NÃO DEVEMOS OUVIR O CANTO DAS SEREIAS...


NÃO DEVEMOS OUVIR O CANTO DAS SEREIAS... 

A vida é um mar imenso, onde navegamos sem saber ao certo o que nos aguarda no horizonte. Cada milha vencida nos trás novidades, algumas boas, outras nem tanto. Singramos pelas águas, ora tranquilas, ora raivosas, dependendo do humor de Netuno, Senhor dos Mares... e torcemos para não cruzar com as sereias, pois estas podem muito bem nos destruir apenas por existirmos...

Bem, nem sempre essas divindades são maléficas. São forças da Natureza e agem simplesmente para proteger aquilo que temem que seja destruído por nós. E, assim como arrancamos as ervas daninhas de nosso jardim, para que as plantas que nos são benevolentes possam sobreviver, as sereias extirpam aqueles que elas creem serem danosos para o meio ambiente...

Claro que sereias não existem realmente. Bem, apesar dos relatos, nunca alguém provou por a mais b a existência de tais criaturas. Mas... já percebeu que tal mito é comum a praticamente todos os povos da terra, a todos aqueles que tem acesso a rios e mares? Verdade seja dita que tais criaturas são descritas das mais variadas formas...

Na Mitologia Grega, onde costumamos sorver aquilo que acreditamos ser o supra sumo do conhecimento, as sereias não eram, como imaginamos, metade mulheres e metade peixe. Não. Na verdade, sua metade não humana era de pássaro...

Ah, sim... não as confunda com as harpias. Eram semelhantes em suas diferenças. E diferentes em suas semelhanças... enquanto as harpias eram apenas aves de rapina cuja missão era claramente castigar aqueles que os deuses marcavam, as sereias atraiam os marinheiros para destruir suas embarcações, impedindo-os de seguirem em frente e descobrirem novos horizontes...

As sereias aladas eram chamadas de sirenas. E, sim, havia também as mulheres peixe, essas as sereias que ficaram gravadas em nosso imaginário. As sirenas jamais se apaixonavam pelos homens. Jamais se distraiam de sua missão, que era proteger aquilo que lhes foi designado...

As sirenas eram lindíssimas e sua voz era de uma doçura tal que era impossível a um relés mortal deixar de se encantar com seu canto mavioso. E era esse encanto que levava os marinheiros à sua destruição... pois ficavam tão enlevados com a magia destas, que acabavam por colidir seus navios com os rochedos, naufragando e sendo levados rumo a Hades...

Podemos dizer que o mito das sereias... das sirenas... reflete nossa vida nesse plano. Somos, a todo instante, distraídos por cantos maviosos, que nos afastam de nossos objetivos, fazendo nossa nau chocar-se contra os rochedos do destino... quantas vezes não trilhamos por caminhos obscuros, atraídos que somos pelo brilho de algo que, em nossa imaginação, nos levará até os Campos Elísios, onde o mel corre pelos rios? E quando percebemos, nada daquilo que havíamos visto corresponde à realidade...

A sereia é sempre descrita como um ser neutro, que tanto pode ser benfazejo como  não. Depende das circunstâncias em que cruzamos seu caminho. E assim é a vida real, onde cada passo que damos pode nos levar ao pódio ou ao abismo... como aquele ao qual os marinheiros são arrastados quando naufragam...

E a vida é assim... dependendo do caminho por nós escolhido, tanto podemos ter sucesso em nossa empreitada, alcançando o sucesso desejado como podemos ser encobertos pela escuridão que tudo domina... 

Então façamos como Odisseu... evitemos ser encantados pela canção das sirenas e mantenhamos nossa rota em direção ao sol... não nos desviemos nem mesmo um segundo do caminho traçado... pois a beleza que se apresenta em nossa frente deseja apenas nos destruir. Não por maldade, mas para preservar a pureza de seus desígnios... mas nós também desejamos fazer o bem... 

Tania Miranda   -    Brasil    -    07/03/2026

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WE MUST NOT LISTEN TO THE SONG OF THE SIRENS...

