CONCORRÊNCIA...


CONCORRÊNCIA... 

Por estes dias fui convidada a fazer um teste para modelo para comerciais. Não que eu tenha padrão de beleza. Na verdade, se formos realistas, sou bem feinha. 69 anos, acima do peso... mas a seleção buscava pessoas nesse perfil, mesmo. No dia em questão cheguei um pouco mais cedo, conheci outras meninas que iriam participar do teste. Foi uma interação legal entre nós. Não sei se alguma delas foi escolhida. Isso não vem ao caso...

Um amigo comentou que as pessoas que participaram da seleção eram concorrentes à vaga. Na verdade, não. Porque, na realidade, cada uma tem seu padrão de beleza, que pode ou não ser aquilo que o cliente deseja. E o cliente sempre tem razão. É claro que desejamos ser escolhidas, mas sabemos que há vários conceitos que tem que ser levados em conta...

A concorrência existe em todos os segmentos da vida. Mas nem sempre é realmente uma concorrência. E por que? Bem, alguns nichos são bem específicos e exigem que o agente que servirá de capa para seu mercado tenha determinada característica. Claro que o cliente escolherá quem mais se aproxima do conceito desejado. Pois essa será a imagem com a qual o produto ou o serviço será lembrado pelo público pagante.

E aí, nesse caso, não é realmente uma concorrência para se assumir determinado papel em uma campanha. A concorrência real se iniciará quando o produto for lançado no mercado. E a imagem escolhida deverá criar uma conexão entre o cliente e o produto, ou serviço oferecido. Portanto, a escolha de quem procura um rosto para sua campanha leva em consideração vários parâmetros, nenhum deles ligado à "concorrência" dos candidatos a dar vida ao comercial.

Sim, a imagem em uma campanha é tudo. Mas essa imagem não necessita ser uma imagem no sentido literal. Quem não se lembra de campanhas do passado... como aquela famosa do Gerson, quando ele olha para a Câmera e diz com convicção "é preciso levar vantagem em tudo, certo?" Foi uma das campanhas que mais viralizou, em uma época em que não existiam as redes sociais. Até hoje tal é lembrado. Não pelo modelo em si, mas pela frase, que marcou gerações.

Outra campanha que marcou época é a da menininha que está no quintal, vê um caminhão se aproximando e corre em direção à casa, gritando "Mãe, o caminhão da Granero já chegou". É outra campanha que marcou época. Tanto o jogador quanto a menininha tinham o perfil desejado pelos contratantes. Tinham que ser eles e não outra pessoa. Ou seja, não havia concorrência. Porque o tipo desejado era o dessas pessoas e não de outras. A concorrência real se iniciou quando a peça publicitária foi entregue ao público...

Claro, quando você participa de uma seleção de modelos você torce para que seu perfil seja aquele procurado pelo contratante. Mas não deve olhar para as outras participantes como "concorrentes". Porque, na realidade, não são. Simplesmente estão se expondo à avaliação de alguém, torcendo para que correspondam àquilo que este procura. Simples assim...

Tania Miranda  -   Brasil   -    14/08/2026

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COMPETITION...

Recently, I was invited to audition as a commercial model. It’s not that I fit the standard mold of beauty. In fact, to be realistic, I’m actually quite plain—69 years old, overweight... but the casting call was specifically looking for people with that profile. On the day of the audition, I arrived a bit early and met the other women who were also trying out. We had a nice interaction. I don’t know if any of them were chosen; that’s beside the point...

A friend remarked that the other participants were my competitors for the role. But actually, they weren't. Because, in reality, everyone has their own look—a specific type of beauty—which may or may not align with what the client wants. And the client is always right. Of course, we all hope to be chosen, but we know there are various concepts that must be taken into account...

Competition exists in every area of ​​life. But it isn't always truly a competition. And why is that? Well, some niches are very specific and require the person serving as the face of the market to possess certain characteristics. Naturally, the client will choose the person who comes closest to the desired concept, as that is the image the paying public will associate with the product or service.

