MARTE E SEUS FILHOS CAMINHAM ENTRE NÓS


MARTE E SEUS FILHOS CAMINHAM ENTRE NÓS 

De tempos em tempos a Era da Intolerância toma conta de nosso plano. É como se fosse um expurgo programado por motivos vários. Mais ou menos como quando os lavradores tocam fogo em suas lavouras ou grandes incêndios tomam conta de florestas, destruindo tudo à sua volta. Destruição para renascimento, e isso desde os primórdios de nossa aventura na Terra.

A cada século que passamos temos um período de turbulência e depois uma calmaria relativa. Digo relativa porque, mesmo que os conflitos não tomem  grandes proporções, continuam pontuais. Em nenhum momento da história humana vivemos um dia sequer sem que não houvesse querelas entre povos.

É como depois de um grande incêndio, onde temos que ficar atentos para abafar pequenos focos, sob o risco destes crescerem e o ciclo reiniciar. É mais complicado apagar todos os focos de incêndio que combater o imenso fogaréu.

Após vivermos um período relativo de paz... relativo porque sempre teremos querelantes e querelados... os sinais de que "há algo de podre no Reino da Dinamarca" começam a explodir em nossa cara. Mas, para nossa paz de espírito, tentamos não visualizar tal ameaça...

Claro que sempre haverá cobiça, inveja e ódio imperando sobre os grupos sociais. Aliás, os "grandes líderes" fomentam a cizânia, pois quando nomeamos um inimigo é mais fácil controlar a massa, pois temos um rosto, um corpo e nome para odiarmos.

Vários grupos, com diferentes orientações, compõe o Universo Social do qual fazemos parte. A principio os "líderes" escolherão um ou outro "boi de piranha"... geralmente o grupo mais fraco, para sacrificarem em nome de uma suposta Ordem, cujos beneficiários serão eles mesmos. Dificilmente lutarão em nome de seus seguidores. Estes comprarão a ideia e seguirão cegamente seus líderes. Para estes, os mesmo foram ungidos por uma Entidade Superior e são detentores da Verdade Absoluta.

É quando direitos adquiridos a duras penas são pisoteados pela massa, pois estes foram classificados pelos cabeças como algo inadmissível. Não que seja realmente, mas como eu disse, há a necessidade de se criar um inimigo visível. E quanto mais alto este protestar contra as injustiças que sofrerá, mais a turba será insuflada a atacá-lo.

O mais triste é que, até o momento em questão, todos viviam em relativa paz. Mas o desejo de alguém de conquistar louros de uma vitória sem sentido contra um inimigo inexistente empurra as pessoas umas contra as outras. E, inexplicavelmente, o desejo de aniquilar o grupo rival toma conta das pessoas.

Se pensarmos que as guerras, tanto de uma nação contra outra quanto de um grupo social contra outro, são causadas por motivos fúteis ficamos nos perguntando porque tal acontece. Afinal, até o momento da deflagração das contendas em si, ambos os lados conviviam pacificamente. Tudo bem, podiam até ter opiniões conflitantes, mas nada que justificasse o desejo de se exterminarem...

Estamos chegando próximo da terceira década deste século. É quando, normalmente, há grandes conflitos nesse nosso plano. Já há vários em andamento, mas ainda em pequenas proporções. Continuamos a manter nossa cabeça escondida, como os avestruzes. É como se, ao nos recusar a abrir os olhos, os conflitos não existissem. Mas existem. E podem, de um momento para o outro, tomar dimensões tais que podem colocar em risco toda nossa Sociedade.

Oxalá este seja um século diferente dos anteriores. E que os pequenos focos de incêndio possam ser extintos e que consigamos seguir em frente vivendo em paz uns com os outros. Que a maioria respeite os direitos da minoria. Que muitas vezes é, em números, superior à maioria dominante. Quando deixamos de respeitar nosso próximo estamos mais perto da barbárie. E isso nunca termina bem...

