IMAGINE...


IMAGINE... 

Um certo líder de uma certa potencia mundial declarou que, por ter a maior das forças armadas do planeta, controla a paz mundial. Suas armas lhe dão o poder de manter a paz entre os povos, mesmo que para isso tenha que dar a estes a paz do cemitério... é a mesma Pax Romana, de séculos atrás, e de outras potencias que se levantaram através dos tempo e, como fruta podre que eram, desapareceram na névoa dos tempos...

São lembrados? Sim. Com respeito? Por alguns. Sempre há pessoas que prezam o uso da força em detrimento ao diálogo. Sentem-se poderosos por dispor de algo que os outros não tem. E se tem, é de menor poder ofensivo. E assim, por décadas, essas pessoas que se julgam super poderosas dominam o mundo ao seu redor com mão de ferro, sempre dourando a pílula para que seus vassalos não se rebelem...

Mas o que dá a esses personagens poder para dominarem populações inteiras? Afinal, são seres humanos normais. Não tem nenhum superpoder, exceto, é claro, a megalomania. Mas isso não a faz imune das violências normais, não é mesmo? E no entanto...

Acredito que o que dá a essas pessoas tanto poder é algo transcendental. Mas como isso realmente acontece? Bem, vamos lá...

O ser humano é complexo. Não existem duas pessoas iguais na face da Terra. Cada ser é único, um Universo à parte. Cada pessoa tem sua visão particular da vida, e nada... nada mesmo... pode explicar porque isso acontece. A maneira de ver o mundo muda de pessoa para pessoa... porém...

Ao mesmo tempo que vivemos em nosso próprio mundo particular, acabamos por nos agregar a grupos que se formam ao nosso redor. É uma forma de proteção. Se estamos ao lado de pessoas com objetivos semelhantes aos nossos, temos mais chances de alcançar a linha de chegada. Se não como vencedores, pelo menos entre os primeiros...

Bem, um grupo social é formado, como eu disse, por pessoas que seguem uma linha de pensamento semelhante. Não seguem o mesmo parâmetro, mas sim as convergências que tal grupo possa ter em relação às pessoas ali reunidas. As ideias são discutidas e acabam chegando a um consenso...

Ninguém se dá conta de que um grupo social é um ser pensante e ativo. Ele se alimenta da energia despendida por seus seguidores. Aliás, estes são o motivo de sua existência...

Conforme esse grupo vai crescendo, suas ideias também vão tomando outra dimensão. E chega um momento em que o grupo segue suas próprias ideias, independente de haver ou não concordância dos membros como um todo. Haverá alguns membros que discordarão do caminho tomado, mas serão voz passiva nas decisões. Esse grupo simplesmente está vivo e segue suas próprias diretrizes. As pessoas? São meras células que compõe o corpo desse ser invisível que acaba por afetar a vida de todos...

Mas mesmo esse corpo social ainda não é aquele que determina o destino de tudo e de todos. Embora mantenha um certo controle sobre seus membros, ainda será agregado a um corpo maior, que reza por uma cartilha semelhante à sua. E assim, no final da contas, vários grupos acabam se reunindo, formando novos grupos que acabarão dando forma a um grupo único, o amálgama onde uma mente pensante irá ditar o destino de todos. O paradoxo... nem todos os componentes deste corpo concordam com suas decisões, mas ainda assim seguem suas instruções...

Por que isso acontece? Porque, lá no fundo, as pessoas se projetam nesse líder que elas escolheram. Afinal, suas ideias são aquelas que a maioria considera certas... são o caminho que conduz a um mundo onde, a despeito do medo dos outros seres sociais, todos se curvarão à vontade do ungido. Que representa o povo que o elegeu para tal posto...

Existe uma forma de mudar tal situação? Existe. É fácil? Nada nessa vida é fácil . O primeiro passo seria extirpar de nossa formação todo tipo de xenofobia. Mas tal não é tão simples. Porque, inconscientemente, a xenofobia e o preconceito são vistos como mecanismos de defesa pelo indivíduo. E mesmo que haja punição legal para aqueles que praticam um ou outro tipo de exclusão social de seu semelhante, é difícil erradicar da formação pessoal tal conceito. Porque essa é uma daquelas regras não escritas, mas que todos seguem, mesmo que secretamente...

Chegará o dia em que todos nós conseguiremos caminhar por este mundo sem medo. Onde não seremos presas nem predadores. Um mundo onde apenas o Amor irá imperar. Um mundo onde ódio, rancor, desavenças não terá lugar. Um mundo onde, no lugar de fabricar armas para erradicar a vida, trabalharemos ombro a ombro para que todos tenham em sua mesa uma refeição decente e um teto onde possam se proteger das intempéries do mundo. Um mundo onde a cobiça não impere de forma alguma. Um mundo onde realmente as pessoas se sintam irmãs e uma ajude a outra em sua caminhada...

