MUNDO SEM LIMITES


MUNDO SEM LIMITES 

Muito se tem falado sobre as Escolas Cívico-Militares. Que estas foram criadas pela Elite Governante para "domesticar" os filhos das classes dominadas da Sociedade. Até pode ser. Afinal, nada nesse mundo pode ser descartado sem antes nos debruçarmos sobre a questão em pauta e estudarmos todos os prós e contras...

A Sociedade a muito caminha por uma estrada perigosa. Flerta com a garantia de direitos a todos, mas não entende que direitos sem deveres não existe. Como uma moeda, tudo tem dois lados. Inclusive nossos direitos pessoais. Para que você possa usufruir de tal benesse, tem que estar consciente que deve cumprir sua parte. Caso contrário, tudo o que teremos em nossa vida será a Anarquia, pura e simples...

E o que vem a ser "Anarquia"? Bem, se formos seguir a definição da palavra ao pé da letra, significa uma Sociedade livre de qualquer tipo de comando, onde as pessoas decidiriam seu destino juntas, onde a hierarquia simplesmente não existisse. Na prática, Anarquia quer dizer apenas uma coisa... falta de regras, bagunça, desordem total... ou seja, o Caos...

E é esse estado de coisas que vivenciamos hoje. O Caos. E não estou exagerando. Como vocês sabem, estou completando sete décadas neste plano daqui a alguns meses. E quando comparo o mundo de hoje com o mundo de minha infância, fico horrorizada com certas mudanças de comportamento da Sociedade...

Vamos começar por algo simples... um núcleo social onde as pessoas são integradas ainda pequenas para serem instruídas... aprender a ler e a escrever, aprender a pensar e conseguir definir o que é bom e o que é mau, socialmente falando... esse núcleo é a escola...

Me lembro até hoje da minha escola, do meu primeiro dia... aquele prédio enorme, com várias salas. As portas eram grandes, o pátio livre  e um pequeno anfiteatro perto da cozinha. Todos nós entrávamos, nos reuníamos nesse pátio e ficávamos aguardando os professores. Quando estes chegavam, todos se organizavam em fila, cada um com seu mestre à frente. A bandeira era hasteada, cantava-se o Hino Nacional, depois o Hino à Bandeira e todos seguiam para a sala, com seu mestre à frente. Ao entrar na sala, todos posicionavam-se à esquerda da carteira escolar e aguardavam a autorização do mestre para se sentar. Somente aí iniciava a aula, propriamente dita. No horário do recreio cada um comia seu lanche que havia levado, Tinha alguns minutos para brincar no pátio e, depois disso, todos retornavam às salas para o segundo tempo da aula. Tudo corria perfeitamente. Não havia grades nas portas da escola, nem nas salas. Ninguém invadia a Escola para subtrair o que quer que fosse. Havia respeito pela propriedade do governo que, no final das contas, estava ali para usufruto de toda a comunidade...

Na Escola íamos para aprender os conceitos básicos da Cultura... aprender a ler, escrever, somar, subtrair, dividir, multiplicar... tínhamos contato com livros, que nos faziam viajar de olhos abertos. Respeito às pessoas aprendíamos com a família. E seguíamos em frente. Era o que os historiadores hoje chamam de "Anos de Chumbo"...

A Sociedade funcionava. Ninguém mexia naquilo que não lhe pertencia. As Escolas não precisavam de reforçar suas portas com grades simplesmente porque não passava pela cabeça de ninguém invadir tais prédios e subtrair o que quer que fosse. Havia ordem em todas as esferas...

Nos dias de hoje as escolas parecem uma prisão. Já na chegada aos portões das mesmas dá para sentir o clima pesado que estes outrora "templos do saber" emanam, não por sua culpa. Mas pela deterioração social à sua volta. As pessoas hoje perderam a noção de respeito, e isso é o inicio de derrocada par qualquer Sociedade...

As salas de aula são isoladas por grades, como se fossem uma cela guardando seus prisioneiros. Boa parte dos alunos que comparecem às aulas não estão interessados em aprender. E as políticas educacionais que os Governos implantam vão minando ainda mais a estrutura já frágil da Sociedade...

O respeito pelos professores já não existe, tanto pelos alunos quanto por suas famílias. E essa falta de respeito se reflete em outros segmentos da Sociedade. A famosa "Lei de Gerson" nunca esteve mais atuante em nosso meio. Afinal, "é preciso levar vantagem em tudo, certo"? O que não percebemos é que, se continuarmos nesse caminho, tudo aquilo que vemos e conhecemos irá simplesmente desabar, desaparecer. E quando incentivamos os jovens a desrespeitar as normas básica de viver em Sociedade, não estamos criando um mundo mais acessível. Estamos simplesmente protelando o inevitável. E nesse momento também nós passamos a agir como Agentes do Caos...

