QUEM SOMOS NÓS?


QUEM SOMOS NÓS? 

Somos pequenas ilhas espalhadas no Oceano da Vida. Cada ser é um Universo em separado, com suas ideias, seus sonhos... Procuramos desesperadamente um sentido em nossa vida e, muitas vezes, acabamos por não perceber o obvio...

Estamos sempre à procura de validação aos nossos atos. Se ninguém perceber aquilo que fizemos com tanto esforço, então não terá valido a pena. Porque não reconheceram nosso ato. Sim, vivemos para a Comunidade, não para nós...

Isso parece meio absurdo, se pensarmos bem sobre o assunto. Afinal, de que me serve a validação de outra pessoa sobre aquilo que faço ou sinto? Eu sou a dona de minhas vontades, não é mesmo? Ou será que não é bem assim? Está aí algo para se pensar...

A vida é um paradoxo. Afinal, no mesmo tempo que eu executo minhas ações para os outros, buscando sua aprovação, quero ser livre, tomar minhas próprias decisões. Mas cada ato, cada gesto por mim executado, tem como modelo algo que alguém já fez anteriormente... e ao replicar aquilo que já existe em meu Universo, procuro não só a aprovação de meus pares como também a benção da minha comunidade...

Cada passo dado nesse plano tem como objetivo alcançar o bem estar comum. Sim, mesmo que instintivamente, todas as nossas ações são pensadas no todo. Mesmo quando acreditamos estar agindo em prol de nós mesmas. Mesmo quando somos tachadas de "individualistas"...

Na realidade o individualista não existe. Não acredita? Então pense um pouco. Um ser individualista pensa apenas em seu bem estar, sem se preocupar com aqueles que gravitam ao seu redor. Porém, no entanto e contudo, ninguém que caminhe sobre essa terra é assim o tempo todo. Ou seja, todos nós, sem exceção, temos arroubos de individualismo em um momento ou outro. Mas isso não nos faz realmente individualistas, visto que na maior parte do tempo estamos preocupadas com aqueles que dependem de nossas ações...

Somos egoístas? Sim, até certa medida. O egoísmo é, de certa forma, a porta de entrada para o individualismo. Mas tanto em um caso quanto em outro, nossa imersão nesse mundo é relativa. Somos egoísta até o momento em que algo nos toca e acabamos por abrir mão de nosso próprio interesse em prol da Comunidade a qual estamos inseridas. Somos individualistas até o ponto em que percebemos a necessidade de deixarmos nossos projetos de lado em nome de um Bem Maior, não importa qual seja...

O ser humano é complexo por natureza. Nada é preto no branco. Vivemos sempre em uma área cinzenta, onde o Bem e o Mal costumam brincar com nossos sentimentos. Estamos sendo testados a todo instante. É como se alguém quisesse ter a certeza de que somos assim ou assado... e o resultado dessa experiência é sempre a mesma... somos ambíguos. Nem bons, nem maus... apenas respondemos ao ambiente ao qual estamos inseridos...

Claro que muito de nossa forma de agir está ligado aos núcleos aos quais pertencemos. Se estamos em um grupo que prega a Paz, defenderemos a Paz até mesmo ao custo de nossa vida. Se, ao contrário, o grupo em questão tem como base a violência, bem... agiremos de acordo com as ideias básicas do grupo... 

Isso significa que jamais mudaremos de ideia? Claro que não. Afinal, somos uma incógnita, como eu já disse. Tanto a pessoa pacífica pode tornar-se violenta, dependendo do contexto, quanto aquele que está em um grupo radical pode passar a pregar um caminho mais pacífico. Tudo depende das circunstancias...

"Decifra-me ou te devorarei", disse a Esfinge para Édipo, que depois de algum tempo se tornaria Rei... na realidade, a Esfinge somos nós mesmo... temos tantas facetas escondidas, tantas máscaras, que no final ficamos perdidas sem saber exatamente quem somos e para onde vamos. E aí está o paradoxo... quem somos nós, na verdade? Não temos uma resposta concreta...