Sim, parece utopia. E talvez seja. Mas, como já disse o Poeta, certa vez..."imagine um mundo em que todas as pessoas vivam em paz... Você pode até dizer que sou um sonhador, mas não sou o único. Espero que algum dia você se junte a nós... e então todos nós viveremos como um único ser..."

Tania Miranda   -    Brasil   -    25/02/2026

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IMAGINE...

A certain leader of a certain world power declared that, possessing the largest armed forces on the planet, he controls world peace. His weapons give him the power to maintain peace among nations, even if it means granting them the peace of the graveyard... it's the same Pax Romana of centuries ago, and of other powers that rose throughout time and, like rotten fruit, disappeared into the mists of time...

Are they remembered? Yes. With respect? By some. There are always people who value the use of force over dialogue. They feel powerful because they possess something that others don't. And if they do have it, it's of lesser offensive power. And so, for decades, these people who consider themselves super-powerful dominate the world around them with an iron fist, always sugarcoating things so that their vassals don't rebel...

But what gives these characters the power to dominate entire populations? After all, they are normal human beings. She doesn't have any superpowers, except, of course, megalomania. But that doesn't make her immune to normal violence, does it? And yet...

I believe that what gives these people so much power is something transcendental. But how does this really happen? Well, let's see...

Human beings are complex. There are no two people alike on the face of the Earth. Each being is unique, a universe apart. Each person has their own particular vision of life, and nothing... absolutely nothing... can explain why this happens. The way of seeing the world changes from person to person... however...

At the same time that we live in our own particular world, we end up joining groups that form around us. It's a form of protection. If we are alongside people with similar goals to ours, we have a better chance of reaching the finish line. If not as winners, at least among the first...

Well, a social group is formed, as I said, by people who follow a similar line of thought. They don't follow the same parameters, but rather the convergences that such a group may have in relation to the people gathered there. Ideas are discussed and eventually reach a consensus...

No one realizes that a social group is a thinking and active being. It feeds on the energy expended by its followers. In fact, they are the reason for its existence...

As this group grows, its ideas also take on another dimension. And a moment arrives when the group follows its own ideas, regardless of whether or not there is agreement among the members as a whole. There will be some members who disagree with the path taken, but they will be passive voices in the decisions. This group is simply alive and follows its own guidelines. The people? They are mere cells that make up the body of this invisible being that ends up affecting everyone's lives...

But even this social body is not yet the one that determines the destiny of everything and everyone. Although it maintains a certain control over its members, it will still be aggregated into a larger body, which follows a similar set of rules. And so, in the end, several groups end up coming together, forming new groups that will eventually give shape to a single group, the amalgam where a thinking mind will dictate the destiny of all. The paradox... not all the components of this body agree with its decisions, but they still follow its instructions...

Why does this happen? Because, deep down, people project themselves onto the leader they have chosen. After all, their ideas are those that most consider right... they are the path that leads to a world where, despite the fear of other social beings, everyone will bow to the will of the anointed one. Who represents the people who elected him to such a position...

Is there a way to change this situation? Yes. Is it easy? Nothing in this life is easy. The first step would be to eradicate all types of xenophobia from our formation. But this is not so simple. Because, unconsciously, xenophobia and prejudice are seen as defense mechanisms by the individual. Even if there is legal punishment for those who practice one or another type of social exclusion of their fellow human beings, it is difficult to eradicate such a concept from personal development. Because this is one of those unwritten rules that everyone follows, even secretly...

The day will come when we will all be able to walk through this world without fear. Where we will be neither prey nor predators. A world where only Love will prevail. A world where hatred, resentment, and discord will have no place. A world where, instead of manufacturing weapons to eradicate life, we will work shoulder to shoulder so that everyone has a decent meal on their table and a roof over their head to protect themselves from the world's hardships. A world where greed does not prevail in any way. A world where people truly feel like brothers and sisters and help each other on their journey...

Yes, it seems utopian. And perhaps it is. But, as the Poet once said, "...imagine a world where all people live in peace... You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one. I hope someday you'll join us... and then we'll all live as one..."

Tania Miranda - Brazil - 02/25/2026

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IMAGINA...

Un líder de cierta potencia mundial declaró que, al poseer las fuerzas armadas más grandes del planeta, controlaba la paz mundial. Sus armas le otorgaban el poder de mantener la paz entre las naciones, incluso si eso significaba otorgarles la paz del cementerio... es la misma Pax Romana de hace siglos, y de otras potencias que surgieron a lo largo del tiempo y, como fruta podrida, desaparecieron en la noche de los tiempos...

¿Se les recuerda? Sí. ¿Con respeto? Algunos. Siempre hay personas que valoran el uso de la fuerza por encima del diálogo. Se sienten poderosos porque poseen algo que otros no tienen. Y si lo tienen, es de menor poder ofensivo. Y así, durante décadas, estas personas que se consideran superpoderosas dominan el mundo que les rodea con mano de hierro, siempre edulcorando las cosas para que sus vasallos no se rebelen...