Life is a vast sea, where we navigate without knowing for sure what awaits us on the horizon. Each mile conquered brings us news, some good, others not so much. We sail through the waters, sometimes calm, sometimes raging, depending on the mood of Neptune, Lord of the Seas... and we hope not to cross paths with the sirens, for they can very well destroy us simply for existing...

Well, these deities are not always malevolent. They are forces of Nature and act simply to protect what they fear will be destroyed by us. And, just as we pull weeds from our garden so that the plants that are benevolent to us can survive, the sirens eradicate those they believe to be harmful to the environment...

Of course, mermaids don't really exist. Well, despite the accounts, no one has ever proven beyond a shadow of a doubt the existence of such creatures. But... have you noticed that this myth is common to practically all peoples of the earth, to all those who have access to rivers and seas? Truth be told, these creatures are described in the most varied ways...

In Greek Mythology, where we usually absorb what we believe to be the pinnacle of knowledge, mermaids were not, as we imagine, half women and half fish. No. In fact, their non-human half was that of a bird...

Ah, yes... don't confuse them with harpies. They were similar in their differences. And different in their similarities... while harpies were merely birds of prey whose mission was clearly to punish those whom the gods had marked, mermaids lured sailors to destroy their ships, preventing them from moving forward and discovering new horizons...

The winged mermaids were called sirens. And, yes, there were also the fish-women, those are the mermaids that have remained etched in our imagination. Sirens never fell in love with men. Never be distracted from your mission, which was to protect what was assigned to you...

The sirens were beautiful, and their voices were so sweet that it was impossible for a mere mortal not to be enchanted by their melodious song. And it was this enchantment that led sailors to their destruction... for they became so captivated by their magic that they ended up crashing their ships against the rocks, shipwrecking and being carried towards Hades...

We can say that the myth of the mermaids... of the sirens... reflects our life on this plane. We are, at every moment, distracted by melodious songs that lead us away from our objectives, causing our ship to crash against the rocks of destiny... how many times have we not trod dark paths, attracted as we are by the brilliance of something that, in our imagination, will lead us to the Elysian Fields, where honey flows through the rivers? And when we realize it, nothing we had seen corresponds to reality...

The mermaid is always described as a neutral being, capable of being benevolent or not. It depends on the circumstances in which we cross her path. And so is real life, where each step we take can lead us to the podium or to the abyss... like the one to which sailors are dragged when they shipwreck...

And life is like that... depending on the path we choose, we can either succeed in our endeavor, achieving the desired success, or we can be enveloped by the darkness that dominates everything...

So let us do as Odysseus did... let us avoid being enchanted by the song of the sirens and maintain our course towards the sun... let us not deviate even for a second from the path we have chosen... for the beauty that presents itself before us only wishes to destroy us. Not out of malice, but to preserve the purity of their intentions... but we also wish to do good...

Tania Miranda - Brazil - 07/03/2026

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NO DEBEMOS ESCUCHAR EL CANTO DE LAS SIRENAS...

La vida es un mar inmenso, donde navegamos sin saber con certeza qué nos espera en el horizonte. Cada milla conquistada nos trae noticias, algunas buenas, otras no tanto. Navegamos por las aguas, a veces tranquilas, a veces embravecidas, según el estado de ánimo de Neptuno, Señor de los Mares... y esperamos no cruzarnos con las sirenas, pues podrían destruirnos simplemente por existir...

Bueno, estas deidades no siempre son malévolas. Son fuerzas de la naturaleza y actúan simplemente para proteger lo que temen que destruyamos. Y, así como arrancamos la maleza de nuestro jardín para que las plantas que nos son benévolas sobrevivan, las sirenas erradican las que consideran dañinas para el medio ambiente...

Por supuesto, las sirenas no existen realmente. Pues bien, a pesar de los relatos, nadie ha demostrado con certeza la existencia de tales criaturas. Pero... ¿se han dado cuenta de que este mito es común a prácticamente todos los pueblos de la tierra, a todos aquellos que tienen acceso a ríos y mares? A decir verdad, estas criaturas se describen de las más variadas maneras...

