A SAUDADE MACHUCA NOSSA ALMA...


 

A SAUDADE MACHUCA NOSSA ALMA...

A dor da saudade

Quem é que não tem

Olhando o passado

Quem é que não sente

Saudade de alguém...

     (Elpídio dos Santos)

Saudade é um sentimento que, muitas vezes, nos atinge mesmo quando a pessoa que nos desperta esse sentimento está próxima de nós. Pois não é a distância que nos faz lembrar de momentos passados. É o instante que rimos juntas, é a sensação que sentimos que estávamos, de alguma forma em comunhão com a outra pessoa. E, de repente, essa magia se desfaz...

E porque isso acontece? É uma questão que envolve a física moderna, onde os conceitos de Universos Paralelos pressupõe que cada um de nós está inserido em uma realidade particular, onde a interação entre os indivíduos ocorre ocasionalmente quando estes se encontram em um mesmo campo vibratório. Ou seja, a interação entre os elementos depende de uma série de fatores que fogem ao seu controle consciente...

Na verdade não vivemos todos a mesma realidade. Porque cada um tem a sua própria visão do Universo. É aquela história... se dez pessoas presenciarem determinado evento e forem chamadas para o relatar, se antes de tal questionamento estas forem separadas e não puderem comparar suas versões, teremos onze situações diferentes... dez serão os relatos que receberemos das testemunhas oculares. A décima primeira será o fato como realmente ocorreu.  Porém, um adendo... embora díspares, todas as visões corresponderão à verdade. A verdade da pessoa que se dispôs a relatar aquilo que presenciou. A frase "todo acontecimento tem três versões... a minha, a sua e o que realmente ocorreu" faz parte de nosso dia a dia...

Mas o que tem isso a ver com a "saudade"? Tudo e nada. Confuso? Nem tanto. Temos que nos lembrar uma vez mais que estamos inseridas em um Universo Múltiplo que, em última instância, cria novas realidades a partir de acontecimentos corriqueiros. E essa nova realidade é diferente para cada pessoa que nela está inserida. Por exemplo... acabo de conhecer uma pessoa. A nossa conexão é imediata. Porque, naquele momento, estamos em um mesmo campo vibratório. Que não conseguimos explicar racionalmente. Nossa relação de proximidade permanece enquanto estivermos vibrando na mesma frequência. Mas... bem, "o mundo gira e a Lusitana roda", como dizia o slogam de uma certa empresa de transportes... ou seja, a vida não para, o tempo passa, tudo em nosso redor está em constante mudança e, bem... essa é a vida. O Show deve continuar...

E são essas mudanças, imperceptíveis no inicio, que acabam por, em determinado momento, despertar esse sentimento que nos machuca a alma. Porque de repente percebemos que aquela pessoa que tinha importância em nossa vida de repente não mais faz parte desta. Ah, sim... não estou, de forma alguma fazendo alusão a relacionamentos mais íntimos. Estou falando de amizade. Única e tão somente amizade...

Então, de repente, nos sentimos tristes e abandonadas. Tristes, porque fomos descartadas por... ninguém. Acredita? Ninguém nos abandonou. A vida simplesmente seguiu seu curso. Mas o sentimento de afastamento de alguém que era importante em nossa vida, porque sabia nos ouvir e respondia aquilo que nos ajudava a entender tudo ao nosso redor nos causa uma dor difícil de mensurar. É quando entramos em estado de luto, pois perdemos um pedaço do Universo que clareava nossos passos... não é que a pessoa simplesmente deixou de ser nossa amiga. Simplesmente o Universo a direcionou para um caminho e nossa trajetória foi desviada para outro. E, por um motivo ou por outro, nossa sintonia simplesmente se desfez...

E é quando sentimos saudade daqueles momentos em que ríamos juntas, trocávamos ideias... sentimos saudade da proximidade que nunca tivemos, mas que sentíamos ter... porque a vida nos faz crer nas quimeras que se formam à nossa frente. E muitas vezes vemos uma imagem linda onde nada existe. Não porque assim o desejemos. É que, desta maneira, a vida se torna mais leve...

E assim, seguimos por esse plano, conhecendo novos rostos, nos despedindo de alguns... nos conectando e desconectando da vida daquelas pessoas que cruzam nosso caminho. Todas maravilhosas em sua essência. Todas se tornando lembranças no correr do tempo. Pois o Tempo é o Senhor do Universo de cada um...

