VAMOS FALAR DE SERES MITOLÓGICOS


VAMOS FALAR DE SERES MITOLÓGICOS

Hoje vou  mudar um pouco meu foco. Vou falar de um ser mitológico. Alguém que não existe em realidade, mas que muitas pessoas acreditam piamente que este não só é real como também interfere em alguns momentos de nossa vida. Claro que, conforme a "civilização" vai avançando sobre a vida do campo, essas histórias acabam se perdendo nas brumas do tempo... e chega uma hora que precisamos importar lendas de outras plagas, pois as nossas vão ficando esquecidas, esmaecidas como uma foto a muito guardada no fundo do baú... 

Somos um povo que adora importar crendices, menosprezando a beleza de nosso próprio folclore. É só notarmos que importamos vários "monstros" de outras culturas. Os nossos não são tão assustadores quanto as criaturas importadas de outras terras. Verdade que, como tais seres realmente não existem, não faz muita diferença se são de nosso torrão natal ou não. Porém... e sempre há um porém... ao darmos voz a uma lenda de nossa terra, acabamos por conhecer um pouco mais de nossa cultura e assim passamos a compreender porque trilhamos o caminho que trilhamos...

Temos vários personagens fantásticos em nossa história, todos eles ofuscados pelo brilho daqueles importados, uma vez que estes já vem prontos para o consumo, e não precisamos lançar mão de nossa imaginação para vê-los em ação... e garanto que com isso perdemos muito de nossa história... sim, quando deixamos de ouvir as histórias que nossos antigos nos contavam, nossa origem vai se perdendo aos poucos, até que chega um momento em que não sabemos mais quem somos em nossa essência... passamos a ser um povo sem origem, sem passado...

Um exemplo clássico de perda de identidade é quando conhecemos mais a história de outras plagas que da nossa... quando vamos esquecendo quem construiu nossa civilização, nossa cultura... e passamos a demonizar aqueles que vieram antes de nós e que, de uma forma ou de outra, lutaram para que pudéssemos desfrutar de nosso mundo hoje... pois sem estes nosso mundo, nossa cultura, não existiria...

Temos como senso comum condenar as ações de nossos antepassados históricos. Nos esquecemos que a ética é um conceito abstrato e que cada geração vai construindo a sua. Não estou dizendo que devemos permanecer estáticos, seguindo uma linha de conduta comum a tempos atrás. Não, de forma alguma. Somos seres inteligentes e nossa principal característica é sem dúvida nossa capacidade de evoluir. E evoluir é principalmente ter uma visão crítica do mundo que nos cerca, corrigindo as imperfeições que fazem parte de nossa rotina... porém não devemos ser críticos em demasia com aqueles que já se foram, não podemos condenar seus atos baseados em nossas convicções de hoje, porque eles viveram em uma outra época, onde a linha de pensamento era diferente de nossa maneira moderna de pensar... 

Quando condenamos uma pessoa que a muito já partiu porque suas ações não se encaixam em nossa forma de considerar o certo e o errado, nos esquecemos de que, em sua época o mundo era diferente... a forma de pensar era outra, as ideias eram contrastante como a nossa maneira dos dias de hoje... um exemplo? Os desbravadores do sertão... não fossem esses homens, que hoje condenamos apaixonadamente, provavelmente não estaríamos caminhando por esse plano... não aqui onde estamos, com certeza. E se você for como eu... uma mestiça... nem mesmo teria nascido... 

Mas o assunto que eu ia abordar era outro... ia falar de um ser mitológico que povoava a imaginação das pessoas a algumas décadas... claro que essas histórias eram contadas ao pé do fogão pelos chefes de família, que juravam de pés juntos que todo "causo" era a essência da verdade, e que  nenhum ponto da história era fruto de sua imaginação... 

Estou falando do Saci... aquele ser de uma perna só, que anda nu, pilotando um redemoinho e fazendo traquinagens... nem bom nem mau... apenas um ser brincalhão, que não pesa seus atos...

O saci se manifestava aprontando mil travessuras diferentes. Algumas, bem prejudiciais, outras, apenas molecagem, mesmo. E então comecei a pensar... o saci tem um quê de político. Afinal, mesmo quando tem boas intenções, um político raramente consegue realizar algo em prol de sua comunidade. Ele sempre tem uma carta na manga que irá beneficiá-lo mais que ao grupo que diz que está ajudando. É mais ou menos como o saci... sempre uma travessura nova e no final, deixa apenas o resultado de seu "maravilhoso" trabalho a recordar a todos que ele passou por ali...  

Bem, devemos nos precaver. Chega de dar nosso voto para os "sacis" que nada real nos oferecem. Chega de nos encantarmos com seu assobio, tentando adivinhar onde realmente tal entidade se esconde... é o famoso "se eu canto perto, estou longe... se canto longe, estou perto"...

