OU ISTO OU AQUILO....
OU ISTO OU AQUILO...
Tem uma poesia da Cecília Meirelles que uso como um adágio em minha vida. Aliás, é um dos muitos que guardo como referência em meu dia a dia, de diversos autores. Inclusive os repassei para meus filhos, para que os usassem como norte. Mas uma poesia, em especial, me acompanha desde que a aprendi. É claro que não decorei o poema todo, apenas alguns versos, que refletem exatamente aquilo que vivenciamos neste plano...
Você já percebeu que a todo momento somos obrigadas a fazer escolhas? Não importa qual direção tomemos, para que determinada ação aconteça, temos que abrir mão de alguma coisa. Sempre...
Você recebe um convite para uma festa. Um casamento, um aniversário, uma simples reunião entre amigos, um passeio... não importa o que seja. Claro, você fica radiante com tal convite. Mas aceitá-lo significa abrir mão de alguma coisa. E nem sempre nos é possível fazer tal escolha. Entretanto, possível ou não, temos que tomar uma atitude. E acabamos por optar por um ou outro evento...
Não está em questão qual dos eventos... aquele para o qual você foi convidada ou a emergência que apareceu à sua frente... é o mais importante. Nem qual é o mais urgente. Mas sim sua posição ante aqueles acontecimentos em especial. Claro que, se a emergência em questão envolver problemas de saúde, não há o que discutir. Um acidente ou qualquer tipo de tragédia são prioridade absoluta...
Nem sempre as escolhas de última hora tem esse tipo de emergência. Tem mais a ver com os seus vários círculos sociais. Sim, porque quando você opta por um tem que deixar o outro de lado. Não há como participar de todos os eventos ao mesmo tempo...
Vamos aos exemplos... você tem a sua família. Sua cara metade, seus filhos, as pessoas que convivem com você em um círculo mais intimo. Você foi convidada a participar de uma reunião entre colegas de trabalho, por exemplo. Um evento em um lugar onde, por algumas horas, irá se divertir como se não houvesse nenhum tipo de compromisso com ninguém, além de você mesma... falando assim, parece uma escolha egoísta, não é mesmo? Mas não é bem assim...
Nos ausentar do convívio familiar por algumas horas a mais... visto que já ficamos distantes destes durante nossa jornada de trabalho... não nos torna pessoas insensíveis quanto ao sentimento daqueles que nos são mais próximos. Simplesmente temos escolhas à nossa frente e temos que definir qual ação é mais importante em determinado momento. E, sim... algumas vezes temos que escolher os amigos, os colegas, em detrimento à família. Não porque um seja mais importante que o outro. Porque todos são importantes em nossa vida. Mas é assim que gira o mundo...
Como dá para notar, a vida em sociedade é mais complexa do que parece à primeira vista. Há uma série de regras que condicionam nossa maneira de conviver em grupos. Cada um tem sua parcela em nossa vida. E nenhuma dessas parcelas tem mais importância que a outra. De certa maneira, todas se equivalem. Mesmo que, conscientemente, não percebamos isso...
Mãe, pai, irmãos, cônjuge, filhos, primos, tios, sobrinhos... tem o mesmo peso social em nossa vida que os colegas de trabalho e os amigos. Mesmo que não admitamos isso para nós mesmos. Porque nossa vida depende da interação... da colaboração... de cada um desses elementos para que possamos avançar em nossa senda. Se apenas um desses elos da cadeia faltar, o rumo de nossa vida irá se modificar de tal maneira que não podemos prever qual o resultado de tal mudança. Pois isso é vida em sociedade. Ninguém está sozinho nesse imenso palco em que vivemos, onde a todo momento encenamos uma nova tragédia...
E é então que a poesia da Cecília tem seu peso em nossa vida... "se você usa a luva, não põe o anel... Se você usa o anel, não põe a luva... ou isto ou aquilo... ou aquilo ou isto... não sei se brinco, não sei se estudo... se saio correndo ou fico tranquilo... pois não consegui entender ainda qual é o melhor... se é isto ou aquilo"...
E assim seguimos a vida, vivendo sempre esse paradoxo... pois é disso que a vida é feita... um quebra cabeças imenso, onde a todo momento fazemos nossas escolhas... rezando para nunca fazer uma escolha errada...
Tania Miranda - Brasil - 25/07/2026
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THIS OR THAT...
There is a poem by Cecília Meirelles that I use as a guiding principle in my life. In fact, it is one of many—by various authors—that I keep as a reference in my daily routine. I have even passed them on to my children so they could use them as a compass. But one poem, in particular, has stayed with me ever since I first learned it. Of course, I haven't memorized the entire poem—just a few verses that reflect exactly what we experience on this plane of existence...
Have you ever noticed that we are constantly forced to make choices? No matter which direction we take, for a specific action to happen, we have to give something up. Always...
You receive an invitation to a party. A wedding, a birthday, a simple get-together with friends, an outing... it doesn't matter what it is. Naturally, you are delighted by the invitation. But accepting it means giving something else up. And making that choice isn't always possible. Yet, whether it is possible or not, we have to take a stand. And we end up opting for one event or the other...
The question isn't which event is more important—the one you were invited to or the emergency that suddenly arose. Nor is it a matter of which is more urgent. It is about your stance regarding those specific events. Of course, if the emergency involves health issues, there is no debate. An accident or any kind of tragedy takes absolute priority...
Last-minute choices don't always involve that kind of emergency. It often has more to do with your various social circles. After all, when you choose one, you have to leave the other aside. There is no way to attend every event at the same time...
Let's look at some examples... you have your family. Your significant other, your children, the people who share your most intimate circle. You are invited to a gathering with coworkers, for instance. An event at a venue where, for a few hours, you’ll have fun as if you had no obligations to anyone but yourself... put that way, it sounds like a selfish choice, doesn't it? But that’s not quite the case...
