QUIS CUSTODIET IPSOS CUSTODES?


QUIS CUSTODIET IPSOS CUSTODES? 

Não sei se você já pensou nisso... acredito que não. Mas já reparou que, na maior parte do tempo, andamos por esse mundo no automático, sem um rumo definido por nós? Sim, temos uma diretriz a seguir, mas geralmente ela nos foi entregue por outrem, e esperam que demos conta da tarefa que nos foi imposta...

Pertencemos a vários núcleos sociais simultaneamente. Cada um deles com uma finalidade diferente. E todos ocupam graus de importância em nosso dia a dia. E todos esperando que cumpramos nossa meta, seja ela qual for...

O mundo vive de expectativas. Que são depositadas em nós. As várias agremiações as quais pertencemos, mesmo que não tenham nenhum nome social ou mesmo uma sede física para compartilhar, esperam que cumpramos nossa obrigação para com elas e confirmemos sua relevância para a sociedade...

Sim, pertencemos a diversos núcleos sociais, as vezes todos ao mesmo tempo, embora cada um tenha uma necessidade diferente. As vezes até discordantes uma das outras... e nossa tarefa é suprir essas imposições, que estão além de nosso controle...

Exemplos existem aos montes. Todos à nossa frente. Claro, há uma fase em nossa vida em que a cobrança não é tão rígida... mas isso não significa que não exista. Exemplo? Bem, na sua infância não te era cobrado certos resultados, ao menos no inicio. Mas, aos poucos, conforme foi crescendo sua lista daquilo que podia ou não fazer começou a se desenvolver...

No inicio te ajudaram a se levantar, te apoiaram... te ensinaram a caminhar. Mas, mesmo nessa fase, você tinha algumas obrigações a cumprir. Que foram ensinadas de uma forma bem tranquila. Gentil. Era o inicio de sua caminhada, e precisavam te preparar para o mundo que, dali a algum tempo, iria desbravar...

Você aprendeu que na vida social há uma hierarquia. Que existe uma cadeia de comando. Que não é igual em todos os lugares, mas que a linha de autoridade tinha que ser seguida, ou poderia haver ruptura na própria estrutura do grupo...

Sim, embora algumas mentes costumem difundir a Anarquia como um sistema ideal, a vida em grupo não se sustentaria em uma sociedade anárquica, sem controle... porque se não houver limites impostos, cada um tenta fazer valer a sua vontade. Regras existem para que a convivência entre as pessoas siga sem atritos. Ou, que pelo menos, não sejam tão agressivos contra o grupo em geral... 

Por mais que não gostemos da ideia, seguimos vários líderes nas diversas frentes que seguimos. Seja em um clube, no emprego, na igreja, na família... Não importa qual núcleo, sempre estaremos seguindo alguém... em determinados momentos alguém irá nos seguir. Afinal, essa é a dinâmica de nosso mundo social...

O ápice de nossa vida é quando nos tornamos a referência de um dos grupos dos quais participamos. Continuamos sem saber exatamente o que estamos fazendo, mas estamos conduzindo um grupo. E não é porque somos a cabeça desse grupo que não obedecemos ordens de alguém. Há sempre um superior, que nos passa as diretrizes...

E é justamente esse o ponto mais intrigante. Se, mesmo estando à frente de um grupo, sendo o líder deste... sendo aquele que passa as instruções que as pessoas deverão seguir... bem, na verdade estamos apenas repassando instruções que recebemos de alguém que está um patamar acima. E esse alguém também responde a outro que está além dele... e assim, sucessivamente... Bem, se todos nós obedecemos ordens de alguém que não conhecemos, quem seria o Mandatário-Mor, aquele que decide realmente nossos destinos? É algo para se pensar...

Tania Miranda   -   Brasil   -  27/06/2026

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QUIS CUSTODIET IPSOS CUSTODES?

I don’t know if you’ve ever thought about this... I suspect not. But have you ever noticed that, most of the time, we move through this world on autopilot, without a course defined by ourselves? Yes, we have a guideline to follow, but it was usually handed to us by someone else, and we are expected to handle the task imposed upon us...

We belong to various social circles simultaneously. Each has a different purpose. All of them hold varying degrees of importance in our daily lives. And all of them expect us to meet our goals, whatever they may be...

The world runs on expectations—expectations placed upon us. The various groups we belong to—even those without a formal name or a shared physical headquarters—expect us to fulfill our obligations to them and validate their relevance to society...

Yes, we belong to diverse social circles—sometimes all at once—even though each has different needs. Sometimes those needs even conflict with one another... and our task is to meet these demands, which lie beyond our control...

There are countless examples. They are all right in front of us. Of course, there is a phase in life when the pressure isn't quite so intense... but that doesn't mean it isn't there. An example? Well, in childhood, you weren't expected to produce specific results—at least not at first. But gradually, as you grew, a list of what you could and couldn't do began to take shape...

At the start, they helped you up, supported you... taught you to walk. Yet, even then, you had certain obligations to meet. They were taught in a very calm, gentle way. It was the beginning of your journey, and they needed to prepare you for the world you would eventually go out and face...