Vamos dar aos "sacis" da vida real o mesmo castigo que os antigos davam para o ente fantástico... roubar seu barrete e, assim, assumir o controle sobre suas ações. Mas, como nas lendas, devemos redobrar o cuidado, afinal. Pois enquanto estiver aprisionado por nosso encantamento esse procurará encontrar uma saída. E se conseguir escapar, pobres de nós... acabemos por pagar por nossa ousadia com juros e correção monetária. Pois, embora teoricamente eles estejam a nosso serviço, conseguem nos "enrolar" de tal forma que nos fazem seguir suas ideias, dando aval a suas sandices... como já falei, não precisamos importar "monstros" para nosso torrão natal... afinal, temos muitos "sacis" para observar e tentar não nos tornar vítimas de suas estripulias...

Tania Miranda   -     Brasil   -    08/02/2026

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LET'S TALK ABOUT MYTHOLOGICAL BEINGS

Today I'm going to change my focus a bit. I'm going to talk about a mythological being. Someone who doesn't exist in reality, but whom many people firmly believe is not only real but also interferes in some moments of our lives. Of course, as "civilization" advances over rural life, these stories end up being lost in the mists of time... and there comes a time when we need to import legends from other lands, because ours are becoming forgotten, faded like a photo long stored at the bottom of a trunk...

We are a people who love to import beliefs, underestimating the beauty of our own folklore. Just notice that we import various "monsters" from other cultures. Ours aren't as frightening as the creatures imported from other lands. It's true that, since such beings don't really exist, it doesn't make much difference whether they are from our native land or not. However... and there's always a however... by giving voice to a legend from our land, we end up learning a little more about our culture and thus come to understand why we have followed the path we have followed...

We have many fantastic characters in our history, all of them overshadowed by the brilliance of those imported ones, since these come ready for consumption, and we don't need to use our imagination to see them in action... and I guarantee that with this we lose much of our history... yes, when we stop listening to the stories that our ancestors told us, our origin is gradually lost, until a moment comes when we no longer know who we are in our essence... we become a people without origin, without a past...

A classic example of loss of identity is when we know more about the history of other lands than our own... when we forget who built our civilization, our culture... and we begin to demonize those who came before us and who, in one way or another, fought so that we could enjoy our world today... because without them our world, our culture, would not exist...

We have as common sense... To condemn the actions of our historical ancestors. We forget that ethics is an abstract concept and that each generation builds its own. I'm not saying we should remain static, following a line of conduct common to times past. No, not at all. We are intelligent beings, and our main characteristic is undoubtedly our capacity to evolve. And evolving is primarily about having a critical view of the world around us, correcting the imperfections that are part of our routine... however, we shouldn't be overly critical of those who have passed away; we cannot condemn their actions based on our current convictions, because they lived in another era, where the line of thought was different from our modern way of thinking...

When we condemn a person who has long since passed away because their actions don't fit into our way of considering right and wrong, we forget that in their time the world was different... the way of thinking was different, the ideas were contrasting with our way of thinking today... an example? The pioneers of the backlands... if it weren't for these men, whom we now passionately condemn, we probably wouldn't be walking this earth... certainly not here where we are. And if you're like me... a mixed-race person... you wouldn't even have been born...

But the subject I was going to address was different... I was going to talk about a mythological being that populated people's imaginations a few decades ago... of course, these stories were told by the hearth by the heads of families, who swore up and down that every "tale" was the essence of the truth, and that no point in the story was a product of their imagination...

I'm talking about the Saci... that one-legged being who walks naked, piloting a whirlwind and playing pranks... neither good nor bad... just a playful being who doesn't weigh his actions...

The Saci manifested himself by playing a thousand different pranks. Some quite harmful, others just mischief. And then I started to think... the Saci has a political quality to it. Ultimately, even with good intentions, a politician rarely manages to accomplish anything for their community. They always have a trick up their sleeve that will benefit them more than the group they claim to be helping. It's more or less like the Saci... always a new prank, and in the end, only the result of their "wonderful" work remains to remind everyone that they passed by...

Well, we must be cautious. Enough of giving our vote to the "Sacis" who offer us nothing real. Enough of being enchanted by their whistle, trying to guess where such an entity is really hiding... it's the famous "if I sing nearby, I'm far away... if I sing far away, I'm near"...

Let's give the real-life "Sacis" the same punishment the ancients gave to the fantastic being... stealing their cap and thus taking control over their actions. But, as in legends, we must be extra careful, after all. For while imprisoned by our enchantment, they will seek a way out. And if they manage to escape, woe to us... we will end up paying for our audacity with interest and inflation adjustment. For, although theoretically they are at our service, they manage to "trick" us in such a way that they make us follow their ideas, endorsing their nonsense... as I said, we don't need to import "monsters" to our homeland... after all, we have many "Sacis" to observe and try not to become victims of their pranks...

Tania Miranda - Brazil - 08/02/2026

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HABLEMOS DE SERES MITOLÓGICOS

Hoy voy a cambiar un poco el enfoque. Voy a hablar de un ser mitológico. Alguien que no existe en la realidad, pero que mucha gente cree firmemente que no solo es real, sino que también interfiere en algunos momentos de nuestras vidas. Claro que, a medida que la "civilización" avanza sobre la vida rural, estas historias se pierden en la noche de los tiempos... y llega un momento en que necesitamos importar leyendas de otras tierras, porque las nuestras se están olvidando, desvaneciéndose como una foto guardada en el fondo de un baúl...

