VIVER E DEIXAR VIVER...


VIVER E DEIXAR VIVER... 

Vivemos em um mundo diverso e não aceitamos a diversidade. Não em um primeiro momento. As vezes, nem mesmo depois de uma vida inteira em meio a tal ambiente. E por que tal acontece? A resposta é simples... nossa visão é fechada, é como se usássemos antolhos, para que nada além daquilo que nos convém pudesse mudar nossa jornada...

O próprio ato de pensar já evidencia a diversidade ao nosso redor, simplesmente porque não há duas pessoas que sigam a mesma linha de pensamento. Podem até coincidir em um ponto ou outro, mas no geral são duas maneiras de pensar muitas vezes antagônicas, onde as convicções de um não fazem sentido algum para o outro...

São várias as âncoras que nos prendem ao nosso modo particular de pensar. E embora muitas vezes compartilhemos tais ancoras  com outras pessoas, a visão de cada um a respeito da mesma é divergente... as opiniões sobre o mesmo bastião se dividem, pois cada um vê tal objeto de forma diferente...

Uma das âncoras mais utilizadas pela comunidade é, sem dúvida, a Religião. Religião, que em sua origem pode significar "reconectar o ser humano com o divino" ou mesmo "revisitar textos sagrados"... o que no final acaba sendo a mesma coisa, não é mesmo? De uma forma ou de outra, o ser humano está procurando uma validação superior para sua vida...

O problema maior não é você tentar se reconectar com o divino, mas a maneira que você entende ser o caminho para isso. Veja bem, nenhum conceito é errado, mas quando você tenta obrigar as pessoas a verem aquilo que você vê, pois não se dá conta de que seu mundo é particular, apenas seu, e ninguém mais além de você consegue visualizar seu mundo... bem, é onde o caldo começa a entornar...

O problema maior do ser humano é a radicalização. Quando este acredita estar no caminho certo rumo ao Paraíso, pois segue as Leis que lhe foram apresentadas como um mapa a ser seguido sem contestação, se esquece que uma das Leis apresentadas em seu "mapa" é o Livre Arbítrio... e, sem mais nem menos deseja obrigar a todos a sua volta a seguirem o mesmo caminho que este, sem se importar se os outros tem ou não a sua mesma convicção...

Querer "salvar" a alma de seu próximo parece, a princípio, um gesto altruísta. Mas... bem, a princípio suas intenções são boas, não há como negar. Afinal, você está desejando apenas o melhor para seu semelhante.  O problema é a forma que você conduz tal processo...

Não raro, o "processo de conversão" de uma comunidade é regido pela violência. A princípio, psicológica. É quando os "futuros acólitos" são ameaçados de, ao partir deste plano, serem submetidos ao castigo eterno, um sofrimento sem fim, por toda eternidade, por não terem reconhecido o poder do deus verdadeiro, que tudo vê...

Nesse processo várias normas são impostas. E lentamente essas regras passam a ter força de lei, sendo cobrado de todos o cumprimento das mesmas, sob pena de ser marginalizado se não as seguir. Ironia das ironias... de repente você é obrigada a seguir normas nas quais não acredita nem aceita, mas se externar tal opinião pode ser castigada...

O controle vem travestido de várias formas, para que possa ser palatável, fácil de ser digerido. A "alma nobre" que detém a missão de resgatar seus semelhantes e levá-los para o "bom caminho" não se descuida nem por um momento de seu rebanho, cuidando deste com muito zelo... e aplicando -lhe corretivo, quando a situação exige...

A grande ironia disso tudo? É mais importante parecer que realmente seguir tudo aquilo que é imposto. A maioria dos acólitos de tal linha de pensamento fingem seguir as normas de conduta e, longe dos olhares fiscalizadores de seus iguais, acabam por viver uma vida paralela mais próxima de sua linha de pensamento. E está tudo bem, desde que ninguém tenha conhecimento de tais condutas...

Por qual motivo você acha que há tantas pessoas deprimidas por esse mundão sem fim?  A resposta é clara e cristalina... você tem que acreditar naquilo que a maioria acredita. E seguir a maneira correta de viver, segundo o grupo no qual está inserida. Nada deve fugir às regras. Se precisar se negar para cumprir aquilo que de ti é esperado, que faça tal sacrifício. Pois no final da jornada será recompensado...

Estranho, isso, não é mesmo? Ser feliz nessa vida não é importante. O que conta, realmente, é viver segundo o modelo que lhe foi imposto. Jamais deixar de seguir tais parâmetros, pois se fizer tal coisa, deus vai te castigar. Ah, sim... o termo "deus" está em minúsculo porque estou fazendo referência a todas as religiões do mundo, não estou falando de nenhuma em especial. Mas, atenção... o que falo aqui de religião pode ser aplicado a outras forma de controle social... incluindo a política, que de certa forma pode se equiparar a uma religião, uma vez que as pessoas costumam venerar ou demonizar determinados atores que se arriscam a subir nesse palco...

Para finalizar... não deveríamos ter nenhum problema em aceitar a diversidade do ser humano. A noção de certo ou errado não deveria ser tão radical quanto é. Se nos preocupássemos mais em fazer o bem a todas as criaturas vivas... se espalhássemos Amor ao invés de Ódio e Rancor... viveríamos em um Paraíso Celestial... e sabe o que é pior? Estamos no Paraíso... mas nossa visão deturpada da vida e do mundo faz com que acabemos por transformar esse Paraíso em uma verdadeira ante câmara do Inferno... e tudo porque temos tanta certeza de que a verdade está do nosso lado que exigimos que todos passem a seguir nossos passos, pois somente nós conhecemos a verdade...

