A RAZÃO TEM RAZÃO QUE A PRÓPRIA RAZÃO NÃO ENTENDE...
A RAZÃO TEM RAZÃO QUE A PRÓPRIA RAZÃO NÃO ENTENDE...
Antigamente, quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente, minha mãe dizia
Ele é uma criança, não entende nada
Por dentro eu ria, satisfeito e mudo
Eu era um homem e entendia tudo
Hoje, só, com meus problemas
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem, quando fico sério
Ele é um homem e entende tudo
Por dentro com a alma atarantada
Sou uma criança, não entendo nada
(Erasmo Carlos - Giuseppe Artidoro Ghiaroni)
Quanto mais avançamos no tempo, menos compreendemos a vida. Soluções que nos eram simples a alguns anos atrás se mostram impraticáveis em nosso momento atual. Situações que eram simples de se explicar de repente se tornaram tão complexas que simplesmente não sabemos como resolver. É como se estivéssemos montando um quebra cabeças onde faltam peças... as que se encontram na caixa simplesmente não se encaixam...
Quando éramos mais jovens tínhamos a ilusão de que tudo sairia exatamente como nossos sonhos. Que bastaria trabalharmos com afinco em nossas ideias e com certeza conseguiríamos realizar os projetos que brotavam em nossa mente, jardim fértil onde tudo que se semeava floria... mas a teoria na prática é outra, já dizia o sábio a tempos atrás...
Planejamento é a base de tudo, concordo. Mas, apesar de não discordar que temos que cuidar de cada passo, há as variáveis com as quais não contamos. Claro que uma pessoa que conseguiu atingir seus objetivos não consegue entender como outra, com as mesmas condições que esta, simplesmente falha em sua caminhada. É inconcebível que duas pessoas, aparentemente na mesma situação, com o mesmo preparo, tenham resultados diferentes. Destinos diferentes...
Infelizmente a dinâmica da vida não segue regras que possamos ordenar. Cada indivíduo tem um papel a cumprir e seu sucesso ou fracasso tem muito a ver com sua finalidade junto ao seu grupo. E a dinâmica é simples... precisamos de alguém que esteja capacitado a dirigir o grupo e de alguém que cuide da retaguarda. Entre estes dois elementos, o corpo que formará a turma a ser guiada. Como estes dois elementos cruciais são escolhidos, somente o Universo pode responder...
Claro, não podemos nos entregar ao negativismo. Temos que levantar a cabeça e seguir lutando, tendo como objetivo conquistar nosso lugar ao pódio. Porém tem algo que temos que ter sempre em mente. O pódio desejado tem sempre três lugares de honra, reservados aos que se destacam em sua corrida pela vida. Apenas três, como a Trindade que cultuamos em nossa fé...
Não conseguirmos subir nessa tribuna de honra para recebermos a coroa de louros não quer dizer, de forma alguma, que não somos capazes de tal proeza. Simplesmente não fomos bem sucedidos em nossa missão. E por não termos alcançado o resultado esperado, ficamos junto à grande multidão, que deverá seguir o líder que alcançou o lugar mais alto do pódio. E devemos ficar felizes se não nos foi designado cuidar do fechamento da fila...
Não estou dizendo que "fechar a fila" seja algo que nos desprestigie. É tão importante cuidar da segurança quanto da rota que devemos seguir. E em um grupo todas as posições importam. Porque cada elemento tem seu papel a cumprir. Nem sempre em evidência. Nem sempre glamuroso. Mas se apenas uma peça da máquina social falhar... tudo desaba como em um castelo de cartas...
Como eu disse, muitas vezes quem consegue alcançar o topo que almejava não entende como outra pessoa não chegou ao mesmo resultado que esta. E já senti isso na carne, digamos assim. Tenho uma colega, que trabalha junto comigo a mais de uma década. Um dia estávamos falando sobre cultura, nível de escolaridade. E ela simplesmente não compreendia porque ela conseguiu formar-se em um curso superior e eu não. E, se pararmos para pensar seriamente, nem mesmo nós conseguimos compreender. Mas assim é a vida. Alguns conseguem completar a jornada. Outros, independente do quanto lutaram, irão ficar pelo caminho. Porque é ali que são necessários... para dar suporte aos que deverão conduzir aquela comunidade, em especial...