O que esperar dessa juventude que, a despeito de igrejas a cada esquina e centros culturais espalhados pelos diversos bairros, continua belicosa, imitando seus ascendentes? Simplesmente, num futuro não tão distante, o Caos Absoluto...será o Armagedom em nosso mundo e, infelizmente acontecerá, mais cedo ou mais tarde... e depois... bem, quem viver, verá...

Tania Miranda  -    Brasil   - 17/08/2026

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A WORLD WITHOUT LIMITS

There has been much talk about civic-military schools—specifically, that they were created by the ruling elite to "tame" the children of society's lower classes. That may well be true. After all, nothing in this world should be dismissed without first examining the issue at hand and weighing all the pros and cons...

Society has long been traveling down a dangerous road. It flirts with the idea of ​​guaranteeing rights for everyone but fails to understand that rights cannot exist without duties. Like a coin, everything has two sides—including our personal rights. To enjoy such a benefit, one must be aware of the need to do one's part. Otherwise, all we will have in life is anarchy, pure and simple...

And what exactly is "anarchy"? Well, if we take the word's definition literally, it means a society free from any form of command, where people decide their destiny together and hierarchy simply does not exist. In practice, however, anarchy means only one thing: a lack of rules, a mess, total disorder... in other words, chaos...

And that is the state of affairs we are experiencing today: chaos. I am not exaggerating. As you know, I will be marking seven decades on this earth in a few months. When I compare today's world with the world of my childhood, I am appalled by certain changes in societal behavior...

Let’s start with something simple... a social setting where people are introduced at a young age to receive instruction—learning to read and write, learning to think, and learning to distinguish between good and bad in a social sense... that setting is the school...

I still remember my school and my first day there... that huge building with its many classrooms. There were large doors, an open courtyard, and a small amphitheater near the kitchen. We would all enter, gather in that courtyard, and wait for the teachers. Upon arrival, everyone would line up, each group led by its teacher. The flag was raised, the National Anthem and the Flag Anthem were sung, and then everyone proceeded to the classroom, led by their teacher. Upon entering the room, everyone would stand to the left of their desk and wait for the teacher's permission to sit down. Only then would the actual lesson begin. During recess, everyone ate the snack they had brought from home and had a few minutes to play in the courtyard; afterwards, everyone returned to the classrooms for the second part of the school day. Everything ran perfectly. There were no security bars on the school doors or classroom entrances. No one broke into the school to steal anything. There was respect for government property, which, after all, existed for the benefit of the entire community...

We went to school to learn the basics of culture—to read, write, add, subtract, divide, and multiply. We had access to books that allowed us to travel with our eyes wide open. We learned respect for others from our families. And we moved forward. This was during the period historians now call the "Years of Lead"...

Society functioned well. No one touched what didn't belong to them. Schools didn't need to reinforce their doors with bars simply because the idea of ​​breaking into such buildings to steal anything never even crossed anyone's mind. There was order in every sphere of life...

Nowadays, schools resemble prisons. Upon arriving at the gates, one can sense the heavy atmosphere radiating from these places—once "temples of knowledge"—though not through any fault of their own, but rather due to the social decay surrounding them. People today have lost all sense of respect, and that marks the beginning of the collapse of any society...

Classrooms are enclosed by bars, as if they were cells guarding prisoners. A large proportion of students attending class have no interest in learning. Meanwhile, the educational policies implemented by governments further erode society's already fragile structure...

Respect for teachers—whether from students or their families—has vanished, and this lack of respect is reflected in other sectors of society. The notorious "Gerson's Law"—the mentality of always seeking an unfair advantage—has never been more prevalent among us. After all, "you have to come out on top in everything, right?" What we fail to realize is that if we continue down this path, everything we see and know will simply collapse and disappear. When we encourage young people to disregard the basic norms of social coexistence, we aren't creating a more accessible world; we are merely delaying the inevitable. In doing so, we, too, become agents of chaos...

What can we expect from a youth that—despite having churches on every corner and cultural centers scattered throughout various neighborhoods—remains belligerent, mimicking the generations that came before? Simply put, the not-so-distant future holds absolute chaos—an Armageddon for our world—which will, unfortunately, come to pass sooner or later... and then... well, time will tell...

Tania Miranda - Brazil - 08/17/2026

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 UN MUNDO SIN LÍMITES

Mucho se ha hablado de las escuelas cívico-militares. Se dice que fueron creadas por la élite gobernante para "domesticar" a los hijos de las clases dominadas. Puede que sea cierto. Al fin y al cabo, nada en este mundo puede descartarse sin antes examinar el tema en cuestión y estudiar todos los pros y los contras...

