RELACIONAMENTOS
RELACIONAMENTOS
Nem sempre podemos decidir o que é o melhor para nossa vida. E isso, por um motivo simples, mas que nem sempre percebemos... a dinâmica da Vida não está preocupada com nossas necessidades primárias. Ela está voltada para o todo e, por mais que tentemos entender, jamais conseguiremos. Pois a visão global exige algo que não conseguimos... notar todos os detalhes de cada situação, por mais insignificantes que possam nos parecer...
Na maioria das vezes são detalhes insignificantes... coisinhas miúdas... que tem o poder de modificar toda uma situação. E são esses detalhes tão pequenos que costumam nos pegar de tal forma que acabamos por ficar em xeque, como em uma partida de xadrez...
Somos seres complexos, com milhares de nuances. É como se fôssemos reprogramados a todo instante, e vários desses novos programas tivessem conflitos, a primeira vista, insolucionáveis...
Bem, podemos concluir que nossa vida é composta de paradoxos... pois no final das contas, são estes que compõe nossa rotina diária. Nossa vida social é um agrupamento de situações que costumam não ter nenhum elo as ligando, exceto nossa presença em tais eventos...
Talvez o momento mais complexo de nossas vida seja no ambiente familiar. Que se renova várias e várias vezes. A única configuração que se mantem quase inalterada a vida toda... eu disse "quase"... é a formação original, aquela na qual nascemos e da qual não poderemos nos livrar durante toda nossa existência...
É verdade que essa primeira configuração social de nossa vida é nosso porto seguro. Na maioria das situações, é para esse núcleo que nos dirigimos quando algo em nossa vida adulta não sai exatamente como esperamos...
A figura de nossos pais... geralmente a mãe... representa para nós a segurança que necessitamos em momentos difíceis. Há exceções, é claro. Existem casos em que o pai é a personificação do socorro que necessitamos. Outros casos onde outros membros da família assumem esse papel...
A segunda formação familiar, mesmo não sendo canônica, é a da amizade. Há casos em que a pessoa passa anos ligada a alguém por esse sentimento, onde se torna imprescindível na vida de sua amiga. Em muitos casos, a confiança que se deposita nessa pessoa supera até mesmo aquela que depositamos em nossos familiares...
E finalmente, a terceira e definitiva família na qual seremos inseridas... aquela que formamos por nossa livre e espontânea vontade... ah, sim... quando eu disse "definitiva", foi apenas uma forma de expressão. Pois nem sempre essa terceira formação segue incólume através dos tempos...
Muito fatores podem contribuir para que um casamento dê certo. E nenhum deles tem a ver com expectativas. Tem mais a ver com a troca que houve entre os pares. Se, por algum motivo, não houver uma troca justa, a possibilidade de uma ruptura nesse relacionamento é grande...
Na verdade, quando se é criada uma expectativa quanto a vida futura dos dois cônjuges, o primeiro passo para a derrocada desta união já foi dada. Porque aquele que traçou planos de convivência com o outro já inicia a união tentando receber de seu par exatamente aquilo que esperava... aquilo que acredita piamente que é seu direito...
Mas... e aí novamente aparece o mas... cada pessoa tem a sua própria visão da vida. E aquilo que um acha ser o principal nessa convivência, para o outro é algo completamente descartável. Claro que a solução é encontrar um lugar comum, mas normalmente não se consegue chegar a esse consenso...
O grande erro dessas pessoas é exigir do outro o cumprimento daquilo que, em momento algum, esse se propôs a fazer. Porque o... "defeito"... estava ali, presente, visível para quem quisesse ver. Se não o quadro completo, ao menos as nuances...
Ninguém muda a conduta de ninguém. A única pessoa que pode, efetivamente, mudar sua maneira de ver o mundo, de seguir novas regras, é a própria pessoa. Claro que, se inserido em um meio onde tais ideias estejam sendo propagadas, será mais fácil para assimilar tais ideias.
As vezes um casamento fracassa. E os dois começam a procurar o culpado. Que na verdade não existe. Ou melhor, existe, sim. São os dois em questão. Por algum motivo, em determinado momento, passaram a se ver com outros olhos, mais próximos do mundo real. Pois, ao menos até determinado momento, o que contava era a paixão que ambos sentiam um pelo outro... e quando a paixão acaba...
Quando há a separação, se houver filhos na parada, quem acabará pagando o preço por tal desfecho, serão eles. Pois, de repente, perdem o status de filhos e passam a ser tratados como moeda de troca, onde seus sentimentos deixam de ter valor...
