COMO AS PESSOAS PODEM IDOLATRAR ALGUÉM?
COMO AS PESSOAS PODEM IDOLATRAR ALGUÉM?
Costumamos endeusar determinados personagens. Pessoas de carne e osso como nós que, por um motivo ou por outro, concedemos a estes direitos e poderes que estes realmente não tem. Alguém, em algum momento, disse que fulano era um "ungido" pelo Espírito Maior e que por isso recebera a missão de "conduzir seu povo ao caminho da luz"... e mesmo quando este foi tirado do altar onde se encontrava, ainda tem adeptos que alimentam a esperança de, um dia esse ou sua família retornarem ao poder...É uma coisa bizarra... acreditar que esta ou aquela família tem "direitos divinos" sobre as outras. Não tenho nada contra nem a favor. O que me intriga é o porquê dessa devoção inexplicável que estas pessoas tem por outras. Sim, eu sei... é a "Tradição" exercendo seu papel...
Todo povo precisa de um representante, que o conduza pela senda deste plano. Mas em que momento o Criador determinou que este ou aquele seria seu representante deste lado do Véu? Seria o mesmo que dizer que esta pessoa e sua família são intocáveis, pois ir contra eles seria ir contra a vontade do Divino...
Vivemos em um sistema de castas. Isso é inegável, mesmo que utilizemos outras nomenclaturas para os diversos níveis sociais. Existe uma pirâmide e há mais pretendentes a chegar no topo que espaço que este comporta. Vale tudo para se alcançar tal posição. O principal é ter apoiadores que tentem fazer com que a ideia de um "ungido" dominando uma sociedade não soe como algo esdrúxulo...
Há vários modelos de governança espalhados ao redor do mundo. Alguns, vitalícios. Outros, eternos, sendo que estes passam o poder de um membro para o outro através da família. E a Sociedade os sustenta, pois estes são os "escolhidos", aqueles que tem a verdade gravada em seu DNA...
Quando um grupo qualquer grita, negando-se a aceitar a "verdade" dos seguidores desse "líder" que na verdade não tem poder algum, exceto aquele que lhe foi outorgado pela sociedade na qual está inserido, é taxado dos mais baixos termos. Bem, não existe um regime perfeito. Mas pelo menos quando há rodizio entre seus dirigentes, existe uma pequena esperança que algum dos escolhidos faça a coisa certa, trabalhando realmente para seu povo...
Se o fulano sabe que a liderança será sua devido a herança de sangue... bem, não se engane. Uma "família real" é tão corrupta quanto os políticos aos quais estamos já acostumados. A diferença é que, uma vez que seu direito não é vitalício, se não fizer um bom serviço enquanto estiver na direção, este será descartado. Um membro de uma "família real" pode fazer e desfazer do poder o que quiser, pois sua "autoridade" está baseada na ideia de que suas ações são determinadas por um Poder Maior...
Temos candidatos a assumir um trono que não existe, de fato, em nossa Constituição. Mas há pessoas que apoiam tal disparate. Tal é que até os dias de hoje, quase cento e quarenta anos desde que a monarquia foi abolida de nosso rincão, os descendentes do último monarca reconhecido ainda ostentam títulos que não dizem nada, mas que alguns ainda reverenciam, como se tal tivesse algum valor...
Não tenho nada contra nem a favor deste ou daquele regime. O importante é que, seja lá quem for que esteja no comando, trabalhe em prol do povo. Mas quem disse que o povo realmente importa para quem está nos degraus mais elevados da pirâmide social? Não importa qual a origem daqueles que almejam o poder, a velha frase "farinha pouca, meu pirão primeiro" continua em vigor...
Enquanto os mandatários tiverem tempo determinado para definir os rumos da sociedade em que vivem temos alguma chance de fazerem algo em prol da grande massa. Se estes forem vitalícios em sua posição...