Tiremos o antolho e passemos a olhar nosso redor. Estendamos a mão para nossos irmãos, não importa qual sua linha de pensamento, desde que essa não prejudique nenhum ser vivo que habite nosso plano... gênero, sexo, limitações de qualquer espécie não podem ser entraves para que vejamos todas as pessoas ao nosso redor como deveriam ser vistas e tratadas... são todas nossas iguais e merecem respeito, tanto quanto as suas crenças quanto o seu modo de pensar. Pois, como eu já disse, não existem duas pessoas que sigam a mesma linha de pensamento. No dia em que conseguirmos, de verdade, aceitar todos como são realmente e não como gostaríamos que fossem, finalmente viveremos em paz não só com o mundo, mas também com nossa própria consciência. E, se por acaso a pessoa ao seu lado tem uma maneira de viver que não te agrada de forma nenhuma, lembre-se que a vida é dela, somente dela. Além disso, provavelmente ela também não vê muito sentido na maneira que você leva sua vida... pense nisso...

Tania Miranda   -   Brasil   -    05/02/2026

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LIVE AND LET LIVE...

We live in a diverse world and we don't accept diversity. Not at first. Sometimes, not even after a lifetime in such an environment. And why does this happen? The answer is simple... our vision is closed, it's as if we wear blinders, so that nothing beyond what suits us can change our journey...

The very act of thinking reveals the diversity around us, simply because no two people follow the same line of thought. They may coincide on one point or another, but in general they are two often antagonistic ways of thinking, where the convictions of one make no sense to the other...

There are many anchors that bind us to our particular way of thinking. And although we often share such anchors with others, each person's vision of them is divergent... opinions on the same bastion are divided, because each person sees the object differently...

One of the most used anchors by the community is, without a doubt, Religion. Religion, which in its origin can mean "reconnecting the human being with the divine" or even "revisiting sacred texts"... which in the end is the same thing, isn't it? In one way or another, the human being is seeking a higher validation for their life...

The biggest problem is not trying to reconnect with the divine, but the way you understand the path to it. Look, no concept is wrong, but when you try to force people to see what you see, because you don't realize that your world is private, only yours, and no one else but you can visualize your world... well, that's where things start to go wrong...

The biggest problem for human beings is radicalization. When someone believes they are on the right path to Paradise, following the Laws presented to them as a map to be followed without question, they forget that one of the Laws presented on their "map" is Free Will... and, without further ado, they wish to force everyone around them to follow the same path, without caring whether others share their convictions...

Wanting to "save" the soul of one's neighbor seems, at first, an altruistic gesture. But... well, at first your intentions are good, there's no denying that. After all, you only want the best for your fellow human being. The problem is the way you conduct this process...

Not infrequently, the "conversion process" of a community is governed by violence. Initially, psychological violence. This is when the "future acolytes" are threatened with eternal punishment upon leaving this plane, endless suffering for all eternity, for not having recognized the power of the true God, who sees all...

In this process, various rules are imposed. And slowly these rules acquire the force of law, with everyone being required to comply, under penalty of being marginalized if they do not follow them. The irony of ironies... suddenly you are forced to follow rules you neither believe in nor accept, but expressing such an opinion can be punished...

Control comes disguised in various forms, so that it can be palatable, easy to digest. The "noble soul" who holds the mission of rescuing their fellow beings and leading them to the "right path" does not neglect their flock for a moment, caring for them with great zeal... and applying corrective measures when the situation demands it...

The great irony of all this? It is more important to appear to follow than to actually follow everything that is imposed. Most followers of this line of thinking pretend to adhere to the rules of conduct and, away from the scrutinizing eyes of their peers, end up living a parallel life closer to their way of thinking. And that's fine, as long as no one knows about such conduct...

Why do you think there are so many depressed people in this endless world? The answer is clear and crystal clear... you have to believe what the majority believes. And follow the correct way of living, according to the group you belong to. Nothing should deviate from the rules. If you need to deny yourself to fulfill what is expected of you, make that sacrifice. Because at the end of the journey you will be rewarded...

Strange, isn't it? Being happy in this life isn't important. What really counts is living according to the model imposed on you. Never stop following these parameters, because if you do, God will punish you. Oh, yes... the term "God" is in lowercase because I'm referring to all the religions of the world, I'm not talking about any one in particular. But, be warned... what I'm saying here about religion can be applied to other forms of social control... including politics, which in a way can be equated to a religion, since people tend to venerate or demonize certain actors who dare to step onto that stage...

In conclusion... we shouldn't have any problem accepting the diversity of humankind. The notion of right and wrong shouldn't be as radical as it is. If we worried more about doing good to all living creatures... if we spread Love instead of Hate and Resentment... we would live in a Heavenly Paradise... and you know what's worse? We are in Paradise... but our distorted view of life and the world causes us to end up transforming this Paradise into a true antechamber of Hell... and all because we are so sure that the truth is on our side that we demand that everyone follow in our footsteps, because only we know the truth...

Let's take off the blinders and start looking around us. Let us extend our hand to our brothers and sisters, regardless of their way of thinking, as long as it does not harm any living being that inhabits our plane... gender, sex, limitations of any kind cannot be obstacles to seeing all the people around us as they should be seen and treated... they are all our equals and deserve respect, both for their beliefs and their way of thinking. For, as I have already said, no two people follow the same line of thought. The day we can truly accept everyone as they really are and not as we would like them to be, we will finally live in peace not only with the world, but also with our own conscience. And, if by chance the person next to you has a way of life that you don't like at all, remember that it is their life, only theirs. Besides, they probably don't see much sense in the way you live your life either... think about it...

Tania Miranda - Brazil - 05/02/2026

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VIVE Y DEJA VIVIR...

Vivimos en un mundo diverso y no aceptamos la diversidad. Al principio no. A veces, ni siquiera después de toda una vida en un entorno así. ¿Y por qué sucede esto? La respuesta es simple: nuestra visión es cerrada, como si usáramos anteojeras, de modo que nada que no nos convenga puede cambiar nuestro rumbo...