Somos un pueblo al que le encanta importar creencias, subestimando la belleza de nuestro propio folclore. Basta con fijarse en que importamos varios "monstruos" de otras culturas. Los nuestros no son tan aterradores como las criaturas importadas de otras tierras. Es cierto que, como tales seres no existen realmente, da igual que sean de nuestra tierra natal o no. Sin embargo... y siempre hay un sin embargo... al dar voz a una leyenda de nuestra tierra, terminamos aprendiendo un poco más sobre nuestra cultura y así entendemos por qué hemos seguido el camino que hemos seguido...

Tenemos muchos personajes fantásticos en nuestra historia, todos ellos eclipsados ​​por la brillantez de aquellos importados, ya que estos vienen listos para el consumo, y no necesitamos usar la imaginación para verlos en acción... y les garantizo que con esto perdemos gran parte de nuestra historia... sí, cuando dejamos de escuchar las historias que nos contaron nuestros antepasados, nuestro origen se pierde gradualmente, hasta que llega un momento en que ya no sabemos quiénes somos en esencia... nos convertimos en un pueblo sin origen, sin pasado...

Un ejemplo clásico de pérdida de identidad es cuando sabemos más sobre la historia de otras tierras que sobre la nuestra... cuando olvidamos quién construyó nuestra civilización, nuestra cultura... y comenzamos a demonizar a quienes nos precedieron y que, de una forma u otra, lucharon para que pudiéramos disfrutar de nuestro mundo actual... porque sin ellos nuestro mundo, nuestra cultura, no existiría...

Tenemos como sentido común... Condenar las acciones de nuestros antepasados ​​históricos. Olvidamos que la ética es un concepto abstracto y que cada generación construye la suya propia. No digo que debamos permanecer estáticos, siguiendo una línea de conducta común a épocas pasadas. No, en absoluto. Somos seres inteligentes, y nuestra principal característica es, sin duda, nuestra capacidad de evolucionar. Y evolucionar consiste principalmente en tener una visión crítica del mundo que nos rodea, corrigiendo las imperfecciones que forman parte de nuestra rutina... Sin embargo, no deberíamos ser demasiado críticos con quienes han fallecido; no podemos condenar sus acciones basándonos en nuestras convicciones actuales, porque vivieron en otra época, donde la línea de pensamiento era diferente a nuestra forma de pensar moderna...

Cuando condenamos a una persona fallecida hace mucho tiempo porque sus acciones no encajan en nuestra forma de considerar el bien y el mal, olvidamos que en su época el mundo era diferente... la forma de pensar era diferente, las ideas contrastaban con nuestra forma de pensar actual... ¿Un ejemplo? Los pioneros del sertón... si no fuera por estos hombres, a quienes ahora condenamos apasionadamente, probablemente no estaríamos sobre la faz de la tierra... y mucho menos aquí donde estamos. Y si eres como yo... mestizo... ni siquiera habrías nacido...

Pero el tema que iba a abordar era diferente... Iba a hablar de un ser mitológico que pobló la imaginación popular hace unas décadas... claro, estas historias las contaban los cabezas de familia, quienes juraban una y otra vez que cada "cuento" era la esencia de la verdad, y que ningún punto de la historia era producto de su imaginación...

Me refiero al Saci... ese ser de una sola pierna que camina desnudo, pilotando un torbellino y haciendo travesuras... ni buenas ni malas... solo un ser juguetón que no mide sus actos...

El Saci se manifestaba haciendo mil travesuras diferentes. Algunas bastante dañinas, otras simplemente travesuras. Y entonces empecé a pensar... el Saci tiene un cariz político. En definitiva, incluso con buenas intenciones, un político rara vez logra algo por su comunidad. Siempre tiene un as bajo la manga que le beneficia más que al grupo al que dice ayudar. Es más o menos como el Saci... siempre una nueva travesura, y al final, solo queda el resultado de su "maravilloso" trabajo para recordarnos que pasaron de largo...

Bueno, debemos ser cautelosos. Basta de votar por los "Sacis" que no nos ofrecen nada real. Basta de dejarnos cautivar por su silbido, intentando adivinar dónde se esconde realmente semejante entidad... es el famoso "si canto cerca, estoy lejos... si canto lejos, estoy cerca"...

Démosles a los "Sacis" de la vida real el mismo castigo que los antiguos dieron a los seres fantásticos... robándoles la gorra y, así, tomando el control de sus acciones. Pero, como en las leyendas, debemos ser extremadamente cuidadosos, después de todo. Porque, mientras estén presos de nuestro encantamiento, buscarán una salida. Y si logran escapar, ¡ay de nosotros!... terminaremos pagando nuestra audacia con intereses y ajustes por inflación. Porque, aunque teóricamente están a nuestro servicio, logran "engañarnos" de tal manera que nos hacen seguir sus ideas, avalando sus disparates... como dije, no necesitamos importar "monstruos" a nuestra patria... después de todo, tenemos muchos "Sacis" que observar y tratar de no ser víctimas de sus travesuras...