Agradeçamos a Deus por cada momento de alegria que nos foi concedido. Mesmo que esses momentos de repente se transformem em lembranças que se foram. Porque, ao menos por algum tempo, fizemos parte de um Universo bonito, onde nos sentíamos acolhidas, compreendidas. E quando a Saudade machucar nosso peito, lembremo-nos dos momentos de alegria vividos. E sigamos em frente, pois o Mundo não para porque nos sentimos tristes em alguns momentos... 

Tania Miranda  -   Brasil   -   16/07/2026

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LONGING ACHES IN OUR SOULS...


The pain of longing—

Who doesn't feel it?

Looking at the past,

Who doesn't feel

A longing for someone...

(Elpídio dos Santos)


Longing is a feeling that often strikes us even when the person who evokes it is close by. For it is not distance that makes us recall past moments. It is the instant we laughed together; it is the sensation of being, in some way, in communion with the other person. And then, suddenly, that magic dissolves...

And why does this happen? It is a question involving modern physics, where the concept of Parallel Universes presupposes that each of us exists within a particular reality, and interaction between individuals occurs only occasionally when they find themselves within the same vibrational field. In other words, the interaction between elements depends on a series of factors beyond conscious control...

In truth, we do not all inhabit the same reality, because each person holds their own view of the Universe. It is that classic scenario: if ten people witness a specific event and are asked to recount it—and if, before being questioned, they are separated so they cannot compare versions—we end up with eleven different situations. Ten will be the accounts provided by the eyewitnesses; the eleventh will be the event as it actually occurred. However, there is a caveat: although disparate, all these views correspond to the truth—the truth of the person who set out to recount what they witnessed. The saying "every event has three versions: mine, yours, and what actually happened" is part of our daily lives...

But what does this have to do with "longing"? Everything and nothing. Confusing? Not really. We must remember, once again, that we exist within a Multiple Universe that, ultimately, creates new realities out of everyday occurrences. And this new reality is different for each person within it. For example... I have just met someone. Our connection is immediate because, in that moment, we share the same vibrational field—something we cannot rationally explain. Our closeness endures as long as we vibrate at the same frequency. But... well, "the world turns and the wheels keep rolling," as a certain transport company's slogan used to say... in other words, life doesn't stop, time passes, everything around us is constantly changing, and, well... that’s life. The show must go on...

And it is these changes—imperceptible at first—that eventually awaken a feeling that wounds the soul. Because suddenly, we realize that someone who once mattered in our lives is no longer part of them. Oh, yes... I am not, by any means, alluding to intimate relationships. I am talking about friendship. Pure and simple friendship...

Then, suddenly, we feel sad and abandoned. Sad, because we were cast aside by... no one. Can you believe it? No one abandoned us. Life simply took its course. Yet, the sense of drifting apart from someone who was important—someone who knew how to listen and offered responses that helped us make sense of the world—causes us a pain that is hard to measure. That is when we enter a state of mourning, for we have lost a piece of the Universe that illuminated our path... It isn't that the person simply stopped being our friend. It is just that the Universe steered them down one path while our own trajectory veered onto another. And, for one reason or another, our connection simply dissolved...

That is when we long for those moments of shared laughter and exchanged ideas... we miss a closeness we never truly had, yet felt we did... because life makes us believe in the illusions that form before our eyes. And often, we see a beautiful image where nothing exists. Not because we wish it to be so. For in this way, life becomes lighter...

And so, we journey through this plane, meeting new faces, saying goodbye to some... connecting and disconnecting from the lives of those who cross our path. All of them wonderful in their essence. All of them becoming memories as time goes by. For Time is the Master of each person's Universe...

Let us thank God for every moment of joy granted to us. Even if those moments suddenly turn into memories that have passed. Because, at least for a time, we were part of a beautiful Universe where we felt welcomed and understood. And when longing aches in our hearts, let us remember the moments of joy we experienced. And let us move forward, for the world does not stop just because we feel sad at times...

Tania Miranda - Brazil - July 16, 2026

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La añoranza hiere nuestra alma...


El dolor de la añoranza

¿Quién no la siente?

Mirando al pasado

¿Quién no la siente?

Añoramiento por alguien...

(Elpídio dos Santos)


La añoranza es un sentimiento que a menudo nos invade incluso cuando la persona que la despierta está cerca. No es la distancia lo que nos hace recordar momentos pasados, sino el instante en que reímos juntos, la sensación de estar, de alguna manera, en comunión con la otra persona. Y de repente, esa magia se desvanece...