É então que, muitas vezes, como na canção do Erasmo, ficamos pensativos sem entender bem o porque. Simplesmente, por mais que analisemos as opções à nossa frente, não conseguimos definir a melhor solução para o problema que nos aflige. Porque não há solução para tal. Porque o Destino definiu que aquele não é o nosso papel. Não somos os protagonistas de tal evento. Somos apenas apoio e, como tal, devemos ajudar a estrela principal resolver aquilo que não é de nossa competência... é esse o papel que nos cabe. É é isso que é esperado de nós...
Tania Miranda - Brasil - 02/08/2026
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Reason has a reason that reason itself does not understand...
In the past, whenever I went too far
Or did something wrong
Naturally, my mother would say
"He’s a child; he doesn't understand a thing"
Inside, I’d laugh—satisfied and silent
I was a man, and I understood it all
Today, alone with my problems
I pray a lot, but I harbor no illusions
People always say, when I turn serious
"He’s a man, and he understands it all"
Yet inside, with a bewildered soul
I am a child; I don't understand a thing
(Erasmo Carlos - Giuseppe Artidoro Ghiaroni)
The further we advance in time, the less we understand life. Solutions that seemed simple to us a few years ago prove impractical in our current moment. Situations that were once easy to explain have suddenly become so complex that we simply do not know how to resolve them. It is as if we were assembling a puzzle with missing pieces... and the ones found in the box simply do not fit...
When we were younger, we harbored the illusion that everything would turn out exactly as we dreamed. We believed that if we simply worked hard on our ideas, we would surely bring to fruition the projects sprouting in our minds—that fertile garden where everything sown would bloom... yet, as the wise man said long ago, theory is one thing, but practice is quite another...
Planning is the foundation of everything; I agree. But while I do not dispute the need to attend to every step, there are variables we do not account for. Naturally, someone who has achieved their goals cannot understand how another person—starting from the same position—simply fails along the way. It seems inconceivable that two people, seemingly in the same situation and with the same level of preparation, could achieve such different results. Different destinies...
Unfortunately, the dynamics of life do not follow rules we can dictate. Each individual has a role to play, and their success or failure is deeply connected to their purpose within their group. The dynamic is simple: we need someone qualified to lead the group and someone to bring up the rear. Between these two figures lies the main body of the group being guided. Only the Universe can answer how these two crucial roles are chosen...
Of course, we cannot give in to negativity. We must hold our heads high and keep fighting, aiming to claim our spot on the podium. Yet, there is something we must always keep in mind. That coveted podium always has three places of honor, reserved for those who stand out in the race of life. Just three—like the Trinity we revere in our faith...
Failing to ascend that platform of honor to receive the laurel wreath does not mean, by any stretch, that we are incapable of such a feat. It simply means we did not succeed in our specific mission. And because we did not achieve the expected result, we remain among the great crowd that must follow the leader who reached the highest spot on the podium. And we should be happy if we weren't assigned the task of bringing up the rear...
I am not saying that "bringing up the rear" is a role that diminishes one's standing. Ensuring safety is just as important as determining the route to follow. In a group, every position matters, because every individual has a role to play. It is not always a role in the spotlight; it is not always glamorous. But if just one part of the social machine fails... everything collapses like a house of cards...
As I said, those who reach the summit they aspired to often fail to understand why someone else didn't achieve the same result. I have experienced this firsthand, so to speak. I have a colleague I’ve worked with for over a decade. One day, we were discussing culture and levels of education. She simply couldn't grasp why she had managed to earn a university degree while I hadn't. And, if we stop to think seriously about it, even we can't quite understand it. But that’s life. Some manage to complete the journey. Others, no matter how hard they fought, will fall by the wayside. Because that is precisely where they are needed—to support those who must lead that community, in particular...
That is when, often—much like in Erasmo’s song—we find ourselves deep in thought, not quite understanding why. Simply put, no matter how much we analyze the options before us, we cannot determine the best solution to the problem plaguing us. Because there is no solution to it. Because Destiny has decreed that this is not our role. We are not the protagonists of this event. We are merely the support, and as such, we must help the lead star resolve matters that fall outside our own purview... that is the role that falls to us. And that is what is expected of us...
Tania Miranda - Brazil - August 2, 2026
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La razón tiene razones que la razón misma no comprende...
Antes, cuando me excedía
O hacía algo mal
Naturalmente, mi madre decía:
«Es solo un niño, no entiende nada».
Por dentro, reía, satisfecho y en silencio.
Era un hombre y lo entendía todo.
Hoy, solo, con mis problemas
Rezo mucho, pero no me engaño.
