ANJOS E DEMÔNIOS
ANJOS E DEMÔNIOS
Viver em Sociedade é complicado. Mais complicado, ainda, é cuidar dos novos membros que chegam e necessitam de nossa supervisão para que desabrochem e se tornem "bons cidadãos"...
Mil fatores acabam por complicar algo que, em sua essência, seria simples de resolver. Mas, como sempre se diz, "a teoria, na prática, é outra"...
Viver em família é complicado. Viver a dois é ainda mais complicado porque, de repente, você se vê perdida em um mundo muito diferente daquilo que imaginara que viveria. E quando a prole começa a chegar, algo que em sua imaginação seria o Paraíso Celestial... pois você está nos braços de seu príncipe encantado... de repente se torna o Inferno na Terra...
Num repente você descobre que de Encantado seu príncipe nada tem. O pior? É que ele também chega à conclusão que, de Cinderella, você não tem nada...
Vocês dois já trazem traumas de uma família que, aparentemente, é um modelo para todos os que a veem... mas como diz o ditado, "por fora, bela viola..."
Muitas vezes seus genitores transmitem a vocês os defeitos estruturais daquela "família perfeita" de quadro de parede. As brigas constantes de seus pais acabam por ser replicadas por você e seu parceiro em seu Castelo Encantado... e essa atitude acaba por resvalar em seus descendentes...
Antes de nada mais, um aparte... estou falando de famílias desestruturadas. De forma alguma estou generalizando comportamentos como um todo...
Quando chegam os rebentos, a seleção natural entra em ação. Se a criança pertence ao sexo masculino já é etiquetada como "problema" pela mãe. Se é menina, será cercada de todos os cuidados e um pouco mais. Há exceções, é claro, mas principalmente nas famílias menos abastadas os meninos em geral são relegados a um quarto, quinto plano...
Se o parceiro vive com a mulher, a criança ainda tem um modelo, mesmo que deturpado, para seguir. Mas na maioria dos casos essas famílias tem uma matriarca, uma "mãe solo", que luta como pode para manter essa família, mesmo que desunida...
Verdade seja dita, melhor viver só que mal acompanhada. Afinal, ter um parceiro cuja principal contribuição seja desavenças a granel, bem... é melhor cada um viver em seu canto, cuidando da vida o melhor que possa... o problema é quando isso acaba por refletir na educação de seus descendentes...
Sem querer defender esse ou aquele gênero, o que não costumamos pensar é que as crianças são futuros adultos... que levarão consigo aquilo que lhes foi passado. Se receberem carinho, amor, compreensão, serão carinhosos, amorosos, compreensivos, independente de qual gênero pertençam. Se, ao contrário, somente ganharem críticas e nada mais, bem...
Aquele novo ser que lhe foi entregue para ser educado replicará exatamente o que recebeu em sua formação. Amor, ódio, rancor, compaixão... entregará à Sociedade aquilo que lhe foi doado. Pois ninguém consegue entregar ao outro aquilo que não tem, que não lhe foi concedido. Amor ou ódio, sentimentos que a pessoa vai aprendendo no correr da vida... sim, pois "aprendemos" a ter sentimentos. É como um jardim... colhermos a flor que plantamos e cuidamos. Nem mais, nem menos...
O que estou tentando dizer com essas palavras? Cuidemos das crianças com carinho, com Amor... e teremos um futuro de Paz, Alegria, Compreensão... deixemo-las jogadas em um canto, as tratemos com desprezo e rancor, como se tivessem culpa de nossa infância sofrida, e a Sociedade que teremos será de Ódio... uma Sociedade onde ninguém confiará em ninguém, pois não lhes foi ensinado a confiar, se entregar uns aos outros... bem ao contrário...
Quando olharmos os pequenos, que visualizemos os pequenos anjos que nos foram entregues para que deles cuidemos. E que jamais esqueçamos que anjos podem cair, e tornar-se demônios, por falta de cuidado... e se esses anjinhos tornarem-se diabos, a culpa será somente nossa, que não tivemos a capacidade de dar a estes pequenos seres o Amor que necessitavam e mereciam...
Tania Miranda - Brasil - 06/03/2026
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ANGELS AND DEMONS
Living in society is complicated. Even more complicated is caring for the new members who arrive and need our supervision so they can blossom and become "good citizens"...
A thousand factors end up complicating something that, in its essence, would be simple to solve. But, as they always say, "theory is different in practice"...