En la mitología griega, donde solemos absorber lo que consideramos la cumbre del conocimiento, las sirenas no eran, como imaginamos, mitad mujeres y mitad peces. No. De hecho, su mitad no humana era la de un ave...

Ah, sí... no las confundan con las arpías. Eran similares en sus diferencias. Y diferentes en sus semejanzas... mientras que las arpías eran simplemente aves rapaces cuya misión era claramente castigar a aquellos a quienes los dioses habían marcado, las sirenas atraían a los marineros para destruir sus barcos, impidiéndoles avanzar y descubrir nuevos horizontes...

Las sirenas aladas se llamaban sirenas. Y, sí, también estaban las mujeres-pez, esas son las sirenas que han quedado grabadas en nuestra imaginación. Las sirenas nunca se enamoraron de los hombres. Nunca te distraigas de tu misión, que era proteger lo que te fue asignado...

Las sirenas eran hermosas, y sus voces tan dulces que era imposible para un simple mortal no quedar hechizado por su melodioso canto. Y fue este encantamiento el que llevó a los marineros a su destrucción... pues quedaron tan cautivados por su magia que terminaron estrellando sus barcos contra las rocas, naufragando y siendo arrastrados hacia el Hades...

Podemos decir que el mito de las sirenas... de las sirenas... refleja nuestra vida en este plano. A cada instante nos distraen sus melodiosos cantos que nos desvían de nuestros objetivos, haciendo que nuestro barco se estrelle contra las rocas del destino... ¿Cuántas veces no hemos recorrido senderos oscuros, atraídos como estamos por el brillo de algo que, en nuestra imaginación, nos llevará a los Campos Elíseos, donde la miel fluye por los ríos? Y cuando nos damos cuenta, nada de lo que habíamos visto corresponde a la realidad...

La sirena siempre es descrita como un ser neutral, capaz de ser benévola o no. Depende de las circunstancias en las que nos crucemos en su camino. Y así es la vida real, donde cada paso que damos puede llevarnos al podio o al abismo... como aquel al que son arrastrados los marineros cuando naufragan...

Y la vida es así... dependiendo del camino que elijamos, podemos tener éxito en nuestra empresa, alcanzando el éxito deseado, o podemos ser envueltos por la oscuridad que todo lo domina...

Así que hagamos como Odiseo... evitemos dejarnos encantar por el canto de las sirenas y mantengamos nuestro rumbo hacia el sol... no nos desviemos ni un segundo del camino que hemos elegido... pues la belleza que se presenta ante nosotros solo desea destruirnos. No por malicia, sino para preservar la pureza de sus intenciones... pero también queremos hacer el bien...

Tania Miranda - Brasil - 07/03/2026

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NON DOBBIAMO ASCOLTARE IL CANTO DELLE SIRENE...

La vita è un mare immenso, dove navighiamo senza sapere con certezza cosa ci aspetta all'orizzonte. Ogni miglio conquistato ci porta notizie, alcune buone, altre meno. Navighiamo nelle acque, a volte calme, a volte furiose, a seconda dell'umore di Nettuno, Signore dei Mari... e speriamo di non incrociare le sirene, perché potrebbero benissimo distruggerci per il solo fatto di esistere...

Ebbene, queste divinità non sono sempre malevole. Sono forze della Natura e agiscono semplicemente per proteggere ciò che temono possa essere distrutto da noi. E, proprio come noi estirpiamo le erbacce dal nostro giardino affinché le piante che ci sono benevole possano sopravvivere, le sirene sradicano quelle che ritengono dannose per l'ambiente...

Certo, le sirene non esistono davvero. Beh, nonostante le testimonianze, nessuno ha mai dimostrato al di là di ogni dubbio l'esistenza di tali creature. Ma... avete notato che questo mito è comune praticamente a tutti i popoli della terra, a tutti coloro che hanno accesso a fiumi e mari? A dire il vero, queste creature vengono descritte nei modi più vari...

