MATERIALISTA OU ESPIRITUALISTA
MATERIALISTA OU ESPIRITUALISTA
Que não sabemos exatamente o que nos espera após terminar nossa participação no grande teatro da vida, é um fato. Claro, sabemos que de um momento para o outro perderemos o movimento, nosso corpo ficará inerte, como uma marionete que, de repente, tivesse suas cordas soltas e por isso não teria mais como se articular. E, sim... aos poucos a deterioração tomará conta de nossa matéria, até voltarmos ao estado primitivo, ou seja... ao nada...
Mas isso é apenas o que podemos, de fato, registrar. Estranho pensar assim, não é mesmo? De um momento para o outro, simplesmente deixamos de existir. Sim, porque o corpo é apenas o receptáculo daquilo que alguns chamam de "espírito". Os materialistas se perdem nessa explicação, pois não conseguem desenhar exatamente aquilo que pretendem como sua verdade... como reações químicas podem definir um caráter, por exemplo?
Se pensarmos bem, explicar a vida realmente é algo complicado. Creio mesmo que é por esse motivo De não pensarmos tanto assim no assunto. Vivemos o momento e pronto. O que passou, passou. O que virá é uma incógnita. Mesmo porque nem sabemos ao certo se teremos alguma coisa a vir em nosso futuro. E, justamente por ser algo incerto, acabamos por não aventar essa possibilidade...
Já reparou, alguma vez, que nosso corpo é apenas um veículo que usamos em nosso dia a dia, para as tarefas que devemos realizar? Não sabemos, de fato, como ele funciona. Temos teorias. Mas... pense bem... quando você está no cockpit de seu automóvel... não é algo semelhante ao seu dia a dia, quando caminha entre as pessoas? Tudo o que você percebe é o que está à sua frente. Para ver seu próprio corpo, necessita olhar para baixo. Ou se mirar em uma superfície polida, que lhe mostre como você pode se ver... nem sempre como as pessoas realmente te enxergam...
Sim... não temos a menor noção de como somos, na verdade. Nos espelhamos nas pessoas à nossa volta. E criamos nossa auto imagem a partir disso. Ou seja, nossa própria identidade é algo que nossa imaginação nos permite definir. E, quando conseguimos visualizar nossa forma física, podemos nos dar por satisfeitos... ou não...
Nosso problema maior são as expectativas. Aquilo que definimos como o ideal. Ou seja, seguimos modelos. Que muitas vezes nem ficam bem em nós. Mas, para satisfazer nosso ego, é o que importa...
Damos muito valor à aparência física. Que nem sempre está de acordo com nosso espiritual. Bem, muitas pessoas não acreditam no "espiritual". Como disse acima, são as "materialistas". Que, no final, não são melhores nem piores que as "espiritualistas". Pois, assim como esse segundo grupo, poderão ser felizes ou não, dependendo única e exclusivamente de como compreendem a vida ao seu redor...
Ser "materialista" não é ser desprovido de esperança no futuro. Assim como ser "espiritualista" não significa sentir-se feliz por, ao completar seu ciclo neste plano, ter a certeza de seguir para um paraíso onde a dor não poderá mais atingir-lo...
Tanto em uma situação como em outra, o que realmente conta, independente de suas convicções, é a forma que escolhe viver. Se for "materialista" e escolher viver o agora, sem vislumbrar a esperança no futuro, com certeza será uma pessoa triste, perdida na penumbra da incerteza e da dor. Mas o "espiritualista" tem o mesmo problema. Estará sempre em luta com seu íntimo, com medo do castigo que poderá receber se transgredir as normas impostas por suas crenças...
Tanto um quanto o outro, para serem felizes, tem que estar em paz consigo mesmo, em primeiro lugar. E não é preciso acreditar em um lugar místico, onde o sol brilha por todo o sempre, para atingir esse estado de espírito. Você pode, muito bem, não acreditar em uma vida posterior a esta e, mesmo assim, ser feliz e fazer felizes as pessoas que tiverem a felicidade de cruzar o seu caminho. Assim como você pode ser uma pessoa que vive em função de alcançar os Campos Elísios após sua passagem por esse plano e fazer o inferno na vida daqueles que gravitam ao seu redor. Não importa, realmente, em que você acredita. Importa como resolveu seguir sua vida...
Temos escolhas a fazer em nossa trajetória por esse plano. Assim como não sabemos o que irá nos acontecer em nosso futuro imediato, também não temos noção do que realmente nos ocorrerá quando cairmos no sono sem retorno. Mas... devemos realmente nos preocupar com isso? Não sei. A escolha de como viver depende de cada um. E a escolha mais sábia que podemos fazer é... viver em paz, procurar estender a mão para todos aqueles que necessitam desse nosso gesto, distribuir amor entre as pessoas... pois aquilo que você doa, receberá em dobro. Distribua amor e receberá amor. Distribua dor... e terá, como retorno, a mesma medida...
