O CORAÇÃO PREVALECE À RAZÃO...


O CORAÇÃO PREVALECE À RAZÃO... 

A nossa maior preocupação do dia a dia é, sem dúvida, o bem estar. Nosso e daqueles que amamos. E fazemos tudo para que todos estejam bem. E quando digo tudo, é exatamente isso que quero dizer. Não medimos esforço para que as pessoas que gostamos estejam sempre bem. Pois esse é o nosso objetivo maior...

Como dá para perceber, somos bastante seletivas quanto a quem pode contar com nossa proteção. Mesmo em nosso círculo mais restrito, a seleção começa de forma bem rigorosa, mesmo que em um primeiro momento não tenhamos noção desse nosso comportamento...

A princípio temos uma visão humanitária, onde todos... todos merecem nossa atenção. Mas... e sempre existe um "mas", não é mesmo? Mas se, por um motivo ou por outro, alguém mais próximo de nós precisar do abrigo de nossas asas.. com certeza toda nossa convicção anterior dará lugar à proteção incondicional... 

Porque você acha que, independentemente do motivo que leva uma pessoa a transgredir as normas de boa convivência, e mesmo contra todos os fatos que demonstram a culpabilidade da pessoa em questão, seus familiares a defendem com unhas e dentes? Não é o senso de justiça que está em ação naquele momento. Pelo menos não o senso de justiça comum...

É claro que vários fatores contribuem para essa situação. E, não... não importa qual o status social do grupo em questão. Claro que, se for da classe dominante, a plateia geral nem tomará conhecimento, pois as mazelas causadas pelo agente em questão serão abafadas de tal modo que é como se jamais tivesse ocorrido algo incomum naquele espaço... isso não quer dizer que alguém da base da pirâmide social não conte com a proteção dos seus... apenas não haverá tantos recursos para que se tente esconder os atos infracionais... 

Aqui se faz necessário um aparte... ato infracional é um crime ou contravenção penal cometido por alguém ainda na adolescência... pelo nosso estatuto atual, menor de dezoito anos. Essa pessoa, legalmente, é inimputável. Ou seja... embora seja recolhida do convívio social, sua pena se resume a medidas socioeducativas ou de proteção... focada no caráter pedagógico e não meramente punitivo...

Bem... para a família somos sempre crianças. Mesmo que tenhamos a muito dobrado o Cabo da Boa Esperança, se nossos genitores estiverem próximos a nós, mesmo que a léguas de distância, seremos eternos bebês, merecedores de toda e qualquer proteção que possam nos dar... e isso vale para nossos descendentes... não conseguimos perceber quando aquela criança linda e carinhosa cresceu... e foi moldada pelo mundo, independentemente de todo nosso esforço para mantê-la no "bom caminho"...

E aí temos um problema... independente de nossa vontade, nossos filhos tem suas próprias convicções, nem sempre coincidentes com as nossas. Normas de conduta que impomos a eles enquanto crianças vão se perdendo por seu caminho, influenciados que são por um Universo de múltiplas escolhas. Algumas boas, outras nem tanto...

Se a pessoa em questão, a despeito de não seguir o caminho que lhes apresentamos, trilhar uma estrada aceitável socialmente, trabalhando em prol da comunidade  além de viver para si mesma em virtude e retidão... bem,  ganhamos a sorte grande. Felizmente esse é o caminho padrão. Mas sempre há aquele que escolhe os caminhos mais obscuros para seguir sua vida. E é aí que nossa proteção além do razoável entra em ação...

Em certas situações culpamos as vítimas de nossos rebentos pela situação que estes causaram. Não é intencional, é instintivo. Defendemos até o último suspiro a inocência de quem sabemos culpado, pelo simples fato de que este está ligado a nós emocionalmente... e essa é a força que nos faz mover mundos para acolher quem, na visão do mundo, não merece acolhimento...