El mero acto de pensar revela la diversidad que nos rodea, simplemente porque no hay dos personas que sigan la misma línea de pensamiento. Pueden coincidir en un punto u otro, pero en general son dos formas de pensar a menudo antagónicas, donde las convicciones de una carecen de sentido para la otra...

Hay muchos anclajes que nos atan a nuestra forma particular de pensar. Y aunque a menudo compartimos estos anclajes con otros, la visión que cada persona tiene de ellos es divergente... las opiniones sobre un mismo bastión están divididas, porque cada persona ve el objeto de forma diferente...

Uno de los anclajes más utilizados por la comunidad es, sin duda, la religión. La religión, que en su origen puede significar "reconectar al ser humano con lo divino" o incluso "revisitar textos sagrados"... que al final es lo mismo, ¿no? De una forma u otra, el ser humano busca una mayor validación para su vida...

El mayor problema no es intentar reconectar con lo divino, sino la forma en que entiendes el camino hacia él. Mira, ningún concepto es incorrecto, pero cuando intentas obligar a la gente a ver lo que tú ves, porque no te das cuenta de que tu mundo es privado, solo tuyo, y nadie más que tú puede visualizarlo... bueno, ahí es donde las cosas empiezan a ir mal...

El mayor problema para los seres humanos es la radicalización. Cuando alguien cree estar en el camino correcto hacia el Paraíso, siguiendo las Leyes que se le presentan como un mapa a seguir sin cuestionar, olvida que una de las Leyes presentadas en su "mapa" es el Libre Albedrío... y, sin más dilación, desea obligar a todos a su alrededor a seguir el mismo camino, sin importarle si los demás comparten sus convicciones...

Querer "salvar" el alma del prójimo parece, al principio, un gesto altruista. Pero... bueno, al principio tus intenciones son buenas, eso es innegable. Después de todo, solo deseas lo mejor para tu prójimo. El problema es cómo conduces este proceso...

No es raro que el "proceso de conversión" de una comunidad se vea regido por la violencia. Inicialmente, por la violencia psicológica. Es entonces cuando los "futuros acólitos" son amenazados con un castigo eterno al abandonar este plano, sufrimiento sin fin por toda la eternidad, por no haber reconocido el poder del Dios verdadero, que todo lo ve...

En este proceso, se imponen diversas reglas. Y poco a poco, estas normas adquieren fuerza de ley, y todos están obligados a cumplirlas, bajo pena de marginación si no las cumplen. La ironía de las ironías... de repente, te ves obligado a seguir normas en las que ni crees ni aceptas, pero expresar tal opinión puede ser castigado...

El control se disfraza de diversas formas, para que sea digerible. El "alma noble" que tiene la misión de rescatar a sus semejantes y guiarlos por el "camino correcto" no descuida a su rebaño ni un instante, cuidándolos con gran celo... y aplicando medidas correctivas cuando la situación lo exige...

¿La gran ironía de todo esto? Es más importante aparentar que se sigue que realmente todo lo que se impone. La mayoría de los seguidores de esta línea de pensamiento fingen adherirse a las normas de conducta y, lejos del escrutinio de sus iguales, terminan viviendo una vida paralela más cercana a su forma de pensar. Y eso está bien, siempre y cuando nadie sepa de tal conducta...

¿Por qué crees que hay tanta gente deprimida en este mundo infinito? La respuesta es clara y clarísima: tienes que creer lo que cree la mayoría. Y seguir el estilo de vida correcto, según el grupo al que perteneces. Nada debe desviarse de las reglas. Si necesitas negarte a ti mismo para cumplir con lo que se espera de ti, haz ese sacrificio. Porque al final del camino serás recompensado...

¿Extraño, verdad? Ser feliz en esta vida no es importante. Lo que realmente importa es vivir según el modelo que te imponen. Nunca dejes de seguir estos parámetros, porque si lo haces, Dios te castigará. Ah, sí... el término "Dios" está en minúscula porque me refiero a todas las religiones del mundo, no a ninguna en particular. Pero, cuidado... lo que digo aquí sobre la religión puede aplicarse a otras formas de control social... incluida la política, que en cierto modo puede equipararse a una religión, ya que la gente tiende a venerar o demonizar a ciertos actores que se atreven a subirse a ese escenario...

En conclusión... no deberíamos tener ningún problema en aceptar la diversidad de la humanidad. La noción del bien y del mal no debería ser tan radical. Si nos preocupáramos más por hacer el bien a todos los seres vivos... si difundiéramos amor en lugar de odio y resentimiento... viviríamos en un Paraíso Celestial... ¿y saben qué es peor? Estamos en el Paraíso... pero nuestra visión distorsionada de la vida y del mundo nos lleva a transformar este Paraíso en una verdadera antesala del Infierno... y todo porque estamos tan seguros de que la verdad está de nuestro lado que exigimos que todos sigan nuestros pasos, porque solo nosotros conocemos la verdad...

Quitémonos las anteojeras y empecemos a mirar a nuestro alrededor. Extendamos la mano a nuestros hermanos y hermanas, independientemente de su forma de pensar, siempre y cuando no dañe a ningún ser vivo que habite nuestro plano... el género, el sexo, las limitaciones de cualquier tipo no pueden ser obstáculos para ver a todas las personas que nos rodean como deben ser vistas y tratadas... todos son nuestros iguales y merecen respeto, tanto por sus creencias como por su forma de pensar. Porque, como ya he dicho, no hay dos personas que sigan la misma línea de pensamiento. El día en que podamos aceptar a cada persona tal como es y no como nos gustaría que fuera, por fin viviremos en paz no solo con el mundo, sino también con nuestra propia conciencia. Y, si por casualidad la persona a tu lado tiene un estilo de vida que no te gusta en absoluto, recuerda que es su vida, solo suya. Además, probablemente tampoco le vea mucho sentido a tu forma de vivir... piénsalo...

Tania Miranda - Brasil - 05/02/2026

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ELÄ JA ANNA ELÄÄ...