La sociedad lleva mucho tiempo transitando por un camino peligroso. Coquetea con la idea de garantizar derechos para todos, pero no comprende que los derechos sin deberes no existen. Como una moneda, todo tiene dos caras. Incluidos nuestros derechos personales. Para disfrutar de tal beneficio, debes ser consciente de que debes cumplir con tu parte. De lo contrario, lo único que tendremos en nuestras vidas será pura y simple anarquía...

¿Y qué es la "anarquía"? Bueno, si seguimos la definición literal de la palabra, significa una sociedad libre de cualquier tipo de mando, donde las personas deciden su destino en conjunto, donde simplemente no existe la jerarquía. En la práctica, anarquía significa solo una cosa: falta de reglas, desorden, caos total... en otras palabras, caos.

Y esa es la situación que vivimos hoy: caos. Y no exagero. Como saben, cumpliré setenta años en este avión dentro de unos meses. Y cuando comparo el mundo actual con el de mi infancia, me horrorizan ciertos cambios en el comportamiento de la sociedad.

Empecemos por algo sencillo: un núcleo social donde las personas se integran desde temprana edad para recibir instrucción, aprender a leer y escribir, a pensar y a discernir entre el bien y el mal, socialmente hablando. Ese núcleo es la escuela.

Aún recuerdo mi escuela, mi primer día... aquel enorme edificio con tantas aulas. Las puertas eran grandes, el patio estaba abierto y había un pequeño anfiteatro cerca de la cocina. Entramos todos, nos reunimos en el patio y esperamos a los maestros. Cuando llegaron, todos nos pusimos en fila, cada uno con su maestro al frente. Se izó la bandera, se cantó el Himno Nacional, luego el Himno a la Bandera, y todos se dirigieron al aula, guiados por su maestro. Al entrar, todos se colocaron a la izquierda de sus pupitres y esperaron la autorización del maestro para sentarse. Solo entonces comenzó la clase. Durante el recreo, cada alumno comió, tuvo unos minutos para jugar en el patio y, después, todos regresaron a sus aulas para la segunda parte de la clase. Todo funcionó a la perfección. No había rejas en las puertas de la escuela ni en las aulas. Nadie entró a robar. Se respetaba la propiedad pública, que, al fin y al cabo, estaba allí para el beneficio de toda la comunidad.

En la escuela aprendíamos los conceptos básicos de la cultura: leer, escribir, sumar, restar, dividir, multiplicar... Teníamos contacto con los libros, lo que nos permitía viajar con los ojos abiertos. Aprendimos a respetar a las personas de nuestras familias. Y seguimos adelante. Esto es lo que los historiadores hoy llaman los "Años de Plomo"...

La sociedad funcionaba. Nadie tocaba lo que no le pertenecía. Las escuelas no necesitaban reforzar sus puertas con barrotes, simplemente porque a nadie se le ocurría entrar en esos edificios y robar nada. Había orden en todos los ámbitos...

Hoy en día, las escuelas parecen prisiones. Incluso al llegar a las puertas, se puede sentir la atmósfera opresiva que emana de estos otrora "templos del saber", no por culpa suya, sino por el deterioro social que las rodea. La gente hoy ha perdido la noción de respeto, y este es el comienzo de la decadencia de cualquier sociedad...

Las aulas están aisladas por barrotes, como si fueran celdas que custodian a sus prisioneros. Gran parte del alumnado que asiste a clase no está interesado en aprender. Y las políticas educativas que implementan los gobiernos están socavando aún más la ya frágil estructura de la sociedad...

El respeto por los profesores ya no existe, ni por parte de los alumnos ni de sus familias. Y esta falta de respeto se refleja en otros sectores de la sociedad. La famosa "Ley de Gerson" nunca ha sido tan relevante en nuestra sociedad. Al fin y al cabo, "hay que aprovecharlo todo, ¿no?". Lo que no comprendemos es que, si continuamos por este camino, todo lo que vemos y conocemos simplemente se derrumbará, desaparecerá. Y cuando animamos a los jóvenes a ignorar las normas básicas de convivencia, no estamos creando un mundo más accesible. Simplemente estamos retrasando lo inevitable. Y en ese momento, nosotros también comenzamos a actuar como agentes del caos...

¿Qué podemos esperar de esta juventud que, a pesar de las iglesias en cada esquina y los centros culturales repartidos por diversos barrios, se mantiene beligerante, imitando a sus antepasados? Sencillamente, en un futuro no muy lejano, el caos absoluto... será el Armagedón en nuestro mundo y, lamentablemente, sucederá tarde o temprano... y entonces... bueno, los que vivan lo verán... 

Tania Miranda - Brasil - 17/08/2026

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