Não esqueçamos jamais que nosso direito termina quando negamos esse mesmo direito ao nosso semelhante. E nossa liberdade depende da daqueles que nos cercam. Pois estamos todos em um mesmo barco. Se todos remarem na mesma direção, chegaremos a um Porto Seguro, onde poderemos desfrutar da Paz tão desejada. Se, ao contrário, dermos ouvidos a "líderes" que apenas almejam dominar a tudo e a todos... nosso destino com certeza será o Inferno em Vida...

Tania Miranda -    Brasil    -    07/06/2026

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MARTE Y SUS HIJOS CAMINAN ENTRE NOSOTROS

De vez en cuando, la Era de la Intolerancia se apodera de nuestro plano. Es como una purga programada por diversas razones. Algo parecido a cuando los agricultores queman sus cosechas o cuando grandes incendios arrasan los bosques, destruyendo todo a su paso. Destrucción para renacer, y así ha sido desde los albores de nuestra aventura en la Tierra.


Con cada siglo que pasa, experimentamos un período de turbulencia seguido de una relativa calma. Digo relativa porque, aunque los conflictos no alcancen grandes proporciones, siguen siendo esporádicos. En ningún momento de la historia de la humanidad hemos vivido un solo día sin disputas entre pueblos.


Es como después de un gran incendio, donde debemos estar atentos para sofocar los pequeños focos, con el riesgo de que se propaguen y el ciclo se reinicie. Es más complicado extinguir todos los incendios que combatir el inmenso fuego.


Tras un periodo de relativa paz… relativa porque siempre habrá quienes se quejen y quienes sean objeto de quejas… las señales de que «algo anda mal en Dinamarca» empiezan a estallar ante nuestros ojos. Pero, para nuestra tranquilidad, intentamos no visualizar tal amenaza…


Por supuesto, siempre existirán la codicia, la envidia y el odio que prevalecerán en los grupos sociales. De hecho, los «grandes líderes» fomentan la discordia, porque al nombrar a un enemigo es más fácil controlar a las masas, ya que tenemos un rostro, un cuerpo y un nombre a los que odiar.


Diversos grupos, con diferentes orientaciones, conforman el universo social del que formamos parte. Inicialmente, los «líderes» elegirán a uno u otro «chivo expiatorio»… normalmente al grupo más débil, para sacrificarlo en nombre de un supuesto Orden, cuyos beneficiarios serán ellos mismos. Rara vez lucharán en nombre de sus seguidores. Estos se creerán la idea y seguirán ciegamente a sus líderes. Para ellos, estos líderes han sido ungidos por una Entidad Superior y son poseedores de la Verdad Absoluta.


Es entonces cuando los derechos conquistados con tanto esfuerzo son pisoteados por las masas, porque los líderes los consideran inaceptables. No es que realmente lo sean, pero, como dije, existe la necesidad de crear un enemigo visible. Y cuanto más fuerte proteste este enemigo contra las injusticias que sufre, más se incitará a la multitud a atacarlo.


Lo más triste es que, hasta ese momento, todos vivían en relativa paz. Pero el deseo de alguien de cosechar los laureles de una victoria sin sentido contra un enemigo inexistente enfrenta a las personas entre sí. E, inexplicablemente, el deseo de aniquilar al grupo rival se apodera de la gente.


Si consideramos que las guerras, ya sean entre naciones o entre grupos sociales, son causadas por motivos frívolos, nos preguntamos por qué sucede esto. Después de todo, hasta el momento en que estallan los conflictos, ambas partes coexistieron pacíficamente. De acuerdo, podían tener opiniones divergentes, pero nada que justificara el deseo de exterminarse mutuamente...


Nos acercamos a la tercera década de este siglo. Es entonces cuando, normalmente, se producen grandes conflictos en este plano de existencia. Varios ya están en marcha, pero aún a pequeña escala. Seguimos con la cabeza escondida, como avestruces. Es como si, al negarnos a abrir los ojos, los conflictos no existieran. Pero existen. Y pueden, de un momento a otro, adquirir tales dimensiones que pongan en peligro a toda nuestra sociedad.