Stepping away from family life for a few extra hours—especially since we are already apart from them during the workday—doesn't make us insensitive to the feelings of those closest to us. We simply face choices and must decide which action is most important at any given moment. And yes... sometimes we have to choose friends or colleagues over family. Not because one is more important than the other—after all, they all play vital roles in our lives—but simply because that’s how the world turns...
As you can see, life in society is more complex than it appears at first glance. A host of rules shapes how we interact within groups. Each person plays a part in our lives, and no single role is more important than another; in a way, they all carry equal weight, even if we don't consciously realize it...
Mother, father, siblings, spouse, children, cousins, aunts, uncles, nieces, and nephews... they hold the same social weight in our lives as colleagues and friends, even if we won't admit it to ourselves. Our lives depend on interaction and collaboration—on each of these elements—to move forward on our path. If just one link in the chain is missing, the course of our lives shifts in ways we cannot predict. That is the nature of life in society. No one is alone on this vast stage where we live, where at every moment we enact a new tragedy...
And that is when Cecília’s poetry carries weight in our lives... "if you wear the glove, you don't put on the ring... If you wear the ring, you don't put on the glove... either this or that... or that or this... I don't know if I should play, I don't know if I should study... if I should run off or stay calm... for I still haven't managed to understand which is best... whether it is this or that"...
And so we go through life, forever living this paradox... for that is what life is made of... an immense puzzle where, at every moment, we make our choices... praying never to make the wrong one...
Tania Miranda - Brazil - July 25, 2026
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O ESTO O AQUELLO...
Hay un poema de Cecília Meirelles que uso como lema en mi vida. De hecho, es uno de los muchos que guardo como referencia en mi día a día, de diversos autores. Incluso se los he pasado a mis hijos para que les sirvan de guía. Pero un poema en particular me ha acompañado desde que lo aprendí. Claro que no me lo sé de memoria, solo unos versos que reflejan a la perfección lo que experimentamos en este plano...
¿Te has dado cuenta de que constantemente nos vemos obligados a tomar decisiones? No importa qué camino tomemos, para que algo suceda, tenemos que renunciar a algo. Siempre...
Recibes una invitación a una fiesta. Una boda, un cumpleaños, una simple reunión con amigos, un viaje... da igual. Por supuesto, te emociona la invitación. Pero aceptarla implica renunciar a algo. Y no siempre nos es posible tomar esa decisión. Sin embargo, sea posible o no, tenemos que actuar. Y terminamos eligiendo un evento sobre otro...
No se trata de qué evento —el que te invitaron o la emergencia que surgió— es más importante. Tampoco se trata de cuál es más urgente. Se trata de tu postura ante esos eventos en particular. Claro, si la emergencia en cuestión involucra problemas de salud, no hay discusión. Un accidente o cualquier tipo de tragedia es una prioridad absoluta...
Las decisiones de último minuto no siempre tienen que ver con este tipo de emergencia. Tienen más que ver con tus diferentes círculos sociales. Sí, porque cuando eliges uno, tienes que dejar a los demás de lado. No puedes participar en todos los eventos al mismo tiempo...
Veamos algunos ejemplos... tienes a tu familia. Tu pareja, tus hijos, las personas con las que interactúas en un círculo más íntimo. Te invitaron a una reunión con colegas, por ejemplo. Un evento en un lugar donde, durante unas horas, te divertirás como si no tuvieras compromisos con nadie más que contigo mismo... dicho así, parece una decisión egoísta, ¿no? Pero no es exactamente así...
Estar ausentes de la vida familiar unas horas más, dado que ya estamos lejos de ellos durante nuestra jornada laboral, no nos hace insensibles a los sentimientos de nuestros seres queridos. Simplemente tenemos opciones y debemos decidir qué acción es más importante en cada momento. Y sí, a veces tenemos que elegir entre amigos y compañeros de trabajo, por encima de la familia. No porque unos sean más importantes que otros, sino porque todos son importantes en nuestras vidas. Así es como funciona el mundo...
Como puedes ver, la vida en sociedad es más compleja de lo que parece a primera vista. Hay una serie de reglas que condicionan nuestra interacción en grupos. Cada grupo tiene su lugar en nuestras vidas, y ninguno es más importante que otro. En cierto modo, todos son equivalentes, aunque no nos demos cuenta conscientemente.
Madre, padre, hermanos, pareja, hijos, primos, tíos, sobrinos... tienen la misma importancia social en nuestras vidas que los compañeros de trabajo y los amigos, aunque no lo admitamos. Porque nuestras vidas dependen de la interacción, de la colaboración, de cada uno de estos elementos para que podamos avanzar en nuestro camino. Si falta tan solo uno de estos eslabones de la cadena, el rumbo de nuestras vidas cambiará de tal manera que no podremos predecir el resultado. Porque así es la vida en sociedad. Nadie está solo en este inmenso escenario en el que vivimos, donde constantemente representamos una nueva tragedia...
Y es entonces cuando la poesía de Cecília Meireles cobra sentido en nuestras vidas: «Si llevas el guante, no lleves el anillo... Si llevas el anillo, no lleves el guante... o esto o aquello... o aquello o aquello... No sé si debería jugar, no sé si debería estudiar... si debería huir o mantener la calma... porque aún no he descubierto qué es lo mejor... si es esto o aquello»...
Y así seguimos adelante con la vida, viviendo siempre esta paradoja... porque de eso está hecha la vida... un inmenso rompecabezas, donde constantemente tomamos decisiones... rezando para no equivocarnos jamás...
Tania Miranda - Brasil - 25/07/2026

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