Mas a nossa  missão é prover o bem estar daqueles que amamos, não é mesmo? Claro que não há amor que resista a uma avalanche de ações contra a sociedade. E, em algum momento, seremos obrigadas a aceitar a realidade e deixar que a justiça se faça presente... e então nos contentaremos a visitar quem ficou à margem da sociedade por sua própria escolha, nos dias e horários definidos para tal ação... mas em nossos corações continuaremos a defender a inocência de quem sabemos culpado, mas que o coração não permite à razão ver a realidade nua e crua que tentamos a todo custo negar...

Tania Miranda   -     Brasil    -    21/02/2026

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THE HEART PREVAILS OVER REASON...

Our greatest daily concern is, without a doubt, well-being. Ours and that of those we love. And we do everything to ensure everyone is well. And when I say everything, that's exactly what I mean. We spare no effort to ensure that the people we care about are always well. Because that is our ultimate goal...

As you can see, we are quite selective about who can count on our protection. Even in our closest circle, the selection begins very rigorously, even if at first we are unaware of this behavior...

Initially, we have a humanitarian vision, where everyone... everyone deserves our attention. But... and there's always a "but," isn't there? But if, for one reason or another, someone close to us needs the shelter of our wings... surely all our previous convictions will give way to unconditional protection...

Why do you think that, regardless of the reason that leads a person to transgress the norms of good coexistence, and even against all the facts that demonstrate the guilt of the person in question, their family members defend them tooth and nail? It's not a sense of justice that's at play at that moment. At least not the common sense of justice...

Of course, several factors contribute to this situation. And, no... it doesn't matter what the social status of the group in question is. Of course, if it's someone from the ruling class, the general public won't even notice, because the harm caused by the perpetrator will be so hushed up that it's as if nothing unusual ever happened in that space... this doesn't mean that someone at the base of the social pyramid doesn't have the protection of their family... it just means there won't be as many resources to try and hide the infractions...

Here a digression is necessary... an infraction is a crime or misdemeanor committed by someone still in adolescence... according to our current statute, under eighteen years old. Legally, this person is not criminally responsible. That is... although they are removed from social interaction, their punishment is limited to socio-educational or protective measures... focused on the pedagogical character and not merely punitive...

Well... to the family we are always children. Even if we have long since rounded the Cape of Good Hope, if our parents are still near us, even if miles away, we will be eternal babies, deserving of any and all protection they can give us... and this applies to our descendants... we can't perceive when that beautiful and affectionate child grew up... and was shaped by the world, regardless of all our efforts to keep them on the "right path"...

And there we have a problem... regardless of our will, our children have their own convictions, not always coinciding with ours. Rules of conduct that we impose on them as children are lost along the way, influenced as they are by a universe of multiple choices. Some good, others not so much...

If the person in question, despite not following the path we presented to them, treads a socially acceptable road, working for the community and living for themselves in virtue and righteousness... well, we've won the lottery. Fortunately, this is the standard path. But there is always someone who chooses the darker paths to follow in life. And that's where our overprotective nature comes into play...

In certain situations, we blame the victims of our children for the situation they caused. It's not intentional, it's instinctive. We defend to the last breath the innocence of those we know to be guilty, simply because they are emotionally connected to us... and that's the force that makes us move mountains to welcome those who, in the world's view, don't deserve to be welcomed...

But our mission is to provide for the well-being of those we love, isn't it? Of course, no love can withstand an avalanche of actions against society. And at some point, we will be forced to accept reality and let justice prevail... and then we will be content to visit those who have been marginalized by society by their own choice, on the days and times designated for such action... but in our hearts we will continue to defend the innocence of those we know to be guilty, but whose hearts do not allow reason to see the stark reality that we try at all costs to deny...

Tania Miranda - Brazil - 21/02/2026

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EL CORAZÓN PREVALECE SOBRE LA RAZÓN...

Nuestra mayor preocupación diaria es, sin duda, el bienestar. El nuestro y el de quienes amamos. Y hacemos todo lo posible para asegurarnos de que todos estén bien. Y cuando digo todo, es exactamente a eso a lo que me refiero. No escatimamos esfuerzos para asegurar que las personas que nos importan siempre estén bien. Porque ese es nuestro objetivo final...

Como pueden ver, somos bastante selectivos con respecto a quién puede contar con nuestra protección. Incluso en nuestro círculo más cercano, la selección comienza con mucho rigor, aunque al principio no seamos conscientes de este comportamiento...

