SI VIS PACEN, PARA BELLUM


SI VIS PACEN, PARA BELLUM

Normalmente não costumo titular minhas crônicas antes das mesmas estarem prontas. Porque nunca sei exatamente sobre o que vou escrever. Mas hoje, excepcionalmente, desejo falar sobre algo que é essencial para a vida em Sociedade... a Paz. Logicamente não posso afirmar que conseguirei manter-me até o final falando sobre tal assunto, visto que as palavras tem vida, e nem sempre concordam com aquilo que eu quero exprimir...

Sim, as palavras são vivas. Elas decidem o que posso ou não dizer. E, embora eu tenha escolhido o título de hoje com uma certa antecedência, somente após concluir a tarefa saberei se fui bem sucedida em meu intento.  Afinal, embora o mundo grite a plenos pulmões a frase que escolhi, não concordo com esta...

"Se quer paz, prepare-se para a guerra", eis aí uma sentença que serve de guia para a maioria dos grupos sociais da humanidade. E a guerra vem de várias formas, não importa qual seu intuito. A desculpa é sempre a mesma... "estamos armados e preparados para a luta, porque nosso desejo é viver em paz"...

Mas como você pode dizer-se pacifista, se está não só armado, mas preparado para ferir... até matar... aquele que se opõe à sua "oferta de paz"? Se olharmos os noticiários do dia a dia, vemos nações invadindo outras, sob a desculpa de que estas oferecem perigo à "Paz Mundial"... não é tal afirmação um paradoxo?...

Desde que a história da Humanidade passou a ser registrada, guerras são travadas usando os argumentos mais absurdos. Há guerras para todos os gostos... a maioria, religiosa... "guerra santa", como gostam de rotular. Mas há também aquelas que são, descaradamente, "guerras de anexação de território", as quais se utilizam dos mais esdrúxulos argumentos...

Antes de mais nada, um adendo... a maioria das pessoas, embora digam da boca para fora que desejam a paz, cultuam o belicismo. Pois este é expresso em seu dia a dia, quando simplesmente questionam tudo aquilo que não satisfaz suas expectativas... se algo não sai exatamente como esperam, na maioria das vezes reagem agressivamente...

"Mas não há outra forma de reivindicar nossos direitos", será a resposta a essa afirmação. Bem, realmente esse é um assunto complexo. Infelizmente nossa Sociedade está acostumada a seguir a "Lei de Gerson", como é conhecida aqui no Brasil... "Gosto de levar vantagem em tudo, certo?"... 

Esse é o nosso principal problema. Como podemos reivindicar a Paz, se tentamos de todas as formas usurpar o direito daqueles que caminham ao nosso lado? Somos uma espécie acumuladora... e o mais grave é que não nos importamos realmente em deixar um semelhante à míngua, se o nosso cofre está repleto daquilo que consideramos importante para a nossa vida. Não importa se realmente não necessitamos daquilo que guardamos... importa que é nosso e ninguém poderá usufruir do mesmo...

E, não... os "poderosos" não são os piores nesse quesito. Aliás, estes só detém esse título porque a maioria das pessoas que compõe os diversos grupos sociais assim o permitem... mas a mesquinharia se inicia realmente nos alicerces da pirâmide social...

"Ah, mas existe muita gente boa nesse mundo, que procura fazer o bem... pessoas altruístas, que realmente desejam ajudar o próximo"... eis aí outro paradoxo. Como indivíduo, a pessoa pode ser o anjo que protege seu próximo. E várias almas caridosas realmente se unem para combater a desigualdade. O que é um alívio para nossa Sociedade tão carente. Mas...

O mesmo indivíduo que dedica horas de sua vida a ajudar os desassistidos da sorte pode ser aquele que toma a frente em uma contenda onde tudo o que realmente importa é a tomada de um território que pode ser crucial para outras pessoas. Um exemplo? Alguém toma posse de uma certa extensão de terra, e nada faz por aquele espaço que é "seu". Simplesmente deixa ali, "para render dividendos". Outras pessoas, empurradas que são para locais onde a vida pode ser mais fácil em seu dia a dia, ao verem aquele local inexplorado, fazem suas moradas ali e começam a trabalhar em seu entorno, dando vida a um local que estava "esquecido por Deus"...