Nella mitologia greca, dove di solito assorbiamo quella che crediamo essere l'apice della conoscenza, le sirene non erano, come immaginiamo, metà donne e metà pesce. No. Infatti, la loro metà non umana era quella di un uccello...

Ah, sì... non confondetele con le arpie. Erano simili nelle loro differenze. E diverse nelle loro somiglianze... mentre le arpie erano semplicemente uccelli rapaci la cui missione era chiaramente quella di punire coloro che gli dei avevano segnato, le sirene attiravano i marinai per distruggere le loro navi, impedendo loro di procedere e scoprire nuovi orizzonti...

Le sirene alate erano chiamate sirene. E, sì, c'erano anche le donne-pesce, quelle sono le sirene che sono rimaste impresse nella nostra immaginazione. Le sirene non si innamoravano mai degli uomini. Non lasciarti mai distrarre dalla tua missione, che era proteggere ciò che ti era stato assegnato...

Le sirene erano bellissime, e le loro voci erano così dolci che era impossibile per un semplice mortale non rimanere incantato dal loro canto melodioso. E fu questo incantesimo a condurre i marinai alla distruzione... perché rimasero così affascinati dalla loro magia che finirono per far schiantare le loro navi contro gli scogli, naufragando e venendo trasportati verso l'Ade...

Possiamo dire che il mito delle sirene... delle sirene... riflette la nostra vita su questo piano. Siamo, in ogni momento, distratti da canti melodiosi che ci allontanano dai nostri obiettivi, facendo schiantare la nostra nave contro gli scogli del destino... quante volte non abbiamo percorso sentieri oscuri, attratti come siamo dallo splendore di qualcosa che, nella nostra immaginazione, ci condurrà ai Campi Elisi, dove il miele scorre attraverso i fiumi? E quando ce ne rendiamo conto, nulla di ciò che abbiamo visto corrisponde alla realtà...

La sirena è sempre descritta come un essere neutrale, capace di essere benevolo o meno. Dipende dalle circostanze in cui incrociamo il suo cammino. E così è la vita reale, dove ogni passo che facciamo può condurci sul podio o nell'abisso... come quello in cui vengono trascinati i marinai dopo un naufragio...

E la vita è così... a seconda del percorso che scegliamo, possiamo avere successo nella nostra impresa, ottenendo il successo desiderato, oppure essere avvolti dall'oscurità che domina ogni cosa...

Facciamo quindi come Odisseo... evitiamo di lasciarci incantare dal canto delle sirene e manteniamo la rotta verso il sole... non deviamo nemmeno per un secondo dal cammino che abbiamo scelto... perché la bellezza che si presenta davanti a noi desidera solo distruggerci. Non per cattiveria, ma per preservare la purezza delle loro intenzioni... ma desideriamo anche fare del bene...

Tania Miranda - Brasile - 07/03/2026

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EMME SAA KUUNNELLA SIREENIEN LAULUA...

Elämä on valtava meri, jossa navigoimme tietämättä varmasti, mitä meitä horisontissa odottaa. Jokainen valloitettu maili tuo meille uutisia, hyviä, toiset eivät niinkään. Purjehdimme vesien halki, joskus tyyninä, joskus raivoina, riippuen Neptunuksen, Merten herran, mielialasta... ja toivomme, ettemme kohtaa sireenejä, sillä ne voivat hyvinkin tuhota meidät vain olemassaolon vuoksi...

No, nämä jumaluudet eivät ole aina pahansuovia. Ne ovat luonnonvoimia ja toimivat yksinkertaisesti suojellakseen sitä, mitä he pelkäävät tuhoutuvamme. Ja aivan kuten kitkemme rikkaruohoja puutarhastamme, jotta meille hyväntahtoiset kasvit voivat selviytyä, sireenit hävittävät ne, joiden he uskovat olevan haitallisia ympäristölle...

Merenneitoja ei tietenkään oikeasti ole olemassa. No, kertomuksista huolimatta kukaan ei ole koskaan todistanut kiistatta tällaisten olentojen olemassaoloa. Mutta... oletko huomannut, että tämä myytti on yhteinen käytännössä kaikille maan kansoille, kaikille niille, joilla on pääsy jokiin ja meriin? Totta puhuen, näitä olentoja kuvaillaan mitä erilaisimmilla tavoilla...