Tania Miranda - Brasil - 08/02/2026

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PUHUTAANPA MYTOLOGISISTA OLENTOISTA

Tänään muutan hieman näkökulmaani. Aion puhua mytologisesta olennosta. Joku, jota ei ole olemassa todellisuudessa, mutta jonka monet ihmiset uskovat vakaasti olevan paitsi todellinen, myös puuttuvan joihinkin elämämme hetkiin. Tietenkin, kun "sivilisaatio" etenee maaseudun elämän yli, nämä tarinat päätyvät katoamaan ajan sumuun... ja tulee aika, jolloin meidän on tuotava legendoja muista maista, koska omamme unohtuvat, haalistuvat kuin pitkään arkun pohjalla säilytetty valokuva...

Olemme kansa, joka rakastaa tuoda uskomuksia ja aliarvioi oman kansanperinteemme kauneutta. Huomatkaa vain, että tuomme erilaisia ​​"hirviöitä" muista kulttuureista. Meidän uskomuksemme eivät ole yhtä pelottavia kuin muista maista tuodut olennot. On totta, että koska tällaisia ​​olentoja ei oikeasti ole olemassa, sillä ei ole paljon merkitystä, ovatko ne kotoisin kotimaastamme vai eivät. Kuitenkin... ja aina on kuitenkin olemassa... antamalla äänen maamme legendalle, opimme lopulta hieman lisää kulttuuristamme ja siten ymmärrämme, miksi olemme kulkeneet kulkemaamme polkua...

Historiassamme on monia fantastisia hahmoja, jotka kaikki jäävät tuotujen hahmojen loiston varjoon, koska ne tulevat valmiiksi nautittaviksi, emmekä tarvitse mielikuvitustamme nähdäksemme heidät toiminnassa... ja takaan, että menetämme tämän myötä paljon historiastamme... kyllä, kun lakkaamme kuuntelemasta esi-isiemme meille kertomia tarinoita, alkuperämme katoaa vähitellen, kunnes koittaa hetki, jolloin emme enää tiedä, keitä olemme olemuksellisesti... meistä tulee kansa ilman alkuperää, ilman menneisyyttä...

Klassinen esimerkki identiteetin menetyksestä on se, kun tiedämme enemmän muiden maiden historiasta kuin oman... kun unohdamme, kuka rakensi sivilisaatiomme, kulttuurimme... ja alamme demonisoida niitä, jotka elivät ennen meitä ja jotka tavalla tai toisella taistelivat, jotta voisimme nauttia maailmastamme tänään... koska ilman heitä maailmaamme, kulttuuriamme, ei olisi olemassa...

Meillä on yhtä paljon järkeä... Tuomita teot... historialliset esi-isämme. Unohdamme, että etiikka on abstrakti käsite ja että jokainen sukupolvi rakentaa omansa. En sano, että meidän pitäisi pysyä paikoillamme ja noudattaa menneille ajoille tyypillistä käyttäytymislinjaa. Ei, ei lainkaan. Olemme älykkäitä olentoja, ja tärkein ominaisuutemme on epäilemättä kykymme kehittyä. Ja kehittyminen tarkoittaa ensisijaisesti kriittistä näkemystä ympäröivästä maailmasta, rutiiniimme kuuluvien epätäydellisyyksien korjaamista... meidän ei kuitenkaan pitäisi olla liian kriittisiä edesmenneitä kohtaan; emme voi tuomita heidän tekojaan nykyisten vakaumustemme perusteella, koska he elivät toisella aikakaudella, jossa ajattelutapa oli erilainen kuin nykyinen ajattelutapamme...

Kun tuomitsemme kauan sitten kuolleen ihmisen, koska hänen tekonsa eivät sovi tapaamme tarkastella oikeaa ja väärää, unohdamme, että heidän aikanaan maailma oli erilainen... ajattelutapa oli erilainen, ajatukset olivat ristiriidassa nykyisen ajattelutapamme kanssa... esimerkki? Takamaiden pioneerit... ellei olisi näitä miehiä, jotka nyt intohimoisesti tuomitsemme, emme luultavasti kävelisi tällä maan päällä... ainakaan täällä, missä olemme. Ja jos olet minun kaltaiseni... sekarotuinen ihminen... et olisi edes syntynyt...

Mutta aihe, jota aioin käsitellä, oli erilainen... Aioin puhua mytologisesta olennosta, joka asutti ihmisten mielikuvitusta muutama vuosikymmen sitten... tietenkin nämä tarinat kertoivat tulisijalla perheiden päämiehet, jotka vannoivat ylös ja alas, että jokainen "tarina" oli totuuden ydin, eikä mikään kohta tarinassa ollut heidän mielikuvituksensa tuotetta...

Puhun Sacista... tuosta yksijalkaisesta olennosta, joka kävelee alasti, ohjaa pyörretuulta ja tekee kepposia... ei hyviä eikä pahoja... vain leikkisä olento, joka ei punnitse tekojaan...