Pero ¿qué les da a estos personajes el poder de dominar poblaciones enteras? Al fin y al cabo, son seres humanos normales. Ella no tiene superpoderes, excepto, por supuesto, la megalomanía. Pero eso no la hace inmune a la violencia normal, ¿verdad? Y aun así...

Creo que lo que les da tanto poder es algo trascendental. Pero ¿cómo sucede esto realmente? Bueno, veamos...

Los seres humanos somos complejos. No hay dos personas iguales en la faz de la Tierra. Cada ser es único, un universo aparte. Cada persona tiene su propia visión de la vida, y nada... absolutamente nada... puede explicar por qué sucede esto. La forma de ver el mundo cambia de persona a persona... sin embargo...

Al mismo tiempo que vivimos en nuestro propio mundo, terminamos uniéndonos a grupos que se forman a nuestro alrededor. Es una forma de protección. Si estamos junto a personas con objetivos similares a los nuestros, tenemos más posibilidades de llegar a la meta. Si no como ganadores, al menos entre los primeros...

Bueno, un grupo social está formado, como dije, por personas que siguen una línea de pensamiento similar. No siguen los mismos parámetros, sino las convergencias que dicho grupo pueda tener en relación con las personas que lo componen. Las ideas se discuten y finalmente se llega a un consenso...

Nadie se da cuenta de que un grupo social es un ser pensante y activo. Se nutre de la energía de sus seguidores. De hecho, son la razón de su existencia...

A medida que este grupo crece, sus ideas también adquieren otra dimensión. Y llega un momento en que el grupo sigue sus propias ideas, independientemente de si hay acuerdo entre todos los miembros. Habrá algunos miembros que discrepen con el camino tomado, pero serán voces pasivas en las decisiones. Este grupo simplemente está vivo y sigue sus propias directrices. ¿Las personas? Son meras células que conforman el cuerpo de este ser invisible que termina afectando la vida de todos...

Pero incluso este cuerpo social no es aún el que determina el destino de todo y de todos. Aunque mantiene cierto control sobre sus miembros, seguirá estando agrupado en un cuerpo mayor, que sigue un conjunto de reglas similares. Y así, al final, varios grupos se unen, formando nuevos grupos que eventualmente darán forma a un solo grupo, la amalgama donde una mente pensante dictará el destino de todos. La paradoja... no todos los componentes de este cuerpo están de acuerdo con sus decisiones, pero aun así siguen sus instrucciones...

¿Por qué sucede esto? Porque, en el fondo, las personas se proyectan en el líder que han elegido. Después de todo, sus ideas son las que la mayoría considera correctas... son el camino que conduce a un mundo donde, a pesar del miedo a otros seres sociales, todos se someterán a la voluntad del ungido. ¿Quién representa al pueblo que lo eligió para tal cargo...?

¿Hay alguna manera de cambiar esta situación? Sí. ¿Es fácil? Nada en esta vida es fácil. El primer paso sería erradicar todo tipo de xenofobia de nuestra formación. Pero esto no es tan sencillo. Porque, inconscientemente, la xenofobia y los prejuicios son vistos como mecanismos de defensa por el individuo. Aunque exista un castigo legal para quienes practican algún tipo de exclusión social de sus semejantes, es difícil erradicar este concepto del desarrollo personal. Porque es una de esas reglas no escritas que todos seguimos, incluso en secreto...

Llegará el día en que todos podamos caminar por este mundo sin miedo. Donde no seamos presas ni depredadores. Un mundo donde solo prevalezca el amor. Un mundo donde el odio, el resentimiento y la discordia no tengan cabida. Un mundo donde, en lugar de fabricar armas para erradicar la vida, trabajemos codo con codo para que todos tengan una comida decente en su mesa y un techo que los proteja de las dificultades del mundo. Un mundo donde la avaricia no prevalezca de ninguna manera. Un mundo donde las personas se sientan verdaderamente hermanas y se ayuden mutuamente en su camino...

Sí, parece utópico. Y quizás lo sea. Pero, como dijo el poeta: «...imagina un mundo donde todos vivan en paz... Puedes decir que soy una soñadora, pero no soy la única. Espero que algún día te unas a nosotros... y entonces todos viviremos como uno solo...».

Tania Miranda - Brasil - 25/02/2026

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IMMAGINA...

Un certo leader di una certa potenza mondiale ha dichiarato che, possedendo le più grandi forze armate del pianeta, controlla la pace mondiale. Le sue armi gli danno il potere di mantenere la pace tra le nazioni, anche se ciò significa garantire loro la pace del cimitero... è la stessa Pax Romana di secoli fa, e di altre potenze che sono sorte nel corso del tempo e, come frutti marci, sono scomparse nelle nebbie del tempo...

