DESTINOS
DESTINOS
Há momentos na vida que temos que dar uma pausa. Para respirar. Para rever as metas. Para rever os planejamentos, mesmo que não tenha nenhum. Porque a dinâmica da vida muitas vezes nos joga contra as cordas e, de uma maneira ou de outra, temos que nos manter de pé. Ser nocauteados não é uma opção. Mesmo que não tenhamos nenhuma...
Não raras vezes nos sentimos perdidas, pois não conseguimos nos fazer compreender. E isso tem um motivo, que escapa ao nosso julgamento primário. Nada, absolutamente nada, é preto no branco nessa vida. Por mais que desejemos o contrário, as nuances de cinza se espalham por todos os momentos que vivemos...
Mal entendidos fazem parte de nossa rotina. E quando somos nós as atingidas por essa falha de comunicação, sentimos o chão sumir debaixo de nossos pés. Ficamos sem norte, sem saber exatamente onde caminhar com segurança... pois a sensação que temos é que tal é apenas um sonho, que tal não existe. O que existe ao nosso redor é apenas a violência, em seus mais diversos níveis...
Tentamos proteger nossos entes queridos dessa face da vida. Mas tal nem sempre é possível. E por um motivo muito simples... nem sempre estamos em seu mesmo plano vibratório. E se não fazemos parte, em determinado momento, do mesmo plano dimensional da pessoa com a qual estamos tentando nos comunicar, na melhor das hipóteses essa mensagem sairá truncada... na pior, será totalmente desvirtuada...
Pequenas ofensas, disfarçadas de pontos de vista, são comuns em nosso dia a dia. Mas pelo menos é um tipo de comunicação. Não é o ideal. Mas muitas vezes preferimos ser enxovalhadas por alguém querido do que simplesmente ser ignoradas, como se de um momento para o outro tivéssemos nos tornado invisíveis...
Sim, somo complexas. E intensas. Não conseguimos viver na obscuridade. Procuramos a luz com a mesma ânsia que procuramos o ar que nos permite respirar. Porque quando nos relegam ao ostracismo é como se nos tivessem sepultado em vida. Não é uma sensação agradável...
Sermos deixadas de lado, como se não significássemos nada na vida daquelas pessoas que nos importam, dói. É uma dor difícil de mensurar. Porque sabemos que a pessoa em questão nada nos deve. E que, por um motivo ou por outro, simplesmente deixamos de ter importância na vida desta. E nem sempre conseguimos entender o por que...
Não que tenha algum porque nessa atitude tomada pela pessoa... simplesmente ela passou a atuar em um campo vibracional diferente daquele no qual estamos inseridas. E, de um momento para o outro, deixamos de ter importância para sua jornada. São atualizações que machucam ambos os lados. Mas que são necessárias para o crescimento de ambos os personagens...
E é nesse momento que temos necessidade de parar por alguns instantes. Falando grosseiramente, temos que recalibrar nossa posição no espaço-tempo. Temos que encontra nosso novo lugar no Universo, sabendo que a posição que até então existia simplesmente se findou. E o novo momento que passarmos a viver também tem um tempo definido. Que não sabemos qual é. Mas sabemos que os novos rostos que se apresentarão a nós também partirão um dia, pois nada nessa vida é para sempre...
Tania Miranda - 12/07/2026 - Brasil.
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DESTINIES
There are moments in life when we need to pause. To breathe. To re-evaluate our goals. To rethink our plans—or even the lack thereof. Because the dynamics of life often push us against the ropes, and one way or another, we have to stay on our feet. Being knocked out isn't an option. Even if we don't have any...
We often feel lost because we cannot make ourselves understood. And there is a reason for this—one that eludes our initial judgment. Nothing, absolutely nothing, is black and white in this life. No matter how much we might wish otherwise, shades of gray permeate every moment we live...
Misunderstandings are part of our daily routine. And when we are the ones struck by this breakdown in communication, it feels as though the ground is vanishing from beneath our feet. We lose our bearings, unsure of where to walk safely... because it feels like a dream, like none of it is real. All that surrounds us is violence, in its many different forms...
We try to shield our loved ones from this side of life. But that isn't always possible. And for a very simple reason: we aren't always on the same vibrational plane. If we aren't sharing the same dimensional plane as the person we’re trying to communicate with at that moment, the message will come out garbled at best—or completely distorted at worst...