Tudo o que podemos fazer é lidar com essa ambiguidade e procurar sempre o melhor caminho a trilhar... somos individualistas? Se a resposta for positiva, devemos nos policiar, pois sem a ajuda do grupo ao qual pertencemos não temos como atingir nossos objetivos. Somos egoístas? Talvez... mas esse defeito tem mais a ver com auto proteção que com qualquer outra coisa em nossa vida. Pois se e quando o momento pedir, deixamos todas as nossas reservas de lado e ajudamos aqueles que necessitam de nosso apoio...

Tania Miranda   -   Brasil   -   14/02/2026

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 WHO ARE WE?

We are small islands scattered in the Ocean of Life. Each being is a separate Universe, with its own ideas, its own dreams... We desperately seek meaning in our lives and, often, end up not perceiving the obvious...

We are always looking for validation for our actions. If no one notices what we did with so much effort, then it will not have been worthwhile. Because they did not recognize our act. Yes, we live for the Community, not for ourselves...

This seems somewhat absurd, if we think about it carefully. After all, what good is the validation of another person about what I do or feel? I am the master of my own will, am I not? Or is it not quite like that? That's something to think about...

Life is a paradox. After all, at the same time that I perform my actions for others, seeking their approval, I want to be free, to make my own decisions. But every act, every gesture I perform, is modeled on something someone has done before... and by replicating what already exists in my Universe, I seek not only the approval of my peers but also the blessing of my community...

Every step taken on this plan aims to achieve the common good. Yes, even instinctively, all our actions are thought of in terms of the whole. Even when we believe we are acting for our own benefit. Even when we are labeled "individualistic"...

In reality, the individualist doesn't exist. Don't believe it? Then think about it. An individualistic being thinks only of their own well-being, without worrying about those who gravitate around them. However, no one who walks on this earth is like that all the time. That is, all of us, without exception, have bursts of individualism at one moment or another. But that doesn't make us truly individualistic, since most of the time we are concerned with those who depend on our actions...

Are we selfish? Yes, to a certain extent. Selfishness is, in a way, the gateway to individualism. But in both cases, our immersion in this world is relative. We are selfish until something touches us and we end up giving up our own interests for the sake of the community we are part of. We are individualistic to the point where we realize the need to put aside our projects in the name of a Greater Good, no matter what it may be...

Human beings are complex by nature. Nothing is black and white. We always live in a gray area, where Good and Evil often play with our feelings. We are being tested at every moment. It's as if someone wanted to be sure that we are this way or that way... and the result of this experience is always the same... we are ambiguous. Neither good nor bad... we simply respond to the environment in which we are inserted...

Of course, much of our way of acting is linked to the groups to which we belong. If we are in a group that preaches Peace, we will defend Peace even at the cost of our lives. If, on the contrary, the group in question is based on violence, well... we will act according to the group's basic ideas...

Does this mean we will never change our minds? Of course not. After all, we are an enigma, as I have already said. A peaceful person can become violent, depending on the context, just as someone in a radical group can start advocating a more peaceful path. It all depends on the circumstances...

"Solve my riddle or I will devour you," said the Sphinx to Oedipus, who after some time would become King... in reality, the Sphinx is ourselves... we have so many hidden facets, so many masks, that in the end we are lost, not knowing exactly who we are and where we are going. And there lies the paradox... who are we, really? We don't have a concrete answer...

All we can do is deal with this ambiguity and always seek the best path to follow... are we individualists? If the answer is yes, we must be careful, because without the help of the group to which we belong we cannot achieve our goals. Are we selfish? Perhaps... but this flaw has more to do with self-protection than anything else in our lives. Because if and when the moment calls for it, we put aside all our reserves and help those who need our support...

Tania Miranda - Brazil - 02/14/2026

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¿QUIÉNES SOMOS?

Somos pequeñas islas dispersas en el Océano de la Vida. Cada ser es un Universo aparte, con sus propias ideas, sus propios sueños... Buscamos desesperadamente un sentido a nuestras vidas y, a menudo, terminamos sin percibir lo obvio...