Vengono ricordati? Sì. Con rispetto? Da alcuni. Ci sono sempre persone che danno più importanza all'uso della forza che al dialogo. Si sentono potenti perché possiedono qualcosa che altri non hanno. E se ce l'hanno, è di minore potenza offensiva. E così, per decenni, queste persone che si considerano superpotenti dominano il mondo che li circonda con il pugno di ferro, sempre edulcorando le cose affinché i loro vassalli non si ribellino...

Ma cosa dà a questi personaggi il potere di dominare intere popolazioni? Dopotutto, sono normali esseri umani. Lei non ha superpoteri, tranne, ovviamente, la megalomania. Ma questo non la rende immune alla violenza normale, vero? Eppure...

Credo che ciò che dà a queste persone così tanto potere sia qualcosa di trascendentale. Ma come succede davvero? Beh, vediamo...

Gli esseri umani sono complessi. Non ci sono due persone uguali sulla faccia della Terra. Ogni essere è unico, un universo a parte. Ogni persona ha la sua particolare visione della vita, e niente... assolutamente niente... può spiegare perché questo accada. Il modo di vedere il mondo cambia da persona a persona... tuttavia...

Mentre viviamo nel nostro mondo particolare, finiamo per unirci a gruppi che si formano intorno a noi. È una forma di protezione. Se siamo insieme a persone con obiettivi simili ai nostri, abbiamo maggiori possibilità di raggiungere il traguardo. Se non da vincitori, almeno tra i primi...

Beh, un gruppo sociale è formato, come ho detto, da persone che seguono una linea di pensiero simile. Non seguono gli stessi parametri, ma piuttosto le convergenze che un tale gruppo può avere in relazione alle persone che vi si riuniscono. Le idee vengono discusse e alla fine raggiungono un consenso...

Nessuno si rende conto che un gruppo sociale è un essere pensante e attivo. Si nutre dell'energia spesa dai suoi membri. Anzi, sono loro la ragione della sua esistenza...

Man mano che questo gruppo cresce, anche le sue idee assumono un'altra dimensione. E arriva un momento in cui il gruppo segue le proprie idee, indipendentemente dal fatto che ci sia o meno accordo tra i membri nel loro insieme. Ci saranno alcuni membri che non saranno d'accordo con il percorso intrapreso, ma saranno voci passive nelle decisioni. Questo gruppo è semplicemente vivo e segue le proprie linee guida. Le persone? Sono semplici cellule che compongono il corpo di questo essere invisibile che finisce per influenzare la vita di tutti...

Ma anche questo corpo sociale non è ancora quello che determina il destino di tutto e di tutti. Sebbene mantenga un certo controllo sui suoi membri, sarà comunque aggregato in un corpo più grande, che segue un insieme di regole simile. E così, alla fine, diversi gruppi finiscono per unirsi, formando nuovi gruppi che alla fine daranno forma a un unico gruppo, l'amalgama in cui una mente pensante detterà il destino di tutti. Il paradosso... non tutti i componenti di questo corpo sono d'accordo con le sue decisioni, ma ne seguono comunque le istruzioni...

Perché accade questo? Perché, in fondo, le persone si proiettano sul leader che hanno scelto. Dopotutto, le loro idee sono quelle che la maggior parte considera giuste... sono la via che conduce a un mondo in cui, nonostante la paura degli altri esseri sociali, tutti si inchineranno alla volontà dell'Unto. Chi rappresenta il popolo che lo ha eletto a tale carica...

C'è un modo per cambiare questa situazione? Sì. È facile? Niente in questa vita è facile. Il primo passo sarebbe sradicare ogni tipo di xenofobia dalla nostra formazione. Ma non è così semplice. Perché, inconsciamente, xenofobia e pregiudizio sono visti dall'individuo come meccanismi di difesa. Anche se esiste una punizione legale per coloro che praticano una o l'altra forma di esclusione sociale nei confronti dei propri simili, è difficile sradicare tale concetto dallo sviluppo personale. Perché questa è una di quelle regole non scritte che tutti seguono, anche segretamente...

Verrà il giorno in cui potremo tutti camminare in questo mondo senza paura. Dove non saremo né prede né predatori. Un mondo in cui prevarrà solo l'Amore. Un mondo in cui odio, risentimento e discordia non avranno posto. Un mondo in cui, invece di fabbricare armi per sradicare la vita, lavoreremo fianco a fianco affinché tutti abbiano un pasto dignitoso sulla propria tavola e un tetto sopra la testa per proteggersi dalle difficoltà del mondo. Un mondo in cui l'avidità non prevarrà in alcun modo. Un mondo in cui le persone si sentiranno veramente fratelli e sorelle e si aiuteranno a vicenda nel loro cammino...