Living in a family is complicated. Living as a couple is even more complicated because, suddenly, you find yourself lost in a world very different from what you imagined you would live in. And when the offspring begin to arrive, something that in your imagination would be Heavenly Paradise... because you are in the arms of your prince charming... suddenly becomes Hell on Earth...
In a flash you discover that your prince is anything but charming. The worst part? It's because he also comes to the conclusion that you're nothing like Cinderella...
You both already carry traumas from a family that, apparently, is a model for everyone who sees it... but as the saying goes, "outside, a beautiful viola..."
Often your parents transmit to you the structural flaws of that "perfect family" picture on the wall. The constant fights of your parents end up being replicated by you and your partner in your Enchanted Castle... and this attitude ends up affecting your descendants...
First of all, a side note... I'm talking about dysfunctional families. I'm by no means generalizing behaviors as a whole...
When the offspring arrive, natural selection kicks in. If the child is male, he's already labeled a "problem" by the mother. If it's a girl, she'll be surrounded by all the care and then some. There are exceptions, of course, but mainly in less affluent families, boys are generally relegated to a fourth or fifth place...
If the partner lives with the woman, the child still has a role model, even if distorted, to follow. But in most cases, these families have a matriarch, a "single mother," who fights as best she can to keep the family together, even if it's divided...
Truth be told, it's better to live alone than in bad company. After all, having a partner whose main contribution is constant disagreements... well, it's better for each to live in their own corner, taking care of their life as best they can... the problem is when this ends up reflecting on the upbringing of their descendants...
Without wanting to defend this or that gender, what we don't usually think about is that children are future adults... who will carry with them what has been passed on to them. If they receive affection, love, and understanding, they will be affectionate, loving, and understanding, regardless of which gender they belong to. If, on the contrary, they only receive criticism and nothing more, well...
That new being entrusted to you to be educated will replicate exactly what it received in its upbringing. Love, hate, resentment, compassion... it will give to society what it was given. For no one can give to another what they do not have, what was not granted to them. Love or hate, feelings that a person learns throughout life... yes, because we "learn" to have feelings. It's like a garden... we harvest the flower we planted and cared for. No more, no less...
What am I trying to say with these words? Let's care for children with affection, with love... and we will have a future of peace, joy, and understanding... let's leave them abandoned in a corner, treat them with contempt and resentment, as if they were to blame for our suffering childhood, and the society we will have will be one of hatred... a society where no one will trust anyone, because they were not taught to trust, to surrender to one another... quite the opposite...
When we look at the little ones, let's visualize the little angels that were entrusted to us to care for. And let's never forget that angels can fall and become demons, due to lack of care... and if these little angels become devils, the blame will be solely ours, for we did not have the capacity to give these little beings the love they needed and deserved...
Tania Miranda - Brazil - 06/03/2026
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ÁNGELES Y DEMONIOS
Vivir en sociedad es complicado. Aún más complicado es cuidar a los nuevos miembros que llegan y necesitan nuestra supervisión para que puedan florecer y convertirse en "buenos ciudadanos"...
Mil factores acaban complicando algo que, en esencia, sería fácil de resolver. Pero, como siempre dicen, "la teoría es diferente en la práctica"...
Vivir en familia es complicado. Vivir en pareja es aún más complicado porque, de repente, te encuentras perdido en un mundo muy diferente al que imaginabas. Y cuando empiezan a llegar los hijos, lo que en tu imaginación sería el Paraíso Celestial... porque estás en los brazos de tu príncipe azul... de repente se convierte en el Infierno en la Tierra...
En un instante descubres que tu príncipe es todo menos encantador. ¿Lo peor? Es porque él también llega a la conclusión de que no te pareces en nada a Cenicienta...
Ambos ya cargan con traumas de una familia que, aparentemente, es un modelo para todo el que la ve... pero como dice el dicho, "afuera, una hermosa viola..."
A menudo, sus padres les transmiten las fallas estructurales de esa foto de "familia perfecta" en la pared. Las constantes peleas de sus padres terminan siendo replicadas por ustedes y su pareja en su Castillo Encantado... y esta actitud termina afectando a sus descendientes...
Antes que nada, una nota al margen... Hablo de familias disfuncionales. De ninguna manera generalizo los comportamientos en su conjunto...
