JUSTIÇA PARA TODOS

 



JUSTIÇA PARA TODOS

Uma das bandeiras mais agitadas pela humanidade é, sem dúvida, a da Justiça. Afinal, ninguém deseja ter seus direitos pisoteados por outros que se consideram acima de tudo e de todos. E todos são iguais perante a Lei, não é mesmo? Bem… quer dizer…

Como tudo em nossas vidas, Lei e Justiça são conceitos cuja compreensão depende de uma série de circunstâncias. Embora aparentemente Justiça seja um conceito universal, onde sabemos exatamente o que esperar em sua aplicação, na vida real não é bem assim que funciona. Primeiro porque para que a Justiça possa ser aplicada é necessário que a Verdade seja por todos conhecida. E aí é que entra areia na interpretação. Porque a verdade pode ter mil versões diferentes, mas todas elas são, no final, sua mais fiel apresentação. A Verdade, por mais estranho que possa parecer, é maleável. Como o Ouro, um metal precioso, tão cobiçado por todos…

Para que a Justiça possa ser aplicada é necessário que a Verdade se apresente junto aos Juízes que irão julgar a Causa. E, de acordo com o que lhes for apresentado, a Lei será aplicada, quando houver necessidade de corrigir um desvio de conduta, condenando ou simplesmente absolvendo o Acusado…

E é nesse momento que a Multidão pode não concordar com a decisão da Justiça. Por que? Simples… para que possa fazer um Juízo sobre os fatos que lhes são apresentados, a Justiça precisa de relatos o mais fiéis sobre o ocorrido. Por isso há a figura do Promotor, que deverá apresentar um breve histórico sobre a ocorrência em questão, sem tomar partido de qualquer espécie. Após sua explanação a Defesa tentará demonstrar àquele que tem o poder de decisão que o acusado está sendo injustiçado. Que tudo aquilo que ocorreu não se deveu à sua efetiva participação, mas sim por vários motivos sobre os quais o mesmo não tinha controle…

Como eu disse, a Verdade existe em múltiplas versões. E nenhuma delas é, necessariamente, falsa. Porque, por mais paradoxal que pareça, a Verdade depende de quem está relatando um fato. E a Lei estará do lado daquele que oferecer a melhor versão de tal acontecimento…

Em realidade, as Leis são criadas não para serem justas, mas para se adequarem à Sociedade que destas lança mão. Mesmo que o velho chavão proclame que “Nem tudo que é Justo é Lei, mas tudo que é Lei é Justo”, isso não condiz com o Mundo Real no qual vivemos. Certo, se não houvessem regras para conter determinados atos, com certeza viveríamos no Inferno na Terra. Mas estamos longe de viver em um local Paradisíaco, onde o Bem será cultuado e o Mal, execrado…

E por que isso? De certa forma, já respondi… uma Lei é criada para satisfazer o anseio popular… bem, talvez não o anseio da população em geral, mas de alguns representantes com o poder de sugerir a criação de determinada regra que poderá ou não ser aplicada sobre o grupo em questão…

Quem nunca ouviu que “a Lei é igual para todos” ou que “somos todos iguais perante a Lei”? O único problema é que não só a Lei não é igual para todos como também não somos, de forma alguma, todos iguais perante a Lei… basta ver como as pessoas são tratadas pelos agentes da Lei… sempre de acordo com sua posição social…

Quando olhamos a aplicação da Lei sob esse viés percebemos que a Sociedade não é e nunca foi igualitária. Existem várias formas de controle, onde cada indivíduo é rotulado de acordo com sua origem. Mesmo que economicamente tal personagem consiga evoluir, até que seja aceito pelos novos pares continuará sendo tratado como seus companheiros originais. E mesmo quando finalmente é aceito no novo Circulo Social ainda terá algumas restrições que só desaparecerão depois de muito tempo…

Essa forma de organização social acaba por criar discrepâncias difíceis de contornar. E nem sempre a Justiça estará apta a dar razão para os níveis mais baixos da Sociedade… ela sempre será aplicada de acordo com a posição social de cada indivíduo. Afinal, existe uma hierarquia e essa deve ser respeitada. Para que alguém do Alto Escalão venha a ser condenado por algum deslize cometido, por mais grave que seja, não basta simplesmente a comoção popular… é necessário ter desagradado seus pares a ponto de estes o colocarem à margem do grupo...

Verdade que, aparentemente, a Lei é aplicada a todos. Mas quando vamos analisar friamente os fatos em questão, percebemos que aqueles que sofrem o rigor desta são sempre aqueles que estão na base da pirâmide. É como se a pessoa se tornasse invulnerável a cada degrau ascendido...

Devemos notar que, mesmo quando duas pessoas ocupam lugares semelhantes na hierarquia, há sempre aquela que estará mais sujeita a sofrer penalidades que a outra. Questões de gênero ou raça tornam determinado elemento mais sujeito a responder por ações que venham de encontro ao Status Quo do grupo...

