Amor Genuíno VS Era Tecnológica: até onde conseguimos ter e sentir amor real diante da distância que a tecnologia nos traz


 Amor Genuíno VS Era Tecnológica:  até onde conseguimos ter e sentir amor real diante da distância que a tecnologia nos traz

Como já falei anteriormente, o Amor é um sentimento que nasce de várias maneiras, todas elas válidas. O mais comum é quando as pessoas se conhecem cara a cara. Mas Amor à distancia também tem seus atrativos. O primeiro é, sem dúvida, a vontade de encontrar-se com a pessoa escolhida, passear de mãos dadas, rir das besteiras que normalmente falamos, encantar-se com as juras de Amor que nos são ditas... bem, essa ultima temos em nossas conversas virtuais. Mas ouvir as mesmas palavras quando estamos ao lado da pessoa por nós escolhida... essas juras parecem simplesmente encantadas, nos fazem sonhar de uma maneira que simplesmente não dá para explicar...
O Amor à distância sempre existiu. E alguns evoluíram para o casamento. E muitos desses casais foram agraciados pelo "felizes para sempre" dos Contos de Fadas... claro que esse "felizes..." nem sempre é "para sempre", realmente. Mas a vida real tem uma dinâmica diferente dos sonhos, não é mesmo?
Nossa vida, muitas vezes, é tomada por sonhos que nem sempre se realizam. E isso não depende da distância entre nós e a pessoa amada. Por vezes uma pessoa que está a dois passos de nós nos é mais próxima do que outra que se encontra a milhares de quilômetros. E por que? Simples... o sentimento não mede distância para existir. Simplesmente existe. E ponto final...
É comum dizermos nos dias atuais que a tecnologia, ao mesmo tempo que encurtou as distâncias, afastou as pessoas dos sentimentos verdadeiros. Não é bem assim. Primeiro porque um dos fatores que nos faz nos apaixonar por alguém é a imagem idealizada que fazemos deste. O primeiro contato tem mais a ver com nossas fantasias do que com a pessoa real. Isso porque estamos todos inseridos em dimensões separadas. Cada um vive a sua realidade que não é, de forma alguma, a mesma na qual seu par está inserido. Parece estranho quando falamos assim. Mas, pense bem... será que seus sonhos, seus objetivos, são os mesmos da pessoa que você escolheu para amar? Pode ter certeza que não...
Quando estou a lado da pessoa que elegi como minha cara metade não posso afirmar que esta vê o mundo da mesma maneira que eu. Porque ela é uma pessoa com suas próprias convicções, que tem uma visão da vida que coincide com a minha em alguns aspectos. Mas "alguns" não quer dizer unanimidade. E é aí que começa a confusão... 
Como eu disse, quando nos apaixonamos por uma pessoa, esse sentimento não brota em função da pessoa real que está em minha frente. Na verdade, nos encantamos com uma quimera, que nasce em nossa mente. Idealizamos a pessoa de tal forma que, naquele momento, ela personifica uma deusa que desceu na terra...
E é ai que as coisas começam a complicar. Porque, ao idealizarmos uma imagem, criamos expectativas sobre como essa pessoa seria realmente. Imaginamos qualidades, criamos conceitos envolvendo tal imagem e essa imagem criada é tão forte para nós que, quando nos deparamos com a pessoa real, muitas vezes nos decepcionamos, culpando esta por algo do qual ela realmente não tem culpa...
Normalmente o que vemos no espelho é uma figura idealizada. Quase que a nossa imagem refletida. E, bem... não existem duas pessoas que sejam iguais nesse Universo. Semelhantes, sim... iguais, dificilmente. E... olha só o paradoxo... costumamos nos apaixonar por cópias de nós mesmos. Independente da distância entre os corpos...
O que estou tentando dizer? Bem, o Amor Genuíno não é ameaçado pela Era Tecnológica pelo simples fato de que não existe nenhuma tecnologia que ligue o botão do Amor em nossa alma. Será sempre o Espelho de Narciso. Nem a intervenção de Aphrodite, nem as flechas de Cupido. É simplesmente nossa imagem espelhada nas águas do Regato da Vida que desperta esse sentimento por outra pessoa. Porque, bem antes de vermos o rosto daquela que escolhemos, é nossa imagem refletida que nos faz sonhar em nos perder nas dimensões do Amor, aninhadas nos braços de quem construímos à nossa imagem e semelhança... e é por isso que tantos relacionamentos acabam por morrer tão rapidamente... 
Então, meus amores, quando um relacionamento se findar, procure sempre analisar o que realmente deu errado. E você descobrirá que suas expectativas sobre a outra estavam além daquilo que ela poderia te proporcionar... pelo simples fato de que, para corresponder à imagem que você criou, ela teria que se anular... e nenhum Amor pode exigir tal sacrifício de alguém... independente da distancia entre os dois...
Tania Miranda   -    Brasil   -   26/05/2026
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Genuine Love VS Technological Age: How far can we have and feel real love in the face of the distance that technology brings us?