Cuando llega la descendencia, la selección natural entra en acción. Si el niño es varón, la madre ya lo ha etiquetado como un "problema". Si es niña, estará rodeada de todos los cuidados y más. Hay excepciones, por supuesto, pero sobre todo en las familias con menos recursos, los niños suelen quedar relegados a un segundo plano...
Si la pareja vive con la mujer, el niño aún tiene un modelo a seguir, aunque distorsionado. Pero en la mayoría de los casos, estas familias tienen una matriarca, una "madre soltera", que lucha como puede por mantener unida a la familia, incluso si está dividida...
A decir verdad, es mejor vivir solo que mal acompañado. Al fin y al cabo, tener una pareja cuya principal aportación son los desacuerdos constantes... bueno, es mejor que cada uno viva en su propio rincón, cuidando su vida lo mejor que pueda... el problema es cuando esto acaba reflejándose en la crianza de sus descendientes...
Sin ánimo de defender este o aquel género, lo que no solemos pensar es que los hijos son futuros adultos... que llevarán consigo lo que les ha sido transmitido. Si reciben afecto, amor y comprensión, serán cariñosos, amorosos y comprensivos, independientemente del género al que pertenezcan. Si, por el contrario, solo reciben críticas y nada más, bueno...
Ese nuevo ser que se te ha confiado para que lo eduques replicará exactamente lo que recibió en su crianza. Amor, odio, resentimiento, compasión... le dará a la sociedad lo que le fue dado. Porque nadie puede dar a otro lo que no tiene, lo que no le fue concedido. Amor u odio, sentimientos que una persona aprende a lo largo de la vida... sí, porque "aprendemos" a tener sentimientos. Es como un jardín... cosechamos la flor que plantamos y cuidamos. Ni más ni menos...
¿Qué intento decir con estas palabras? Cuidemos a los niños con cariño, con amor... y tendremos un futuro de paz, alegría y comprensión... dejémoslos abandonados en un rincón, tratémoslos con desprecio y resentimiento, como si fueran los culpables de nuestra infancia sufrida, y la sociedad que tendremos será una sociedad de odio... una sociedad donde nadie confiará en nadie, porque no se les enseñó a confiar, a entregarse unos a otros... todo lo contrario...
Al mirar a los pequeños, visualicemos a los angelitos que nos fueron confiados para cuidar. Y nunca olvidemos que los ángeles pueden caer y convertirse en demonios por falta de cuidado... y si estos angelitos se convierten en diablos, la culpa será solo nuestra, porque no tuvimos la capacidad de darles a estos pequeños seres el amor que necesitaban y merecían...
Tania Miranda - Brasil - 06/03/2026
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ANGELI E DEMONI
Vivere in società è complicato. Ancora più complicato è prendersi cura dei nuovi membri che arrivano e hanno bisogno della nostra supervisione affinché possano sbocciare e diventare "buoni cittadini"...
Mille fattori finiscono per complicare qualcosa che, in sostanza, sarebbe semplice da risolvere. Ma, come si dice sempre, "la teoria è diversa dalla pratica"...
Vivere in famiglia è complicato. Vivere in coppia è ancora più complicato perché, all'improvviso, ci si ritrova persi in un mondo molto diverso da quello in cui si immaginava di vivere. E quando i figli iniziano ad arrivare, quello che nella propria immaginazione sarebbe un Paradiso Celeste... perché si è tra le braccia del proprio principe azzurro... improvvisamente diventa l'Inferno in Terra...
In un lampo si scopre che il proprio principe azzurro è tutt'altro che affascinante. La parte peggiore? È perché arriva anche alla conclusione che non sei per niente come Cenerentola...
Entrambi portate già con voi i traumi di una famiglia che, a quanto pare, è un modello per chiunque la veda... ma come dice il proverbio, "fuori, una bella viola..."
Spesso i vostri genitori vi trasmettono i difetti strutturali di quel quadro della "famiglia perfetta" appeso al muro. I continui litigi dei vostri genitori finiscono per essere replicati da voi e dal vostro compagno nel vostro Castello Incantato... e questo atteggiamento finisce per influenzare i vostri discendenti...
Prima di tutto, una nota a margine... Sto parlando di famiglie disfunzionali. Non sto affatto generalizzando i comportamenti in generale...
Quando arriva la prole, entra in gioco la selezione naturale. Se il bambino è maschio, è già etichettato come un "problema" dalla madre. Se è femmina, sarà circondata da tutte le attenzioni e anche di più. Ci sono delle eccezioni, certo, ma soprattutto nelle famiglie meno abbienti i maschi sono generalmente relegati al quarto o quinto posto...