Sacit ilmensivät tekemällä tuhansia erilaisia ​​kepposia. Jotkut melko haitallisia, toiset vain ilkikurisuutta. Ja sitten aloin ajatella... Sacilla on poliittinen luonne. Loppujen lopuksi, jopa hyvillä aikomuksilla, poliitikko onnistuu harvoin saavuttamaan mitään yhteisönsä hyväksi. Heillä on aina jokin temppu hihassaan, joka hyödyttää heitä enemmän kuin ryhmää, jota he väittävät auttavansa. Se on enemmän tai vähemmän kuin Sacit... aina uusi pila, ja lopulta jäljelle jää vain heidän "ihanan" työnsä tulos muistuttamaan kaikkia siitä, että he kulkivat ohi...

No, meidän on oltava varovaisia. Nyt riittää antaa äänemme "Saceille", jotka eivät tarjoa meille mitään todellista. Nyt riittää lumoutua heidän pillistään ja yrittää arvata, missä tällainen olento todella piileskelee... se on kuuluisa "jos laulan lähellä, olen kaukana... jos laulan kaukana, olen lähellä"...

Annetaanpa tosielämän "saceille" sama rangaistus, jonka antiikin ajan ihmiset antoivat fantastisille olennoille... varastamalla heidän hatunsa ja ottamalla siten heidän tekonsa hallintaansa. Mutta kuten legendoissa, meidän on oltava loppujen lopuksi erityisen varovaisia. Lumouksemme vangitsemina he etsivät pakotietä. Ja jos he onnistuvat pakenemaan, voi meitä... joudumme maksamaan röyhkeydestään koroilla ja inflaatiokorjauksella. Vaikka he teoriassa ovat palveluksessamme, he onnistuvat "huijaamaan" meitä siten, että he saavat meidät seuraamaan ajatuksiaan, kannattaen heidän hölynpölyään... kuten sanoin, meidän ei tarvitse tuoda "hirviöitä" kotimaahamme... loppujen lopuksi meillä on monia "saceja" tarkkailtavana ja yritettävänä olla joutumatta heidän keppostensa uhreiksi...

Tania Miranda - Brasilia - 08/02/2026

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PARLIAMO DI ESSERI MITOLOGICI

Oggi cambierò un po' argomento. Parlerò di un essere mitologico. Qualcuno che non esiste nella realtà, ma che molti credono fermamente non solo sia reale, ma che interferisca anche in alcuni momenti della nostra vita. Naturalmente, con l'avanzare della "civiltà" sulla vita rurale, queste storie finiscono per perdersi nella notte dei tempi... e arriva il momento in cui dobbiamo importare leggende da altre terre, perché le nostre stanno cadendo nell'oblio, sbiadite come una foto conservata a lungo in fondo a un baule...

Siamo un popolo che ama importare credenze, sottovalutando la bellezza del nostro folklore. Basti pensare che importiamo vari "mostri" da altre culture. I nostri non sono spaventosi come le creature importate da altre terre. È vero che, poiché tali esseri non esistono realmente, non fa molta differenza se provengono dalla nostra terra natale o meno. Tuttavia... e c'è sempre un tuttavia... dando voce a una leggenda della nostra terra, finiamo per imparare qualcosa in più sulla nostra cultura e quindi arriviamo a capire perché abbiamo seguito il percorso che abbiamo seguito...

Abbiamo molti personaggi fantastici nella nostra storia, tutti oscurati dalla brillantezza di quelli importati, poiché questi sono già pronti per il consumo e non abbiamo bisogno di usare la nostra immaginazione per vederli in azione... e vi garantisco che con questo perdiamo gran parte della nostra storia... sì, quando smettiamo di ascoltare le storie che i nostri antenati ci hanno raccontato, la nostra origine si perde gradualmente, fino a quando arriva un momento in cui non sappiamo più chi siamo nella nostra essenza... diventiamo un popolo senza origine, senza passato...

Un classico esempio di perdita di identità è quando sappiamo di più sulla storia di altre terre rispetto alla nostra... quando dimentichiamo chi ha costruito la nostra civiltà, la nostra cultura... e iniziamo a demonizzare coloro che ci hanno preceduto e che, in un modo o nell'altro, hanno combattuto affinché potessimo godere del nostro mondo oggi... perché senza di loro il nostro mondo, la nostra cultura, non esisterebbe...

Abbiamo come buon senso... Condannare le azioni dei nostri antenati storici. Dimentichiamo che l'etica è un concetto astratto e che ogni generazione costruisce la propria. Non sto dicendo che dovremmo rimanere statici, seguendo una linea di condotta comune ai tempi passati. No, per niente. Siamo esseri intelligenti e la nostra caratteristica principale è senza dubbio la capacità di evolverci. Ed evolversi significa principalmente avere una visione critica del mondo che ci circonda, correggendo le imperfezioni che fanno parte della nostra routine... tuttavia, non dovremmo essere eccessivamente critici nei confronti di coloro che sono scomparsi; non possiamo condannare le loro azioni in base alle nostre convinzioni attuali, perché vivevano in un'altra epoca, dove il modo di pensare era diverso dal nostro modo di pensare moderno...