Inicialmente, tenemos una visión humanitaria, donde todos... todos merecen nuestra atención. Pero... y siempre hay un "pero", ¿no? Pero si, por una u otra razón, alguien cercano necesita nuestro amparo... seguramente todas nuestras convicciones previas cederán ante una protección incondicional...

¿Por qué crees que, independientemente del motivo que lleve a una persona a transgredir las normas de buena convivencia, e incluso ante todos los hechos que demuestran su culpabilidad, sus familiares la defienden con uñas y dientes? No es el sentido de la justicia lo que está en juego en ese momento. Al menos no el sentido común de la justicia...

Por supuesto, varios factores contribuyen a esta situación. Y, no... no importa el estatus social del grupo en cuestión. Claro que, si se trata de alguien de la clase dominante, el público en general ni siquiera se dará cuenta, porque el daño causado por el perpetrador quedará tan silenciado que parecerá que nada inusual ocurrió en ese espacio... esto no significa que alguien en la base de la pirámide social no cuente con la protección de su familia... simplemente significa que no habrá tantos recursos para intentar ocultar las infracciones...

Aquí es necesaria una digresión: una infracción es un delito o falta cometido por alguien aún en la adolescencia... según nuestro estatuto actual, menor de dieciocho años. Legalmente, esta persona no es penalmente responsable. Es decir, aunque se le aleje de la interacción social, su castigo se limita a medidas socioeducativas o de protección... centradas en el carácter pedagógico y no meramente punitivo...

Bueno... para la familia siempre somos niños. Aunque hayamos cruzado el Cabo de Buena Esperanza hace tiempo, si nuestros padres siguen cerca, aunque estén a kilómetros de distancia, seremos bebés eternos, merecedores de toda la protección que puedan brindarnos... y esto aplica a nuestros descendientes... no podemos percibir cuándo ese niño hermoso y cariñoso creció... y fue moldeado por el mundo, a pesar de todos nuestros esfuerzos por mantenerlo en el "buen camino"...

Y ahí tenemos un problema... independientemente de nuestra voluntad, nuestros hijos tienen sus propias convicciones, que no siempre coinciden con las nuestras. Las normas de conducta que les imponemos de niños se pierden en el camino, influenciadas como están por un universo de múltiples opciones. Algunas buenas, otras no tanto...

Si la persona en cuestión, a pesar de no seguir el camino que le presentamos, recorre un camino socialmente aceptable, trabajando para la comunidad y viviendo para sí misma en virtud y rectitud... bueno, nos ha tocado la lotería. Afortunadamente, este es el camino habitual. Pero siempre hay alguien que elige los caminos más oscuros en la vida. Y ahí es donde entra en juego nuestra naturaleza sobreprotectora...

En ciertas situaciones, culpamos a las víctimas de nuestros hijos por la situación que causaron. No es intencional, es instintivo. Defendemos hasta el último aliento la inocencia de quienes sabemos culpables, simplemente porque están emocionalmente conectados con nosotros... y esa es la fuerza que nos impulsa a mover montañas para acoger a quienes, a ojos del mundo, no merecen ser acogidos...

Pero nuestra misión es velar por el bienestar de quienes amamos, ¿no es así? Claro que ningún amor puede resistir una avalancha de acciones contra la sociedad. Y en algún momento, nos veremos obligados a aceptar la realidad y dejar que la justicia prevalezca... y entonces nos conformaremos con visitar a quienes han sido marginados por la sociedad por decisión propia, en los días y horarios designados para tal acción... pero en nuestro corazón seguiremos defendiendo la inocencia de quienes sabemos culpables, pero cuyos corazones no permiten que la razón vea la cruda realidad que intentamos negar a toda costa...

Tania Miranda - Brasil - 21/02/2026

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IL CUORE PREVALE SULLA RAGIONE...

La nostra più grande preoccupazione quotidiana è, senza dubbio, il benessere. Il nostro e quello di coloro che amiamo. E facciamo di tutto per garantire che tutti stiano bene. E quando dico tutto, è esattamente ciò che intendo. Non risparmiamo sforzi per garantire che le persone a cui teniamo stiano sempre bene. Perché questo è il nostro obiettivo finale...

