NÃO SE FAZ UMA OMELETE SEM QUEBRAR OS OVOS


NÃO SE FAZ UMA OMELETE SEM QUEBRAR OS OVOS 

Vivemos tempos difíceis. A violência domina nosso dia a dia. E, logicamente, desejamos uma solução imediata para o problema. Alguém tem que tomar alguma providência, não é mesmo? Cadê os nossos representantes, que não apresentam uma solução que satisfaça a todos?

Eu me lembro de minha infância e de minha adolescência, quando podíamos andar  pelas ruas até altas horas da noite e nenhum perigo corríamos. Havia segurança. Havia respeito. Então, de repente, sem mais nem menos, tudo acabou por despencar. As ruas não eram mais seguras. O que aconteceu, que virou tudo de cabeça para baixo? 

Bem, nada acontece por acaso. Já disse alguém, certa vez, que "não se faz uma fritada sem quebrar os ovos". E o que isso significa, realmente? Antes de nada mais, uma coisa simples, mas que acabamos por não perceber... não dá para corrigir uma coisa errada sem lançar mão de meios duros, às vezes.

Por mais que queiramos crucificar os Agentes da Lei, acusando-os de violentos, não dá para manter a ordem simplesmente com sua presença. Presença sem ação nada significa. Pois, ao perceber que esse Agente não pode tomar nenhuma atitude  mais drástica contra um transgressor, este deixará de temê-lo, pois sabe que se sofrer algum tipo de represália quem terá que se explicar é o Agente. O infrator ainda sairá como vítima da situação. 

Claro, há casos e casos. Mas o Agente da Lei é como um bombeiro, tentando apagar o fogo com um balde de água que alguém alimenta constantemente com gasolina. Não tem como dar certo.

Discute-se muito na Sociedade ideias como "redução da maioridade penal", como se responsabilizarmos as pessoas cada vez mais jovens por seus atos resolvesse o problema. Não resolve. Porque este é um problema de estrutura familiar. Porque quando você é criada como se não houvesse limites, onde as regras não são claras, bem... o Caos impera.

O que as pessoas se esquecem com facilidade é que a Primeira Lei que obedecemos é a da sobrevivência. Não importa o que precisamos fazer, tudo será em nome de nossa própria subsistência. Uma criança abandonada por seus genitores fará de tudo para sobreviver. Não existe bússola moral que a conduza por um caminho mais... limpo, digamos assim. Ela precisa do mínimo do mínimo para manter-se ativa.

Quando falo "abandonada", não significa que esta mora nas ruas. Que é uma "sem teto". Muitas vezes o abandono ocorre no seio do lar. Pais e mães atribulados, deixando a atenção para seus rebentos como a ultima de suas preocupações. E é quando outros começam a "cuidar" dos pequenos, seduzindo-os com aquilo que sua família não oferece... um simulacro de "Amor"...

Toda família tem seus problemas. Seja ela "convencional" ou não. Algumas vezes as dificuldades enfrentadas pelos adultos acaba por atrapalhar sua relação com os pequenos. E é aí que tudo começa a desandar. Porque a criança precisa de um modelo para seguir. E simplesmente não tem nenhum próximo a ela.

Infelizmente a raiz de todo problema social que enfrentamos se inicia onde menos esperamos. No seio familiar. Quando não ensinamos respeito e outros conceitos básicos para os pequenos sob nossa responsabilidade, estamos fomentando o crescimento da violência em nosso meio. Por mais que não queiramos ver isso.

Não há como resolver tal situação da noite para o dia. Pois é necessário uma reforma de base. O problema é como fazer tal reforma. Afinal, se dosarmos o remédio além da conta, podemos terminar em um mundo semelhante ao do "Conto da Aia", onde não só não se resolve o problema em questão, como se cria um novo, muito mais pesado...

E aí está o paradoxo de nossos dias... para vivermos a Paz tão desejada o caminho parece ser a aplicação de Violência por algum tempo, onde se restituiria o conceito de Respeito aos Agentes da Lei. E nessa ação, um sem número de inocentes acabaria por sofrer as consequências por atos dos quais não participaram. Mas, como já disse acima, "para fazer uma omelete temos que quebrar os ovos"...

Tania Miranda  -   11/06/2026  -   Brasil

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YOU CAN'T MAKE AN OMELETTE WITHOUT BREAKING EGGS


We live in difficult times. Violence dominates our daily lives. And, logically, we want an immediate solution to the problem. Someone has to do something, right? Where are our representatives, who don't present a solution that satisfies everyone?


I remember my childhood and adolescence, when we could walk the streets until late at night and we were in no danger. There was safety. There was respect. Then, suddenly, without warning, everything collapsed. The streets were no longer safe. What happened that turned everything upside down?


Well, nothing happens by chance. Someone once said, "You can't make a omelette without breaking eggs." And what does that really mean? First of all, something simple, but that we end up not realizing... you can't correct something wrong without resorting to harsh means, sometimes.


As much as we might want to crucify law enforcement officers, accusing them of violence, it's impossible to maintain order simply with their presence. Presence without action means nothing. Because, when an officer realizes they can't take any drastic action against a transgressor, the transgressor will cease to fear them, knowing that if they suffer any kind of reprisal, it will be the officer who has to explain themselves. The offender will still emerge as the victim of the situation.


Of course, there are exceptions. But a law enforcement officer is like a firefighter trying to put out a fire with a bucket of water that someone is constantly feeding with gasoline. It's impossible for that to work.


There's a lot of discussion in society about ideas like "lowering the age of criminal responsibility," as if holding increasingly younger people accountable for their actions would solve the problem. It doesn't. Because this is a problem of family structure. Because when you're raised as if there are no limits, where the rules aren't clear, well... chaos reigns.