Quando condanniamo una persona che è scomparsa da tempo perché le sue azioni non si adattano al nostro modo di considerare il bene e il male, dimentichiamo che ai suoi tempi il mondo era diverso... il modo di pensare era diverso, le idee erano in contrasto con il nostro modo di pensare odierno... un esempio? I pionieri dell'entroterra... se non fosse stato per questi uomini, che ora condanniamo con passione, probabilmente non cammineremmo su questa terra... di certo non qui dove siamo. E se siete come me... una persona meticcia... non sareste nemmeno nati...

Ma l'argomento che volevo affrontare era diverso... Volevo parlare di un essere mitologico che ha popolato l'immaginario della gente qualche decennio fa... naturalmente, queste storie venivano raccontate dai capifamiglia, che giuravano su e giù che ogni "racconto" era l'essenza della verità, e che nessun punto della storia era frutto della loro immaginazione...

Sto parlando del Saci... quell'essere con una gamba sola che cammina nudo, pilotando un turbine e facendo scherzi... né buoni né cattivi... solo un essere giocoso che non pondera le sue azioni...

Il Saci si manifestava facendo mille scherzi diversi. Alcuni piuttosto dannosi, altri semplicemente dispettosi. E poi ho iniziato a pensare... i Saci hanno una valenza politica. In definitiva, anche con buone intenzioni, un politico raramente riesce a realizzare qualcosa per la propria comunità. Ha sempre un asso nella manica che lo avvantaggerà più del gruppo che dice di aiutare. È più o meno come i Saci... sempre un nuovo scherzo, e alla fine, rimane solo il risultato del loro "meraviglioso" lavoro a ricordare a tutti che sono passati di lì...

Beh, dobbiamo essere cauti. Basta dare il nostro voto ai "Saci" che non ci offrono nulla di reale. Basta lasciarci incantare dal loro fischio, cercando di indovinare dove si nasconda davvero una simile entità... è il famoso "se canto vicino, sono lontano... se canto lontano, sono vicino"...

Diamo ai "Sacis" reali la stessa punizione che gli antichi infliggevano agli esseri fantastici... rubando loro il cappello e prendendo così il controllo delle loro azioni. Ma, come nelle leggende, dopotutto dobbiamo stare molto attenti. Perché, imprigionati dal nostro incantesimo, cercheranno una via d'uscita. E se ci riusciranno, guai a noi... finiremo per pagare la nostra audacia con interessi e adeguamento all'inflazione. Perché, sebbene teoricamente siano al nostro servizio, riescono a "ingannarci" in modo tale da farci seguire le loro idee, avallando le loro assurdità... come ho detto, non abbiamo bisogno di importare "mostri" in patria... dopotutto, abbiamo molti "Sacis" da osservare e cercare di non cadere vittime dei loro scherzi...

Tania Miranda - Brasile - 08/02/2026

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PARLONS DES ÊTRES MYTHOLOGIQUES

Aujourd'hui, je vais aborder un sujet différent. Je vais parler d'un être mythologique. Quelqu'un qui n'existe pas dans la réalité, mais dont beaucoup croient fermement qu'il est non seulement réel, mais qu'il intervient aussi dans certains moments de nos vies. Bien sûr, à mesure que la « civilisation » prend le pas sur la vie rurale, ces histoires finissent par se perdre dans les brumes du temps… et vient un moment où nous devons importer des légendes d'autres contrées, car les nôtres tombent dans l'oubli, se fanent comme une photo oubliée au fond d'un vieux coffre…

Nous sommes un peuple qui aime importer des croyances, sous-estimant la beauté de notre propre folklore. Il suffit de remarquer que nous importons divers « monstres » d'autres cultures. Les nôtres ne sont pas aussi effrayants que les créatures importées d'ailleurs. Il est vrai que, puisque de tels êtres n'existent pas réellement, peu importe qu'ils soient originaires de notre pays ou non. Cependant… et il y a toujours un « cependant »… en donnant la parole à une légende de notre terre, nous apprenons à mieux connaître notre culture et comprenons ainsi pourquoi nous avons emprunté cette voie.

Notre histoire regorge de personnages fantastiques, tous éclipsés par la splendeur des figures importées, car ces dernières sont prêtes à être consommées et ne nécessitent aucun effort d’imagination pour être visualisées. Or, je vous garantis qu’à travers cela, nous perdons une grande partie de notre histoire. En effet, lorsque nous cessons d’écouter les récits de nos ancêtres, nos origines s’estompent peu à peu, jusqu’à ce que nous ne sachions plus qui nous sommes au fond de nous. Nous devenons un peuple sans origine, sans passé.

Un exemple classique de perte d’identité est celui où l’on connaît mieux l’histoire d’autres pays que la nôtre… où l’on oublie qui a bâti notre civilisation, notre culture… et où l’on commence à diaboliser ceux qui nous ont précédés et qui, d’une manière ou d’une autre, ont combattu pour que nous puissions profiter du monde d’aujourd’hui… car sans eux, notre monde, notre culture, n’existeraient pas.