Come potete vedere, siamo piuttosto selettivi su chi può contare sulla nostra protezione. Anche nella nostra cerchia più ristretta, la selezione inizia in modo molto rigoroso, anche se all'inizio non ne siamo consapevoli...

Inizialmente, abbiamo una visione umanitaria, in cui tutti... tutti meritano la nostra attenzione. Ma... e c'è sempre un "ma", non è vero? Ma se, per un motivo o per l'altro, qualcuno a noi vicino ha bisogno del riparo delle nostre ali... sicuramente tutte le nostre convinzioni pregresse cederanno il passo a una protezione incondizionata...

Perché pensi che, indipendentemente dal motivo che spinge una persona a trasgredire le norme della buona convivenza, e persino contro tutti i fatti che dimostrano la colpevolezza della persona in questione, i suoi familiari la difendano con le unghie e con i denti? Non è il senso di giustizia ad essere in gioco in quel momento. Almeno non il comune senso di giustizia...

Certo, diversi fattori contribuiscono a questa situazione. E, no... non importa quale sia lo status sociale del gruppo in questione. Certo, se si tratta di qualcuno della classe dirigente, l'opinione pubblica non se ne accorgerà nemmeno, perché il danno causato dall'autore sarà così insabbiato che sarà come se nulla di insolito fosse mai accaduto in quello spazio... questo non significa che qualcuno alla base della piramide sociale non abbia la protezione della propria famiglia... significa solo che non ci saranno molte risorse per cercare di nascondere le infrazioni...

Qui è necessaria una digressione... un'infrazione è un crimine o un illecito commesso da qualcuno ancora adolescente... secondo la nostra attuale legge, minore di diciotto anni. Legalmente, questa persona non è penalmente responsabile. Cioè... sebbene sia esclusa dall'interazione sociale, la sua punizione è limitata a misure socio-educative o protettive... incentrate sul carattere pedagogico e non meramente punitive...

Beh... per la famiglia siamo sempre bambini. Anche se abbiamo doppiato da tempo il Capo di Buona Speranza, se i nostri genitori sono ancora vicini a noi, anche se a chilometri di distanza, saremo bambini eterni, meritevoli di tutta la protezione che potranno darci... e questo vale anche per i nostri discendenti... non riusciamo a percepire quando quel bambino bello e affettuoso è cresciuto... ed è stato plasmato dal mondo, nonostante tutti i nostri sforzi per mantenerlo sulla "retta via"...

E qui abbiamo un problema... a prescindere dalla nostra volontà, i nostri figli hanno le loro convinzioni, che non sempre coincidono con le nostre. Le regole di condotta che imponiamo loro da bambini si perdono lungo il cammino, influenzate come sono da un universo di molteplici scelte. Alcune buone, altre non tanto...

Se la persona in questione, pur non seguendo il percorso che le abbiamo presentato, percorre una strada socialmente accettabile, lavorando per la comunità e vivendo per sé in virtù e rettitudine... beh, abbiamo vinto alla lotteria. Fortunatamente, questo è il percorso standard. Ma c'è sempre qualcuno che sceglie i sentieri più oscuri da seguire nella vita. Ed è qui che entra in gioco la nostra natura iperprotettiva...

In certe situazioni, diamo la colpa alle vittime dei nostri figli per la situazione che hanno causato. Non è intenzionale, è istintivo. Difendiamo fino all'ultimo respiro l'innocenza di coloro che sappiamo essere colpevoli, semplicemente perché sono emotivamente legati a noi... ed è questa la forza che ci spinge a spostare le montagne per accogliere coloro che, agli occhi del mondo, non meritano di essere accolti...

Ma la nostra missione è quella di provvedere al benessere di coloro che amiamo, non è vero? Certo, nessun amore può resistere a una valanga di azioni contro la società. E a un certo punto saremo costretti ad accettare la realtà e a lasciare che la giustizia prevalga... e allora ci accontenteremo di visitare coloro che sono stati emarginati dalla società per loro scelta, nei giorni e negli orari designati per tale azione... ma nel profondo continueremo a difendere l'innocenza di coloro che sappiamo essere colpevoli, ma il cui cuore non permette alla ragione di vedere la cruda realtà che cerchiamo a tutti i costi di negare...

