PORQUE É TÃO DIFICIL RECONHECER QUE ERRAMOS?



PORQUE É TÃO DIFICIL RECONHECER QUE ERRAMOS?

Mudanças são necessárias. A todo instante precisamos nos reinventar, pois somente assim conseguimos evoluir. Cada passo rumo ao desconhecido no pede... não, nos exige... uma qualidade latente que pensamos não possuir... a versatilidade.

Viver exige, antes de nada mais, ter jogo de cintura, para que possamos fazer frente às várias dificuldades que enfrentamos em nossa caminhada. Muitas vezes, o que nos salva de uma situação um pouco mais complicada é justamente essa nossa facilidade em dar a volta por cima em situações extremadas.

Mas tal não aparece do nada em nossa vida. Usar esse "jogo de cintura" vai bem mais do que um momento de inspiração, digamos assim... usar do discernimento é a primeira condição para que possamos usar nossa criatividade para sair de uma situação complicada. A versatilidade exige conhecimento prévio dos cenários possíveis que poderemos encontrar em nossa caminhada.

"Como assim, exige conhecimento prévio? Não acabou de dizer que a vida é uma constante de mudanças?!" Sim, a vida é como uma montanha russa, onde as situações vão acontecendo em uma velocidade tal que necessitamos estar sempre atentas, para não sermos levadas pelas águas do Destino... pois esse não costuma ser benfazejo com quem não se prepara para enfrentá-lo.

Para mudar o que quer que seja ao nosso redor, necessitamos primeiramente de  tranquilidade. A calma é a principal exigência para levarmos qualquer situação para um desfecho que nos seja favorável. Ou seja, temos que controlar nossa ansiedade, pois essa muitas vezes nos faz tomar decisões das quais podemos nos arrepender.

Nosso instinto nos faz impulsivas. Sentimos necessidade de tomar atitudes que, em um primeiro momento, nos parece a mais acertada. Porém, decorrido algum tempo de nossa decisão, revisando todos os acontecimentos que levaram até aquela situação, chegamos à conclusão de que poderíamos ter seguido outro caminho, onde talvez o resultado nos fosse melhor...

Isso é muito comum em relacionamentos pessoais. Uma palavra dita fora de hora pode fazer uma amizade simplesmente se esfacelar, como uma taça de cristal se chocando contra o solo... sim, palavras tem o potencial de machucar mais que uma agressão física. Pois elas revelam a nós e a nossos interlocutores o que realmente se passa em nossa alma.

Geralmente não percebemos o quanto machucamos as pessoas à nossa volta. É como diz o ditado, "aquele que bate logo se esquece do que fez, mas aquele que apanha jamais esquecerá a agressão sofrida". E isso acaba por se tornar uma bola de neve, pois as feridas não cicatrizam, e por dois bons motivos... o primeiro é que a pessoa que agrediu nem sempre percebe a gravidade da ação cometida. A consequência é que a outra parte sentirá um forte desejo de revidar a agressão sofrida. A sequência de ataques e contra ataques fará com que o abismo entre essas duas pessoas vá aumentando dia a dia, até que se torna um precipício intransponível. E não dá para prever qual ação será tomada para finalizar tal querela. Nem de quem será a iniciativa. Que tanto pode ser a bandeira branca como uma declaração de guerra, partindo para o tudo ou nada.

Mudar é necessário. Mudar a forma de agir, a maneira de tratar as pessoas ao seu redor... procurar ser o mais cordata possível, tentar semear a paz entre aqueles que gravitam ao seu redor. Essa é a mudança que realmente necessitamos para nosso mundo. Temos que entender que a única maneira de viver a paz que tanto almejamos é tratarmos a todos como gostaríamos de ser tratados. Simples assim.

Mas na verdade essa ação não é tão simples. Porque para isso temos que domar a fera que existe dentro de nós. Aquela que simplesmente não aceita perder o que quer que seja que lhe pertença. Mesmo que tal pertence seja insignificante. Mesmo que tal seja apenas uma palavra.

Algumas vezes temos que ter a humildade de pedir desculpas ao nosso próximo, mesmo que pensemos não ter culpa nas ações que nos levaram ao conflito. E é nesse momento que temos que ter jogo de cintura. Temos que dominar nosso orgulho e entender que, se houve tal conflito, também tivemos culpa. Afinal, quando um não quer, dois não brigam, não é mesmo?   

Tania Miranda  -   15/05/2026

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