Elämme monimuotoisessa maailmassa emmekä hyväksy monimuotoisuutta. Aluksi. Joskus, emme edes koko elämän jälkeen sellaisessa ympäristössä. Ja miksi näin tapahtuu? Vastaus on yksinkertainen... näkökenttämme on suljettu, ikään kuin meillä olisi silmälaput, joten mikään muu kuin se, mikä meille sopii, ei voi muuttaa matkaamme...

Jo ajattelun teko paljastaa ympärillämme olevan monimuotoisuuden yksinkertaisesti siksi, ettei kahdella ihmisellä ole samaa ajattelutapaa. He saattavat olla jossain määrin samaa mieltä, mutta yleensä ne ovat kaksi usein vastakkaista ajattelutapaa, joissa toisen vakaumukset eivät ole järkeviä toiselle...

On monia ankkureita, jotka sitovat meidät tiettyyn ajattelutapaamme. Ja vaikka usein jaamme tällaisia ​​ankkureita muiden kanssa, jokaisen ihmisen näkemys niistä on erilainen... mielipiteet samasta linnakkeesta jakautuvat, koska jokainen ihminen näkee kohteen eri tavalla...

Yksi yhteisön eniten käyttämistä ankkureista on epäilemättä uskonto. Uskonto, joka alkuperältään voi tarkoittaa "ihmisen yhdistämistä uudelleen jumalalliseen" tai jopa "pyhien tekstien uudelleentarkastelua"... mikä on loppujen lopuksi sama asia, eikö niin? Tavalla tai toisella ihminen etsii korkeampaa vahvistusta elämälleen...

Suurin ongelma ei ole pyrkimys yhdistyä uudelleen jumalalliseen, vaan tapa, jolla ymmärrät polun siihen. Katso, mikään käsite ei ole väärä, mutta kun yrität pakottaa ihmisiä näkemään mitä näet, koska et ymmärrä, että maailmasi on yksityinen, vain sinun, eikä kukaan muu kuin sinä voi visualisoida maailmasi... no, siinä asiat alkavat mennä pieleen...

Suurin ongelma ihmisille on radikalisoituminen. Kun joku uskoo olevansa oikealla tiellä Paratiisiin ja noudattavansa hänelle karttana esitettyjä lakeja, joita tulee seurata kyseenalaistamatta, hän unohtaa, että yksi hänen "kartallaan" esitetyistä laeista on Vapaa Tahto... ja ilman pitkiä puheita hän haluaa pakottaa kaikki ympärillään olevat seuraamaan samaa polkua välittämättä siitä, jakavatko muut hänen vakaumuksensa...

Lähimmäisen sielun "pelastamisen" halu vaikuttaa aluksi epäitsekkäältä eleeltä. Mutta... no, aluksi aikomuksesi ovat hyvät, sitä ei voi kieltää. Loppujen lopuksi haluat vain parasta lähimmäisellesi. Ongelmana on se, miten suoritat tämän prosessin...

Yhteisön "kääntymisprosessia" hallitsee usein väkivalta. Aluksi psykologinen väkivalta. Tällöin "tulevia akolyyttejä" uhkaa ikuinen rangaistus heidän poistuessaan tältä tasolta, loputon kärsimys ikuisesti, koska he eivät ole tunnistaneet todellisen Jumalan voimaa, joka näkee kaiken...

Tässä prosessissa asetetaan erilaisia ​​sääntöjä. Ja hitaasti näistä säännöistä tulee lainvoimaisia, ja kaikkien on noudatettava niitä, ja rangaistuksena on syrjäytyminen, jos he eivät noudata niitä. Ironian ironia... yhtäkkiä sinut pakotetaan noudattamaan sääntöjä, joihin et usko etkä hyväksy, mutta tällaisen mielipiteen ilmaisemisesta voidaan rangaista...

Kontrollia naamioidaan erilaisiin muotoihin, jotta se olisi miellyttävää ja helposti sulateltavaa. "Jalosielu", jonka tehtävänä on pelastaa lähimmäisensä ja johtaa heidät "oikealle tielle", ei laiminlyö laumaansa hetkeksikään, vaan huolehtii heistä suurella innolla... ja ryhtyy korjaaviin toimenpiteisiin tilanteen niin vaatiessa...

Kaiken tämän suuri ironia? On tärkeämpää näyttää noudattavan kuin todellisuudessa noudattaa kaikkea, mitä asetetaan. Useimmat tämän ajattelutavan seuraajat teeskentelevät noudattavansa käyttäytymissääntöjä ja poissa vertaistensa tarkkailevista katseista päätyvät elämään rinnakkaista elämää, joka on lähempänä heidän ajattelutapaansa. Ja se on ihan ok, kunhan kukaan ei tiedä tällaisesta käytöksestä...

Miksi luulet, että tässä loputtomassa maailmassa on niin paljon masentuneita ihmisiä? Vastaus on selvä ja kristallinkirkas... sinun on uskottava siihen, mihin enemmistö uskoo. Ja noudatettava oikeaa elämäntapaa sen ryhmän mukaan, johon kuulut. Mikään ei saisi poiketa säännöistä. Jos sinun täytyy kieltää itsesi täyttääksesi sen, mitä sinulta odotetaan, tee se uhraus. Koska matkan lopussa sinut palkitaan...

Outoa, eikö olekin? Onnellisuus tässä elämässä ei ole tärkeää. Tärkeintä on elää sinulle asetetun mallin mukaan. Älä koskaan lopeta näiden parametrien noudattamista, sillä jos teet niin, Jumala rankaisee sinua. Ai niin... termi "Jumala" on pienellä kirjaimella, koska viittaan kaikkiin maailman uskontoihin, enkä puhu mistään tietystä. Mutta varoitus... se, mitä sanon tässä uskonnosta, voidaan soveltaa muihinkin sosiaalisen kontrollin muotoihin... mukaan lukien politiikka, joka tavallaan voidaan rinnastaa uskontoon, koska ihmiset yleensä kunnioittavat tai demonisoivat tiettyjä toimijoita, jotka uskaltavat astua lavalle...