Siempre buscamos la validación de nuestras acciones. Si nadie se da cuenta de lo que hicimos con tanto esfuerzo, entonces no habrá valido la pena. Porque no reconocieron nuestro acto. Sí, vivimos para la Comunidad, no para nosotros mismos...

Esto parece un tanto absurdo, si lo pensamos detenidamente. Después de todo, ¿de qué sirve la validación de otra persona sobre lo que hago o siento? Soy dueño de mi propia voluntad, ¿no? ¿O no es exactamente así? Es algo en lo que hay que pensar...

La vida es una paradoja. Después de todo, al mismo tiempo que actúo para los demás, buscando su aprobación, quiero ser libre, tomar mis propias decisiones. Pero cada acto, cada gesto que realizo, está inspirado en algo que alguien ya ha hecho... y al replicar lo que ya existe en mi Universo, busco no solo la aprobación de mis semejantes, sino también la bendición de mi comunidad...

Cada paso que doy en este plan busca el bien común. Sí, incluso instintivamente, todas nuestras acciones se consideran en términos del todo. Incluso cuando creemos actuar para nuestro propio beneficio. Incluso cuando nos etiquetan de "individualistas"...

En realidad, el individualista no existe. ¿No lo crees? Piénsalo. Un ser individualista solo piensa en su propio bienestar, sin preocuparse por quienes lo rodean. Sin embargo, nadie en esta tierra es así todo el tiempo. Es decir, todos, sin excepción, tenemos estallidos de individualismo en algún momento u otro. Pero eso no nos hace verdaderamente individualistas, ya que la mayor parte del tiempo nos preocupamos por quienes dependen de nuestras acciones...

¿Somos egoístas? Sí, hasta cierto punto. El egoísmo es, en cierto modo, la puerta de entrada al individualismo. Pero en ambos casos, nuestra inmersión en este mundo es relativa. Somos egoístas hasta que algo nos afecta y terminamos renunciando a nuestros propios intereses por el bien de la comunidad de la que formamos parte. Somos individualistas hasta el punto de darnos cuenta de la necesidad de dejar de lado nuestros proyectos en nombre de un Bien Mayor, sea cual sea...

Los seres humanos somos complejos por naturaleza. Nada es blanco o negro. Siempre vivimos en una zona gris, donde el Bien y el Mal a menudo juegan con nuestros sentimientos. Estamos siendo puestos a prueba a cada instante. Es como si alguien quisiera asegurarse de que somos así o asá... y el resultado de esta experiencia siempre es el mismo: somos ambiguos. Ni buenos ni malos... simplemente respondemos al entorno en el que nos insertamos...

Por supuesto, gran parte de nuestra forma de actuar está ligada a los grupos a los que pertenecemos. Si pertenecemos a un grupo que predica la Paz, la defenderemos incluso a costa de nuestras vidas. Si, por el contrario, el grupo en cuestión se basa en la violencia, bueno... actuaremos según las ideas básicas del grupo...

¿Significa esto que nunca cambiaremos de opinión? Claro que no. Al fin y al cabo, somos un enigma, como ya he dicho. Una persona pacífica puede volverse violenta, dependiendo del contexto, al igual que alguien de un grupo radical puede empezar a abogar por un camino más pacífico. Todo depende de las circunstancias...

"Resuelve mi enigma o te devoraré", le dijo la Esfinge a Edipo, quien con el tiempo se convertiría en rey... En realidad, la Esfinge somos nosotros mismos... tenemos tantas facetas ocultas, tantas máscaras, que al final estamos perdidos, sin saber exactamente quiénes somos ni adónde vamos. Y ahí radica la paradoja... ¿quiénes somos realmente? No tenemos una respuesta concreta...

Solo podemos lidiar con esta ambigüedad y buscar siempre el mejor camino a seguir... ¿Somos individualistas? Si la respuesta es sí, debemos tener cuidado, porque sin la ayuda del grupo al que pertenecemos no podemos alcanzar nuestras metas. ¿Somos egoístas? Quizás... pero este defecto tiene más que ver con la autoprotección que con cualquier otra cosa en nuestras vidas. Porque, si el momento lo requiere, dejamos de lado todas nuestras reservas y ayudamos a quienes necesitan nuestro apoyo...