Há diversas variantes quanto à aplicação da Lei... sempre baseada na Verdade, incorruptível em sua essência. Mas sujeita às mais várias interpretações, sendo todas elas a mais verdadeira expressão da verdade... como garantir que todos tenham a mesma aplicação da Justiça, uma vez que ela depende da interpretação de alguém que foi credenciado por um grupo para avaliar e decidir o que é verdade e o que não é? Afinal, por mais isenta que tal personagem seja, sempre haverá sua visão pessoal, que influenciará suas decisões mais sensíveis... 

Tania Miranda   -   Brasil  -   04/02/2026

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 JUSTICE FOR ALL 

One of the most widely waved banners of humanity is, without a doubt, that of Justice. After all, nobody wants their rights trampled by others who consider themselves above everything and everyone. And everyone is equal before the Law, right? Well… I mean… 

Like everything in our lives, Law and Justice are concepts whose understanding depends on a series of circumstances. Although Justice is seemingly a universal concept, where we know exactly what to expect in its application, in real life it doesn't quite work that way. First, because for Justice to be applied, the Truth must be known by all. And that's where the interpretation gets tricky. Because the truth can have a thousand different versions, but all of them are, in the end, its most faithful presentation. The Truth, however strange it may seem, is malleable. Like Gold, a precious metal, so coveted by all… 

For Justice to be applied, the Truth must be presented to the Judges who will judge the Case. And, according to what is presented to them, the Law will be applied when there is a need to correct misconduct, condemning or simply acquitting the Accused… 

And it is at this moment that the Crowd may disagree with the Justice's decision. Why? Simple… in order to make a judgment on the facts presented to them, the Justice needs accounts as faithful as possible about what happened. That is why there is the figure of the Prosecutor, who must present a brief history of the event in question, without taking sides of any kind. After their explanation, the Defense will try to demonstrate to the one who has the power to decide that the accused is being wronged. That everything that happened was not due to their effective participation, but rather to various reasons over which they had no control… 

As I said, the Truth exists in multiple versions. And none of them is necessarily false. Because, however paradoxical it may seem, the Truth depends on who is reporting a fact. And the Law will be on the side of whoever offers the best version of such an event… 

 In reality, laws are created not to be just, but to suit the society that uses them. Even if the old cliché proclaims that “Not everything that is just is law, but everything that is law is just,” this does not correspond to the Real World in which we live. Certainly, if there were no rules to contain certain acts, we would surely live in Hell on Earth. But we are far from living in a paradise where Good is worshipped and Evil is execrated… 

And why is that? In a way, I've already answered… a law is created to satisfy popular desire… well, perhaps not the desire of the general population, but of some representatives with the power to suggest the creation of a certain rule that may or may not be applied to the group in question… 

Who has never heard that “the law is the same for everyone” or that “we are all equal before the law”? The only problem is that not only is the law not equal for everyone, but we are also not all equal before the law... just look at how people are treated by law enforcement agents... always according to their social position... 

 When we look at the application of the law from this perspective, we realize that society is not and never has been egalitarian. There are various forms of control, where each individual is labeled according to their origin. Even if a person manages to evolve economically, until they are accepted by their new peers, they will continue to be treated like their original companions. And even when they are finally accepted into the new social circle, they will still have some restrictions that will only disappear after a long time... 

This form of social organization ends up creating discrepancies that are difficult to overcome. And justice will not always be able to side with the lower levels of society... it will always be applied according to the social position of each individual. After all, there is a hierarchy, and it must be respected. For someone in the upper echelons to be condemned for any transgression, however serious, public outcry is not enough… it is necessary to have displeased their peers to the point that they are marginalized from the group… 

It is true that, apparently, the law is applied to everyone. But when we coldly analyze the facts in question, we realize that those who suffer its rigor are always those at the base of the pyramid. It's as if a person becomes invulnerable with each step ascended… 

We must note that, even when two people occupy similar positions in the hierarchy, there is always one who will be more subject to penalties than the other. Issues of gender or race make a certain individual more liable to be held accountable for actions that go against the group's status quo…

 There are many variations regarding the application of the Law... always based on Truth, incorruptible in its essence. But subject to the most varied interpretations, all of them being the truest expression of truth... how can we guarantee that everyone receives the same application of Justice, since it depends on the interpretation of someone who has been accredited by a group to evaluate and decide what is true and what is not? After all, however impartial such a person may be, there will always be their personal vision, which will influence their most sensitive decisions... 

Tania Miranda - Brazil - 04/02/2026

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JUSTICIA PARA TODOS

Uno de los estandartes más extendidos de la humanidad es, sin duda, el de la Justicia. Al fin y al cabo, nadie quiere que sus derechos sean pisoteados por quienes se consideran superiores a todo y a todos. Y todos somos iguales ante la Ley, ¿verdad? Bueno… quiero decir…

Como todo en nuestras vidas, la Ley y la Justicia son conceptos cuya comprensión depende de una serie de circunstancias. Si bien la Justicia parece un concepto universal, donde sabemos exactamente qué esperar de su aplicación, en la vida real no funciona así. Primero, porque para que la Justicia se aplique, la Verdad debe ser conocida por todos. Y ahí es donde la interpretación se complica. Porque la verdad puede tener mil versiones diferentes, pero todas son, al final, su representación más fiel. La Verdad, por extraña que parezca, es maleable. Como el oro, un metal precioso, tan codiciado por todos…