Nous avons… Le bon sens… c’est condamner les actions de nos ancêtres. On oublie que l’éthique est un concept abstrait et que chaque génération se forge la sienne. Je ne dis pas qu’il faut rester figés, en suivant une ligne de conduite héritée du passé. Non, absolument pas. Nous sommes des êtres intelligents, et notre principale caractéristique est sans aucun doute notre capacité à évoluer. Et évoluer, c’est avant tout porter un regard critique sur le monde qui nous entoure, corriger les imperfections qui font partie de notre quotidien… Cependant, nous ne devrions pas être excessivement critiques envers ceux qui nous ont quittés ; nous ne pouvons pas condamner leurs actions en nous basant sur nos convictions actuelles, car ils vivaient à une autre époque, où la pensée était différente de la nôtre…

Lorsque nous condamnons une personne disparue depuis longtemps parce que ses actions ne correspondent pas à notre conception du bien et du mal, nous oublions qu’à son époque, le monde était différent… la façon de penser était différente, les idées contrastaient avec notre façon de penser actuelle… Un exemple ? Les pionniers des contrées reculées… sans ces hommes, que nous condamnons aujourd’hui avec véhémence, nous ne serions probablement pas là où nous sommes. Et si vous êtes comme moi, métis, vous ne seriez même pas né…

Mais le sujet que j’allais aborder était différent… J’allais parler d’un être mythologique qui peuplait l’imaginaire collectif il y a quelques décennies… Bien sûr, ces histoires étaient racontées au foyer par les chefs de famille, qui juraient leurs grands dieux que chaque « conte » était la quintessence de la vérité, et qu’aucun détail n’était le fruit de leur imagination…

Je parle du Saci… cet être unijambiste qui marche nu, pilotant un tourbillon et jouant des tours… ni bons ni mauvais… juste un être espiègle qui ne réfléchit pas à ses actes…

Le Saci se manifestait en jouant mille tours différents. Certains assez dangereux, d’autres simplement malicieux. Et puis j'ai commencé à réfléchir… le terme « Saci » a quelque chose de politique. Au final, même avec les meilleures intentions du monde, un politicien parvient rarement à accomplir quoi que ce soit pour sa communauté. Il a toujours un tour dans son sac qui lui profite davantage qu'au groupe qu'il prétend aider. C'est un peu comme le Saci… toujours une nouvelle farce, et à la fin, il ne reste que le résultat de son « merveilleux » travail pour rappeler à tous son passage…

Eh bien, soyons prudents. Assez de voter pour ces « Saci » qui ne nous offrent rien de concret. Assez de nous laisser charmer par leur sifflement, à essayer de deviner où se cache réellement cette entité… c'est le fameux « si je chante près de vous, je suis loin… si je chante loin, je suis près de vous »…

Infligeons aux « Sacis » bien réels le même châtiment que les anciens réservaient à ces êtres fantastiques : leur voler leur chapeau et ainsi prendre le contrôle de leurs actions. Mais, comme dans les légendes, la prudence est de mise. Car, prisonniers de notre enchantement, ils chercheront à s’échapper. Et s’ils y parviennent, malheur à nous… nous paierons notre audace au prix fort. Car, bien que théoriquement à notre service, ils réussissent à nous duper et à nous faire suivre leurs idées, à nous faire cautionner leurs inepties… Comme je l’ai dit, inutile d’importer des « monstres » chez nous… nous avons déjà tant de « Sacis » à observer et à éviter de tomber dans leurs pièges…

Tania Miranda - Brésil - 08/02/2026

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LASST UNS ÜBER MYTHOLOGISCHE WESEN SPRECHEN

Heute möchte ich das Thema etwas wechseln. Ich spreche über ein mythologisches Wesen. Jemand, der in der Realität nicht existiert, von dem aber viele Menschen fest überzeugt sind, dass er nicht nur real ist, sondern auch in unser Leben eingreift. Natürlich geraten diese Geschichten mit dem Vormarsch der „Zivilisation“ und dem Einzug in die Städte mit der Zeit in Vergessenheit … und irgendwann müssen wir Legenden aus anderen Ländern übernehmen, weil unsere eigenen in Vergessenheit geraten, verblassen wie ein Foto, das lange Zeit ganz unten in einer Truhe lag …

Wir sind ein Volk, das gerne Glaubensvorstellungen übernimmt und dabei die Schönheit unserer eigenen Folklore unterschätzt. Man beachte nur, wie viele „Monster“ wir aus anderen Kulturen importieren. Unsere sind nicht so furchterregend wie die Kreaturen aus anderen Ländern. Da solche Wesen nicht wirklich existieren, macht es letztendlich keinen großen Unterschied, ob sie aus unserer Heimat stammen oder nicht. Aber … und es gibt immer ein Aber … indem wir einer Legende aus unserem Land eine Stimme geben, lernen wir letztendlich etwas mehr über unsere Kultur und verstehen so besser, warum wir diesen Weg gegangen sind.

Unsere Geschichte ist reich an fantastischen Gestalten, die jedoch alle von der Brillanz importierter Figuren überschattet werden, da diese uns sofort zugänglich sind und wir keine Fantasie benötigen, um sie uns vorzustellen. Und ich bin überzeugt, dass wir dadurch viel von unserer Geschichte verlieren. Ja, wenn wir aufhören, den Geschichten unserer Vorfahren zuzuhören, geht unser Ursprung allmählich verloren, bis wir eines Tages nicht mehr wissen, wer wir im Kern sind. Wir werden zu einem Volk ohne Ursprung, ohne Vergangenheit.