Tania Miranda - Brasile - 21/02/2026

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SYDÄN VOITTAA JÄRJEN YLI...

Suurin päivittäinen huolenaiheemme on epäilemättä hyvinvointi. Oma ja rakkaidemme hyvinvointi. Ja teemme kaikkemme varmistaaksemme, että kaikilla on hyvin. Ja kun sanon kaikki, tarkoitan juuri sitä. Emme säästele vaivaa varmistaaksemme, että välittäjämme voivat aina hyvin. Koska se on perimmäinen tavoitteemme...

Kuten näette, olemme melko valikoivia sen suhteen, kuka voi luottaa suojeluumme. Jopa lähimmässä piirissämme valinta alkaa hyvin tiukasti, vaikka aluksi emme olisikaan tietoisia tästä käytöksestä...

Aluksi meillä on humanitaarinen visio, jossa jokainen... jokainen ansaitsee huomiomme. Mutta... ja aina on olemassa "mutta", eikö niin? Mutta jos jostain syystä joku läheisemme tarvitsee siipiemme suojaa... varmasti kaikki aiemmat vakaumuksemme antavat tietä ehdottomalle suojelulle...

Miksi luulet, että riippumatta syystä, joka saa ihmisen rikkomaan hyvän rinnakkaiselon normeja, ja jopa kaikkia tosiasioita vastaan, jotka osoittavat kyseisen henkilön syyllisyyden, hänen perheenjäsenensä puolustavat häntä kynsin hampain? Kyseessä ei ole oikeudentunto, joka on pelissä sillä hetkellä. Ainakaan maalaismainen oikeudentunto...

Tietenkin useat tekijät vaikuttavat tähän tilanteeseen. Ja ei... sillä ei ole väliä, mikä on kyseisen ryhmän sosiaalinen asema. Tietenkin, jos kyseessä on joku hallitsevasta luokasta, suuri yleisö ei edes huomaa, koska tekijän aiheuttama vahinko vaiellaan niin, ettei siinä tilassa ole koskaan tapahtunut mitään epätavallista... tämä ei tarkoita, etteikö sosiaalipyramidin pohjalla olevalla olisi perheensä suojelua... se tarkoittaa vain, ettei rikkomusten peittämiseen ole niin paljon resursseja...

Tässä kohtaa tarvitaan sivuhuomautus... rikkomus on rikos tai rikkomus, jonka on tehnyt joku vielä murrosiässä... nykyisen lakimme mukaan alle kahdeksantoistavuotias. Lain mukaan tämä henkilö ei ole rikosoikeudellisesti vastuussa. Eli... vaikka hänet erotetaan sosiaalisesta kanssakäymisestä, hänen rangaistuksensa rajoittuu sosiaalis-kasvatuksellisiin tai suojelutoimenpiteisiin... keskittyen pedagogiseen luonteeseen eikä pelkästään rankaiseviin...

No... perheelle olemme aina lapsia. Vaikka olisimme jo kauan sitten kiertäneet Hyväntoivonniemen, jos vanhempamme ovat edelleen lähellämme, vaikka kilometrien päässä, olemme ikuisia vauvoja, jotka ansaitsevat kaiken suojelun, jota he voivat meille antaa... ja tämä pätee jälkeläisiimme... emme voi käsittää, milloin tuo kaunis ja rakastava lapsi kasvoi... ja maailma muovasi häntä, kaikista ponnisteluistamme huolimatta pitää heidät "oikealla polulla"...

Ja siinä meillä on ongelma... tahdostamme riippumatta lapsillamme on omat vakaumuksensa, jotka eivät aina ole samat kuin meidän. Käyttäytymissäännöt, joita asetamme heille lapsina, katoavat matkan varrella, koska heihin vaikuttaa monien vaihtoehtojen universumi. Jotkut ovat hyviä, toiset eivät niinkään...

