AMAR É CUIDAR DO SER AMADO
AMAR É CUIDAR DO SER AMADO
Como alguém pode amar várias pessoas ao mesmo tempo, talvez você se pergunte. Bem, a nossa capacidade de amar é infinita. O problema não é amar. É confundir os vários tipos de amor que encontramos pela nossa frente. E como se dá o processo que nos faz nos apaixonar por alguém...
Antes de nada mais, esclareçamos um importante ponto nas relações sociais das quais fazemos questão de esquecer... a princípio, não nos encantamos com a pessoa em si, mas sim com aquilo que dela imaginamos. Na verdade, em um primeiro contato tanto podemos simpatizar com a pessoa como também podemos sentir asco, aversão por essa. Depende de como processamos essa primeira visão...
E por que isso? Bem, nós costumamos visualizar e imaginar alguém que ainda não conhecemos de fato. E, provavelmente, jamais viremos a conhecer realmente. Porque uma pessoa é mais que uma imagem, bonita ou não tão bonita assim. Ela é feita de camadas, várias máscaras que são usadas de ocasião em ocasião.
Você é uma legião concentrada em um único corpo. Há personalidades boas e não tão boas assim, depende da situação que está vivenciando no momento. Para algumas pessoas, você é um anjo que desceu na Terra. Para outras, é o próprio demônio que saiu das Profundezas para atazanar suas vidas...
Sim, somos seres complexos. Como a Esfinge, a todo momento lançamos o desafio aos incautos que cruzam nosso caminho... "decifra-me ou te devoro"... faz parte da natureza humana essa aura de mistério que encontramos em toda alma que caminha por esse plano. O problema é que, muitas vezes, não compreendemos as nuances das situações às quais somos expostos...
Você é homem, vê uma mulher que tem atributos que te encantam. De imediato, tenta aproximar-se dela. Você é uma mulher, em seu caminho cruza um homem que desperta sua curiosidade... você, de repente, deseja conhecê-lo. São encontros normais, que fazem parte da vida. O problema é como você processa cada um desses encontros...
Como eu disse, a primeira impressão que temos de qualquer pessoa que cruza nossa senda não é, de forma alguma, um retrato fiel desta. É a imagem que fizemos em nosso cérebro. E é essa imagem que usamos como referência, atribuindo a ela qualidades e defeitos que podem ou não ser confirmados. E é essa nossa avaliação que desperta em nosso íntimo desejo ou repulsa pela pessoa em questão...
Um ponto importante, que não podemos esquecer, é que muito da imagem que fazemos da pessoa que acabamos de conhecer tem mais a ver com aquilo que nos foi passado pela família desde nossa mais tenra infância, pois aos poucos fomos sendo convencidos que determinadas características eram ideais e outras, nem tanto. Claro que, se a pessoa que cruzou nosso caminho tiver um rosto bonito, metade daquilo que nos foi apresentado durante nossa vida será esquecido...
Vamos esclarecer uma coisa importante... o que define para o observador o que é belo e o que não é depende muito de seu julgamento pessoal. Sim, mesmo que não percebamos, estamos sempre julgando as pessoas ao nosso redor. Embora seja constrangedor admitir, cada contato que temos durante nossa jornada é catalogado e lhe é atribuída uma nota, positiva ou negativa. E é de acordo com essa nossa classificação que decidimos se vale ou não a pena investir nesse relacionamento...
Apesar de não admitirmos, em algumas ocasiões somos irracionais. Quando a paixão, o sentimento de posse, tem prevalência sobre o bom senso, deixamos de lado toda a civilidade. Por que você acha que algumas pessoas sentem-se donas das outras, não permitindo a essas nenhum tipo de rejeição ao... "carinho"... que lhes foi destinado? Bem, uma coisa temos que admitir... é amor. Deturpado, pois essa pessoa não consegue discernir a fantasia da realidade. E, sim, ela se torna perigosa para todas as pessoas que transitam ao seu redor... principalmente aquelas que são "agraciadas" com seu sentimento de posse...
Esse sentimento de posse pode acabar com violência. Porque, como eu disse, o agente causador desta acredita piamente que ama a outra pessoa. Ele não percebe que o que ama é uma imagem criada por sua memória. Ou seja, não é alguém que ele realmente ama, é simplesmente um objeto, como se fosse algo que, se não pode continuar em seu poder, melhor que seja destruído. É essa a visão dessa mente doentia.
E tudo porque? Por que essa pessoa simplesmente não sabe distinguir um sentimento real de uma simples quimera, criada por ele para satisfazê-lo. E infelizmente há muitas pessoas assim espalhadas em nosso mundo...