Yhteenvetona... meillä ei pitäisi olla mitään ongelmaa hyväksyä ihmiskunnan monimuotoisuutta. Oikean ja väärän käsitteen ei pitäisi olla niin radikaalia kuin se on. Jos olisimme enemmän huolissamme hyvän tekemisestä kaikille eläville olennoille... jos levittäisimme rakkautta vihan ja kaunan sijaan... eläisimme taivaallisessa paratiisissa... ja tiedättekö mikä on pahempaa? Olemme paratiisissa... mutta vääristynyt näkemyksemme elämästä ja maailmasta saa meidät lopulta muuttamaan tämän paratiisin todelliseksi helvetin eteiskammioksi... ja kaikki siksi, että olemme niin varmoja totuuden olevan puolellamme, että vaadimme kaikkien seuraavan jalanjälkiämme, koska vain me tiedämme totuuden...

Otetaan silmälaput pois ja aletaan katsella ympärillemme. Ojentakaamme kätemme veljillemme ja sisarillemme, riippumatta heidän ajattelutavastaan, kunhan se ei vahingoita yhtäkään tasoamme asuvaa elävää olentoa... sukupuoli, sukupuoli-identiteetin rajoitukset eivät saa olla esteitä näkemästä kaikkia ympärillämme olevia ihmisiä sellaisina kuin heidät tulisi nähdä ja kohdella... he ovat kaikki tasavertaisia ​​kanssamme ja ansaitsevat kunnioitusta sekä uskomustensa että ajattelutapansa vuoksi. Sillä, kuten jo sanoin, ei ole kahta ihmistä, jotka ajattelisivat samalla tavalla. Sinä päivänä, kun voimme todella hyväksyä kaikki sellaisina kuin he todella ovat, emmekä sellaisina kuin haluaisimme heidän olevan, elämme vihdoin rauhassa paitsi maailman, myös oman omatuntomme kanssa. Ja jos sattumalta vieressäsi olevalla ihmisellä on elämäntapa, josta et pidä lainkaan, muista, että se on hänen elämänsä, vain hänen. Sitä paitsi, hekään eivät luultavasti näe paljon järkeä siinä, miten sinä elät... ajattelepa sitä...

Tania Miranda - Brasilia - 05/02/2026

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VIVERE E LASCIA VIVERE...

Viviamo in un mondo diversificato e non accettiamo la diversità. Non all'inizio. A volte, nemmeno dopo una vita trascorsa in un simile ambiente. E perché succede questo? La risposta è semplice... la nostra visione è chiusa, è come se indossassimo dei paraocchi, così che nulla al di là di ciò che ci conviene possa cambiare il nostro percorso...

L'atto stesso di pensare rivela la diversità che ci circonda, semplicemente perché non esistono due persone che seguano la stessa linea di pensiero. Possono coincidere su un punto o sull'altro, ma in generale sono due modi di pensare spesso antagonisti, dove le convinzioni dell'uno non hanno senso per l'altro...

Ci sono molte ancore che ci legano al nostro particolare modo di pensare. E sebbene spesso condividiamo queste ancore con gli altri, la visione che ognuno ha di esse è divergente... le opinioni sullo stesso baluardo sono divise, perché ognuno vede l'oggetto in modo diverso...

Una delle ancore più utilizzate dalla comunità è, senza dubbio, la religione. Religione, che in origine può significare "riconnettere l'essere umano con il divino" o anche "rivisitare i testi sacri"... che in fondo è la stessa cosa, non è vero? In un modo o nell'altro, l'essere umano cerca una convalida superiore per la propria vita...

Il problema più grande non è cercare di riconnettersi con il divino, ma il modo in cui si intende il percorso per raggiungerlo. Guarda, nessun concetto è sbagliato, ma quando cerchi di costringere le persone a vedere ciò che vedi tu, perché non ti rendi conto che il tuo mondo è privato, solo tuo, e nessun altro tranne te può visualizzarlo... beh, è ​​lì che le cose iniziano ad andare male...

Il problema più grande per gli esseri umani è la radicalizzazione. Quando qualcuno crede di essere sulla strada giusta per il Paradiso, seguendo le Leggi presentategli come una mappa da seguire senza fare domande, dimentica che una delle Leggi presentate sulla sua "mappa" è il Libero Arbitrio... e, senza ulteriori indugi, desidera costringere tutti coloro che lo circondano a seguire la stessa strada, senza preoccuparsi se gli altri condividono le sue convinzioni...

Voler "salvare" l'anima del prossimo sembra, a prima vista, un gesto altruistico. Ma... beh, a prima vista le intenzioni sono buone, non si può negare. Dopotutto, si desidera solo il meglio per il prossimo. Il problema è il modo in cui si conduce questo processo...

Non di rado, il "processo di conversione" di una comunità è governato dalla violenza. Inizialmente, dalla violenza psicologica. È allora che i "futuri accoliti" vengono minacciati di punizione eterna al momento di lasciare questo piano, sofferenza senza fine per tutta l'eternità, per non aver riconosciuto il potere del vero Dio, che vede tutto...

In questo processo, vengono imposte diverse regole. E lentamente queste regole acquisiscono forza di legge, e tutti sono tenuti a rispettarle, pena l'emarginazione in caso di inosservanza. L'ironia delle ironie... all'improvviso si è costretti a seguire regole in cui non si crede né si accettano, ma esprimere tale opinione può essere punito...

Il controllo si presenta sotto varie forme, in modo da risultare appetibile e facile da digerire. L'"anima nobile" che ha la missione di salvare i propri simili e di condurli sulla "retta via" non trascura il proprio gregge per un solo istante, prendendosene cura con grande zelo... e applicando misure correttive quando la situazione lo richiede...