What people easily forget is that the First Law we obey is that of survival. No matter what we need to do, everything will be in the name of our own subsistence. A child abandoned by their parents will do anything to survive. There is no moral compass to guide them down a cleaner path, so to speak. They need the bare minimum to stay active.


When I say "abandoned," I don't mean they live on the streets. That they are "homeless." Often, abandonment occurs within the home. Troubled parents, leaving their children's attention as the last of their concerns. And that's when others begin to "take care" of the little ones, seducing them with what their family doesn't offer... a simulacrum of "Love"...


Every family has its problems. Whether "conventional" or not. Sometimes the difficulties faced by adults end up hindering their relationship with the children. And that's when everything starts to go wrong. Because the child needs a role model to follow. And there simply isn't one near her.


Unfortunately, the root of every social problem we face begins where we least expect it: within the family. When we don't teach respect and other basic concepts to the children under our care, we are fostering the growth of violence in our midst, even if we don't want to see it.


There's no way to solve this situation overnight. A fundamental reform is necessary. The problem is how to implement such a reform. After all, if we overdo the remedy, we could end up in a world similar to "The Handmaid's Tale," where not only is the problem not solved, but a new, much heavier one is created...


And there lies the paradox of our times... to achieve the much-desired peace, the path seems to be the application of violence for a time, where the concept of respect for law enforcement officers would be restored. And in this action, countless innocent people would end up suffering the consequences of acts in which they did not participate. But, as I said above, "to make an omelet you have to break eggs"...


Tania Miranda - 11/06/2026 - Brazil

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NO SE PUEDE HACER UNA TORTILLA SIN ROMPER HUEVOS


Vivimos tiempos difíciles. La violencia domina nuestra vida cotidiana. Y, lógicamente, queremos una solución inmediata al problema. Alguien tiene que hacer algo, ¿no? ¿Dónde están nuestros representantes, que no presentan una solución que satisfaga a todos?


Recuerdo mi infancia y adolescencia, cuando podíamos caminar por las calles hasta altas horas de la noche sin peligro. Había seguridad. Había respeto. De repente, sin previo aviso, todo se derrumbó. Las calles dejaron de ser seguras. ¿Qué sucedió para que todo cambiara tan drásticamente?


Bueno, nada sucede por casualidad. Alguien dijo una vez: "No se puede hacer una tortilla sin romper huevos". ¿Y qué significa eso realmente? En primer lugar, algo simple, pero que terminamos sin comprender... a veces, no se puede corregir un error sin recurrir a medidas drásticas.


Por mucho que queramos crucificar a los agentes de la ley, acusándolos de violencia, es imposible mantener el orden simplemente con su presencia. La presencia sin acción no significa nada. Porque, cuando un agente se da cuenta de que no puede tomar medidas drásticas contra un infractor, este dejará de temerle, sabiendo que si sufre represalias, será el agente quien tenga que dar explicaciones. El infractor seguirá siendo la víctima de la situación.


Claro que hay excepciones. Pero un agente de la ley es como un bombero intentando apagar un incendio con un cubo de agua que alguien alimenta constantemente con gasolina. Es imposible que funcione.


Se habla mucho en la sociedad sobre ideas como «reducir la edad de responsabilidad penal», como si responsabilizar a personas cada vez más jóvenes por sus actos fuera a solucionar el problema. No lo hace. Porque este es un problema de estructura familiar. Porque cuando uno se cría sin límites, donde las reglas no están claras, bueno... reina el caos.


Lo que la gente olvida fácilmente es que la primera ley que obedecemos es la de la supervivencia. Sin importar lo que tengamos que hacer, todo será en nombre de nuestra propia subsistencia. Un niño abandonado por sus padres hará cualquier cosa para sobrevivir. No hay una brújula moral que lo guíe por un camino mejor, por así decirlo. Necesita lo mínimo indispensable para mantenerse activo.


Cuando digo "abandonado", no me refiero a que viva en la calle, a que sea "sin hogar". A menudo, el abandono ocurre dentro del hogar. Padres con problemas, que dejan la atención de sus hijos como la última de sus preocupaciones. Y es entonces cuando otros comienzan a "cuidar" a los pequeños, seduciéndolos con lo que su familia no les ofrece... un simulacro de "amor"...


Todas las familias tienen sus problemas, sean "convencionales" o no. A veces, las dificultades que enfrentan los adultos terminan obstaculizando su relación con los hijos. Y es entonces cuando todo empieza a ir mal. Porque el niño necesita un modelo a seguir. Y simplemente no lo hay cerca.


Desafortunadamente, la raíz de cada problema social que enfrentamos comienza donde menos lo esperamos: dentro de la familia. Cuando no enseñamos respeto y otros conceptos básicos a los niños a nuestro cargo, fomentamos el crecimiento de la violencia en nuestro entorno, aunque no queramos verlo.


No hay forma de resolver esta situación de la noche a la mañana. Se necesita una reforma fundamental. El problema radica en cómo implementarla. Después de todo, si exageramos con la solución, podríamos terminar en un mundo similar al de "El cuento de la criada", donde no solo no se resuelve el problema, sino que se crea uno nuevo y mucho más grave...


Y ahí reside la paradoja de nuestros tiempos: para alcanzar la tan anhelada paz, el camino parece ser la aplicación de la violencia durante un tiempo, donde se restablecería el respeto hacia las fuerzas del orden. Y en esta acción, innumerables personas inocentes terminarían sufriendo las consecuencias de actos en los que no participaron. Pero, como dije antes, "para hacer una tortilla hay que romper huevos"...


Tania Miranda - 11/06/2026 - Brasil

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