INCONGRUÊNCIAS
INCONGRUÊNCIAS
Embora estejamos todos em um mesmo plano, vivemos realidades diferentes. Por mais próximos que sejamos uns dos outros, nada além de algumas convergências unem as pessoas. Em sua maioria, as linhas de pensamento são tão divergentes que ficamos surpresos por haver um elo de ligação entre elas.
As diferenças, muitas vezes, são gritantes. Ainda assim, graças ao instinto de sobrevivência, as pessoas se unem em volta de um objetivo comum. E procuram, na medida do possível, interagir de forma que todos fiquem satisfeitos com o rumo que sua vida toma.
Cada pessoa tem seu próprio sonho, seus desejos. Que, por motivos vários, não vivencia da maneira que gostaria. Porque os conceitos e preconceitos arraigados em sua alma simplesmente não lhe permite tal ação.
Sim, querer nem sempre é poder. Muitas vezes, devido a convenções sociais, boa parte dos projetos pessoais deve ser esquecidos. Em nome da boa convivência. Em nome de uma reputação a zelar.
Algumas vezes você se projeta nas ações de outra pessoa. Porque ela vivencia exatamente aquilo que você gostaria de experimentar. Não por outro motivo reverenciamos pessoas que endeusamos, devido à sua maneira de viver.
É claro que na maioria das vezes tais percepções não conseguem captar a vida real da pessoa em questão. Porque o que visualizamos é a personagem, não o ser humano que serve de base para esta. Porque aquele sujeito em questão é apenas um cabide, não é quem realmente admiramos... não há de nossa parte nenhum interesse real por este, apenas pela imagem que dele fizemos.
Não precisa ser uma celebridade para chamar nossa atenção. Basta que aparentemente viva a vida que sonhamos. Sim. Olhamos apenas a superfície. E se essa nos parece agradável, é o que nos basta.
Se olhar para os lados, verá mil situações que confirmam essas minhas palavras. Pode até não admitir em voz alta, mas a maioria das pessoas que te cercam te atraem porque, em maior ou menor grau, vivenciam aquilo que você deseja, mas que simplesmente não pode fazer.
Temos mil e uma travas que nos impedem de sermos realmente capazes de usar o livre arbítrio. Porque muito daquilo que desejamos pode não ser benéfico para o grupo como um todo. E nesse caldo de ideias tão conflitantes, o grupo é sempre a prioridade, porque ele é que mantém certa ordem no caos.
Certo, nem sempre o grupo segue uma linha condizente com nossas convicções. Mas, como já diz o ditado, "a maioria ganha". Mesmo que essa "maioria" se refira a meia dúzia de pensantes que tem o controle da massa. Pois no final, somos isso. Massa de manobra.
Quando nosso pensamento diverge do consenso da maioria, somos instados a repensar nossas ações. Porque, como já disse, o indivíduo não importa. O que conta no final é o bem estar do grupo como um todo... pelo menos, deveria ser assim.
No final, apesar de cada pessoa viver sua própria realidade, esta é obrigada a interagir com outras. Porque "uma andorinha só não faz verão". Necessitamos da ajuda de nossos semelhantes, pois somente assim conseguimos seguir rumo ao nosso objetivo. Que nem sempre corresponde ao das pessoas ao nosso lado. Mas assim é a vida. Um passo por vez, em direção à Luz do Sol. Que deveria ser para todos. Mas nem sempre o é...
Tania Miranda - Brasil - 03/06/2026
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INCONSISTENCIAS
Aunque todos estamos en el mismo plano, vivimos realidades diferentes. Por muy cercanos que estemos, solo unas pocas convergencias nos unen. En general, las líneas de pensamiento son tan divergentes que nos sorprende que exista algún vínculo entre ellas.
Las diferencias suelen ser evidentes. Sin embargo, gracias al instinto de supervivencia, las personas se unen en torno a un objetivo común. Y buscan, en la medida de lo posible, interactuar de forma que todos estén satisfechos con el rumbo que toma su vida.
Cada persona tiene sus propios sueños, sus propios deseos. Que, por diversas razones, no experimentan como quisieran. Porque los conceptos y prejuicios arraigados en su alma simplemente no se lo permiten.
Sí, querer no siempre es poder. A menudo, debido a las convenciones sociales, gran parte de los proyectos personales deben ser olvidados. En nombre de la buena convivencia. En nombre de una reputación que mantener.
A veces, uno se proyecta en las acciones de otra persona. Porque ella experimenta exactamente lo que a ti te gustaría experimentar. No en vano veneramos a las personas que idolatramos, por su estilo de vida.
