir ziehen es vor, einer beschönigten Realität zu folgen, in der alle Ereignisse um uns herum wie Puzzleteile zusammenpassen und das erwartete Bild ergeben, voller Licht und Freude – selbst wenn es erzwungen ist.
Wir leben für das Ganze, damit die Gesellschaft bestimmen kann, was im Leben – in unserem Leben – zählt. Als Individuen haben wir in diesem großen Spiel keinerlei Bedeutung. Unser Schicksal wird von einem übergeordneten Interesse bestimmt. Wer bestimmt unseren Weg? Derjenige, der die Gruppe führt.
Alles ist erlaubt, um an die Spitze der Gesellschaft zu gelangen. Selbst diejenigen zu übergehen, die einem im Weg stehen und den eigenen Aufstieg behindern … ja … Ich will damit nicht sagen, dass diejenigen, die in diesem Wettlauf etwas erreichen wollen, zu unlauteren Mitteln greifen … schließlich kommt es darauf an, wie man die Welt um sich herum wahrnimmt.
Verhaltensweisen, die man selbst als verwerflich empfindet, können für andere völlig akzeptabel sein. Und warum? Ganz einfach: Was richtig und falsch ist, hängt stark von der eigenen Erziehung ab. Eine bestimmte Handlung als falsch zu bezeichnen, kann im Kern falsch sein. Ein Beispiel? Ein bestimmter Machthaber eines Landes marschiert in ein anderes Land ein, zerstört es und tötet dort Anführer und Zivilisten, angeblich um Frieden zu fördern … und in seiner persönlichen Sichtweise ist das sein Ziel … und die Gesellschaft um ihn herum unterstützt ihn bedingungslos.
Töten ist falsch, das lernen wir schon in der frühen Kindheit. Doch letztendlich geben wir einigen Menschen die Macht, über Leben und Tod zu entscheiden. Natürlich werden sie eines Tages für ihre Taten büßen; das ist das Gesetz der Vergeltung, dem wir nicht entkommen können. Doch bis dieser Tag kommt, werden wir in einem Meer aus Blut und Schlamm versinken …
Das Wunderland ist das Land des personifizierten Grauens. Aber erste Eindrücke sind prägend, nicht wahr? Und so werden wir trotz der Schrecken des Alltags gegenüber der grassierenden Gewalt um uns herum betäubt und halten das Unentschuldbare für normal … und applaudieren barbarischen Taten, die „im Namen des Weltfriedens“ begangen werden …
Der Tag wird kommen, an dem der wahre Frieden diese unsere Ebene einnehmen wird. Eine Welt, in der Menschen reinen Herzens unsere Welt mit Liebe, Frieden und Harmonie regieren werden. Es klingt utopisch, ich weiß. Schließlich erscheint uns eine Welt ohne Intrigen, ohne Krieg wie eine langweilige und eintönige Gesellschaft … weil dort „nichts Interessantes“ passiert … aber in einer Welt zu leben, in der das Leben wirklich geachtet wird und jeder das gleiche Recht auf Leben hat, ist der größte Wunsch, den wir hegen können … ein Wunsch, der übrigens aus dieser Neuen Welt verbannt werden soll …
Träumen kostet nichts, nicht wahr? Und das ist mein Traum … eine Welt, in der Wunder wirklich wundervoll sind und nicht verkappte Tragödien, die uns nur vorgaukeln … und wenn dieser Tag kommt, werden wir endlich im Nirvana leben, im himmlischen Paradies …
Tania Miranda – Brasilien – 03.03.2025

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