NOSSA VIDA É EFÊMERA...
NOSSA VIDA É EFÊMERA...
Como explicar para um brotinho que ainda está germinando, que nossa passagem por esse plano é efêmera e que, mais dia, menos dia, teremos que partir para o outro lado da existência? Não é uma tarefa simples... não é nada fácil revelar o quão frágeis realmente somos...
Embora sejamos bombardeados diariamente com mensagens que falam sobre essa nossa transição, falar sobre esse assunto com os pequeninos é algo espinhoso. Não é fácil encontrar as palavras corretas para tocar em tal assunto...
Sim, a inevitável está presente em nossas vidas e sempre nos lembra o quão volátil pode ser nossa permanência por essas plagas. Mas evitamos ao máximo tocar no assunto com palavras, mesmo que nossas ações sempre se voltem para o extermínio de alguma forma de vida "inferior"...
Na verdade, não é o fim instantâneo de uma existência que nos choca de imediato. Mas, sim, o final programado de uma vida. Embora saibamos que nosso tempo nesse plano é curto, ao termos noção de nossa finitude após um tempo pré-determinado nos dá aquele indesejável choque de realidade...
Eu estava na sala com minha cara metade assistindo um filme e resolvi ir até o quarto, não sei bem por que. Ao chegar no local, vi minha pequenina chorando. Ela estava conversando com uma coleguinha. E estava se debulhando em lágrimas...
Preocupada, procurei saber o que estava ocorrendo. Então minha pequenina falou, entre lágrimas, que estava triste. Porque havia acabado de saber que uma amiguinha de sua amiga está com câncer. E embora nunca tenhamos conversado sobre isso, ela entende que estar com essa doença é sentença de morte anunciada...
Pedi para que ela se sentasse ao meu lado, na cama. E comecei a conversar com ela sobre o evento funesto. Futuro. Mas sinistro. Fiquei pensando... como falar sobre o assunto, sem deixá-la ainda mais triste do que estava? Bem, comecei a conversar, explicando o quão frágeis somos nós... depois de alguns minutos consegui acalmar a pequena. Então ela me pediu para consolar sua amiguinha...
Bem, a gente tem que saber conversar com os pequenos, mesmo quando o assunto é tão sério quanto esse. E comecei a conversar com a menina do outro lado da linha. Elas conversam sempre em vídeo chamada, então eu podia ver a menina, é claro. A princípio ela estava triste, o que se é esperado com o recebimento de tal notícia...
Conversamos por alguns minutos, expliquei-lhe que, apesar da notícia desagradável que recebeu, a vida continuava. E que, apesar de saber que uma existência tinha tempo marcado para se findar, isso não significava o fim do mundo. Nem para ela, nem para usa amiga enferma. E que a melhor coisa que poderia fazer por sua amiga era continuar a tratá-la da maneira que sempre fez. Sem a tratar como coitadinha, mas sim como sua igual. Pois isso a ajudaria a enfrentar os tempos sombrios que virão. E reforcei que ela precisa de muita demonstração de amor. Pois o amor é a força mais poderosa do Universo...
Espero ter conseguido ajudar as três... a minha pequena, sua amiga e a amiga desta que se encontra doente. Espero, também que o Altíssimo dê a essa pequena a força que necessita para lutar contra tal fatalidade. E que consiga vencer essa doença, afinal, já temos cura para algumas manifestações desta... mas se o destino não permitir, que Deus dê a essa criança momentos felizes, mesmo que intercalados com períodos de tristeza... de incertezas... que o Amor daqueles que a cercam a ajudem a seguir por essa estrada cheia de obstáculos que precisará enfrentar...
Sabemos que nossa estadia nesse plano é temporária... mas sempre desejamos que nossas crianças possam florescer e iluminar o mundo ao nosso redor. Por isso é tão triste quando sabemos que um pequeno está na iminência de partir... então, tudo o que podemos desejar é que ela consiga vencer essa fase e tenha a felicidade de seguir por mais algum tempo ao nosso lado... e que possa nos brindar com um sorriso que a todos encanta...
Tania Miranda - 18/05/2026 - Brasil
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NUESTRA VIDA ES EFÍMERA...
¿Cómo explicarle a un pequeño brote, aún germinando, que nuestro paso por este plano es efímero y que, tarde o temprano, tendremos que partir hacia el otro lado de la existencia? No es tarea sencilla... no es fácil revelar cuán frágiles somos en realidad...
Aunque a diario nos bombardean con mensajes sobre esta transición, hablar de este tema con los más pequeños es delicado. No es fácil encontrar las palabras adecuadas para abordar un tema así...
Sí, lo inevitable está presente en nuestras vidas y siempre nos recuerda cuán volátil puede ser nuestra estancia en este mundo. Pero evitamos hablar del tema con palabras en la medida de lo posible, aunque nuestras acciones siempre apunten a la aniquilación de alguna forma de vida "inferior"...
En realidad, no es el final instantáneo de una existencia lo que nos impacta de inmediato, sino el final programado de una vida. Aunque sabemos que nuestro tiempo en este plano es corto, la constatación de nuestra mortalidad tras un tiempo predeterminado nos da ese desagradable golpe de realidad...
Estaba en el salón con mi pareja viendo una película y decidí ir al dormitorio, no sé muy bien por qué. Al llegar, vi a mi pequeña llorando. Estaba hablando con una amiga y sollozaba desconsoladamente...