Kreikkalaisessa mytologiassa, josta yleensä omaksumme sen, mitä pidämme tiedon huipentumana, merenneidot eivät olleet, kuten kuvittelemme, puoliksi naisia ​​ja puoliksi kaloja. Eivät. Itse asiassa heidän ei-inhimillinen puolensa oli linnun puoleinen...

Ai niin... älä sekoita heitä harpyioihin. Ne olivat samanlaisia ​​eroavaisuuksissaan. Ja erilaisia ​​yhtäläisyyksissään... kun taas harpyiat olivat vain petolintuja, joiden tehtävänä oli selvästi rangaista jumalten merkitsemiä, merenneidot houkuttelivat merimiehiä tuhoamaan laivojaan, estäen heitä liikkumasta eteenpäin ja löytämästä uusia horisontteja...

Siivekkäitä merenneitoja kutsuttiin sereeneiksi. Ja kyllä, oli myös kalanaisia, ne ovat merenneitoja, jotka ovat jääneet mielikuvitukseemme. Sireenit eivät koskaan rakastuneet miehiin. Älä koskaan anna häiriintyä tehtävästäsi, joka oli suojella sitä, mikä sinulle oli määrätty...

Sireenit olivat kauniita, ja niiden äänet olivat niin suloisia, että tavallisen kuolevaisen oli mahdotonta olla lumoutumatta niiden melodisesta laulusta. Ja juuri tämä lumous johdatti merimiehet tuhoonsa... sillä he lumoutuivat taiastaan ​​niin, että he törmäsivät laivoillaan kallioihin, haaksirikkoutuivat ja joutuivat kohti Haadesta...

Voimme sanoa, että merenneitojen... sireenien... myytti heijastaa elämäämme tällä tasolla. Meitä häiritsevät joka hetki melodiset laulut, jotka johdattavat meidät pois tavoitteistamme ja saavat laivamme törmäämään kohtalon kallioihin... kuinka monta kertaa olemmekaan kulkeneet pimeitä polkuja, joita meitä vetää puoleensa jonkin sellaisen loisto, joka mielikuvituksessamme johtaa meidät Elysiumin kentälle, jossa hunaja virtaa jokien läpi? Ja kun tajuamme sen, mikään näkemämme ei vastaa todellisuutta...

Merenneitoa kuvataan aina neutraaliksi olennoksi, joka kykenee olemaan hyväntahtoinen tai ei. Se riippuu olosuhteista, joissa kohtaamme hänen polkunsa. Ja niin on todellinen elämäkin, jossa jokainen ottamamme askel voi johtaa meidät joko korokkeelle tai kuiluun... kuten se, johon merimiehet raahataan haaksirikossa...

Ja elämä on sellaista... riippuen valitsemastamme polusta, voimme joko onnistua pyrkimyksessämme ja saavuttaa halutun menestyksen tai meidät voi kietoa kaikkea hallitseva pimeys...

Tehkäämme siis kuten Odysseus... välttäkäämme sireenien laulun lumoa ja pitäkäämme kurssimme kohti aurinkoa... älkäämme poikekemmiksikään valitsemamme polulta... sillä edessämme avautuva kauneus haluaa vain tuhota meidät. Ei pahuudesta, vaan säilyttääkseen aikomustensa puhtauden... mutta haluamme myös tehdä hyvää...