As I've said before, love is a feeling that is born in many ways, all of them valid. The most common is when people meet face to face. But long-distance love also has its attractions. The first is, without a doubt, the desire to meet the chosen person, walk hand in hand, laugh at the silly things we usually say, be enchanted by the vows of love that are said to us... well, we have that last one in our virtual conversations. But hearing the same words when we are next to the person we have chosen... these vows seem simply enchanting, they make us dream in a way that is simply impossible to explain...
Long-distance love has always existed. And some have evolved into marriage. And many of these couples have been blessed with the "happily ever after" of fairy tales... of course, this "happily..." is not always "forever," really. But real life has a different dynamic than dreams, doesn't it?
Our lives are often filled with dreams that don't always come true. And this doesn't depend on the distance between us and the person we love. Sometimes a person who is two steps away from us is closer to us than another who is thousands of kilometers away. And why? Simple... feelings don't measure distance to exist. They simply exist. And that's it...
It's common to say nowadays that technology, while shortening distances, has distanced people from true feelings. That's not quite true. First, because one of the factors that makes us fall in love with someone is the idealized image we have of them. The first contact has more to do with our fantasies than with the real person. This is because we are all embedded in separate dimensions. Each one lives their own reality, which is by no means the same as the one in which their partner is embedded. It seems strange when we say it like that. But think about it... are your dreams, your goals, the same as the person you chose to love? You can be sure that's not the case...
When I'm with the person I've chosen as my soulmate, I can't say that they see the world the same way I do. Because they are a person with their own convictions, who has a view of life that coincides with mine in some aspects. But "some" doesn't mean unanimity. And that's where the confusion begins...
As I said, when we fall in love with someone, that feeling doesn't arise from the real person in front of us. In fact, we become enchanted by a chimera, which is born in our minds. We idealize the person in such a way that, at that moment, they personify a goddess who has descended to earth...
And that's where things start to get complicated. Because, by idealizing an image, we create expectations about what that person would really be like. We imagine qualities, we create concepts involving such an image, and this created image is so strong for us that, when we encounter the real person, we are often disappointed, blaming them for something they are not really to blame for...
Normally what we see in the mirror is an idealized figure. Almost our own reflected image. And, well... there are no two people who are the same in this Universe. Similar, yes... identical, hardly ever. And... look at the paradox... we tend to fall in love with copies of ourselves. Regardless of the distance between our bodies...
What am I trying to say? Well, Genuine Love is not threatened by the Technological Age for the simple fact that there is no technology that can turn on the Love button in our soul. It will always be Narcissus' Mirror. Neither the intervention of Aphrodite, nor Cupid's arrows. It is simply our mirrored image in the waters of the Stream of Life that awakens this feeling for another person. Because, long before we see the face of the one we choose, it is our own reflected image that makes us dream of losing ourselves in the dimensions of Love, nestled in the arms of the one we build in our own image and likeness... and that is why so many relationships end so quickly...

So, my loves, when a relationship ends, always try to analyze what really went wrong. And you will discover that your expectations of the other person were beyond what she could offer you... simply because, to live up to the image you created, she would have to erase herself... and no Love can demand such a sacrifice from someone... regardless of the distance between the two...

Tania Miranda - Brazil - 05/26/2026
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Amor Auténtico VS. Era Tecnológica: ¿Hasta dónde podemos llegar con el amor verdadero frente a la distancia que nos impone la tecnología?