Viva a vida. Viva cada minuto como se fosse o seu último. Pois, de repente, pode ser que realmente seja o final de sua apresentação nesse palco. Lembre-se... a vida é como a tênue chama de uma vela, onde a mais breve brisa pode apagá-la. E então, restará apenas sua lembrança entre aqueles que te conheceram. Se você distribuiu amor entre eles, será lembrado com carinho por todos. Se, ao contrário, bem... ninguém se importará com sua partida... e, independente daquilo que possa existir depois que as luzes da ribalta se apagarem para você, cairá no esquecimento, pois ninguém gosta de guardar lembranças não tão boas...
Tania Miranda - Brasil - 30/09/2026
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MATERIALIST OR SPIRITUALIST
It is a fact that we do not know exactly what awaits us after our role in the great theater of life comes to an end. Of course, we know that from one moment to the next, we will lose all movement; our bodies will lie inert—like a marionette whose strings have suddenly been cut, leaving it unable to articulate its limbs. And yes... little by little, decay will claim our physical matter until we return to a primal state—or, in other words... to nothingness.
Yet, that is merely what we can actually observe. It is strange to think about it that way, isn't it? From one moment to the next, we simply cease to exist. After all, the body is merely the vessel for what some call the "spirit." Materialists struggle with this explanation, as they cannot quite map out the truth they seek to define... how, for instance, can chemical reactions account for character?
If we really stop to think about it, explaining life is a complex matter. I believe that is precisely why we tend not to dwell on the subject. We live in the moment—and that’s that. What is past is past. What is to come remains an unknown. Indeed, we do not even know for certain if there is anything awaiting us in the future. And precisely because it is uncertain, we often avoid even entertaining the possibility.
Have you ever considered that our body is merely a vehicle we use in our daily lives to carry out the tasks required of us? We do not truly know how it works. We have theories. But... think about it... when you are in the driver's seat of your car... isn't it much like your everyday life, walking among other people? All you perceive is what lies ahead of you. To see your own body, you have to look down. Or if you gaze at a polished surface that shows you how you appear to yourself—though not necessarily how others truly see you...
Yes... we have no real idea of what we are actually like. We mirror ourselves in the people around us, building our self-image from that reflection. In other words, our identity is something our imagination allows us to define. And when we manage to visualize our physical form, we might feel satisfied... or not...
Our biggest problem is expectations—what we define as the ideal. We follow models that often don't even suit us, yet satisfying our ego is what matters most...
We place great value on physical appearance, which doesn't always align with our spiritual side. Of course, many people don't believe in the "spiritual." As I mentioned earlier, there are the "materialists"—who, in the end, are neither better nor worse than the "spiritualists." Like the latter group, they may or may not find happiness, depending entirely on how they perceive the life around them...
Being "materialist" doesn't mean lacking hope for the future. Just as being "spiritualist" doesn't guarantee happiness simply because one is certain that, upon completing one's cycle on this plane, one will move on to a paradise where pain can no longer reach...
In either case, what truly matters—regardless of your convictions—is the way you choose to live. If you are a "materialist" and choose to live only for the present, without envisioning hope for the future, you will surely be a sad person, lost in the shadows of uncertainty and pain. Yet, the "spiritualist" faces the same problem. You will always be at war with your inner self, fearing the punishment you might face should you transgress the norms imposed by your beliefs...
In either case, to find happiness, one must first be at peace with oneself. And you need not believe in some mystical realm where the sun shines forever to attain that state of mind. You might well disbelieve in an afterlife and yet be happy—and bring happiness to those fortunate enough to cross your path. Conversely, you could be someone who lives solely to reach the Elysian Fields after leaving this plane, while making life a living hell for those around you. What you believe doesn't truly matter; what matters is how you choose to live your life...
We face choices along our journey on this plane. Just as we cannot foresee our immediate future, we have no idea what truly awaits us when we drift into that final sleep. But... should we really worry about that? I do not know. The choice of how to live is up to each of us. And the wisest choice we can make is... to live in peace, to reach out to those in need, and to share love with others... for whatever you give, you will receive twofold. Share love, and you will receive love. Deal out pain... and you will receive it back in equal measure...
Live life. Live every minute as if it were your last. For, all of a sudden, it might truly be the end of your performance on this stage. Remember... life is like the fragile flame of a candle; the slightest breeze can snuff it out. And then, only the memory of you will remain among those who knew you. If you shared love with them, you will be remembered fondly by all. If, on the other hand... well... no one will care about your passing... and, regardless of what might exist after the spotlight fades for you, you will fall into oblivion—for no one likes to hold onto unpleasant memories...