La grande ironia di tutto questo? È più importante apparire rispettosi di tutto ciò che viene imposto che seguirlo realmente. La maggior parte dei seguaci di questa linea di pensiero finge di aderire alle regole di condotta e, lontano dagli occhi scrutatori dei propri simili, finisce per vivere una vita parallela più vicina al proprio modo di pensare. E va bene, finché nessuno viene a conoscenza di simili comportamenti...

Perché pensi che ci siano così tante persone depresse in questo mondo infinito? La risposta è chiara e cristallina... devi credere in ciò in cui crede la maggioranza. E seguire il corretto stile di vita, in base al gruppo a cui appartieni. Nulla dovrebbe deviare dalle regole. Se devi rinunciare a te stesso per soddisfare ciò che ci si aspetta da te, fai quel sacrificio. Perché alla fine del viaggio sarai ricompensato...

Strano, vero? Essere felici in questa vita non è importante. Ciò che conta davvero è vivere secondo il modello che ti è stato imposto. Non smettere mai di seguire questi parametri, perché se lo fai, Dio ti punirà. Oh, sì... il termine "Dio" è in minuscolo perché mi riferisco a tutte le religioni del mondo, non a nessuna in particolare. Ma attenzione... quello che dico qui sulla religione può essere applicato ad altre forme di controllo sociale... inclusa la politica, che in un certo senso può essere equiparata a una religione, poiché le persone tendono a venerare o demonizzare certi attori che osano salire su quel palco...

In conclusione... non dovremmo avere problemi ad accettare la diversità dell'umanità. Il concetto di giusto e sbagliato non dovrebbe essere così radicale. Se ci preoccupassimo di più di fare del bene a tutte le creature viventi... se diffondessimo Amore invece di Odio e Risentimento... vivremmo in un Paradiso Celeste... e sapete cosa è peggio? Siamo in Paradiso... ma la nostra visione distorta della vita e del mondo ci porta a trasformare questo Paradiso in una vera e propria anticamera dell'Inferno... e tutto perché siamo così sicuri che la verità sia dalla nostra parte che pretendiamo che tutti seguano le nostre orme, perché solo noi conosciamo la verità...

Togliamoci i paraocchi e iniziamo a guardarci intorno. Tendiamo la mano ai nostri fratelli e sorelle, indipendentemente dal loro modo di pensare, purché non danneggi alcun essere vivente che abita il nostro piano... genere, sesso, limitazioni di qualsiasi tipo non possono essere ostacoli al vedere tutte le persone intorno a noi come dovrebbero essere viste e trattate... sono tutti nostri uguali e meritano rispetto, sia per le loro convinzioni che per il loro modo di pensare. Perché, come ho già detto, non esistono due persone che seguono la stessa linea di pensiero. Il giorno in cui potremo veramente accettare tutti per come sono realmente e non per come vorremmo che fossero, vivremo finalmente in pace non solo con il mondo, ma anche con la nostra coscienza. E, se per caso la persona accanto a te ha uno stile di vita che non ti piace affatto, ricorda che è la sua vita, solo la sua. Inoltre, probabilmente anche loro non vedono molto senso nel modo in cui vivi la tua... pensaci...

Tania Miranda - Brasile - 05/02/2026

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Vivre et laisser vivre…

Nous vivons dans un monde diversifié et pourtant, nous refusons d'accepter la diversité. Du moins, pas au premier abord. Parfois même, après une vie entière passée dans un tel environnement. Pourquoi ? La réponse est simple : notre vision est voilée, comme si nous portions des œillères, de sorte que rien de ce qui nous arrange ne puisse influencer notre chemin.

L'acte même de penser révèle la diversité qui nous entoure, car deux personnes ne suivent jamais exactement le même raisonnement. Elles peuvent converger sur certains points, mais il s'agit généralement de deux modes de pensée souvent antagonistes, où les convictions de l'une sont incompréhensibles pour l'autre.

De nombreux repères nous enchaînent à notre propre façon de penser. Et bien que nous partagions souvent ces repères avec d'autres, chacun les perçoit différemment. Les opinions sur un même fondement divergent, car chacun l'interprète à sa manière.

L'un des repères les plus fréquemment utilisés par la communauté est, sans aucun doute, la religion. La religion, qui à l'origine peut signifier « renouer avec le divin » ou même « revisiter les textes sacrés »… ce qui, au final, revient au même, n'est-ce pas ? D'une manière ou d'une autre, l'être humain cherche un sens supérieur à son existence.

Le problème majeur n'est pas tant la tentative de renouer avec le divin que la conception que l'on se fait du chemin qui y mène. Aucune conception n'est mauvaise en soi, mais lorsqu'on essaie d'imposer sa vision du monde aux autres, sans réaliser que ce monde nous appartient, qu'il est le nôtre seul, et que personne d'autre ne peut le percevoir… c'est là que les choses dérapent.

Le plus grand fléau de l'humanité est la radicalisation. Quand quelqu'un se croit sur la voie du Paradis, suivant les Lois qui lui sont présentées comme une carte à suivre sans discussion, il oublie que l'une des Lois figurant sur cette « carte » est le Libre Arbitre… et, sans plus attendre, il souhaite imposer sa voie à tous ceux qui l'entourent, sans se soucier de savoir si les autres partagent ses convictions…

Vouloir « sauver » l'âme de son prochain semble, au premier abord, un geste altruiste. Mais… certes, vos intentions sont bonnes au départ, cela ne fait aucun doute. Après tout, vous ne souhaitez que le bien de votre semblable. Le problème réside dans la manière dont vous menez ce processus…

Bien souvent, le « processus de conversion » d'une communauté est régi par la violence. D'abord, la violence psychologique. C'est lorsque les « futurs acolytes » sont menacés de châtiment éternel à leur mort, de souffrances sans fin pour l'éternité, pour ne pas avoir reconnu le pouvoir du vrai Dieu, qui voit tout…