Tania Miranda - Brasil - 14/02/2026

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CHI SIAMO?

Siamo piccole isole sparse nell'Oceano della Vita. Ogni essere è un Universo a sé stante, con le sue idee, i suoi sogni... Cerchiamo disperatamente un significato nella nostra vita e, spesso, finiamo per non percepire l'ovvio...

Cerchiamo sempre una convalida per le nostre azioni. Se nessuno nota ciò che abbiamo fatto con così tanto sforzo, allora non ne sarà valsa la pena. Perché non hanno riconosciuto il nostro gesto. Sì, viviamo per la Comunità, non per noi stessi...

Questo sembra un po' assurdo, se ci pensiamo attentamente. Dopotutto, a cosa serve la convalida di un'altra persona su ciò che faccio o sento? Sono padrone della mia volontà, non è vero? O forse non è proprio così? È qualcosa su cui riflettere...

La vita è un paradosso. Dopotutto, mentre compio le mie azioni per gli altri, cercando la loro approvazione, voglio essere libero, di prendere le mie decisioni. Ma ogni atto, ogni gesto che compio, è modellato su qualcosa che qualcuno ha già fatto prima... e replicando ciò che già esiste nel mio Universo, cerco non solo l'approvazione dei miei simili, ma anche la benedizione della mia comunità...

Ogni passo compiuto in questo piano mira al bene comune. Sì, anche istintivamente, tutte le nostre azioni sono pensate in termini di insieme. Anche quando crediamo di agire per il nostro beneficio. Anche quando veniamo etichettati come "individualisti"...

In realtà, l'individualista non esiste. Non ci credete? Allora rifletteteci. Un essere individualista pensa solo al proprio benessere, senza preoccuparsi di coloro che gli gravitano intorno. Tuttavia, nessuno che cammina su questa terra è sempre così. Cioè, tutti noi, senza eccezioni, abbiamo accessi di individualismo in un momento o nell'altro. Ma questo non ci rende veramente individualisti, poiché il più delle volte ci preoccupiamo di coloro che dipendono dalle nostre azioni...

Siamo egoisti? Sì, in una certa misura. L'egoismo è, in un certo senso, la porta d'accesso all'individualismo. Ma in entrambi i casi, la nostra immersione in questo mondo è relativa. Siamo egoisti finché qualcosa non ci tocca e finiamo per rinunciare ai nostri interessi per il bene della comunità di cui facciamo parte. Siamo individualisti al punto da renderci conto della necessità di mettere da parte i nostri progetti in nome di un Bene Superiore, qualunque esso sia...

Gli esseri umani sono complessi per natura. Niente è bianco o nero. Viviamo sempre in una zona grigia, dove il Bene e il Male spesso giocano con i nostri sentimenti. Siamo messi alla prova in ogni momento. È come se qualcuno volesse accertarsi che siamo in un modo o nell'altro... e il risultato di questa esperienza è sempre lo stesso... siamo ambigui. Né buoni né cattivi... rispondiamo semplicemente all'ambiente in cui siamo inseriti...

Certo, gran parte del nostro modo di agire è legato ai gruppi a cui apparteniamo. Se facciamo parte di un gruppo che predica la Pace, difenderemo la Pace anche a costo della nostra vita. Se, al contrario, il gruppo in questione si basa sulla violenza, beh... agiremo secondo le idee di base del gruppo...

Questo significa che non cambieremo mai idea? Certo che no. Dopotutto, siamo un enigma, come ho già detto. Una persona pacifica può diventare violenta, a seconda del contesto, proprio come qualcuno in un gruppo radicale può iniziare a sostenere una via più pacifica. Tutto dipende dalle circostanze...

"Risolvi il mio enigma o ti divorerò", disse la Sfinge a Edipo, che dopo qualche tempo sarebbe diventato Re... in realtà, la Sfinge siamo noi stessi... abbiamo così tante sfaccettature nascoste, così tante maschere, che alla fine siamo persi, senza sapere esattamente chi siamo e dove stiamo andando. Ed è qui che sta il paradosso... chi siamo veramente? Non abbiamo una risposta concreta...