Tania Miranda - Brasilia - 07.03.2026

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Il ne faut surtout pas écouter le chant des sirènes…

La vie est un vaste océan où l’on navigue sans savoir ce qui nous attend à l’horizon. Chaque mille parcouru nous apporte des nouvelles, certaines bonnes, d’autres moins. Nous voguons sur des eaux tantôt calmes, tantôt déchaînées, au gré de Neptune, maître des mers… et nous espérons ne jamais croiser le chemin des sirènes, car elles pourraient bien nous anéantir simplement par notre existence…

Ces divinités ne sont pourtant pas toujours malveillantes. Elles sont des forces de la nature et agissent simplement pour protéger ce qu’elles craignent de voir détruit par nous. Et, tout comme nous désherbons notre jardin pour que les plantes bienfaisantes puissent survivre, les sirènes éradiquent celles qu’elles jugent nuisibles à l’environnement…

Bien sûr, les sirènes n’existent pas. En réalité, malgré les récits, personne n’a jamais prouvé de façon irréfutable l’existence de telles créatures. Mais… avez-vous remarqué que ce mythe est commun à presque tous les peuples de la Terre, à tous ceux qui ont accès aux rivières et aux mers ? À vrai dire, ces créatures sont décrites de mille façons…

Dans la mythologie grecque, que nous considérons généralement comme le summum du savoir, les sirènes n’étaient pas, comme on l’imagine, mi-femmes, mi-poissons. Non. En réalité, leur moitié non humaine était celle d’un oiseau…

Ah, oui… ne les confondez pas avec les harpies. Elles étaient semblables dans leurs différences. Et différentes dans leurs similitudes… tandis que les harpies n’étaient que des oiseaux de proie dont la mission était clairement de punir ceux que les dieux avaient marqués, les sirènes attiraient les marins pour détruire leurs navires, les empêchant ainsi de poursuivre leur route et de découvrir de nouveaux horizons…

Les sirènes ailées étaient appelées sirènes. Et, oui, il y avait aussi les femmes-poissons, ces sirènes qui sont restées gravées dans notre imaginaire. Les sirènes ne tombaient jamais amoureuses des hommes. Ne te laisse jamais distraire de ta mission : protéger ce qui t'a été confié…

Les sirènes étaient magnifiques, et leurs voix si douces qu'il était impossible à un simple mortel de ne pas succomber à leur chant mélodieux. Et c'est cet enchantement qui mena les marins à leur perte… car, subjugués par leur magie, ils finissaient par fracasser leurs navires contre les rochers, faisant naufrage et étant emportés vers l'Hadès…

On peut dire que le mythe des sirènes… des sirènes… reflète notre vie sur cette terre. À chaque instant, nous sommes distraits par des chants mélodieux qui nous éloignent de nos objectifs, précipitant notre navire contre les rochers du destin… Combien de fois n'avons-nous pas emprunté des chemins obscurs, attirés que nous sommes par l'éclat de ce qui, dans notre imagination, nous mènera aux Champs Élysées, où coule le miel ? Et quand on s'en rend compte, rien de ce qu'on a vu ne correspond à la réalité…

On décrit toujours la sirène comme un être neutre, capable de bienveillance ou de malveillance. Tout dépend des circonstances où l'on croise son chemin. Il en va de même de la vie, où chaque pas peut nous mener au triomphe ou à l'abîme… comme celui où sont entraînés les marins lors d'un naufrage…

La vie est ainsi faite… selon le chemin emprunté, on peut réussir, atteindre le succès désiré, ou être englouti par les ténèbres qui dominent tout…

Alors, faisons comme Ulysse… ne nous laissons pas envoûter par le chant des sirènes et poursuivons notre route vers le soleil… ne dévions pas un seul instant du chemin choisi… car la beauté qui se présente à nous ne souhaite que nous perdre. Non par malice, mais pour préserver la pureté de leurs intentions… mais nous souhaitons aussi faire le bien…

Tania Miranda - Brésil - 07/03/2026

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Wir dürfen nicht auf den Gesang der Sirenen hören …

Das Leben ist ein weites Meer, auf dem wir navigieren, ohne genau zu wissen, was uns am Horizont erwartet. Jeder zurückgelegte Kilometer bringt uns Neuigkeiten, manche gut, manche weniger. Wir segeln durch die Gewässer, mal ruhig, mal tosend, je nach Laune Neptuns, des Herrn der Meere … und wir hoffen, den Sirenen nicht zu begegnen, denn sie könnten uns allein durch unsere Existenz vernichten …