Sì, sembra utopico. E forse lo è. Ma, come disse una volta il Poeta, "...immagina un mondo in cui tutti vivano in pace... Potresti dire che sono un sognatore, ma non sono l'unico. Spero che un giorno ti unirai a noi... e allora vivremo tutti come una cosa sola..."

Tania Miranda - Brasile - 25/02/2026

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KUVITTELE...

Eräs maailmanvallan johtaja julisti, että planeetan suurimmat asevoimat hallitsevat maailmanrauhaa. Hänen aseensa antavat hänelle voiman ylläpitää rauhaa kansojen keskuudessa, vaikka se merkitsisikin hautausmaan rauhan myöntämistä... se on sama Pax Romana vuosisatoja sitten, ja muiden voimien, jotka nousivat ajan myötä ja katosivat kuin mädäntynyt hedelmä ajan sumuun...

Muistetaanko heidät? Kyllä. Kunnioittavasti? Jotkut muistavat heidät. Aina on ihmisiä, jotka arvostavat voimankäyttöä enemmän kuin vuoropuhelua. He tuntevat itsensä voimakkaiksi, koska heillä on jotain, mitä muilla ei ole. Ja jos heillä sitä on, se on vähemmän hyökkäävää. Ja niin, vuosikymmenten ajan nämä itseään supervoimakkaiksi pitävät ihmiset hallitsevat ympäröivää maailmaa rautaisella nyrkillä, aina kaunistellen asioita, jotta heidän vasallinsa eivät kapinoi...

Mutta mikä antaa näille hahmoille voiman hallita kokonaisia ​​väestöjä? Loppujen lopuksi he ovat normaaleja ihmisiä. Hänellä ei ole mitään supervoimia, paitsi tietysti megalomania. Mutta se ei tee hänestä immuunia normaalille väkivallalle, eihän? Ja silti...

Uskon, että näille ihmisille niin paljon valtaa antaa jokin transsendentaalinen asia. Mutta miten tämä todella tapahtuu? No, katsotaanpa...

Ihmiset ovat monimutkaisia. Maapallolla ei ole kahta samanlaista ihmistä. Jokainen olento on ainutlaatuinen, oma universuminsa. Jokaisella ihmisellä on oma erityinen näkemyksensä elämästä, eikä mikään... ehdottomasti mikään... voi selittää, miksi näin tapahtuu. Tapa nähdä maailma muuttuu ihmisestä toiseen... kuitenkin...

Samalla kun elämme omassa ainutlaatuisessa maailmassamme, päädymme liittymään ympärillemme muodostuviin ryhmiin. Se on eräänlainen suojautuminen. Jos olemme ihmisten rinnalla, joilla on samanlaisia ​​tavoitteita kuin meillä, meillä on paremmat mahdollisuudet päästä maaliin. Jos ei voittajina, ainakin ensimmäisten joukossa...

No, sosiaalinen ryhmä muodostuu, kuten sanoin, ihmisistä, jotka noudattavat samanlaista ajattelutapaa. He eivät noudata samoja parametreja, vaan pikemminkin yhtymäkohtia, joita tällaisella ryhmällä voi olla suhteessa siellä kokoontuneisiin ihmisiin. Ideoista keskustellaan ja lopulta päästään yksimielisyyteen...

Kukaan ei ymmärrä, että sosiaalinen ryhmä on ajatteleva ja aktiivinen olento. Se ruokkii seuraajiensa käyttämää energiaa. Itse asiassa he ovat sen olemassaolon syy...

Ryhmän kasvaessa myös sen ideat saavat uuden ulottuvuuden. Ja koittaa hetki, jolloin ryhmä noudattaa omia ideoitaan riippumatta siitä, onko jäsenten kesken yksimielisyyttä kokonaisuudessaan vai ei. Jotkut jäsenet ovat eri mieltä valitusta polusta, mutta he ovat passiivisia ääniä päätöksissä. Tämä ryhmä on yksinkertaisesti elossa ja noudattaa omia ohjeitaan. Ihmiset? He ovat vain soluja, jotka muodostavat tämän näkymättömän olennon ruumiin, joka lopulta vaikuttaa kaikkien elämään...

Mutta edes tämä sosiaalinen ruumis ei ole vielä se, joka määrää kaiken ja kaikkien kohtalon. Vaikka se säilyttää tietyn vallan jäseniinsä, se silti yhdistyy suuremmaksi kokonaisuudeksi, joka noudattaa samanlaisia ​​sääntöjä. Ja niin lopulta useat ryhmät yhdistyvät muodostaen uusia ryhmiä, jotka lopulta muodostavat yhden ryhmän, yhdistelmän, jossa ajatteleva mieli sanelee kaikkien kohtalon. Paradoksi... kaikki tämän elimen osat eivät ole samaa mieltä sen päätöksistä, mutta silti he noudattavat sen ohjeita...

