INFERNO DE DANTE

 


INFERNO DE DANTE

Há um bom tempo temos um novo jogador na mesa... é a IA, ora tratada como vilã, ora tratada como uma aliada. Depende do ponto de vista do observador. Mas é algo que não podemos negar, está aí bem às nossa vista e já começa a afetar nosso dia a dia, algumas vezes de maneira positiva. Outras, nem tanto...

Costuma-se dizer que o avanço dessa tecnologia, nova para alguns, não tão nova para outros, veio para ajudar o ser humano. Pois ao delegarmos certas tarefas para essa ferramenta, sobraria mais tempo para que pudéssemos relaxar, aproveitar a vida. Bem, essa é a premissa, desde a primeira vez que se mencionou tal tecnologia.

O conceito de uma "Inteligência" criada pelo homem existe já a séculos. Tal e qual Prometeu, o sonho humano é equiparar-se aos deuses. E a muito luta para alcançar tal status. Algumas vezes consegue sucesso em suas investidas, outras, coleciona retumbantes fracassos.

O que diferencia uma "IA" da inteligência humana? Bem, o principal é, sem dúvida, o fato de ser um programa elaborado para simular nossa visão, sendo capaz de resolver determinados problemas para os quais tenha sido designado. Nossa ambição é, no futuro (que pode estar mais próximo de nós do que gostaríamos) criar máquinas que não só replicassem nossa forma de agir como também fossem capazes de aprender novas rotinas sem que fossem programadas para isso. Resumindo... um novo ser pensante caminhando sobre a terra...

Ainda não temos humanoides mecânicos caminhando em nosso meio, até onde sabemos. Mas há vários artefatos dotados de certo grau de "inteligência" para exercerem algumas tarefas que, a não muito tempo, eram executadas por seres humanos. A princípio estes "seres" seriam construídos para nos substituir em tarefas pesadas, perigosas. Mas existe algo contra o qual não podemos lutar, que se chama "evolução".

Se antes tais máquinas eram desenhadas para desempenhar tarefas que poderiam ferir e até mesmo causar danos irreversíveis no ser humano, aos poucos foram assumindo novas funções, causando com isso algo que não esperávamos... desemprego em massa, jogando um grande número de pessoas à marginalidade.

Já há décadas assistimos impassíveis o avanço tecnológico, cientes de que não há como parar tal situação. Mas... não há, mesmo? Afinal, quando tal processo se findar, o que restará para a raça humana?

Há muito somos avisados sobre as consequências de tal caminho escolhido. Artistas de várias épocas nos pintam quadros apocalípticos, mostrando que, em algum ponto, algo poderá dar terrivelmente errado. E quando tal momento chegar, pode não haver possibilidades de retornar ao início da jornada.

Uma coisa é certa. As benesses dessa tecnologia não irão, de forma alguma, beneficiar o grosso da humanidade. Porque está será, aos poucos, descartada. Apenas aqueles que chamamos de "elite" será agraciada, por algum tempo, das conquistas cibernéticas. Mas mesmo estas acabarão sucumbindo ao novo mundo que tão egoisticamente construíram. Porque chegará o momento em que o "homo sapiens" será suplantado pelo "homo cyberneticus", tão orgulhosamente criado para servi-lo...

Não sou contra a cibernética. Nem contra o progresso. O que me fez refletir essa manhã é... que tipo de mundo estamos deixando para as futuras gerações? Espero, sinceramente, que um mundo melhor que este no qual vivemos. Mas, a considerar nossa caminhada por esse plano, tudo que herdarão de nós será o Inferno de Dante...    

Tania Miranda -   Brasil  -   06/06/2026

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DANTE'S INFERNO


For quite some time now, we've had a new player at the table... it's AI, sometimes treated as a villain, sometimes as an ally. It depends on the observer's point of view. But it's something we can't deny; it's right there in front of us and is already beginning to affect our daily lives, sometimes positively, other times not so much...


It's often said that the advancement of this technology, new to some, not so new to others, has come to help humankind. Because by delegating certain tasks to this tool, we would have more time to relax and enjoy life. Well, that's the premise, since the first time this technology was mentioned.


The concept of a man-made "Intelligence" has existed for centuries. Just like Prometheus, the human dream is to equal the gods. And there is much struggle to achieve this status. Sometimes it succeeds in its endeavors, other times it collects resounding failures.


What differentiates an "AI" from human intelligence? Well, the main point is undoubtedly the fact that it's a program designed to simulate our vision, capable of solving specific problems for which it was designed. Our ambition is, in the future (which may be closer than we'd like), to create machines that not only replicate our way of acting but are also capable of learning new routines without being programmed to do so. In short... a new thinking being walking on Earth...


We don't yet have mechanical humanoids walking among us, as far as we know. But there are several artifacts endowed with a certain degree of "intelligence" to perform some tasks that, not long ago, were performed by human beings. Initially, these "beings" would be built to replace us in heavy, dangerous tasks. But there is something we cannot fight against, which is called "evolution."