De qualquer forma, enquanto nos for permitido escolher quem irá nos guiar pelos caminhos da vida, que o façamos com bom senso. Sem favoritismo por esse ou aquele candidato. E se quem for eleito não trabalhar de acordo com o esperado, que usemos nosso direito de tirá-lo de onde o colocamos. Podemos fazer isso. Apenas não sabemos como fazer. Mas quando se deseja construir uma sociedade com direitos iguais para todos, é nossa obrigação conhecer todas as ferramentas que estão à nossa disposição. O que não podemos, de forma alguma, é ver determinadas pessoas como representantes divinas na terra, cuja missão de nos guiar lhes foi outorgada pelo Divino...
Tania Miranda - Brasil - 29/07/2026
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HOW CAN PEOPLE IDOLIZE SOMEONE?
We often deify certain figures—flesh-and-blood people like us—to whom we grant rights and powers they do not actually possess. Someone, at some point, declared that a particular individual was "anointed" by the Higher Spirit and thus charged with the mission of "leading their people to the path of light"... and even after that person was toppled from their pedestal, there remain followers who cling to the hope that, one day, they or their family might return to power...
It is a bizarre thing... believing that this or that family holds "divine rights" over others. I have no strong feelings either way. What intrigues me is the reason behind this inexplicable devotion people feel for others. Yes, I know... it is "Tradition" playing its part...
Every people needs a representative to guide them along the path of this earthly plane. But at what point did the Creator determine that this or that person would be His representative on this side of the Veil? It is tantamount to saying that this person and their family are untouchable, for to oppose them would be to defy the Divine will...
We live in a caste system. This is undeniable, even if we use different labels for the various social strata. There is a pyramid, and there are far more aspirants seeking the summit than there is room to accommodate them. Anything goes in the pursuit of such a position. The key is having supporters who can make the notion of an "anointed" figure ruling over society seem like something other than absurd...
There are various models of governance across the globe. Some are lifelong appointments. Others are perpetual, with power passing from one family member to the next. And society sustains them, for they are the "chosen ones"—those who have the truth etched into their DNA...
When any group cries out, refusing to accept the "truth" of the followers of such a "leader"—who actually holds no power other than what society has bestowed upon him—they are branded with the vilest epithets. Granted, no regime is perfect. But at least when there is a rotation of leaders, there is a glimmer of hope that one of the chosen might do the right thing and truly work for the people...
If a fellow knows leadership is his by right of blood... well, make no mistake. A "royal family" is just as corrupt as the politicians we are accustomed to. The difference is that, since their tenure isn't for life, a standard politician gets discarded if they fail to do a good job while in charge. A member of a "royal family," however, can wield power however they please, because their "authority" rests on the notion that their actions are ordained by a Higher Power...
We have candidates vying for a throne that does not actually exist under our Constitution. Yet, there are people who support such nonsense. To this day—nearly a hundred and forty years after the monarchy was abolished in our land—the descendants of the last recognized monarch still flaunt titles that mean nothing, yet which some still revere as if they held some actual value...
I hold no particular stance for or against any specific regime. What matters is that whoever is in charge works for the benefit of the people. But who says the people truly matter to those at the top of the social pyramid? No matter the background of those who seek power, the old adage "flour is scarce, so my porridge comes first" still holds true...
As long as those in power have a limited term to shape the direction of society, there is at least a chance they might do something for the masses. If they hold their positions for life...
In any case, as long as we are permitted to choose who will guide us along life's path, let us do so with good judgment—without favoritism toward any particular candidate. And if the person elected fails to meet expectations, let us exercise our right to remove them from the position we placed them in. We have the power to do this; we simply do not know how. Yet, when the goal is to build a society with equal rights for all, it is our duty to understand every tool at our disposal. What we absolutely must not do is view certain individuals as divine representatives on earth, whose mission to guide us was bestowed upon them by the Divine...
Tania Miranda - Brazil - July 29, 2026
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¿CÓMO ES POSIBLE IDOLIZAR A ALGUIEN?
A menudo deificamos a ciertas figuras. Personas de carne y hueso como nosotros a quienes, por una u otra razón, les atribuimos derechos y poderes que en realidad no poseen. Alguien, en algún momento, dijo que tal o cual persona había sido "ungida" por el Espíritu Superior y que, por lo tanto, había recibido la misión de "guiar a su pueblo por el camino de la luz"... e incluso después de haber sido apartada del altar donde se encontraba, aún existen seguidores que alimentan la esperanza de que algún día ellos o su familia regresen al poder...