Para que la Justicia se aplique, la Verdad debe presentarse a los Jueces que juzgarán el Caso. Y, según lo que se les presente, la Ley se aplicará cuando sea necesario corregir una mala conducta, condenando o simplemente absolviendo al acusado…

Y es en este momento que la multitud puede discrepar de la decisión de la Justicia. ¿Por qué? Simple… para emitir un juicio sobre los hechos que se les presentan, la Justicia necesita relatos lo más fieles posible sobre lo sucedido. Por eso existe la figura del Fiscal, quien debe presentar una breve historia del hecho en cuestión, sin tomar partido. Tras su explicación, la Defensa intentará demostrar a quien tiene la facultad de decidir que el acusado está siendo perjudicado. Que todo lo sucedido no se debió a su participación efectiva, sino a diversas razones sobre las que no tenía control…

Como dije, la Verdad existe en múltiples versiones. Y ninguna de ellas es necesariamente falsa. Porque, por paradójico que parezca, la Verdad depende de quién informa un hecho. Y la Ley estará del lado de quien ofrezca la mejor versión de tal acontecimiento…

En realidad, las leyes no se crean para ser justas, sino para adaptarse a la sociedad que las aplica. Aunque el viejo cliché proclame que «No todo lo que es justo es ley, pero todo lo que es ley es justo», esto no se corresponde con el mundo real en el que vivimos. Ciertamente, si no existieran reglas que contuvieran ciertos actos, seguramente viviríamos en el infierno en la Tierra. Pero estamos lejos de vivir en un paraíso donde se venera el Bien y se aborrece el Mal…

¿Y por qué? En cierto modo, ya he respondido… una ley se crea para satisfacer el deseo popular… bueno, quizá no el deseo de la población en general, sino el de algunos representantes con el poder de sugerir la creación de una norma que puede o no aplicarse al grupo en cuestión…

¿Quién no ha oído nunca que «la ley es igual para todos» o que «todos somos iguales ante la ley»? El único problema es que la ley no solo no es igual para todos, sino que tampoco todos somos iguales ante ella... basta con observar cómo las fuerzas del orden tratan a las personas... siempre según su posición social...

Cuando analizamos la aplicación de la ley desde esta perspectiva, nos damos cuenta de que la sociedad no es ni ha sido nunca igualitaria. Existen diversas formas de control, donde cada individuo es etiquetado según su origen. Incluso si una persona logra progresar económicamente, hasta que sea aceptada por sus nuevos compañeros, seguirá siendo tratada como sus compañeros originales. E incluso cuando finalmente sea aceptada en el nuevo círculo social, seguirá teniendo algunas restricciones que solo desaparecerán después de mucho tiempo...

Esta forma de organización social termina creando discrepancias difíciles de superar. Y la justicia no siempre podrá estar del lado de los estratos inferiores de la sociedad... siempre se aplicará según la posición social de cada individuo. Al fin y al cabo, existe una jerarquía y debe respetarse. Para que alguien en los Altos Rangos sea condenado por cualquier transgresión, por grave que sea, no basta con la protesta pública… es necesario haber desagradado a sus iguales hasta el punto de ser marginado del grupo…

Es cierto que, aparentemente, la Ley se aplica a todos. Pero al analizar fríamente los hechos en cuestión, nos damos cuenta de que quienes sufren su rigor son siempre los que se encuentran en la base de la pirámide. Es como si una persona se volviera invulnerable con cada escalón que asciende…

Debemos tener en cuenta que, incluso cuando dos personas ocupan posiciones similares en la jerarquía, siempre habrá una que estará más sujeta a sanciones que la otra. Cuestiones de género o raza hacen que un individuo sea más susceptible de ser considerado responsable por acciones que van en contra del statu quo del grupo…

Existen diversas variantes en cuanto a la aplicación de la Ley… siempre basadas en la Verdad, incorruptible en su esencia. Pero sujetas a las más diversas interpretaciones, siendo todas ellas la expresión más auténtica de la verdad…

Existen muchas variaciones en la aplicación de la Ley... siempre basada en la Verdad, incorruptible en su esencia. Pero sujeta a las más diversas interpretaciones, siendo todas ellas la expresión más auténtica de la verdad... ¿cómo podemos garantizar que todos reciban la misma aplicación de la Justicia, ya que depende de la interpretación de alguien acreditado por un grupo para evaluar y decidir qué es verdad y qué no? Después de todo, por muy imparcial que sea dicha persona, siempre existirá su visión personal, que influirá en sus decisiones más sensibles...