¿Y por qué sucede esto? Es una cuestión que involucra a la física moderna, donde los conceptos de universos paralelos presuponen que cada uno de nosotros está inserto en una realidad particular, donde la interacción entre individuos ocurre ocasionalmente cuando se encuentran en el mismo campo vibracional. Es decir, la interacción entre elementos depende de una serie de factores que escapan a su control consciente...

En realidad, no todos vivimos la misma realidad, porque cada uno tiene su propia visión del universo. Es la vieja historia... si diez personas presencian un evento y se les pide que lo narren, si antes de ser interrogadas se las separa y no pueden comparar sus versiones, tendremos once situaciones diferentes... diez serán los relatos que recibamos de los testigos presenciales. La undécima será el hecho tal como ocurrió. Sin embargo, cabe añadir que, aunque dispares, todas las perspectivas corresponderán a la verdad. La verdad de la persona que estuvo dispuesta a contar lo que presenció. La frase "cada evento tiene tres versiones... la mía, la tuya y la que realmente sucedió" forma parte de nuestra vida cotidiana...

Pero ¿qué tiene que ver esto con la "anhelo"? Todo y nada. ¿Confuso? En realidad no. Debemos recordar una vez más que formamos parte de un Universo Múltiple que, en última instancia, crea nuevas realidades a partir de los eventos cotidianos. Y esta nueva realidad es diferente para cada persona dentro de ella. Por ejemplo... acabo de conocer a alguien. Nuestra conexión es inmediata. Porque, en ese momento, estamos en el mismo campo vibracional. Algo que no podemos explicar racionalmente. Nuestra estrecha relación perdura mientras sintamos la misma sintonía. Pero... bueno, "el mundo gira y el Lusitana [un tipo de tren] sigue su curso", como decía el eslogan de cierta compañía de transporte... en otras palabras, la vida no se detiene, el tiempo pasa, todo a nuestro alrededor está en constante cambio y, bueno... así es la vida. El espectáculo debe continuar...

Y son estos cambios, imperceptibles al principio, los que acaban, en cierto punto, despertando ese sentimiento que nos hiere el alma. Porque de repente nos damos cuenta de que la persona que era importante en nuestras vidas ya no forma parte de ellas. Ah, sí... no me refiero, en absoluto, a relaciones más íntimas. Hablo de amistad. Amistad única y exclusiva...

Entonces, de repente, nos sentimos tristes y abandonados. Tristes, porque fuimos abandonados por... nadie. ¿Puedes creerlo? Nadie nos abandonó. La vida simplemente siguió. Pero la sensación de separarnos de alguien importante en nuestras vidas, alguien que sabía escucharnos y respondía preguntas que nos ayudaban a comprender todo lo que nos rodeaba, nos causa un dolor difícil de medir. Es entonces cuando entramos en un estado de duelo, porque hemos perdido una parte del Universo que iluminaba nuestro camino... no es que esa persona simplemente dejara de ser nuestra amiga. El Universo simplemente la guió por un camino, y nuestra trayectoria se desvió hacia otro. Y, por una razón u otra, nuestra conexión simplemente se disolvió...

Y es entonces cuando añoramos esos momentos en los que reíamos juntos, intercambiábamos ideas... añoramos la cercanía que nunca tuvimos, pero que sentíamos que teníamos... porque la vida nos hace creer en las quimeras que se forman ante nosotros. Y a menudo vemos una imagen hermosa donde no existe nada. No porque lo deseemos así. Es que, de esta manera, la vida se vuelve más ligera...

Y así, continuamos en este plano, conociendo nuevas caras, despidiéndonos de algunas... conectando y desconectando de las vidas de quienes se cruzan en nuestro camino. Todas maravillosas en su esencia. Todas convirtiéndose en recuerdos con el paso del tiempo. Porque el Tiempo es el Señor del Universo de cada persona...

Demos gracias a Dios por cada momento de alegría que se nos concedió. Incluso si esos momentos se transforman repentinamente en recuerdos que se desvanecen. Porque, al menos por un tiempo, fuimos parte de un hermoso Universo, donde nos sentimos acogidos y comprendidos. Y cuando la nostalgia nos duela el corazón, recordemos los momentos de alegría que vivimos. Y sigamos adelante, porque el mundo no se detiene porque a veces nos sintamos tristes...

Tania Miranda - Brasil - 16/07/2026


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