Miksi näin tapahtuu? Koska syvällä sisimmässään ihmiset heijastavat itsensä valitsemaansa johtajaan. Loppujen lopuksi heidän ajatuksensa ovat niitä, joita useimmat pitävät oikeina... ne ovat polku, joka johtaa maailmaan, jossa muiden sosiaalisten olentojen pelosta huolimatta kaikki taipuvat voidellun tahtoon. Kuka edustaa ihmisiä, jotka valitsivat hänet tähän asemaan...

Onko olemassa tapa muuttaa tätä tilannetta? Kyllä. Onko se helppoa? Mikään tässä elämässä ei ole helppoa. Ensimmäinen askel olisi kaikenlaisen muukalaisvihan kitkeminen pois muodostamme. Mutta tämä ei ole niin yksinkertaista. Koska tiedostamattaan muukalaisvihaa ja ennakkoluuloja pidetään yksilön puolustusmekanismeina. Vaikka niille, jotka harjoittavat jonkinlaista sosiaalista syrjintää kanssaihmisiään kohtaan, on olemassa laillisia rangaistuksia, on vaikea kitkeä tällaista käsitystä pois henkilökohtaisesta kehityksestä. Koska tämä on yksi niistä kirjoittamattomista säännöistä, joita kaikki noudattavat, jopa salaa...

Tulee päivä, jolloin me kaikki voimme kulkea läpi tämän maailman ilman pelkoa. Jossa emme ole saalis emmekä saalistajia. Maailma, jossa vain rakkaus voittaa. Maailma, jossa vihalla, kaunalla ja eripuralla ei ole sijaa. Maailma, jossa sen sijaan, että valmistaisimme aseita elämän hävittämiseksi, työskentelemme rinta rinnan, jotta jokaisella olisi kunnollinen ateria pöydässään ja katto pään päällä suojellakseen itseään maailman vastoinkäymisiltä. Maailma, jossa ahneus ei vallitse millään tavalla. Maailma, jossa ihmiset todella tuntevat olevansa veljiä ja sisaria ja auttavat toisiaan matkallaan...

Kyllä, se vaikuttaa utopistiselta. Ja ehkä se onkin. Mutta kuten Runoilija kerran sanoi: "...kuvittele maailma, jossa kaikki ihmiset elävät rauhassa... Saatat sanoa, että olen unelmoija, mutta en ole ainoa. Toivon, että jonain päivänä liityt seuraamme... ja sitten me kaikki elämme yhtä..."

Tania Miranda - Brasilia - 25.2.2026

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IMAGINEZ…

Un dirigeant d'une certaine puissance mondiale a déclaré que, possédant les forces armées les plus importantes de la planète, il contrôlait la paix mondiale. Ses armes lui conféraient le pouvoir de maintenir la paix entre les nations, même si cela signifiait leur accorder la paix du cimetière… C'était la même Pax Romana qu'il y a des siècles, et celle d'autres puissances apparues au fil du temps et qui, telles des fruits pourris, ont disparu dans les brumes du temps…

Se souvient-on d'eux ? Oui. Avec respect ? Par certains. Il y aura toujours des gens qui privilégient la force au dialogue. Ils se sentent puissants parce qu'ils possèdent quelque chose que les autres n'ont pas. Et s'ils le possèdent, c'est une force offensive moindre. Ainsi, pendant des décennies, ces individus qui se considèrent comme surpuissants dominent le monde qui les entoure d'une main de fer, enjolivant toujours la réalité pour que leurs vassaux ne se rebellent pas…

Mais qu'est-ce qui donne à ces personnages le pouvoir de dominer des populations entières ? Après tout, ce sont des êtres humains ordinaires. Ils ne possèdent aucun superpouvoir, si ce n'est, bien sûr, la mégalomanie. Mais cela ne la rend pas pour autant insensible à la violence ordinaire, n'est-ce pas ? Et pourtant…

Je crois que ce qui confère à ces personnes une telle puissance est d'ordre transcendantal. Mais comment cela se produit-il réellement ? Voyons voir…

Les êtres humains sont complexes. Il n'existe pas deux personnes identiques sur Terre. Chaque être est unique, à part. Chacun a sa propre vision de la vie, et rien… absolument rien… ne peut expliquer pourquoi. La façon de percevoir le monde varie d'une personne à l'autre… cependant…

Tout en vivant dans notre propre monde, nous finissons par rejoindre des groupes qui se forment autour de nous. C'est une forme de protection. Si nous sommes entourés de personnes partageant des objectifs similaires aux nôtres, nous avons plus de chances d'atteindre notre but. Si ce n'est en tant que vainqueurs, du moins parmi les premiers…

Un groupe social se forme, comme je l'ai dit, par des personnes qui partagent une même pensée. Elles ne suivent pas les mêmes paramètres, mais plutôt les convergences que ce groupe peut présenter par rapport aux personnes qui le composent. Les idées sont discutées et finissent par faire consensus…