Tania Miranda - Brasil - 04/02/2026
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OIKEUDENMUKAISTA KAIKILLE

Yksi ihmiskunnan laajimmin heilutetuista lipuista on epäilemättä oikeudenmukaisuuden lippu. Kukaan ei kuitenkaan halua, että hänen oikeuksiaan polkevat toiset, jotka pitävät itseään kaiken ja kaikkien yläpuolella. Ja kaikki ovat tasa-arvoisia lain edessä, eikö niin? No… tarkoitan…

Kuten kaikki elämässämme, laki ja oikeus ovat käsitteitä, joiden ymmärtäminen riippuu useista olosuhteista. Vaikka oikeus on näennäisesti universaali käsite, jonka soveltamisesta tiedämme tarkalleen, se ei tosielämässä aivan toimi niin. Ensinnäkin siksi, että oikeudenmukaisuuden soveltamiseksi kaikkien on tiedettävä totuus. Ja siinä kohtaa tulkinta on hankalaa. Koska totuudella voi olla tuhat eri versiota, mutta ne kaikki ovat lopulta sen uskollisin esitystapa. Totuus, vaikka se kuulostaakin oudolta, on muovautuvaa. Kuten kulta, jalometalli, jota kaikki niin himoitsevat…

Jotta oikeutta sovellettaisiin, totuus on esitettävä tuomareille, jotka tuomitsevat asian. Ja sen mukaan, mitä heille esitetään, lakia sovelletaan, kun on tarpeen korjata väärinkäytös, tuomitsemalla tai yksinkertaisesti vapauttamalla syytetty...

Ja juuri tällä hetkellä väkijoukko voi olla eri mieltä tuomarin päätöksestä. Miksi? Yksinkertaista... voidakseen tehdä tuomion esitettyjen tosiasioiden perusteella tuomarin on saatava mahdollisimman uskollisia selvityksiä tapahtuneesta. Siksi on olemassa syyttäjä, jonka on esitettävä lyhyt historia kyseessä olevasta tapahtumasta ottamatta kantaa mihinkään. Selityksensä jälkeen puolustus yrittää osoittaa päättävälle taholle, että syytetylle tehdään vääryyttä. Että kaikki tapahtunut ei johtunut heidän tosiasiallisesta osallistumisestaan, vaan pikemminkin useista syistä, joihin heillä ei ollut mitään kontrollia...

Kuten sanoin, totuus on olemassa useissa versioissa. Eikä mikään niistä ole välttämättä väärä. Koska, vaikka se kuulostaa paradoksaaliselta, totuus riippuu siitä, kuka tosiasian raportoi. Ja laki on sen puolella, joka tarjoaa parhaan version tällaisesta tapahtumasta…

Todellisuudessa lakeja ei luoda oikeudenmukaisiksi, vaan niitä käyttävän yhteiskunnan mukaisiksi. Vaikka vanha klisee julistaakin, että "kaikki oikeudenmukainen ei ole lakia, mutta kaikki laki on oikeudenmukaista", tämä ei vastaa todellista maailmaa, jossa elämme. Varmasti, jos ei olisi sääntöjä tiettyjen tekojen rajoittamiseksi, eläisimme varmasti helvetissä maan päällä. Mutta olemme kaukana paratiisista, jossa hyvää palvotaan ja pahaa kirotaan…

Ja miksi näin on? Tavallaan olen jo vastannut… laki luodaan tyydyttämään kansan toiveita… no, ehkä ei koko väestön toiveita, vaan joidenkin edustajien, joilla on valta ehdottaa tietyn säännön luomista, jota voidaan soveltaa tai olla soveltamatta kyseiseen ryhmään…

Kukapa ei olisi koskaan kuullut, että "laki on sama kaikille" tai että "olemme kaikki tasa-arvoisia lain edessä"? Ongelmana on vain se, että laki ei ole kaikille tasa-arvoinen, emmekä kaikki ole myöskään tasa-arvoisia lain edessä... katsokaa vain, miten lainvalvontaviranomaiset kohtelevat ihmisiä... aina heidän sosiaalisen asemansa mukaan...

Kun tarkastelemme lain soveltamista tästä näkökulmasta, ymmärrämme, että yhteiskunta ei ole eikä ole koskaan ollut tasa-arvoinen. On olemassa erilaisia ​​kontrollin muotoja, joissa jokainen yksilö leimataan alkuperänsä mukaan. Vaikka ihminen onnistuisi kehittymään taloudellisesti, häntä kohdellaan edelleen kuten alkuperäisiä kumppaneitaan, kunnes uudet ikätoverit hyväksyvät hänet. Ja vaikka hänet lopulta hyväksyttäisiin uuteen sosiaaliseen piiriin, hänellä on silti joitakin rajoituksia, jotka katoavat vasta pitkän ajan kuluttua...