Tutto ciò che possiamo fare è affrontare questa ambiguità e cercare sempre la strada migliore da seguire... siamo forse individualisti? Se la risposta è sì, dobbiamo stare attenti, perché senza l'aiuto del gruppo a cui apparteniamo non possiamo raggiungere i nostri obiettivi. Siamo egoisti? Forse... ma questo difetto ha più a che fare con l'autoprotezione che con qualsiasi altra cosa nella nostra vita. Perché se e quando il momento lo richiede, mettiamo da parte tutte le nostre riserve e aiutiamo chi ha bisogno del nostro sostegno...

Tania Miranda - Brasile - 14/02/2026

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KEITÄ ME OLEMME?

Olemme pieniä saaria Elämän valtameressä. Jokainen olento on erillinen universumi, jolla on omat ajatuksensa, omat unelmansa... Etsimme epätoivoisesti merkitystä elämällemme ja usein emme huomaa ilmeistä...

Etsimme aina vahvistusta teoillemme. Jos kukaan ei huomaa, mitä teimme niin suurella vaivalla, se ei ole ollut vaivan arvoista. Koska he eivät tunnistaneet tekoamme. Kyllä, me elämme Yhteisölle, emme itsellemme...

Tämä tuntuu hieman absurdilta, jos ajattelemme asiaa tarkkaan. Loppujen lopuksi, mitä hyötyä on toisen ihmisen vahvistuksesta sille, mitä teen tai tunnen? Olen oman tahtoni herra, eikö niin? Vai eikö se ole aivan niin? Sitä kannattaa miettiä...

Elämä on paradoksi. Loppujen lopuksi, samalla kun teen tekojani muiden hyväksi ja etsin heidän hyväksyntäänsä, haluan olla vapaa ja tehdä omat päätökseni. Mutta jokainen tekoni, jokainen ele, jonka teen, on mallinnettu jostakin, mitä joku on aiemmin tehnyt... ja toistamalla sitä, mikä on jo olemassa universumissani, etsin paitsi vertaisteni hyväksyntää myös yhteisöni siunausta...

Jokainen tässä suunnitelmassa otettu askel tähtää yhteisen hyvän saavuttamiseen. Kyllä, jopa vaistomaisesti, kaikkia tekojamme ajatellaan kokonaisuutena. Silloinkin, kun uskomme toimivamme omaksi hyödyksemme. Silloinkin, kun meidät leimataan "individualisteiksi"...

Todellisuudessa individualistia ei ole olemassa. Etkö usko sitä? Ajattele sitten. Individualistinen olento ajattelee vain omaa hyvinvointiaan, välittämättä ympärillään olevista. Kukaan tällä maan päällä kulkeva ei kuitenkaan ole sellainen koko ajan. Eli meillä kaikilla, poikkeuksetta, on individualismin purkauksia jossain vaiheessa. Mutta se ei tee meistä todella individualisteja, koska suurimman osan ajasta olemme huolissamme niistä, jotka ovat riippuvaisia ​​teoistamme...

Olemmeko itsekkäitä? Kyllä, tietyssä määrin. Itsekkyys on tavallaan portti individualismiin. Mutta molemmissa tapauksissa uppoutumisemme tähän maailmaan on suhteellista. Olemme itsekkäitä, kunnes jokin koskettaa meitä, ja lopulta luovumme omista eduistamme yhteisön vuoksi, johon kuulumme. Olemme individualistisia siihen pisteeseen asti, että ymmärrämme tarpeen jättää projektimme syrjään Suuremman Hyvän nimissä, olipa se mitä tahansa...

Ihmiset ovat luonteeltaan monimutkaisia. Mikään ei ole mustavalkoista. Elämme aina harmaalla alueella, jossa Hyvä ja Paha usein leikkivät tunteillamme. Meitä koetellaan joka hetki. On kuin joku haluaisi varmistaa, että olemme tällaisia ​​tai tuollaisia... ja tämän kokemuksen tulos on aina sama... olemme monitulkintaisia. Emme hyviä emmekä pahoja... me vain reagoimme ympäristöön, johon meidät asetetaan...