Personne ne réalise qu'un groupe social est un être pensant et actif. Il se nourrit de l'énergie dépensée par ses membres. En réalité, ils sont sa raison d'être…

À mesure que ce groupe grandit, ses idées prennent une autre dimension. Et vient un moment où le groupe suit ses propres idées, qu'il y ait ou non un consensus parmi ses membres. Certains membres seront en désaccord avec la voie empruntée, mais leur voix restera passive dans les décisions. Ce groupe est tout simplement vivant et suit ses propres règles. Les individus ? De simples cellules qui composent le corps de cet être invisible qui finit par influencer la vie de chacun…

Mais même ce corps social ne détermine pas encore le destin de toute chose et de tous. Bien qu'il exerce un certain contrôle sur ses membres, il finira par s'agréger en un corps plus vaste, qui obéit à des règles similaires. Ainsi, au final, plusieurs groupes finissent par se rassembler, formant de nouveaux groupes qui, à terme, donneront naissance à un seul groupe, l'amalgame où une pensée unique dictera le destin de tous. Le paradoxe… tous les membres de ce groupe ne partagent pas ses décisions, mais ils suivent néanmoins ses instructions…

Pourquoi cela se produit-il ? Parce qu'au fond, les gens se projettent sur le leader qu'ils ont choisi. Après tout, ce sont ses idées que la plupart considèrent comme justes… elles sont la voie qui mène à un monde où, malgré la peur des autres êtres sociaux, tous se soumettront à la volonté de l'élu. Celui qui représente le peuple qui l'a élu à cette fonction…

Existe-t-il un moyen de changer cette situation ? Oui. Est-ce facile ? Rien n'est facile dans la vie. La première étape serait d'éradiquer toute forme de xénophobie de notre société. Mais ce n'est pas si simple. Car, inconsciemment, la xénophobie et les préjugés sont perçus comme des mécanismes de défense par l'individu. Même si la loi punit ceux qui pratiquent une forme ou une autre d'exclusion sociale, il est difficile d'éradiquer ce concept du développement personnel. Car il s'agit d'une de ces règles tacites que chacun suit, même en secret…

Un jour viendra où nous pourrons tous traverser ce monde sans crainte. Un monde où nous ne serons ni proies ni prédateurs. Un monde où seul l'Amour régnera. Un monde où la haine, le ressentiment et la discorde n'auront plus leur place. Un monde où, au lieu de fabriquer des armes pour anéantir la vie, nous travaillerons côte à côte pour que chacun ait un repas décent et un toit au-dessus de sa tête, à l'abri des difficultés. Un monde où la cupidité n'aura plus sa place. Un monde où les gens se sentiront véritablement frères et sœurs et s'entraideront sur leur chemin…

Oui, cela semble utopique. Et peut-être l'est-ce. Mais, comme l'a dit un jour le poète : « Imaginez un monde où tous les peuples vivent en paix… Vous pouvez me traiter de rêveuse, mais je ne suis pas la seule. J'espère qu'un jour vous nous rejoindrez… et alors nous vivrons tous en harmonie… »

Tania Miranda - Brésil - 25/02/2026

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STELLEN SIE SICH VOR...

Ein gewisser Anführer einer gewissen Weltmacht erklärte, er besitze die größten Streitkräfte des Planeten und kontrolliere den Weltfrieden. Seine Waffen gäben ihm die Macht, den Frieden zwischen den Nationen zu wahren, selbst wenn es bedeute, ihnen den Frieden des Friedhofs zu gewähren... Es ist dieselbe Pax Romana von vor Jahrhunderten und jener anderer Mächte, die im Laufe der Zeit aufstiegen und wie faule Früchte im Nebel der Zeit verschwanden...

Werden sie in Erinnerung behalten? Ja. Mit Respekt? Von manchen. Es gibt immer Menschen, die Gewalt dem Dialog vorziehen. Sie fühlen sich mächtig, weil sie etwas besitzen, was anderen fehlt. Und wenn sie es doch besitzen, ist es von geringerer offensiver Stärke. So beherrschen diese selbsternannten Supermächte jahrzehntelang die Welt um sich herum mit eiserner Faust und beschönigen die Dinge stets, damit ihre Vasallen nicht rebellieren...

