NÃO É A PRIMEIRA IMPRESSÃO QUE CONTA, REALMENTE...
NÃO É A PRIMEIRA IMPRESSÃO QUE CONTA, REALMENTE...
O que nos leva a sentir animosidade por alguém que não conhecemos, que nunca encontramos, que em nada afeta nossa vida mas, mesmo assim, nos incomoda? Ao menos em um primeiro momento tal sensação é, no mínimo, esdrúxula. Porque não tivemos nenhum contato com tal personagem, mas ainda assim não nos sentimos a vontade pelo simples fato desta pessoa existir...
Existem várias explicações para tal fenômeno. Todos relacionados mais à nossa maneira de pensar... que foi influenciada desde o início de nossa formação... até uma identificação não desejada com esta pessoa que, por motivos mil, conseguiu despertar em nossa psique um sentimento de alerta...
A primeira explicação é o sentimento de defesa, despertado por um gatilho que nos faz ficar em alerta cada vez que algum evento coloque em risco nossa integridade. Por um motivo ou por outro, algumas pessoas fazem soar nosso alarme interno e isso nos deixa em estado de atenção, prontos para repelir o suposto ataque que poderemos enfrentar...
O preconceito é outra explicação para tal atitude de nossa parte. Desde nossa chegada a este plano somos bombardeados com informações sobre o que podemos ou não fazer. E se alguém ousa quebrar esses estereótipos, bem... entramos em estado de alerta, pois não sabemos o que essa quebra da ordem pode ocasionar...
O engraçado é que, geralmente, aquilo que nos incomoda é o que desejamos... nosso maior preconceito não é contra quem ousa quebrar as regras a todos imposta... é contra nós mesmas, que nos projetamos na tal pessoa... e por não gostarmos do que estamos vendo, queremos destruir o espelho, para que a tentação que nos acomete não vença nossas convicções...
Outra causa da rejeição instantânea de um desconhecido pode ser a associação deste com algum evento traumático sofrido por nós em um passado, geralmente remoto. Alguma coisa ocorreu em nossa vida, gerando traumas não resolvidos e, por um motivo ou por outro, esse elemento nos faz lembrar de tais eventos. E, para não revivermos tal situação novamente, nosso instinto nos faz rejeitar essa pessoa...
Ainda ligado ao preconceito, embora com outro viés, há o choque de personalidades. Porque ligado ao preconceito? Porque o que nos incomoda, além do fato de não podermos obrigar a pessoa a seguir nossos parâmetros, é sua maneira despojada de existir, totalmente contrária daquilo que aprendemos ser o correto socialmente...
Quando essa pessoa diverge de nossos parâmetros sociais, seja na maneira de portar-se, vestir-se ou qualquer outra coisa que não corresponda à nossa visão sobre o que é aceitável ou não, o estranhamento é tal que isolamos referida criatura no mesmo instante, para que não sejamos "contaminados" com tal forma de agir...
Sim, quando antipatizamos com alguém isso não significa que este corresponda ao juízo inicial que dele fizemos. É bem provável que, depois de algum tempo de convivência com tal pessoa, as barreiras que levantamos inicialmente sejam derrubadas. Assim como podemos levantar muros de contenção contra pessoas que, a princípio, nos pareceram simpáticas mas que, no dia a dia, descobrimos que nada tinham a ver conosco. Essa é a dinâmica social. É o mundo no qual estamos inseridos...
Por isso, meu bem, quando antipatizar com alguém logo de início, procure analisar a si próprio... com certeza descobrirá que os motivos de rejeição são na verdade medo de se ver projetada, de descobrir seus mais íntimos desejos... desejos esses que vão contra tudo aquilo que aprendeu ser a forma correta de se viver... mas a maneira correta de se viver é simplesmente buscar a felicidade, para si e para aqueles que estão ao seu redor. Antes de agir belicosamente contra quem quer que seja, procure entender sua alma... e descobrirá que tem muito mais em comum com aquela pessoa que em um primeiro momento te desagradou do que poderia imaginar...
Então deixemos nossos medos guardados nos recônditos de nossa alma e recebamos as pessoas de braços e coração abertos. Se você ofertar Amor, receberá Amor de volta. Tenha certeza disso. Então não deixe que as trevas da incompreensão e da discórdia te dominem. Deixe o Amor pelo próximo fluir em sua vida. E a felicidade, sua e daqueles que estão ao seu lado, será uma realidade...
Tania Miranda - Brasil - 27/03/2026
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IT'S NOT THE FIRST IMPRESSION THAT COUNTS, REALLY...
What makes us feel animosity towards someone we don't know, someone we've never met, someone who doesn't affect our lives at all, yet still bothers us? At least initially, such a feeling is, at the very least, bizarre. Because we haven't had any contact with this person, yet we still feel uncomfortable simply because they exist...
There are several explanations for this phenomenon. All related more to our way of thinking... which has been influenced since the beginning of our development... to an unwanted identification with this person who, for a thousand reasons, managed to awaken a feeling of alert in our psyche...
The first explanation is the feeling of defense, triggered by something that makes us stay alert whenever an event puts our integrity at risk. For one reason or another, some people set off our internal alarm, and this puts us in a state of attention, ready to repel the supposed attack we might face...
Prejudice is another explanation for this attitude on our part. From the moment we arrive on this plane, we are bombarded with information about what we can and cannot do. And if someone dares to break these stereotypes, well... we go on high alert, because we don't know what this disruption of order might cause...
The funny thing is that, generally, what bothers us is what we desire... our greatest prejudice isn't against those who dare to break the rules imposed on everyone... it's against ourselves, projecting ourselves onto that person... and because we don't like what we see, we want to destroy the mirror, so that the temptation that assails us doesn't overcome our convictions...
Another cause of the instant rejection of a stranger can be the association of that person with some traumatic event we suffered in the past, usually a distant one. Something happened in our lives, generating unresolved traumas and, for one reason or another, this element makes us remember those events. And, to avoid reliving that situation again, our instinct makes us reject that person...
Still linked to prejudice, although with a different angle, there is the clash of personalities. Why linked to prejudice? Because what bothers us, besides the fact that we can't force the person to follow our standards, is their unpretentious way of being, completely contrary to what we've learned to be socially correct...
When this person diverges from our social standards, whether in their behavior, dress, or anything else that doesn't correspond to our view of what is acceptable or not, the strangeness is such that we isolate that person immediately, so that we are not "contaminated" by that way of acting...
Yes, when we dislike someone, it doesn't mean that they correspond to our initial judgment of them. It's quite likely that, after some time living with that person, the barriers we initially erected will be broken down. Just as we can build walls of containment against people who, at first, seemed likeable to us but who, in everyday life, we discover had nothing in common with us. That's the social dynamic. This is the world we live in...
Therefore, my dear, when you dislike someone from the start, try to analyze yourself... you will surely discover that the reasons for rejection are actually fear of being projected, of discovering your most intimate desires... desires that go against everything you've learned to be the correct way to live... but the correct way to live is simply to seek happiness, for yourself and for those around you. Before acting belligerently against anyone, try to understand your soul... and you will discover that you have much more in common with that person who initially displeased you than you could imagine...
So let's leave our fears hidden in the recesses of our souls and receive people with open arms and hearts. If you offer Love, you will receive Love in return. Be sure of that. So don't let the darkness of misunderstanding and discord dominate you. Let Love for your neighbor flow in your life. And happiness, yours and that of those around you, will be a reality...
Tania Miranda - Brazil - March 27, 2026
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