Ein klassisches Beispiel für Identitätsverlust ist, wenn wir mehr über die Geschichte anderer Länder wissen als über unsere eigene. Wenn wir vergessen, wer unsere Zivilisation, unsere Kultur aufgebaut hat, und beginnen, diejenigen zu verteufeln, die vor uns da waren und die auf die eine oder andere Weise dafür gekämpft haben, dass wir heute unsere Welt genießen können. Denn ohne sie gäbe es unsere Welt, unsere Kultur nicht.

Wir haben als gesunden Menschenverstand … Wir verurteilen nicht die Taten unserer Vorfahren. Wir vergessen, dass Ethik ein abstraktes Konzept ist und jede Generation ihre eigene Ethik entwickelt. Ich sage nicht, dass wir statisch bleiben und uns an Verhaltensmuster vergangener Zeiten halten sollten. Nein, ganz und gar nicht. Wir sind intelligente Wesen, und unsere wichtigste Eigenschaft ist zweifellos unsere Fähigkeit zur Weiterentwicklung. Und Weiterentwicklung bedeutet vor allem, die Welt um uns herum kritisch zu betrachten und die Unvollkommenheiten zu korrigieren, die Teil unserer Routine sind. Wir sollten jedoch nicht übermäßig kritisch gegenüber Verstorbenen sein; wir können ihre Taten nicht aufgrund unserer heutigen Überzeugungen verurteilen, denn sie lebten in einer anderen Zeit, in der die Denkweise anders war als unsere moderne.

Wenn wir einen längst verstorbenen Menschen verurteilen, weil seine Taten nicht in unser Verständnis von Richtig und Falsch passen, vergessen wir, dass die Welt zu seiner Zeit anders war, die Denkweise anders, die Ideen im Gegensatz zu unserer heutigen Denkweise. Ein Beispiel? Die Pioniere des Hinterlandes … ohne diese Männer, die wir heute leidenschaftlich verurteilen, würden wir wohl nicht auf dieser Erde wandeln … ganz sicher nicht hier, wo wir sind. Und wenn du so bist wie ich … ein Mensch mit gemischter Herkunft … wärst du nicht einmal geboren worden …

Aber das Thema, das ich ansprechen wollte, war ein anderes … Ich wollte über ein mythologisches Wesen sprechen, das vor einigen Jahrzehnten die Fantasie der Menschen beflügelte … natürlich wurden diese Geschichten am Herd von den Familienoberhäuptern erzählt, die Stein und Bein schworen, dass jede „Geschichte“ die Essenz der Wahrheit sei und kein einziger Punkt in der Geschichte ihrer Fantasie entsprungen war …

Ich spreche vom Saci … diesem einbeinigen Wesen, das nackt umhergeht, einen Wirbelwind steuert und Streiche spielt … weder gut noch böse … einfach ein verspieltes Wesen, das seine Taten nicht abwägt …

Der Saci manifestierte sich durch tausend verschiedene Streiche. Manche ziemlich gefährlich, andere einfach nur Unfug. Und dann begann ich nachzudenken … der Saci hat eine politische Dimension. Letztendlich gelingt es Politikern, selbst mit guten Absichten, selten, etwas für ihre Gemeinde zu erreichen. Sie haben immer einen Trick in petto, der ihnen selbst mehr nützt als der Gruppe, der sie angeblich helfen. Es ist mehr oder weniger wie bei den Sacis … immer ein neuer Streich, und am Ende bleibt nur das Ergebnis ihrer „wunderbaren“ Arbeit, das alle daran erinnert, dass sie vorbeigekommen sind …

Nun, wir müssen vorsichtig sein. Schluss damit, den „Sacis“ unsere Stimme zu geben, die uns nichts Echtes bieten. Schluss damit, uns von ihrem Pfeifen verzaubern zu lassen und zu rätseln, wo sich so ein Gebilde wirklich versteckt … es ist das berühmte „Wenn ich nah singe, bin ich weit weg … wenn ich fern singe, bin ich nah“ …

Lasst uns den realen „Sacis“ dieselbe Strafe geben, die die Alten dem Fabelwesen auferlegten: Wir stehlen ihnen die Mütze und übernehmen so die Kontrolle über ihre Handlungen. Doch wie in den Legenden müssen wir äußerst vorsichtig sein. Denn solange sie von unserem Zauber gefangen gehalten werden, suchen sie nach einem Ausweg. Und wenn ihnen die Flucht gelingt, wehe uns … wir werden unsere Dreistigkeit mit Zinsen und Inflationsausgleich bezahlen. Denn obwohl sie uns theoretisch dienen, schaffen sie es, uns so zu „überlisten“, dass wir ihren Ideen folgen und ihren Unsinn gutheißen … Wie gesagt, wir brauchen keine „Monster“ in unser Heimatland zu importieren … schließlich haben wir genug „Sacis“, die wir beobachten und vor deren Streichen wir uns in Acht nehmen sollten …

Tania Miranda – Brasilien – 08.02.2026

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