Se il partner vive con la donna, il bambino ha comunque un modello, anche se distorto, da seguire. Ma nella maggior parte dei casi, queste famiglie hanno una matriarca, una "madre single", che lotta come può per tenere unita la famiglia, anche se divisa...
A dire il vero, è meglio vivere da soli che in cattiva compagnia. Dopotutto, avere un partner il cui contributo principale sono i continui disaccordi... beh, è meglio che ognuno viva per conto proprio, prendendosi cura della propria vita come meglio può... il problema è quando questo finisce per riflettersi sull'educazione dei discendenti...
Senza voler difendere questo o quel genere, quello a cui di solito non pensiamo è che i bambini sono futuri adulti... che porteranno con sé ciò che è stato trasmesso loro. Se ricevono affetto, amore e comprensione, saranno affettuosi, amorevoli e comprensivi, indipendentemente dal genere a cui appartengono. Se, al contrario, ricevono solo critiche e nient'altro, beh...
Quel nuovo essere affidato a voi per essere educato replicherà esattamente ciò che ha ricevuto nella sua educazione. Amore, odio, risentimento, compassione... darà alla società ciò che gli è stato dato. Perché nessuno può dare a un altro ciò che non ha, ciò che non gli è stato concesso. Amore o odio, sentimenti che una persona impara nel corso della vita... sì, perché "impariamo" ad avere sentimenti. È come un giardino... raccogliamo il fiore che abbiamo piantato e curato. Né più, né meno...
Cosa sto cercando di dire con queste parole? Prendiamoci cura dei bambini con affetto, con amore... e avremo un futuro di pace, gioia e comprensione... lasciamoli abbandonati in un angolo, trattiamoli con disprezzo e risentimento, come se fossero i colpevoli della nostra infanzia sofferente, e la società che avremo sarà una società di odio... una società in cui nessuno si fiderà di nessuno, perché non è stato insegnato loro ad avere fiducia, ad abbandonarsi l'uno all'altro... anzi...
Quando guardiamo i più piccoli, visualizziamo i piccoli angeli che ci sono stati affidati per prenderci cura. E non dimentichiamo mai che gli angeli possono cadere e diventare demoni, per mancanza di cure... e se questi piccoli angeli diventano diavoli, la colpa sarà solo nostra, perché non abbiamo avuto la capacità di dare a questi piccoli esseri l'amore di cui avevano bisogno e che meritavano...
Tania Miranda - Brasile - 06/03/2026
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ENKELIT JA DEMONIT
Eläminen yhteiskunnassa on monimutkaista. Vielä monimutkaisempaa on huolehtia uusista jäsenistä, jotka saapuvat ja tarvitsevat valvontaamme, jotta he voivat kukoistaa ja tulla "hyviksi kansalaisiksi"...
Tuhat tekijää lopulta mutkistaa asiaa, joka pohjimmiltaan olisi helppo ratkaista. Mutta, kuten aina sanotaan, "teoria on erilainen käytännössä"...
Perheessä eläminen on monimutkaista. Parisuhteessa eläminen on vielä monimutkaisempaa, koska yhtäkkiä huomaat eksyväsi maailmaan, joka on hyvin erilainen kuin missä kuvittelit eläväsi. Ja kun jälkeläiset alkavat syntyä, jokin, mikä mielikuvituksessasi olisi taivaallinen paratiisi... koska olet prinssisi sylissä... muuttuu yhtäkkiä helvetiksi maan päällä...
Huomaat hetkessä, että prinssisi ei olekaan viehättävä. Pahinta tässä on? Se johtuu siitä, että hänkin tulee siihen tulokseen, ettet ole lainkaan Tuhkimon kaltainen...
Teillä molemmilla on jo traumoja perheestä, joka näyttää olevan mallina kaikille, jotka sen näkevät... mutta kuten sanonta kuuluu, "ulkona kaunis alttoviulu..."
Usein vanhempasi siirtävät sinulle seinällä olevan "täydellisen perheen" kuvan rakenteelliset puutteet. Vanhempiesi jatkuvat riidat päätyvät toistumaan sinun ja kumppanisi välillä Lumotussa Linnassasi... ja tämä asenne vaikuttaa lopulta jälkeläisiisi...