Nun, diese Wesen sind nicht immer bösartig. Sie sind Naturgewalten und handeln lediglich, um das zu schützen, was ihrer Meinung nach von uns zerstört werden könnte. Und so wie wir Unkraut aus unserem Garten jäten, damit die uns wohlgesonnenen Pflanzen überleben können, vernichten die Sirenen jene, die sie für schädlich für die Umwelt halten …

Natürlich gibt es keine Meerjungfrauen. Nun ja, trotz der vielen Erzählungen konnte noch niemand die Existenz solcher Wesen zweifelsfrei beweisen. Aber … ist Ihnen aufgefallen, dass dieser Mythos praktisch allen Völkern der Erde gemein ist, allen, die Zugang zu Flüssen und Meeren haben? Tatsächlich werden diese Wesen auf die unterschiedlichsten Arten beschrieben …

In der griechischen Mythologie, die wir gemeinhin als Inbegriff des Wissens betrachten, waren Meerjungfrauen nicht, wie wir uns vorstellen, halb Frau, halb Fisch. Nein. Ihre nicht-menschliche Hälfte war die eines Vogels …

Ach ja … verwechseln Sie sie nicht mit Harpyien. Sie ähnelten sich in ihren Unterschieden. Und unterschieden sich in ihren Gemeinsamkeiten … Während Harpyien lediglich Raubvögel waren, deren Aufgabe es war, jene zu bestrafen, die die Götter auserwählt hatten, lockten Meerjungfrauen Seeleute an, um ihre Schiffe zu zerstören und sie so daran zu hindern, vorwärtszukommen und neue Horizonte zu entdecken …

Die geflügelten Meerjungfrauen wurden Sirenen genannt. Und ja, es gab auch die Fischfrauen – jene Meerjungfrauen, die sich tief in unsere Vorstellungswelt eingeprägt haben. Sirenen verliebten sich niemals in Männer. Lass dich niemals von deiner Mission ablenken: das zu beschützen, was dir anvertraut wurde…

Die Sirenen waren wunderschön, und ihre Stimmen so süß, dass es unmöglich war, dass ein Sterblicher ihrem melodischen Gesang entkam. Und es war dieser Zauber, der die Seeleute ins Verderben stürzte… denn sie waren so gebannt von ihrer Magie, dass sie ihre Schiffe an den Klippen zerschmetterten und in die Unterwelt hinabgerissen wurden…

Man kann sagen, dass der Mythos der Meerjungfrauen… der Sirenen… unser Leben auf dieser Erde widerspiegelt. Ständig lassen wir uns von melodischen Gesängen ablenken, die uns von unseren Zielen abbringen und unser Schiff an den Klippen des Schicksals zerschellen lassen… Wie oft sind wir nicht schon dunkle Pfade beschritten, angezogen vom Glanz dessen, was uns in unserer Vorstellung zu den Elysischen Gefilden führen soll, wo Honig durch die Flüsse fließt? Und wenn wir es erkennen, entspricht nichts, was wir gesehen haben, der Realität …

Die Meerjungfrau wird stets als neutrales Wesen beschrieben, gütig oder böse. Es hängt von den Umständen ab, unter denen wir ihren Weg kreuzen. So ist auch das wahre Leben: Jeder Schritt kann uns zum Erfolg oder in den Abgrund führen … wie jenen, in den Seeleute nach einem Schiffbruch gerissen werden …

Und so ist das Leben … je nachdem, welchen Weg wir wählen, können wir entweder unser Ziel erreichen und den ersehnten Erfolg erzielen oder von der Dunkelheit verschlungen werden, die alles beherrscht …

Lasst uns also wie Odysseus handeln … lasst uns nicht vom Gesang der Sirenen verzaubern und Kurs auf die Sonne halten … lasst uns nicht eine Sekunde von dem Weg abweichen, den wir gewählt haben … denn die Schönheit, die sich uns bietet, will uns nur vernichten. Nicht aus Bosheit, sondern um die Reinheit ihrer Absichten zu bewahren … aber wir wollen auch Gutes tun …

Tania Miranda – Brasilien – 07.03.2026

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