Previously, such machines were designed to perform tasks that could injure and even cause irreversible damage to humans. Gradually, they have taken on new functions, causing something unexpected... mass unemployment, pushing a large number of people into marginalization.


For decades we have watched the technological advance impassively, aware that there is no way to stop this situation. But... is there really no way? After all, when this process ends, what will remain for the human race?


We have long been warned about the consequences of this chosen path. Artists from various eras paint apocalyptic pictures, showing that, at some point, something could go terribly wrong. And when that moment arrives, there may be no possibility of returning to the beginning of the journey.


One thing is certain. The benefits of this technology will in no way benefit the majority of humanity. Because it will gradually be discarded. Only those we call the "elite" will be graced, for a time, with the cybernetic achievements. But even these will eventually succumb to the new world they so selfishly built. Because the moment will come when "homo sapiens" will be supplanted by "homo cyberneticus," so proudly created to serve it...


I am not against cybernetics. Nor against progress. What made me reflect this morning is... what kind of world are we leaving for future generations? I sincerely hope for a better world than the one we live in. But, considering our journey through this plane, all they will inherit from us will be Dante's Inferno...


Tania Miranda - Brazil - 06/06/2026

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EL INFIERNO DE DANTE


Desde hace tiempo, tenemos un nuevo protagonista: la IA, a veces considerada villana, a veces aliada. Depende del punto de vista. Pero es innegable; está ahí, frente a nosotros, y ya empieza a influir en nuestra vida cotidiana, a veces positivamente, otras no tanto…


Se suele decir que el avance de esta tecnología, novedosa para algunos, no tanto para otros, ha venido a ayudar a la humanidad. Porque al delegar ciertas tareas a esta herramienta, tendríamos más tiempo para relajarnos y disfrutar de la vida. Bueno, esa es la premisa desde que se mencionó por primera vez esta tecnología.


El concepto de una "inteligencia" artificial existe desde hace siglos. Al igual que Prometeo, el sueño humano es igualar a los dioses. Y se lucha mucho por alcanzar este estatus. A veces se logran los objetivos, otras veces se cosechan fracasos estrepitosos.


¿Qué diferencia a una IA de la inteligencia humana? Sin duda, la principal diferencia radica en que se trata de un programa diseñado para simular nuestra visión, capaz de resolver problemas específicos para los que fue creado. Nuestra ambición es, en el futuro (que quizás esté más cerca de lo que quisiéramos), crear máquinas que no solo repliquen nuestra forma de actuar, sino que también sean capaces de aprender nuevas rutinas sin necesidad de programación. En resumen… un nuevo ser pensante caminando sobre la Tierra…


Hasta donde sabemos, aún no tenemos humanoides mecánicos entre nosotros. Sin embargo, existen varios dispositivos dotados de cierto grado de «inteligencia» para realizar algunas tareas que, hasta hace poco, realizaban los seres humanos. Inicialmente, estos «seres» se construirían para reemplazarnos en tareas pesadas y peligrosas. Pero hay algo contra lo que no podemos luchar: la «evolución».


Anteriormente, estas máquinas se diseñaban para realizar tareas que podían herir e incluso causar daños irreversibles a los humanos. Gradualmente, han asumido nuevas funciones, provocando algo inesperado: desempleo masivo, que ha marginado a un gran número de personas.


Durante décadas hemos observado el avance tecnológico con indiferencia, conscientes de que no hay forma de detener esta situación. Pero... ¿realmente no hay forma? Al fin y al cabo, cuando este proceso termine, ¿qué le quedará a la humanidad?


Desde hace tiempo se nos advierte sobre las consecuencias de este camino elegido. Artistas de diversas épocas pintan cuadros apocalípticos, mostrando que, en algún momento, algo podría salir terriblemente mal. Y cuando llegue ese momento, tal vez no haya posibilidad de volver al principio del viaje.


Una cosa es segura: los beneficios de esta tecnología no beneficiarán en absoluto a la mayoría de la humanidad. Porque se irá descartando gradualmente. Solo aquellos a quienes llamamos la "élite" disfrutarán, durante un tiempo, de los logros cibernéticos. Pero incluso ellos acabarán sucumbiendo al nuevo mundo que tan egoístamente construyeron. Porque llegará el momento en que el "homo sapiens" será suplantado por el "homo cyberneticus", tan orgullosamente creado para servirle...


No estoy en contra de la cibernética. Ni del progreso. Lo que me hizo reflexionar esta mañana es... ¿qué clase de mundo les estamos dejando a las futuras generaciones? Sinceramente, espero un mundo mejor que el que vivimos. Pero, considerando nuestro recorrido por este plano, lo único que heredarán de nosotros será el Infierno de Dante...


Tania Miranda - Brasil - 06/06/2026

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