Jos kyseinen henkilö, vaikka ei kuljekaan meille esittämäämme polkua, kulkee sosiaalisesti hyväksyttävää tietä, työskentelee yhteisön hyväksi ja elää itselleen hyveellisesti ja vanhurskaasti... no, olemme voittaneet lotossa. Onneksi tämä on vakiopolku. Mutta aina on joku, joka valitsee elämässä synkemmän polun. Ja tässä kohtaa ylisuojeleva luontomme astuu kuvaan...

Tietyissä tilanteissa syytämme lastemme uhreja heidän aiheuttamastaan ​​tilanteesta. Se ei ole tahallista, se on vaistonvaraista. Puolustamme viimeiseen hengenvetoon asti niiden viattomuutta, joiden tiedämme olevan syyllisiä, yksinkertaisesti siksi, että he ovat emotionaalisesti yhteydessä meihin... ja se on voima, joka saa meidät siirtämään vuoria toivottaaksemme tervetulleiksi ne, jotka maailman mielestä eivät ansaitse tulla tervetulleiksi...

Mutta tehtävämme on huolehtia rakastamiemme hyvinvoinnista, eikö niin? Tietenkin mikään rakkaus ei kestä yhteiskuntaa vastaan ​​​​suunnattujen tekojen vyöryä. Ja jossain vaiheessa meidät pakotetaan hyväksymään todellisuus ja antamaan oikeuden voittaa... ja sitten tyydymme käymään niiden luona, jotka yhteiskunta on omasta tahdostaan ​​​​marginaalistanut, tällaisille toimille varattuina päivinä ja aikoina... mutta sydämissämme jatkamme niiden viattomuuden puolustamista, joiden tiedämme olevan syyllisiä, mutta joiden sydämet eivät anna järjen nähdä sitä karua todellisuutta, jota yritämme hinnalla millä hyvänsä kieltää...

Tania Miranda - Brasilia - 21.02.2026

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LE CŒUR L'EMPORTE SUR LA RAISON…

Notre principale préoccupation quotidienne est, sans aucun doute, le bien-être. Le nôtre et celui de nos proches. Et nous mettons tout en œuvre pour que chacun aille bien. Et quand je dis tout, c'est vraiment tout. Nous ne ménageons aucun effort pour que les personnes qui nous sont chères soient toujours en bonne santé. Car c'est notre but ultime…

Comme vous pouvez le constater, nous sommes très sélectifs quant aux personnes qui peuvent compter sur notre protection. Même au sein de notre cercle le plus proche, la sélection est très rigoureuse, même si, au début, nous n'en avons pas conscience…

Au départ, nous avons une vision humanitaire, selon laquelle chacun… chacun mérite notre attention. Mais… et il y a toujours un « mais », n'est-ce pas ? Mais si, pour une raison ou une autre, un proche a besoin de notre protection… assurément, toutes nos convictions passées s’effaceront devant une protection inconditionnelle…

Pourquoi pensez-vous que, quelle que soit la raison qui pousse une personne à transgresser les normes du vivre-ensemble, et même face à tous les faits qui prouvent sa culpabilité, les membres de sa famille la défendent bec et ongles ? Ce n’est pas le sens de la justice qui est en jeu à ce moment-là. Du moins, pas le sens commun de la justice…

Bien sûr, plusieurs facteurs contribuent à cette situation. Et non… le statut social du groupe en question n’a aucune importance. Bien sûr, si l'auteur est issu de la classe dirigeante, le grand public ne s'en apercevra même pas, car le préjudice causé sera tellement étouffé qu'on aura l'impression que rien d'inhabituel ne s'est jamais produit dans ce milieu… Cela ne signifie pas pour autant qu'une personne au bas de l'échelle sociale est privée de la protection de sa famille… Cela signifie simplement qu'il y aura moins de moyens pour dissimuler les infractions…

Une digression s'impose ici… Une infraction est un délit ou un crime commis par une personne encore adolescente… selon notre législation actuelle, âgée de moins de dix-huit ans. Juridiquement, cette personne n'est pas pénalement responsable. Autrement dit… bien qu'elle soit exclue du monde social, sa sanction se limite à des mesures socio-éducatives ou de protection… axées sur la pédagogie et non uniquement sur la punition…