Podemos amar várias pessoas ao mesmo tempo. Aliás, como já dizia o Poeta, "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã"... mas amar não é ter sentimento de posse do ser amado. Pois esse não é um objeto descartável. É uma pessoa que tem sentimentos, sonhos... amar é desejar que o ser amado seja feliz, que consiga realizar seus projetos. Amar é desejar sempre o melhor para aquela pessoa que consideramos especial. Amar é proteger, nunca ferir. Pois o Amor jamais fere, ele acolhe e acalenta o ser amado. Pense nisso...
Tania Miranda - Brasil - 19/06/2026
========================================================== LOVE IS CARING FOR THE LOVED ONE
How can someone love several people at the same time, you might wonder? Well, our capacity to love is infinite. The problem isn't love itself. It's confusing the various types of love we encounter. And how does the process of falling in love with someone work...?
First of all, let's clarify an important point in social relationships that we tend to forget... initially, we are not charmed by the person themselves, but by what we imagine them to be. In fact, in a first contact we can either sympathize with the person or feel disgust, aversion towards them. It depends on how we process this first impression...
And why is that? Well, we tend to visualize and imagine someone we don't actually know yet. And, probably, we will never truly know them. Because a person is more than an image, beautiful or not so beautiful. They are made of layers, various masks that are used from occasion to occasion.
You are a legion concentrated in a single body. There are good personalities and not-so-good personalities, it depends on the situation you are experiencing at the moment. For some people, you are an angel who descended to Earth. For others, you are the devil himself who emerged from the Depths to torment their lives...
Yes, we are complex beings. Like the Sphinx, we constantly challenge the unwary who cross our path... "decipher me or I will devour you"... this aura of mystery that we find in every soul that walks this plane is part of human nature. The problem is that, often, we do not understand the nuances of the situations to which we are exposed...
You are a man, you see a woman who has attributes that enchant you. Immediately, you try to approach her. You are a woman, you cross paths with a man who awakens your curiosity... you suddenly want to meet him. These are normal encounters, part of life. The problem is how you process each of these encounters...
As I said, the first impression we have of anyone who crosses our path is by no means a true reflection of them. It's the image we've created in our brains. And it's this image that we use as a reference, attributing qualities and flaws to it that may or may not be confirmed. And it's this assessment that awakens in our hearts desire or repulsion for the person in question...
An important point, which we cannot forget, is that much of the image we form of the person we have just met has more to do with what has been passed down to us by our family since our earliest childhood, because little by little we have been convinced that certain characteristics are ideal and others, not so much. Of course, if the person who crossed our path has a beautiful face, half of what has been presented to us during our lives will be forgotten...
Let's clarify something important... what defines for the observer what is beautiful and what is not depends a lot on their personal judgment. Yes, even if we don't realize it, we are always judging the people around us. Although it's embarrassing to admit, every contact we have during our journey is cataloged and assigned a score, positive or negative. And it's according to this classification that we decide whether or not it's worth investing in that relationship...
Despite not admitting it, on some occasions we are irrational. When passion, the feeling of possession, prevails over common sense, we abandon all civility. Why do you think some people feel they own others, not allowing them any kind of rejection of the... "affection"... that has been given to them? Well, one thing we have to admit... it's love. Distorted, because this person cannot distinguish fantasy from reality. And, yes, they become dangerous to everyone around them... especially those who are "blessed" with their possessive feeling...
This possessive feeling can end in violence. Because, as I said, the perpetrator firmly believes they love the other person. They don't realize that what they love is an image created by their memory. In other words, it's not someone he truly loves; it's simply an object, as if it were something that, if it can't remain in his possession, is better destroyed. That's the vision of this sick mind.
And all because? Because this person simply doesn't know how to distinguish a real feeling from a mere chimera, created by him to satisfy himself. And unfortunately, there are many such people scattered throughout our world...
We can love several people at the same time. In fact, as the poet said, "it is necessary to love people as if there were no tomorrow"... but to love is not to have a feeling of possession over the loved one. Because that is not a disposable object. It is a person who has feelings, dreams... to love is to wish that the loved one is happy, that he achieves his projects. To love is to always wish the best for that person we consider special. To love is to protect, never to hurt. For love never hurts; it welcomes and cherishes the beloved. Think about it...
Tania Miranda - Brazil - June 19, 2026
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EL AMOR ES CUIDAR AL SER QUERIDO
¿Cómo se puede amar a varias personas a la vez?, te preguntarás. Pues bien, nuestra capacidad de amar es infinita. El problema no es el amor en sí, sino la confusión entre los distintos tipos de amor que encontramos. ¿Y cómo funciona el proceso de enamorarse...?