Tämä sosiaalisen organisaation muoto luo lopulta ristiriitoja, joita on vaikea voittaa. Eikä oikeus aina voi olla yhteiskunnan alempien tasojen puolella... sitä sovelletaan aina kunkin yksilön sosiaalisen aseman mukaan. Loppujen lopuksi on olemassa hierarkia, ja sitä on kunnioitettava. Jotta joku korkeassa asemassa oleva voidaan tuomita mistä tahansa rikkomuksesta, olipa se kuinka vakava tahansa, julkinen paheksunta ei riitä… riittää, että hän on tyytymätön vertaisiinsa siinä määrin, että heidät syrjäytetään ryhmästä…

On totta, että lakia sovelletaan ilmeisesti kaikkiin. Mutta kun analysoimme kylmästi kyseessä olevia tosiasioita, ymmärrämme, että sen ankaruudesta kärsivät ovat aina pyramidin pohjalla olevat. On kuin henkilöstä tulisi haavoittumaton jokaisen nousemansa askelman myötä…

Meidän on huomattava, että vaikka kaksi ihmistä olisi hierarkiassa samanlaisessa asemassa, on aina toinen, jota rangaistaan ​​enemmän kuin toista. Sukupuoli- tai rotukysymykset tekevät tietystä yksilöstä alttiimman vastuuseen teoista, jotka ovat ristiriidassa ryhmän status quon kanssa…

Lain soveltamisessa on useita muunnelmia… aina perustuen totuuteen, joka on olemukseltaan korruptoitumaton. Mutta alttiina mitä erilaisimmille tulkinnoille, jotka kaikki ovat totuuden todellisinta ilmaisua…

Lain soveltamisessa on monia muunnelmia... aina perustuen Totuuteen, joka on olemukseltaan korruptoitumaton. Mutta mitä erilaisimpien tulkintojen alaisena, jotka kaikki ovat totuuden todellisinta ilmaisua... kuinka voimme taata, että kaikki saavat saman oikeudenmukaisuuden soveltamisen, kun se riippuu jonkun sellaisen tulkinnasta, jonka ryhmä on valtuuttanut arvioimaan ja päättämään, mikä on totta ja mikä ei? Loppujen lopuksi, olipa tällainen henkilö kuinka puolueeton tahansa, hänellä on aina henkilökohtainen näkemys, joka vaikuttaa hänen herkimpiin päätöksiinsä...

Tania Miranda - Brasilia - 04/02/2026
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GIUSTIZIA PER TUTTI

Una delle bandiere più sventolate dell'umanità è, senza dubbio, quella della Giustizia. Dopotutto, nessuno vuole che i propri diritti vengano calpestati da altri che si considerano superiori a tutto e a tutti. E tutti sono uguali davanti alla Legge, giusto? Beh... voglio dire...

Come ogni cosa nella nostra vita, Legge e Giustizia sono concetti la cui comprensione dipende da una serie di circostanze. Sebbene la Giustizia sia apparentemente un concetto universale, di cui sappiamo esattamente cosa aspettarci nella sua applicazione, nella vita reale non funziona esattamente così. Innanzitutto, perché affinché la Giustizia possa essere applicata, la Verità deve essere conosciuta da tutti. Ed è qui che l'interpretazione diventa complicata. Perché la verità può avere mille versioni diverse, ma tutte, alla fine, sono la sua presentazione più fedele. La Verità, per quanto strana possa sembrare, è malleabile. Come l'Oro, un metallo prezioso, così ambito da tutti...

Affinché la Giustizia possa essere applicata, la Verità deve essere presentata ai Giudici che giudicheranno il Caso. E, a seconda di quanto viene loro presentato, la Legge verrà applicata quando sarà necessario correggere una cattiva condotta, condannando o semplicemente assolvendo l'imputato...

Ed è in questo momento che la Folla potrebbe non essere d'accordo con la decisione del Giudice. Perché? Semplice... per esprimere un giudizio sui fatti presentati, il Giudice ha bisogno di resoconti il ​​più fedeli possibile su quanto accaduto. Ecco perché esiste la figura del Pubblico Ministero, che deve presentare una breve cronistoria dell'evento in questione, senza schierarsi da nessuna parte. Dopo la sua spiegazione, la Difesa cercherà di dimostrare a chi ha il potere di decidere che l'imputato ha subito un torto. Che tutto ciò che è accaduto non è dovuto alla sua effettiva partecipazione, ma piuttosto a diverse ragioni sulle quali non aveva alcun controllo...

Come ho detto, la Verità esiste in molteplici versioni. E nessuna di esse è necessariamente falsa. Perché, per quanto paradossale possa sembrare, la Verità dipende da chi riporta un fatto. E la Legge sarà dalla parte di chi offrirà la versione migliore di un simile evento...

In realtà, le leggi non sono create per essere giuste, ma per adattarsi alla società che le applica. Anche se il vecchio luogo comune afferma che "Non tutto ciò che è giusto è legge, ma tutto ciò che è legge è giusto", questo non corrisponde al Mondo Reale in cui viviamo. Certo, se non ci fossero regole che disciplinano certi atti, vivremmo sicuramente all'Inferno in Terra. Ma siamo ben lontani dal vivere in un paradiso dove il Bene è adorato e il Male è esecrato...

E perché? In un certo senso, ho già risposto... una legge è creata per soddisfare il desiderio popolare... beh, forse non il desiderio della popolazione in generale, ma di alcuni rappresentanti con il potere di suggerire la creazione di una certa regola che può o non può essere applicata al gruppo in questione...

Chi non ha mai sentito dire che "la legge è uguale per tutti" o che "siamo tutti uguali davanti alla legge"? L'unico problema è che non solo la legge non è uguale per tutti, ma non siamo nemmeno tutti uguali davanti alla legge... basta guardare come le persone vengono trattate dalle forze dell'ordine... sempre in base alla loro posizione sociale...