Tania Miranda - Brazil - September 30, 2026
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MATERIALISTA O ESPIRITUALISTA
Es un hecho que no sabemos con exactitud qué nos espera tras el fin de nuestra participación en el gran teatro de la vida. Claro que sabemos que, de un momento a otro, perderemos la movilidad, nuestro cuerpo se volverá inerte, como una marioneta cuyos hilos se han soltado repentinamente y, por lo tanto, ya no puede moverse. Y sí… poco a poco, el deterioro se apoderará de nuestra materia, hasta que regresemos al estado primitivo, es decir… a la nada…
Pero esto es solo lo que podemos percibir. Extraño pensar así, ¿verdad? De un momento a otro, simplemente dejamos de existir. Sí, porque el cuerpo es solo el receptáculo de lo que algunos llaman «espíritu». Los materialistas se pierden en esta explicación, porque no pueden definir con exactitud lo que pretenden como su verdad… ¿cómo pueden las reacciones químicas definir un carácter, por ejemplo?
Si lo pensamos bien, explicar la vida es realmente complicado. Creo que por eso no pensamos tanto en ello. Vivimos el momento y ya está. Lo pasado, pasado está. Lo que está por venir es una incógnita. Incluso porque no sabemos con certeza si tendremos algo en el futuro. Y, precisamente por esa incertidumbre, terminamos por no considerar esa posibilidad...
¿Te has dado cuenta alguna vez de que nuestro cuerpo es solo un vehículo que usamos en nuestra vida diaria para las tareas que debemos realizar? Realmente no sabemos cómo funciona. Tenemos teorías. Pero... piénsalo... cuando estás en la cabina de tu coche... ¿no es similar a tu vida diaria, cuando caminas entre la gente? Solo percibes lo que tienes delante. Para ver tu propio cuerpo, necesitas mirar hacia abajo. O mirarte en una superficie pulida que te muestra cómo puedes verte... no siempre como te ven los demás...
Sí... no tenemos ni idea de cómo somos realmente. Reflejamos a las personas que nos rodean. Y creamos nuestra autoimagen a partir de eso. En otras palabras, nuestra propia identidad es algo que nuestra imaginación nos permite definir. Y cuando logramos visualizar nuestra forma física, podemos sentirnos satisfechos... o no...
Nuestro mayor problema son las expectativas. Lo que definimos como ideal. Es decir, seguimos modelos que a menudo ni siquiera nos convienen. Pero, para satisfacer nuestro ego, eso es lo que importa...
Le damos mucha importancia a la apariencia física, lo cual no siempre está en consonancia con nuestra espiritualidad. Bueno, mucha gente no cree en lo "espiritual". Como dije antes, son los "materialistas", quienes, al final, no son ni mejores ni peores que los "espiritualistas". Porque, al igual que este segundo grupo, pueden ser felices o no, dependiendo única y exclusivamente de cómo entienden la vida que los rodea...
Ser "materialista" no significa carecer de esperanza en el futuro. Del mismo modo, ser "espiritual" no significa sentirse feliz porque, al completar tu ciclo en este plano, tienes la certeza de ir a un paraíso donde el dolor ya no puede tocarte...
En ambos casos, lo que realmente cuenta, independientemente de tus convicciones, es la forma en que eliges vivir. Si eres materialista y eliges vivir el presente sin vislumbrar esperanza para el futuro, seguramente serás una persona triste, perdida en la penumbra de la incertidumbre y el dolor. Pero el espiritualista tiene el mismo problema. Siempre estará luchando consigo mismo, temiendo el castigo que pueda recibir si transgrede las normas impuestas por sus creencias.
Ambos, para ser felices, primero deben estar en paz consigo mismos. Y no es necesario creer en un lugar místico donde el sol brilla eternamente para alcanzar ese estado mental. Puedes no creer en la vida después de la muerte y aun así ser feliz y hacer felices a quienes tienen la fortuna de cruzarse en tu camino. Del mismo modo, puedes ser una persona que vive para llegar a los Campos Elíseos después de tu paso por este plano y hacerles la vida imposible a quienes te rodean. Realmente no importa en qué creas. Lo que importa es cómo eliges vivir tu vida.
Tenemos decisiones que tomar en nuestro viaje por este plano. Así como desconocemos lo que nos depara el futuro inmediato, tampoco tenemos idea de lo que realmente nos ocurrirá cuando nos quedemos dormidos sin despertar. Pero... ¿deberíamos preocuparnos por eso? No lo sé. La elección de cómo vivir depende de cada uno de nosotros. Y la elección más sabia que podemos hacer es... vivir en paz, intentar tender la mano a quienes necesitan este gesto, difundir el amor entre las personas... porque lo que das, lo recibes doble. Siembra amor y recibirás amor. Siembra dolor... y recibirás, a cambio, la misma medida...
Vive la vida. Vive cada minuto como si fuera el último. Porque, de repente, puede ser realmente el final de tu actuación en este escenario. Recuerda... la vida es como la tenue llama de una vela, que la más mínima brisa puede apagar. Y entonces, solo tu recuerdo quedará entre quienes te conocieron. Si sembraste amor entre ellos, todos te recordarán con cariño. Si, por el contrario, bueno... a nadie le importará tu partida... y, sin importar lo que pueda existir después de que la fama se apague para ti, caerá en el olvido, porque a nadie le gusta conservar malos recuerdos...
Tania Miranda - Brasil - 30/09/2026

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