Ojalá este sea un siglo diferente a los anteriores. Y que se extingan los pequeños fuegos y podamos avanzar viviendo en paz. Que la mayoría respete los derechos de la minoría, que a menudo, en número, es superior a la mayoría dominante. Cuando dejamos de respetar a nuestro prójimo, nos acercamos a la barbarie. Y eso nunca termina bien…


Nunca olvidemos que nuestro derecho se acaba cuando se lo negamos a nuestro prójimo. Y nuestra libertad depende de la de quienes nos rodean. Porque todos estamos en el mismo barco. Si todos remamos en la misma dirección, llegaremos a un puerto seguro donde podremos disfrutar de la paz que tanto anhelamos. Si, por el contrario, escuchamos a "líderes" que solo aspiran a dominarlo todo y a todos… nuestro destino será, sin duda, un infierno en la Tierra…


Tania Miranda - Brasil - 07/06/2026

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MARS AND ITS CHILDREN WALK AMONG US

From time to time, the Age of Intolerance takes over our plane. It's like a programmed purge for various reasons. More or less like when farmers set fire to their crops or large fires take over forests, destroying everything around them. Destruction for rebirth, and this has been the case since the dawn of our adventure on Earth.


With each passing century, we have a period of turbulence followed by a relative calm. I say relative because, even if the conflicts don't reach large proportions, they remain sporadic. At no point in human history have we lived a single day without quarrels between peoples.


It's like after a large fire, where we have to be vigilant to smother small outbreaks, at the risk of them growing and the cycle restarting. It's more complicated to extinguish all the fires than to fight the immense blaze.


After living through a period of relative peace... relative because we will always have those who complain and those who are being complained about... the signs that "something is rotten in the state of Denmark" are beginning to explode in our faces. But, for our peace of mind, we try not to visualize such a threat...


Of course, there will always be greed, envy, and hatred prevailing over social groups. In fact, "great leaders" foment discord, because when we name an enemy it is easier to control the masses, since we have a face, a body, and a name to hate.


Various groups, with different orientations, make up the social universe of which we are a part. Initially, the "leaders" will choose one or another "scapegoat"... usually the weakest group, to sacrifice in the name of a supposed Order, whose beneficiaries will be themselves. They will rarely fight in the name of their followers. These will buy into the idea and blindly follow their leaders. For them, these leaders have been anointed by a Superior Entity and are holders of the Absolute Truth.


This is when hard-won rights are trampled by the masses, because these rights have been deemed unacceptable by the leaders. Not that they truly are, but as I said, there's a need to create a visible enemy. And the louder this enemy protests against the injustices they suffer, the more the mob will be incited to attack them.


The saddest part is that, up until that moment, everyone lived in relative peace. But someone's desire to reap the laurels of a senseless victory against a non-existent enemy pushes people against each other. And, inexplicably, the desire to annihilate the rival group takes hold of people.


If we consider that wars, whether between one nation and another or between one social group and another, are caused by frivolous motives, we wonder why this happens. After all, until the moment the conflicts themselves break out, both sides coexisted peacefully. Okay, they might have conflicting opinions, but nothing that justified the desire to exterminate each other...


We are approaching the third decade of this century. This is when, normally, there are major conflicts on this plane of existence. Several are already underway, but still on a small scale. We continue to keep our heads hidden, like ostriches. It's as if, by refusing to open our eyes, the conflicts don't exist. But they do. And they can, from one moment to the next, take on such dimensions that they can endanger our entire society.


May this be a different century from the previous ones. And may the small fires be extinguished and may we be able to move forward living in peace with one another. May the majority respect the rights of the minority. Which is often, in numbers, superior to the dominant majority. When we cease to respect our neighbor, we are closer to barbarism. And that never ends well...


Let us never forget that our right ends when we deny that same right to our fellow human being. And our freedom depends on that of those around us. For we are all in the same boat. If everyone rows in the same direction, we will reach a safe harbor where we can enjoy the peace we so desire. If, on the contrary, we listen to "leaders" who only aspire to dominate everything and everyone... our destiny will surely be Hell on Earth...


Tania Miranda - Brazil - 07/06/2026

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