Quando osserviamo l'applicazione della legge da questa prospettiva, ci rendiamo conto che la società non è e non è mai stata egualitaria. Esistono varie forme di controllo, in cui ogni individuo viene etichettato in base alla sua origine. Anche se una persona riesce a evolversi economicamente, finché non viene accettata dai suoi nuovi coetanei, continuerà a essere trattata come i suoi compagni originali. E anche quando verrà finalmente accettata nella nuova cerchia sociale, avrà comunque delle restrizioni che scompariranno solo dopo molto tempo...

Questa forma di organizzazione sociale finisce per creare discrepanze difficili da superare. E la giustizia non potrà sempre schierarsi dalla parte dei livelli inferiori della società... verrà sempre applicata in base alla posizione sociale di ciascun individuo. Dopotutto, esiste una gerarchia, e deve essere rispettata. Per condannare qualcuno di rango elevato per una qualsiasi trasgressione, per quanto grave, non basta la protesta pubblica... è necessario aver scontentato i propri pari al punto da essere emarginati dal gruppo...

È vero che, a quanto pare, la Legge si applica a tutti. Ma quando analizziamo freddamente i fatti in questione, ci rendiamo conto che coloro che ne subiscono il rigore sono sempre coloro che si trovano alla base della piramide. È come se una persona diventasse invulnerabile a ogni gradino che sale...

Dobbiamo notare che, anche quando due persone occupano posizioni simili nella gerarchia, ce n'è sempre una che sarà più soggetta a sanzioni dell'altra. Questioni di genere o razza rendono un certo individuo più soggetto a essere ritenuto responsabile per azioni che vanno contro lo Status Quo del gruppo...

Esistono diverse varianti riguardo all'applicazione della Legge... sempre basata sulla Verità, incorruttibile nella sua essenza. Ma soggetta alle più svariate interpretazioni, tutte essendo la più vera espressione della verità...

Esistono molte varianti riguardo all'applicazione della Legge... sempre basata sulla Verità, incorruttibile nella sua essenza. Ma soggetta alle più svariate interpretazioni, essendo tutte la più autentica espressione della verità... come possiamo garantire che tutti ricevano la stessa applicazione della Giustizia, dal momento che dipende dall'interpretazione di qualcuno che è stato accreditato da un gruppo per valutare e decidere cosa è vero e cosa non lo è? Dopotutto, per quanto imparziale possa essere una persona del genere, ci sarà sempre la sua visione personale, che influenzerà le sue decisioni più delicate...

Tania Miranda - Brasile - 04/02/2026
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LA JUSTICE POUR TOUS

L'un des étendards les plus brandis par l'humanité est sans aucun doute celui de la Justice. Après tout, nul ne souhaite que ses droits soient bafoués par ceux qui se croient au-dessus de tout. Et tous sont égaux devant la Loi, n'est-ce pas ? Enfin…

Comme tout dans nos vies, la Loi et la Justice sont des concepts dont la compréhension dépend de circonstances particulières. Bien que la Justice semble être un concept universel, dont l'application nous paraît prévisible, dans la réalité, elle ne fonctionne pas tout à fait ainsi. D'abord, parce que pour que la Justice soit appliquée, la Vérité doit être connue de tous. Et c'est là que l'interprétation se complique. Car la vérité peut revêtir mille versions différentes, mais toutes, au final, en sont la présentation la plus fidèle. La Vérité, aussi étrange que cela puisse paraître, est malléable. À l'image de l'or, ce métal précieux si convoité…

Pour que la Justice soit appliquée, la Vérité doit être présentée aux Juges qui trancheront l'affaire. Et, selon les éléments qui leur sont présentés, la loi sera appliquée lorsqu'il sera nécessaire de corriger une faute, condamnant ou acquittant l'accusé…

C'est à ce moment précis que le public peut contester la décision du juge. Pourquoi ? Tout simplement… pour se prononcer sur les faits qui lui sont soumis, le juge a besoin d'un récit aussi fidèle que possible des événements. C'est pourquoi intervient le procureur, qui doit présenter un bref historique des faits, sans prendre parti. Après son exposé, la défense tentera de démontrer au juge que l'accusé est lésé. Que tout ce qui s'est passé n'est pas dû à sa participation active, mais à diverses raisons indépendantes de sa volonté…

Comme je l'ai dit, la vérité existe sous de multiples formes. Et aucune n'est nécessairement fausse. Car, aussi paradoxal que cela puisse paraître, la vérité dépend de celui qui rapporte les faits. Et la Loi sera du côté de celui qui présentera la meilleure version d'un tel événement…

En réalité, les lois ne sont pas créées pour être justes, mais pour s'adapter à la société qui les utilise. Même si le vieux cliché proclame que « tout ce qui est juste n'est pas loi, mais tout ce qui est loi est juste », cela ne correspond pas au monde réel dans lequel nous vivons. Certes, s'il n'y avait pas de règles pour encadrer certains actes, nous vivrions assurément en enfer sur terre. Mais nous sommes loin de vivre dans un paradis où le Bien est vénéré et le Mal exécré…