Um belo dia o "dono" daquela extensão de terra resolve tomar posse "do que é seu". E, com o auxilio das autoridades competentes, expulsa os "invasores" de "sua" propriedade. E o que é isso, senão uma mini guerra contra os desassistidos que provavelmente esse mesmo "benfeitor", em outro momento se desdobra para ajudar?

Como dá para notar, não é fácil separar as "vítimas" de seus "algozes". Porque nesse mundo ninguém é santo ou demônio em sua totalidade. E esse é o motivo pelo qual a Paz, Local ou Mundial, é tão difícil de ser alcançada. Porque, como já diz um velho ditado, "Farinha pouca, meu pirão primeiro"...

Não concordo que, para que possamos viver em paz, temos que estar preparados para o conflito. Porém é assim que caminha a humanidade, eu concorde ou não. Para que possamos usufruir da verdadeira paz em nossa vida temos que evoluir, e muito. Espero que um dia alcancemos esse patamar e possamos realmente viver como irmãos, sem distinção de raça ou qualquer outro tipo de divisão. Isso é um sonho, eu sei. Mas acredito piamente que um dia a frase "Si vis pacem, para bellum" perderá todo o sentido, pois a humanidade finalmente deixará a ganância perdida nas brumas do tempo, e apenas o Amor reinará no meio de nós...  

Tania Miranda   -    Brasil   -   15/04/2026

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SI VIS PACEN, PARA BELLUM

I don't usually title my columns before they're finished. Because I never know exactly what I'm going to write about. But today, exceptionally, I want to talk about something essential to life in society... Peace. Logically, I can't say I'll be able to keep talking about this subject until the end, since words have a life of their own, and they don't always agree with what I want to express...

Yes, words are alive. They decide what I can or cannot say. And, although I chose today's title well in advance, only after completing the task will I know if I succeeded in my attempt. After all, although the world shouts the phrase I chose at the top of its lungs, I don't agree with it...

"If you want peace, prepare for war," that's a sentence that serves as a guide for most social groups in humanity. And war comes in many forms, no matter its purpose. The excuse is always the same... "we are armed and prepared for battle, because our desire is to live in peace"...

But how can you call yourself a pacifist if you are not only armed, but prepared to wound... even kill... those who oppose your "offer of peace"? If we look at the daily news, we see nations invading others, under the pretext that they pose a danger to "World Peace"... isn't that a paradox?...

Since the history of Humanity began to be recorded, wars have been fought using the most absurd arguments. There are wars for all tastes... most of them religious... "holy war," as they like to label them. But there are also those that are, blatantly, "wars of territorial annexation," which use the most outlandish arguments...

First of all, an addendum... most people, although they say outwardly that they desire peace, cultivate warmongering. This is expressed in their daily lives, when they simply question everything that doesn't meet their expectations... if something doesn't go exactly as they expect, they usually react aggressively...

"But there's no other way to claim our rights," will be the response to this statement. Well, this is indeed a complex issue. Unfortunately, our society is accustomed to following "Gerson's Law," as it's known here in Brazil... "I like to take advantage of everything, right?"...

This is our main problem. How can we claim peace if we try in every way to usurp the rights of those who walk beside us? We are a hoarding species... and the worst part is that we don't really care about leaving a fellow human being destitute if our safe is full of what we consider important for our lives. It doesn't matter if we don't really need what we keep... what matters is that it's ours and no one else can enjoy it...

And no... the "powerful" are not the worst in this regard. In fact, these people only hold that title because most people who make up the various social groups allow it... but the pettiness really begins at the foundations of the social pyramid...

"Ah, but there are many good people in this world who seek to do good... altruistic people who truly wish to help others"... there lies another paradox. As an individual, a person can be the angel who protects their neighbor. And many charitable souls truly unite to combat inequality. Which is a relief for our needy society. But...