É fácil evitar esse tipo de coisa, não é mesmo? Nem tanto. Afinal, "a razão tem razões que a própria razão desconhece"... e no final, teremos uma cena de filme, onde, depois de um desentendimento, de uma discussão, um dos dois componentes desse núcleo familiar sai com uma mala nas mãos, se perdendo entre as Brumas do Destino...
Tania Miranda - 06/04/2026 - Brasil
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RELATIONSHIPS
We can't always decide what's best for our lives. And this is for a simple reason, but one we don't always realize... the dynamics of life aren't concerned with our primary needs. They're geared towards the whole, and no matter how hard we try to understand, we'll never succeed. Because a global vision demands something we can't achieve... noticing all the details of each situation, however insignificant they may seem to us...
Most of the time, these are insignificant details... tiny things... that have the power to change an entire situation. And it's these small details that often catch us off guard, leaving us in checkmate, like in a game of chess...
We are complex beings, with thousands of nuances. It's as if we're constantly being reprogrammed, and many of these new programs have conflicts that, at first glance, seem unsolvable...
Well, we can conclude that our lives are composed of paradoxes... because in the end, these are what make up our daily routine. Our social life is a collection of situations that usually have no link connecting them, except for our presence at such events...
Perhaps the most complex moment of our lives is in the family environment. It renews itself many times. The only configuration that remains almost unchanged throughout life... I said "almost"... is the original formation, the one into which we are born and from which we cannot escape during our entire existence...
It is true that this first social configuration of our lives is our safe haven. In most situations, it is to this nucleus that we turn when something in our adult life doesn't go exactly as we expect...
The figure of our parents... usually the mother... represents for us the security we need in difficult times. There are exceptions, of course. There are cases where the father is the personification of the help we need. Other cases where other family members assume this role...
The second family formation, even if not canonical, is that of friendship. There are cases where a person spends years connected to someone by this feeling, becoming indispensable in their friend's life. In many cases, the trust placed in this person even surpasses that which we place in our family members...
And finally, the third and definitive family into which we will be included... the one we form of our own free will... ah, yes... when I said "definitive," it was just a figure of speech. Because this third formation doesn't always remain unscathed through time...
Many factors can contribute to a successful marriage. And none of them have to do with expectations. It has more to do with the exchange that occurred between the partners. If, for some reason, there isn't a fair exchange, the possibility of a rupture in that relationship is great...
In fact, when an expectation is created regarding the future life of both spouses, the first step towards the downfall of this union has already been taken. Because whoever plans to live with another person begins the union trying to receive from their partner exactly what they expected... what they firmly believe is their right...
But... and here again comes the "but"... each person has their own vision of life. And what one considers the most important thing in this relationship is completely disposable for the other. Of course, the solution is to find common ground, but usually, this consensus is not achieved...
The great mistake these people make is demanding from the other person the fulfillment of what they never intended to do. Because the... "flaw"... was there, present, visible to anyone who wanted to see. If not the complete picture, at least the nuances...
No one changes anyone else's behavior. The only person who can effectively change their way of seeing the world, of following new rules, is the person themselves. Of course, if inserted in an environment where such ideas are being propagated, it will be easier to assimilate them.
Sometimes a marriage fails. And both begin to look for someone to blame. Who, in reality, doesn't exist. Or rather, it does exist. It's the two of them in question. For some reason, at a certain point, they began to see each other with different eyes, closer to the real world. Because, at least until a certain point, what mattered was the passion they both felt for each other... and when the passion ends...
When there's a separation, if there are children involved, they will end up paying the price for such an outcome. Because, suddenly, they lose their status as children and become treated as bargaining chips, where their feelings cease to have value...
It's easy to avoid this kind of thing, isn't it? Not so much. After all, "reason has reasons that reason itself does not know"... and in the end, we'll have a movie scene where, after a disagreement, an argument, one of the two members of this family unit leaves with a suitcase in hand, getting lost in the Mists of Destiny...
Tania Miranda - 06/04/2026 - Brasil
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RELACIONES
No siempre podemos decidir qué es lo mejor para nuestras vidas. Y esto se debe a una razón simple, pero que no siempre comprendemos: la dinámica de la vida no se centra en nuestras necesidades primarias. Está orientada hacia el todo, y por mucho que intentemos comprenderla, nunca lo lograremos. Porque una visión global exige algo que no podemos alcanzar: percibir todos los detalles de cada situación, por insignificantes que nos parezcan.
La mayoría de las veces, se trata de detalles insignificantes, pequeñas cosas, que tienen el poder de cambiar toda una situación. Y son precisamente estos pequeños detalles los que a menudo nos pillan desprevenidos, dejándonos en jaque mate, como en una partida de ajedrez.
Somos seres complejos, con miles de matices. Es como si nos reprogramaran constantemente, y muchos de estos nuevos programas presentan conflictos que, a primera vista, parecen irresolubles.