Antes que nada, aclaremos un punto importante en las relaciones sociales que solemos olvidar: al principio, no nos atrae la persona en sí, sino lo que imaginamos que es. De hecho, en un primer contacto podemos sentir simpatía o disgusto, aversión hacia ella. Depende de cómo procesemos esa primera impresión...
¿Y por qué? Porque solemos visualizar e imaginar a alguien que aún no conocemos. Y, probablemente, nunca llegaremos a conocerlo del todo. Porque una persona es más que una imagen, bella o no tan bella. Está formada por capas, diversas máscaras que se usan en cada ocasión.
Eres una legión concentrada en un solo cuerpo. Hay personalidades buenas y no tan buenas; depende de la situación que estés viviendo. Para algunos, eres un ángel descendido a la Tierra. Para otros, eres el mismísimo diablo que ha emergido de las profundidades para atormentar sus vidas...
Sí, somos seres complejos. Como la Esfinge, desafiamos constantemente a los incautos que se cruzan en nuestro camino: "Descifradme o os devoraré"... esta aura de misterio que encontramos en cada alma que transita este plano es parte de la naturaleza humana. El problema es que, a menudo, no comprendemos los matices de las situaciones a las que nos enfrentamos...
Eres un hombre y ves a una mujer con atributos que te encantan. Inmediatamente, intentas acercarte a ella. Eres una mujer y te cruzas con un hombre que despierta tu curiosidad... de repente quieres conocerlo. Son encuentros normales, parte de la vida. El problema radica en cómo procesamos cada uno de estos encuentros...
Como ya dije, la primera impresión que tenemos de alguien que se cruza en nuestro camino no es, ni mucho menos, un reflejo fiel de esa persona. Es la imagen que hemos creado en nuestra mente. Y es esta imagen la que usamos como referencia, atribuyéndole cualidades y defectos que pueden o no confirmarse. Y es esta valoración la que despierta en nuestro corazón deseo o repulsión hacia la persona en cuestión...
Un punto importante, que no podemos olvidar, es que gran parte de la imagen que nos formamos de la persona que acabamos de conocer tiene más que ver con lo que nos ha transmitido nuestra familia desde la infancia, porque poco a poco nos hemos convencido de que ciertas características son ideales y otras, no tanto. Claro que, si la persona que se cruza en nuestro camino tiene un rostro hermoso, la mitad de lo que nos han presentado a lo largo de nuestra vida quedará en el olvido...
Aclaremos algo importante: lo que define para el observador lo que es bello y lo que no lo es depende mucho de su juicio personal. Sí, aunque no nos demos cuenta, siempre estamos juzgando a quienes nos rodean. Aunque resulte incómodo admitirlo, cada contacto que tenemos en nuestra vida se cataloga y se le asigna una puntuación, positiva o negativa. Y es según esta clasificación que decidimos si vale la pena invertir en esa relación...
Aunque no lo admitamos, a veces somos irracionales. Cuando la pasión, el sentimiento de posesión, se impone al sentido común, abandonamos toda cortesía. ¿Por qué creen que algunas personas sienten que son dueñas de otras, sin permitirles ningún tipo de rechazo al "afecto" que se les ha brindado? Bueno, hay algo que debemos admitir: es amor. Un amor distorsionado, porque esta persona no puede distinguir la fantasía de la realidad. Y sí, se vuelven peligrosas para quienes las rodean... especialmente para aquellos que están "bendecidos" con su sentimiento posesivo...
Este sentimiento posesivo puede terminar en violencia. Porque, como dije, el agresor cree firmemente que ama a la otra persona. No se dan cuenta de que lo que aman es una imagen creada por su memoria. En otras palabras, no es alguien a quien aman de verdad; es simplemente un objeto, como si fuera algo que, si no puede permanecer en su poder, es mejor destruir. Esa es la visión de esta mente enferma.
¿Y todo por qué? Porque esta persona simplemente no sabe distinguir un sentimiento real de una mera quimera, creada por ella misma para satisfacerse. Y, por desgracia, hay muchas personas así repartidas por el mundo...
Podemos amar a varias personas a la vez. De hecho, como dijo el poeta, "es necesario amar a la gente como si no hubiera un mañana"... pero amar no es tener un sentimiento de posesión sobre el ser amado. Porque no es un objeto desechable. Es una persona que tiene sentimientos, sueños... Amar es desear que el ser amado sea feliz, que logre sus proyectos. Amar es desear siempre lo mejor para esa persona que consideramos especial. Amar es proteger, nunca herir. Porque el amor nunca duele; acoge y cuida al ser amado. Piénsalo...
Tania Miranda - Brasil - 19 de junio de 2026

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