Es algo extraño... creer que tal o cual familia tiene "derechos divinos" sobre otras. No tengo nada en contra ni a favor. Lo que me intriga es la razón de esta inexplicable devoción que estas personas sienten por los demás. Sí, lo sé... es la "tradición" haciendo su papel...
Cada pueblo necesita un representante que lo guíe por el camino de este plano. Pero, ¿en qué momento determinó el Creador que tal o cual persona sería Su representante en este lado del Velo? Sería como decir que esta persona y su familia son intocables, porque ir en contra de ellos sería ir en contra de la voluntad Divina…
Vivimos en un sistema de castas. Esto es innegable, incluso si usamos otras nomenclaturas para los distintos niveles sociales. Hay una pirámide, y hay más aspirantes a llegar a la cima que espacio para ella. Todo vale para alcanzar esa posición. Lo principal es tener partidarios que intenten que la idea de un «ungido» que domine una sociedad no suene descabellada…
Existen varios modelos de gobierno repartidos por el mundo. Algunos son vitalicios. Otros son eternos, con el poder pasando de un miembro a otro a través de la familia. Y la sociedad los sustenta, pues son los "elegidos", aquellos que llevan la verdad grabada en su ADN...
Cuando un grupo clama, negándose a aceptar la "verdad" de los seguidores de este "líder" que en realidad no tiene más poder que el que le otorga la sociedad en la que se encuentra inmerso, se le tacha con los términos más bajos. Claro, no existe un régimen perfecto. Pero al menos, cuando hay rotación entre sus líderes, existe una pequeña esperanza de que alguno de los elegidos haga lo correcto, trabajando verdaderamente por su pueblo...
Si alguien cree que el liderazgo le corresponderá por herencia... pues no se deje engañar. Una "familia real" es tan corrupta como los políticos a los que ya estamos acostumbrados. La diferencia es que, como su derecho no es vitalicio, si no hacen bien su trabajo mientras están al mando, serán descartados. Un miembro de una "familia real" puede hacer lo que quiera con el poder, porque su "autoridad" se basa en la idea de que sus acciones están determinadas por un Poder Superior...
Tenemos candidatos para asumir un trono que en realidad no existe en nuestra Constitución. Pero hay quienes apoyan semejante disparate. Tanto es así que, incluso hoy, casi ciento cuarenta años después de la abolición de la monarquía en nuestra región, los descendientes del último monarca reconocido siguen ostentando títulos que no significan nada, pero que algunos aún veneran, como si tuvieran algún valor...
No tengo nada en contra ni a favor de este o aquel régimen. Lo importante es que quien esté al mando trabaje para el pueblo. Pero ¿quién dijo que el pueblo realmente importa a quienes ocupan los puestos más altos de la pirámide social? Independientemente del origen de quienes aspiran al poder, el viejo dicho "sálvese quien pueda" sigue vigente...
Mientras quienes están en el poder tengan un tiempo limitado para definir el rumbo de la sociedad en la que viven, existe alguna posibilidad de que hagan algo en beneficio de las masas. Si ocupan sus cargos de por vida...
En cualquier caso, mientras tengamos la libertad de elegir a quienes nos guiarán en la vida, hagámoslo con sentido común. Sin favoritismos hacia ningún candidato. Y si quien sea elegido no cumple con las expectativas, ejerzamos nuestro derecho a destituirlo. Podemos hacerlo. Simplemente no sabemos cómo. Pero si queremos construir una sociedad con igualdad de derechos para todos, es nuestra obligación conocer todas las herramientas a nuestro alcance. Lo que no podemos hacer, bajo ninguna circunstancia, es considerar a ciertas personas como representantes divinos en la tierra, cuya misión de guiarnos les fue encomendada por la Divinidad...
Tania Miranda - Brasil - 29/07/2026

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