Tietenkin suuri osa toimintatavastamme liittyy ryhmiin, joihin kuulumme. Jos olemme ryhmässä, joka saarnaa rauhaa, puolustamme rauhaa jopa henkemme hinnalla. Jos taas kyseinen ryhmä perustuu väkivaltaan, niin... toimimme ryhmän perusajatusten mukaisesti...

Tarkoittaako tämä, ettemme koskaan muuta mieltämme? Tietenkin emme. Loppujen lopuksi olemme arvoitus, kuten jo sanoin. Rauhallinen ihminen voi muuttua väkivaltaiseksi asiayhteydestä riippuen, aivan kuten radikaalin ryhmän jäsen voi alkaa puolustaa rauhanomaisempaa polkua. Kaikki riippuu olosuhteista...

"Ratkaise arvoitukseni tai minä syön sinut", sanoi Sfinksi Oidipukselle, josta jonkin ajan kuluttua tulisi kuningas... todellisuudessa Sfinksi olemme me itse... meillä on niin monta piilotettua puolta, niin monta naamiota, että lopulta olemme eksyksissä, tietämättä tarkalleen keitä olemme ja minne olemme menossa. Ja siinä piilee paradoksi... keitä me oikeastaan ​​olemme? Meillä ei ole konkreettista vastausta...

Voimme vain käsitellä tätä epäselvyyttä ja etsiä aina parasta polkua... olemmeko individualisteja? Jos vastaus on kyllä, meidän on oltava varovaisia, sillä ilman kuulumme ryhmän apua emme voi saavuttaa tavoitteitamme. Olemmeko itsekkäitä? Ehkä... mutta tämä heikkous liittyy enemmän itsesuojeluun kuin mihinkään muuhun elämässämme. Koska jos ja kun hetki sitä vaatii, laitamme kaikki varantomme syrjään ja autamme niitä, jotka tarvitsevat tukeamme...

Tania Miranda - Brasilia - 14.2.2026

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QUI SOMMES-NOUS ?

Nous sommes de petites îles éparpillées dans l'Océan de la Vie. Chaque être est un univers à part entière, avec ses propres idées, ses propres rêves… Nous cherchons désespérément un sens à notre existence et, souvent, nous finissons par ne pas voir l'évidence…

Nous sommes constamment en quête de validation pour nos actions. Si personne ne remarque nos efforts, alors ils auront été vains. Car notre acte n'aura pas été reconnu. Oui, nous vivons pour la Communauté, non pour nous-mêmes…

Cela paraît quelque peu absurde, à bien y réfléchir. Après tout, à quoi bon la validation d'autrui sur ce que je fais ou ressens ? Je suis maître de ma propre volonté, n'est-ce pas ? Ou pas tout à fait ? Voilà qui donne à réfléchir…

La vie est un paradoxe. Car, tout en agissant pour les autres, en recherchant leur approbation, j'aspire à la liberté, à prendre mes propres décisions. Mais chaque acte, chaque geste que j'accomplis, s'inspire de quelque chose qui a déjà été fait par quelqu'un d'autre… et en reproduisant ce qui existe déjà dans mon univers, je recherche non seulement l'approbation de mes pairs, mais aussi la bénédiction de ma communauté…

Chaque étape de ce plan vise le bien commun. Oui, même instinctivement, toutes nos actions sont envisagées dans une perspective collective. Même lorsque nous croyons agir pour notre propre intérêt. Même lorsque l'on nous qualifie d'« individualistes »…

En réalité, l'individualiste n'existe pas. Vous en doutez ? Réfléchissez-y. Un être individualiste ne pense qu'à son propre bien-être, sans se soucier de ceux qui l'entourent. Cependant, personne sur cette terre n'est ainsi en permanence. Autrement dit, nous avons tous, sans exception, des accès d'individualisme à un moment ou un autre. Mais cela ne fait pas de nous de véritables individualistes, car la plupart du temps, nous nous préoccupons de ceux qui dépendent de nos actions…

Sommes-nous égoïstes ? Oui, dans une certaine mesure. L'égoïsme est, d'une certaine manière, la porte d'entrée vers l'individualisme. Mais dans les deux cas, notre immersion dans ce monde est relative. Nous sommes égoïstes jusqu'à ce qu'un événement nous touche et que nous finissions par renoncer à nos propres intérêts pour le bien de la communauté à laquelle nous appartenons. Nous sommes individualistes au point de réaliser la nécessité de mettre de côté nos projets au nom d'un Bien supérieur, quel qu'il soit.