The same individual who dedicates hours of their life to helping the unfortunate can be the one who takes the lead in a dispute where all that really matters is the taking of territory that may be crucial to other people. An example? Someone takes possession of a certain expanse of land and does nothing for that space that is "theirs." They simply leave it there, "to yield dividends." Other people, pushed to places where life might be easier in their daily lives, upon seeing that unexplored location, make their homes there and begin to work in its surroundings, giving life to a place that was "forgotten by God"...

One fine day, the "owner" of that stretch of land decides to take possession "of what is his." And, with the help of the competent authorities, he expels the "invaders" from "his" property. And what is this, if not a mini-war against the destitute whom this same "benefactor" will probably strive to help at another time?

As you can see, it's not easy to separate the "victims" from their "perpetrators." Because in this world, nobody is entirely a saint or a demon. And that is why peace, local or global, is so difficult to achieve. Because, as an old saying goes, "Every man for himself"...

I don't agree that in order to live in peace, we have to be prepared for conflict. However, that's how humanity progresses, whether I agree or not. To enjoy true peace in our lives, we must evolve, and significantly. I hope that one day we will reach that level and truly live as brothers and sisters, without distinction of race or any other type of division. That's a dream, I know. But I firmly believe that one day the phrase "Si vis pacem, para bellum" will lose all meaning, because humanity will finally leave greed behind in the mists of time, and only Love will reign among us...

Tania Miranda - Brazil - April 15, 2026

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SI VIS PACEN, PARA BELLUM

Normalmente no pongo título a mis columnas antes de terminarlas. Porque nunca sé exactamente sobre qué voy a escribir. Pero hoy, excepcionalmente, quiero hablar de algo esencial para la vida en sociedad: la paz. Lógicamente, no puedo asegurar que podré seguir hablando de este tema hasta el final, ya que las palabras tienen vida propia y no siempre coinciden con lo que quiero expresar…

Sí, las palabras están vivas. Deciden lo que puedo o no puedo decir. Y, aunque elegí el título de hoy con mucha antelación, solo después de terminar la tarea sabré si he tenido éxito. Al fin y al cabo, aunque el mundo grite a los cuatro vientos la frase que elegí, no estoy de acuerdo con ella…

«Si quieres la paz, prepárate para la guerra», es una frase que sirve de guía a la mayoría de los grupos sociales de la humanidad. Y la guerra se presenta de muchas formas, independientemente de su propósito. La excusa siempre es la misma: «Estamos armados y preparados para la batalla, porque nuestro deseo es vivir en paz».

Pero, ¿cómo puedes llamarte pacifista si no solo estás armado, sino dispuesto a herir, incluso a matar, a quienes se oponen a tu «oferta de paz»? Si miramos las noticias a diario, vemos naciones invadiendo a otras con el pretexto de que representan una amenaza para la «paz mundial». ¿Acaso no es una paradoja?

Desde que se empezó a registrar la historia de la humanidad, se han librado guerras con los argumentos más absurdos. Hay guerras para todos los gustos, la mayoría religiosas, «guerras santas», como les gusta llamarlas. Pero también hay guerras que son, descaradamente, «guerras de anexión territorial», que utilizan los argumentos más extravagantes.

Antes que nada, una aclaración: la mayoría de la gente, aunque diga públicamente que desea la paz, fomenta la beligerancia. Esto se manifiesta en su vida cotidiana, cuando cuestionan todo aquello que no cumple con sus expectativas... si algo no sale exactamente como esperan, suelen reaccionar agresivamente...

"Pero no hay otra forma de reclamar nuestros derechos", será la respuesta a esta afirmación. Bueno, este es, sin duda, un tema complejo. Desafortunadamente, nuestra sociedad está acostumbrada a seguir la "Ley de Gerson", como se la conoce aquí en Brasil... "Me gusta aprovecharme de todo, ¿verdad?"...

Este es nuestro principal problema. ¿Cómo podemos aspirar a la paz si intentamos por todos los medios usurpar los derechos de quienes caminan a nuestro lado? Somos una especie acaparadora... y lo peor es que no nos importa dejar a un semejante en la indigencia si nuestra caja fuerte está llena de lo que consideramos importante para nuestras vidas. No importa si realmente no necesitamos lo que guardamos... lo que importa es que es nuestro y nadie más puede disfrutarlo...