Dans ce processus, diverses règles sont imposées. Et peu à peu, ces règles acquièrent force de loi, chacun étant tenu de s'y conformer sous peine de marginalisation. Comble de l'ironie… soudain, on vous force à suivre des règles auxquelles vous ne croyez ni ne que vous refusez, mais exprimer une telle opinion peut être puni…

Le contrôle se dissimule sous diverses formes, le rendant ainsi plus acceptable, plus facile à accepter. La « noble âme » qui a pour mission de sauver ses semblables et de les guider sur le « droit chemin » ne les délaisse pas un instant, prenant soin d'eux avec un grand zèle… et appliquant des mesures correctives lorsque la situation l'exige…

Le comble de l'ironie ? Il est plus important de faire semblant d'obéir que d'obéir réellement à tout ce qui est imposé. La plupart des adeptes de cette pensée feignent d'adhérer aux règles de conduite et, loin du regard scrutateur de leurs pairs, finissent par vivre une vie parallèle, plus conforme à leurs convictions. Et c'est parfait, tant que personne n'est au courant…

À votre avis, pourquoi y a-t-il tant de personnes déprimées dans ce monde infini ? La réponse est claire comme de l'eau de roche… il faut croire ce que croit la majorité. Et suivre le mode de vie prescrit par le groupe auquel on appartient. Rien ne doit dévier des règles. S'il faut se priver pour répondre aux attentes, faites ce sacrifice. Car au bout du compte, vous serez récompensé…

Étrange, n'est-ce pas ? Être heureux dans cette vie n'a aucune importance. Ce qui compte vraiment, c'est de vivre selon le modèle qu'on vous impose. Ne cessez jamais de suivre ces paramètres, car si vous le faites, Dieu vous punira. Ah oui… le mot « Dieu » est en minuscules car je fais référence à toutes les religions du monde, sans viser aucune en particulier. Mais attention… ce que je dis ici à propos de la religion peut s'appliquer à d'autres formes de contrôle social… y compris la politique, qui peut d'une certaine manière être assimilée à une religion, puisque l'on a tendance à vénérer ou à diaboliser certains acteurs qui osent monter sur scène…

En conclusion… nous ne devrions avoir aucun mal à accepter la diversité de l’humanité. La notion de bien et de mal ne devrait pas être aussi radicale. Si nous nous souciions davantage du bien-être de tous les êtres vivants… si nous répandions l’amour plutôt que la haine et le ressentiment… nous vivrions dans un paradis céleste… et savez-vous ce qui est pire ? Nous sommes déjà au paradis… mais notre vision déformée de la vie et du monde nous pousse à transformer ce paradis en une véritable antichambre de l’enfer… et tout cela parce que nous sommes si sûrs d’avoir raison que nous exigeons que tous nous suivent, car nous seuls, selon nous, connaissons la vérité…

Ouvrez les yeux et regardons autour de nous. Tendons la main à nos frères et sœurs, quelles que soient leurs idées, pourvu qu’elles ne nuisent à aucun être vivant sur Terre… Le genre, le sexe, les limitations de toute nature ne doivent pas nous empêcher de voir et de traiter les personnes qui nous entourent comme elles le méritent… Elles sont toutes nos égales et méritent le respect, pour leurs croyances et leurs idées. Car, comme je l'ai déjà dit, il n'y a pas deux personnes qui pensent exactement de la même façon. Le jour où nous pourrons vraiment accepter chacun tel qu'il est, et non tel que nous voudrions qu'il soit, nous vivrons enfin en paix, non seulement avec le monde, mais aussi avec notre propre conscience. Et si, par hasard, la personne à côté de vous a un mode de vie qui vous déplaît fortement, rappelez-vous que c'est sa vie, et la sienne seule. D'ailleurs, elle ne comprend probablement pas non plus votre propre mode de vie… Réfléchissez-y…

Tania Miranda - Brésil - 05/02/2026

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Leben und leben lassen…

Wir leben in einer vielfältigen Welt und akzeptieren diese Vielfalt nicht. Nicht auf Anhieb. Manchmal nicht einmal nach einem ganzen Leben in einem solchen Umfeld. Und warum ist das so? Die Antwort ist einfach: Unser Blick ist verengt, als trügen wir Scheuklappen, sodass nichts, was uns nicht passt, unseren Weg verändern kann…

Schon das Denken selbst offenbart die Vielfalt um uns herum, einfach weil keine zwei Menschen denselben Gedankengang verfolgen. Sie mögen in einem Punkt übereinstimmen, aber im Allgemeinen handelt es sich um zwei oft gegensätzliche Denkweisen, deren Überzeugungen für die einen unverständlich sind…

Es gibt viele Anker, die uns an unsere jeweilige Denkweise binden. Und obwohl wir solche Anker oft mit anderen teilen, ist die Sichtweise jedes Einzelnen darauf verschieden… Meinungen über ein und dasselbe Bollwerk gehen auseinander, weil jeder das Objekt anders sieht…

Einer der am häufigsten genutzten Anker in der Gesellschaft ist zweifellos die Religion. Religion, die ursprünglich „die Verbindung des Menschen mit dem Göttlichen wiederherstellen“ oder auch „heilige Texte neu entdecken“ bedeuten kann … was letztendlich doch dasselbe ist, oder? Auf die eine oder andere Weise sucht der Mensch nach einer höheren Bestätigung seines Lebens.

Das größte Problem ist nicht der Versuch, die Verbindung zum Göttlichen wiederherzustellen, sondern die Art und Weise, wie man den Weg dorthin versteht. Versteht mich nicht falsch, kein Konzept ist falsch, aber wenn man versucht, anderen die eigene Sichtweise aufzuzwingen, weil man nicht erkennt, dass die eigene Welt privat ist, nur einem selbst gehört und niemand außer einem selbst sie sich vorstellen kann … nun, da fangen die Probleme an.