Et pourquoi cela ? D'une certaine manière, j'ai déjà répondu… une loi est créée pour satisfaire un désir populaire… enfin, peut-être pas le désir de la population en général, mais celui de certains représentants ayant le pouvoir de suggérer la création d'une certaine règle qui peut être appliquée ou non au groupe en question…

Qui n'a jamais entendu dire que « la loi est la même pour tous » ou que « nous sommes tous égaux devant la loi » ? Le problème, c'est que non seulement la loi n'est pas la même pour tous, mais que nous ne sommes pas tous égaux devant elle… Il suffit de voir comment les forces de l'ordre traitent les gens… toujours en fonction de leur position sociale…

Envisagée sous cet angle, l'application de la loi révèle que la société n'est pas, et n'a jamais été, égalitaire. Diverses formes de contrôle existent, où chaque individu est étiqueté selon son origine. Même si une personne parvient à s'élever socialement, tant qu'elle n'est pas acceptée par ses nouveaux pairs, elle continuera d'être traitée comme ses anciens camarades. Et même une fois intégrée à son nouveau cercle social, elle subira encore certaines restrictions qui ne disparaîtront qu'après longtemps…

Cette forme d'organisation sociale engendre des inégalités difficiles à surmonter. Et la justice ne pourra pas toujours se ranger du côté des plus démunis… elle sera toujours appliquée en fonction de la position sociale de chacun. Après tout, il existe une hiérarchie, et elle doit être respectée. Pour qu'un membre des Hauts Rangs soit condamné pour une transgression, aussi grave soit-elle, l'indignation publique ne suffit pas… il faut avoir déplu à ses pairs au point d'être marginalisé du groupe…

Il est vrai qu'en apparence, la Loi s'applique à tous. Mais à y regarder de plus près, on constate que ceux qui en subissent la rigueur sont toujours ceux qui se trouvent à la base de la pyramide. C'est comme si l'on devenait invulnérable à chaque échelon gravi…

Il faut noter que, même lorsque deux personnes occupent des positions hiérarchiques similaires, l'une sera toujours plus exposée aux sanctions que l'autre. Des questions de genre ou de race rendent un individu plus susceptible d'être tenu responsable d'actions contraires au statu quo du groupe…

L'application de la Loi se décline en plusieurs variantes… toujours fondées sur la Vérité, incorruptible par essence. Mais sujettes aux interprétations les plus diverses, toutes étant l'expression la plus fidèle de la vérité…

Il existe de nombreuses variations quant à l'application de la Loi… toujours fondée sur la Vérité, incorruptible par essence. Mais sujette aux interprétations les plus diverses, toutes étant l'expression la plus fidèle de la vérité… comment garantir à tous une justice égale, puisque celle-ci dépend de l'interprétation d'une personne accréditée par un groupe pour évaluer et décider ce qui est vrai et ce qui ne l'est pas ? Car, aussi impartiale soit-elle, cette personne aura toujours sa vision personnelle, qui influencera ses décisions les plus sensibles…

Tania Miranda - Brésil - 04/02/2026
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GERECHTIGKEIT FÜR ALLE

Eines der am weitesten verbreiteten Anliegen der Menschheit ist zweifellos die Gerechtigkeit. Schließlich will niemand, dass seine Rechte von anderen mit Füßen getreten werden, die sich über alles und jeden stellen. Und alle sind vor dem Gesetz gleich, oder? Nun ja… ich meine…

Wie alles in unserem Leben sind auch Recht und Gerechtigkeit Begriffe, deren Verständnis von verschiedenen Umständen abhängt. Obwohl Gerechtigkeit scheinbar ein universelles Konzept ist, bei dem wir genau wissen, was wir in ihrer Anwendung erwarten können, funktioniert es im wirklichen Leben nicht ganz so einfach. Erstens, weil die Wahrheit für alle bekannt sein muss, damit Gerechtigkeit geübt werden kann. Und genau hier wird die Interpretation knifflig. Denn die Wahrheit kann tausend verschiedene Versionen haben, aber alle sind letztendlich ihre getreueste Darstellung. Die Wahrheit, so seltsam sie auch erscheinen mag, ist formbar. Wie Gold, ein kostbares Metall, so begehrt von allen…

Damit Gerechtigkeit geübt werden kann, muss die Wahrheit den Richtern vorgelegt werden, die über den Fall urteilen. Und gemäß den vorliegenden Informationen wird das Gesetz angewendet, wenn ein Fehlverhalten korrigiert werden muss, indem der Angeklagte verurteilt oder freigesprochen wird…

Und genau in diesem Moment kann die Menge mit der Entscheidung des Richters nicht einverstanden sein. Warum? Ganz einfach… um sich ein Urteil auf Grundlage der vorgelegten Fakten bilden zu können, benötigt der Richter möglichst getreue Schilderungen des Geschehens. Deshalb gibt es die Rolle des Staatsanwalts, der den Sachverhalt kurz und unparteiisch schildern muss. Im Anschluss an seine Ausführungen versucht die Verteidigung dem Richter zu beweisen, dass dem Angeklagten Unrecht geschieht. Dass alles nicht auf sein aktives Zutun zurückzuführen ist, sondern auf verschiedene Gründe, die außerhalb seiner Kontrolle lagen…