Y no... los "poderosos" no son los peores en este sentido. De hecho, estas personas solo ostentan ese título porque la mayoría de quienes conforman los distintos grupos sociales lo permiten... pero la mezquindad comienza en los cimientos de la pirámide social...

"Ah, pero hay mucha gente buena en este mundo que busca hacer el bien... personas altruistas que realmente desean ayudar a los demás"... ahí reside otra paradoja. Como individuo, una persona puede ser el ángel que protege a su prójimo. Y muchas almas caritativas se unen para combatir la desigualdad. Lo cual es un alivio para nuestra sociedad necesitada. Pero...

La misma persona que dedica horas de su vida a ayudar a los desfavorecidos puede ser quien tome la iniciativa en una disputa donde lo único que importa es la apropiación de un territorio que puede ser crucial para otros. ¿Un ejemplo? Alguien se apropia de una extensión de tierra y no hace nada por ese espacio que es "suyo". Simplemente lo deja allí, "para obtener beneficios". Otras personas, empujadas a lugares donde la vida cotidiana les resultara más fácil, al descubrir ese paraje inexplorado, se asientan allí y comienzan a trabajar en sus alrededores, dando vida a un lugar que había sido "olvidado por Dios"...

Un buen día, el "dueño" de ese terreno decide tomar posesión de "lo que le pertenece". Y, con la ayuda de las autoridades competentes, expulsa a los "invasores" de "su" propiedad. ¿Y qué es esto, sino una pequeña guerra contra los indigentes a quienes este mismo "benefactor" probablemente intentará ayudar en otro momento?

Como se puede ver, no es fácil separar a las "víctimas" de sus "agresores". Porque en este mundo, nadie es completamente santo ni demonio. Y por eso la paz, local o global, es tan difícil de alcanzar. Porque, como dice el viejo refrán, "Sálvese quien pueda"...

No estoy de acuerdo en que para vivir en paz debamos estar preparados para el conflicto. Sin embargo, así es como progresa la humanidad, esté de acuerdo o no. Para disfrutar de la verdadera paz en nuestras vidas, debemos evolucionar, y significativamente. Espero que algún día alcancemos ese nivel y vivamos verdaderamente como hermanos y hermanas, sin distinción de raza ni ningún otro tipo de división. Sé que es un sueño. Pero creo firmemente que algún día la frase "Si vis pacem, para bellum" perderá todo su significado, porque la humanidad finalmente dejará atrás la codicia en la bruma del tiempo, y solo el Amor reinará entre nosotros...

Tania Miranda - Brasil - 15 de abril de 2026

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SI VIS PACEN, PARA BELLUM

Di solito non do un titolo ai miei articoli prima di averli terminati. Perché non so mai esattamente di cosa scriverò. Ma oggi, eccezionalmente, voglio parlare di qualcosa di essenziale per la vita in società... la pace. Logicamente, non posso dire che riuscirò a continuare a parlare di questo argomento fino alla fine, poiché le parole hanno vita propria e non sempre concordano con ciò che voglio esprimere...

Sì, le parole sono vive. Decidono cosa posso o non posso dire. E, sebbene abbia scelto il titolo di oggi con largo anticipo, solo dopo aver portato a termine il lavoro saprò se sono riuscito nel mio intento. Dopotutto, anche se il mondo grida a squarciagola la frase che ho scelto, io non la condivido...

"Se vuoi la pace, preparati alla guerra": questa è una frase che funge da guida per la maggior parte dei gruppi sociali dell'umanità. E la guerra si presenta in molte forme, a prescindere dal suo scopo. La scusa è sempre la stessa... "siamo armati e pronti alla battaglia, perché desideriamo vivere in pace"...

Ma come ci si può definire pacifisti se non solo si è armati, ma anche pronti a ferire... persino uccidere... chi si oppone alla propria "offerta di pace"? Se guardiamo le notizie di tutti i giorni, vediamo nazioni che invadono altre, con il pretesto che rappresentino una minaccia per la "pace mondiale"... non è un paradosso?...