Après tout… pour la famille, nous restons toujours des enfants. Même si nous avons franchi le cap de Bonne-Espérance depuis longtemps, si nos parents sont encore près de nous, même à des kilomètres de distance, nous resterons à jamais des enfants, méritant toute la protection qu'ils peuvent nous offrir… et cela vaut aussi pour nos descendants… Nous ne pouvons pas savoir quand cet enfant si beau et affectueux a grandi… et a été façonné par le monde, malgré tous nos efforts pour le maintenir sur le « droit chemin »…

Et c'est là que le bât blesse… Malgré notre volonté, nos enfants ont leurs propres convictions, qui ne coïncident pas toujours avec les nôtres. Les règles de conduite que nous leur imposons enfants se perdent en chemin, influencés qu'ils sont par un univers de choix multiples. Certains bons, d'autres moins…

Si la personne en question, même si elle n'a pas suivi le chemin que nous lui avons tracé, emprunte une voie socialement acceptable, œuvrant pour la communauté et vivant pour elle-même dans la vertu et la droiture… alors, nous avons gagné le gros lot. Heureusement, c'est la voie la plus courante. Mais il y a toujours quelqu'un qui choisit les chemins les plus sombres de la vie. Et c'est là que notre instinct de surprotection entre en jeu…

Dans certaines situations, nous avons tendance à blâmer les victimes de nos enfants pour les conséquences de leurs actes. Ce n'est pas intentionnel, c'est instinctif. Nous défendons bec et ongles l'innocence de ceux que nous savons coupables, simplement parce qu'ils nous sont chers… et c'est cette force qui nous pousse à déplacer des montagnes pour accueillir ceux qui, aux yeux du monde, ne méritent pas d'être accueillis…

Mais notre mission est d'assurer le bien-être de ceux que nous aimons, n'est-ce pas ? Bien sûr, aucun amour ne peut résister à un déferlement d'actions hostiles à la société. Et un jour, nous serons contraints d'accepter la réalité et de laisser la justice triompher… et alors nous nous contenterons de rendre visite à ceux que la société a marginalisés de leur propre chef, aux jours et heures prévus à cet effet… mais au fond de nous, nous continuerons de défendre l'innocence de ceux que nous savons coupables, mais dont le cœur refuse de voir la dure réalité que nous nous efforçons de nier à tout prix…

Tania Miranda - Brésil - 21/02/2026

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DAS HERZ SIEGT ÜBER DIE VERNUNFT...

Unsere größte Sorge gilt zweifellos dem Wohlbefinden. Unserem und dem unserer Lieben. Und wir tun alles, um sicherzustellen, dass es allen gut geht. Und wenn ich „alles“ sage, meine ich das auch so. Wir scheuen keine Mühe, um sicherzustellen, dass es den Menschen, die uns am Herzen liegen, immer gut geht. Denn das ist unser oberstes Ziel...

Wie Sie sehen, sind wir sehr wählerisch, wem wir unseren Schutz gewähren. Selbst in unserem engsten Umfeld beginnt die Auswahl sehr streng, auch wenn wir uns dessen zunächst nicht bewusst sind...

Anfangs verfolgen wir eine humanitäre Vision, in der jeder... wirklich jeder unsere Aufmerksamkeit verdient. Aber... und es gibt immer ein „Aber“, nicht wahr? Doch wenn jemand aus unserem engsten Umfeld aus irgendeinem Grund unseren Schutz braucht, werden all unsere bisherigen Überzeugungen sicherlich einem bedingungslosen Schutz weichen.

Warum, glauben Sie, verteidigen Familienmitglieder jemanden, ungeachtet der Gründe für dessen Verstoß gegen die Regeln des friedlichen Zusammenlebens und selbst gegen alle Beweise für seine Schuld, mit allen Mitteln? Es geht dabei nicht um Gerechtigkeit. Zumindest nicht um das gängige Gerechtigkeitsempfinden.