Ensinnäkin sivuhuomautus... Puhun toimintahäiriöisistä perheistä. En missään nimessä yleistä käyttäytymistä kokonaisuutena...
Kun jälkeläiset syntyvät, luonnonvalinta alkaa toimia. Jos lapsi on poika, äiti on jo leimannut hänet "ongelmaksi". Jos kyseessä on tyttö, häntä ympäröi kaikki huolenpito ja vielä enemmänkin. Poikkeuksia toki on, mutta pääasiassa vähemmän varakkaissa perheissä pojat yleensä sijoitetaan neljännelle tai viidennelle sijalle...
Jos kumppani asuu naisen kanssa, lapsella on silti roolimalli, vaikkakin vääristynyt, jota seurata. Mutta useimmissa tapauksissa näissä perheissä on matriarkka, "yksinhuoltajaäiti", joka taistelee parhaansa mukaan pitääkseen perheen koossa, vaikka se olisi jakautunut...
Totta puhuen, on parempi elää yksin kuin huonossa seurassa. Loppujen lopuksi, jos on kumppani, jonka tärkein panos on jatkuvat erimielisyydet... no, on parempi, että jokainen elää omassa nurkassaan ja huolehtii elämästään parhaansa mukaan... ongelma on, kun tämä lopulta heijastuu heidän jälkeläistensä kasvatukseen...
Haluamatta puolustaa tätä tai tuota sukupuolta, emme yleensä ajattele sitä, että lapset ovat tulevia aikuisia... jotka kantavat mukanaan sen, mitä heille on periytynyt. Jos he saavat hellyyttä, rakkautta ja ymmärrystä, he ovat hellyydenkipeitä, rakastavia ja ymmärtäväisiä riippumatta siitä, kumpaan sukupuoleen he kuuluvat. Jos taas he saavat osakseen vain kritiikkiä eivätkä mitään muuta, niin...
Se uusi olento, jonka kasvatusta sinulle on uskottu, toistaa täsmälleen sen, mitä se sai kasvatuksessaan. Rakkautta, vihaa, kaunaa, myötätuntoa... se antaa yhteiskunnalle sen, mitä sille on annettu. Sillä kukaan ei voi antaa toiselle sitä, mitä hänellä ei ole, mitä hänelle ei ole annettu. Rakkaus tai viha, tunteet, joita ihminen oppii läpi elämän... kyllä, koska me "oppimme" tuntemaan. Se on kuin puutarha... me korjaamme sadon kukasta, jonka istutimme ja josta huolehdimme. Ei enempää, ei vähempää...
Mitä yritän sanoa näillä sanoilla? Huolenpidetään lapsista hellyydenosoituksella, rakkaudella... ja meillä on tulevaisuus, joka on täynnä rauhaa, iloa ja ymmärrystä... jätetään heidät hylättyinä nurkkaan, kohdellaan heitä halveksien ja kaunan vallassa, ikään kuin he olisivat syyllisiä kärsivään lapsuuteemme, ja yhteiskuntamme on vihan yhteiskunta... yhteiskunta, jossa kukaan ei luota kehenkään, koska heitä ei ole opetettu luottamaan, antautumaan toisilleen... päinvastoin...
Kun katsomme pieniä, visualisoidaan pienet enkelit, jotka meille uskottiin hoidettavaksi. Älkäämme koskaan unohtako, että enkelit voivat langeta ja muuttua demoneiksi huolenpidon puutteen vuoksi... ja jos näistä pienistä enkeleistä tulee paholaisia, syy on yksinomaan meidän, sillä meillä ei ollut kykyä antaa näille pienille olennoille sitä rakkautta, jota ne tarvitsivat ja ansaitsivat...