Das größte Problem für die Menschheit ist die Radikalisierung. Wenn jemand glaubt, auf dem richtigen Weg ins Paradies zu sein und den ihm präsentierten Gesetzen blind zu folgen, vergisst er, dass eines dieser Gesetze der freie Wille ist. Kurzerhand will er alle um sich herum zwingen, denselben Weg zu gehen, ohne Rücksicht darauf, ob andere seine Überzeugungen teilen.

Der Wunsch, die Seele des Nächsten zu „retten“, erscheint zunächst als altruistische Geste. Doch die Absichten sind gut, daran lässt sich nichts rütteln. Schließlich wünscht man sich nur das Beste für seinen Mitmenschen. Das Problem liegt in der Art und Weise, wie dieser Prozess abläuft.

Nicht selten wird der „Bekehrungsprozess“ einer Gemeinschaft von Gewalt bestimmt. Zunächst von psychischer Gewalt. Dann werden die „zukünftigen Anhänger“ mit ewiger Verdammnis nach dem Tod bedroht, mit endlosem Leiden in alle Ewigkeit, weil sie die Macht des wahren Gottes, der alles sieht, nicht erkannt haben.

In diesem Prozess werden verschiedene Regeln auferlegt. Und langsam erlangen diese Regeln Gesetzeskraft, und jeder ist verpflichtet, sich daran zu halten, andernfalls droht Ausgrenzung. Welch Ironie! Plötzlich wird man gezwungen, Regeln zu befolgen, an die man weder glaubt noch die man akzeptiert, doch wer seine Meinung äußert, riskiert Bestrafung.

Kontrolle tarnt sich in vielfältigen Formen, um sie schmackhaft und leicht verdaulich zu machen. Die „edle Seele“, die es sich zur Aufgabe gemacht hat, ihre Mitmenschen zu retten und sie auf den „rechten Weg“ zu führen, lässt ihre Schar keinen Augenblick im Stich, kümmert sich mit großem Eifer um sie und ergreift Korrekturmaßnahmen, wenn es die Situation erfordert.

Die größte Ironie an all dem? Es ist wichtiger, den Anschein zu erwecken, man folge den Regeln, als sie tatsächlich zu befolgen. Die meisten Anhänger dieser Denkweise geben vor, sich an die Verhaltensregeln zu halten, und führen, fernab der kritischen Blicke ihrer Mitmenschen, ein Parallelleben, das ihrer eigenen Denkweise näherkommt. Und das ist in Ordnung, solange niemand von diesem Verhalten erfährt …

Warum gibt es wohl so viele depressive Menschen auf dieser endlosen Welt? Die Antwort ist glasklar: Man muss glauben, was die Mehrheit glaubt. Und man muss den richtigen Lebensweg einschlagen, gemäß der Gruppe, der man angehört. Nichts darf von den Regeln abweichen. Wenn man sich selbst verleugnen muss, um die Erwartungen zu erfüllen, dann sollte man dieses Opfer bringen. Denn am Ende des Weges wird man belohnt …

Komisch, nicht wahr? Glücklichsein in diesem Leben ist nicht wichtig. Was wirklich zählt, ist, nach dem einem auferlegten Modell zu leben. Man darf niemals von diesen Vorgaben abweichen, denn sonst wird Gott einen bestrafen. Ach ja … das Wort „Gott“ ist kleingeschrieben, weil ich von allen Religionen der Welt spreche, nicht von einer bestimmten. Aber Vorsicht... was ich hier über Religion sage, lässt sich auch auf andere Formen sozialer Kontrolle anwenden... einschließlich der Politik, die in gewisser Weise mit einer Religion gleichgesetzt werden kann, da Menschen dazu neigen, bestimmte Akteure zu verehren oder zu verteufeln, die es wagen, diese Bühne zu betreten...

Abschließend lässt sich sagen, dass wir die Vielfalt der Menschheit problemlos akzeptieren sollten. Die Unterscheidung zwischen Richtig und Falsch sollte nicht so radikal sein. Wenn wir uns mehr darum kümmerten, allen Lebewesen Gutes zu tun, wenn wir Liebe statt Hass und Groll verbreiten würden, lebten wir in einem himmlischen Paradies. Und wissen Sie, was noch schlimmer ist? Wir sind im Paradies, aber unsere verzerrte Sicht auf das Leben und die Welt führt dazu, dass wir dieses Paradies in einen wahren Vorhof der Hölle verwandeln. Und das alles nur, weil wir so überzeugt sind, die Wahrheit auf unserer Seite zu haben, dass wir von allen anderen verlangen, uns zu folgen, weil nur wir die Wahrheit kennen.

Lasst uns die Scheuklappen abnehmen und uns umschauen. Lasst uns unseren Brüdern und Schwestern die Hand reichen, ungeachtet ihrer Denkweise, solange sie keinem Lebewesen auf unserer Erde schaden. Geschlecht, sexuelle Orientierung oder Einschränkungen jeglicher Art dürfen uns nicht daran hindern, alle Menschen um uns herum so zu sehen und zu behandeln, wie sie es verdienen. Sie sind alle gleichberechtigt und verdienen Respekt, sowohl für ihre Überzeugungen als auch für ihre Denkweise. Denn, wie bereits erwähnt, folgen keine zwei Menschen dem gleichen Gedankengang. An dem Tag, an dem wir jeden so akzeptieren, wie er wirklich ist, und nicht so, wie wir ihn gerne hätten, werden wir endlich in Frieden leben – nicht nur mit der Welt, sondern auch mit unserem eigenen Gewissen. Und falls Ihnen die Lebensweise Ihres Nachbarn nicht gefällt, denken Sie daran: Es ist sein Leben, ganz allein seins. Wahrscheinlich sieht er auch nicht viel Sinn in Ihrer Lebensweise. Denken Sie darüber nach.

Tania Miranda – Brasilien – 05.02.2026

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