Fin da quando la storia dell'umanità ha inizio, le guerre sono state combattute con le argomentazioni più assurde. Ci sono guerre per tutti i gusti... la maggior parte a sfondo religioso... "guerre sante", come amano definirle. Ma ci sono anche quelle che sono, palesemente, "guerre di annessione territoriale", che si basano sulle argomentazioni più stravaganti...

Prima di tutto, un'aggiunta... la maggior parte delle persone, pur dichiarando apertamente di desiderare la pace, in realtà coltiva la propensione alla guerra. Questo si manifesta nella loro vita quotidiana, quando mettono in discussione tutto ciò che non corrisponde alle loro aspettative... se qualcosa non va esattamente come previsto, di solito reagiscono in modo aggressivo...

"Ma non c'è altro modo per rivendicare i nostri diritti", sarà la risposta a questa affermazione. Beh, questo è davvero un problema complesso. Purtroppo, la nostra società è abituata a seguire la "Legge di Gerson", come è nota qui in Brasile... "Mi piace approfittare di tutto, no?"...

Questo è il nostro problema principale. Come possiamo rivendicare la pace se cerchiamo in ogni modo di usurpare i diritti di chi cammina al nostro fianco? Siamo una specie accumulatrice... e la cosa peggiore è che non ci importa davvero di lasciare un nostro simile indigente se la nostra cassaforte è piena di ciò che consideriamo importante per la nostra vita. Non importa se non abbiamo davvero bisogno di ciò che conserviamo... ciò che conta è che sia nostro e che nessun altro possa goderne...

E no... i "potenti" non sono i peggiori in questo senso. In realtà, queste persone si fregiano di tale titolo solo perché la maggior parte di coloro che compongono i vari gruppi sociali glielo permette... ma la meschinità inizia davvero alle fondamenta della piramide sociale...

"Ah, ma ci sono tante brave persone in questo mondo che cercano di fare del bene... persone altruiste che desiderano sinceramente aiutare gli altri"... qui si cela un altro paradosso. Come individuo, una persona può essere l'angelo che protegge il prossimo. E molte anime caritatevoli si uniscono davvero per combattere la disuguaglianza. Il che è un sollievo per la nostra società bisognosa. Ma...

Lo stesso individuo che dedica ore della sua vita ad aiutare i meno fortunati può essere colui che prende l'iniziativa in una disputa in cui l'unica cosa che conta davvero è l'appropriazione di un territorio che potrebbe essere cruciale per altri. Un esempio? Qualcuno si impossessa di una certa porzione di terra e non fa nulla per quello spazio che è "suo". Lo lascia semplicemente lì, "per ricavarne dividendi". Altre persone, spinte verso luoghi dove la vita quotidiana potrebbe essere più facile, alla vista di quei luoghi inesplorati, vi stabiliscono e iniziano a lavorare nei dintorni, dando vita a un posto che era stato "dimenticato da Dio"...

Un bel giorno, il "proprietario" di quel lembo di terra decide di prendere possesso di "ciò che gli appartiene". E, con l'aiuto delle autorità competenti, scaccia gli "invasori" dalla "sua" proprietà. E cos'è questo, se non una mini-guerra contro i diseredati che questo stesso "benefattore" probabilmente cercherà di aiutare in un altro momento?

Come potete vedere, non è facile separare le "vittime" dai loro "carnefici". Perché in questo mondo nessuno è completamente santo o demoniaco. Ed è per questo che la pace, locale o globale, è così difficile da raggiungere. Perché, come dice un vecchio proverbio, "Ognuno per sé"...

Non sono d'accordo sul fatto che per vivere in pace dobbiamo essere preparati al conflitto. Tuttavia, è così che progredisce l'umanità, che io sia d'accordo o meno. Per godere di una vera pace nelle nostre vite, dobbiamo evolverci, e in modo significativo. Spero che un giorno raggiungeremo quel livello e vivremo veramente come fratelli e sorelle, senza distinzioni di razza o di qualsiasi altro tipo di divisione. È un sogno, lo so. Ma credo fermamente che un giorno la frase "Si vis pacem, para bellum" perderà ogni significato, perché l'umanità si lascerà finalmente alle spalle l'avidità, e solo l'Amore regnerà tra noi...

Tania Miranda - Brasile - 15 aprile 2026


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