Natürlich spielen mehrere Faktoren eine Rolle. Und nein, der soziale Status der betreffenden Gruppe ist dabei völlig irrelevant. Wenn es sich natürlich um jemanden aus der herrschenden Klasse handelt, wird die Öffentlichkeit es gar nicht bemerken, denn der vom Täter verursachte Schaden wird so vertuscht, als wäre in diesem Umfeld nie etwas Ungewöhnliches geschehen. Das heißt aber nicht, dass jemand am unteren Ende der sozialen Pyramide nicht den Schutz seiner Familie genießt. Es bedeutet lediglich, dass weniger Ressourcen zur Verfügung stehen, um die Verstöße zu vertuschen.

Hier ist ein kleiner Exkurs nötig: Ein Verstoß ist eine Straftat oder ein Vergehen, das von einer Person im Jugendalter begangen wird – nach unserem geltenden Gesetz also unter 18 Jahren. Rechtlich gesehen ist diese Person nicht strafrechtlich verantwortlich. Das heißt, obwohl sie von sozialen Kontakten ausgeschlossen wird, beschränkt sich ihre Bestrafung auf sozialpädagogische oder schützende Maßnahmen, die auf den pädagogischen und nicht auf den rein strafenden Charakter ausgerichtet sind.

Nun ja … für die Familie sind wir immer noch Kinder. Selbst wenn wir das Kap der Guten Hoffnung längst umrundet haben, solange unsere Eltern uns nahe sind, selbst wenn sie kilometerweit entfernt sind, bleiben wir ewige Kinder, die jeden Schutz verdienen, den sie uns geben können … und das gilt auch für unsere Nachkommen … wir können nicht wahrnehmen, wann dieses schöne und liebevolle Kind erwachsen wurde … und von der Welt geprägt wurde, ungeachtet all unserer Bemühungen, es auf dem „rechten Weg“ zu halten …

Und genau da liegt das Problem … ungeachtet unseres Willens haben unsere Kinder ihre eigenen Überzeugungen, die nicht immer mit unseren übereinstimmen. Verhaltensregeln, die wir ihnen als Kinder auferlegen, gehen im Laufe der Zeit verloren, beeinflusst von einer Welt voller Möglichkeiten. Manche gut, andere weniger …

Wenn die betreffende Person, obwohl sie nicht den von uns vorgezeichneten Weg geht, einen gesellschaftlich akzeptablen Weg beschreitet, sich für die Gemeinschaft einsetzt und ein tugendhaftes und rechtschaffenes Leben führt … nun, dann haben wir im Lotto gewonnen. Glücklicherweise ist dies der übliche Weg. Aber es gibt immer jemanden, der sich für die dunkleren Wege im Leben entscheidet. Und genau da kommt unser überfürsorglicher Charakter ins Spiel…

In manchen Situationen geben wir den Opfern unserer Kinder die Schuld an der von ihnen verursachten Situation. Das geschieht nicht absichtlich, sondern instinktiv. Wir verteidigen bis zum letzten Atemzug die Unschuld derer, von denen wir wissen, dass sie schuldig sind, einfach weil sie uns emotional verbunden sind… und genau diese Kraft treibt uns an, alles zu tun, um diejenigen willkommen zu heißen, die es in den Augen der Welt nicht verdienen…

Aber unsere Aufgabe ist es doch, für das Wohl derer zu sorgen, die wir lieben, oder nicht? Natürlich kann keine Liebe einer Flut von gesellschaftlichen Angriffen standhalten. Und irgendwann werden wir gezwungen sein, die Realität zu akzeptieren und der Gerechtigkeit ihren Lauf zu lassen … und dann werden wir uns damit begnügen, jene zu besuchen, die aus freiem Willen von der Gesellschaft an den Rand gedrängt wurden, an den dafür vorgesehenen Tagen und Zeiten … doch in unseren Herzen werden wir weiterhin die Unschuld jener verteidigen, von deren Schuld wir wissen, deren Herzen aber die Vernunft nicht zulassen, die bittere Realität zu erkennen, die wir um jeden Preis zu leugnen versuchen …

Tania Miranda – Brasilien – 21.02.2026


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