Podemos concluir que nuestras vidas están compuestas de paradojas, porque, al final, son las que conforman nuestra rutina diaria. Nuestra vida social es un conjunto de situaciones que, por lo general, no tienen ningún vínculo que las conecte, salvo nuestra presencia en ellas.
Quizás el momento más complejo de nuestras vidas sea el entorno familiar. Este se renueva constantemente. La única configuración que permanece casi inalterable a lo largo de la vida —dije «casi»— es la formación original, aquella en la que nacemos y de la que no podemos escapar durante toda nuestra existencia.
Es cierto que esta primera configuración social de nuestras vidas es nuestro refugio. En la mayoría de las situaciones, es a este núcleo al que recurrimos cuando algo en nuestra vida adulta no sale como esperábamos.
La figura de nuestros padres —normalmente la madre— representa para nosotros la seguridad que necesitamos en los momentos difíciles. Hay excepciones, por supuesto. Hay casos en los que el padre personifica la ayuda que necesitamos. Otros casos en los que otros miembros de la familia asumen este papel.
La segunda formación familiar, aunque no sea la canónica, es la de la amistad. Hay casos en los que una persona pasa años unida a otra por este sentimiento, volviéndose indispensable en la vida de su amigo. En muchos casos, la confianza depositada en esta persona incluso supera la que depositamos en nuestros familiares...
Y finalmente, la tercera y definitiva familia a la que perteneceremos... la que formamos por nuestra propia voluntad... ah, sí... cuando dije "definitiva", era solo una metáfora. Porque esta tercera formación no siempre permanece intacta con el paso del tiempo...
Muchos factores pueden contribuir a un matrimonio exitoso. Y ninguno de ellos tiene que ver con las expectativas. Tiene más que ver con el intercambio que se produce entre los cónyuges. Si, por alguna razón, no hay un intercambio justo, la posibilidad de una ruptura en esa relación es grande...
De hecho, cuando se crea una expectativa sobre la vida futura de ambos cónyuges, ya se ha dado el primer paso hacia el fracaso de esa unión. Porque quien planea vivir con otra persona comienza la unión intentando recibir de su pareja exactamente lo que esperaba... lo que firmemente cree que le corresponde por derecho...
Pero... y aquí viene de nuevo el "pero"... cada persona tiene su propia visión de la vida. Y lo que uno considera lo más importante en esta relación es completamente prescindible para el otro. Claro que la solución es encontrar puntos en común, pero normalmente este consenso no se alcanza...
El gran error que cometen estas personas es exigirle al otro lo que nunca pretendieron hacer. Porque el... "defecto"... estaba ahí, presente, visible para cualquiera que quisiera verlo. Si no la imagen completa, al menos los matices...
Nadie cambia el comportamiento de otra persona. La única persona que puede cambiar eficazmente su forma de ver el mundo, de seguir nuevas reglas, es la propia persona. Por supuesto, si se encuentra en un entorno donde se propagan tales ideas, será más fácil asimilarlas.
A veces un matrimonio fracasa. Y ambos empiezan a buscar a quién culpar. Quién, en realidad, no existe. O mejor dicho, sí existe. Son ellos dos. Por alguna razón, en cierto momento, empezaron a verse con otros ojos, más cercanos a la realidad. Porque, al menos hasta cierto punto, lo que importaba era la pasión que ambos sentían el uno por el otro... y cuando esa pasión se acaba...
Cuando hay una separación, si hay hijos de por medio, ellos terminan pagando las consecuencias. Porque, de repente, pierden su condición de hijos y se convierten en moneda de cambio, donde sus sentimientos dejan de tener valor...
Es fácil evitar este tipo de situaciones, ¿verdad? No tanto. Al fin y al cabo, "la razón tiene razones que la razón misma desconoce"... y al final, tendremos una escena de película donde, tras un desacuerdo, una discusión, uno de los dos miembros de esta familia se marcha con una maleta en la mano, perdido en la bruma del destino...
Tania Miranda - 06/04/2026 - Brasil
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RELAZIONI
Non sempre riusciamo a decidere cosa sia meglio per la nostra vita. E questo per una ragione semplice, ma che non sempre comprendiamo... le dinamiche della vita non si preoccupano dei nostri bisogni primari. Sono orientate al tutto, e per quanto ci sforziamo di comprenderle, non ci riusciremo mai. Perché una visione globale richiede qualcosa che non possiamo raggiungere... notare tutti i dettagli di ogni situazione, per quanto insignificanti possano sembrarci...