Les êtres humains sont complexes par nature. Rien n'est tout noir ou tout blanc. Nous vivons toujours dans une zone grise, où le Bien et le Mal jouent souvent avec nos sentiments. Nous sommes mis à l'épreuve à chaque instant. C'est comme si quelqu'un voulait s'assurer que nous sommes d'une certaine façon ou d'une autre… et le résultat de cette expérience est toujours le même : nous sommes ambigus. Ni bons ni mauvais… nous réagissons simplement à l'environnement dans lequel nous évoluons.

Bien sûr, une grande partie de notre comportement est liée aux groupes auxquels nous appartenons. Si nous appartenons à un groupe qui prône la paix, nous la défendrons même au péril de notre vie. Si, au contraire, le groupe en question est fondé sur la violence, eh bien… nous agirons conformément à ses idées fondamentales…

Cela signifie-t-il que nous ne changerons jamais d’avis ? Bien sûr que non. Après tout, nous sommes une énigme, comme je l’ai déjà dit. Une personne pacifique peut devenir violente, selon le contexte, tout comme un membre d’un groupe radical peut se mettre à prôner une voie plus pacifique. Tout dépend des circonstances…

« Résous mon énigme ou je te dévorerai », dit le Sphinx à Œdipe, qui deviendrait roi… En réalité, le Sphinx, c’est nous-mêmes… Nous avons tant de facettes cachées, tant de masques, qu’à la fin, nous sommes perdus, ne sachant plus exactement qui nous sommes ni où nous allons. Et c’est là que réside le paradoxe… qui sommes-nous vraiment ? Nous n’avons pas de réponse définitive…

Tout ce que nous pouvons faire, c’est composer avec cette ambiguïté et toujours chercher la meilleure voie à suivre… Sommes-nous individualistes ? Si la réponse est oui, nous devons être prudents, car sans l'aide du groupe auquel nous appartenons, nous ne pouvons atteindre nos objectifs. Sommes-nous égoïstes ? Peut-être… mais ce défaut relève davantage de l'instinct de protection que de toute autre chose dans nos vies. Car, le moment venu, nous mettons de côté toutes nos réserves et aidons ceux qui ont besoin de notre soutien…

Tania Miranda - Brésil - 14/02/2026

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WER SIND WIR?

Wir sind kleine Inseln, verstreut im Ozean des Lebens. Jedes Wesen ist ein eigenes Universum mit eigenen Ideen, eigenen Träumen … Wir suchen verzweifelt nach Sinn in unserem Leben und übersehen dabei oft das Offensichtliche …

Wir suchen ständig nach Bestätigung für unser Handeln. Wenn niemand bemerkt, was wir mit so viel Mühe getan haben, dann war es nichts wert. Denn sie haben unsere Tat nicht anerkannt. Ja, wir leben für die Gemeinschaft, nicht für uns selbst …

Das erscheint etwas absurd, wenn wir genauer darüber nachdenken. Denn was nützt mir die Bestätigung eines anderen für das, was ich tue oder fühle? Ich bin doch Herr meines eigenen Willens, oder nicht? Oder ist es doch nicht ganz so? Darüber sollte man nachdenken …

Das Leben ist ein Paradoxon. Denn gleichzeitig, während ich meine Handlungen für andere ausführe und ihre Anerkennung suche, möchte ich frei sein, meine eigenen Entscheidungen treffen. Doch jede meiner Handlungen, jede meiner Gesten ist von etwas inspiriert, das schon einmal jemand getan hat … und indem ich das, was bereits in meinem Universum existiert, wiederhole, suche ich nicht nur die Zustimmung meiner Mitmenschen, sondern auch den Segen meiner Gemeinschaft …