Siempre me dicen, cuando me pongo serio:
«Es solo un hombre y lo entiende todo».
Por dentro, con el alma desconcertada:
Soy solo un niño, no entiendo nada.
(Erasmo Carlos - Giuseppe Artidoro Ghiaroni)
Cuanto más tiempo pasa, menos entendemos la vida. Las soluciones que nos parecían sencillas hace unos años ahora parecen imprácticas. Situaciones que eran fáciles de explicar de repente se han vuelto tan complejas que simplemente no sabemos cómo resolverlas. Es como armar un rompecabezas al que le faltan piezas... las que hay en la caja simplemente no encajan...
Cuando éramos jóvenes, teníamos la ilusión de que todo saldría exactamente como lo soñábamos. Creíamos que bastaba con trabajar duro en nuestras ideas y que, sin duda, lograríamos los proyectos que brotaban en nuestra mente, un jardín fértil donde todo lo sembrado florecía... pero la teoría y la práctica son distintas, como dijo aquel sabio hace mucho tiempo...
La planificación es la base de todo, estoy de acuerdo. Pero, aunque no niego que debemos cuidar cada paso, hay variables que no podemos controlar. Claro, quien ha alcanzado sus metas no puede comprender cómo otra persona, en las mismas condiciones, fracasa en su camino. Es inconcebible que dos personas, aparentemente en la misma situación, con la misma preparación, tengan resultados diferentes. Destinos distintos...
Desafortunadamente, la dinámica de la vida no sigue reglas que podamos dictar. Cada individuo tiene un papel que desempeñar, y su éxito o fracaso depende en gran medida de su propósito dentro del grupo. La dinámica es simple: necesitamos a alguien capaz de liderar el grupo y a alguien que cuide la retaguardia. Entre estos dos elementos se encuentra el cuerpo que conformará el equipo a guiar. Cómo se eligen estos dos elementos cruciales, solo el Universo puede responder...
Por supuesto, no podemos sucumbir a la negatividad. Debemos alzar la cabeza y seguir luchando, con el objetivo de alcanzar nuestro lugar en el podio. Sin embargo, hay algo que siempre debemos tener presente. El ansiado podio siempre tiene tres lugares de honor, reservados para aquellos que sobresalen en su carrera por la vida. Solo tres, como la Trinidad que veneramos en nuestra fe...
No poder subir a ese pedestal para recibir la corona de laurel no significa, en absoluto, que seamos incapaces de tal hazaña. Simplemente no tuvimos éxito en nuestra misión. Y como no logramos el resultado esperado, permanecemos con la gran multitud, que debe seguir al líder que alcanzó el lugar más alto en el podio. Y deberíamos alegrarnos si no nos asignaran la responsabilidad de cerrar la línea...
No digo que "cerrar la línea" nos desacredite. Es tan importante garantizar la seguridad como gestionar la ruta que debemos seguir. Y en un grupo, todas las posiciones importan. Porque cada elemento tiene su papel. No siempre en el centro de atención. No siempre glamuroso. Pero si falla una sola pieza de la maquinaria social... todo se derrumba como un castillo de naipes...
Como dije, muchas veces quienes logran llegar a la cima a la que aspiraban no entienden cómo otra persona no lo consiguió. Y lo he experimentado de primera mano, por así decirlo. Tengo una colega que ha trabajado conmigo durante más de una década. Un día estábamos hablando de cultura, de nivel educativo. Y ella simplemente no entendía por qué había logrado graduarse de la universidad y yo no. Y, si nos paramos a pensar seriamente, ni siquiera nosotros mismos lo entendemos. Pero así es la vida. Algunos logran completar el camino. Otros, por mucho que se hayan esforzado, quedarán rezagados. Porque ahí es donde se les necesita... para apoyar a quienes liderarán esa comunidad, especialmente...
Es entonces cuando, a menudo, como en la canción de Erasmo, reflexionamos sin comprender del todo el porqué. Sencillamente, por mucho que analicemos las opciones que tenemos ante nosotros, no podemos definir la mejor solución al problema que nos aqueja. Porque no existe solución. Porque el Destino ha determinado que ese no es nuestro papel. No somos los protagonistas de tal acontecimiento. Solo somos apoyo y, como tal, debemos ayudar a la estrella principal a resolver lo que escapa a nuestra competencia... ese es el papel que nos corresponde. Eso es lo que se espera de nosotros...
Tania Miranda - Brasil - 02/08/2026

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