Tania Miranda - Brasilia - 06.03.2026
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ANGES ET DÉMONS
Vivre en société est compliqué. S'occuper des nouveaux membres qui arrivent et ont besoin de notre attention pour s'épanouir et devenir de « bons citoyens » l'est encore plus…
Mille facteurs finissent par compliquer une chose qui, en théorie, serait simple à résoudre. Mais comme on dit, « la théorie est différente de la pratique »…
Vivre en famille est compliqué. Vivre en couple l'est encore plus car, soudain, on se retrouve plongé dans un monde bien différent de celui qu'on avait imaginé. Et quand les enfants arrivent, ce qui, dans nos rêves, était le paradis… car on est dans les bras de son prince charmant… se transforme soudain en enfer sur terre…
En un instant, on découvre que notre prince est tout sauf charmant. Le pire ? C'est parce qu'il en arrive lui aussi à la conclusion que vous n'êtes en rien comme Cendrillon…
Vous portez tous deux déjà les stigmates d'une famille qui, apparemment, sert de modèle à tous ceux qui la voient… mais comme on dit, « la belle vie ne se limite pas à l'apparence »…
Souvent, vos parents vous transmettent les failles structurelles de cette image de « famille parfaite » accrochée au mur. Les disputes incessantes de vos parents finissent par se reproduire entre vous et votre partenaire dans votre « château enchanté »… et cette attitude finit par affecter vos descendants…
Tout d'abord, une petite précision : je parle de familles dysfonctionnelles. Je ne généralise en aucun cas les comportements en général…
À l'arrivée des enfants, la sélection naturelle entre en jeu. Si c'est un garçon, il est déjà considéré comme un « problème » par sa mère. Si c'est une fille, elle sera choyée et surprotégée. Il y a bien sûr des exceptions, mais surtout dans les familles les moins aisées, les garçons sont généralement relégués au second plan.
Si le partenaire vit avec la femme, l'enfant a tout de même un modèle à suivre, même si celui-ci est déformé. Mais dans la plupart des cas, ces familles ont une matriarche, une « mère célibataire », qui se bat tant bien que mal pour maintenir la famille unie, même si elle est divisée.
À vrai dire, il vaut mieux vivre seul que mal accompagné. Après tout, avoir un partenaire dont la principale contribution est la dispute constante… eh bien, il vaut mieux que chacun vive sa vie comme il peut… Le problème survient lorsque cela finit par se répercuter sur l'éducation de leurs descendants.
Sans vouloir défendre tel ou tel genre, on oublie souvent que les enfants sont les adultes de demain… qui porteront en eux ce qu'ils auront reçu. S'ils reçoivent de l'affection, de l'amour et de la compréhension, ils seront affectueux, aimants et compréhensifs, quel que soit leur genre. Si, au contraire, ils ne reçoivent que des critiques et rien d'autre, eh bien…
Cet être nouveau, confié à votre éducation, reproduira exactement ce qu'il a reçu durant son enfance. Amour, haine, ressentiment, compassion… il offrira à la société ce qu'il a reçu. Car nul ne peut donner à autrui ce qu'il ne possède pas, ce qui ne lui a pas été accordé. L'amour ou la haine, des sentiments qu'une personne apprend tout au long de sa vie… oui, car nous « apprenons » à éprouver des sentiments. C'est comme un jardin… nous récoltons la fleur que nous avons semée et cultivée. Ni plus, ni moins…
Que veux-je dire par là ? Prenons soin des enfants avec affection, avec amour… et nous aurons un avenir de paix, de joie et de compréhension… Abandonnons-les, traitons-les avec mépris et ressentiment, comme s’ils étaient responsables de nos souffrances d’enfance, et la société que nous aurons sera une société de haine… une société où personne ne fera confiance à personne, car on ne leur aura pas appris à faire confiance, à se soumettre les uns aux autres… bien au contraire…
Quand nous regardons les tout-petits, imaginons les petits anges qui nous ont été confiés. Et n’oublions jamais que les anges peuvent chuter et devenir des démons, par manque d’attention… et si ces petits anges deviennent des démons, la faute nous incombera entièrement, car nous n’aurons pas été capables de donner à ces petits êtres l’amour dont ils avaient besoin et qu’ils méritaient…
Tania Miranda - Brésil - 06/03/2026
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ENGEL UND DÄMONEN