Jeder Schritt in diesem Plan zielt auf das Gemeinwohl ab. Ja, selbst instinktiv denken wir bei all unseren Handlungen an das Ganze. Selbst wenn wir glauben, zu unserem eigenen Vorteil zu handeln. Selbst wenn wir als „individualistisch“ abgestempelt werden …

In Wirklichkeit existiert der Individualist nicht. Glauben Sie es nicht? Dann denken Sie darüber nach. Ein individualistischer Mensch denkt nur an sein eigenes Wohlbefinden, ohne sich um die Menschen in seinem Umfeld zu kümmern. Doch niemand auf dieser Erde ist immer so. Das heißt, wir alle, ausnahmslos, haben hin und wieder einen Anflug von Individualismus. Aber das macht uns nicht wirklich individualistisch, da wir uns die meiste Zeit um diejenigen kümmern, die von unseren Handlungen abhängen …

Sind wir egoistisch? Ja, bis zu einem gewissen Grad. Egoismus ist gewissermaßen der Weg zum Individualismus. Doch in beiden Fällen ist unsere Einbindung in diese Welt relativ. Wir sind egoistisch, bis uns etwas berührt und wir schließlich unsere eigenen Interessen für das Wohl der Gemeinschaft, der wir angehören, aufgeben. Wir sind individualistisch bis zu dem Punkt, an dem wir erkennen, dass wir unsere eigenen Pläne im Namen eines höheren Gutes zurückstellen müssen, egal wie dieses auch aussehen mag.

Der Mensch ist von Natur aus komplex. Nichts ist schwarz oder weiß. Wir leben stets in einer Grauzone, in der Gut und Böse oft mit unseren Gefühlen spielen. Wir werden ständig geprüft. Es ist, als wolle jemand sichergehen, ob wir so oder so sind … und das Ergebnis dieser Erfahrung ist immer dasselbe: Wir sind ambivalent. Weder gut noch böse … wir reagieren einfach auf unsere Umgebung.

Natürlich ist ein Großteil unseres Handelns mit den Gruppen verbunden, denen wir angehören. Gehören wir einer Gruppe an, die Frieden predigt, werden wir den Frieden verteidigen, selbst um den Preis unseres Lebens. Wenn die betreffende Gruppe hingegen auf Gewalt basiert, nun ja … dann werden wir gemäß ihren Grundideen handeln.

Heißt das, dass wir unsere Meinung nie ändern werden? Natürlich nicht. Schließlich sind wir, wie bereits erwähnt, ein Rätsel. Ein friedlicher Mensch kann, je nach Kontext, gewalttätig werden, genauso wie jemand aus einer radikalen Gruppe plötzlich einen friedlicheren Weg einschlagen kann. Es kommt ganz auf die Umstände an.

„Löse mein Rätsel, sonst verschlinge ich dich!“, sagte die Sphinx zu Ödipus, der später König werden sollte. In Wirklichkeit sind wir selbst die Sphinx. Wir haben so viele verborgene Facetten, so viele Masken, dass wir uns am Ende verirren und nicht mehr genau wissen, wer wir sind und wohin wir gehen. Und genau darin liegt das Paradoxon: Wer sind wir wirklich? Wir haben keine eindeutige Antwort.

Wir können nur mit dieser Ungewissheit umgehen und stets nach dem besten Weg suchen. Sind wir Individualisten? Lautet die Antwort „Ja“, müssen wir vorsichtig sein, denn ohne die Hilfe unserer Gruppe können wir unsere Ziele nicht erreichen. Sind wir egoistisch? Vielleicht … aber dieser Fehler hat mehr mit Selbstschutz zu tun als mit allem anderen in unserem Leben. Denn wenn es darauf ankommt, legen wir all unsere Reserven beiseite und helfen denen, die unsere Unterstützung brauchen.

Tania Miranda – Brasilien – 14.02.2026



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