Il più delle volte, si tratta di dettagli insignificanti... piccole cose... che hanno il potere di cambiare completamente una situazione. E sono proprio questi piccoli dettagli che spesso ci colgono di sorpresa, lasciandoci sotto scacco matto, come in una partita a scacchi...
Siamo esseri complessi, con migliaia di sfumature. È come se fossimo costantemente riprogrammati, e molti di questi nuovi programmi presentano conflitti che, a prima vista, sembrano irrisolvibili...
Ebbene, possiamo concludere che le nostre vite sono composte da paradossi... perché in fin dei conti, sono questi a costituire la nostra routine quotidiana. La nostra vita sociale è un insieme di situazioni che di solito non hanno alcun legame tra loro, se non la nostra presenza a tali eventi...
Forse il momento più complesso della nostra vita è quello familiare. Si rinnova continuamente. L'unica configurazione che rimane pressoché immutata nel corso della vita... ho detto "quasi"... è la formazione originaria, quella in cui nasciamo e dalla quale non possiamo sfuggire per tutta la nostra esistenza...
È vero che questa prima configurazione sociale della nostra vita è il nostro rifugio sicuro. Nella maggior parte dei casi, è a questo nucleo che ci rivolgiamo quando qualcosa nella nostra vita adulta non va esattamente come previsto...
La figura dei nostri genitori... di solito la madre... rappresenta per noi la sicurezza di cui abbiamo bisogno nei momenti difficili. Ci sono delle eccezioni, naturalmente. Ci sono casi in cui il padre è la personificazione dell'aiuto di cui abbiamo bisogno. Altri casi in cui altri membri della famiglia assumono questo ruolo...
La seconda formazione familiare, anche se non canonica, è quella dell'amicizia. Ci sono casi in cui una persona trascorre anni legata a qualcuno da questo sentimento, diventando indispensabile nella vita del suo amico. In molti casi, la fiducia riposta in questa persona supera persino quella che riponiamo nei nostri familiari...
E infine, la terza e definitiva famiglia in cui saremo inclusi... quella che formeremo di nostra spontanea volontà... ah, sì... quando ho detto "definitiva", era solo una figura retorica. Perché questa terza formazione non sempre rimane indenne nel tempo...
Molti fattori possono contribuire alla riuscita di un matrimonio. E nessuno di questi ha a che fare con le aspettative. Ha piuttosto a che fare con lo scambio che avviene tra i partner. Se, per qualche ragione, non c'è uno scambio equo, la possibilità di una rottura in quel rapporto è alta...
Infatti, quando si crea un'aspettativa riguardo alla vita futura di entrambi i coniugi, il primo passo verso il fallimento di quell'unione è già stato compiuto. Perché chiunque decida di vivere con un'altra persona inizia l'unione cercando di ottenere dal partner esattamente ciò che si aspetta... ciò che crede fermamente sia un suo diritto...
Ma... ed ecco che arriva di nuovo il "ma"... ognuno ha la propria visione della vita. Ciò che uno considera la cosa più importante in una relazione è completamente trascurabile per l'altro. Certo, la soluzione è trovare un terreno comune, ma di solito questo consenso non si raggiunge...
Il grande errore che queste persone commettono è pretendere dall'altro ciò che non hanno mai avuto intenzione di fare. Perché il... "difetto"... c'era, era presente, visibile a chiunque volesse vederlo. Se non il quadro completo, almeno le sfumature...
Nessuno cambia il comportamento di un altro. L'unica persona che può effettivamente cambiare il proprio modo di vedere il mondo, di seguire nuove regole, è la persona stessa. Naturalmente, se inserita in un ambiente in cui tali idee vengono propagate, sarà più facile assimilarle.
A volte un matrimonio fallisce. Ed entrambi iniziano a cercare qualcuno da incolpare. Che, in realtà, non esiste. O meglio, esiste. Sono loro due. Per qualche ragione, a un certo punto, hanno iniziato a vedersi con occhi diversi, più vicini alla realtà. Perché, almeno fino a un certo punto, ciò che contava era la passione che entrambi provavano l'uno per l'altra... e quando la passione finisce...
Quando arriva una separazione, se ci sono figli di mezzo, saranno loro a pagarne il prezzo. Perché, improvvisamente, perdono il loro status di figli e vengono trattati come merce di scambio, dove i loro sentimenti cessano di avere valore...
È facile evitare questo genere di cose, vero? Non proprio. Dopotutto, "la ragione ha ragioni che la ragione stessa non conosce"... e alla fine, ci ritroveremo con una scena da film in cui, dopo un disaccordo, una discussione, uno dei due membri di questa famiglia se ne va con una valigia in mano, perdendosi nelle Nebbie del Destino...
Tania Miranda - 06/04/2026 - Brasil

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