Das Leben in der Gesellschaft ist kompliziert. Noch komplizierter ist es, sich um die neuen Mitglieder zu kümmern, die unsere Aufsicht brauchen, damit sie sich entwickeln und zu „guten Bürgern“ werden können …
Tausend Faktoren verkomplizieren etwas, das im Grunde einfach zu lösen wäre. Aber, wie man so schön sagt: „Theorie ist Praxis verschieden …“
Das Leben in einer Familie ist kompliziert. Das Leben als Paar ist noch komplizierter, denn plötzlich findet man sich in einer Welt wieder, die ganz anders ist, als man sie sich vorgestellt hat. Und wenn dann der Nachwuchs kommt, wird das, was man sich als himmlisches Paradies vorgestellt hat … weil man in den Armen seines Traumprinzen schwebt … plötzlich zur Hölle auf Erden …
Im Nu merkt man, dass der Traumprinz alles andere als charmant ist. Und das Schlimmste daran? Denn auch er kommt zu dem Schluss, dass du so gar nicht wie Aschenputtel bist …
Ihr beide tragt bereits Traumata aus einer Familie mit euch, die scheinbar für alle anderen ein Vorbild ist … aber wie man so schön sagt: „Äußerlich ist alles schön …“
Oftmals übertragen eure Eltern euch die strukturellen Mängel dieses „perfekten Familienbildes“ an die Wand. Die ständigen Streitereien eurer Eltern wiederholen sich schließlich in eurem vermeintlich perfekten Familienleben … und diese Einstellung beeinflusst letztendlich eure Nachkommen …
Vorab eine kleine Anmerkung: Ich spreche von dysfunktionalen Familien. Ich verallgemeinere keinesfalls das Verhalten von Familien im Allgemeinen …
Wenn die Kinder da sind, setzt die natürliche Auslese ein. Ist das Kind ein Junge, wird es von der Mutter bereits als „Problemkind“ abgestempelt. Ist es ein Mädchen, wird es mit viel Fürsorge und noch mehr überschüttet. Natürlich gibt es Ausnahmen, aber vor allem in weniger wohlhabenden Familien fristen Jungen meist ein Schattendasein.
Lebt der Partner mit der Frau zusammen, hat das Kind immer noch ein Vorbild, wenn auch ein verzerrtes. Doch in den meisten Fällen gibt es in diesen Familien eine Matriarchin, eine Art „alleinerziehende Mutter“, die nach Kräften versucht, die Familie zusammenzuhalten, selbst wenn diese gespalten ist.
Ehrlich gesagt ist es besser, allein zu leben als in schlechter Gesellschaft. Denn einen Partner zu haben, dessen Hauptbeitrag ständige Streitereien sind … nun ja, da ist es besser, wenn jeder für sich lebt und sich so gut wie möglich um sein eigenes Leben kümmert. Problematisch wird es erst, wenn sich das auf die Erziehung der Kinder auswirkt.
Ohne das eine oder andere Geschlecht verteidigen zu wollen, bedenken wir oft nicht, dass Kinder die Erwachsenen von morgen sind, die das, was ihnen mitgegeben wurde, in sich tragen. Erfahren sie Zuneigung, Liebe und Verständnis, werden sie selbst liebevoll, zärtlich und verständnisvoll sein, unabhängig von ihrem Geschlecht. Wenn sie im Gegenteil nur Kritik erfahren und sonst nichts, nun ja …
Dieses neue Wesen, das Ihnen zur Erziehung anvertraut ist, wird genau das wiedergeben, was es in seiner Kindheit erfahren hat. Liebe, Hass, Groll, Mitgefühl … es wird der Gesellschaft das weitergeben, was es selbst erhalten hat. Denn niemand kann einem anderen geben, was er nicht hat, was ihm nicht zuteilwurde. Liebe oder Hass, Gefühle, die ein Mensch im Laufe seines Lebens erlernt … ja, denn wir „lernen“, Gefühle zu haben. Es ist wie in einem Garten … wir ernten die Blume, die wir gepflanzt und gepflegt haben. Nicht mehr und nicht weniger …
Was will ich mit diesen Worten sagen? Lasst uns Kinder mit Zuneigung und Liebe umsorgen … und wir werden eine Zukunft voller Frieden, Freude und Verständnis haben … Lasst uns sie hingegen im Stich lassen, sie verachten und ihnen Groll entgegenbringen, als wären sie an unserer leidvollen Kindheit schuld, und unsere Gesellschaft wird von Hass geprägt sein … eine Gesellschaft, in der niemand mehr jemandem vertrauen kann, weil ihnen Vertrauen und Hingabe nicht beigebracht wurden … ganz im Gegenteil …
Wenn wir die Kleinen betrachten, lasst uns die kleinen Engel sehen, die uns zur Fürsorge anvertraut wurden. Und lasst uns nie vergessen, dass Engel fallen und zu Dämonen werden können, wenn sie vernachlässigt werden … und wenn diese kleinen Engel zu Teufeln werden, tragen wir allein die Schuld, denn wir waren nicht fähig, diesen kleinen Wesen die Liebe zu geben, die sie brauchten und verdienten …
Tania Miranda – Brasilien – 06.03.2026

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