So, in this instance, it isn't really a competition to land a specific role in a campaign. The real competition begins when the product is launched on the market. The chosen image needs to create a connection between the consumer and the product or service being offered. Therefore, when someone looks for a face for their campaign, they consider various parameters—none of which relate to the "competition" among the candidates vying to bring the commercial to life.

Yes, the image in a campaign is everything. But that image doesn't have to be a literal visual of a person. Who doesn't remember campaigns from the past... like that famous one featuring Gérson, where he looks into the camera and says with conviction, "You've got to get an edge in everything, right?" It was one of the most viral campaigns ever—back in an era before social media even existed. It is remembered to this day—not for the model herself, but for the catchphrase that left its mark on generations.

Another iconic campaign featured a little girl in the backyard who sees a truck approaching and runs toward the house, shouting, "Mom, the Granero truck is here." Both the athlete and the little girl fit the exact profile the client was looking for. It had to be them—no one else would do. In other words, there was no competition, because the specific type desired was theirs alone. The real competition only began once the advertisement was released to the public...

Of course, when you participate in a casting call, you hope your profile matches what the client is seeking. But you shouldn't view the other participants as "competitors," because, in reality, they aren't. They are simply putting themselves forward for evaluation, hoping to meet the client's specific needs. It’s as simple as that...

Tania Miranda  -   Brazil   -    August 14, 2026

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COMPETENCIA...

Estos días me invitaron a una audición para un trabajo de modelo en comerciales. No es que cumpla con los estándares de belleza. De hecho, siendo realistas, soy bastante normalita. Tengo 69 años, sobrepeso... pero el proceso de selección buscaba personas con ese perfil. El día de la audición llegué un poco antes y conocí a otras chicas que también iban a participar. Fue una conversación agradable. No sé si alguna fue elegida. Pero eso no viene al caso...

Una amiga comentó que las participantes competían por el puesto. En realidad, no. Porque, en realidad, cada persona tiene su propio estándar de belleza, que puede o no coincidir con lo que busca el cliente. Y el cliente siempre tiene la razón. Claro que queremos ser elegidas, pero sabemos que hay varios factores que deben tenerse en cuenta...

La competencia existe en todos los ámbitos de la vida. Pero no siempre es competencia real. ¿Y por qué? Bueno, algunos nichos son muy específicos y requieren que el agente que represente su mercado posea ciertas características. Por supuesto, el cliente elegirá a quien mejor se ajuste al concepto deseado. Esta será la imagen por la que el público consumidor recordará el producto o servicio.

En este caso, no se trata realmente de una competencia por asumir un rol específico en una campaña. La verdadera competencia comienza cuando el producto se lanza al mercado. Y la imagen elegida debe crear una conexión entre el cliente y el producto o servicio ofrecido. Por lo tanto, la elección de la imagen para la campaña toma en cuenta varios parámetros, ninguno de ellos vinculado a la "competencia" entre candidatos para dar vida al anuncio.

Sí, la imagen en una campaña lo es todo. Pero esta imagen no tiene por qué ser literal. ¿Quién no recuerda campañas del pasado... como aquella famosa con Gerson, cuando mira a la cámara y dice con convicción: "Hay que aprovecharlo todo, ¿verdad?". Fue una de las campañas más virales, en una época en la que las redes sociales no existían. Aún se recuerda hoy. No por el modelo en sí, sino por la frase, que marcó a generaciones.

Otra campaña que marcó una época es la de la niña en el patio trasero que ve un camión acercándose y corre hacia la casa gritando: "¡Mamá, llegó el camión de Granero!". Es otra campaña que marcó una época. Tanto el jugador como la niña tenían el perfil que buscaban los clientes. Tenían que ser ellos y no otra persona. En otras palabras, no había competencia. Porque el tipo de persona que buscaban era el de ellos y no el de otros. La verdadera competencia comenzó cuando el anuncio se lanzó al público...

Claro, cuando participas en una selección de modelos, esperas que tu perfil sea el que busca el cliente. Pero no debes ver a los demás participantes como "competidores". Porque, en realidad, no lo son. Simplemente se exponen a la evaluación de alguien, con la esperanza de corresponder a lo que esa persona busca. Así de simple...

Tania Miranda - Brasil - 14/08/2026

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