Small slights, disguised as mere points of view, are common in our daily lives. Yet, at least it’s a form of communication. It’s not ideal. But often, we would rather be berated by a loved one than simply ignored—as if, overnight, we had become invisible...
Yes, we are complex. And intense. We cannot live in obscurity. We seek the light with the same yearning with which we seek the air that lets us breathe. Because being cast into ostracism feels like being buried alive. It isn’t a pleasant feeling...
Being cast aside—as if we meant nothing to the people who matter to us—hurts. It is a pain that is hard to measure. Because we know the person in question owes us nothing. And that, for one reason or another, we simply ceased to be important in their life. And we cannot always understand why...
Not that there is necessarily a specific reason for their actions... they simply shifted to a vibrational plane different from the one we inhabit. And, just like that, we ceased to matter to their journey. These are shifts that hurt both sides, yet are necessary for the growth of both individuals...
And that is the moment when we need to pause for a while. To put it bluntly, we have to recalibrate our position in space-time. We must find our new place in the Universe, knowing that the position we held until then has simply come to an end. And the new phase we are entering also has a finite duration—one we cannot know. Yet we know that the new faces we encounter will eventually leave us too, for nothing in this life lasts forever...
Tania Miranda - July 12, 2026 - Brazil.
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DESTINOS
Hay momentos en la vida en los que necesitamos detenernos. Respirar. Repasar nuestras metas. Repasar nuestros planes, incluso si no tenemos ninguno. Porque la dinámica de la vida a menudo nos pone contra las cuerdas y, de una forma u otra, tenemos que mantenernos en pie. Rendirse no es una opción. Incluso si no tenemos ninguno...
No es raro que nos sintamos perdidos, porque no logramos hacernos entender. Y hay una razón para ello, que escapa a nuestro juicio inicial. Nada, absolutamente nada, es blanco o negro en esta vida. Por mucho que deseemos lo contrario, los matices de gris están presentes en cada momento que vivimos...
Los malentendidos son parte de nuestra rutina. Y cuando somos nosotros quienes sufrimos esta falta de comunicación, sentimos que el suelo se abre bajo nuestros pies. Nos quedamos sin rumbo, sin saber exactamente por dónde caminar con seguridad... porque sentimos que tal cosa es solo un sueño, que tal cosa no existe. A nuestro alrededor solo existe la violencia, en sus múltiples formas…
Intentamos proteger a nuestros seres queridos de este aspecto de la vida. Pero no siempre es posible. Y por una razón muy simple: no siempre estamos en el mismo plano vibracional que ellos. Y si, en un momento dado, no estamos en el mismo plano dimensional que la persona con la que intentamos comunicarnos, en el mejor de los casos el mensaje se verá truncado… en el peor, se distorsionará por completo…
Las pequeñas ofensas, disfrazadas de opiniones, son comunes en nuestra vida diaria. Pero al menos es una forma de comunicación. No es lo ideal. Pero muchas veces preferimos ser insultados por alguien querido a ser simplemente ignorados, como si de un momento a otro nos hubiéramos vuelto invisibles…
Sí, somos complejos. E intensos. No podemos vivir en la oscuridad. Buscamos la luz con la misma avidez con la que buscamos el aire que nos permite respirar. Porque cuando nos relegan al ostracismo, es como si nos enterraran vivos. No es una sensación agradable...
Sentirnos excluidos, como si no significáramos nada en la vida de quienes nos importan, duele. Es un dolor difícil de medir. Porque sabemos que esa persona no nos debe nada. Y que, por una razón u otra, simplemente dejamos de ser importantes en su vida. Y no siempre entendemos por qué...
No es que haya una razón para la actitud de la otra persona... simplemente empezó a operar en un campo vibracional diferente al nuestro. Y, de un momento a otro, dejamos de ser importantes en su camino. Son cambios que duelen a ambas partes. Pero son necesarios para el crecimiento de ambos...
Y es en este momento cuando necesitamos detenernos un instante. En términos generales, tenemos que recalibrar nuestra posición en el espacio-tiempo. Tenemos que encontrar nuestro nuevo lugar en el Universo, sabiendo que la posición que existía hasta entonces simplemente ha terminado. Y el nuevo momento que estamos a punto de vivir también tiene un tiempo definido. Un tiempo que desconocemos. Pero sabemos que los nuevos rostros que veremos también se irán algún día, pues nada en esta vida es eterno...
Tania Miranda - 12 de julio de 2026 - Brasil.

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