Wie bereits erwähnt, existiert die Wahrheit in verschiedenen Versionen. Und keine davon ist zwangsläufig falsch. Denn, so paradox es auch klingen mag, die Wahrheit hängt davon ab, wer einen Sachverhalt berichtet. Und das Gesetz wird auf der Seite dessen stehen, der die beste Version eines solchen Ereignisses präsentiert…

In Wirklichkeit werden Gesetze nicht geschaffen, um gerecht zu sein, sondern um der Gesellschaft zu dienen, die sie anwendet. Auch wenn das alte Klischee besagt: „Nicht alles, was gerecht ist, ist Gesetz, aber alles, was Gesetz ist, ist gerecht“, entspricht dies nicht der Realität, in der wir leben. Gäbe es keine Regeln, die bestimmte Handlungen einschränken, würden wir sicherlich in der Hölle auf Erden leben. Doch wir sind weit davon entfernt, in einem Paradies zu leben, in dem das Gute verehrt und das Böse verabscheut wird…

Und warum ist das so? Gewissermaßen habe ich es bereits beantwortet… Ein Gesetz wird geschaffen, um den Wünschen der Bevölkerung zu entsprechen… nun ja, vielleicht nicht den Wünschen der Allgemeinheit, sondern denen einiger Repräsentanten, die die Macht haben, die Schaffung einer bestimmten Regel vorzuschlagen, die dann auf die betreffende Gruppe angewendet werden kann oder auch nicht…

Wer hat nicht schon einmal gehört: „Das Gesetz gilt für alle“ oder „Wir sind alle vor dem Gesetz gleich“? Das Problem ist nur, dass das Gesetz nicht für alle gleich gilt und wir auch nicht alle vor dem Gesetz gleich sind. Man muss sich nur ansehen, wie Menschen von der Polizei behandelt werden – immer abhängig von ihrer sozialen Stellung.

Betrachtet man die Rechtsanwendung aus dieser Perspektive, wird deutlich, dass die Gesellschaft nicht egalitär ist und es auch nie war. Es gibt verschiedene Formen der Kontrolle, in denen jeder Mensch aufgrund seiner Herkunft kategorisiert wird. Selbst wenn es jemandem gelingt, wirtschaftlich aufzusteigen, wird er, bis er von seinen neuen Mitmenschen akzeptiert wird, weiterhin wie seine Herkunft behandelt. Und selbst wenn er schließlich in den neuen sozialen Kreis aufgenommen wird, wird er immer noch mit Einschränkungen zu kämpfen haben, die erst nach langer Zeit verschwinden.

Diese Form der sozialen Organisation führt letztlich zu Ungleichheiten, die schwer zu überwinden sind. Und die Gerechtigkeit wird nicht immer auf der Seite der unteren Gesellschaftsschichten stehen – sie wird immer entsprechend der sozialen Stellung jedes Einzelnen angewendet. Schließlich gibt es eine Hierarchie, und diese muss respektiert werden. Damit jemand in den hohen Rängen für ein noch so schweres Vergehen verurteilt wird, genügt ein öffentlicher Aufschrei nicht. Er muss seine Kollegen so sehr verärgert haben, dass er aus der Gruppe ausgeschlossen wird.

Es stimmt, dass das Gesetz scheinbar für alle gilt. Doch bei nüchterner Analyse der Fakten zeigt sich, dass diejenigen, die seine Härte zu spüren bekommen, stets die am unteren Ende der Hierarchie stehen. Es ist, als würde man mit jedem Aufstieg unverwundbar.

Man muss beachten, dass selbst bei zwei Personen in ähnlicher Position in der Hierarchie immer eine Person stärker bestraft wird als die andere. Geschlecht oder Herkunft können dazu führen, dass eine Person eher für Handlungen zur Rechenschaft gezogen wird, die dem Status quo der Gruppe widersprechen.

Es gibt verschiedene Auslegungen des Gesetzes, die stets auf der Wahrheit basieren, die in ihrem Wesen unbestechlich ist. Sie unterliegen jedoch den unterschiedlichsten Interpretationen, die alle den wahrhaftigsten Ausdruck der Wahrheit darstellen.

Es gibt viele unterschiedliche Auslegungen des Gesetzes, die stets auf der Wahrheit basieren, deren Wesen unbestechlich ist. Doch da sie den unterschiedlichsten Interpretationen unterliegen, die alle den wahrsten Ausdruck der Wahrheit darstellen, wie können wir garantieren, dass jeder die gleiche Gerechtigkeit erfährt, wenn dies von der Interpretation einer Person abhängt, die von einer Gruppe akkreditiert wurde, um zu beurteilen und zu entscheiden, was wahr und was falsch ist? Denn selbst wenn diese Person unparteiisch ist, wird sie immer ihre persönliche Sichtweise einbringen, die ihre wichtigsten Entscheidungen beeinflusst.

Tania Miranda – Brasilien – 04.02.2026

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