Como ya he dicho, el amor es un sentimiento que nace de muchas maneras, todas válidas. La más común es cuando las personas se encuentran cara a cara. Pero el amor a distancia también tiene su encanto. El primero es, sin duda, el deseo de conocer a la persona elegida, caminar de la mano, reírnos de las tonterías que solemos decir, dejarnos cautivar por las promesas de amor que nos dicen... bueno, esto último lo experimentamos en nuestras conversaciones virtuales. Pero escuchar esas mismas palabras cuando estamos junto a la persona que hemos elegido... esas promesas parecen simplemente mágicas, nos hacen soñar de una manera imposible de explicar...
El amor a distancia siempre ha existido. Y algunos han evolucionado hasta el matrimonio. Y muchas de estas parejas han sido bendecidas con el "felices para siempre" de los cuentos de hadas... claro que este "felices para siempre" no siempre es "para siempre", en realidad. Pero la vida real tiene una dinámica diferente a la de los sueños, ¿no?
Nuestras vidas suelen estar llenas de sueños que no siempre se cumplen. Y esto no depende de la distancia que nos separe de la persona que amamos. A veces, alguien que está a solo dos pasos de nosotros está más cerca que alguien que se encuentra a miles de kilómetros. ¿Y por qué? Sencillo... los sentimientos no miden la distancia para existir. Simplemente existen. Y eso es todo.
Hoy en día se suele decir que la tecnología, si bien acorta las distancias, ha alejado a las personas de los verdaderos sentimientos. Eso no es del todo cierto. Primero, porque uno de los factores que nos hace enamorarnos de alguien es la imagen idealizada que tenemos de esa persona. El primer contacto tiene más que ver con nuestras fantasías que con la persona real. Esto se debe a que todos estamos inmersos en dimensiones separadas. Cada uno vive su propia realidad, que no es en absoluto la misma que la de su pareja. Suena extraño cuando lo decimos así. Pero piénsalo... ¿son tus sueños, tus metas, los mismos que los de la persona que elegiste amar? Puedes estar seguro de que no es así...
Cuando estoy con la persona que he elegido como mi alma gemela, no puedo decir que vea el mundo de la misma manera que yo. Porque es una persona con sus propias convicciones, que tiene una visión de la vida que coincide con la mía en algunos aspectos. Pero "algunos" no significa unanimidad. Y ahí es donde empieza la confusión...
Como dije, cuando nos enamoramos de alguien, ese sentimiento no surge de la persona real que tenemos delante. De hecho, nos dejamos hechizar por una quimera, que nace en nuestra mente. Idealizamos a la persona de tal manera que, en ese momento, personifica a una diosa que ha descendido a la tierra...
Y ahí es donde las cosas empiezan a complicarse. Porque, al idealizar una imagen, creamos expectativas sobre cómo sería realmente esa persona. Imaginamos cualidades, creamos conceptos que involucran esa imagen, y esta imagen creada es tan fuerte para nosotros que, cuando nos encontramos con la persona real, a menudo nos decepcionamos, culpándola de algo que en realidad no le corresponde... Normalmente, lo que vemos en el espejo es una figura idealizada. Casi nuestro propio reflejo. Y, bueno... no hay dos personas iguales en este Universo. Parecidas, sí... idénticas, casi nunca. Y... fíjense en la paradoja... tendemos a enamorarnos de copias de nosotros mismos. Sin importar la distancia que nos separe... ¿Qué quiero decir? Pues bien, el Amor Verdadero no se ve amenazado por la Era Tecnológica, simplemente porque no existe tecnología que pueda activar el botón del Amor en nuestra alma. Siempre será el espejo de Narciso. Ni la intervención de Afrodita, ni las flechas de Cupido. Es simplemente nuestra imagen reflejada en las aguas de la Corriente de la Vida la que despierta este sentimiento por otra persona. Porque, mucho antes de ver el rostro de la persona que elegimos, es nuestro propio reflejo el que nos hace soñar con perdernos en las dimensiones del Amor, acurrucados en los brazos de quien hemos creado a nuestra imagen y semejanza... y por eso tantas relaciones terminan tan rápido...

Así que, mis amores, cuando una relación termina, intenten siempre analizar qué fue lo que realmente falló. Y descubrirán que sus expectativas sobre la otra persona superaban lo que ella podía ofrecerles... simplemente porque, para estar a la altura de la imagen que crearon, ella tendría que aniquilarse a sí misma... y ningún Amor puede exigir tal sacrificio... independientemente de la distancia que los separe...

Tania Miranda - Brasil - 26/05/2026

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