Claro que, la mayoría de las veces, estas percepciones no logran captar la vida real de la persona en cuestión. Porque lo que visualizamos es la imagen, no el ser humano que la sustenta. Porque esa persona es solo una fachada, no a quien realmente admiramos... no tenemos un interés real en ella, solo en la imagen que nos hemos formado de ella.
No hace falta ser famoso para llamar nuestra atención. Basta con que aparentemente vivan la vida con la que soñamos. Sí. Solo nos fijamos en la superficie. Y si eso nos resulta agradable, es suficiente.
Si miras a tu alrededor, verás miles de situaciones que confirman estas palabras. Quizás no lo admitas en voz alta, pero la mayoría de las personas que te rodean te atraen porque, en mayor o menor medida, experimentan lo que deseas pero que simplemente no puedes.
Tenemos mil y una inhibiciones que nos impiden ejercer plenamente nuestro libre albedrío. Porque gran parte de lo que deseamos puede no ser beneficioso para el grupo en su conjunto. Y en este crisol de ideas contradictorias, el grupo siempre es la prioridad, porque es lo que mantiene cierto orden en el caos.
De acuerdo, el grupo no siempre sigue una línea coherente con nuestras convicciones. Pero, como dice el refrán, "la mayoría gana". Incluso si esa "mayoría" se refiere a un puñado de pensadores que controlan a las masas. Porque, al final, eso es lo que somos: una masa manipulable.
Cuando nuestro pensamiento diverge del consenso mayoritario, se nos insta a reconsiderar nuestras acciones. Porque, como ya he dicho, el individuo no importa. Lo que cuenta al final es el bienestar del grupo en su conjunto... o al menos, debería ser así.
Al final, aunque cada persona vive su propia realidad, está obligada a interactuar con los demás. Porque "una golondrina no hace verano". Necesitamos la ayuda de nuestros semejantes, porque solo así podremos avanzar hacia nuestra meta. Que no siempre coincide con la de quienes nos rodean. Pero así es la vida. Un paso a la vez, hacia la luz del sol. Que debería ser para todos. Pero no siempre lo es...
Tania Miranda - Brasil - 03/06/2026
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INCONSISTENCIES
Although we are all on the same plane, we live different realities. No matter how close we are to each other, nothing but a few convergences unites people. For the most part, lines of thought are so divergent that we are surprised that there is a link between them.
The differences are often glaring. Yet, thanks to the instinct for survival, people unite around a common goal. And they seek, as far as possible, to interact in a way that everyone is satisfied with the direction their life takes.
Each person has their own dream, their own desires. Which, for various reasons, they don't experience in the way they would like. Because the concepts and prejudices ingrained in their soul simply do not allow them such action.
Yes, wanting is not always being able. Often, due to social conventions, a good part of personal projects must be forgotten. In the name of good coexistence. In the name of a reputation to uphold.
Sometimes you project yourself onto the actions of another person. Because she experiences exactly what you would like to experience. It's not for nothing that we revere people we idolize, due to their way of life.
Of course, most of the time such perceptions fail to capture the real life of the person in question. Because what we visualize is the persona, not the human being who forms the basis of it. Because that person in question is just a facade, not who we truly admire... we have no real interest in them, only in the image we have formed of them.
You don't need to be a celebrity to attract our attention. It's enough that they seemingly live the life we dream of. Yes. We only look at the surface. And if that seems pleasant to us, that's enough.
If you look around, you'll see a thousand situations that confirm these words. You may not admit it aloud, but most of the people around you attract you because, to a greater or lesser degree, they experience what you desire but simply cannot do.
We have a thousand and one inhibitions that prevent us from truly being able to use our free will. Because much of what we desire may not be beneficial to the group as a whole. And in this cauldron of conflicting ideas, the group is always the priority, because it is what maintains a certain order in the chaos.
Okay, the group doesn't always follow a line consistent with our convictions. But, as the saying goes, "the majority wins." Even if that "majority" refers to a handful of thinkers who control the masses. Because in the end, that's what we are. A mass to be manipulated.
When our thinking diverges from the majority consensus, we are urged to rethink our actions. Because, as I've already said, the individual doesn't matter. What counts in the end is the well-being of the group as a whole... at least, it should be that way.
In the end, although each person lives their own reality, they are obliged to interact with others. Because "one swallow does not make a summer." We need the help of our fellow human beings, because only in this way can we move towards our goal. Which doesn't always correspond to that of the people around us. But that's life. One step at a time, towards the sunlight. Which should be for everyone. But it isn't always...
Tania Miranda - Brazil - 03/06/2026

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