Preocupada, intenté averiguar qué pasaba. Entonces mi pequeña me dijo, entre lágrimas, que estaba triste. Porque acababa de enterarse de que una amiga de su amiga tenía cáncer. Y aunque nunca habíamos hablado del tema, entiende que tener esta enfermedad es una sentencia de muerte...
Le pedí que se sentara a mi lado en la cama y empecé a hablarle del triste suceso. Un futuro. Pero siniestro. No dejaba de pensar... ¿cómo hablar del tema sin entristecerla aún más? Bueno, empecé a hablarle, explicándole lo frágiles que somos... Después de unos minutos, conseguí calmar a la niña. Entonces me pidió que consolara a su amiga...
Bueno, hay que saber cómo hablar con los pequeños, incluso cuando el tema es tan serio. Y empecé a hablar con la niña al otro lado de la línea. Siempre hablan por videollamada, así que, por supuesto, podía verla. Al principio estaba triste, lo cual es normal al recibir una noticia así...
Hablamos unos minutos. Le expliqué que, a pesar de la mala noticia, la vida sigue. Y que, aunque sabía que la vida tiene un final, eso no significaba el fin del mundo. Ni para ella, ni para su amiga enferma. Y que lo mejor que podía hacer por su amiga era seguir tratándola como siempre. Sin tratarla como a una pobre criatura, sino como a una igual. Porque eso la ayudaría a afrontar los momentos difíciles que se avecinan. Y le recalqué que necesita muchas muestras de cariño. Porque el amor es la fuerza más poderosa del universo...
Espero haber podido ayudarlas a las tres: a mi pequeña, a su amiga y a la amiga de la enferma. También espero que el Todopoderoso le dé a esta pequeña la fuerza que necesita para luchar contra esta tragedia. Y que logre superar esta enfermedad, pues ya existen curas para algunas de sus manifestaciones... pero si el destino no lo permite, que Dios le conceda momentos felices, aunque intercalados con periodos de tristeza e incertidumbre... que el amor de quienes la rodean la ayude a seguir adelante en este camino lleno de obstáculos que deberá afrontar...
Sabemos que nuestra estancia en este plano es temporal... pero siempre deseamos que nuestros hijos puedan florecer e iluminar el mundo que nos rodea. Por eso es tan triste saber que una pequeña está a punto de partir... así que lo único que podemos desear es que logre superar esta etapa y tenga la felicidad de permanecer un tiempo más a nuestro lado... y que nos regale una sonrisa que encante a todos...
Tania Miranda - 18/05/2026 - Brasil
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OUR LIFE IS EPHEMERAL...
How do you explain to a tiny sprout, still germinating, that our passage through this plane is ephemeral and that, sooner or later, we will have to depart for the other side of existence? It's not a simple task... it's not easy to reveal how fragile we truly are...
Although we are bombarded daily with messages about this transition, talking about this subject with little ones is thorny. It's not easy to find the right words to broach such a topic...
Yes, the inevitable is present in our lives and always reminds us how volatile our stay in these parts can be. But we avoid addressing the subject with words as much as possible, even though our actions always aim at the extermination of some form of "inferior" life...
In truth, it's not the instantaneous end of an existence that shocks us immediately. But rather, the programmed end of a life. Although we know our time on this plane is short, the realization of our mortality after a predetermined time gives us that unwelcome shock of reality...
I was in the living room with my significant other watching a movie and decided to go to the bedroom, I don't know exactly why. When I got there, I saw my little one crying. She was talking to a friend. And she was sobbing uncontrollably...
Worried, I tried to find out what was happening. Then my little one said, through tears, that she was sad. Because she had just learned that a friend of her friend has cancer. And although we had never talked about it, she understands that having this disease is a death sentence...
I asked her to sit next to me on the bed. And I started talking to her about the unfortunate event. Future. But sinister. I kept thinking... how to talk about the subject without making her even sadder than she already was? Well, I started talking, explaining how fragile we are... after a few minutes I managed to calm the little girl down. Then she asked me to comfort her friend...
Well, we have to know how to talk to little ones, even when the subject is as serious as this. And I started talking to the girl on the other end of the line. They always talk via video call, so I could see the girl, of course. At first she was sad, which is expected when receiving such news...
We talked for a few minutes, I explained to her that, despite the unpleasant news she received, life goes on. And that, although I knew that an existence had a set time to end, this did not mean the end of the world. Not for her, nor for her sick friend. And that the best thing I could do for her friend was to continue treating her the way I always had. Without treating her like a poor thing, but as her equal. Because that would help her face the dark times to come. And I reinforced that she needs a lot of demonstrations of love. Because love is the most powerful force in the Universe...
I hope I managed to help the three of them... my little one, her friend, and the friend of the one who is ill. I also hope that the Almighty gives this little one the strength she needs to fight against this tragedy. And that she manages to overcome this illness, after all, we already have cures for some manifestations of it... but if fate does not allow it, may God give this child happy moments, even if interspersed with periods of sadness... of uncertainty... may the love of those who surround her help her to continue along this road full of obstacles that she will need to face...
We know that our stay on this plane is temporary... but we always wish that our children can flourish and illuminate the world around us. That's why it's so sad when we know that a little one is about to leave... so, all we can wish is that she manages to overcome this phase and has the happiness of continuing for some time by our side... and that she can give us a smile that enchants everyone...
Tania Miranda - 05/18/2026 - Brazil

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