You learned that social life has a hierarchy. That there is a chain of command. It isn't the same everywhere, but the chain of command had to be followed, or else the group's very structure could fracture...

Yes, although some minds tend to promote Anarchy as an ideal system, group life wouldn't hold together in an anarchic society—one without control—because without imposed limits, everyone tries to assert their own will. Rules exist so that people can coexist without friction. Or, at the very least, so that conflicts aren't too destructive to the group as a whole...

As much as we might dislike the idea, we follow various leaders across the different spheres of our lives. Whether in a club, at work, at church, or within the family... No matter the setting, we are always following someone... just as, at times, someone will follow us. After all, that is the dynamic of our social world...

The pinnacle of our lives comes when we become the point of reference for one of the groups we belong to. We may still not know exactly what we’re doing, yet we are leading a group. And just because we are at the helm of that group doesn't mean we don't take orders from someone else. There is always a superior passing down directives...

And that is precisely the most intriguing point. Even when we are at the forefront of a group—acting as the leader, the one issuing instructions for others to follow—we are, in reality, merely passing on instructions received from someone a level above us. And that person, in turn, answers to someone even higher up... and so on, and so forth... Well, if we all obey orders from someone we don't know, who is the Ultimate Authority—the one who truly decides our destinies? It is something to think about...

Tania Miranda   -   Brazil   -  June 27, 2026

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¿QUIS CUSTODIET IPSOS CUSTODES?

No sé si alguna vez lo has pensado... Creo que no. Pero ¿te has dado cuenta de que, la mayor parte del tiempo, nos movemos por este mundo en piloto automático, sin una dirección definida por nosotros mismos? Sí, tenemos una guía que seguir, pero generalmente nos la ha dado alguien más, y esperan que cumplamos la tarea que se nos ha impuesto...

Pertenecemos a varios grupos sociales simultáneamente. Cada uno con un propósito diferente. Y todos ocupan distintos grados de importancia en nuestra vida diaria. Y todos esperan que cumplamos su objetivo, sea cual sea...

El mundo se basa en expectativas. Expectativas que se depositan en nosotros. Los diversos grupos a los que pertenecemos, aunque no tengan un nombre social ni una sede física que compartir, esperan que cumplamos con nuestra obligación hacia ellos y confirmemos su relevancia para la sociedad...

Sí, pertenecemos a varios grupos sociales, a veces todos al mismo tiempo, aunque cada uno tenga una necesidad diferente. A veces incluso discrepamos entre nosotros... y nuestra tarea es cumplir con estas exigencias, que escapan a nuestro control...

Abundan los ejemplos. Todos están a la vista. Claro que hay una etapa en la vida en la que las exigencias no son tan rígidas... pero eso no significa que no existan. ¿Un ejemplo? Bueno, en tu infancia no te exigían ciertos resultados, al menos no al principio. Pero, poco a poco, a medida que crecías, tu lista de lo que podías o no podías hacer empezó a desarrollarse...

Al principio, te ayudaban a levantarte, te apoyaban... te enseñaban a caminar. Pero, incluso en esa etapa, tenías ciertas obligaciones que cumplir. Que te enseñaban con mucha calma. Con delicadeza. Era el comienzo de tu camino, y necesitaban prepararte para el mundo que, tiempo después, explorarías...

Aprendiste que en la vida social existe una jerarquía. Que hay una cadena de mando. No es igual en todas partes, pero la jerarquía debía respetarse, o podría producirse una ruptura en la estructura misma del grupo.

Sí, aunque algunas mentes tienden a difundir la anarquía como un sistema ideal, la vida en grupo no sería sostenible en una sociedad anárquica, sin control... porque si no hay límites impuestos, cada uno intenta imponer su voluntad. Las reglas existen para que la convivencia entre las personas continúe sin fricciones. O, al menos, para que no sean tan agresivas con el grupo en general.

Por mucho que nos disguste la idea, seguimos a diversos líderes en los diferentes ámbitos en los que participamos. Ya sea en un club, en el trabajo, en la iglesia, en la familia... No importa el grupo, siempre seguiremos a alguien... y en ocasiones alguien nos seguirá a nosotros. Al fin y al cabo, esa es la dinámica de nuestro mundo social.

La cúspide de nuestras vidas es cuando nos convertimos en el referente de uno de los grupos en los que participamos. Todavía no sabemos exactamente qué estamos haciendo, pero lideramos un grupo. Y no es porque estemos al frente de un grupo que no desobedezcamos las órdenes de alguien. Siempre hay un superior que nos da las directrices...

Y ese es precisamente el punto más intrigante. Si, incluso estando al frente de un grupo, siendo su líder... siendo quien da las instrucciones que la gente debe seguir... bueno, en realidad solo estamos transmitiendo instrucciones que recibimos de alguien de un nivel superior. Y ese alguien también responde ante alguien aún más superior... y así sucesivamente... Bueno, si todos obedecemos órdenes de alguien que no conocemos, ¿quién sería la máxima autoridad, quien realmente decide nuestro destino? Es algo para reflexionar...

Tania Miranda - Brasil - 27/06/2026


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