Aber was gibt diesen Gestalten die Macht, ganze Bevölkerungen zu beherrschen? Schließlich sind sie ganz normale Menschen. Sie besitzt keine Superkräfte, außer natürlich Größenwahn. Aber das macht sie nicht immun gegen normale Gewalt, oder? Und doch …

Ich glaube, dass die Macht dieser Menschen auf etwas Transzendentes zurückzuführen ist. Aber wie kommt es dazu? Nun, sehen wir mal …

Menschen sind komplex. Kein Mensch gleicht dem anderen. Jeder ist einzigartig, eine Welt für sich. Jeder Mensch hat seine eigene Sicht auf das Leben, und nichts … absolut nichts … kann erklären, warum das so ist. Die Art, die Welt zu sehen, ist von Mensch zu Mensch verschieden … jedoch …

Während wir in unserer eigenen Welt leben, schließen wir uns Gruppen an, die sich um uns herum bilden. Das ist eine Art Schutz. Wenn wir mit Menschen zusammen sind, die ähnliche Ziele verfolgen wie wir, haben wir eine größere Chance, unser Ziel zu erreichen. Wenn nicht als Sieger, dann zumindest unter den Ersten …

Nun, eine soziale Gruppe bildet sich, wie gesagt, aus Menschen mit ähnlichen Denkweisen. Sie folgen nicht denselben Parametern, sondern den Gemeinsamkeiten, die eine solche Gruppe in Bezug auf die dort versammelten Menschen aufweist. Ideen werden diskutiert und schließlich ein Konsens erzielt…

Niemand ahnt, dass eine soziale Gruppe ein denkendes und handelndes Wesen ist. Sie nährt sich von der Energie ihrer Anhänger. Tatsächlich sind diese der Grund für ihre Existenz…

Mit dem Wachstum dieser Gruppe entwickeln auch ihre Ideen eine neue Dimension. Und es kommt der Moment, in dem die Gruppe ihren eigenen Ideen folgt, unabhängig davon, ob die Mitglieder als Ganzes zustimmen oder nicht. Es wird Mitglieder geben, die mit dem eingeschlagenen Weg nicht einverstanden sind, doch sie werden bei den Entscheidungen passiv bleiben. Diese Gruppe ist einfach lebendig und folgt ihren eigenen Richtlinien. Die Menschen? Sie sind bloße Zellen, die den Körper dieses unsichtbaren Wesens bilden, das letztendlich das Leben aller beeinflusst…

Doch selbst dieser soziale Körper bestimmt noch nicht das Schicksal von allem und jedem. Obwohl er eine gewisse Kontrolle über seine Mitglieder ausübt, wird er sich dennoch in einen größeren Körper einfügen, der ähnlichen Regeln folgt. Und so schließen sich schließlich mehrere Gruppen zusammen und bilden neue Gruppierungen, die schließlich eine einzige Gruppe formen – ein Gebilde, in dem ein denkender Geist das Schicksal aller bestimmt. Das Paradoxe: Nicht alle Mitglieder dieses Gebildes stimmen seinen Entscheidungen zu, aber sie folgen dennoch seinen Anweisungen.

Warum geschieht das? Weil Menschen sich im Grunde mit dem von ihnen gewählten Anführer identifizieren. Schließlich gelten seine Ideen als die meisten richtig – sie sind der Weg in eine Welt, in der sich trotz der Angst vor anderen Menschen alle dem Willen des Auserwählten beugen. Er repräsentiert das Volk, das ihn in diese Position gewählt hat.

Gibt es einen Weg, diese Situation zu ändern? Ja. Ist es einfach? Nichts im Leben ist einfach. Der erste Schritt wäre, jegliche Fremdenfeindlichkeit aus unserem Leben zu verbannen. Doch das ist nicht so einfach. Denn unbewusst werden Fremdenfeindlichkeit und Vorurteile vom Einzelnen als Abwehrmechanismen wahrgenommen. Auch wenn es rechtliche Konsequenzen für diejenigen gibt, die andere Menschen auf die eine oder andere Weise ausgrenzen, lässt sich ein solches Konzept nur schwer aus der persönlichen Entwicklung verbannen. Denn es ist eine jener ungeschriebenen Regeln, die jeder befolgt, selbst insgeheim.

Der Tag wird kommen, an dem wir alle angstfrei durch diese Welt gehen können. Eine Welt, in der wir weder Gejagte noch Jäger sind. Eine Welt, in der nur die Liebe herrscht. Eine Welt, in der Hass, Groll und Zwietracht keinen Platz haben. Eine Welt, in der wir, anstatt Waffen zur Auslöschung allen Lebens herzustellen, Seite an Seite arbeiten, damit jeder eine anständige Mahlzeit auf dem Tisch und ein Dach über dem Kopf hat, um sich vor den Härten der Welt zu schützen. Eine Welt, in der Gier keine Rolle spielt. Eine Welt, in der sich die Menschen wirklich wie Brüder und Schwestern fühlen und einander auf ihrem Weg unterstützen.

Ja, es klingt utopisch. Und vielleicht ist es das auch. Aber wie der Dichter einst sagte: „…stellt euch eine Welt vor, in der alle Menschen in Frieden leben… Ihr mögt mich eine Träumerin nennen, aber ich bin nicht die Einzige. Ich hoffe, ihr schließt euch uns eines Tages an… und dann werden wir alle in Einheit leben…“

Tania Miranda – Brasilien – 25.02.2026

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